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Habitação: Caixa sobe juros e financiamentos da classe média também são afetados

Aumentos de juros afetam apenas operações com recursos da poupança e não impactam, portanto, os créditos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.

Para correntistas do banco e servidores públicos que financiam imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional, a taxa subiu meio ponto percentual, de 8,8% a 9,3% ao ano para 9,3% a 9,8% por ano.

Fonte: Valor Econômico


Caixa sobe juros da casa própria pela 3ª vez no ano e afeta financiamentos da classe média

Novas taxas valem a partir de 1º de outubro e a elevação se deve “ao aumento das taxas de juros básicos”. Divulgação

Caixa eleva juros da casa própria pela terceira vez no ano

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira uma nova rodada de aumento nos juros cobrados no financiamento habitacional, a terceira desde o começo do ano. As novas taxas valem a partir de 1º de outubro e a elevação se deve “ao aumento das taxas de juros básicos”, afirmou o banco em comunicado.

Os aumentos de juros afetam apenas operações com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos – SBPE) e não impactam, portanto, os créditos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida, programa do governo de financiamento habitacional que usa recursos do FGTS.

A taxa de juros do balcão do banco, referência para clientes que não tem algum relacionamento com a Caixa, saiu de 9,45% para 9,90%, considerando imóveis de valor de até R$ 750 mil nas capitais. Para imóveis acima deste valor, a taxa foi de 11% para 11,5%.

Para correntistas do banco e servidores públicos que financiam imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional, a taxa subiu meio ponto percentual, de 8,8% a 9,3% ao ano para 9,3% a 9,8% por ano.

A Caixa tem lidado com um cenário adverso neste ano para suas operações de crédito habitacional. O banco público tem se visto às voltas com fuga de recursos da poupança, principal lastro para o crédito habitacional, ao mesmo tempo em que tem que aumentar a necessidade de captar recursos via Letras de Crédito Imobiliária (LCI) para emprestar na modalidade. Como as LCIs são referenciadas na taxa básica de juros (Selic), que tem subido, o custo de captação do banco sobe também.

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Com fracasso no governo, Dilma cortará programas sociais

Três programas devem ser afetados com os cortes: três programas que lhe são muito caros: o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família e a transposição do Rio São Francisco.

Como a proposta orçamentária da União para 2016 está com um déficit de R$ 30,5 bilhões, o governo precisa fazer um ajuste nas contas equivalente a R$ 64,9 bilhões para garantir um superávit primário.

Fonte: Valor Econômico

Com fracasso no governo, Dilma cortará programas sociais

Dilma alertou para o fato de que, do total das despesas discricíonárias, R$ 135,3 bilhões não podem ser contingenciados, pois incluem gastos na área da saúde e da educação. Reprodução.

Dilma terá que cortar programas sociais

Para ampliar o corte nas despesas discricionárias previstas na proposta orçamentária de 2016, a presidente Dilma Rousseff terá que aceitar reduzir as dotações para três programas que lhe são muito caros: o Minha Casa Minha Vida (MCMV), o Bolsa Família e a transposição do rio São Francisco.

Segundo fontes do governo, esses foram os programas que tiveram ampliação de despesas em relação ao autorizado para 2015, junto com uma reserva alocada para aumentar os auxílios alimentação e transporte dos servidores públicos, como parte da negociação em torno do reajuste salarial para os próximos dois anos.

Mesmo que a presidente aceite cortar todo o acréscimo feito nessas áreas, o governo só conseguiria reduzir cerca de R$ 11,5 bilhões, advertem os técnicos – o que representa menos de 18% do que o governo precisa para cumprir a meta de superávit primário de R$ 43,8 bilhões ou 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público em 2016.

Como a proposta orçamentária da União para 2016 está com um déficit de R$ 30,5 bilhões, o governo precisa fazer um ajuste nas contas equivalente a R$ 64,9 bilhões para garantir um superávit primário de R$ 34,4 bilhões para o governo central (que compreende o Tesouro, a Previdência e o Banco Central).

A estimativa é que os Estados e municípios façam um superávit de R$ 9,4 bilhões. O espaço para cortar as despesas discricionárias é considerado muito pequeno pelos técnicos oficiais. Assim, o governo intensificou os estudos para identificar gastos obrigatórios que podem ser reduzidos.

Entre as possibilidades levantadas está a adoção de medidas administrativas para evitar fraudes e exageros na concessão do auxílio-doença, propostas para aumentar a fiscalização na concessão de aposentadorias por invalidez, tornar mais restritivas as concessões do seguro ao pescador artesanal (seguro defeso) e alterações nas regras de concessões de benefícios aos idosos e deficientes, no âmbito da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS).

Muitas dessas mudanças precisarão ser aprovadas pelo Congresso e envolverão uma difícil negociação política. A proposta orçamentária para 2016 prevê que as despesas discricionárias (aquelas que podem ser cortadas pelo governo) atingirão R$ 250,4 bilhões, contra um limite de R$ 233,9 bilhões fixado para este ano – o que representa um aumento nominal de 7% e um aumento real muito pequeno, em torno de 0,8%, o que equivale a R$ 2 bilhões.

Em recente entrevista ao Valor, Dilma alertou para o fato de que, do total das despesas discricíonárias, R$ 135,3 bilhões não podem ser contingenciados, pois incluem gastos na área da saúde e da educação, que têm pisos constitucionais de despesa. Sobrariam R$ 115,1 bilhões que podem ser contingenciados.

O principal aumento feito pelo governo nas despesas discricionárias foi para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que teve o seu limite de empenho elevado de R$ 35,25 bilhões neste ano para R$ 42,4 bilhões em 2016. O aumento é explicado, quase inteiramente, pelo programa MCMV, que têm previsão de dotação em 2016 de R$ 15,5 bilhões, ante um limite de empenho de R$ 8,3 bilhões fixado para este ano – acréscimo de R$ 7,2 bilhões.

Com os recursos, o governo espera pagar todas as operações já contratadas do programa e realizar novas contratações, depois do lançamento da fase 3 do MCVM.Houve um aumento de R$ 1,2 bilhão para a área de infraestrutura hídrica, principalmente para o programa de transposição do rio São Francisco.

O governo tem estudo que aponta risco elevado de desabastecimento de água em Fortaleza em 2016. Por isso, decidiu intensificar as obras da transposição para levar água até o açude Castanhão, que abastece a região metropolitana da capital cearense.

Para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o governo reservou uma dotação adicional de R$ 1,35 bilhão. A ideia inicial é utilizar esses recursos para reajustar, no ano que vem, os valores dos benefícios do programa Bolsa Família, que foram corroídos pela elevada inflação deste ano.

O governo incluiu também na proposta orçamentária de 2016 uma dotação de R$ 1,8 bilhão para aumentar o auxílio alimentação e o vale transporte dos servidores públicos. Esse aumento dos auxílios faz parte da negociação feita em torno do reajuste salarial dos próximos dois anos.

A proposta orçamentária prevê ainda uma verba adicional de R$ 792 milhões para a Secretaria de Aviação Civil. O objetivo do governo é usar esses recursos para fazer uma reestruturação da Infraero. O Ministério da Justiça ganhou R$ 300 milhões para garantir a segurança da Olimpíada do Rio.

