Arquivos do Blog

‘Em defesa da serpente’, por Reinaldo Azevedo

Vejo brotar o ódio à política e ao capital e torço para que os jovens que ganharam as ruas não caiam nessa conversa.

Que os moços acreditem na política! Bem pensado, o esquerdismo, quando genuíno, nada mais é do que a ânsia de matar a política para reconstruir o Éden com homens e mulheres puros.

E quando o esquerdismo é uma farsa? Aí dá em Lula e seus Lulinhas endinheirados…

Fonte: Folha de S.Paulo


‘Em defesa da serpente’, por Reinaldo Azevedo

Que os moços acreditem na política! Gustavo Magnusson / G1

Em defesa da serpente

Por Reinaldo Azevedo

A despeito de tudo, sou otimista quanto ao futuro do Brasil. Acho que a necrose do PT é um momento inaugural.

Amplas camadas da população se dão conta de que milagres não existem; de que ninguém será por nós se não formos por nós mesmos. Até Joaquim Levy é personagem desse salto de qualidade. Gosto quando ele diz que, a cada novo gasto, há de corresponder um novo imposto. Alguém sempre paga a conta.

Mais do que a agonia das velhas raposas, interessam-me movimentos de rua de uma juventude que tenta dar à luz o liberalismo em terras nativas. No Brasil das ideias fora do lugar, banqueiros se encantam com o coaxar de pererecas e se deixam seduzir pelo papo-furado distributivista. Alguns querem mais do que juros altos, acreditem. Ambicionam mesmo a ascese!

Constatação à margem: países em que banqueiros fazem questão de ter coração costumam ser governados por pilantras populistas que têm cérebro. O mundo ainda é mais produtivo quando financistas são maus e padres são bons. Sigo.

Algo de novo está em curso, e espero que resista e se espraie, ainda que haja um esforço enorme da imprensa conservadora –de esquerda– de matar essa juventude brandindo contra ela ideias caridosas de anteontem ou a suposta contemporaneidade do “thomas-picarettysmo”.

Sou otimista, sim, mas tenho preocupações. Já escrevi neste espaço que seria lamentável se restasse da Operação Lava Jato o ódio à iniciativa privada e ao capital, tomados como corruptores da pureza original. Qual?

Em seu voto contra a doação de empresas privadas a campanhas –uma decisão moralmente dolosa tomada pela maioria do STF–, a ministra Rosa Weber, por exemplo, disse: “A influência do poder econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, odiosa pantomima que faz do eleitor um fantoche, esboroando a um só tempo a cidadania, a democracia e a soberania popular”.

A tolice é tal que nem errada a frase chega a ser. Eu duvido que Rosa tenha pensado nos desdobramentos da “influência do poder econômico” na vacinação em massa, na produção e distribuição de comida ou na universalização da telefonia.

Por que a ministra pretende que a disputa eleitoral deva ser um domínio impermeável às empresas, que, até onde se sabe, não são abscessos malquistos da civilização, mas uma das formas que esta encontrou de produzir e de multiplicar riqueza?

Junto com o ódio ao capital, vejo brotar em certos nichos o ódio à política, como se já tivéssemos descoberto outra maneira de resolver conflitos distributivos ou de opinião. Torço para que os jovens que ganharam as ruas não caiam nessa conversa de esquerdista desiludido e de anarquista ignorante.

Se, em certa mitologia, o primeiro homem foi Adão, e Eva, a primeira mulher –ambos inocentes como as flores–, a serpente foi o primeiro político. E devemos dar graças a Deus –que já tinha tudo planejado em sua mente divinal– que assim tenha sido, ou aquela duplinha passaria eternidade afora a pôr pontos de exclamação no coaxar das pererecas.

Bem pensado, o esquerdismo, quando genuíno, nada mais é do que a ânsia de matar a política para reconstruir o Éden com homens e mulheres puros. Sem a serpente das tentações. E quando o esquerdismo é uma farsa? Aí dá em Lula e seus Lulinhas endinheirados…

Dilma enganou a população, dizem tucanos na TV

Fernando Henrique Cardoso voltou a defender, desta vez indiretamente, que a renúncia seria melhor solução para o país.

Aécio disse que o país precisa pensar sobre como sair desta difícil situação.

