Cresce rejeição à Lula: 55% não votariam no ex-presidente

Percentual daqueles que dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula aumentou de 33% (maio de 2014) para 55%.

Cai também o número de eleitores que votaram em Lula para presidente da república.

Fonte: O Globo

Cresce rejeição à Lula e 55% não votariam no ex-presidente

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reprodução

Ibope: 55% não votariam em Lula nas

Rejeição a petista era de 33% em 2014; 23% declararam que votariam no ex-presidente

Pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda-feira pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, revela que a rejeição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou. Segundo o levantamento, o percentual daqueles que dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula aumentou de 33% (maio de 2014) para 55%. O índice dos que votariam no ex-presidente em 2018 é de 23%. Em maio do ano passado, o percentual de possíveis eleitores era de 33%.

O levantamento, realizado entre os dias 17 e 21 de outubro, pesquisou o potencial de voto de alguns dos principais políticos que podem vir a disputar a presidência da República em 2018.

O Ibope também testou os nomes dos tucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra, além de Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). A rejeição a Lula foi a maior entre todos os nomes testados. Mas os outros nomes também apresentam aumento na rejeição. De acordo com o Ibope, cresceu o percentual dos que não votariam de jeito nenhum em Aécio (de 42% para 47% em um ano), em Marina (de 31% para 50% em um ano) e em Serra (de 47% para 54% em dois anos). Não há comparativo para a rejeição a Alckmin e a Ciro Gomes, ambos com rejeição de 52%.

Apesar da rejeição, o índice dos que votariam em Lula é maior do que a dos adversários: 23%. Aécio Neves aparece com 15%, seguido por Marina, com 11%. Serra tem 8%, Alckmin tem 7% e Ciro, 4%.

Ainda segundo o Ibope, na soma de eleitores que votariam com certeza ou poderiam votar, há empate técnico entre Aécio (42%), Lula (41%) e Marina (39%). Serra e Alckmin ficam, respectivamente, com 32% e 30%. Ciro aparece com 20%.

Lula é o mais conhecido entre os políticos, já que apenas 2% o desconhecem. Ciro é o mais desconhecido, por 24% dos eleitores. E 19% não conhecem Alckmin. O percentual sobre Aéciochega a 9% e para Marina, 10%. No caso de Serra, 11% o desconhecem.

As taxas não somam 100% porque um eleitor pode apontar que votaria em mais de um candidato ou que não votaria em nenhum deles.

Filho de Lula é alvo em nova fase da Operação Zelotes

PF foi autorizada a fazer busca e apreensão na LFT Marketing Esportivo, escritório de Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Zelotes investiga organizações criminosas que atuavam na manipulação do resultado de julgamentos no Carf, conhecido como o “tribunal da Receita”.

Fonte: O Globo

Zelotes: filho de Lula é alvo em nova fase da operação da PF

Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Foto: O Globo

Zelotes: PF faz busca no escritório de filho de Lula

Cem policiais cumprem 33 mandados e prendem lobista Alexandre Paes dos Santos

Na nova fase da Operação Zelotes, deflagrada nesta segunda-feira, a Polícia Federal (PF) foi autorizada a fazer busca e apreensão na LFT Marketing Esportivo, escritório de Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo fontes ligadas à investigação. Segundo o ‘G1’, os policiais já foram à empresa, que tem ligação com a consultoria Marcondes e Mautone, também investigada na Zelotes.

Até o momento, a PF já prendeu cinco suspeitos de envolvimento com fraudes no Carf. Entre os detidos estão Alexandre Paes Santos, José Ricardo Silva e também o lobista Mauro Marcones Machado. Machado é acusado de negociar interesses de montadoras com conselheiros do Carf.

Entre os acusados que tiveram prisão preventiva decretada, o único a escapar da ação policial até o momento é um suspeito do Piauí. Segundo o comunicado da PF, cerca de cem policiais cumprem 33 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Piauí e Maranhão.

A Zelotes investiga organizações criminosas que atuavam na manipulação do resultado de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), conhecido como o “tribunal da Receita”.

Essa nova etapa da operação, informa a PF, aponta que um consórcio de empresas também negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor automobilístico.

