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Escolhas erradas do PT faz Brasil caminhar para recessão

A economia deu o primeiro passo de uma recessão que deve ser a mais profunda dos últimos 25 anos.

No primeiro trimestre, a economia brasileira encolheu 0,2% na comparação com o trimestre anterior.

Fonte: ITV 

Escolhas erradas do PT faz Brasil caminhar para recessão

A Caminho da Recessão

Com o PT, o Brasil ficou definitivamente para trás. As escolhas equivocadas dos últimos anos levaram a economia à retração e estão agora custando caro aos brasileiros

Só há más notícias no PIB que o IBGE divulgou nesta manhã. A economia deu o primeiro passo de uma recessão que deve ser a mais profunda dos últimos 25 anos. Nos detalhes, a situação revela-se ainda mais grave.

No primeiro trimestre, a economia brasileira encolheu 0,2% na comparação com o trimestre anterior. Todos os setores e todos os componentes da atividade caíram, com as exceções da agropecuária e das exportações, estas ajudadas pelo câmbio mais favorável. De boa nova, foi só.

Caíram a produção de todos os demais setores, os investimentos e, agora, também o consumo, por culpa da “evolução negativa dos indicadores de inflação, crédito, emprego e renda ao longo dos três primeiros meses do ano”, aponta o IBGE.

O último motor que ainda dava algum alento à economia brasileira parou. Depois de 45 trimestres, ou seja, quase 12 anos, o consumo das famílias teve sua primeira queda: 0,9% quando comparado a igual período do ano anterior.

Entre os destaques mais negativos, estão, ainda, a indústria da transformação, com queda de 7% sobre o primeiro trimestre do ano passado, e os investimentos, com baixa de 7,8% na mesma base de comparação. Em ambos os casos, é a quarta retração trimestral seguida.

No Brasil do PT, pouco se produz, quase nada se investe e não sobra para poupar. Tanto a taxa de investimento quanto a de poupança mantiveram-se baixas neste trimestre: 19,7% e 16% do PIB, respectivamente, ambas menores que as de um ano atrás.

Entre os países que já divulgaram o resultado do PIB do primeiro trimestre do ano, apenas cinco saíram-se pior que o Brasil: Nigéria, EUA, Lituânia, Sérvia e Estônia. Segundo as previsões do FMI, só nove países devem ter recessão mais severa que a brasileira neste ano – quase todos envolvidos em conflitos e/ou desestruturação interna.

O governo Dilma já trabalha oficialmente com uma recessão de 1,2% neste ano. Os sinais da crise estão evidentes por toda parte: não há confiança das empresas para investir; não há segurança dos consumidores para consumir; as fábricas estão diminuindo o ritmo e a fila do desemprego só aumenta. Ao paradeiro junta-se ainflação que não cede.

Não se enxerga luz no fim deste túnel. As medidas fiscais que o governo do PT ora implementa tendem a agravar ainda mais o quadro, arrochar ainda mais a economia e dificultar mais ainda a vida dos brasileiros. O que já não está bom vai piorar.

A verdade é que, com o PT, o Brasil ficou definitivamente para trás. Não há reformas com capacidade de modernizar a economia e atá-la ao bonde do crescimento externo. As escolhas equivocadas do governo petista nos últimos anos estão agora custando caro aos brasileiros. Por quanto tempo mais, ninguém sabe.

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Governo Dilma brinca com setor elétrico e faz conta de luz ficar 23,4% mais cara

Conta de luz dos consumidores de 58 distribuidoras de energia vai aumentar. Aneel também aprovou aumento das bandeiras tarifárias.

Consumidores da AES Sul (RS) terão reajuste de 39,5%.

Fonte: O Globo  

Não tem graça nenhuma! Brincadeira de Dilma faz conta de luz ficar 23,4% mais cara

Conta de luz sobe em média 23,4% a partir desta segunda-feira

Maior alta é para clientes da AES Sul, no RS. No Rio, Light faz reajuste de 22,5%

A partir desta segunda-feira, a conta de luz dos consumidores de 58 distribuidoras de energia de todo o país vai aumentar. O reajuste médio será de 23,4%, mas em alguns casos, ficará bem mais alto, como para os clientes da AES Sul (RS), que será de 39,5%. Os clientes da Bragantina (SP) pagarão mais 38,5% na conta de luz. No Rio, a tarifa da Light vai aumentar em média 22,5%. A Ampla, que abastece boa parte da região metropolitana e do interior fluminense, não passará pela revisão tarifária neste momento, porque seu dia de reajuste é 15 de março, data em que todos os custos são incluídos na tarifa.

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta sexta-feira os pedidos de revisão extraordinária das distribuidoras. Ela levou em conta o aumento da CDE, da energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu que subiu 46%, e os custos das empresas com a compra de energia nos leilões.

No caso da energia de Itaipu, segundo a Aneel, ela representa cerca de 20% da compra de energia das empresas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

BANDEIRAS TARIFÁRIAS

A Aneel também aprovou nesta sexta-feira o aumento dos valores das bandeiras tarifárias. O novo valor da bandeira tarifária vermelha para o ano de 2015, passa de R$ 3,00 por quilowatt/h (kWh) para R$ 5,50 o kWh, um aumento de 83%. A bandeira tarifária amarela sobe de R$ 1,50 a cada 100 kWh para R$ 2,50 o kWh. Estes foram os mesmos valores que estavam em audiência pública. Com o sistema, as contas de luz podem ter aumentos mensais se a bandeira for vermelha ou amarela, e Em janeiro e fevereiro, a bandeira tarifária ficou vermelha e deverá permanecer assim a maior parte do ano em todos os subsistemas do país – Sudeste/Centro-Oeste (regiões Sudeste e Centro-Oeste, Acre e Rondônia); Sul (região Sul); Nordeste (região Nordeste exceto o Maranhão) e Norte (região Norte, exceto Pará, Tocantins e Maranhão).