O acréscimo de R$ 400 milhões na dotação para o Ministério das Relações Exteriores foi para compensar a subida do dólar.Os técnicos informam que há espaço para cortes na previsão do gasto com diárias. O governo já anunciou que vai reduzir ministérios e cargos comissionados.

Dilma deve acabar com o programa Minha Casa Minha Vida

Indefinições sobre origem dos recursos que vão viabilizar programa habitacional podem comprometer anúncio previsto para quinta.

Fontes da construção civil, dos ministérios e dos bancos disseram que o governo não conseguiu bater o martelo sobre os novos parâmetros e que o lançamento deve ser adiado ou ficar mais “discreto”.

Fonte: Estadão

Dilma deve acabar com o programa Minha Casa Minha Vida

Aumento da remuneração de contas vinculadas ao FGTS pode ter impacto nos financiamentos habitacionais. Foto: Tuca Melges / Estadão

União pode adiar 3ª fase do Minha Casa Minha Vida

Diante da frustração de recursos e da indefinição do orçamento de 2016, o governo pode ser obrigado a postergar o anúncio da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida. Pelo Twitter, a presidente marcou para quinta o anúncio da nova fase do programa de habitação. No entanto, fontes da construção civil, dos ministérios e dos bancos disseram que o governo não conseguiu bater o martelo sobre os novos parâmetros e que o lançamento deve ser adiado ou ficar mais “discreto”.

Uma das razões é que, por mais que a presidente afirme que os cortes dos gastos não vão atingir programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, não há dinheiro para contratar novas moradias para a faixa 1 do programa até segundo semestre de 2016. Para as famílias mais pobres, que ganham até R$ 1,6 mil, 95% do imóvel é bancado com recursos públicos. Oorçamento do programa de 2016 aloca a maior parte do dinheiro para pagar as obras que já estão em andamento. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que as contratações da nova fase vão ser feitas em “velocidade menor”.

Ao entregar casas em Campina Grande (PB), na sexta, Dilma voltou a afirmar que o governo vai contratar 3 milhões de moradias até o fim de 2018. “Nós vamos suar a camiseta para fazer essas 3 milhões de moradias contratadas. Não digo que todas vão estar prontas, mas vão estar contratadas”, discursou. Na cerimônia, Dilma não prometeu lançar a terceira fase do programa nesta semana.

A principal novidade da fase 3 do MCMV é a criação de uma faixa de renda batizada de Faixa 1 FGTS. A nova modalidade vai beneficiar famílias com renda mensal de R$ 1,2 mil a R$ 2,4 mil, que poderão comprometer até 27,5% da renda familiar com o financiamento da casa própria. No entanto, essa nova faixa precisa ser aprovada pelo conselho curador do FGTS, que reúne representantes dos trabalhadores, de empresários e do governo. A próxima reunião do conselho é dia 16 -outro entrave para o anúncio do dia 10.

Para as faixas 2 e 3 do MCMV, direcionada a famílias com renda de até R$ 3.275 e R$ 5 mil, respectivamente, a fonte de recursos é também o FGTS, o que garantiu as contratações em meio às restrições de orçamento. O subsídio com os recursos do fundo tem teto de R$ 25 mil.

A mudança na remuneração dos saldos das contas do FGTS a partir de 2016, como aprovada pela Câmara dos Deputados, ainda deve resultar em um aumento de até 38% na parcela paga pelos compradores de imóveis nas faixas 2 e 3 do programa. As instituições financeiras não fecham contratos com comprometimento superior a 30% da renda. Ou seja, menos pessoas conseguirão ser enquadradas porque as parcelas devem ficar mais caras. A própria presidente já tinha alertado que a mudança na correção do fundo encareceria os financiamentos e poderia inviabilizar a terceira fase. O governo ainda espera conseguir modificar a proposta, que precisa do aval do Senado.

Procurado, o Palácio do Planalto disse que trabalha com a data do dia 10 para o anúncio da terceira etapa do programa.

Aécio diz que oposição vai acompanhar todos os passos de Dilma

Aécio: “Vamos constituir dez grupos, de dez áreas específicas, para acompanhar as ações do governo. Comparar compromissos de campanha com o que acontece em cada área.”

Linha dura com o PT

Fonte: O Globo

G-aecio-nevesAécio: oposição vai acompanhar todos os passos de Dilma

Aécio diz que vai ser oposição vigilante e fiscalizadora para que os escândalos não sejam “varridos para debaixo do tapete. Divulgação

Aécio Neves: ‘Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou’

Senador tucano reafirma que não irá abdicar do papel de oposição e que PT enfrentará “oposição conectada com a sociedade”

Aécio Neves chega caminhando sozinho pela rua. Vem do pediatra e entra na casa do amigo onde daria entrevista, em Ipanema, contando que os filhos gêmeos, nascidos prematuros, engordaram. Diz que depois de olhar tanto no olho da adversária que o derrotou na campanha mais acirrada da História não abdicará de seu papel de fazer oposição. Admite erros. Mas diz que, pela primeira vez, o PT enfrentará uma “oposição conectada com a sociedade, e isso os assusta”.

Como o senhor viu a entrevista da presidente Dilma, que chamou de lorota o corte de ministérios e de ideia maluca sua proposta de choque de gestão?

A candidata Dilma estaria muito envergonhada da presidente Dilma. Para a candidata, aumentar juros era tirar comida da mesa dos pobres. Três dias depois da eleição, o BC aumentou os juros. Para a candidata, não havia inflação. A presidente agora admite que há e que é preciso controlá-la. A candidata dizia que as contas públicas estavam em ordem, e descobrimos que tivemos um setembro com o pior resultado da história. A candidata dizia que cumpriria o superávit fiscal, e agora se prepara para pedir a revisão da meta de 1,9%. Estamos assistindo ao maior estelionato eleitoral da História. O choque de gestão, que incomoda tanto o PT, nada mais é do que gastar menos com o Estado e mais com as políticas fins. É o contrário do que o PT pratica. O próximo mandato, que se inicia, já começa envelhecido. A presidente não se acha no dever de sequer sinalizar como será a política econômica. E é curioso vermos a presidente correndo desesperada atrás de um banqueiro para a Fazenda. Eu hoje chego na minha casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo com a consciência muito tranquila. Fiz uma campanha falando a verdade, não fugi dos temas áridos, sinalizei na direção da política econômica que achava correta. Não sei se a candidata eleita pode fazer o mesmo.

A oposição também não está envelhecida?

A oposição sai extremamente revigorada da eleição. A campanha teve duas marcas muito fortes. A primeira, protagonizada pelo PT e pela candidata que venceu: a utilização sem limites da máquina pública, do terrorismo eleitoral, aterrorizando beneficiários do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida. Inúmeras regiões ouviram durante meses, isso sim uma grande lorota, que, se o 45 ganhasse, seriam desfiliados dos programas. Infelizmente, essa é uma marca perversa. Mas há uma outra, extraordinária, que é um combustível para construir essa nova oposição. O Brasil acordou, foi às ruas. Minha candidatura passou a ser um movimento. Nosso e desafio é manter vivo esse sentimento de mudança, por ética.

