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Mentiras de Dilma dificultam medidas do ajuste fiscal, afirma Marina

Marian Silva: “A falta de credibilidade do governo em relação à agenda econômica faz com as medidas hoje sejam feitas três vezes mais duras do que seriam com alguém que tem credibilidade.”

A crise no Brasil é política, econômica e daqui a pouco também será social, afirmou a ex-senadora Marina Silva a jornalistas em Nova York

Fonte: O Estado de S.Paulo

Marina: mentiras de Dilma dificultam medidas do ajuste fiscal

Marina Silva: “As pessoas estão perdendo o emprego, vivendo as dificuldades da inflação, sofrendo as consequências do baixo crescimento”. Foto: Talita Oliveira

Se Dilma não tivesse mentido, ajuste fiscal não seria tão doloroso, diz Marina

Ex-ministra do Meio Ambiente não poupou críticas ao governo durante sua viagem a Nova York

A crise no Brasil é política, econômica e daqui a pouco também será social, afirmou a ex-senadora Marina Silva a jornalistas em Nova York na noite desta quarta-feira, 13. “As pessoas estão perdendo o emprego, vivendo as dificuldades da inflação, sofrendo as consequências do baixo crescimento”, disse ela, ressaltando que, se a presidente Dilma Rousseff tivesse reconhecido a gravidade da situação antes e não tivesse mentido durante a campanha presidencial de 2014, o pacote de medidas fiscais que está sendo empreendido pelo governo não precisaria ser tão doloroso.

“O fato de a presidente (Dilma Rousseff) ter feito uma campanha negando os problemas faz com que as medidas (do ajuste fiscal) não sejam entendidas pela sociedade”, ressaltou Marina. “A falta de credibilidade do governo em relação à agenda econômica faz com as medidas hoje sejam feitas três vezes mais duras do que seriam com alguém que tem credibilidade.”

Marina avalia que o peso do ajuste fiscal tem recaído basicamente sobre a sociedade, enquanto o governo pouco tem feito para cortar seus gastos. “O governo pede sacrifício dos trabalhadores em relação ao seguro-desemprego, em relação a uma série de questões, mas mantém os mesmos gastos, a mesma quantidade de ministérios”, afirmou. “O ajuste é necessário, mas se tivesse sido tratado antes não estaria com a radicalidade que hoje está sendo feito pelo governo. Não é negando a realidade que a gente vai conseguir resolver os problemas.”

Questionada sobre as discussões do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Marina ressaltou que o impedimento é legal dentro de determinados critérios, que é o envolvimento direto da figura do presidente em algo irregular. “Nós não podemos nos transformar em uma republiqueta que, por discordar do presidente, faz qualquer manobra para tirá-lo do cargo”, afirmou. “Essa cultura de tirar qualquer um que esteja no poder em função de discordar dele, isso foi criado pelo PT, e não acho que se deva dar continuidade a esse ‘modus operandi’. Sem a materialidade dos fatos não se deve ter uma postura de aprofundar o caos que hoje está no Brasil.”

Marina Silva está em Nova York para receber o prêmio “2015 Sustainable Standard-Setter Award”, organizado pela Rainforest Alliance, aliança internacional que desenvolve ações para a promoção da agricultura sustentável, silvicultura e turismo. Além dela, a empresa Fibria, maior produtora de celulose do mundo, foi outra representante do Brasil a ganhar o prêmio. O objetivo é reconhecer líderes e empresas que adotam práticas sustentáveis, apoiam a preservação do meio ambiente e comunidades tradicionais. O evento ocorreu em um jantar de gala no prédio do Museu de História Natural de Nova York.

Aécio se assegura como líder das oposições

Aécio se colocou como representante de um movimento que nas urnas teve o apoio de 51 milhões de brasileiros, apenas 3 milhões a menos que Dilma.

Brasil luta pela mudança

Fonte: O Globo

Aécio se posiciona bem como líder da oposição

Depois de declarações de Aécio, o governo deve se preparar para enfrentar uma oposição dura. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Limites institucionais no exercício da oposição

Depois de declarações de Aécio, em entrevistas e no Senado, o governo deve se preparar para enfrentar uma oposição dura, mas sempre dentro dos marcos legais

Uma das análises consensuais do resultado das eleições é que a trajetória do candidato tucano Aécio Neves o credencia a ser o grande líder das oposições a partir de sua cadeira no Senado, na qual representará Minas por mais quatro anos.

Desacreditado no primeiro turno assim que o destino colocou Marina Silva em posição privilegiada na disputada direta pela Presidência, Aécio continuou a acreditar na sua candidatura. Talvez fosse o único.

Conseguiu unir o PSDB em torno de si — algo que se pensava impossível —, enquanto resgatava a figura simbólica de FH, e, sem se envergonhar das reformas econômicas empreendidas pelo partido, foi para o segundo turno e perdeu para o rolo compressor aético da campanha da reeleição da petista Dilma Rousseff por apenas três pontos percentuais.

O desembarque do senador mineiro em Brasília, terça-feira, e seu primeiro discurso no Senado, ontem, começaram a justificar expectativas com relação ao papel de Aécio na oposição, a partir de agora.

Recepcionado como vitorioso ao chegar em voo comercial, o líder tucano se pronunciou, em entrevista, de forma certeira, sobre manifestações descabidas pelo impeachment da presidente Dilma e de apoio a um golpe militar. No fim de semana, em São Paulo, houve uma passeata em que se destacaram cartazes com mensagens descabidas como estas.

— Eu respeito a democracia permanentemente e qualquer utilização dessas manifestações no sentido de qualquer tipo de retrocesso terá a nossa mais veemente oposição — declarou na terça.

Da tribuna do Senado, numa sessão cercada de grande expectativa, Aécio se colocou como representante de um “movimento”, não de um partido ou aliança partidária, que nas urnas teve o apoio de 51 milhões de brasileiros, apenas 3 milhões a menos que Dilma.

Acertadamente, não deixou de reconhecer o resultado das urnas, algo essencial para o jogo da democracia. Impeachment não existe para servir de “terceiro turno” eleitoral. E golpe militar, como aprendeu o Brasil, é uma porta aberta para o precipício do arbítrio e tentações de perpetuação no poder. Essas duas tresloucadas bandeiras apenas repetem o pior de algumas falanges petistas: quando, no início do segundo mandato de Fernando Henrique, pregaram o “Fora FHC”, e, nos tempos que correm, buscam se manter no poder por meio de atalhos golpistas, como o da “Constituinte exclusiva”, convocada sob pretexto de fazer uma reforma política de conveniência, sem obedecer os trâmites previstos no Estado de Direito.