Fonte: O Globo

Na TV, tucanos acusam Dilma de enganar a população

FH, Aécio, Serra e Alckmin participam de programa do PSDB

O PSDB levou ao ar nesta segunda-feira um programa de 10 minutos com críticas ao governo Dilma Rousseff. Em cadeia de rádio e TV, locutores da peça acusaram a presidente de enganar a população durante a campanha eleitoral e disseram que, “com tanta mentira, um dia a máscara cai”.

Os tucanos mencionaram a possível instalação de um processo de impeachment na Câmara dos Deputados, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a defender, desta vez indiretamente, que a renúncia seria melhor solução para o país. Além do ex-presidente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) participaram do programa.

— A gestão da Dilma está derretendo. A economia vai muito mal. E a presidente é refém de uma base de sustentação no Congresso que a cada dia é mais do tipo toma lá dá cá. Ela na verdade está pagando pela herança maldita que o Lula deixou.

A presidente pode até tentar sair dessa crise, mas como? Com o PT? E o PT tem condições de sustentar alguém? Um partido que propôs o céu ao povo e não teve competência para gerir a economia e hoje oferece o inferno da crise e do desemprego? Por outro lado: e se ela abandona o PT? Aí o risco de cair aumenta ainda mais. Está na hora de a presidente ter grandeza e pensar o que é melhor para o Brasil, e não para o PT — disse FH, deixando no ar a possibilidade de renúncia.

No início do programa, pessoas descontentes com o governo usam uma máscara com a reprodução do rosto da presidente. As falas de apresentadores e de políticos são intercaladas com brasileiros batendo panelas em ritmo musical.

— A realidade foi escondida dos brasileiros, e medidas importantes que deveriam ser tomadas lá atrás, para diminuir para você os efeitos da crise, foram ignoradas pela presidente da República. Prevaleceu sempre a mentira. Tudo apenas para vencer as eleições. E agora, sem qualquer cerimônia, sem assumir minimamente a sua responsabilidade, a presidente transfere o custo dos seus erros e das irresponsabilidades de seu governo para as famílias e os trabalhadores brasileiros — diz Aécio.

Alckmin reforça a crítica:

— O governo escolheu o pior caminho para seguir: aumentou juros e impostos.

Já o senador José Serra diz que “nunca” viu “uma situação política como essa”. Os tucanos rechaçam o aumento de impostos e medidas que “tirem direitos dos trabalhadores”. O programa também rebate as críticas da presidente de que há setores golpistas querendo se aproveitar da crise.

— Quem promete controlar a inflação, não mexer em direitos trabalhistas e muitas outras maravilhas, mas depois a inflação sobe sem parar, ela corta o seguro desemprego, 1,5 milhão de vagas do Pronatec, aumenta e muito a conta de luz. Pensa bem. Isso é ou não é um verdadeiro golpe? — indaga o locutor.

Antes, Aécio também toca no assunto:

— Dentro das regras democráticas que nós queremos e vamos lutar.

Único prefeito do PT em uma capital no nordeste abandona partido

Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou que vai se filiar ao PSD para tentar a reeleição no ano que vem.

Ele atribuiu a decisão de deixar o PT às denúncias de corrupção envolvendo o partido.

Fonte: Folha de S.Paulo

Único prefeito do PT em uma capital no nordeste abandona partido

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, deixará o PT. Divulgação


Prefeito de João Pessoa vai deixar PT, e sigla perde única capital no NE

Luciano Cartaxo atribuiu decisão a denúncias de corrupção

Em meio a uma das mais graves crises de imagem de sua história, o PT perdeu o único prefeito do partido que comandava uma capital no Nordeste, principal base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff.

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou nesta quinta (17) que vai se filiar ao PSD para tentar a reeleição no ano que vem. Ele atribuiu a decisão de deixar o PT às denúncias de corrupção envolvendo o partido.

Nesta semana, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto se tornaram réus sob acusação de envolvimento em irregularidades na Petrobras.

“Não queremos e não vamos perder mais nenhum minuto sequer com explicações sobre erros que outras lideranças tenham, eventualmente, cometido”, disse. “O partido não pode ser um empecilho, um dificultador, para o projeto que está desenvolvendo com tanto êxito na nossa cidade”, disse Cartaxo.