Como atuar de forma diferente?

Pela primeira vez, o PT governará com uma oposição conectada com a sociedade. O sentimento pós-eleição foi quase como se tivéssemos ganhado. E os primeiros movimentos da presidente são de desperdiçar a oportunidade de renovar, de admitir equívocos, mudar rumos. Ela começa com o mesmo roteiro: reúne partidos para discutir um projeto de reforma política ou uma agenda de crescimento? Não! Reúnem-se em torno da divisão de ministérios, de nacos de poder. As pessoas não se sentam para ouvir da presidente: “Quero o apoio para um grande projeto de país.” Era o que eu faria. A grande pergunta dos brasileiros será: para que novo mandato se não há projeto novo de país? Para continuar distribuindo cargos e espaço de poder para as pessoas fazerem negócios? A presidente corre o risco de começar o mandato com sentimento de fim de festa.

O PSDB fará um “governo paralelo”?

Vamos constituir dez grupos, de dez áreas específicas, para acompanhar as ações do governo. Comparar compromissos de campanha com o que acontece em cada área. Queremos subsidiar nossos companheiros, lideranças da sociedade, vereadores, governadores, parlamentares.

Isso não reforça o discurso de que vocês precisam desmontar o palanque?

Chega a ser risível ouvir o PT falar que é hora de descer do palanque. O PT, sempre que perdeu, nunca desceu. E quando venceu também não desceu. E quem paga a conta são os brasileiros. Cumprimentei a presidente pela vitória. Agora vou cumprir o papel que me foi determinado por praticamente metade da população. Vamos ser oposição vigilante, fiscalizadora, e não vamos deixar que varram para debaixo do tapete, como querem fazer, esses gravíssimos escândalos que estão aí.

Mas não houve acordo na CPI da Petrobras para blindar políticos, com apoio do PSDB?

Quero dizer de forma peremptória e definitiva: vamos às últimas consequências nessas investigações, não importa a quem atinjam. Até pelo nível de insegurança de setores da base do governo, o que pode estar vindo por aí é algo muito, mas muito grave. Não depende mais apenas da ação do Congresso ou da Justiça no país, porque essa organização criminosa que, segundo a PF, se institucionalizou na Petrobras, tem ramificações fora do Brasil. E outros países estão agindo. Nosso papel é não permitir, do ponto de vista político, tentativas de limitação das investigações. Se alguém pensou em algum acordo, e no caso do deputado Carlos Sampaio ele foi ingenuamente levado a isso, será corrigido.

A desconstrução marcou a campanha. Como enfrentar isso em 2018?

O marketing petista deseduca a população porque não permite o debate. Será que vai dar certo sempre? Queremos transformar o Bolsa Família em política de Estado para que saia dessa perversa agenda eleitoral. Apresentamos o projeto, e agora ficou claro porque o PT votou contra. O PT prefere ter um programa para manipular as vésperas das eleições, como se fosse uma bondade. Há uma manipulação vergonhosa de instituições como Ipea e IBGE. A presidente usou o marketing de que tinha tirado não sei quantos milhões da miséria já sabendo que a miséria aumentara. Mais um estelionato. Setembro foi o pior mês do século em geração de emprego. Há 20 milhões de jovens sem ensino fundamental e médio. Nossa educação, comparativamente a nossos vizinhos, é péssima. E o governo acha que política social é o Bolsa Família. Não. Tem que ser saúde, educação de qualidade e geração de emprego para incorporar essas pessoas ao mercado formal.

Como o PSDB se manterá unido com uma disputa interna que se anuncia para 2018?

Antecipar uma divisão no PSDB hoje é uma bobagem. Não tenho obsessão em ser candidato a presidente. O que há hoje é um PSDB, ao lado de outras forças, conectado a setores da sociedade com os quais não estávamos vinculados. Esse é o grande fato novo. Lá na frente, o candidato será aquele que tiver melhores condições de vencer.

Há uma nova direita indo às ruas e pedindo a volta dos militares. Como fazer com que o PSDB não se confunda com esse movimento?

Com nosso DNA. Sou filho da democracia. O que houve foi a utilização de movimentos da sociedade por uma minoria nostálgica que nada tem a ver conosco e com nossa história. A agenda conservadora, antidemocrática, totalitária, é a do PT. Esse documento do PT, lançado depois das eleições, é muito grave. Fala no cerceamento da liberdade da imprensa, de um projeto hegemônico de país, sem alternância de poder. Fala de uma democracia direta que, de alguma forma, suplantaria ou diminuiria a participação do Congresso na definição das políticas públicas. Teve um momento na campanha do meu avô Tancredo, em 1984, que pregaram uns cartazes em Brasília com o símbolo do comunismo. Era um movimento da direita mais radical para dizer que ele era comunista. Tancredo disse: “Olha, para a esquerda não adianta me empurrar que eu não vou.” Ele era um homem de centro. E, agora, eu digo: “Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou”.

E os erros na campanha? Faltou conexão com minorias, movimentos de base?

Faltaram poucos votos que não conseguimos por falta de estrutura. Nas eleições municipais teremos candidatos com capilaridade em segmentos muito mais amplos. Em dezembro, reuniremos a Executiva com esse foco. Faremos ampla campanha, uma semana de filiação no Brasil. Com gente nas ruas, sindicatos, universidades. Estarei em Maceió, numa grande teleconferência, para sinalizar que o Nordeste sempre será prioridade para o PSDB. As pessoas estão procurando saber como participar, como se filiar. Isso nunca acontecera. Voltamos a ser depositários da confiança de parcela importante da sociedade que nunca fez política e está querendo fazer.

Quais foram os erros em Minas? É consenso que o senhor perdeu porque foi derrotado lá.

Ainda estou tentando entender. Meus adversários tiveram ação organizada muito forte nas regiões mais pobres de Minas. Temos imagens de deputados com megafones dizendo: “Aécio vai acabar com o Bolsa Família“. Os Correios não levavam nosso material, e não estávamos atentos. Houve talvez certa negligência do nosso pessoal. E nossa candidatura estadual também não foi bem. No segundo turno, a força do governador eleito acabou sendo um contraponto forte. Ninguém é invencível. Eu não sou infalível. É do jogo político. Souberam ser mais competentes do que nós. A responsabilidade é minha mesmo. Vamos recuperar esse espaço. Lançar candidato a prefeito em Belo Horizonte, onde ganhamos por 60% a 30%, e em todas a grandes cidades.

E a derrota no Rio?

Eu ter tido 45% dos votos no Rio foi um ato de heroísmo. Os dois candidatos do segundo turno estavam com Dilma. E ainda espalharam jornais apócrifos me colocando como inimigo do Rio.

A aliança de oposição será mantida?

É bom que a oposição tenha várias caras. É um erro estratégico, além de gesto de absoluta arrogância, achar que sou o líder das oposições. Não sou. Somos um conjunto de pessoas credenciadas para falar em nome de uma parcela importante da população. Sou cioso da autonomia do Congresso. Mas gostaria de ver alguma forma essa aliança reeditada na eleição para a presidência da Câmara. Quem sabe num gesto em direção do PSB. A mim agradaria, mas é uma decisão que será tomada com absoluta autonomia pelos deputados.