Depois do que disse Aécio, fica ainda mais claro que o Planalto deve se preparar para enfrentar uma oposição dura, agora com maior respaldo na sociedade, mas sempre dentro dos marcos legais. A recíproca deveria ser verdadeira.

FHC desconfia de proposta de diálogo de Dilma

“Diante do apelo ao diálogo de Dilma, devemos responder com desconfiança: primeiro, mostre que não será leniente com a corrupção”, disse FHC.

FHC: “Deixe que os mais poderosos e próximos respondam pelas acusações”.

Fonte: O Globo

FHC suspeita se proposta de diálogo de Dilma é mais uma mentira

Fernando Henrique Cardoso explica que vale-tudo da campanha do PT de Dilma não condiz com a política democrática nacional. Foto: Divulgação

Diálogo ou novas imposturas?

Só se pode confiar em quem demonstra com fatos a sinceridade de seus propósitos; depois de uma campanha de infâmias, só o tempo poderá restabelecer a confiança, se houver mudança real de comportamento

Em uma democracia não cabe às oposições, como ao povo em geral, senão aceitar o resultado das urnas. Mas nem por isso devemos calar sobre o como se conseguiu vencer, nem sobre o por que se perdeu. Os resultados eleitorais mostram que a aprovação ao atual governo apenas roçou um pouco acima da metade dos votos. Ainda que a vitória se desse por 80% ou 90% deles, embora o respeito à decisão devesse ser idêntico ao que se tem hoje com a escassa maioria obtida pelo lulopetismo, nem por isso os críticos deveriam calar-se.

É bom retomar logo a ofensiva na agenda e nos debates políticos. Para começar, não se pode aceitar passivamente que a “desconstrução” do adversário, a propaganda negativa à custa de calúnias e deturpações de fatos, seja instrumento da luta democrática. Foi o que aconteceu, primeiro com Marina Silva, em seguida com Aécio Neves. O vale-tudo na política não é compatível com a legitimidade democrática do voto. Marina, de lutadora popular e mulher de visão e princípios, foi transformada em porta-bandeira do capital financeiro, o que não é somente falso, mas inescrupuloso. Aécio, que milita há 30 anos na política, governou Minas duas vezes com excelente aprovação popular, presidiu a Câmara e é senador, foi reduzido a playboy, farrista contumaz e “candidato dos ricos”.

Até eu, que nem candidato era, fui sistematicamente atacado pelo PT, como se tivesse “quebrado” o Brasil três vezes (quando, como ministro da Fazenda, ajudei o país a sair da moratória), como se tivesse deixado a Presidência com a economia corroída pela inflação (como se não fôssemos eu e minha equipe os autores do Plano Real, que a reduziu de 900% ao ano para um dígito), como se os 12% de inflação em 2002 fossem responsabilidade de meu governo (quando se deveram ao temor de eventuais desmandos de Lula e do PT). Não me refiro à língua solta de Lula, que diz o que quer quando lhe convém, mas ao fato de a própria presidenta e sua campanha terem endossado que o PSDB arruinou o Banco do Brasil e a Caixa, quando os repôs em sadias condições de funcionamento. E assim por diante, num rosário de mentiras e distorções, insinuando terem sido postos embaixo do tapete vários “escândalos”, como o “da Pasta Rosa” ou o “do Sivam”, ou “da compra de votos” da minha reeleição etc., factoides construídos com matéria falsa, levantada peloPT, submetida a CPIs, investigações várias e julgamentos que deram em nada por falta de veracidade nas acusações.

Mas isso não é o mais grave. Mais grave ainda é ver a reeleita colocando-se como campeã da moralidade pública. Entretanto, não respondeu à pergunta de Aécio Neves sobre se era ou não solidária com seus companheiros que estão presos na Papuda. Calou ainda diante da afirmação feita no processo sobre o Petrolão de que o tesoureiro do PT, senhorVaccari, era quem recolhia propinas para seu partido. Havendo suspeitas, vá lá que não se condene antes do julgamento, mas até prova do contrário deve-se afastar o indiciado, como fez Itamar Franco com um ministro, e eu fiz com auxiliares, inocentados depois no caso Sivam. Então por que manter o tesoureiro do PT no Conselho de Itaipu?

Pior. A propaganda incentivada pela liderança maior do PT inventou uma batalha dos “pobres contra os ricos”. Eu não sabia que metade do eleitorado brasileiro, que votou em Aécio, é composta por ricos… É difícil acreditar na boa-fé do argumento quando se sabe que 70% dos eleitores do candidato do PSDB, segundo o Datafolha, compunham-se de pessoas que ganham até três salários mínimos. A propaganda falaciosa, no caso, não está defendendo uma classe da exploração de outra, mas enganando uma parte do eleitorado em benefício dos seus autores. Isso não é política de esquerda nem de direita, é má-fé política para a manutenção do poder a qualquer custo. Igual embuste foi a insinuação de que a oposição é “contra os nordestinos”, como se não houvesse nordestinos líderes do PSDB, assim como eleitores do partido no Nordeste.

Também houve erros da oposição. Quem está na oposição precisa bradar suas razões e persistir na convicção, apontar os defeitos do adversário até que o eleitorado aceite sua visão. Para isso precisa organizar-se melhor e enraizar-se nos movimentos da sociedade. Felizmente, desta vez, Aécio Neves foi firme na defesa de seus pontos de vista e, sem perder a compostura, retrucou os adversários à altura, firmando-se como um verdadeiro líder.

Diante do apelo ao diálogo da candidata eleita, devemos responder com desconfiança: primeiro, mostre que não será leniente com a corrupção. Deixe que os mais poderosos e próximos (ministros, aliados ou grandes líderes) respondam pelas acusações. Que se os julgue, antes de condenar, mas que não se obstruam os procedimentos investigatórios e legais (Lula tentou postergar a decisão do STF sobre o mensalão o quanto pôde). Que primeiro a reeleita se comprometa com o tipo de reforma política que deseja e esclareça melhor o sentido da “consulta popular” a que se refere (plebiscito ou referendo?). Que se debata, sim, na sociedade civil e no Congresso, mas que se explicite o que ela entende por reforma política. Do mesmo modo, que tome as medidas econômicas para vermos em que rumo irá o seu governo.

Só se pode confiar em quem demonstra com fatos a sinceridade de seus propósitos. Depois de uma campanha de infâmias, fica difícil crer que o diálogo proposto não seja manipulação. Só o tempo poderá restabelecer a confiança, se houver mudança real de comportamento. A confiança é como um vaso de cristal, uma pequena rachadura danifica a peça inteira.