O governo centralizou em uma única conta, uma espécie de fundo, os recursos arrecadados dos consumidores pelas distribuidoras com a cobrança das bandeiras tarifárias. No início deste mês ele baixou um decreto criando a “Conta Centralizadora de Recursos das Bandeiras Tarifárias” e determinado que os valores depositados na conta são administrados pela Câmara Comercializadora de Energia Elétrica (CCEE).

Eleitores querem mais atenção à Saúde, mostra pesquisa

Levantamento da FGV revela que 70% dizem que Saúde é a área que merece mais atenção e 52,5% acreditam que os deputados devem se concentrar em reformas de “leis de processo e punição de crimes”

Onda de insatisfação com poder público aumenta

Fonte: O Globo 

Pesquisa aponta que eleitor quer mais atenção à Saúde

Levantamento aponta que Saúde, Educação, Segurança e Transporte são a maior preocupação e demanda de eleitores. Divulgação

Para eleitor, Saúde merece mais atenção, diz pesquisa da FGV

Parte dos entrevistados acredita que os deputados devem se concentrar em reformas de ‘leis de processo e punição de crimes’

Depois de um ano eleitoral, no qual reforma política e combate à corrupção foram temas recorrentes, os 594 parlamentares que chegaram neste domingo ao Congresso vão ser cobrados pelos eleitores sobre assuntos mais ligados ao dia ao dia, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas, realizada pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas. O levantamento aponta que Saúde, Educação, Segurança e Transporte são a maior preocupação e demanda de eleitores. Ao todo, 70% dizem que Saúde é a área que merece mais atenção e 52,5% acreditam que os deputados devem se concentrar em reformas de “leis de processo e punição de crimes”.

— No Brasil, é histórica a demanda por Saúde e Educação e, a partir dos anos 1980, Segurança entrou nessa lista. O resultado mostra que a qualidade dos serviços ainda está aquém do desejo do cidadão. Depois do crescimento da renda e da inclusão no mercado de consumo, ele espera que o país passe a oferecer política pública de qualidade — diz Luís Felipe da Graça, cientista político e pesquisador do Daap.

Os 3.600 eleitores das cidades e regiões metropolitanas do Rio, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife, além do Distrito Federal, deixaram em 2º plano a reforma política e o combate à corrupção, mesmo sendo entrevistados em outubro de 2014.

No Rio e em São Paulo, 63% e 64% dos entrevistados, respectivamente, disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com os serviços públicos de Educação. Em relação aos Transportes, em Recife, 68% disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos. Já em Brasília, os descontentes chegam a 67%. Já a demanda por Saúde é tão grande que, em todas as seis cidades e no DF, mais de 70% da população diz estar muito insatisfeita ou insatisfeita. A situação pior é em Brasília, com 86,6%.

Racionamento de energia: Brasil perderia quase R$ 6 bilhões

Número decorre do cálculo de uma eventual redução de carga na economia nacional, em torno de 10%.

Para evitar racionamento, é preciso chover 85% da média histórica nos próximos meses, mas até agora esse percentual está em 58%.

Fonte: O Globo

Energia: racionamento pode impor perdas de R$ 6 bi ao Brasil

Mesmo com o desempenho ruim da economia, o brasileiro vem consumindo cada vez mais energia.

Brasil perderia R$ 6 bilhões com racionamento de energia

Situação teria impacto direto no Produto Interno Bruto

Técnicos do governo chegaram a calcular, no ano passado, qual seria o impacto de um racionamento de energia, indicando um cenário desastroso para a economia do país. Essas contas apontaram um efeito imediato de perda de quase R$ 6 bilhões para a economia, sem considerar os efeitos indiretos. Esse número decorre do cálculo de uma eventual redução de carga na economia nacional, em torno de 10%. A conta é feita todos os anos e, em 2014, foi um dos parâmetros para avaliar a decisão de se adotar um racionamento. O resultado da conta também é importante para decisões de investimentos.

No ano passado, quando o cenário era menos grave do que agora em termos hidrológicos, as contas apresentadas à cúpula do governo colaboraram para a decisão de descartar qualquer possibilidade de racionamento de energia. Nos últimos dias, porém, as projeções de chuvas traçadas pelos técnicos do governo federal, liderados pelo secretário dePolíticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre, eram mais favoráveis para os reservatórios das hidrelétricas, com expectativa de chuvas a curto prazo, o que prorrogaria novas discussões sobre a eventual necessidade de um racionamento.

Atualmente, o nível dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste está em 17,28%, patamar semelhante ao do Nordeste (de 17,13%). No Sul, é de 66,43%, contra 34,90% no Norte. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse na quinta-feira que o país pode ter problemas graves se o nível dos reservatórios chegar a 10%. Ricardo Savoia, da consultoria Thymos Energia, ressalta, porém, que 10% é “o limite do limite”:

— Se chegarmos com as hidrelétricas a 10%, vamos ter de permanecer com todas as termelétricas por três anos gerando na base do sistema. Assim, teremos um custo adicional entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões por ano. Para evitar isso, é preciso chover 85% da média histórica nos próximos meses, mas até agora esse percentual está em 58%.

Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da UFRJ, destacou que o racionamento só será discutido depois de abril, quando termina o período de chuvas. Ou, então, ressaltou, se as hidrelétricas chegarem a 10%. Ele critica a falta de campanhas para uso mais eficiente de energia.

— O governo decidiu fazer usinas sem reservatórios e deixou de lado programas como de energia nuclear. Com o aumento da renda, as políticas sociais dos últimos anos, o consumo de energia residencial aumentou e vai continuar aumentando, porque as pessoas passaram a ter eletrodomésticos, comprados com a maior oferta de crédito. E o governo, ao criar a bandeira tarifária (sistema que eleva a conta de luz de acordo com o nível dos reservatórios), não fez campanha alguma para explicar como funciona. As pessoas vão ter surpresas, agora, quando chegar a conta — critica Castro.

O racionamento também já é esperado por especialistas do setor a partir do segundo semestre. Eles dizem ainda que o país pode sofrer com novos apagões, inclusive fora do horário de pico, se o calor continuar intenso nos próximos meses. Meteorologistas preveem nova onda de calor para fevereiro e março. No início dos últimos três anos, a falta de chuvas no país, alerta o Climatempo, já está pior do que a registrada no mesmo período de 1999, 2000 e 2001 — este, o ano do racionamento.

Marcelo Pinheiro, do Climatempo, afirma que, em 1999 e 2000, as chuvas foram maiores (entre 50mm e 200mm) em relação à média histórica nas regiões Sudeste e Nordeste, permanecendo no mesmo patamar no Norte e Centro-Oeste. Somente no Sul ficaram abaixo. Em 2001, as chuvas ficaram menores (entre 100mm e 200mm) no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, o que forçou o governo a decretar o racionamento.

— Já em 2013, tivemos chuvas abaixo da média (entre 50mm e 100mm) no Sul, em cidades do Sudeste, do Norte e no Norte do Nordeste. Em 2014, complicou. Só tivemos chuvas acima da média (entre 50mm e 100mm) no Sul e em parte do Norte. E o início de 2015 está parecido com o do ano passado, com chuvas abaixo da média histórica nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte — explica Pinheiro, lembrando que, no Sul, apenas Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão com chuvas acima do normal.

CAMPANHA DE USO RACIONAL

Outro problema é que, mesmo com o desempenho ruim da economia, o brasileiro vem consumindo cada vez mais energia. E a expectativa é de um consumo ainda maior neste ano. De acordo com a consultoria Excelência Energética, com base em dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o consumo per capita de energia passou de 2.364 quilowatt-hora por habitante (kWh/h), em 2013, para 2.398 kWh/h em 2014, uma alta de 1,43%. Para 2015, projeta-se alta de 2,61%, para 2.461 kWh/h. Segundo especialistas, isso se deve à maior demanda do comércio e das residências, com maior uso de eletrodomésticos — como o ar-condicionado, apontado como o vilão do setor.

— É importante que o governo inicie campanhas de racionalização para obter um consumo mais eficiente de energia. Em 2001, com o racionamento, o brasileiro passou a consumir de modo mais racional, trocando lâmpadas e diversos eletrodomésticos — disse Erik Eduardo Rego, diretor da Excelência Energética.

Savoia, da Thymos, ressalta que o aumento da demanda vem justamente do setor residencial, que teve alta de 6% em 2014, e do comércio, com avanço de 7,5%. Na indústria, houve queda de 2,5%. Por isso, ele reforça que o governo deveria ter adotado alguma política de racionalização já no fim de 2013, quando o nível dos reservatórios se aproximou de níveis críticos. Ele ressalta que, com isso, o governo teria tido perdas menores. A atual crise do setor, com os empréstimos para empresas e gastos com termelétricas, já consumiu cerca de R$ 80 bilhões.

— Hoje o grande problema vem do lado da oferta. Em média, as obras estão atrasadas entre dois e três anos — diz Savoia.

Energia: contas de luz poderão subir duas vezes em 2015

Trapalhada energética: caso as distribuidoras não consigam cobrir seus custos, a Aneel vai autorizar revisão extraordinária das tarifas.

Setor de energia ainda enfrenta dificuldades

Fonte: O Globo 

Energia elétrica: consumidor poderá pagar dois reajustes em 2015

Setor elétrico em crise. Divulgação

Governo suspende subsídio e contas de luz poderão subir duas vezes em 2015

Tesouro Nacional deixará de fazer aportes de até R$ 9 bi previstos para o setor este ano

O governo decidiu suspender os aportes do Tesouro ao setor elétrico, que este ano chegariam a R$ 9 bilhões, segundo previsão do Orçamento. Com isso, a conta de luz pode ter dois reajustes no ano. Caso as distribuidoras não consigam cobrir seus custos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai autorizar revisão extraordinária das tarifas.

A crise do setor elétrico foi discutida em reunião da presidente Dilma Rousseff com os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e da Fazenda, Joaquim Levy. Ficou decidido que o governo vai dar aval a um último empréstimo, de R$ 2,5 bilhões, às distribuidoras, que será negociado com um grupo de bancos e a partir daí será praticado o que o governo chama de “realismo tarifário’. Ou seja, os custos de energia serão repassados ao consumidor, com exceção

– Politicamente, a orientação está dada para que nós possamos implementar uma política estruturante (ao setor elétrico) – disse Braga, ao retornar para o ministério, após a reunião no Palácio do Planalto.