A Operação Zelotes foi deflagrada no dia 26 de março deste ano. Até a última operação, deflagrada no dia 8, as fraudes apuradas pela PF junto ao Carf já somavam prejuízos de, pelo menos, R$ 5,7 bilhões aos cofres públicos. A fase realizada hoje foi a quarta da Operação Zelotes.

No último dia 22, a Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda instaurou o primeiro processo administrativo disciplinar para apurar a responsabilidade dos integrantes do Carf elencados como suspeitos na Operação Zelotes. O processo foi aberto contra um caso específico de setembro de 2014.

Segundo nota divulgada pela Fazenda, na ocasião, negociações foram “empreendidas para a realização de ‘pedido de vista’ por conselheiro, com a promessa de vantagem econômica indevida, em processo administrativo fiscal” em que o crédito tributário envolvido era de R$ 113 milhões. O nome do conselheiro não foi divulgado.

ENTENDA A ZELOTES

A Operação Zelotes investiga denúncias de corrupção dentro do Carf, conselho responsável pelos processos administrativos tributários e previdenciários. As apurações realizadas pela corregedoria desde o segundo semestre de 2014 têm revelado, diz a nota, “a existência de um sistema ilegal de manipulação de julgamento de processos administrativos fiscais no CARF/MF, mediante a atuação coordenada de conselheiros com agentes privados que agiram mutuamente com o objetivo de favorecer empresas em débito com a Administração Tributária”.

Fernando Baiano confirma pagamento de despesas de Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, está no olho do furacão. Filho do presidente Lula teria recebido R$ 2 milhões de Fernando Baiano, operador do PMDB.

Lulinha nega ter recebido dinheiro de Fernando Baiano

Fonte: O Globo

Fernando Baiano confirma pagamento de despesas de Lulinha

Baiano contou que pagou despesas pessoais do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Divulgação

Em delação, Fernando Baiano diz que pagou despesas pessoais de filho de Lula

POR LAURO JARDIM

Está destinada a causar um estrondoso tumulto a delação premiada de Fernando Baiano, cuja homologação foi feita pelo ministro Teori Zavascki na sexta-feira.

O operador (de parte) do PMDB na Petrobras pôs no olho do furacão nada menos do que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Baiano contou que pagou despesas pessoais do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Ao contrário dos demais delatores, que foram soltos logo após a homologação das delações, Baiano ainda fica preso até 18 de novembro, quando completa um ano encarcerado. Voltará a morar em sua cobertura de 800 metros quadrados na Barra da Tijuca.

A propósito, quem teve acesso ao conteúdo da delação conta que Eduardo Cunha é, sim, citado por Baiano, que reconhece suas relações com o presidente da Câmara. Mas não entrega nada arrasador contra Cunha.

Saiba quem é o terceiro personagem na relação entre Fernando Baiano e Lulinha

Bumlai é aquele para quem Lula entregou em seu segundo mandato um crachá de trânsito livre no Palácio do Planalto.

Lulinha nega ter tido despesas pagas por delator
Advogado afirmou que filho de Lula ‘jamais recebeu valor’ de Fernando Baiano

O filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, negou neste domingo ter tido despesas pessoais pagas por Fernando Soares, o operador do PMDB na Petrobras. O advogado de Lulinha, Cristiano Zanin Martins, enviou ao GLOBO a seguinte declaração:

— O sr. Fabio Luis Lula da Silva jamais recebeu qualquer valor do delator mencionado.

O colunista Lauro Jardim revelou, em sua coluna de estreia no GLOBO neste domingo, que Baiano, em depoimento de delação premiada, contou que pagou despesas pessoais do filho de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Baiano teve sua colaboração com a Operação Lava-Jato homologada na sexta-feira passada.

A reportagem procurou o Instituto Lula para comentar a citação de Lulinha na delação, mas a entidade informou que não se manifestaria, assim como o ex-presidente Lula.

 

Oposição se mobiliza e articula impeachment de Dilma

Políticos que se articulam por impeachment de Dilma decidiram por em marcha processo que pode levar  afastamento da petista na próxima terça-feira (13).