PSB será oposição ao Governo Dilma

Presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, afirmou em entrevista ao Estado que a derrota determinou o posicionamento do partido.

Cenário político

Fonte: Estado de S.Paulo

PSB diz que será oposição ao Governo Dilma

Presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira explica que político não escolhe ser oposição, político é colocado na oposição. Arquivo PSB

Após derrotas, PSB fará ‘oposição de esquerda’

Presidente do partido que era aliado de Dilma até 2013, Siqueira diz que sigla permanecerá fora de base, mas com agenda social

Derrotado na corrida presidencial por duas vezes – no 1.º turno com a candidatura de Marina Silva e, no 2.º, apoiando o tucano Aécio Neves -, o PSB promete fazer oposição ao governo reeleito da petista Dilma Rousseff. O presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, afirmou em entrevista ao Estado que a derrota determinou o posicionamento. “Fomos colocados na oposição porque o candidato que apoiamos (Aécio Neves) perdeu a eleição. Político não escolhe ser oposição, político é colocado na oposição”, disse.

“Os eleitores nos colocaram na oposição e assim vamos nos manter como uma oposição de esquerda do diálogo”, ressaltou o presidente da sigla.

Siqueira não descartou apoiar o governo em projetos que estejam alinhados com esse ideário mais à esquerda. Mas rejeitou, “no momento”, tanto voltar para a base governista como adotar a neutralidade em troca de ministério no segundo mandato de Dilma.

A sigla do ex-presidenciável Eduardo Campos, morto em acidente aéreo neste ano, integrou a base aliada petista até pouco antes da disputa pelo Palácio do Planalto. Mas rompeu para lançar Campos como substituto de Dilma. Marina assumiu o lugar do ex-governador de Pernambuco na disputa e ajudou o partido a eleger a sexta maior bancada da Câmara, com 34 deputados.

O fortalecimento, contudo, não deve ser encorpado com a fusão a outras legendas. “O PSB foi convidado para conversar especialmente com PPS e outros partidos(sobre fusão), mas isso não prosperou”, disse.

“No longo prazo nunca podemos dizer (que não haverá fusão), porque a dinâmica da política pode levar a isso num futuro. Mas, no momento, esse assunto está arquivado.”

Bloco

O dirigente não descartou, porém, a possibilidade de formar um bloco na Câmara ao lado de PPS, PV e Solidariedade. Juntos, os quatro partidos contariam com 67 deputados e formariam a segunda maior bancada – atrás apenas do PT, que elegeu 70 parlamentares.

Da formação desse grupo, segundo Siqueira, poderia sair um nome para disputar a presidência da Casa para a legislatura que começa em fevereiro de 2015. “Nós ainda não temos uma definição, mas isso também pode acontecer. Assim como lançamos candidato contra o Renan Calheiros no Senado e o Henrique Eduardo Alves na Câmara (em 2012). Esse bloco, se for criado, poderá tomar iniciativas similares.”

Excluídos

Embora em busca de uma bancada mais numerosa no Congresso, o presidente do PSB considerou que partidos de oposição, como o PSDB e DEM, não deverão fazer parte do grupo. “O nosso partido, ao fazer uma coligação eventual com o PSDB (no 2.º turno), não alienou o seu ideal. Nosso tipo de oposição será bem diferente da feita por partidos como PSDB e DEM”, comparou. “Vamos primar pelas questões sociais e pelos projetos de natureza mais à esquerda”, indicou.

O povo quer mudança: Movimento pró-Aécio reúne milhares de pessoas em sete capitais

Movimento #VemPraRuadia22 reuniu milhares de pessoas para manifestar seu apoio ao Aécio e resgatar o sentimento de mudança.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Com cartazes, adesivos de Aécio, camisas e bandeiras do Brasil, os manifestantes pediam mudanças no governo e o fim da corrupção no país. Foto: Coligação Todos por Minas

Com cartazes, adesivos de Aécio, camisas e bandeiras do Brasil, os manifestantes pediam mudanças no governo e o fim da corrupção no país. Foto: Coligação Todos por Minas

Movimento #VemPraRuadia22 reuniu milhares de pessoas em sete capitais do Brasil em apoio a Aécio Neves

Com o chamado #VemPraRuadia22, manifestantes saíram às ruas nesta quarta-feira (22) em sete capitais do Brasil e nos municípios de Ribeirão Preto (SP) e Londrina (PR) para manifestar seu apoio ao candidato a Presidente da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, e resgatar o sentimento de mudança que tomou o Brasil a partir das manifestações de junho de 2013.

Em São Paulo, o ato começou no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo, um dos pontos mais populares da capital. De acordo com a Polícia Militar, a manifestação reuniu mais de 10 mil pessoas, que seguiram do Largo da Batata, em caminhada, para a Avenida Brigadeiro Faria Lima, encerrando o ato ao som do Hino Nacional.

Com cartazes, adesivos de Aécio, camisas e bandeiras do Brasil, os manifestantes pediam mudanças no governo e o fim da corrupção no país. A mobilização contou com as presenças do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP), o ex-coordenador da campanha de Marina Silva, o deputado federal Walter Feldman (PSB-SP), o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno e a cantora Wanessa Camargo.

Fernando Henrique discursou, ressaltando que “a classe média e a classe trabalhadora querem mudança”. “A mudança não se faz apenas com pessoas jovens. Eu, por exemplo, tenho 83 anos e continuo trabalhando para mudar este país”, completou o ex-presidente.

Mais uma vez alvo de ataques do ex-presidente Lula nesta campanha, Fernando Henrique disse estar cansado desse tipo de expediente petista. “Eu estou cansado de ouvir mentiras sobre o meu governo.”

Walter Feldman enalteceu a espontaneidade da manifestação. “Esse foi um movimento das ruas, nós não organizamos nada, foi tudo feito pelas redes sociais, exatamente no mesmo espírito dos protestos de junho de 2013”.

O candidato a presidente pelo PV, Eduardo Jorge, o vereador do PV Gilberto Natalini e o jurista e ex- ministro do governo Lula, Miguel Reali Júnior também discursaram. “O PV foi o primeiro partido que decidiu apoiar Aécio no segundo turno”, disse Jorge, que criticou o aparelhamento do governo Dilma.

Também falando de improviso, Ronaldo reafirmou seu desejo de mudar o país com Aécio. “Venho aqui para me juntar a vocês e pedir nada mais do que mudanças”, falou à multidão. Paulinho da Força afirmou que se trata de um “movimento cívico em defesa do Brasil”.

Atos semelhantes ocorrem simultaneamente em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Recife e Teresina.