O senhor sempre repete a frase de Tancredo que ser presidente, mais do que projeto, é destino. Ainda concorda?

Não é obsessão, como jamais foi. Sou hoje um homem de bem com a vida, conheci um Brasil novo, vibrante, com esperança. Não é frase de efeito. Vi coisas de emocionar. Gente que via esperança em mim. E isso é muito sério.

Jogo sujo: PT envia mensagens sobre fim do Bolsa Família

Terrorismo eleitoral: empregada doméstica recebeu uma mensagem com ameaça de que Aécio vai acabar com o Bolsa Família, caso seja eleito.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Jogo sujo: PT envia mensagens sobre fim do Bolsa Família

Beneficiária do Bolsa Família recebe mensagem com ameaça velada de que Aécio acabará com programa

Suspeita é de uso de telemarketing. Número do celular tem prefixo de Minas Gerais

POR MARIA LIMA

A empregada doméstica M.L.S recebeu na noite de quarta-feira uma mensagem sugerindo que, se eleito, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, pode acabar com o programa Bolsa Família. Mãe de três filhos pré-adolescentes, ela recebe cerca de R$ 500 e foi sorteada, em agosto último, para receber uma casa do programa Minha Casa Minha Vida. A secretaria de Habitação do governo do Distrito Federal despachou 50 mil cartas a inscritos no programa dizendo que teriam sido sorteados. M.L.S foi uma delas e aguarda ser chamada para receber o imóvel. E está assustada com a possibilidade de perder tudo.

— Minha vizinha também recebeu essa mensagem ontem à noite. E ela me disse que lá em Minas Gerais, onde o Aécio foi governador, estão dizendo que ele não é boa pessoa não — contou M.L.S.

O PSDB já entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que se investigue denúncias do uso do cadastro único do Bolsa família em mensagens sugerindo que Aécio acabaria com o Bolsa Família. As mensagens estariam sendo veiculadas aos bolsistas, majoritariamente mulheres, onde Aécio vem perdendo terreno.

— Estamos pedindo que se investigue se a campanha da presidente Dilma Rousseff ou seus apoiadores estão usando o cadastro único dos programas sociais para sugerir que Aécio acabaria com o Bolsa Família, se eleito, com o uso de robôs e empresas de telemarketing — explicou Antônio Marra, do escritório de José Eduardo Alckmin, contratado pelo PSDB.

O número que aparece na tela como tendo enviado a mensagem, tem prefixo de Minas Gerais (31) 83435079 – mas trata-se de um robô de uma central, como se fosse de telemarketing. O texto reproduz a propaganda da candidata Dilma Rousseff na TV e diz: “O PSDB sempre chamou o Bolsa Família de Bolsa Esmola. Agora Aécio diz que não é contra. Não dá para confiar nele”. A campanha petista estaria usando um serviço de telemarketing oferecido a empresas para enviar grandes quantidades de mensagens de WhatsApp e torpedos.

Há denúncias de que centrais montadas em comitês petistas estariam fazendo ligações com ameaças aos beneficiários dos programas sociais.

— É mais uma prova do abuso do poder econômico da campanha petista, e do desprezo pelas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, que proíbe o uso de telemarketing — diz o advogado Antônio Cesar Marra, da equipe jurídica da campanha de Aécio Neves.

Estão sendo enviadas mensagens de WhatsApp e também repetindo os ataques que Dilma vem fazendo contra Aécio na TV. “A receita de Aécio e Armínio é arrocho, recessão e desemprego. Eles são contra os brasileiros melhorarem de vida. Vote Dilma13“. Neste caso, a campanha viola diretamente o contrato de usuário, que expressamente proíbe o uso de aplicativo para envio massificado de mensagens, o que descumpre o termo de serviço, a que todos os usuários devem se submeter.

REPRESENTAÇÃO

Com o surgimento de novas denúncias, a assessoria jurídica da coligação de Aécio Neves entrou no TSE com um pedido de reconsideração da decisão que indeferiu o pedido de medida liminar para investigar “ indício claro de que há, no escritório político “ da ex-ministra Maria do Rosário , uma equipe encarregada de telefonar às pessoas beneficiárias para alertá-las sobre o risco de perderem o Bolsa Família “se a gente perder o Governo”, ou seja, se o PT perder a eleição.

A representação argumenta que, “para sustentar que, embora eventual juízo condenatório dependa de um maior aprofundamento, talvez por meio de eventual ação de investigação judicial eleitoral, a prova indiciária revela-se mais do que suficiente à concessão da liminar, que visa exclusivamente à suspensão da prática ilícita”.

O texto do pedido de reconsideração diz ainda que uma investigação não causaria danos a representada, mas ao contrário, “se confirmar a denúncia, o efeito deletério da conduta denunciada sobre a normalidade e legitimidade do pleito se terá consumado de modo irreparável, dada a iminência da realização da votação em segundo turno.

Os advogados de Aécio juntaram ainda a representação, notícia de que a presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, desembargadora Elisabeth Carvalho do Nascimento, proibiu a convocação, por gestores públicos, de beneficiários do Bolsa Família, no estado, até o dia 26, quando acontece o segundo turno das eleições .

“Segundo a assessoria de comunicação do tribunal, a presidente recebeu denúncias de que prefeitos se reuniram neste final de semana com beneficiários no interior alagoano e disseram que, se eles não votassem no PT, perderiam o benefício. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal”, diz o texto da representação da equipe jurídica do tucano encaminhada ao TSE.

O documento enviado ao TSE diz que há, além desse, inúmeros outros registros na imprensa, que estão sendo adequadamente documentados, de que essa prática tem se espalhado, “estendendo-se, inclusive, aos beneficiários de outros programas sociais federais, como o Prouni e o Minha Casa Minha Vida, que estão sendo ameaçados de perder suas bolsas de estudo e ser desalojados de seus lares, respectivamente.”

Os advogados destacam a dificuldade de documentar as ameaças. “É evidente que esse tipo de ação ilícita não se desenvolve à luz do dia. Além disso, são raríssimos os casos em que os assediados têm condição de documentar, pois a maioria sequer possui recursos tecnológicos suficientes, e mesmo a coragem de denunciar, tamanha a dependência que têm desses benefícios para a sua sobrevivência”

E dizem que a Justiça Eleitoral não pode “se manter inerte nesse momento, em que há sério risco de que a eleição seja conspurcada por esse absolutamente inadmissível terrorismo eleitoral, a configurar verdadeira fraude, que tem potencial para tisnar não apenas a confiança do eleitorado como a própria subsistência da democracia.Uma eleição não pode ser determinada pela chantagem estatal. É necessário que o Tribunal Superior Eleitoral assuma o seu papel nesse momento histórico, deixando explícito à população que essas ameaças, se existentes, são absolutamente ilegais e falsas.”