A oposição deixou claro que não irá esperar a ratificação da posição do TCU no Congresso.

Fonte: Folha de S. Paulo

Oposição se mobiliza e articula impeachment de Dilma

Os principais partidos de oposição pedirão que Cunha dê sequência ao pedido de impeachment de Dilma tendo como base a recomendação do TCU. Divulgação

Oposição deflagra na terça processo para afastar Dilma

Deputados decidem fazer pedido de impeachment avançar na próxima semana

Políticos querem pôr processo em marcha sem esperar Congresso julgar contas de 2014, reprovadas pelo TCU

Os políticos que se articulam para promover o impeachment da presidente Dilma Rousseffdecidiram pôr em marcha o processo que pode levar ao afastamento da petista na próxima terça-feira (13), sem esperar que o Congresso dê a palavra final sobre as contas do governo.

Nesta quinta (8), um dia após o TCU (Tribunal de Contas da União) reprovar o balanço de 2014 de Dilma, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o julgamento das contas do governo só deverá ser concluído pelo Congresso no próximo ano.

Adversário do Palácio do Planalto, Cunha indicou que na terça irá anunciar sua decisão sobre o principal pedido de impeachment recebido pela Câmara, que é assinado pelo jurista Hélio Bicudo, ex-petista, e pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, que trabalhou para Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A tendência é que Cunha siga a orientação da área técnica da Câmara e mande arquivar a petição. Mas os principais partidos de oposição pedirão a ele que dê sequência ao pedido tendo como base a recomendação do TCU.

A oposição deixou claro que não irá esperar a ratificação da posição do TCU no Congresso. Para os líderes dessas bancadas, a reprovação unânime das contas pelo tribunal, com base num relatório produzido por vários auditores, tem força suficiente para justificar o afastamento da presidente do cargo.

Qualquer decisão de Cunha na terça-feira representará uma dor de cabeça para Dilma, já que o melhor cenário para ela era o de uma protelação da análise da petição.

Se o presidente da Câmara aceitar o pedido de Bicudo e Reale, será aberta uma comissão especial para analisar a petição e dar um parecer ao plenário. Dilma será afastada se ao menos 342 dos 513 deputados votarem pela abertura do processo de impeachment.

Se Cunha arquivar o pedido, os principais líderes da oposição vão apresentar um recurso ao plenário, estratégia combinada com o peemedebista para lhe tirar o peso político de assumir sozinho a responsabilidade pela iniciativa. Para que o recurso prospere, é preciso o voto da maioria dos presentes à sessão.

‘ERRO POLÍTICO’

Cunha, que sofreu desgaste nos últimos dias com a revelação da existência de contas secretas associadas a ele na Suíça, criticou a tentativa feita pelo governo para afastar o relator dascontas de Dilma, ministro Augusto Nardes, antes do julgamento no TCU.

“Foi mais um erro político que o governo cometeu”, disse. O TCU, que é um órgão auxiliar do Poder Legislativo na fiscalização dos gastos do governo federal e das empresas estatais, entregou ao Congresso nesta quinta-feira o parecer aprovado na véspera.

Segundo Cunha, nem a análise das contas pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, que é o passo inicial, será concluída em 2015. “Não vai ser um embate rápido, pois o trâmite é lento”, afirmou. “Isso vai demorar.”

A comissão deverá levar, no mínimo, 62 dias para analisar o processo se não houver nenhuma prorrogação de prazo. O colegiado pode manter o entendimento do TCU ou divergir do tribunal e aprovar as contas da presidente –ou, ainda, recomendar a aprovação com ressalvas.

De acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o parecer do TCU será encaminhado à comissão assim que ele o receber. Ele não quis fazer uma previsão sobre quando o processo pode ser finalizado.

Depois da comissão, as contas serão enviadas para votação no plenário do Senado e, depois, da Câmara, mas pode ser que essa votação ocorra em sessão conjunta das duas Casas do Congresso. A decisão será de Renan.

‘Em defesa da serpente’, por Reinaldo Azevedo

Vejo brotar o ódio à política e ao capital e torço para que os jovens que ganharam as ruas não caiam nessa conversa.