Links da mobilização:

Facebook: https://www.facebook.com/events/1526894390882189/?sid_reminder=4383311994434879488

Youtube: https://www.youtube.com/user/VemPraRuaDia22

Ferreira Gullar adverte: “a saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”

O mais novo imortal da ABL fala de sua decepção com o Partido dos Trabalhadores e afirma que fazer poesia não depende de sua vontade.

Eleições 2014

Fonte: IstoÉ

 

Gullar explica que “A saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”. Foto: Divulgação.

Gullar explica que “A saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”.
Foto: Divulgação.

“A continuação do PT no poder é um desastre”

O poeta e mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) fala de sua decepção com o Partido dos Trabalhadores e afirma que fazer poesia não depende de sua vontade.

O poeta maranhense Ferreira Gullar, 84 anos, acaba de ser eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), depois de décadas recusando a honraria. Recebeu 36 dos 37 votos, sendo um em branco. Ele aceitou ocupar a cadeira 37, que pertenceu ao presidente Getúlio Vargas (1882-1954) e ao jornalista e empresário Assis Chateaubriand (1892-1968), simplesmente porque ela foi ocupada, por último, por seu amigo e também poeta Ivan Junqueira, falecido em julho. Mas a eleição que o mobiliza, atualmente, é a presidencial. Notório crítico do Partido dos Trabalhadores, ele diz que “a saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”.

Após ter votado em Marina Silva (PSB) no primeiro turno, Gullar, agora, optou por Aécio Neves (PSDB). Ex-comunista e ex-exilado pela ditadura, o poeta concorda que o ideal de sociedade mais justa é difícil de ser alcançado, mas defende que ele seja perseguido por todas as pessoas de boa-fé. Residente no mesmo apartamento há décadas, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, ele se diz feliz na companhia de muitos livros, quadros e da gata, cujo nome é Gatinha.

O sr. escreveu, antes do primeiro turno, que esta eleição é das mais imprevisíveis e tumul­tuadas. Continua achando?

FERREIRA GULLAR

Acho que o Aécio (Neves-PSDB) tem chances de ganhar. Pode ser que não ganhe, mas acompanhe: quem votaria na Dilma (Rousseff-PT) no primeiro turno já votou. O Aécio, porém, teve seus votos divididos com a Marina (Silva-PSB). Então, agora, quem tem possibilidade de crescer é ele. Acho que a margem de crescimento dela é muito pequena. É, aliás, o que eu desejo. Desejo que a Dilma perca a eleição. Doze anos no poder não tem cabimento, e ainda quer ficar mais!

O sr. também acha que os 20 anos do PSDB em São Paulo são um exagero?

FERREIRA GULLAR

Só que não tem essa safadeza, essa corrupção toda. O Geraldo Alckmin (PSDB) é um homem limpo.

O sr. vota em Aécio porque acredita que ele é a melhor opção ou porque ele é oposição ao PT, que o sr. critica tão fortemente? 

FERREIRA GULLAR

São duas coisas: primeiro, alguém tem que substituir o PT, chega de PT. Segundo, não tenho dúvida de que o Aécio é essa pessoa. Pelo governo que fez em Minas Gerais, acho que ele não é um irresponsável, pelo contrário. Deu uma prova admirável quando caiu nas pesquisas, ficou com menos de 20%, mas continuou na batalha, dizendo que ia para o segundo turno, que ia ganhar. Achei aquilo curioso. Achei que ele estava querendo apenas não jogar a toalha, não se dar por vencido. Mas não, ele mostrou uma capacidade, uma raça que é coisa muito positiva. E o Brasil precisa de uma pessoa assim, dada a situação que o PT criou para o País.

Qual situação?

FERREIRA GULLAR

O Brasil está encalacrado, com a economia em crise, a inflação subindo, uma corrupção espantosa. Não pode continuar isso. Acho que a saída do PT do poder é uma revolução no Brasil. E a continuação é um desastre. Quando o PT foi criado, eu fiquei a favor, acreditava que seria benéfico para o País, para fazer avançar essa luta pela sociedade mais justa, e depois me desapontei. Tenho sempre criticado o governo do PT, continuo nessa visão crítica, e torcendo para alguém vencer o PT. Torci pela Marina no primeiro turno porque parecia que ela é que iria disputar o segundo turno com a Dilma. Mas agora é o Aécio. Eu o conheço, sei que é competente, capaz, e apoio a candidatura dele.

Atualmente, o que atrai mais seu interesse, a poesia ou a política?

FERREIRA GULLAR

Não sou político. Sou cidadão e tenho uma coluna num grande jornal (“Folha de S.Paulo”) em que posso emitir minhas opiniões. Agora, o País é uma coisa que me preocupa o tempo inteiro. A poesia é outra coisa. Dou minha opinião de cidadão, pai de família, com filhos e netos, que compreende que a sociedade brasileira é muito injusta, e isso tem que ser mudado, corrigido, e é obrigação de cada um de nós lutar contra isso. Não se pode aceitar a desigualdade que existe no Brasil, os hospitais cheios de pessoas morrendo sem ser atendidas, ou o ensino péssimo. Paga-se mal aos professores, que têm que trabalhar em quatro ou cinco lugares para sustentar a família.

O sr. tem feito poesia?

FERREIRA GULLAR

Não. A poesia depende de fatores que não dependem da nossa vontade. Posso determinar que vou escrever uma crônica amanhã sobre tal coisa. Mas não posso dizer que vou escrever um poema amanhã, porque vai sair uma bobagem. O poema, como digo, nasce de um espanto, não é uma coisa que sai por querer. Mas eu parei de me espantar. Só me espanto com a corrupção – mas a corrupção não merece um poema.

E os quadros? Tem pintado? Algum novo livro?

FERREIRA GULLAR

Meu hobby é pintar, desenhar, fazer colagens. E esse hob­by vai ganhar uma exposição em São Paulo, em novembro, e depois outra no Rio. Tem um livro de colagem que está sendo feito e deverá ser publicado no começo do ano que vem, por uma editora nova, a Edições de Janeiro. E tem, também, por essa mesma editora, um livro que venho compondo há 30 anos, que se chama “O Prazer do Poema”. São os que li e que mais me comoveram e encantaram, de autoria de outros poetas. Deve sair no fim deste ano ou no começo do outro.

O sr. sempre recusou se candidatar a vagas na Academia Brasileira de Letras. Por que aceitou, agora?