O ministro achou prematuro indicar, neste momento, um impacto dessas medidas definidas nesta segunda-feira no aumento líquido das contas de luz neste ano.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, que também esteve na reunião, explica que as medidas que deverão pressionar o aumento da conta de luz serão adotadas tendo em vista a aplicação de um “realismo tarifário” que torne o setor sustentável.

– (Adotar medidas estruturantes) é fazer o que precisar ser feito pra que a sustentabilidade econômico-financeira do setor seja preservada. É o mecanismo que se usa. Você tem o processo tarifário ordinário ou o extraordinário. É uma situação extraordinária. (…) Você precisa ter uma sustentabilidade dentro do próprio setor elétrico. A forma é ter uma tarifa realista que represente o efetivo custo do setor elétrico – explicou Rufino.

CONSULTA PÚBLICA

No dia 20 de janeiro, a Aneel deverá colocar em consulta pública a previsão de orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o canal pelo qual o governo vinha fazendo os aportes no setor elétrico. Sem esse subsídio, a previsão é de que o déficit da CDE seja repassado às tarifas, o que, na visão de Rufino, justificaria um pedido de revisão extraordinária pelas distribuidoras, uma vez que esses custos não eram previstos anteriormente.

– Não agrada a ninguém ter que aumentar tarifa, mas também não adianta viver em um mundo de ilusão. Se o custo efetivo está em outro patamar, a única forma de aumentar sustentabilidade é encontrar um realismo tarifário. É inevitável, com esse cenário de variação do custo da CDE, que tenhamos revisões extraordinárias (de tarifas) – disse Rufino.

Segundo Braga, o empréstimo de R$ 2,5 bilhões que será contratado junto ao mercado financeiro para sanar dívidas referentes a novembro e dezembro para as distribuidoras de energia ainda será negociado junto aos bancos pelo governo federal. Segundo ele, ainda “vai começar uma negociação” nesse sentido. Bancos privados e públicos já emprestaram R$ 17,8 bilhões ao setor elétrico no ano passado. Além do custo da CDE, o início do pagamento desses empréstimos em 2015 também pressionará o aumento das tarifas neste ano.

‘Ou o PT muda ou acaba’, diz Marta Suplicy em entrevista

Ex-ministra da Cultura e fundadora do PT está de saída e faz duras críticas a sigla: “É um partido cada vez mais isolado, que luta pela manutenção no poder.”

Marta revela as intrigas de Mercadante, o movimento volta Lula e faz duras críticas a Dilma

Fonte: O Estado de S.Paulo

Marta Suplicy: ‘Ou o PT muda ou acaba’

Marta diz que Lula deu sinais de que poderia ser candidato em 2014, razão pela qual começou a articular a volta do ex-presidente.

Entrevista. Marta Suplicy

Marta critica Dilma, ataca colegas e afirma: ‘Ou o PT muda ou acaba’

De saída do partido, senadora se diz estarrecida com ‘desmandos’ da atual gestão

Eliane Cantanhêde

Para a senadora Marta Suplicy (SP), que foi deputada, prefeita e duas vezes ministra pelo PT, o partido chegou a uma encruzilhada: “Ou o PT muda, ou acaba”. Em entrevista ao Estado, Marta não assumiu explicitamente, mas deixou evidente que está a um passo de sair do PT: “Cada vez que abro um jornal, mais fico estarrecida com os desmandos. É esse o partido que ajudei a criar?”.

Articuladora assumida do “Volta, Lula” em 2014, ela também deixou suficientemente claro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em alguns momentos, autorizou os movimentos nesse sentido. Quanto ao governo Dilma: “Os desafios são gigantescos. Se ela não respeitar a independência da equipe econômica, vai ser desastroso para o Brasil”.

A declaração mais irada foi contra o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que ela julga “inimigo do Lula” e “candidatíssimo” a presidente em 2018, mas “vai ter contra si a arrogância e o autoritarismo”. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Por que a senhora articulou o movimento “Volta, Lula”?

Em meados de 2013, os desmandos aconteciam e a economia ia de mal a pior. Foi aí que disse ao Lula: ‘Presidente, está acontecendo uma coisa muito séria. O que o senhor acha que está acontecendo?’ Conversamos a primeira, a segunda, a terceira, a quarta vez… E ele dizia: ‘É verdade, estou conversando com ela, mas não adianta, ela não ouve’. A coisa foi piorando e, um dia, ele disse: ‘Os empresários estão se desgarrando…’. E perguntou se eu podia ajudar e organizei um jantar na minha casa, já no início de 2014, com os 30 PIBs paulistas. Foi do Lázaro Brandão a quem você quiser imaginar. Eles fizeram muitas críticas à política econômica e ao jeito da presidente. E ele não se fez de rogado, entrou nas críticas, disse que era isso mesmo. Naquele jeito do Lula, né? Quando o jantar acabou, todos estavam satisfeitíssimos com ele.

E falaram nele como candidato?

Ninguém falou claramente, mas todo mundo saiu dali com a convicção de que ele era, sim, o candidato.

Ele admitia que queria ser?

Nunca admitiu, mas decepava (sic) ela: ‘Não ouve, não adianta falar.’

Ele estava incomodado com Dilma?