Que os moços acreditem na política! Bem pensado, o esquerdismo, quando genuíno, nada mais é do que a ânsia de matar a política para reconstruir o Éden com homens e mulheres puros.

E quando o esquerdismo é uma farsa? Aí dá em Lula e seus Lulinhas endinheirados…

Fonte: Folha de S.Paulo


‘Em defesa da serpente’, por Reinaldo Azevedo

Que os moços acreditem na política! Gustavo Magnusson / G1

Em defesa da serpente

Por Reinaldo Azevedo

A despeito de tudo, sou otimista quanto ao futuro do Brasil. Acho que a necrose do PT é um momento inaugural.

Amplas camadas da população se dão conta de que milagres não existem; de que ninguém será por nós se não formos por nós mesmos. Até Joaquim Levy é personagem desse salto de qualidade. Gosto quando ele diz que, a cada novo gasto, há de corresponder um novo imposto. Alguém sempre paga a conta.

Mais do que a agonia das velhas raposas, interessam-me movimentos de rua de uma juventude que tenta dar à luz o liberalismo em terras nativas. No Brasil das ideias fora do lugar, banqueiros se encantam com o coaxar de pererecas e se deixam seduzir pelo papo-furado distributivista. Alguns querem mais do que juros altos, acreditem. Ambicionam mesmo a ascese!

Constatação à margem: países em que banqueiros fazem questão de ter coração costumam ser governados por pilantras populistas que têm cérebro. O mundo ainda é mais produtivo quando financistas são maus e padres são bons. Sigo.

Algo de novo está em curso, e espero que resista e se espraie, ainda que haja um esforço enorme da imprensa conservadora –de esquerda– de matar essa juventude brandindo contra ela ideias caridosas de anteontem ou a suposta contemporaneidade do “thomas-picarettysmo”.

Sou otimista, sim, mas tenho preocupações. Já escrevi neste espaço que seria lamentável se restasse da Operação Lava Jato o ódio à iniciativa privada e ao capital, tomados como corruptores da pureza original. Qual?

Em seu voto contra a doação de empresas privadas a campanhas –uma decisão moralmente dolosa tomada pela maioria do STF–, a ministra Rosa Weber, por exemplo, disse: “A influência do poder econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, odiosa pantomima que faz do eleitor um fantoche, esboroando a um só tempo a cidadania, a democracia e a soberania popular”.

A tolice é tal que nem errada a frase chega a ser. Eu duvido que Rosa tenha pensado nos desdobramentos da “influência do poder econômico” na vacinação em massa, na produção e distribuição de comida ou na universalização da telefonia.

Por que a ministra pretende que a disputa eleitoral deva ser um domínio impermeável às empresas, que, até onde se sabe, não são abscessos malquistos da civilização, mas uma das formas que esta encontrou de produzir e de multiplicar riqueza?

Junto com o ódio ao capital, vejo brotar em certos nichos o ódio à política, como se já tivéssemos descoberto outra maneira de resolver conflitos distributivos ou de opinião. Torço para que os jovens que ganharam as ruas não caiam nessa conversa de esquerdista desiludido e de anarquista ignorante.

Se, em certa mitologia, o primeiro homem foi Adão, e Eva, a primeira mulher –ambos inocentes como as flores–, a serpente foi o primeiro político. E devemos dar graças a Deus –que já tinha tudo planejado em sua mente divinal– que assim tenha sido, ou aquela duplinha passaria eternidade afora a pôr pontos de exclamação no coaxar das pererecas.

Bem pensado, o esquerdismo, quando genuíno, nada mais é do que a ânsia de matar a política para reconstruir o Éden com homens e mulheres puros. Sem a serpente das tentações. E quando o esquerdismo é uma farsa? Aí dá em Lula e seus Lulinhas endinheirados…

Criador de Dilma Bolada rompe com Dilma e critica presidente nas redes sociais

Jeferson Monteiro fez críticas à presidente Dilma Rousseff em sua conta pessoal no Facebook por causa do apoio do PMDB e de parte do empresariado.