A direção nacional do PT teme que a crise que enfrenta ameace o desempenho do partido em cidades nordestinas no ano que vem, com reflexos entre o eleitorado fiel à sigla. No ano passado, Dilma chegou a quase 72% dos votos válidos.

 

PT perde única capital no Nordeste, prefeito de João Pessoa vai deixar partido

Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou que vai se filiar ao PSD para tentar a reeleição no ano que vem.

Ele atribuiu a decisão de deixar o PT às denúncias de corrupção envolvendo o partido.

Fonte: Folha de S.Paulo

PT perde o único prefeito de uma capital no Nordeste

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, deixará o PT. Divulgação

Prefeito de João Pessoa vai deixar PT, e sigla perde única capital no NE

Luciano Cartaxo atribuiu decisão a denúncias de corrupção

GUSTAVO URIBEDE BRASÍLIA

Em meio a uma das mais graves crises de imagem de sua história, o PT perdeu o único prefeito do partido que comandava uma capital no Nordeste, principal base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff.

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou nesta quinta (17) que vai se filiar ao PSD para tentar a reeleição no ano que vem. Ele atribuiu a decisão de deixar o PT às denúncias de corrupção envolvendo o partido.

Nesta semana, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto se tornaram réus sob acusação de envolvimento em irregularidades na Petrobras.

“Não queremos e não vamos perder mais nenhum minuto sequer com explicações sobre erros que outras lideranças tenham, eventualmente, cometido”, disse. “O partido não pode ser um empecilho, um dificultador, para o projeto que está desenvolvendo com tanto êxito na nossa cidade”, disse Cartaxo.

A direção nacional do PT teme que a crise que enfrenta ameace o desempenho do partido em cidades nordestinas no ano que vem, com reflexos entre o eleitorado fiel à sigla. No ano passado, Dilma chegou a quase 72% dos votos válidos.

Aumento de impostos: Brasil não suporta mais

Para atender a condicionantes políticos e ideológicos, governo quer recriar a CPMF, em vez de se dedicar como deveria ao corte de gastos.

Aumento das receitas é um desestímulo aos investimentos, necessários para o país superar a recessão. Está evidente que fatores políticos e ideológicos condicionam o ajuste.

Fonte: O Globo

Brasil não suporta mais aumento de impostos

Os R$ 32 bilhões previstos de arrecadação anual do imposto ressuscitado serão integralmente da União, para atenuar a explosão do déficit da Previdência. Reprodução

É inadmissível mais aumento de impostos

Para atender a condicionantes políticos e ideológicos, governo quer recriar a CPMF, um gravame de má qualidade, em vez de se dedicar como deveria ao corte de gastos

O anúncio do chamado esforço fiscal para cobrir o déficit de R$ 30,5 bilhões da proposta do Orçamento de 2016 em nada inovou no tema, apesar de todas as reuniões de fim de semana entre a presidente Dilma e ministros. Mais uma vez, as promessas de cortes efetivos nas despesas públicas são incertas, enquanto o que o Tesouro arrecadará a mais junto aos contribuintes, pessoas jurídicas e físicas, se trata de uma receita garantida, segura.

As medidas alinhadas em entrevista coletiva pelos ministros da Fazenda e Planejamento, Joaquim Levy e Nelson Barbosa, atendem à visão que têm PT e aliados das despesas públicas: preservação dos chamados gastos sociais e uso de impostos para fechar a conta.

Todo o discurso em defesa de cortes funciona como biombo a fim de, além da revisão para cima de alguns impostos, permitir a volta da CPMF, agora com uma alíquota de 0,2% — ou “dois milésimos”, como procurou atenuar Levy —, sonho lulopetista desde que o imposto foi derrubado pelo Senado no final de 2008.

Agora, os R$ 32 bilhões previstos de arrecadação anual do imposto ressuscitado serão integralmente da União, para atenuar a explosão do déficit da Previdência — R$ 88 bilhões este ano e R$ 117 bilhões no ano que vem.

Quanto a ações para eliminar a causa básica desta explosão — o uso do salário mínimo como indexador da Previdência e outros gastos ditos sociais —, nenhuma palavra. A própria proposta de reforma da Previdência, emergencial, continua na fila de espera.