PT sem escrúpulos: Aécio diz que é vítima de atentados à sua honra

“Em uma covarde onda de falsidades e calúnias, tentam jogar na lama o nome honrado da minha família e o meu nome”, afirmou Aécio.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

PT sem escrúpulos: Aécio diz que é vítima de ataque à honra

Pestista jogam sujo contra Aécio: difamam seu nome nas redes sociais. Estratégia do PT para evitar de expor as fraquezas e os erros do governo”.
Foto: Bruno Magalhães.

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Aécio: agressividade de Lula é triste

Na TV, Aécio diz que é vítima de ‘atentados’ à sua honra

Tucano diz que PT ‘mente’ para ‘aterrorizar’ as pessoas e jogar seu nome e o de sua família na ‘lama’

Na reta final, PT vai focar campanha em três faixas do eleitorado: mulheres, jovens e a classe média

Depois de rebater por dias de forma velada os ataques que vêm sofrendo na propaganda oficial do PT e nas redes sociais, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nessa quarta (22) em seu horário eleitoral que é vítima de “atentados” à sua honra, família e biografia promovidos pela campanha de Dilma Rousseff.

A mudança na estratégia ocorre depois de o Datafolha indicar queda de Aécio em diversos setores do eleitorado.

Na TV, o tucano rebateu acusações de que acabará com os bancos públicos e com programas sociais. Disse que, por onde anda, encontra pessoas “aterrorizadas” por boatos sobre o fim do Bolsa Família e do Minha Casa, Minha Vida. “É mentira”, cravou.

Ele também se defendeu de insinuações sobre sua vida pessoal e das acusações de que é “agressivo” com mulheres. No fim de semana, o PT veiculou um anúncio em que um locutor afirma que Aécio “tem mostrado dificuldades em respeitar as mulheres”.

A peça exibe cenas de um debate em que Aécio chamou a adversária Luciana Genro (PSOL) de “leviana” com o dedo em riste, e de outro em que ele usou o mesmo termo ao se dirigir a Dilma.

“Em uma covarde onda de falsidades e calúnias, tentam jogar na lama o nome honrado da minha família, tentam jogar na lama o meu nome”, afirmou Aécio.

“Infâmias e gravíssimas mentiras são espalhadas contra mim nas redes sociais por um exército clandestino (…). Sem nenhuma prova, me acusam de comportamento criminoso. (…) Chegaram a insinuar de forma covarde que eu poderia ser desrespeitoso com as mulheres, ofendendo minha esposa, minha filha de 23 anos, minha mãe e todas as mulheres do Brasil.”

Ele equiparou os ataques que vem sofrendo aos que foram feitos contra a ex-senadora Marina Silva e ao ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE) no primeiro turno.

“Espalham medo, partem para ataques pessoais em vez de debater projetos porque sabem que assim evitam expor as fraquezas e os erros de seu governo”, disse Marina no programa. Foi a primeira vez que ela gravou um depoimento especial para Aécio.

A peça exibida nesta quarta será usada novamente na TV. A partir disso, o tucano vai adotar tom propositivo, na tentativa de mostrar ao eleitor que, enquanto Dilma trabalha para destruí-lo, ele “pensa no Brasil”.

A cúpula petista, por sua vez, viu resultados na estratégia contra Aécio e deve mantê-la. O comitê de Dilma avalia que o vento sopra a favor da presidente e, nos últimos dias, vai focar a campanha em três faixas do eleitorado – mulheres, jovens e a nova classe média. Outra medida é seguir explorando a crise da falta de água em São Paulo.

Os petistas esperam chegar no debate da Globo na sexta (24) com vantagem suficiente na disputa para buscar apenas um “empate” no último confronto com Aécio. A ideia é que Dilma fale apenas de propostas na ocasião.

Os dilmistas querem continuar desidratando Aécio em São Paulo, onde ele tem melhor resultado.

O PT avalia que o envolvimento da militância está funcionando na reta final.

O único temor é o uso de alguma “bala de prata” – acusação grave que possa atingir Dilma – até o debate da Globo. O PT acredita, porém, que os temas negativos para a presidente foram usados à exaustão, como a corrupção na Petrobras, e nada deve surpreender o eleitor.

Aécio fará auditoria na Caixa e no BNDES se for eleito

Equipe econômica de Aécio, já escolheu a primeira coisa a fazer, caso ele vença as eleições: uma devassa nas contas da Caixa e do BNDES.

Eleições 2014

Fonte: Estado de S.Paulo

Se eleito, Aécio fará auditoria na Caixa e no BNDES

Aécio vai fazer uma auditoria nas contas da Caixa e do BNDES caso seja eleito. Foto: Eduardo Anizelli/

Tucanos planejam auditoria na Caixa e no BNDES

LU AIKO OTTA – O ESTADO DE S. PAULO

Economistas da equipe de Aécio consideram a medida fundamental para conhecer a real situação dos dois bancos

A equipe econômica do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, já escolheu a primeira coisa a fazer, caso ele vença as eleições: uma devassa nas contas da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo auxiliares do candidato, a ordem é começar a trabalhar nisso “já na próxima segunda-feira”.

Os integrantes da equipe econômica do tucano estão convencidos de que esses dois bancos públicos acumulam um grande volume de valores a receber do Tesouro Nacional, sem que se saiba exatamente quanto.

Esses créditos são fruto de programas que cobram juros abaixo do mercado como o Minha Casa Minha Vida e o Programa de Sustentação de Investimentos (PSI).

Para manter o juro baixo, governo precisa pagar um subsídio. Ou seja, ele “banca’’ parte da bondade com recursos públicos, saídos do Tesouro Nacional, que são entregues aos bancos que fazem o empréstimo. Mas, já há alguns anos, a área econômica vem segurando o repasse dos subsídios. Isso é facilitado pelo fato de ficar tudo “em casa’’, pois quem deixa de receber são bancos públicos.

Especialistas de fora do governo acreditam que o maior volume de subsídios não pagos esteja no BNDES. O economista Felipe Salto, da consultoria Tendências, calcula que sejam R$ 28,8 bilhões. Mas há, na equipe de Aécio, grande preocupação com a Caixa, cuja contabilidade é menos transparente.

Ajuste. “A primeira coisa é saber o tamanho da encrenca’’, diz um auxiliar tucano. Essa informação é fundamental para dar aos agentes de mercado a informação mais aguardada: o plano de voo do ajuste das contas públicas.

Em outras palavras, o que será feito para atingir o objetivo já anunciado de, no prazo de dois a três anos, produzir um saldo nas contas públicas grande o suficiente para conter o crescimento da dívida pública.

Depois de duas décadas comportada, a dívida começou a aumentar este ano. Em setembro, ela estava em 35,9% do Produto Interno Bruto (PIB), depois de haver iniciado o ano em 33,1% do PIB. Esse crescimento se dá porque a economia que o setor público faz não é suficiente para pagar nem os juros.

Para controlá-la, será preciso apertar o cinto ou arrecadar mais.  Pelos cálculos do economista Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica e atual vice-presidente do Insper, a economia, chamada de resultado primário, teria de ser da ordem de 2,5% do PIB. No dado oficial mais recente, o saldo acumulado em 12 meses estava em 0,94% do PIB. Mas há suspeita generalizada entre os especialistas de que, na ponta do lápis, o resultado esteja negativo.