FERREIRA GULLAR

Demorei porque não fazia parte do meu projeto de vida entrar para a Academia, nunca tinha pensado nisso. Há pessoas que têm entre seus objetivos conseguir um lugar na ABL. Eu não. Quando me convidavam, eu falava que não tinha interesse; isso levou anos e anos. Mas alguns amigos insistiam, insistiam, e eu comecei a me sentir mal, um pouco arrogante, o dono do pedaço… Quando morreu o (poeta) Ivan Junqueira (1935-2014), que era um grande amigo, pessoa por quem eu tinha muito afeto, pensei: “Bom, já que vou ter que entrar, vou entrar no lugar do Ivan, que é meu amigo, uma cadeira que me honra.”

Como está se sentindo eleito? 

FERREIRA GULLAR

A posse é em dezembro. Se aceitei me candidatar é porque vou aceitar o convívio na Academia. Tenho muitos amigos lá, e nada tenho contra. Evidentemente, sou bastante ocupado, nem sempre estarei lá. Mas o compromisso que tenho que assumir assumirei. Pretendo frequentar e cumprir com a minha obrigação.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), vai oferecer o fardão, como é praxe, já que o sr. é maranhense. O sr. se sente confortável, já que o Maranhão é o Estado com maior número de miseráveis do País?

FERREIRA GULLAR

O Sarney foi meu colega de juventude, nós temos a mesma idade praticamente e fazemos parte da geração que mudou a literatura maranhense, que renovou. Mais tarde, conheci a Roseana, muito cordial, gentil. Eu não vivo no Maranhão, eu vivo no Rio. Mal tomo conhecimento disso, não estou envolvido com a política do Maranhão, faço questão de não me envolver nisso. Acho o Sarney uma pessoa afetuosa, gentil. Fez uma carreira política que o levou até a Presidência da República, certamente por isso também.

O sr. começou sua militância política no Maranhão? 

FERREIRA GULLAR

Não. Eu entrei para o Partido Comunista por causa do golpe militar (1964) porque eu sabia que ia lutar contra aquele regime que estava surgindo, e não ia lutar sozinho. Depois, aconteceu comigo o que aconteceu com muita gente; fui preso e exilado.

Como se define politicamente hoje? 

FERREIRA GULLAR

Eu acho que, hoje, essas denominações de direita e esquerda se tornaram bastante precárias, já não têm mais a nitidez que tinham na época em que a gente estava lutando pela reforma agrária, etc., o que resultou no golpe militar. Mas, com o fim do socialismo real, o fim da União Soviética e o fato de hoje a China e a Rússia serem, de fato, capitalistas, é uma teimosia o cara se prender a essa ideologia que não deu certo. É um sistema que fracassou. Querer a sociedade justa e a igualdade entre as pessoas é uma coisa muito correta. Agora, a maneira como isso se transforma em função administrativa está errada, não dá certo. O capitalismo, que é o regime da exploração, se baseia na iniciativa privada e a cada momento milhões de pessoas criam empresas. Isso é uma força produtiva muito grande. Mas não pode comparar isso a seis burocratas dizendo como o país deve funcionar, como é que a economia deve ser.

A sociedade justa é definitivamente uma utopia?

FERREIRA GULLAR

A sociedade justa deve continuar sendo o objetivo de todas as pessoas de boa-fé, honestas e solidárias com os outros. O que eu digo é que aquela tentativa não deu certo, mas não quer dizer que não seja possível. Acho que tem de continuar buscando o caminho. O que não pode, realmente, é ter um sujeito que ganha US$ 1 milhão a cada cinco minutos e outro que ganha US$ 500 por mês. Não dá, né?

O sr. tem um filho com esquizofrenia. O que acha do uso medicinal da maconha para tratamento de doenças como essa? 

FERREIRA GULLAR

Meu filho hoje vive normalmente com os remédios que são resultado de pesquisas durante décadas e décadas. Funcionam muito bem. Agora, isso é a minha opinião. Hoje, qualquer opinião contrária a coisas dessa natureza é tachada de preconceito. Se de fato a maconha tem qualidades medicinais, e pode ser, não sou médico para dizer que não, acho certo usar. Não sou contra o uso medicinal da planta. Mas dizer que a maconha é inofensiva para ser usada como divertimento eu acho perigoso. Para parte das pessoas não é alucinógena, mas para parte das pessoas é um risco grande.  Elas perdem o controle e podem ser levadas a fazer coisas graves. Sem falar que a maconha pode ser a porta para outras drogas pesadas.

Ambição faz Dilma mentir, diz FHC

Para Fernando Henrique Cardoso, campanha de Dilma mostra até que ponto a “ambição pelo poder” leva um político a mentir.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

FHC diz que ambição faz Dilma mentir

FHC: “Ela não pode acreditar no que está dizendo. É verdade que nós fizemos a estabilização, que iniciamos os programas sociais”. Foto: Divulgação

ENTREVISTA – FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Ambição faz Dilma dizer coisas nas quais não crê

EX-PRESIDENTE ELOGIA LEALDADE DE AÉCIO, QUE DEFENDE SUA GESTÃO NO PLANALTO, E AFIRMA QUE CANDIDATO NÃO DESRESPEITOU MULHERES

Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 83, nesta campanha Dilma Rousseff (PT) mostra até que ponto a “ambição pelo poder” leva um político a mentir para ganhar uma eleição.

“Ela não pode acreditar no que está dizendo. É verdade que fizemos a estabilização, que iniciamos os programas sociais. Dizer que não, para ganhar a eleição, me entristece”, afirmou à Folha.

Nesta entrevista, FHC fala das chances de seu candidato Aécio Neves (PSDB) vencer a disputa ao Planalto e elogia a “lealdade” do tucano ao defender seu governo (1995-2002), algo que José Serra e Geraldo Alckmin não fizeram nas eleições anteriores.

Folha – Pesquisas mostram que Aécio chega à reta final com menos força do que começou o 2º turno. O que aconteceu?

Fernando Henrique Cardoso – O que aconteceu com Marina Silva [PSB]? Foi submetida a um bombardeio enorme. O bombardeio em cima do Aécio é enorme também. Ele tem resistido bem. Se for ver a quantidade de afirmações sobre o Aécio, sobre o PSDB ou sobre o meu governo que são falsas… e ainda assim ele chega competitivo. Os dados da pesquisa não são a palavra final. Ainda temos quatro dias.

O PT usou seu governo para desgastar Aécio. O sr. acha que a avaliação de sua gestão prejudica os candidatos do PSDB?

Se fosse isso, Aécio não estaria onde está. Veja, qual foi a tática do PT? Demonizar tudo o que fizemos. Nunca fui favorável à privatização indiscriminada, nunca quis privatizar o Banco do Brasil ou a Petrobras. Vejo a Dilma se rebaixar a dizer que eu ia mudar o nome da Petrobras

Aécio afirma que esta é a campanha de mais baixo nível desde a redemocratização. O sr. concorda?