Segundo Revista Época, Jeferson receberia R$ 20 mil por mês da agência Pepper Interativa, contratada pelo PT.

Fonte: O Globo

Criador de Dilma Bolada rompe com Dilma e critica presidente nas redes sociais

Jeferson, que costumava fazer postagens favoráveis à presidente no Twitter, disse que “Dilma não precisa de seu apoio nem o de ninguém que votou nela. Reprodução

Criador de Dilma Bolada critica a presidente no Facebook

Postagens contra Dilma também foram feitas no perfil da personagem no twitter

O criador do perfil Dilma Bolada, no Twitter, o publicitário Jeferson Monteiro, rompeu com a presidente Dilma Roussef nesta quarta-feira. Ele fez críticas à presidente Dilma Rousseff em sua conta pessoal no Facebook. Na rede social, Jeferson, que costumava fazer postagens favoráveis à presidente no Twitter, disse que “Dilma não precisa de seu apoio nem o de ninguém que votou nela.

Afinal, para ela só importa o apoio do PMDB e de parte do empresariado para que ela se mantenha lá onde está.” Jeferson acrecentou ainda que a presidente trocou o governo pelo cargo e citou uma música famosa, gravada pela sambista Beth Carvalho: “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão.”

Depois da publicação no Facebook, novas postagens contrárias ao governo Dilma também foram feitas no perfil “Dilma Bolada” no Twitter. Postagem assinada pela personagem criada por Jeferson diz: “Não consigo acreditar como meu Governo ainda tem 10% de ótimo ou bom. Tem alguma coisa de errado aí…” Como Dilma Bolada, Jeferson também disse no Twitter que não mudou de lado e que quem fez isso foi a presidente.

Na rede social Snapchat, Jeferson publicou um vídeo, explicando a postura em relação ao governo. Na gravação, ele diz que, pra quem é “amigo”, não foi surpresa. Segundo ele, a decisão já havia sido tomada há algum tempo.

Ele diz que já era possível perceber mudanças sutis nas publicações da personagem Dilma Bolada nas redes sociais, como críticas à política econômica do governo. Segundo Jeferson, o que o desestimulou muito foi a maneira como a presidente passou a fazer o “jogo do PMDB, de Renan (Calheiros), e do Eduardo Cunha”.

“Uma coisa é manter a governabilidade, outra é vender o governo para o PMDB”, diz Jeferson no vídeo.

Ainda na gravação, o publicitário diz que quem tem os maiores motivos para reclamar do governo são os eleitores que votaram na presidente Dilma. Jeferson também criticou as mudanças nos ministérios da Educação e da Saúde, que devem ser assumidos pelo atual chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e pelo deputado Manoel Júnior (PMDB-RJ), respectivamente.

No vídeo, o criador da Dilma Bolada diz que não defende impeachment sem motivo, que jamais vai defender a queda da presidente eleita legitimamente pelo povo. O publicitário disse ainda que não sabe como ficará o perfil de Dilma Bolada no Instagram e Facebook, mas que a conta no Twitter vai continuar.

PUBLICITÁRIO PRESTA SERVIÇO PARA AGÊNCIA QUE TEM CONTRATO COM O PT

De acordo com reportagem publicada no site da Revista Época em agosto, Jeferson receberia R$ 20 mil por mês da agência Pepper Interativa, contratada pelo PT. Segundo a publicação, as provas estão em documentos enviados por advogados da agência Pepper Interativa ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Pepper trabalhou nas duas campanhas presidenciais de Dilma e tem contrato com o PT. A agência está sendo investigada no STJ na Operação Acrônimo, em que a PF aponta a existência de um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e outros petistas. À revista, Jeferson negou receber recursos do PT para manter a personagem Dilma Bolada, e que preste serviços à Pepper.

Procurada após as postagens de Jeferson com críticas ao governo Dilma, a Agência Pepper informou que ele é prestador de serviço da empresa e tem contrato renovado até 2016. A agência afirmou ainda que este contrato com o criador da Dilma Bolada não tem nenhuma relação com o que a empresa mantém com o PT.