Isso porque o atraso no pagamento de subsídios é apenas uma das manobras a que o governo recorreu para melhorar artificialmente o resultado oficial das contas públicas, segundo demonstraram várias reportagens que o Estado publicou ao longo deste ano. Outra foi exigir dos mesmos bancos, Caixa e BNDES, o pagamento antecipado de dividendos.

Segundo informações da área técnica, a Caixa teria sido levada também a pagar benefícios sociais, como abono e seguro-desemprego, sem haver recebido do Tesouro os recursos para isso – um mecanismo batizado de “pedalada’’. Nos bastidores, a informação é que o fluxo teria sido regularizado em agosto.

Meta. O propósito da equipe de Aécio Neves é limpar as contas públicas de todos os truques desse tipo, conforme consta do programa econômico divulgado pelo candidato. “Esta é uma necessidade absoluta para a construção de um regime macroeconômico robusto e para que se cumpra a Lei de Responsabilidade Fiscal’’, diz o documento.

Paralelamente ao levantamento da real situação das contas públicas, a ordem é acelerar a elaboração da proposta de reforma tributária, que Aécio prometeu enviar ao Congresso no início de seu mandato.

A proposta já está delineada do ponto de vista técnico. Mas como o candidato aparecia em terceiro lugar nas pesquisas às vésperas do 1.º turno, os trabalhos foram desacelerados.

A ideia agora é dialogar com os especialistas que já estiveram envolvidos nas tentativas anteriores. E, assim, saber quais são os principais obstáculos.

Reacionários em pânico, artigo Reinado Azevedo

País voltará a flertar, no próximo quadriênio, com o impeachment, somando a crise política a uma economia combalida.

“É preciso assaltar os cofres públicos para conceder Bolsa Família? É preciso usar de forma escancaradamente ilegal os Correios para implementar o ProUni?”

Fonte: Folha de S.Paulo

Reacionários em pânico, por Reinado Azevedo

Se há um partido que encarna os piores vícios da ordem no que esta tem de mais nefasta, de mais reacionária e de mais autoritária, este partido, hoje, é o PT. Foto: Divulgação.

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Reacionários em pânico

O PT está desesperado. É crescente o número de pessoas que não querem mais salvadores da pátria

Li dia desses o texto de um sujeito isento como um táxi, segundo quem só mesmo o “preconceito anti-PT” poderia explicar a surra histórica que o partido levou em São Paulo. Para registro: o tucano Geraldo Alckmin venceu a eleição em 644 das 645 cidades do Estado e, na capital, ficou em primeiro lugar em 54 das 58 zonas eleitorais. Aécio Neves superou seus adversários em 88% dos municípios paulistas. José Serra, depois de sepultado por setores da imprensa paulistana, bateu Eduardo Suplicy na disputa pelo Senado por quase o dobro dos votos. Marilena Chaui, uma petista filósofa, jamais uma filósofa petista, diria que isso é culpa da classe média, que ela odeia. Entendo. Há miseráveis de menos em São Paulo para os anseios revolucionários de tal senhora. Toc, toc, toc.

Preconceito por quê? O PT, por acaso, advoga alguma causa excepcional, que vá contra, sei lá, o obscurantismo do senso comum, ou se coloca na vanguarda de lutas civilistas que desorganizam o status quo? Se há um partido que encarna os piores vícios da ordem no que esta tem de mais nefasta, de mais reacionária e de mais autoritária, este partido, hoje, é o PT.

Prestem atenção! Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mal começaram a falar. A depender do rumo que as coisas tomem e do resultado das urnas, o país voltará a flertar, no próximo quadriênio, com o impeachment, somando, então, a crise política a uma economia combalida. Pergunto: o fedor que emana da Petrobras deriva dos anseios reformistas que o PT chegou a alimentar um dia? Ora…

É preciso assaltar os cofres públicos para conceder Bolsa Família? É preciso usar de forma escancaradamente ilegal os Correios para implementar o ProUni? É preciso transformar a gestão pública na casa-da-mãe-Dilma (como Lula, o pai, já a chamou) para financiar o Minha Casa, Minha Vida? Pouco importa o juízo que se faça sobre esses programas, a resposta, obviamente, é “não”. A matemática elementar nos diz que, com menos roubalheira, sobraria mais dinheiro para os pobres.

O PT nunca foi revolucionário e, por óbvio, nem mais reformista chega a ser. Conserva, no entanto, o modo da esquerda autoritária, que é distinto, sim, do da direita autoritária. Para esta, povo é mesmo o vulgo e deve ser mantido longe dos assuntos relevantes da República porque não passa de um amontoado de ignorâncias e paixões destruidoras –no “Júlio César”, de Shakespeare, sua versão primitiva é Cássio. A outra se organiza para pôr a seu favor o ódio, o rancor e o ressentimento, tornando o povo refém das migalhas que distribui. É César. Sim, leitores, como pulsões originais, os dois autoritarismos já estavam no drama de Shakespeare. Estão inscritos na nossa memória. No Brasil de 1950, o dramaturgo escreveria a mesma peça com Carlos Lacerda e Getúlio Vargas. Haveria um pouco mais de chanchada, é claro!

O PT está desesperado. Milhões de pessoas são, sim, ainda cativas de seu assistencialismo chantagista e do arranca-rabo de classes que promove. Mas é crescente o número de pessoas que já não aceitam –como é mesmo, Getúlio?– ser escravas de ninguém. Também não querem mais salvadores da pátria. Só exigem que governantes sejam escravos da lei. E Marilena odeia isso.

Programa de Governo de Aécio: Educação e superação da pobreza

Aécio Neves tem como meta central a valorização da carreira do professor, com elevação do salário inicial, promover a educação em tempo integral, fortalecer a primeira infância, aprimorar o ensino superior e promover a reformulação do currículo do ensino médio.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Programa de Aécio tem foco em Educação e superação da pobreza

Programa de Aécio também detalha como será a implementação do programa Família Brasileira, a melhoria do Bolsa Família, e o Nordeste Forte cujas ações são direcionadas para atacar o desequilíbrio regional no Brasil e tem como objetivo superar a pobreza no país. Foto: George Gianni

Programa de governo de Aécio fortalece Educação e se compromete em superar a pobreza

A segunda parte do programa de governo de Cidadania do candidato à Presidência pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, tem como meta central a valorização da carreira do professor, com elevação do salário inicial, promover a educação em tempo integral, fortalecer a primeira infância, aprimorar o ensino superior e promover a reformulação do currículo do ensino médio.  Para ler o programa, acesse o link: http://aecioneves.com.br/downloads/plano-de-governo/cidadania-II.pdf

O programa também detalha como será a implementação do programa Família Brasileira, a melhoria do Bolsa Família, e o Nordeste Forte cujas ações são direcionadas para atacar o desequilíbrio regional no Brasil e tem como objetivo superar a pobreza no país.

O plano foi apresentado pela professora Maria Helena Guimarães de Castro, coordenadora da área de Educação, e pelo assistente social Marcelo Reis Garcia, durante Face to Face, no Facebook de Aécio nessa sexta-feira.