Está claro que o Planalto não se dispõe a assumir a crucial missão de executar as reformas necessárias para atacar a raiz do sério problema de um Orçamento cujas despesas aumentam mesmo na recessão, quando há redução das receitas tributárias.

Cooptado para fazer a defesa da volta da CPMF e da elevação de impostos em geral, Joaquim Levy deu o exemplo da compra de um bilhete de cinema, sobre o qual incidirão os tais ínfimos “dois milésimos”. Ora, o problema é que, sabe bem o economista Joaquim Levy, a CPMF incide em cascata sobre todas as fases da produção e comercialização de bens, de serviços, sobre o consumo, as operações financeiras, tudo. Portanto, o aumento do custo de produção no Brasil, já elevado, será bem maior que os “dois milésimos”. E em nada atenua dizer que a CPMF recauchutada terá o prazo de validade de quatro anos. Ninguém acredita, e com sólidas razões.

No âmbito das despesas, é correto o governo tentar estender o calendário de reajustes para o funcionalismo, no ano que vem. Mas por ser o Planalto muito permeável a pressões sindicais, e as do serviço público são especialmente eficazes em governos do PT, este é um ponto sobre o qual também pairam dúvidas.

Se houvesse interesse concreto do governo em fazer o ajuste pelos gastos, como deveria, ele apressaria a votação da emenda constitucional da DRU (Desvinculação de Receitas da União), já encaminhada ao Congresso.

A DRU é uma invenção desenvolvida no Plano Real, em 1994, para desengessar parte do Orçamento, em que os gastos vinculados a setores — como Educação, Saúde — amarram cerca de 90% das despesas.

Para poderem administrar, os tucanos criaram este mecanismo, que, sempre renovado, mesmo em governos do PT, libera uma parcela dos gastos públicos. Hoje, 20%. Já a proposta da própria Dilma é ampliar a desvinculação para 30%, vigorando até 2023. Ajudaria bastante nos cortes.

É assombroso que num Orçamento de R$ 1,2 trilhão o governo não consiga fazer cortes de pouco mais de R$ 30 bilhões, e opte pela volta de um imposto de péssima qualidade como a CPMF e pela elevação de alíquotas do imposto de renda. Mesmo que a carga tributária do país, na faixa dos 37%, já seja muito alta e funcione como fator negativo na competitividade brasileira no exterior.

Além de a via do aumento das receitas ser um desestímulo aos investimentos, necessários para o país superar a recessão. Está evidente que fatores políticos e ideológicos condicionam o ajuste.

Presidente do PT defende mais impostos

Na contramão do Planalto, que reduzirá despesas para cumprir superávit, Falcão prega aumento de tributos e recriação da CPMF.

Rui Falcão publicou um artigo na página do partido na internet no qual defende o aumento de impostos e a redução dos cortes como saída para a crise.

Fonte: Estadão

PT contra o cidadão: presidente do partido defende mais impostos

Presidente do PT defende mais imposto e menos corte de gastos como solução da crise

Na contramão do Palácio do Planalto, que definiu nesta segunda-feira, 14, o corte adicional de R$ 26 bilhões no Orçamento do ano que vem, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, publicou um artigo na página do partido na internet no qual defende o aumento de impostos e a redução dos cortes como saída para a crise.

O objetivo da estratégia é evitar o afastamento entre governo e os movimentos populares que têm saído em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff. Para o petista, a mobilização dos movimentos é “indispensável” para evitar a queda de Dilma.

“Como já disse antes, mais receitas e menos cortes. E estes, quando realizados, não devem sacrificar os que mais precisam das políticas públicas, nem recaírem sobre conquistas dos trabalhadores e do povo”, diz o texto de Falcão.

Entre os possíveis novos impostos que o governo poderia criar para ajustar as contas públicas, Falcão cita a elevação da Cide, tributação de lucros e dividendos, grandes fortunas, heranças e a recriação da CPMF. Segundo Falcão, algumas dessas propostas são aceitas até por setores do empresariado.