Ainda segundo a Pepper, por iniciativa própria, a agência pediu para não renovar o contrato com o partido e deixará de atender a legenda em dezembro deste ano. Segundo, a Pepper, Jeferson presta serviços de estratégia e monitoramento digital das redes sociais para a empresa. Sobre a decisão de não renovar com o PT, a agência informou que o contrato não permite divulgar os motivo da rescisão, nem os valores do serviço.

Noblat: À espera da reforma medíocre e limitada de um governo ruim

Dilma procede como em 1992 também procedeu o então presidente Fernando Collor, ameaçado pelo impeachment. Collor reformou seu ministério. E mesmo assim acabou no chão.

Dilma é useira e vezeira em adotar ideias pouco inteligentes.

Fonte: Blog do Noblat

Noblat: À espera da reforma medíocre e limitada de um governo ruim

Os nomes dos novos ministros de Dilma são medíocres. E a reforma, limitada. Divulgação

À espera da reforma medíocre e limitada de um governo ruim

Por Ricardo Noblat

De volta de Nova Iorque, depois de abrir mais uma Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff deverá conferir prioridade ao desfecho da reforma do seu ministério.

Trata-se de uma tarefa que ela mesma se impôs e que se arrasta há mais de 30 dias. No momento em que mais precisa de apoio político, ela pretende cortar 10 dos atuais 39 ministérios.

Não é uma ideia inteligente. Mas Dilma é useira e vezeira em adotar ideias pouco inteligentes. Ou burras mesmo.  Age assim devido à sua inexperiência política e à má qualidade dos seus conselheiros.

Do ponto de vista econômico, o corte de 10 ministérios nada significa. É só para que ela possa dizer: “Cortei”. E talvez não corte 10. De alguns deles, se limitará a tirar o status de ministério.

Com o corte e a entrega de seis ministérios ao PMDB, um deles o da Saúde, Dilma imagina reunir votos o bastante para barrar na Câmara dos Deputados qualquer pedido de impeachment contra ela.

O PMDB não lhe assegura votos com tal objetivo. Nem mesmo com o objetivo limitado de recriar a CPMF. Alguns nomes do partido podem particularmente lhe assegurar seus votos. Mas é só.

Dilma procede como em 1992 também procedeu o então presidente Fernando Collor, ameaçado pelo impeachment. Collor reformou seu ministério. E mesmo assim acabou no chão.

Marcas da reforma feita por Collor: a atração de nomes de peso da política e de fora dela; e sua amplidão. Os nomes dos novos ministros de Dilma são medíocres. E a reforma, limitada.

Dilma enganou a população, dizem tucanos na TV

Fernando Henrique Cardoso voltou a defender, desta vez indiretamente, que a renúncia seria melhor solução para o país.

Aécio disse que o país precisa pensar sobre como sair desta difícil situação.

Fonte: O Globo

Na TV, tucanos acusam Dilma de enganar a população

FH, Aécio, Serra e Alckmin participam de programa do PSDB

O PSDB levou ao ar nesta segunda-feira um programa de 10 minutos com críticas ao governo Dilma Rousseff. Em cadeia de rádio e TV, locutores da peça acusaram a presidente de enganar a população durante a campanha eleitoral e disseram que, “com tanta mentira, um dia a máscara cai”.

Os tucanos mencionaram a possível instalação de um processo de impeachment na Câmara dos Deputados, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a defender, desta vez indiretamente, que a renúncia seria melhor solução para o país. Além do ex-presidente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) participaram do programa.

— A gestão da Dilma está derretendo. A economia vai muito mal. E a presidente é refém de uma base de sustentação no Congresso que a cada dia é mais do tipo toma lá dá cá. Ela na verdade está pagando pela herança maldita que o Lula deixou.

A presidente pode até tentar sair dessa crise, mas como? Com o PT? E o PT tem condições de sustentar alguém? Um partido que propôs o céu ao povo e não teve competência para gerir a economia e hoje oferece o inferno da crise e do desemprego? Por outro lado: e se ela abandona o PT? Aí o risco de cair aumenta ainda mais. Está na hora de a presidente ter grandeza e pensar o que é melhor para o Brasil, e não para o PT — disse FH, deixando no ar a possibilidade de renúncia.