Difícil dizer. O ataque maior hoje não é nos debates. É nas redes sociais. Dizem de tudo.

Dizem que o eleitor não gosta, mas a pancadaria funcionou com Marina…

Aécio tem uma virtude: resiliência. Está em pé, com tudo isso aí. Agora fizeram uma nova distorção, que ele é agressivo. Ele não agrediu a Luciana Genro [PSOL]. Disse que ela tinha feito uma coisa leviana. Isso não é agressão. Se você trata as mulheres com respeito, toma a sério as palavras que elas dizem. Respeitar a mulher é tomá-la como um competidor à altura.

Em seu aniversário de 80 anos, Dilma mandou carta elogiosa ao sr. Agora, na campanha, ela o critica. Essa mudança de postura o surpreendeu?

Nunca ataquei a Dilma pessoalmente. Discuto a política dela. Eu fiquei um pouco, digamos, entristecido de ver até que ponto a ambição pelo poder leva as pessoas a dizerem o que não creem. Ela não pode acreditar no que está dizendo. É verdade que nós fizemos a estabilização, que iniciamos os programas sociais. Dizer que não, para ganhar a eleição, me entristece. Que o Lula diga, não me incomodo. Ele diz qualquer coisa, é macunaímico. Mas não considero a Dilma macunaímica. Eu a respeito.

Por que o sr. acha que Aécio conseguiu chegar mais longe do que Serra e Alckmin?

Dizem que ele decidiu enfrentar as questões [críticas do PT à gestão de FHC]. Não acho que seja tanto isso. O que foi feito por mim, pertence à história. Agora, ele mostrou uma coisa que o povo valoriza: lealdade. Não fugiu da briga. E isso mostra caráter: “Esse cara tem lado”.

E Serra e Alckmin?

Não culpo nem Geraldo nem Serra. Eles tinham lado também. O momento não era favorável. Não adianta dizer as coisas quando as pessoas não querem ouvir. Lula passou dez anos tentando destruir o que fiz. Neste momento, como a situação piorou, as pessoas abriram os ouvidos.

Nesta semana, Lula comparou os tucanos aos nazistas.

Ele deu declarações no passado de que tinha admiração pelo Hitler [numa entrevista à Playboy, em 1979, Lula disse que admirava a obstinação do líder nazista, não sua ideologia]. Vou chamar o Lula de nazista por isso? Ele é inconsequente, diz qualquer coisa.

Lula usou a comparação para dizer que os tucanos querem destruir o PT…

O PSDB quer ganhar a eleição, não destruir o PT.

Aécio tem usado o escândalo da Petrobras para atacar o governo Dilma, mas o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, foi citado como beneficiário.

A menção é de um advogado que diz que o cliente disse isso. É muito vago. Tem que investigar, mas é muito vago e eu não posso ir além.

A presidente costuma rebater as acusações de Aécio dizendo que, no seu governo, nada era investigado…

Não é verdade. Não tinha base para seguir adiante. Alguns foram para a Justiça. Não tinha nada.

O PT diz que a corrupção aparece mais agora porque o governo Dilma investiga…

A defesa deles é: “O outro também fez”. Isso é ruim, deseduca. A repetição leva à crença de que todo mundo participa desse sistema.

Aécio prega o fim da reeleição, que o sr. instituiu…

Não vou me opor. Pessoalmente, sou favorável ao sistema de reeleição. Acho que é cedo para mudar.

A falta de água em São Paulo pode prejudicar Aécio?

Foi feita uma pesquisa interna e ela mostra que o eleitor votaria de novo em Alckmin para governador, então…

O sr. mora em Higienópolis, é abastecido pelo Cantareira. Tem água em casa?

Em casa tem. Sou econômico em tudo, até na água!

PT sem escrúpulos: Aécio diz que é vítima de atentados à sua honra

“Em uma covarde onda de falsidades e calúnias, tentam jogar na lama o nome honrado da minha família e o meu nome”, afirmou Aécio.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

PT sem escrúpulos: Aécio diz que é vítima de ataque à honra

Pestista jogam sujo contra Aécio: difamam seu nome nas redes sociais. Estratégia do PT para evitar de expor as fraquezas e os erros do governo”.
Foto: Bruno Magalhães.

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Na TV, Aécio diz que é vítima de ‘atentados’ à sua honra

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Na reta final, PT vai focar campanha em três faixas do eleitorado: mulheres, jovens e a classe média

Depois de rebater por dias de forma velada os ataques que vêm sofrendo na propaganda oficial do PT e nas redes sociais, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nessa quarta (22) em seu horário eleitoral que é vítima de “atentados” à sua honra, família e biografia promovidos pela campanha de Dilma Rousseff.

A mudança na estratégia ocorre depois de o Datafolha indicar queda de Aécio em diversos setores do eleitorado.

Na TV, o tucano rebateu acusações de que acabará com os bancos públicos e com programas sociais. Disse que, por onde anda, encontra pessoas “aterrorizadas” por boatos sobre o fim do Bolsa Família e do Minha Casa, Minha Vida. “É mentira”, cravou.

Ele também se defendeu de insinuações sobre sua vida pessoal e das acusações de que é “agressivo” com mulheres. No fim de semana, o PT veiculou um anúncio em que um locutor afirma que Aécio “tem mostrado dificuldades em respeitar as mulheres”.

A peça exibe cenas de um debate em que Aécio chamou a adversária Luciana Genro (PSOL) de “leviana” com o dedo em riste, e de outro em que ele usou o mesmo termo ao se dirigir a Dilma.

“Em uma covarde onda de falsidades e calúnias, tentam jogar na lama o nome honrado da minha família, tentam jogar na lama o meu nome”, afirmou Aécio.

“Infâmias e gravíssimas mentiras são espalhadas contra mim nas redes sociais por um exército clandestino (…). Sem nenhuma prova, me acusam de comportamento criminoso. (…) Chegaram a insinuar de forma covarde que eu poderia ser desrespeitoso com as mulheres, ofendendo minha esposa, minha filha de 23 anos, minha mãe e todas as mulheres do Brasil.”

Ele equiparou os ataques que vem sofrendo aos que foram feitos contra a ex-senadora Marina Silva e ao ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE) no primeiro turno.

“Espalham medo, partem para ataques pessoais em vez de debater projetos porque sabem que assim evitam expor as fraquezas e os erros de seu governo”, disse Marina no programa. Foi a primeira vez que ela gravou um depoimento especial para Aécio.