No eixo Educação, a valorização dos professores é prioritário. “Queremos aumentar o salário inicial (e vamos!) para tornar a carreira mais atraente e inovar os programas de formação de professores. Melhorar a carreira e a formação é a política mais importante para a qualidade da educação”, afirmou a professora Maria Helena durante o Face to Face.

Um outro compromisso é ampliar as escolas integrais, especialmente nas grandes cidades e regiões mais vulneráveis para garantir o pleno atendimento de alunos das periferias. O objetivo é que todos os alunos tenham as mesmas condições de oportunidades e aprendizado.

Além disso, o plano estabelece como centro o investimento em infraestrutura das escolas, para que todas tenham condições adequadas de funcionamento, tornando as escolas mais seguras. A meta é garantir prédios organizados, móveis, carteiras, merenda, material didático de qualidade, livros, transporte escolar e acesso a internet em todas as escolas.

O segundo eixo de Cidadania se comprometeu com a manutenção dos atuais programas do governo, como o ProUni, Fies, Pronatec, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, entre outros. No caso do Ciência Sem Fronteira, ele será ampliado no governo Aécio Neves. A proposta prevê a inclusão de outras áreas, além das que atualmente são beneficiadas com bolsas no exterior. Será ampliado o número de universidades parceiras e tornar o programa mais eficiente, cobrando resultado dos alunos e oferecendo curso de língua estrangeira para que eles tenham condições de acompanhar os cursos fora do Brasil.

“No governo de Aécio Neves, não faltarão recursos para garantir o acesso ao Ensino Superior. O PROUNI e o FIES serão mantidos e aperfeiçoados. E vamos, também, melhorar o sistema de avaliações do Ensino Superior para garantir a maior qualificação da graduação brasileira”, escreveram Garcia e Maria Helena durante o Face to Face.

Programas Sociais

O programa inova ao tornar a assistência social um dever de Estado, garantindo atenção especial aos idosos, fortalecimento da rede de amparo para famílias em situação de pobreza, e combate à evasão escolar.

O programa DignaIdade tem como objetivo garantir que a população envelheça adequadamente sem medos, com serviços adequados fornecidos pelo estado e renda compatível com as necessidades.

O Família Brasileira é tratado como estratégico para o combate à desigualdade, enfrentamento da pobreza e fortalecimento dos vínculos familiares. O programa vai classificar as famílias em níveis de risco e vai trabalhar com resultados. “Aécio já disse que não vai fazer a gestão diária da pobreza, mas vai superá-la. Obrigado pela participação”, escreveram os dois colaboradores do programa de governo.

Veja os principais pontos abordados pelo Face to Face por Maria Helena Guimarães de Castro e Marcelo Reis Garcia:

Burocracia

Um dos compromissos de Aécio Neves em seu governo é com a participação da população. Pode acreditar que, no governo, Aécio não será um burocrata de Brasília que vai definir o que é ou não é importante para a população do Norte. São vocês que vão dizer qual agenda é prioritária.

Plano para a educação

Nossa prioridade é melhorar a qualidade do ensino básico, como Aécio fez em Minas Gerais que tem o melhor Ensino Fundamental do Brasil. Para isso, a nossa premissa é valorizar os professores, melhorar o currículo, e apoiar os estados e municípios na organização de acordos de resultados com metas a serem atingidas por cada escola. Fizemos isso em MG e deu muito certo. Também vamos fazer um programa de intervenção pedagógica nas escolas com mais dificuldade, para reduzir as desigualdades educacionais e garantir o direito de aprendizado de todos os estudantes.

Acesso ao ensino superior

No governo de Aécio Neves, não faltarão recursos para garantir o acesso ao Ensino Superior. O Prouni e o Fies serão mantidos e aperfeiçoados. E vamos, também, melhorar o sistema de avaliações do Ensino Superior para garantir a maior qualificação da graduação brasileira.

Valorização dos professores

A valorização dos professores é a nossa prioridade. Queremos aumentar o salário inicial (e vamos!) para tornar a carreira mais atraente e inovar os programas de formação de professores. Melhorar a carreira e a formação é a política mais importante para a qualidade da educação.

Capacitação dos professores

Uma questão fundamental é a capacitação dos trabalhadores de educação, saúde e assistência social para que eles possam se sentir preparados para lidar com a diversidade do dia-a-dia. É conversando que a gente se entende.

Educação básica

A nossa preocupação é melhorar a qualidade da Educação Básica e completar o acesso dos jovens ao Ensino Médio. Este é nosso compromisso. O Ensino Técnico também é importante e será expandido no governo de Aécio Neves, mas sem Educação Básica de qualidade não tem como avançar no Ensino Técnico.

Investimentos nas escolas públicas

O governo de Aécio Neves vai investir na infraestrutura das escolas, para que todas tenham condições adequadas de funcionamento, tornando as escolas mais seguras. Pode acreditar: nenhuma escola ficará esquecida no nosso governo.

Política de cotas

As cotas são um mecanismo de inclusão relevante, mas que precisam ser administradas com cuidado de modo a não gerar distorções. Outro aspecto relevante é garantir que o aluno que ingressou através de cotas tenha condições adequadas de cursar os cursos universitários mais exigentes. Gostamos da ideia de apoiar esse aluno durante a sua integração para que ele possa se integrar ao mundo universitário em condições de igualdade com os demais.

Tratamento para os estudantes de baixa renda

Vamos criar o Programa Bolsa Treinamento para que os estudantes sem condições de se manterem na universidade possam, através de estágios e programas de extensão, receber uma bolsa.

Futuro do Enem

O Enem é um processo seletivo importante porque contribui para democratizar o acesso à universidade. No entanto, ele pode ser muito aperfeiçoado. Uma das ideias é instituir uma prova totalmente digital, facilitando sua aplicação e permitindo sua realização em momentos diversos do ano. Podemos também melhorar bastante a parte de conteúdo, com provas mais objetivas e voltadas para as habilidades realmente ensinadas no Ensino Médio.

Assistência Social

Nosso compromisso é que a Assistência Social siga sendo um dever do Estado, mas o cidadão deve ter o direito de fazer a Travessia Social.

Educação em tempo integral

O Brasil tem 150 mil escolas públicas e apenas 15 mil escola têm o sistema de tempo integral. A nossa prioridade é ampliar as escolas integrais, especialmente nas grandes cidades e regiões mais vulneráveis para garantir o pleno atendimento aos alunos das periferias, para que eles tenham as mesmas oportunidades e condições de aprendizado.

Interior do Brasil

Em Minas, fizemos o Porta a Porta, nas pequenas cidades, indo de casa em casa, identificando todas as privações e, mais do que tudo, encontrando pessoas sem qualquer proteção. No Brasil, vamos fazer o Porta a Porta nacional, começando pelas menores cidades.