“Outras receitas já vêm sendo buscadas através de projetos em tramitação (como o que pretende a repatriação de recursos depositados irregularmente no exterior), nenhum deles a dispensar uma ampla reforma tributária, ancorada num princípio de justiça fiscal: quem tem mais, paga mais: quem tem menos, paga menos”, diz o artigo.

De acordo com Falcão, o governo precisa dar uma “sinalização efetiva” aos movimentos sociais que tem ido às ruas contra os pedidos de afastamento de Dilma. “Para barrar as manobras golpistas (…) é indispensável mobilização e pressão social, só possível com uma sinalização efetiva do governo”, diz o texto.

Urgente: PF pediu autorização ao STF para tomar depoimento de Lula, revela revista

De acordo com matéria que sai na edição deste final de semana, o ex-presidente Lula (PT) é suspeito de ter se beneficiado do Petrolão.

PF elencou a lista de pessoas do “primeiro escalão” que deveriam ser ouvidas. Lula está lá, embora não tenha mais foro privilegiado.

Fonte: Revista Época 

Bomba: Época revela PF pediu autorização ao STF para tomar depoimento de Lula

Lula no encontro dos petroleiros. Foto: Ricardo Stuckert/PR

EXCLUSIVO: Lula é suspeito de ter se beneficiado do petrolão, diz PF

Em razão das suspeitas, polícia pediu ao STF autorização para tomar depoimento do ex-presidente

Agora é oficial: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é suspeito de ter se beneficiado do petrolão para obter vantagens pessoais, para o PT e para o governo. A suspeita consta em documento da Polícia Federal. Nele, pede-se ao Supremo Tribunal Federal autorização para ouvir Lula no inquérito que investiga políticos na operação Lava Jato.

Documentos secretos mostram como Lula intermediou negócios da Odebrecht em Cuba

O documento, enviado ao STF anteontem, na quarta-feira, é assinado pelo delegado Josélio Sousa, do grupo da PF em Brasília que atua no caso. Assim escreveu o delegado: “Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pela esquema em cursa na PETROBRAS, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada â custa de negócios ilícitos na referida estatal”.

Bomba: Época revela PF pediu autorização ao STF para tomar depoimento de Lula

Para a PF, “os fatos evidenciam que o esquema que ora se apura é, antes de tudo, um esquema de poder político alimentado com vultosos recursos da maior empresa do Brasil”.

MPF abre inquérito contra ex-presidente Lula por tráfico de influência internacional

Diante de tais suspeitas, a PF elencou a lista de pessoas do “primeiro escalão” que deveriam ser ouvidas. Lula está lá, embora não tenha mais foro privilegiado. A PF não explica por que pediu ao Supremo a tomada do depoimento – e não à primeira instância. “Neste cenário fático, faz-se necessário trazer aos autos as declarações do então mandatário maior da nação, LUIZ INACIO LULA DA SILVA, a fim de que apresente a sua versão para os fatos investigados, que atingem o núcleo político-partidário de seu governo”.

Dilma e o PT afundam o Brasil, artigo ITV

Dilma abdicou de zelar pelas contas públicas. Em português claro, quebrou, junto com seu partido, o Brasil, e agora tenta lavar as mãos.

Quem gerou a ruína das contas públicas do país foram Dilma e o PT

Fonte: ITV 

Dilma e o PT afundam o Brasil, artigo ITV

Quem está pagando a conta somos todos nós. Quem precisa achar uma solução é quem pariu o descalabro. Divulgação

Dilma e o PT quebram o país

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Dilma abdicou de zelar pelas contas públicas. Junto com seu partido, levou o Brasil a uma condição falimentar, e agora tenta lavar as mãos. Quem pariu o descalabro que o embate

O governo afirma que está sendo “realista” ao apresentar uma proposta de orçamento prevendo um inédito rombo nas contas públicas para 2016. Não é verdade. A peça orçamentária enviada ontem ao Congresso continua sendo uma obra de ficção. A presidente Dilma simplesmente abdicou de zelar pelas contas públicas. Em português claro, quebrou, junto com seu partido, o Brasil, e agora tenta lavar as mãos.

Dificilmente a previsão de um déficit de R$ 30,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB, irá se confirmar no ano que vem, levando-se em conta as premissas equivocadas usadas para se chegar ao resultado. O rombo, provavelmente, será ainda maior.