A peça exibida nesta quarta será usada novamente na TV. A partir disso, o tucano vai adotar tom propositivo, na tentativa de mostrar ao eleitor que, enquanto Dilma trabalha para destruí-lo, ele “pensa no Brasil”.

A cúpula petista, por sua vez, viu resultados na estratégia contra Aécio e deve mantê-la. O comitê de Dilma avalia que o vento sopra a favor da presidente e, nos últimos dias, vai focar a campanha em três faixas do eleitorado – mulheres, jovens e a nova classe média. Outra medida é seguir explorando a crise da falta de água em São Paulo.

Os petistas esperam chegar no debate da Globo na sexta (24) com vantagem suficiente na disputa para buscar apenas um “empate” no último confronto com Aécio. A ideia é que Dilma fale apenas de propostas na ocasião.

Os dilmistas querem continuar desidratando Aécio em São Paulo, onde ele tem melhor resultado.

O PT avalia que o envolvimento da militância está funcionando na reta final.

O único temor é o uso de alguma “bala de prata” – acusação grave que possa atingir Dilma – até o debate da Globo. O PT acredita, porém, que os temas negativos para a presidente foram usados à exaustão, como a corrupção na Petrobras, e nada deve surpreender o eleitor.

Movimento pró-Aécio: #VemPraRuadia22 reúne milhares de pessoas em sete capitais

Movimento #VemPraRuadia22 reuniu milhares de pessoas para manifestar seu apoio ao Aécio e resgatar o sentimento de mudança.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Movimento pró-Aécio reúne milhares de pessoas em sete capitais

Com cartazes, adesivos de Aécio, camisas e bandeiras do Brasil, os manifestantes pediam mudanças no governo e o fim da corrupção no país. Foto: Nacho Doce/ Reuters

Movimento #VemPraRuadia22 reuniu milhares de pessoas em sete capitais do Brasil em apoio a Aécio Neves

Com o chamado #VemPraRuadia22, manifestantes saíram às ruas nesta quarta-feira (22) em sete capitais do Brasil e nos municípios de Ribeirão Preto (SP) e Londrina (PR) para manifestar seu apoio ao candidato a Presidente da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, e resgatar o sentimento de mudança que tomou o Brasil a partir das manifestações de junho de 2013.

Em São Paulo, o ato começou no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo, um dos pontos mais populares da capital. De acordo com a Polícia Militar, a manifestação reuniu mais de 10 mil pessoas, que seguiram do Largo da Batata, em caminhada, para a Avenida Brigadeiro Faria Lima, encerrando o ato ao som do Hino Nacional.

Com cartazes, adesivos de Aécio, camisas e bandeiras do Brasil, os manifestantes pediam mudanças no governo e o fim da corrupção no país. A mobilização contou com as presenças do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP), o ex-coordenador da campanha de Marina Silva, o deputado federal Walter Feldman (PSB-SP), o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno e a cantora Wanessa Camargo.

Fernando Henrique discursou, ressaltando que “a classe média e a classe trabalhadora querem mudança”. “A mudança não se faz apenas com pessoas jovens. Eu, por exemplo, tenho 83 anos e continuo trabalhando para mudar este país”, completou o ex-presidente.

Mais uma vez alvo de ataques do ex-presidente Lula nesta campanha, Fernando Henrique disse estar cansado desse tipo de expediente petista. “Eu estou cansado de ouvir mentiras sobre o meu governo.”

Walter Feldman enalteceu a espontaneidade da manifestação. “Esse foi um movimento das ruas, nós não organizamos nada, foi tudo feito pelas redes sociais, exatamente no mesmo espírito dos protestos de junho de 2013”.

O candidato a presidente pelo PV, Eduardo Jorge, o vereador do PV Gilberto Natalini e o jurista e ex- ministro do governo Lula, Miguel Reali Júnior também discursaram. “O PV foi o primeiro partido que decidiu apoiar Aécio no segundo turno”, disse Jorge, que criticou o aparelhamento do governo Dilma.

Também falando de improviso, Ronaldo reafirmou seu desejo de mudar o país com Aécio. “Venho aqui para me juntar a vocês e pedir nada mais do que mudanças”, falou à multidão. Paulinho da Força afirmou que se trata de um “movimento cívico em defesa do Brasil”.

Atos semelhantes ocorrem simultaneamente em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Recife e Teresina.

Links da mobilização:

Facebook: https://www.facebook.com/events/1526894390882189/?sid_reminder=4383311994434879488

Youtube: https://www.youtube.com/user/VemPraRuaDia22

Hashtag: #vempraruadia22

Racha na esquerda: ex-simpatizantes do PT apoiam Aécio

Intelectuais e profissionais liberais afirmam estar decepcionados com o PT. Eles se queixam da forma como o PT tratou a candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, hoje aliada de Aécio.

Fonte: Jogo do Poder e Esquerda Democrática com Aécio Neves

PT racha esquerda: ex-simpatizantes apoiam Aécio

Aécio Neves recebeu mais uma carta de apoio. Em manifesto assinado por intelectuais e profissionais liberais, vários dos signatários afirmam que, no passado, votaram no PT, mas agora mudaram de posição e apóiam Aécio Neves. Divulgação

Aécio recebe manifesto de apoio de ex-simpatizantes do PT

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, recebeu mais uma carta de apoio. Desta vez, o manifesto é assinado por intelectuais e profissionais liberais, segundo reportagem da Veja Online. No texto com dez tópicos, vários dos signatários afirmam que, no passado, votaram no PT, mas agora mudaram de posição e apóiam Aécio Neves em defesa do pluralismo democrático.

O manifesto é intitulado “Esquerda Democrática com Aécio Neves”. Quando foi lançada, no dia 16, contava com 243 assinaturas. Quatro dias depois, já tem 773 signatários.  A carta é assinada, entre outros, pelo ator Marcos Palmeira, Zelito Viana e Wladimir Carvalho, ambos cineastas, a produtora cultural Helena Severo, o economista José Eli da Veiga e o cientista político José Álvaro Moises, ambos da USP, o ministro aposentado do STF Eros Grau, o ex-presidente do IBGE Sergio Besserman Vianna e o cientista político Luiz Eduardo Soares, que foi secretário de Segurança Pública no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

“Sempre respeitamos o PT em cujos candidatos muitos de nós já votaram. Pensamos que o rico pluralismo da esquerda deve se combinar com a recusa a qualquer posicionamento inflexível, submisso a princípios abstratos ou comandos partidários. Não aceitamos que nenhum partido atue como se fosse o único representante coerente da esquerda ou dademocracia“, diz o documento.