Extremamente incomodado. E isso é que foi levando ele a achar que tinha de ser o candidato e fui percebendo que a ação dele foi mudando. A verdade é que ele nunca disse, mas sempre quis ser candidato e achou que ia ser.

Por isso a senhora trabalhou pela candidatura do Lula?

Sim, providenciando os encontros para ele poder se colocar. Foi quando convidei políticos, artistas para um grande encontro político. Convidei a Dilma, o Mercadante e todos os ministros de São Paulo, avisando que o Lula estaria presente. Todos confirmaram, mas, na véspera, todos cancelaram. E ela, Dilma, também não foi. Nessa época, ainda estava confuso quem seria o candidato. Tinha uma disputa. E, depois, quando ela virou candidatésima, ele não falava mais com ela.

O Lula deixava uma porta aberta?

Quando o Lula escolheu o Fernando Haddad para disputar a Prefeitura, eu avisei a ele que eu ia sair do ministério, porque discordava da política econômica, da condução do País, e ia voltar para o Senado. ‘E vou dizer que o candidato é o senhor. A única que tem coragem de dizer isso publicamente sou eu e vou dizer’. E ele: ‘Não vai, não, de jeito nenhum’. Eu: ‘Por quê?’ Ele: ‘Porque não é hora’. Veja bem, ele não negou, ele disse que não era hora.

Depois, como evoluiu?

Um dia, eu fui direta: ‘Lula, tem de ir pro pau, tem de ter clareza nisso’. E listei pessoas com quem poderia conversar para dizer que ele tinha interesse, que estava disposto. Aí ele disse que não, que não era para falar com ninguém. O que eu ia fazer? Concordei. Só que, quando eu já estava saindo, perto da porta, ele disse: ‘Pode falar com o Rui (Falcão, presidente do PT)’. Dois dias depois, sentei duas horas e meia com o Rui e disse a ele: ‘A situação está muito difícil eleitoralmente para o PT, mas muito difícil para o País. Porque vai ser muito difícil a Dilma conduzir o País de outro jeito, você já conhece o jeito dela’. Mas ele disse que íamos ganhar e que eu estava falando de coisas que eu não entendia.

Acredita que o Lula queria ser (candidato em 2014)?

Ele é um grande estadista, mas não quis enfrentar a Dilma. Pode ser da personalidade dele não ir para um enfrentamento direto, ou porque achou que geraria uma tal disputa que os dois iriam perder.

E quando o próprio Lula encerrou de vez o assunto?

Foi quando ele disse: ‘Marta, acabou. Vamos trabalhar para a Dilma e pronto. Você vai enfiar a camisa e trabalhar de novo’.

E a senhora, nunca pensou em ser candidata?

A quê?

A presidente…

Pensei sim. Quando era neófita, tinha clareza de que poderia ser presidente. Depois, isso caiu por terra, até que um dia o Lula, no avião dele, quando era presidente, me disse: ‘Minha sucessora vai ser uma mulher’. E pensei que ou seria eu, ou Marina (Silva) ou Dilma. Logo vi aquela história de ‘mãe do PAC’ e que era a Dilma. Pensei: ‘O que faço?’ Bom, ou ficava contra e não fazia coisa nenhuma, ou ajudava. Mais uma vez, decidi ajudar. Sempre achei que ia acabar ficando meio de fora das coisas, talvez pela origem, talvez por ser loura de olho azul, não sei.

Como vê o governo Dilma?

Os desafios agora são gigantescos, porque não se engendraram as ações necessárias quando se percebeu o fracasso da política econômica liderada por ela. Em 2013, esse fracasso era mais do que evidente. Era preciso mudar a equipe econômica e o rumo da economia, e sabe por que ela não mudou? Porque isso fortaleceria a candidatura do Lula, o ‘Volta, Lula’.

E a nova equipe econômica?

É experiente, qualificada. Vai depender de a Dilma respeitar a independência da equipe. Se não respeitar, vai ser desastroso. Agora, é preciso ter humildade e a forma de reconhecer os erros a esta altura é deixar a equipe trabalhar. Mas ela não reconheceu na campanha, não reconheceu no discurso de posse. Como que ela pode fazer agora?

Se Dilma não deixar a equipe econômica trabalhar, os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) podem correr para o Lula, pedindo apoio?

Você não está entendendo. O Lula está fora, está totalmente fora.

Tudo isso criou uma cisão indelével no PT, entre lulistas e dilmistas, como ficou claro na posse, quando o Lula foi frio com o Mercadante?

O Mercadante é inimigo, o Rui traiu o partido e o projeto do PT, e o partido se acovardou ao recusar um debate sobre quem era melhor para o País, mesmo sabendo as limitações da Dilma. Já no primeiro dia, vimos um ministério cujo critério foi a exclusão de todos que eram próximos do Lula. O Gilberto Carvalho é o mais óbvio.

Qual o efeito disso em 2018?

Mercadante mente quando diz que Lula será o candidato. Ele é candidatíssimo e está operando nessa direção desde a campanha, quando houve um complô dele com Rui e João Santana (marqueteiro de Dilma) para barrar Lula.

Quais as chances de vitória do PT com o Mercadante?

Ele vai ter contra si sua arrogância, seu autoritarismo, sua capacidade de promover trapalhadas. Mas ele já era o homem forte do governo. Logo, todas as trapalhadas que ocorreram antes ocorrem agora e ocorrerão depois terão a digital dele.