Família Brasileira

O nosso compromisso no Programa de Segurança Pública é que os policiais sejam trabalhadores da segurança e da constituição da paz. Em relação à cidadania nossa equipe formulou o Família Brasileira, que será um programa estratégico de combate à desigualdade, enfrentamento da pobreza e fortalecimento dos vínculos familiares. Não tenha medo do futuro. Venha com a gente! O Programa Família Brasileira vai classificar as famílias em níveis de risco e vai trabalhar com resultados. O Programa intenta que as pessoas possam ter seus problemas resolvidos. Aécio Neves já disse que não vai fazer a gestão diária da pobreza, mas vai superá-la. Obrigado pela participação.

Terceira Idade

O nosso principal desafio será garantir o Programa DignaIdade, para que o envelhecimento não gere medos, nem na família e nem no idoso e sim confiança de que a família terá atenção e o idoso proteção.

Nordeste Forte

O Aécio tem 45 propostas de ações dirigidas ao Nordeste. Esse plano foi nomeado Nordeste Forte. Melhorar a vida não significa simplesmente transferir renda. O povo precisa de infraestrutura, oportunidades, segurança, saúde, educação. Esse projeto engloba tudo isso.

Manutenção dos programas sociais

Tudo o que o governo atual faz e que é bom para a população, será mantido. Este é o nosso compromisso. Não temos a preocupação, ou a intenção, sequer com a troca dos nomes dos programas. O que de fato queremos e priorizamos é construir a inclusão.

Programas de transferência de rendas

Quem iniciou todos os programas de transferência de renda no Brasil foi o PSDB. Em 1996, criamos o Benefício de Prestação Continuada (BPC), em 97, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e iniciamos uma série de programas que foram unificados no Bolsa Família. Nosso compromisso com os benefícios e transferência de renda é histórico. Vamos manter e ampliar para quem continua precisando.

Mutirão de Oportunidades

É um programa fundamental para o desenvolvimento do País. Temos 11 milhões de jovens de 18 a 29 anos que não têm sequer o ensino fundamental. No mutirão, o trabalho do jovem é estudar.

Alunos com deficiência

É inevitável apoiarmos as redes de ensino no sentido de capacitar os profissionais e as escolas a receberem os alunos com deficiências. Inclusive, em muitos casos, esse apoio tem que se dar de modo associado ao sistema de saúde. De todo modo, esse é um tema de grande importância a ser tratado nos âmbito da educação continuada dos profissionais de educação – que pode ser realizada pelas Secretarias de Educação com maior apoio do MEC.

Aécio diz que fará um governo transformador

Aécio: “Vamos enfrentar todas as dificuldades que se colocam a nossa frente, mas com generosidade. Quero ser o presidente de todos os brasileiros.”

Eleições 2014

Aécio: faremos um governo transformador

Aécio comprometeu-se a conduzir um governo transformador, promovendo melhorias em setores fundamentais como saúde, educação, segurança pública e economia. Reprodução

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves: faremos um governo transformador

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, comprometeu-se, nesta quinta-feira (02/10), no Rio de Janeiro, a conduzir um governo transformador, promovendo melhorias em setores fundamentais como saúde, educação, segurança pública e economia. Aécio destacou que sua candidatura é a única que pode oferecer ao Brasil um governo honrado e eficiente pelos próximos quatro anos.

“O sentimento que eu tenho nesse instante é a gratidão a todos os brasileiros que me receberam nessa campanha. A cada um de vocês, eu reitero o que disse: acredito muito que podemos fazer um governo transformador. Eu me preparei para isso. Para fazer sua vida melhorar, melhorar a educação como fiz em Minas Gerais, levar saúde à porta de casa, fazer com que a segurança pública seja uma realidade. Vamos enfrentar todas as dificuldades que se colocam a nossa frente, mas com generosidade. Quero ser o presidente de todos os brasileiros. Para isso, peço o seu voto e seu apoio. Para garantir, pelos próximos quatro anos, um governo honrado e eficiente”, afirmou.

Segurança Pública

Em debate realizado pela TV Globo, Aécio destacou propostas na área de segurança pública, como fluxo contínuo de recursos para investimento, controle efetivo das fronteiras e a realização de parcerias com o setor privado para aprimorar o sistema prisional. Ele citou como exemplo experiências bem sucedidas de seu governo em Minas Gerais (2003-2010).

“É lamentável, chega a ser criminoso. Em quatro anos de governo da presidente Dilma, as masmorras medievais que são as penitenciárias receberam apenas 10,9% dos investimentos aprovados para o Fundo Penitenciário. A baixíssima execução do Fundo tem proibido os Estados de fazer investimentos e planejamento”, considerou.

“Vamos trazer a experiência das Parcerias Público Privadas (PPPs), em Minas Gerais, para o sistema prisional. Temos uma experiência, que são as Apacs [Associação de Proteção e Assistência aos Condenados], onde os presos de menor periculosidade fazem a própria segurança, e o índice de ressocialização de presos em Minas é hoje de 80%. O Estado tem que ser proativo, e não omisso nessa questão”, salientou.

Bons projetos

O candidato a presidente do Brasil reiterou que os bons projetos desenvolvidos pelo governo federal serão aprimorados em sua gestão. Ele citou como exemplos programas como o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e o Pronatec. Os dois últimos foram concebidos com base em iniciativas já existentes em governos do PSDB.

“Aprendi muito cedo na administração pública que bons projetos devem ser aprimorados e reconhecidos, como o Bolsa Família. O Minha Casa, Minha Vida será aprimorado na faixa dos que ganham até três salários mínimos. O Pronatec foi inspirado em um projeto de Minas Gerais, as Etecs [Escolas Técnicas Estaduais]. Administração pública é isso, é reconhecer os projetos que funcionam. Esse tipo de subsídio será mantido no meu governo. O que não será mantido será o subsídio aos empresários”, ressaltou.

Economia

Na área econômica, Aécio lembrou que o Brasil só pôde crescer, ao longo dos últimos anos, amparado pelas políticas macroeconômicas de estabilidade da moeda, combate à inflação, metas e responsabilidade fiscal implementadas pelo PSDB durante o governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. O candidato fez críticas ao sistema tributário “complexo, confuso e oneroso”, que diminui a competividade do país.

“Combatemos o PT porque temos uma visão diferente de governo. Temos um projeto e acreditamos nele. Temos uma proposta realista, exequível, que é: na primeira semana da abertura do Congresso, apresentaremos uma proposta de simplificação do sistema tributário. É o primeiro passo para permitir que os gastos correntes do governo possam se encaixar no crescimento da economia”, pontuou.

Estatais

Aécio Neves criticou ainda a má condução que o governo Dilma fez à frente de empresas públicas como a Petrobras e os Correios. “É vergonhoso o que vem acontecendo nas empresas públicas. A Petrobras vive nas páginas policiais. E agora os Correios, que estão influenciando na eleição de Minas Gerais. O que expresso é a indignação que encontrei em todo o Brasil. O PT perdeu, há muito tempo, a capacidade de governar, de apresentar ao Brasil um projeto transformador”, acrescentou.

Aécio completou dizendo que, em seu governo, “a Petrobras vai ser devolvida aos brasileiros”. “Faremos uma gestão que engrandeça a empresa, que orgulhe a população, e não o contrário. E os bancos não serão usados como cabides de empregos. O perverso aparelhamento da máquina pública é o pior lado do governo do PT”, disse Aécio.

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