Avanços

Para os signatários do manifesto, Aécio é o nome capaz de avançar nas políticas sociais. “Temos de avançar para um novo patamar de modernização e superar o padrão de liberalismo que presidiu àquela consolidação. Não dá para aceitar que os setores mais pobres da população sejam abandonados à própria sorte ou transformados em consumidores, em vez de cidadãos”, afirma o texto.

Na carta, os intelectuais e profissionais liberais afirmam estar decepcionados com o PT. Eles se queixam da forma como o Partido dos Trabalhadores tratou a candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, hoje aliada de Aécio.

“A campanha petista no primeiro turno valeu-se de táticas e subterfúgios que desonram o bom debate. Caluniou, difamou e agrediu moralmente a candidatura de Marina Silva, sob o pretexto de que seria preciso fazer um ‘aguerrido’ confronto político. Atropelou regras procedimentais e parâmetros éticos preciosos para a esquerda e a democracia”, diz o texto.

Esquerda Democrática com Aécio Neves

Democracia, Direitos Sociais e Sustentabilidade

SIGNATÁRIOS

  1. Somos democratas. Intelectuais, profissionais de diferentes áreas, cidadãos de esquerda, ativistas de causas e ideias variadas. Alguns de nós estão ou estiveram vinculados a partidos. Outros jamais tiveram qualquer ligação deste tipo. Nossas posições independem de orientação partidária. Integramos o amplo e diversificado universo de homens e mulheres que defendem a democracia política, o pluralismo e a justiça social como base para uma sociedade mais igualitária, fraterna.
  2. Sempre respeitamos o PT, em cujos candidatos muitos de nós já votaram. Pensamos que o rico pluralismo da esquerda deve se combinar com a recusa a qualquer posicionamento inflexível, submisso a princípios abstratos ou comandos partidários. Não aceitamos que nenhum partido atue como se fosse o único representante coerente da esquerda ou dademocracia.
  3. Partidos e políticos mudam ao longo do tempo. Nós, cidadãos, também. Governos nascem de um jeito, mas não permanecem iguais. O que se fez num período não pode ser repetido sem mais em outro período. Realizações de um tempo servem de base para conquistas de um tempo seguinte, mesmo que governos sejam distintos ou adversários. Valorizar conquistas cumulativas, buscar consensos mais que divergências, é um caminho que se mostra particularmente importante no Brasil, que tem vivido uma intensa modernização econômica e social sem o devido acompanhamento de uma modernização política.
  4. Nas eleições de 2014, nos decepcionamos com o PT. A campanha petista no primeiro turno valeu-se de táticas e subterfúgios que desonram o bom debate. Caluniou, difamou e agrediu moralmente a candidatura de Marina Silva, sob o pretexto de que seria preciso fazer um “aguerrido” confronto político. Atropelou regras procedimentais e parâmetros éticos preciosos para a esquerda e a democracia.
  5. Chegou a hora de as oposições mostrarem que podem governar o País. A aliança programática que se constituiu em torno de Aécio Neves, impulsionada por PSDB, PSB, PPS e PV, entre outros partidos, e pelo apoio de militantes da Rede e de lideranças políticas expressivas, como Marina Silva, será importante para que se consolide uma perspectiva de renovação. Agregará mais pessoas comprometidas com a democracia. E ajudará a que se supere o quadro de estagnação polarizada em que se encontra a política nacional, criando um polo progressista novo, alargado e requalificado.
  6. Aécio Neves e aliados representam uma oportunidade para que se retomem os fios rompidos da vasta tradição do reformismo democrático no Brasil. Seu governo poderá dar seguimento às vitoriosas políticas sociais dos últimos anos. Programas de grande impacto social, como o Bolsa Família, o Mais Médicos e o Minha Casa Minha Vida, podem e devem ser aperfeiçoados, reestruturados e ampliados. O Estado precisa continuar a ser recuperado como fator de regulação econômica e de promoção do progresso social.
  7. Nossa meta é ajudar a que tenhamos um País onde o governo dialogue com a sociedade, onde haja mais participação e os movimentos sociais sejam ouvidos, onde não se criminalizem as mobilizações populares e a polícia atue nos marcos do Estado de Direito, onde se governe para todos e se respeitem as minorias, étnicas e de gênero, as sociedades indígenas, as comunidades quilombolas e seus territórios, valorizando-se a educação, a saúde, a previdência e a Seguridade Social. Queremos um Brasil onde todos possam viver, trabalhar e conviver em paz, sem medidas que sacrifiquem e comprometam a juventude ou reprimam a criatividade e a diversidade cultural do País. Não aceitamos que se aprisione a sociedade num maniqueísmo “povo” x “elite”, que leva os cidadãos a simplificar o que não pode ser simplificado. Nem que se deixe solto o poder econômico e se permita que empreiteiras e grandes empresas invadam o processo político e eleitoral, corrompendo e deformando a democracia. A reforma do sistema político e da política tornou-se um imperativo democrático.
  8. Devemos adotar uma visão mais abrangente do desenvolvimento e introduzir com clareza a sustentabilidade nas decisões sobre políticas públicas, fazendo com que ela esteja presente tanto no campo quanto nas cidades. A mudança climática precisa ser firmemente confrontada. Numa sociedade como a brasileira, a agricultura familiar e camponesa deve ser fortalecida, por inúmeras razões econômicas e sociais, assim como se deve atuar para proteger nossos territórios, seus recursos naturais e suas populações.
  9. Precisamos de governos que bloqueiem a corrosão que os interesses privados vêm promovendo no campo público, como ocorre no SUS, na educação e na política assistencial. O capitalismo brasileiro se consolidou sob os governos do PSDB e do PT, tendo sido modelado pelas mesmas elites econômicas e pela predominância do capital financeiro. Agora, temos de avançar para um novo patamar de modernização e superar o padrão de liberalismo que presidiu àquela consolidação. Não dá para aceitar que os setores mais pobres da população sejam abandonados à própria sorte ou transformados em consumidores, em vez de cidadãos. Os direitos humanos não são negociáveis e nem se pode postergar a expansão dos direitos sociais e dos trabalhadores, seja mediante o aumento e a qualificação dos empregos, seja mediante a melhoria geral das condições de vida.
  10. Como democratas, votaremos neste segundo turno em Aécio Neves e na aliança que se forma em torno de sua candidatura. Conclamamos eleitores e políticos dos diferentes partidos a nos acompanharem nesta opção. Ela se mostra hoje o melhor caminho para a reforma da política, a recuperação das boas práticas de governo e a preservação das conquistas sociais tão duramente alcançadas nas últimas décadas.
    SIGNATÁRIOS

    16 de outubro de 2014

Para ler o manifesto na íntegra, acesse o site http://esquerdademocratica.com.br/.

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