Afinal, quais são os desmandos da gestão do Juca Ferreira na Cultura?

Foi uma gestão muito ruim. Enviei para a CGU (Controladoria-Geral da União) tudo sobre desmandos e irregularidades da gestão dele.

O que aconteceu com a Petrobrás?

Para mim, todo o conselho e diretoria deveriam ter sido trocados. Respeito a Graça (Foster), até gosto dela. Não questiono sua seriedade e honradez. Mas, no momento, o mais importante é salvar a Petrobrás.

O PT foi criado com a aura de partido ético. Imaginava que pudesse chegar a esse ponto?

Cada vez que abro um jornal, fico mais estarrecida com os desmandos do que no dia anterior. É esse o partido que ajudei a criar e fundar? Hoje, é um partido que sinto que não tenho mais nada a ver com suas estruturas. É um partido cada vez mais isolado, que luta pela manutenção no poder. E, se for analisar friamente, é um partido no qual estou há muito tempo alijada e cerceada, impossibilitada de disputar e exercer cargos para os quais estou habilitada.

Então, a senhora vai sair do PT.

A decisão não está tomada ainda, mas passei um mês e meio, dois meses, chorando, com uma tristeza profunda, uma decepção enorme, me sentindo uma idiota. Não tomei a decisão nem de sair, nem para qual partido, mas tenho portas abertas e convites de praticamente todos, exceto do PSDB e do DEM.

Para concorrer à Prefeitura?

Não será uma decisão em função de uma possível disputa à Prefeitura, por isso é tão dura. É uma decisão duríssima de quem acreditou tanto, de quem engoliu tanto.

Tem uma gota d’água?

Não, mas na campanha da Dilma e do (Alexandre) Padilha em São Paulo, fui totalmente alijada. Quando Padilha me ligou pedindo para eu gravar, disse: ‘Ô Padilha, entenda. Eu não sou mais objeto utilitário, acabou essa minha função no PT’.

Por que Dilma e Padilha foram tão mal em São Paulo?

Não foi um voto pró-Aécio (Neves), foi um voto anti-PT, pelos desmandos que o PT tem perpetrado nesses anos todos.

O que vai ocorrer com o PT?

Ou o PT muda ou acaba.

Falta de governança na Petrobras provoca danos à economia

Preço do petróleo em queda põe em xeque bilionário programa de investimentos da estatal e amplia o potencial de danos em cadeia.

Petrobras representa 10% do investimento do país

Fonte: Folha de S.Paulo

Petrobras: falta de governança provoca danos à economia

Petrobras na berlinda

Novo ano, velhas tendências. O preço do petróleo desabou mais uma vez no começo desta semana, atingindo o patamar de US$ 50 por barril. Sua cotação já caiu 50% desde meados de 2014.

As ramificações desse fenômeno para os vários atores globais são amplas e ainda não plenamente entendidas. Ninguém sabe se as cifras atuais vieram para ficar, ou se a provável (mas ainda não observada) queda da produção restaurará valores mais elevados em breve.

Supõe-se, por ora, que o excesso de oferta possa ter quebrado a coordenação entre os principais países petrolíferos. Competindo entre si, aceitam diminuir os preços cobrados para preservar mercado.

Não se descarta, ademais, que produtores tradicionais estejam buscando inviabilizar projetos a princípio mais caros, como o xisto, nos EUA, ou o pré-sal, no Brasil.

Seja como for, os impactos se fazem sentir. Verdade que, no caso brasileiro, o petróleo mais barato até poderia ajudar a Petrobras, pois a estatal compra combustível no exterior para vendê-lo (agora a um preço mais alto) dentro do país.

A questão mais relevante, entretanto, diz respeito à viabilidade do programa de investimentos do pré-sal, de US$ 220 bilhões até 2018. Não por acaso as ações da Petrobras despencam na Bolsa.

Com uma dívida estratosférica, da ordem de R$ 300 bilhões, e capacidade de geração de caixa enfraquecida, será preciso fazer uma escolha decisiva. Preservar o plano de investimento é incompatível com a manutenção da qualidade do crédito da estatal. Cortá-lo, por outro lado, implicaria desistir do sonhado salto de produção a partir de 2016.

Enquanto isso, avolumam-se ações na Justiça, e a Operação Lava Jato ainda não terminou. A cadeia de fornecedores está paralisada por falta de pagamento, e a incapacidade de publicar as demonstrações financeiras pode antecipar o vencimento de dívidas.

Os royalties do petróleo escasseiam, afetando o Orçamento de Estados. O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, calculando perdas de R$ 2,2 bilhões em 2015, anunciou significativos cortes de gastos.

A Petrobras representa 10% do investimento do país. O emaranhado de relações financeiras com outras empresas e bancos traz alto potencial de danos em cadeia, um risco que precisa ser enfrentado com agilidade e competência –sob pena de afetar a própria nota de crédito do governo brasileiro.

O Planalto, se é que se deu conta do tamanho do imbróglio, não parece ter percebido o ritmo com que se agrava. Ainda flerta com paliativos e mudanças cosméticas, mas já passou da hora de dar ao tema a prioridade que merece.

Aumento da carga tributária: Joaquim Levy anuncia ajustes na economia

Para pagar as contas dos gastos sem controle do Governo, ministro da Fazenda Joaquim Levy anuncia que vai promover ajustes na economia.