No início do programa, pessoas descontentes com o governo usam uma máscara com a reprodução do rosto da presidente. As falas de apresentadores e de políticos são intercaladas com brasileiros batendo panelas em ritmo musical.

— A realidade foi escondida dos brasileiros, e medidas importantes que deveriam ser tomadas lá atrás, para diminuir para você os efeitos da crise, foram ignoradas pela presidente da República. Prevaleceu sempre a mentira. Tudo apenas para vencer as eleições. E agora, sem qualquer cerimônia, sem assumir minimamente a sua responsabilidade, a presidente transfere o custo dos seus erros e das irresponsabilidades de seu governo para as famílias e os trabalhadores brasileiros — diz Aécio.

Alckmin reforça a crítica:

— O governo escolheu o pior caminho para seguir: aumentou juros e impostos.

Já o senador José Serra diz que “nunca” viu “uma situação política como essa”. Os tucanos rechaçam o aumento de impostos e medidas que “tirem direitos dos trabalhadores”. O programa também rebate as críticas da presidente de que há setores golpistas querendo se aproveitar da crise.

— Quem promete controlar a inflação, não mexer em direitos trabalhistas e muitas outras maravilhas, mas depois a inflação sobe sem parar, ela corta o seguro desemprego, 1,5 milhão de vagas do Pronatec, aumenta e muito a conta de luz. Pensa bem. Isso é ou não é um verdadeiro golpe? — indaga o locutor.

Antes, Aécio também toca no assunto:

— Dentro das regras democráticas que nós queremos e vamos lutar.

‘Somos todos Moro’, por Merval Pereira

O que deveria ser levado em conta, segundo especialistas consultados, é a origem do dinheiro desviado, e não onde ele foi “lavado”.

Decisão STF de tirar da jurisdição da 13ª Vara Federal do Paraná, do juiz Sergio Moro, coloca mais obstáculos a uma investigação que por si só é muito complexa, e com uma capilaridade impressionante pelo país e no exterior.

Fonte: O Globo

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

Por onde anda, o juiz Sérgio Moro é aplaudido. Foto: Cris Fraga.

Somos todos Moro

Vão criar diversos Moros pelo país, comenta um experiente advogado criminalista diante da decisão do Supremo Tribunal Federal de “fatiar” a investigação da Operação Lava Jato. Mesmo que não aconteça um improvável movimento de solidariedade de juízes de primeira instância, declarando-se incompetentes e devolvendo os processos para Curitiba, os que receberem esses processos se sentirão moralmente responsáveis pela continuidade de uma ação do Judiciário que tem amplo apoio da sociedade.

Por onde anda, o juiz Sérgio Moro é aplaudido – ontem foi em uma reunião em São Paulo – e juízes que receberem “fatias” do processo terão também a oportunidade de mostrar que a Justiça funciona.  A decisão STF de tirar da jurisdição da 13ª Vara Federal do Paraná, do juiz Sergio Moro, o processo sobre a corrupção no ministério do Planejamento, portanto, não vai inviabilizar a Operação Lava-Jato, mas coloca mais obstáculos a uma investigação que por si só é muito complexa, e com uma capilaridade impressionante pelo país e no exterior.

O que está sendo visto, e comemorado pelos governistas e advogados de acusados, como o fatiamento da Operação Lava-Jato, fragilizando a tese da Procuradoria-Geral da República de que o que está sendo investigado é uma organização criminosa que atuou em várias instâncias do governo federal além da Petrobras, pode ser revertido com um esforço adicional dos procuradores da Lava Jato, que pretendem dar apoio aos procuradores de São Paulo, e de outros estados, que forem investigar o caso.

Até onde se sabe os casos podem ser desmembrados entre a primeira instância no Rio e São Paulo, além de Curitiba, e será preciso montar equipes de apoio nesses dois Estados para que toda a expertise acumulada na investigação não se perca.

Não é que só exista um juiz no país, como ironizou o ministro Toffoli, mas é de se lamentar que um caso que está sendo investigado desde março de 2014, com um grupo de cerca de 300 pessoas, entre membros do Ministério Público e da Polícia Federal, venha agora a ser desmembrado por questões técnicas, à luz de uma legislação que precisa ser analisada sob a ótica das modernas organizações criminosas.