São fantasiosas as projeções de crescimento da economia e as receitas projetadas, ambas superestimadas. O orçamento conta com recursos incertos, obtidos com a venda de ativos e concessões, as mesmas para as quais o governo não consegue definir regras claras. Prevê aumento de impostos, os mesmos que Michel Temer admite que “ninguém aguenta mais”.

Ao mesmo tempo, na proposta orçamentária, o governo subestima o quanto gastará em juros e a gestão petista não sabe como cortar despesas. Prevê que tanto os gastos obrigatórios quanto os discricionários crescerão em 2016, num total de R$ 105 bilhões adicionais, mesmo com as receitas despencando. Contas assim não fecham nunca.

Na nova proposta orçamentária, com a terceira meta fiscal estipulada para 2016 em quatro meses, o rombo da Previdência dobrará desde 2014. Mas não se ouve da presidente, como não se ouviu durante a campanha eleitoral inteira, qualquer palavra sobre a necessidade de reformar o sistema para evitar sua iminente implosão. Muito menos uma proposta com princípio, meio e fim.

Nesta contabilidade do crioulo doido, o governo espera que o Congresso dê jeito – o mesmo Parlamento que o Palácio do Planalto vem acusando de fabricar pautas-bombas. Quem detonou a bomba atômica foi o Executivo e não o Legislativo, que agora ouve pedidos de socorro dos mesmos que o acusavam de irresponsáveis…

Quem gerou a ruína das contas públicas do país foram Dilma e o PT. Foram ela e seu partido que insuflaram desmesurada e irresponsavelmente os gastos, que maquiaram contas, tentaram enganar órgãos de fiscalização e controle. Como tudo o que é falso, esta fantasia agora se desmancha no ar. Não sem antes, infelizmente, levar o país junto, rumo a uma falência inédita nas últimas décadas.

A consequência da inépcia petista é uma vida muito mais apertada, mais sofrida para todos os brasileiros. Mais desemprego, mais carestia, mais recessão. Quem está pagando a conta somos todos nós. Quem precisa achar uma solução é quem pariu o descalabro. Jogar para o Congresso uma responsabilidade que é inescapável e inalienável da presidência da República equivale a um ato de renúncia.

TRE-SP reprova contas de 2010 do PT de São Paulo

Corte condenou, por maioria de votos (4 a 3), a agremiação à suspensão da cota do Fundo Partidário por seis meses.

Devido às irregularidades, o partido ainda terá que devolver R$ 632.626,69 aos cofres públicos.

Fonte: Estadão

TRE-SP reprova contas de 2010 do PT de São Paulo

Corte condenou, por maioria de votos (4 a 3), a agremiação à suspensão da cota do Fundo Partidário por seis meses. Reprodução

Justiça desaprova contas de 2010 do diretório do PT

Legenda estadual em São Paulo ficará seis meses sem receber verbas do fundo partidário e terá de devolver R$ 630 mil ao Tesouro; cabe recurso ao TSE

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) desaprovou, por unanimidade, na sessão desta quinta-feira, 3, a prestação de contas do Diretório Regional do PT referentes ao exercício financeiro de 2010.

Ao desaprovar as contas, a Corte condenou, por maioria de votos (4 a 3), a agremiação à suspensão da cota do Fundo Partidário por seis meses. Devido às irregularidades, o partido ainda terá que devolver R$ 632.626,69 aos cofres públicos.

No julgamento (Processo nº 14981), o relator do processo, juiz Silmar Fernandes, destacou que as contas apresentaram ‘várias irregularidades, tais como aplicação irregular do Fundo Partidário, impossibilidade de identificação da origem dos recursos advindos de contribuição de filiados e destinação irregular de verba não devida e não contabilizada’.

O Tribunal determinou, além da suspensão do repasse de novas cotas do Fundo Partidário por seis meses, a devolução de R$ 343.355,16 ao Tesouro, ’em vista do recebimento de recursos de origem não identificada’, e R$ 289.271,53 relativos à aplicação irregular do Fundo Partidário.

A Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos) prevê, entre outras sanções, a de suspensão do repasse de novas cotas do fundo partidário por desaprovação total ou parcial da prestação de contas de partido pelo período de um mês a doze meses.