Contribuinte pagará a conta da farra

Fonte: O Globo

Governo Dilma anuncia aumento da carga tributária

Segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o governo já começou a tomar medidas na área fiscal e citou a alteração nas regras de benefícios como o seguro-desemprego e a pensão pós-morte. “Possíveis ajustes em alguns tributos serão também considerados”, disse. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Levy diz que ajustes em ‘alguns tributos’ serão considerados

Novo ministro da Fazenda não crê em ‘parada brusca’ da economia após ajustes que serão feitos pelo governo

Em sua primeira entrevista como ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou não acreditar que os ajustes a serem feitos pelo governo na economia provoquem “uma parada brusca” em 2015. Segundo ele, a evolução da atividade econômica vai depender da forma como ela responderá às novas ações, mas apresentou um cenário mais positivo, com expectativa de recuperação da economia internacional. Levy assumiu o cargo prometendo em seu discurso reequilibrar as contas públicas e disse que possíveis ajustes em alguns tributos serão considerados.

— Possíveis ajustes em alguns tributos serão também considerados, especialmente aqueles que tendam a aumentar a poupança doméstica e reduzir desbalanceamentos setoriais da carga tributária — disse

O governo, segundo ele, já começou a tomar medidas na área fiscal e citou a alteração nas regras de benefícios como o seguro-desemprego e a pensão pós-morte.

— A gente está começando esse tipo de ajuste pelo lado do gasto. A gente deve, eventualmente, considerar alguns ajustes também no lado da receita — observou o ministro.

Levy evitou responder sobre a regulamentação da lei que altera o indexador da dívida dos estados. Disse apenas que o governo fará o máximo de diálogo possível e que o tema é tão importante que é acompanhado com atenção até fora do Brasil. Segundo ele, o país tem de focar em redução do custo de financiamento da dívida brasileira. Lembrou ainda que o rating do país influencia todo o setor privado. Evitou, entretanto, dar detalhes sobre o que pretende fazer.

— Nesse momento o que a gente vai fazer é dar espaço para respirar. A economia (brasileira) tem demonstrado muita resiliência. Não acredito numa parada brusca. Certas coisas talvez diminuam (em 2015) um pouco, mas outras vão aumentar. (…) Vai haver efeito positivo nos Estados Unidos e na Europa (…) Mercados que vinham fracos vão começar a se recuperar — destacou.

Levy disse que trabalha com um crescimento de 0,8% para a economia este ano, número que já foi incluído pelo governo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015.

RETOMADA DA CONFIANÇA

Levy afirmou não acreditar em “fórmula mágica” para estimular a participação do setor privado no investimento no Brasil. Segundo ele, a expectativa da nova equipe econômica é que ocorra uma retomada da confiança dos empresários na economia a partir de 2015, o que tende a ajudar na redução dos custos de financiamento e das taxas de juros no país.

— Não tem fórmula mágica. Isso vai ser o resultado de uma série de ações e é baseado na evolução da situação fiscal. Na medida em que for mais fácil, houver maior concorrência, tudo isso tende a baixar os custos e com isso, naturalmente, você vai atraindo investidores, mais pessoas interessadas a fazer negócios — afirmou

O novo ministro da Fazenda disse ainda acreditar que o setor sucroalcooleiro consegue retomar a competitividade com bastante vigor, diante de sua capacidade e das condições climáticas do Brasil.

— Eu acho que o setor sucroalcooleiro, com a capacidade que tem, (com) as condições da agricultura, climáticas no Brasil — que, de forma geral, são favoráveis — acho que ele consegue retomar a competitividade com bastante vigor — disse.

SUPERÁVIT PRIMÁRIO

Levy disse também que o Brasil tem condição de cumprir a meta de economia que o governo faz para pagar juros da dívida — o superávit primário — de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Segundo ele, isso pode ser alcançado com um impacto mínimo da economia. Ele ainda garantiu a continuidade de programas essenciais.

— Qualquer mudança de rumo significa fazer esforço. Não há expectativa infringente de direitos. A gente tem capacidade de alcançar (a meta de superávit) com o impacto mínimo na economia — explicou ele —Garantida a continuidade de programas essenciais — acrescentou.

Joaquim Levy frisou que, assim, a confiança deve voltar.

— Algumas decisões que tem sido postergadas e suspensas vão voltar e vamos ver a economia se relançando. É natural. É como quando a gente está muito cansado, depois a gente se recupera — comparou.

Questionado sobre as previsões de que a inflação medida pelo IPCA convergirá para o centro da meta, de 4,5% ao ano, apenas em 2017, o ministro disse que espera que a inflação possa ir em direção à meta “muito antes”.

— Eu não vou exatamente me pronunciar sobre metas de inflação até porque estou neste prédio (do Banco Central). Agora, eu diria assim: convergir, voltar para a meta, ir em direção à meta, espero a inflação fazer isso muito antes. Agora, alcançar a meta, a data exata, as projeções do Banco Central, com a devida faixa de erro, indicam o melhor cálculo que a gente tem no momento — afirmou.

OPERAÇÃO LAVA-JATO

Questionado sobre os efeitos que a operação Lava-Jato pode ter sobre a economia e sobre a oferta de crédito no mercado brasileiro, o ministro da Fazenda deu uma resposta genérica. Ele afirmou que desses episódios sairão empresas mais fortes.

— Tenho certeza de que esses episódios todos vão resultar na melhora das companhias, na melhora de como as coisas são feitas, em companhias mais fortes, que é o que faz uma economia ser inovadora. Essas coisas nascem de um desafio. Somos uma sociedade em transformação. Nossa economia tem que responder a isso — afirmou.

Economia: crescimento do país está comprometido em 2015

Opinião é de Jorge Gerdau Johannpeter. Principais entraves: “problemas políticos na Petrobras e queda dos preços das commodities.”

Brasil sem Rumo

Fonte: Valor Econômico

Crescimento do Brasil em 2015 já está comprometido

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter: “problemas” com a Petrobras e “dificuldades estruturais” preocupam. Divulgação

Gerdau vê recuperação “complicada”

Depois de afirmar que “confia muito” no trio nomeado pela presidente Dilma Rousseff para comandar a economia a partir de 2015, o presidente do conselho de administração do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse ontem que os “problemas políticos na Petrobras“, junto com “dificuldades estruturais” em âmbito global, como a queda dos preços das commodities, são “fatores complicadores” para a recuperação do crescimento do país em 2015.

O empresário, que foi membro do conselho de administração da Petrobras até abril, não quis avaliar a extensão do dano que o escândalo sobre pagamento de propinas e desvios de recursos na estatal, revelado pela Operação Lava-Jato, pode provocar sobre a economia em 2015. “É difícil opinar, porque isso vai exigir inteligência gerencial e, ao mesmo tempo, uma condução política”, afirmou. Também não quis falar sobre a necessidade ou não de substituição da diretoria da empresa.

As afirmações de Gerdau foram feitas na reunião-almoço da Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul. O empresário elogiou as indicações do ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Armando Monteiro e da presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, para os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Agricultura, respectivamente. “São parceiros para dialogar e trazer a presidenta à realidade do mercado.”

Para o empresário, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, “é um gestor do setor público absolutamente comprovado”, que está tocando em “pontos-chave” para o Brasil conseguir o superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e reconquistar a “confiança dos mercados internacionais”. Já o próximo ministro do Planejamento,Nelson Barbosa, tem “bom diálogo com o meio empresarial” e é um profissional de “vivência enorme”.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que permanecerá no cargo, “já provou que é um líder importante e com competência”, disse Gerdau. Segundo ele, como o BC não pode “resolver sozinho” a alta da inflação, é importante trabalhar em conjunto com a política fiscal do governo.

“A construção do ministério no campo econômico cria as condições básicas necessárias [para a retomada do crescimento], mas, com a complexidade do cenário externo, nosso esforço vai ter que ser em dobro”, disse.

Segundo Gerdau, embora Tombini já tenha afirmado que a inflação terá pela frente uma longa trajetória de declínio até convergir para o centro da meta, em economia o “número absoluto” não é o mais importante. Para o empresário, o maior entrave para a redução mais acelerada da inflação está nos preços administrados, mas “o mais importante é a curva que indica o caminho aonde vai se chegar. A perspectiva é que essa gestão pode nos levar a resultados positivos.”

Petrolão: diretoria ignorou denúncias de ex-gerente

Relatórios técnicos e e-mails enviados pela geóloga Venina Velosa apontam que negociadores de óleo combustível de navio cobravam comissões extras, elevando os preços praticados pela Petrobras.

Gestão deficiente da Petrobras

Fonte: O Globo

Petrolão: diretoria se omitiu mediante denúncias de ex-gerente

Petrolão: a ex-gerente Venina Velosa da Fonseca chegou a contratar um escritório de Direito para tentar romper o contrato com os negociadores — traders. Divulgação

E-mails e relatórios de ex-gerente da Petrobras apontaram comissões extras

Segundo Venina Velosa, cobrança era feita por negociadores de óleo combustível

Apesar de ter sido alertada, a diretoria atual da Petrobras não impediu que um esquema de desvio de milhões de reais fosse instalado na companhia. Relatórios internos com informações técnicas e e-mails disparados pela geóloga Venina Velosa da Fonseca — ex-gerente que denunciou irregularidades na estatal, divulgadas na última semana pelo jornal “Valor Econômico” — apontaram que negociadores de óleo combustível de navio, que atuavam em Cingapura e em outros países onde a Petrobras mantém escritórios, cobravam comissões extras, elevando os preços praticados pela companhia estatal. No entanto, as empresas negociadoras não foram descredenciadas pela Petrobras, apenas receberam suspensões por curto tempo.

Relatórios recentes mostraram que a Petrobras acumula grandes perdas nas negociações com óleo combustível para navio. De acordo com levantamentos técnicos, também foram identificados descontos anormais para alguns clientes. As informações foram levantadas por Venina Velosa, no período em que comandou o escritório da Petrobras em Cingapura, entre fevereiro e novembro deste ano.

Venina chegou a contratar um escritório de Direito para tentar romper o contrato com os negociadores — traders. Ainda foram criadas comissões de apuração do esquema, que entregaram relatórios aos superiores da geóloga, mas que não conseguiram levar a estatal a romper os contratos. Entre eles estava Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento, preso na operação Lava-Jato.

Paulo Roberto era chefe direto Venina, que foi transferida para Cingapura, onde assumiu o cargo de gerente-geral no escritório da Petrobras, depois de denunciar desvios na área de comunicação da diretoria de abastecimento e nos aditivos para a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Em novembro passado, Venina foi destituída do cargo de gerente-geral em Cingapura. Sem obter sucesso com suas denúncias, a geóloga desenvolveu um quadro de “transtorno de ansiedade”.

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