Além do mais, no afã de tirar o caso das mãos do juiz Sérgio Moro, como salientou em seus comentários durante a votação o ministro Gilmar Mendes, o Supremo antecipou etapas e decidiu questões que poderiam ser definidas na primeira instância, como, aliás, votou o ministro Luis Roberto Barroso.

O ministro, embora tenha concordado em que no STF o caso deve ir para outro relator, e não para o responsável pelas ações da Lava-Jato, defendeu que, na primeira instância, coubesse ao juiz Moro decidir o tribunal adequado para conduzir as investigações do caso Consist. Se ele se afirmasse competente, e alguma parte discordasse, poderia interpor a “exceção de incompetência”, a ser julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, cabendo dessa decisão o recurso especial ao STJ.

Barroso não compra a tese de que o que existe em atuação é uma grande organização criminosa que deveria ser investigada e julgada em conjunto,  que prevaleceu no julgamento do mensalão, apesar dos esforços de todos os advogados de defesa para desmembrar o processo naquela ocasião.

Há ministros, no entanto, a começar pelo relator Teori Zavascki, que consideram que não existe mesmo conexão entre os crimes e, portanto, os processos têm que ser desmembrados. Mas certos argumentos não fazem sentido, como o do ministro Dias Toffoli, que diz que a maior parte dos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica foram cometidos em São Paulo, o que justificaria a atração de todos os processos para a Seção Judiciária do Estado de São Paulo, “ressalvada a apuração de outras infrações conexas que justifiquem conclusão diversa quanto ao foro competente”.

O que deveria ser levado em conta, segundo especialistas consultados, é a origem do dinheiro desviado, e não onde ele foi “lavado”, mesmo por que há muito dinheiro circulando pelo exterior que pode ter entrado no país por diversos estados, mas proveniente de desvios de órgãos públicos dentro do esquema da organização criminosa.

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Habitação: Caixa sobe juros e financiamentos da classe média também são afetados

Aumentos de juros afetam apenas operações com recursos da poupança e não impactam, portanto, os créditos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.

Para correntistas do banco e servidores públicos que financiam imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional, a taxa subiu meio ponto percentual, de 8,8% a 9,3% ao ano para 9,3% a 9,8% por ano.

Fonte: Valor Econômico


Caixa sobe juros da casa própria pela 3ª vez no ano e afeta financiamentos da classe média

Novas taxas valem a partir de 1º de outubro e a elevação se deve “ao aumento das taxas de juros básicos”. Divulgação

Caixa eleva juros da casa própria pela terceira vez no ano

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira uma nova rodada de aumento nos juros cobrados no financiamento habitacional, a terceira desde o começo do ano. As novas taxas valem a partir de 1º de outubro e a elevação se deve “ao aumento das taxas de juros básicos”, afirmou o banco em comunicado.

Os aumentos de juros afetam apenas operações com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos – SBPE) e não impactam, portanto, os créditos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida, programa do governo de financiamento habitacional que usa recursos do FGTS.

A taxa de juros do balcão do banco, referência para clientes que não tem algum relacionamento com a Caixa, saiu de 9,45% para 9,90%, considerando imóveis de valor de até R$ 750 mil nas capitais. Para imóveis acima deste valor, a taxa foi de 11% para 11,5%.

Para correntistas do banco e servidores públicos que financiam imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional, a taxa subiu meio ponto percentual, de 8,8% a 9,3% ao ano para 9,3% a 9,8% por ano.

A Caixa tem lidado com um cenário adverso neste ano para suas operações de crédito habitacional. O banco público tem se visto às voltas com fuga de recursos da poupança, principal lastro para o crédito habitacional, ao mesmo tempo em que tem que aumentar a necessidade de captar recursos via Letras de Crédito Imobiliária (LCI) para emprestar na modalidade. Como as LCIs são referenciadas na taxa básica de juros (Selic), que tem subido, o custo de captação do banco sobe também.

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