A decisão do TRE seguiu entendimento da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP).

Entre os problemas identificados pela Secretaria de Controle Interno (SCI) do Tribunal Regional Eleitoral ‘estão a não comprovação de várias despesas realizadas naquele ano, bem como a não comprovação da fonte de receitas de campanha referentes ao pleito de 2010′. (PC nº 149-81/2011).

Segundo o procurador regional Eleitoral em São Paulo, André de Carvalho Ramos, ‘é de suma importância para o regime democrático que as contas dos partidos políticos tenham total transparência, sendo imprescindível, nesse sentido, que as receitas e as despesas das agremiações sejam de pleno conhecimento da Justiça Eleitoral e do eleitorado’.

A desaprovação das contas é mais um elemento na difícil situação financeira do PT paulista. O partido deve hoje cerca de R$ 50 milhões, dos quais R$ 35 milhões são dívidas da fracassada campanha de Alexandre Padilha ao governo estadual. Para piorar a situação, o diretório nacional do partido proibiu todas as instâncias da legenda de receberem doações de empresas. Desde o final do ano passado a direção do PT-SP está renegociando dívidas e alongando prazos de pagamentos com fornecedores.

COM A PALAVRA, EMÍDIO DE SOUZA, PRESIDENTE DO PT EM SÃO PAULO

O presidente do diretório estadual do PT de São Paulo. Emidio de Souza, disse que o partido vai recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. “Tomamos conhecimento agora há pouco, mas vamos recorrer. A decisão se deu por razões puramente formais”, disse o dirigente.

‘The Economist’ destaca gestão deficiente do PT na política e economia

Com uma chamada na capa dizendo que “Brasil decepciona, de novo”, a edição desta semana da revista inglesa “The Economist” mostra que a situação por aqui não está fácil.

Reportagem revela que economia brasileira apresenta um cenário político desalentador: em meio às ações da Operação Lava Jato e à recessão confirmada pelo PIB.

Fonte: O Globo

Brasil sem rumo: ‘The Economist’ dá destaque aos desmandos da política e economia

Chamada na capa da revista faz menção à reportagem sobre a economia brasileira. Reprodução

‘The Economist’ dá destaque à crise brasileira

Revista inglesa não poupa críticas aos rumos da economia do país, com ênfase no orçamento deficitário

Com uma chamada na capa dizendo que “Brasil decepciona, de novo”, a edição desta semana da revista inglesa “The Economist” mostra que a situação por aqui não está fácil. São duas reportagens sobre a economia brasileira que apresentam um cenário político desalentador: em meio às ações da Operação Lava Jato e à recessão confirmada pelo PIB, o país sofre com as disputas políticas entre uma presidente com apenas 8% de aprovação e um Congresso que gasta energia tentando derrubar Dilma “em vez de procurar uma maneira de remediar o orçamento”, diz o texto da revista.

Dentro da seção “Leaders” (“Líderes”), dedicada a editoriais, o artigo intitulado “All falls down” (“Tudo desaba”, em tradução livre) chama o orçamento apresentado pelo governo federal de “desastroso” e adverte que a economia do país, além de passar por sérios problemas, está perdendo a credibilidade fiscal.

O texto critica abertamente o Poder Executivo, que teria “enterrado a cabeça na areia” com relação à possibilidade de que os gastos públicos fiquem fora de controle. Com uma economia que é classificada como tendo, “de longe”, a maior taxa de juros reais, a revista atribui somente parte da culpa à presidente Dilma Rousseff.

Reservando parte das críticas ao Legislativo, a “The Economist” lembra que deputados estão alarmados com a possibilidade de serem implicados nos escândalos da Lava Jato. Além disso, repreende gastos propostos por parlamentares que visam apenas a agradar suas bases, na contra-mão das diretrizes propostas por Joaquim Levy.

Na segunda reportagem, na seção “Americas”, o orçamento apresentado nesta semana é caracterizado como uma “medida desesperada” em “tempos desesperados”, chamando atenção para os efeitos bombásticos que a ação teve sobre o mercado. A possível volta da CPMF também foi abordada, concluindo que vai ser difícil para o país evitar um aumento de impostos.

%d blogueiros gostam disto: