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CPI do BNDES pode chegar a Lula

Lula é alvo de três pedidos de convocação para prestar depoimento na comissão, instalada na quinta-feira.

A comissão foi instalada na quinta-feira após o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Estadão

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Relação. Deputados querem esmiuçar atuação em prol de empresas financiadas pelo BNDES. Foto: Estadão

Criada por Cunha, CPI do BNDES mira em Lula

Primeira leva de requerimentos da comissão tem três convocações de ex-presidente, além da de aliados como Okamotto, Palocci, Mantega e do filho, Lulinha

Os primeiros requerimentos apresentados na CPI do BNDES da Câmara apontam que o foco da comissão deverá ser as atividades do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A comissão foi instalada na quinta-feira após o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff. Ele é investigado pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

Lula é alvo de três pedidos de convocação para prestar depoimento na comissão, instalada na quinta-feira. Apresentados pelos deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Cristiane Brasil (PTB-RS) e Carlos Melles (DEM-MG), os pedidos partem da suspeita de que o ex-presidente, por meio doInstituto Lula, atuou no exterior como lobista de grandes empresas beneficiárias de empréstimos do BNDES.

Lula é alvo de procedimento investigatório criminal da Procuradoria da República no Distrito Federal, que investiga se houve tráfico de influência internacional de Lula em favor da construtora Odebrecht no exterior.

Ao negar a acusação, o Instituto Lula afirma que o petista jamais atuou como lobista, nunca foi de conselho ou diretor de empresa nem contratado para consultorias. Segundo a entidade, o que o ex-presidente fez foi defender interesses de várias empresas e do próprio País no exterior, além de ter dado palestras.

Jungmann também apresentou requerimentos para convocar o filho de Lula, Fábio Luiz, e quebrar seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. O deputado alega que a empresa de Fábio, a Gamecoorp, foi beneficiada em negócio suspeito com a Oi-Telemar, empresa com participação acionário do BNDES.

Foram protocolados ainda pedidos de convocação dos ex-ministros da gestão Lula, como Antonio Palocci (Fazenda), Guido Mantega (Economia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), além de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

Também poderão ser chamados empresários próximos a Lula, como os acionistas da JBS, Wesley e Joesley Batista, e executivos ligados a empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, como Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro (ex-presidente da OAS).

Além disso, há requerimentos de pedidos de informações sobre contratos do BNDES no Brasil e no exterior entre 2003 e 2015, que abrangem os governos de Lula e sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff.

Os 71 requerimentos apresentados até a noite de sexta-feira serão colocados em votação na próxima sessão, marcada para terça-feira. O presidente da comissão, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), afirmou que os documentos serão apreciados por ordem de registro.

O primeiro deles, de autoria do deputado Miguel Haddad (PSDB-SP), é um pedido de convocação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que já encaminhou carta à comissão colocando-se à disposição. “É claro que depois, politicamente, vamos ver como administrar isso”, diz Rotta, referindo-se aos pedidos de convocação de Lula. O primeiro a apresentar pedido para ouvir o petista foi Raul Jungmann.

Apelo. Marcos Rotta lembra que, ao ser eleito presidente, fez um apelo para que os trabalhos da comissão não fossem contaminados pela politização. “Eu sei que é difícil”, reconhece.

Relator da CPI, o deputado José Rocha (PR-BA) classificou os pedidos de convocação do ex-presidente como “politização pura”. Ele afirma que serão priorizadas demandas do ponto de vista “técnico”. Para o petista, a comissão “não pode ser espaço de pirotecnia.”

Autor de 19 requerimentos, Jungmann diz ser “imprescindível” para a comissão ouvir o petista, mas pondera que “não será fácil”. “Vai depender essencialmente do PMDB.”

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Ao invés de investir no Brasil, Dilma injeta dinheiro em Cuba e Venezuela

Projetos para obras em países como Cuba e Venezuela foram financiados com juros mais baixos do que os cobrados para projetos no Brasil.

Cuba terá 25 anos para pagar o empréstimo

Governo Dilma tem investimentos suspeitos. Foto: Reprodução.

Governo Dilma tem investimentos suspeitos. Foto: Reprodução.

Divulgação de dados de empréstimos no exterior reforça necessidade de CPI do BNDES, defende Aécio Neves
O senador Aécio Neves (PSDB) avalia que a divulgação de dados sobre empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para obras no exterior reforça a necessidade de abertura de uma CPI no Senado para aprofundar os critérios utilizados pelo banco para a liberação dos financiamentos.

Após pressão de partidos de oposição e da sociedade, o banco divulgou na terça-feira (02/06) informações que eram mantidas em sigilo. Apenas cinco grandes empreiteiras concentram 99,4% das operações financiadas no exterior, que somam US$ 11,9 bilhões desde 2007.

De acordo com informações do próprio BNDES, projetos para obras em países como Cuba e Venezuela foram financiados com juros mais baixos do que os cobrados para projetos no Brasil e com prazos maiores de pagamento, como no caso de Cuba, que terá 25 anos para pagar o empréstimo.

“É preciso que o BNDES dê o segundo e fundamental passo, que é esclarecer de que forma esses empréstimos são escolhidos, de que forma as empresas e os países são determinados, e qual o benefício que esses empréstimos trazem a quem os financia, que é a população brasileira. Por exemplo: é importante que o BNDES explique em documentos, de forma clara, por que Cuba, uma ditadura, recebe um financiamento com cerca de 25 anos de carência para o pagamento”, criticou Aécio Neves em entrevista à imprensa no Senado.

Aécio Neves questionou também os critérios utilizados pelo banco para oferecer melhores condições para o financiamento de obras no exterior em detrimento de projetos de infraestrutura no Brasil.

“Viajei por todo o Brasil na campanha eleitoral. Temos portos com obras interrompidas, outros com a obras sequer iniciadas, e que demandariam empréstimos como esse. Qual o critério para se dar a Cuba um empréstimo de forma tão favorecida? 25 anos para pagar. Que garantias o governo cubano está oferecendo? Que benefícios isso traz aos brasileiros que são os financiadores desse empréstimo? Essas questões ainda estão sem resposta. Cabe ao BNDES explicar também isso”, afirmou.

Aécio Neves disse ainda que a divulgação dos dados que eram mantidos em sigilo também comprova que a presidente Dilma Rousseff mentiu aos eleitores ao dizer que os empréstimos não eram destinados a Cuba e a outros países.

“O que ficou claro é que a presidente mentiu na campanha eleitoral, mais uma vez, ao dizer que esse financiamento não era para Cuba. Foi sim para o governo cubano. É ele que deverá pagar para o governo brasileiro. Por que Cuba merece ter um financiamento com 25 anos, enquanto a maioria dos outros financiamentos estão entre 10 e 15 anos?”, questionou Aécio Neves.

Oposição quer ouvir ex-Ministro de Lula sobre negociação em fundos de pensão e na Petrobrás

Peemedebista teria participação na Diamond Mountain, holding que, no Brasil, atua prospectando investimentos de fundos de pensão e fornecedores da estatal petrolífera

CPI também que saber do envolvimento de empresas com financiamentos BNDES

Fonte: Estado de S.Paulo

Oposição quer ouvir ex-Ministro de Lula sobre negociação em fundos de pensão e Petrobrás

Ex-Ministro Edison Lobão ao lado da Presidente Dilma. Foto: Reprodução Veja

Oposição quer convocar Lobão em CPI para explicar sociedade oculta com holding

Foi enviado um pedido ao STF para que o senador seja investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens

A oposição na Câmara quer convocar o senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) na CPI da Petrobrás para explicar suspeitas de que é sócio oculto de um grupo de empresas sediado nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal caribenho.

A estratégia foi definida neste domingo, após o Estado revelar que, segundo inquérito enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o peemedebista teria participação na Diamond Mountain, holding que, no Brasil, atua prospectando investimentos de fundos de pensão, fornecedores da estatal petrolífera e empresas com financiamentos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Diante das suspeitas, além de aprovar um requerimento de convocação na CPI, os partidos da oposição vão insistir na instalação das CPIs dos fundos de pensão e do BNDES. As investidas, no entanto, esbarram na resistência de PT e PMDB, têm maioria na Câmara.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), integrante da comissão da Petrobrás, disse neste domingo que as denúncias são “muito pesadas”. “Vejo que existem motivos para convocá-lo na CPI já em funcionamento”, afirmou. Para ele, a investigação enviada ao Supremo mostra que há interface do escândalo na estatal com denúncias, ainda sem apuração, sobre o BNDES e os fundos de pensão.  “Acho que seria importante também (a instalação de uma nova CPI) para outros pontos.”

O deputado diz que já há número de assinaturas mínimo para a instalação das CPIs do BNDES e dos fundos de pensão, mas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estaria inviabilizando as comissões. “A presidência não quer instalar. O governo e o PMDB vão trabalhar contra”, previu. Essas áreas são de alta influência do partido.

O deputado Rubens Bueno (PPS-PR) afirmou que a convocação terá total apoio do partido. “O senador precisa ser investigado, pois deve esclarecimentos ao País. A convocação é imprescindível neste momento”, considerou.

Ivan Valente (PSOL-SP) disse que vai reforçar o pedido de convocação do ex-ministro. “A denúncia de hoje é grave e devo dar entrada no pedido na próxima terça-feira”, disse. O conteúdo exposto pelo jornal dá um impulso maior à CPI. “A gente já estava neste encalço e a matéria reforça isso”, comentou.

Lobão comandou a pasta de Minas e Energia nos governos Lula (2008 a 2010) e Dilma (2011 a 2014). Conforme a reportagem, a Justiça Federal em São Paulo enviou ao Supremo pedido para que ele seja investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. O caso está sob relatoria do ministro Luiz Roberto Barroso, que decidirá sobre a abertura de um inquérito específico na corte.

Um ex-dirigente do Diamond Mountain disse em depoimentos que Lobão tinha uma fatia do grupo e escalou um advogado maranhense para representa-lo nos negócios. O senador nega envolvimento.

E-mails anexados ao inquérito indicam que os sócios do grupo se reuniram ao menos três vezes com o então ministro, em 2011, para tratar de interesses das empresas. Lobão admite apenas um encontro, em junho daquele ano, no ministério, para tratar da atuação da holding na Petrobrás, estatal vinculada às Minas e Energia.

Como mostrou o Estado, após as tratativas com Lobão, o gerente-executivo de Finanças da Petrobrás, Gustavo Tardin Barbosa, deu ajuda “não financeira” na criação, pelo grupo, de um fundo de investimentos para fornecedores da estatal. “Prontificamo-nos a, eventualmente, acompanhar V.Sas. durante o processo de capitalização do FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), participando de reuniões com investidores nacionais e estrangeiros, bem como fornecendo informações e material que se mostrem necessários”, escreveu Barbosa num ofício de 2012. “Permanecemos à disposição de V.Sas. para a criação de ações conjuntas que se fizerem necessárias para se alcançar o sucesso do programa”, complementou o gerente executivo.

O nome da Petrobrás aparece por diversas vezes em inquérito que investiga sócios da Diamond.

Como o PT impôs seu ‘projeto criminoso de poder’

No Brasil houve cooptação: os empréstimos do BNDES serviram para soldar a aliança do petismo com o grande capital, e não para combatê-lo.

Desafio dos democratas é combater o petismo utilizando todos os instrumentos legais.

Como falar em marxismo se Lula sequer leu uma página de Marx?

Fonte: O Globo

PT: entenda como o partido impôs seu ‘projeto criminoso de poder’

O PT e seu projeto de poder

Como falar em marxismo se Lula sequer leu uma página de Marx? Transformar Lula em Lênin é uma piada

Artigo – *Marco Antonio Villa

Na política é indispensável, ao enfrentar um adversário, conhecê-lo. O petismo, nos últimos tempos, foi transformado em algo que nunca foi. Ora é bolivariano, ora comunista, ora populista, ora — para os mais exaltados e néscios — bolivariano-comunista-populista. Puras e cristalinas bobagens.

O “bolivarianismo” nunca passou de um amontoado mal articulado de chavões esquerdistas associados à velha retórica caudilhesca latino-americana.

Não é possível sequer imaginar Simón Bolívar como um marxista avant la lettre. Basta ler as páginas devastadoras que Karl Marx dedicou ao “libertador da América”: o venezuelano nada mais foi do que um representante das oligarquias que desejavam se libertar do jugo espanhol. E só.

Quando Hugo Chávez transformou Bolívar em símbolo anti-imperialista e ideólogo da sua revolução, o fez no momento que a crise do socialismo real tinha chegado ao seu ponto máximo e não havia mais nenhuma condição de ter como referência o velho marxismo-leninismo.

Outros movimentos na América Latina já tinham realizado esta imersão na história nacional, mais como fachada, como os montoneros, na Argentina, e os sandinistas, na Nicarágua.

A extensão do conceito, vá lá, “bolivarianismo” à Bolívia — um país com maioria de população indígena e com uma história recente fundada, para o bem ou para o mal, na Revolução de 1952 — serve somente ao discurso panfletário. A simples comparação das duas constituições (venezuelana e boliviana) demonstra claramente as distinções.

O PT nunca foi bolivariano. O percurso dos seus líderes (Lula e Chávez) é muito diferente e as histórias de cada país são processos absolutamente distintos. Basta recordar que Chávez chegou ao poder precedido por uma tentativa fracassada de golpe de Estado e com a desmoralização das instituições democráticas, especialmente durante a segunda presidência Carlos Andrés Pérez.

Lula venceu as eleições de outubro de 2002 em um país que tinha obtido a estabilização econômica com o Plano Real (1994) e em plena vigência do Estado Democrático de Direito. E nos 12 anos do poder petista não houve um ataque frontal às liberdades de expressão e de imprensa como foi realizado por Chávez — sem que isso signifique que o petismo morra de amores pelos artigos 5º, 7º e 220º da nossa Constituição.

Também o choque com frações da elite venezuelana por aqui não ocorreu. No Brasil houve cooptação: os milionários empréstimos do BNDES serviram para soldar a aliança do petismo com o grande capital, e não para combatê-lo.

O petismo impôs seu “projeto criminoso de poder” — gosto sempre de citar esta expressão do ministro Celso de Mello — sem que tivesse necessidade de tomar pela força o Estado. O processo clássico das revoluções socialistas do século XX não ocorreu.

O “assalto ao céu” preconizado por Marx —tendo como referência a Comuna de Paris (1871) — foi transmutado numa operação paulatina de controle da máquina estatal no sentido mais amplo, o atrelamento da máquina sindical, dos movimentos sociais, dos artistas, intelectuais, jornalistas, funcionando como uma correia de transmissão do petismo.

O domínio dos setores fundamentais do Estado deu ao partido recursos e poder nunca vistos na história brasileira. E a estrutura leninista — só a estrutura, não a ação — possibilitou um grau de eficácia que resistiu aos escândalos do mensalão, às inúmeras acusações de corrupção das gestões LulaDilma e, ao menos até o momento, ao petrolão.

Se, no seu início, o PT flertou com o socialismo, logo o partido — e suas lideranças — se adaptaram à dolce vita do capitalismo tupiniquim.

Já nos anos 1980, prefeituras petistas estiveram envolvidas em mazelas. Quando Lula chegou ao Palácio do Planalto, o partido só tinha de socialista o vermelho da bandeira e a estrela.

A prática governamental foi de defesa e incentivo do capitalismo. Em momento algum se falou em socialização dos meios de produção, em partido único, em transformar o marxismo-leninismo em ideologia de Estado, nada disso.

Como falar em marxismo se Lula sequer leu uma página de Marx? Transformar Lula em Lênin é uma piada. Brasília não é Petrogrado. Aqui, o Cruzador Aurora são as burras do Estado.

Considerar o PT um partido comunista revela absoluto desconhecimento político e histórico. É servir comida requentada como se fosse um prato novo, recém-preparado. Não passa de conceder sentido histórico ao rançoso discurso da Guerra Fria.

O Muro de Berlim caiu em 1989 mas tem gente em Pindorama que ainda não recebeu a notícia. Ao retirar do baú da História o anticomunismo primário, passam a exigir soluções fora do contexto legal como a intervenção militar travestida com um manto constitucional — outra sandice, basta ler o artigo 142 da Constituição.

O projeto criminoso de poder foi aperfeiçoado no exercício da Presidência da República. Não tem parentesco com o populismo varguista, muito menos com o peronismo ou cardenismo. É um mix original que associa pitadas de caudilhismo, com resquícios da ideologia socialista no discurso — não na prática —, um partido centralizado e a velha desfaçatez tupiniquim no trato da coisa pública, tão brasileira como a caipirinha — que seu líder tanto aprecia.

O desafio dos democratas é combater o petismo utilizando todos os instrumentos legais. Para isso, é necessário conhecer o adversário e abandonar conceituações primárias que não dão conta do objeto. E tendo como prioridade a mobilização da sociedade civil. Sem ela, o país não muda. Pior: teremos a permanência deste governo antidemocrático, antipopular e antinacional por muitos anos.

*Marco Antonio Villa é historiador

Procurador que investiga Lula por tráfico de influência é atacado por guerrilha digital do PT

Procurador diz que tem sido alvo de “diversos ataques, injúrias, calúnias e difamações por parte de defensores do ex-presidente, por meio de notas em blogs, páginas eletrônicas e perfis da internet, que estão lançando diversas mentiras” contra ele.

Luiz Inácio Lula da Silva, conforme mostrou a reportagem de Época, é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por ajudar empreiteiras, dentre elas a Odebrecht, a obter contratos de US$ 4,1 bilhões com dinheiro do BNDES em países como Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba.

Fonte: ÉPOCA

Em sua página no Facebook, Cordeiro Lopes afirma que tem sido alvo de “diversos ataques, injúrias, calúnias e difamações por parte de defensores do ex-presidente, por meio de notas em blogs, páginas eletrônicas e perfis da internet, que estão lançando diversas mentiras” contra ele. Reprodução

Em sua página no Facebook, Cordeiro Lopes afirma que tem sido alvo de “diversos ataques, injúrias, calúnias e difamações por parte de defensores do ex-presidente, por meio de notas em blogs, páginas eletrônicas e perfis da internet, que estão lançando diversas mentiras” contra ele. Reprodução

Procurador é alvo de ataques e se defende após reportagem de ÉPOCA sobre Lula

O procurador da República no Distrito Federal Anselmo Henrique Cordeiro Lopes usou as redes sociais para se defender das acusações

O procurador da República no Distrito Federal Anselmo Henrique Cordeiro Lopes usou as redes sociais para se defender de acusações contra ele após a publicação da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme mostrou a reportagem, é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por ajudar empreiteiras, dentre elas a Odebrecht, a obter contratos de US$ 4,1 bilhões com dinheiro do BNDES em países como Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba.

O núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil. Em sua página no Facebook, Cordeiro Lopes afirma que tem sido alvo de “diversos ataques, injúrias, calúnias e difamações por parte de defensores do ex-presidente, por meio de notas em blogs, páginas eletrônicas e perfis da internet, que estão lançando diversas mentiras” contra ele. E completa: “Apesar de não ser o titular do procedimento mencionado pela revista, as agressões estão sendo dirigidas contra minha pessoa em razão de um despacho assinado por mim, o qual deu origem à apuração.” Em razão disso, esclarece que:

1. Meus pais são médicos e ninguém da minha família tem ou teve um escritório de advocacia chamado “Cordeiro Lopes”, e muito menos esteve envolvido em qualquer tipo de investigação ou ilicitude.

2. Não possuo nenhuma coluna no jornal Folha de São Paulo; o único artigo que publiquei nesse artigo, chamado “A Sociedade Não Silenciará” , trata do tema dos perigos de agrotóxicos e transgênicos e foi escrito em resposta a críticas feitas pela Senadora Kátia Abreu;

3. Até onde tenha chegado a meu conhecimento, não existe procedimento em aberto contra minha pessoa na Corregedoria do MPF. As representações contra mim formulada pelo ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa (que é réu de ação penal firmada por mim) foram devidamente arquivadas pela Corregedoria do MPF e pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

4. Não sou amigo de nenhum deputado federal do PSDB. A propósito, até o dia de hoje, nunca votei em candidatos do PSDB (aliás, fui eleitor do PT até o surgimento do escândalo do “Mensalão”).

5. A investigação que trata de possível tráfico internacional de influência cometido, em tese, pelo ex-presidente Lula da Silva, apesar de ter iniciado a partir de despacho por mim firmado, hoje está sob a direção de outro membro do Ministério Público Federal.

6. O procedimento autuado que tem por objeto o suposto ilícito mencionado no parágrafo anterior é público e pode ser acessado, com base na Lei de Acesso à Informação, por qualquer cidadão que queira acompanhar a apuração e colaborar no esclarecimento dos fatos. O acompanhamento, inclusive, pode ser realizado a partir da página de transparência do Ministério Público Federal.

7. Nos últimos 7 anos e 8 meses, desde que entrei no MPF por meio de concurso público, tenho atuado, de corpo a alma, em defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, em prol da proteção ambiental, em favor da implementação de diversos direitos humanos e no combate à corrupção. Não serão calúnias, difamações e agressões veiculadas pela internet que subtrairão minha disposição inesgotável de buscar sempre a verdade, a justiça e a punição dos ilícitos.

Entrevista Marcelo Madureira: PT estimula criação de parasitas em todas as classes

Humorista Marcelo Madureira acha que o PT promove no país a vitória da parasitagem do Estado: a classe média quer um emprego público, os pobres querem bolsas assistencialistas e os ricos querem “Bolsa BNDES”.

“Muito pior que a roubalheira, é a incompetência. A questão na Petrobras não é só roubar, é a gestão desastrosa”, comentou o humorista.

Fonte: Folha de S.Paulo

PT estimula criação de parasitas em todas as classes, entrevista Marcelo Madureira

O humorista Marcelo Madureira é um entusiasta dos protestos contra o PT e esteve nos eventos de março e abril, inclusive discursando aos manifestantes. Divulgação

ENTREVISTA – MARCELO MADUREIRA, 56

O PT promove parasitagem do Estado em todas as classes

Ex-militante do PCB e hoje ‘coxinha’ assumido, humorista diz que incompetência do governo atual é pior que a roubalheira

O humorista Marcelo Madureira, 56, acha que o PT promove no país a vitória da parasitagem do Estado: a classe média quer um emprego público, os pobres querem bolsas assistencialistas e os ricos querem “Bolsa BNDES“.

Enquanto isso acontece, os artistas, que ficaram reféns de dinheiro público, se omitem, afirma. “Em um momento como este, cadê o Caetano Veloso, o Chico Buarque?”

Madureira é um entusiasta dos protestos contra o PT e esteve nos eventos de março e abril, inclusive discursando aos manifestantes.

Ele, que foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) na juventude, diz que a esquerda contemporânea tem “formação política tabajara” e não tem senso de humor. Leia, abaixo, a entrevista concedida à Folha.

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Folha – Existe agora uma nova direita no país?

Marcelo Madureira – Não dá para limitar a discussão aos termos esquerda e direita. A pergunta é que tipo de sociedade queremos. Aí eu digo: certamente não é a que o PT quer. Certamente não é aquelas que as pessoas que se dizem de esquerda propugnam, mesmo porque elas não sabem bem o que querem. É muito estranho. Hoje as pessoas se dizem de esquerda, mas não sabem dizer se são a favor ou contra a propriedade privada dos meios de produção.

Uma crítica comum é que existe uma “esquerda de Facebook”, que não se dedicou muito à leitura…

Sim, é toda uma geração politicamente despreparada. A esquerda de hoje tem uma formação política tabajara. Você precisa perceber algo: o que as pessoas querem é ser legais, parecer legais, querem ser do bem. Na minha época era mais fácil. A direita era o mal, a esquerda era o bem.

Mas isso não existe mais. O mundo se apresentou muito mais complexo. Essa tentação de ter resposta para tudo não convence mais.

Mas sempre houve a noção de que os fins justificam os meios…

Mas os fins serem a conta bancária da cunhada? [risos]

Sua crítica maior ao PT é a corrupção?

Não. Muito pior que a roubalheira, é a incompetência. A questão na Petrobras não é só roubar, é a gestão desastrosa. O que nos alivia é: embora tenham batido os recordes, talvez sejam incompetentes para roubalheira também.

O pior é que o PT reforça a vitória do atraso. Que sociedade é essa que você quer construir em que o sonho das pessoas se limita a, se for da classe média, passar em um concurso público; se for pobre, arranjar Bolsa Família; e, se for rico, conseguir uma “Bolsa BNDES“? Todo mundo passa a querer ser parasita do Estado. Não há país que dê certo assim.

Mas, enquanto isso foi acontecendo, o que se viu na oposição foi certo silêncio.

A oposição deixou a desejar? Deixou. Foi omissa, em alguns momentos até cooptada. O preço disso está sendo pago.

Há muita crítica ao papel do PSDB neste momento.

Eu votei no Aécio, até fiz um videozinho para a campanha. O PSDB tem certo reconhecimento de que há uma perplexidade, essa complexidade nas coisas. Há discussões densas que têm de ser feitas, as soluções não são simples, precisamos pensar também no longo prazo.

Mas, sim, eu vejo uma parcela grande da juventude querendo fazer política, e com frequência eles não encontram representação. Em alguns casos, o que acaba surgindo entre eles é até uma ideia meio exagerada de política liberal, de Estado mínimo. Eu não comungo totalmente com isso. É algo que precisa ser discutido com calma.

Talvez seja um pouco uma reação pendular, uma maneira de reforçar a oposição ao pensamento estatista.

Sim, é um movimento pendular, você vai em busca de um oposto, mas neste caso me parece oposto demais

Essa é uma contradição que a esquerda aponta: nas manifestações recentes, tem o liberal de Chicago, o conservador cristão, até o cara que pede a volta dos militares.

Vejo isso como pluralismo, acho até admirável, desde que se respeite as regras da democracia. Eu não tenho nada contra os cristãos, contra o pessoal do quartel. Mas acho suprema ignorância pedir a volta dos militares.

Você se incomoda de ser chamado de coxinha?

Eu não. Meu único ponto é que as coxinhas de São Paulo são muito melhores do que as do Rio. Vou mandar trazer um monte e fazer uma “Coxinha’s Party”. Quem não tem senso de humor, não sabe rir de si mesma, é a esquerda.

Como ficou sua relação com o meio artístico quando você criticou a esquerda, declarou voto no Aécio?

Eu não frequento muito o meio artístico, prefiro ficar em casa lendo, vendo filme. Mas é lamentável o papel da classe artística. É digno de pena. Em um momento como esse, os artistas completamente omissos. Cadê o Caetano Veloso, o Chico Buarque?

Muitos artistas e até jornalistas têm hoje situação muito complicada de dependência de dinheiro público, não?

Sim, e não foi só a classe artística. Foi o meio acadêmico, uma parcela dos intelectuais. Veja o MST [Movimento dos trabalhadores rurais Sem Terra] também. Está todo mundo imbricado de verbinhas. A explicação? Bom, no fundo, como sempre, basta seguir o dinheiro.

No nível pessoal, creio que tenha perdido oportunidades de trabalho, de comerciais. Não vou aqui falar apontando nomes, mas acontece isso de “não, o Madureira não”.

Influenciou sua relação com os colegas do “Casseta”?

Não, nesse caso não. Alguém inventou que tínhamos brigado. Nada disso. Sempre fomos pluralistas e, para falar a verdade, o pessoal lá não pensa muito diferente de mim, não…

Vocês fizeram piada com vários governos.

Sim, embora não se faça muita piada política no Brasil. Eu atribuo o fato de o “Casseta & Planeta” ter saído do ar à pouca disposição da TV Globo de deixar a gente fazer piada política.

Mas vocês fizeram isso por quase 20 anos.

Sim, mas aí começaram cortes, cortes e mais cortes de conteúdo. Não acho que isso seja censura, veja bem. Cada empresa tem as suas regras. Se você não concorda, você pede demissão. Censura vem do Estado.

Mas, de qualquer forma, o programa foi perdendo “punch”, aquela verve crítica, que era vital. Mas isso é uma decisão dos empresários.

Você foi militante do PCB. É inevitável ser de esquerda na juventude?

Eu posso falar do meu caso. Eu fui procurando ao longo do tempo pensar, ter senso crítico, falar “pô, eu tô errado”. Eu já defendi até o Partido Comunista da União Soviética. E agora? Não vou ficar aqui fazendo revisionismo histórico da minha própria vida.

Na época, era o que parecia mais certo. Não faço, digamos, que nem “O Globo” fez, aquele papel ridículo. [Em 2013, o jornal publicou que apoiar o golpe de 1964 tinha sido um erro.]

Lula é investigado pelo MP por tráfico internacional de influência

Lula teria recebido vantagens econômicas da Odebrecht, entre os anos de 2011 a 2014, para ajudar a empreiteira a ganhar contratos.

MPF relacionou as viagens de Lula ao fechamento de contratos

Fonte: Estado de Minas

Lula é alvo de investigação do MPF por tráfico internacional de influência

Segundo reportagem da Época, ex-presidente teria ajudado a construtora Odebrecht a conseguir contratos no exterior com dinheiro do BNDES

Segundo reportagem da Época, ex-presidente teria ajudado a construtora Odebrecht a conseguir contratos no exterior com dinheiro do BNDES.

Segundo reportagem da Época, ex-presidente teria ajudado a construtora Odebrecht a conseguir contratos no exterior com dinheiro do BNDES.

Leia reportagem completa de Época: Lula, o operador

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de uma investigação aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) como suspeito de tráfico internacional de influência, segundo a reportagem publicada pela revista Época, na noite desta quinta-feira.

De acordo com o MPF, o petista teria recebido vantagens econômicas da construtora Odebrecht, entre os anos de 2011 a 2014, para ajudar a empreiteira a ganhar contratos em países da América Latina e da África.

Lula, o operador de tráfico de influência

Lula, o operador de tráfico de influência

O dinheiro usado para financiar as obras no exterior vinha de empréstimos obtidos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de acordo com a publicação. A denúncia do MPF, segundo a publicação, aponta que, desde que deixou o poder, o ex-presidente viajou diversas vezes para destinos como Cuba, Gana, Angola e República Dominicana, sempre bancado pela construtora Odebrecht.

Documentos comprovam participação de Lula em tráfico internacional de influência.

Documentos comprovam participação de Lula em tráfico internacional de influência.

Nessas viagens, normalmente para dar palestras e se encontrar com chefes de Estado, o pestista teria intermediado contratos de obras bilionárias de interesse da empresa brasileira. Segundo a revista, “o BNDES fechou o financiamento de ao menos US$ 1,6 bilhão com destino final à Odebrecht após Lula, já como ex-presidente, se encontrar com os presidentes de Gana e da República Dominicana – sempre bancado pela empreiteira”.

Segundo a reportagem, o MPF relacionou as viagens de Lula ao fechamento de contratos. “A papelada e os depoimentos revelam contratos de obras suspeitas de superfaturamento bancadas pelo banco estatal brasileiro, pressões de embaixadores brasileiros para que o BNDES liberasse empréstimos – e, finalmente, uma sincronia entre as peregrinações de Lula e a formalização de liberações de empréstimos bilionários do banco estatal em favor do conglomerado baiano”, conforme a revista.

Entre as obras realizadas pela construtora no exterior, há projetos como modernização de portos, aeroporto, rodovias e aquedutos, todas realizadas com os empréstimos de baixo custo do banco brasileiro.

A publicação traz ainda a informação de que só no ano passado, a empresa recebeu US$ 848 milhões em operações de crédito para tocar empreendimentos no exterior – 42% do total financiado pelo BNDES, segundo um estudo do Senado.

Mais imposto: Dilma vai voltar com tributo sobre a gasolina

Volta da cobrança da Cide faz parte do pacote fechado por Mantega e apresentado ontem à Dilma com medidas para reequilibrar contas públicas.

Dilma e o arrocho fiscal

Fonte: Folha de S.Paulo

Arrocho: Dilma vai voltar com imposto sobre a gasolina

Arrocho: Dilma e Guido Mantega. Além da Cide, o plano inclui propostas de redução de despesas com seguro-desemprego, abono salarial e pensão pós-morte. Divulgação

Dilma prepara volta de tributo da gasolina

Medida, apresentada por Mantega, integra pacote para equilibrar caixa do governo e será discutida com nova equipe

Joaquim Levy, que será anunciado como novo ministro da Fazenda nesta quinta, reuniu-se com a presidente ontem

A volta da cobrança da Cide (contribuição para regular o preço dos combustíveis) faz parte do pacote fechado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) e apresentado ontem à presidente Dilma Rousseff com medidas para reequilibrar as contas públicas.

Segundo a Folha apurou, a decisão final será tomada em reunião da presidente com a nova equipe econômica. Nesta terça (25), ela recebeu no Planalto o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

Na reunião, da qual participaram Alexandre Tombini –que será mantido no cargo como presidente do BC– e Aloizio Mercadante (Casa Civil), foram discutidas as novas medidas e a futura equipe econômica.

Os nomes ainda não foram anunciados porque Dilma queria esperar a aprovação, peloAlexandre Tombini , de autorização para que o governo descumpra a meta fiscal deste ano. O projeto ainda não passou pelo plenário.

Além da Cide, o plano inclui propostas de redução de despesas com seguro-desemprego, abono salarial e pensão pós-morte. As duas primeiras atingem cerca de R$ 45 bilhões por ano.

VALOR INCERTO

Técnicos disseram à Folha que a proposta de retorno da Cide tem cenários com recomposição parcial ou integral do valor que era cobrado em 2008 –R$ 0,28 por litro de gasolina e R$ 0,07 por litro de diesel. A tendência, caso a medida seja aprovada, é fazer uma volta parcial.

A contribuição, que foi sendo reduzida ao longo dos últimos anos e zerada em 2012 para segurar os preços dos combustíveis, pode gerar cerca de R$ 14 bilhões de receita por ano se cobrada em seu maior valor.

Além de reforçar o caixa do governo federal, que está no vermelho, a volta da Cide é uma reivindicação do setor de etanol para tornar o combustível mais competitivo.

LEVY EM BRASÍLIA

Levy e Barbosa estavam ontem a Brasília para reuniões com a presidente Dilma a fim de fechar as linhas gerais das medidas que devem ser divulgadas no anúncio oficial da nova equipe, nesta quinta-feira (27).

Mantega deve se despedir de sua equipe já na sexta, embora a transmissão do cargo possa ficar para a segunda.

Dilma está fechando também a escolha de outros nomes da equipe econômica.

No Tesouro Nacional, são cotados Tarcisio Godoy, que foi secretário-adjunto do órgão quando foi chefiado por Joaquim Levy no governo Lula, e Carlos Hamilton, diretor de Política Econômica do BC.

No BNDES, Luciano Coutinho pode ficar mais um ano. Para a presidência do BB, ela analisa os nomes de Paulo Cafarelli –hoje secretário-executivo da Fazenda– e do vice-presidente do banco Alexandre Abreu. Na Caixa, Jorge Hereda deve continuar no comando da instituição.

Sem maquiagem: auditoria do TCU revela déficit primário de R$ 43,3 bilhões

Uma auditoria do TCU chegou à conclusão de que se forem descontadas as manobras fiscais o governo registrou déficit primário em 2013.

Brasil sem governança

Fonte: O Globo

TCU: sem maquiagem déficit primário é de R$ 43,3 bilhões

Tribunal de Contas da União contabilizou valor gasto do governo Dilma, sem levar em consideração a despesa realizada com o pagamento dos juros da dívida pública, no valor de R$ 43, 3 bilhões para o ano de 2013. Foto: Divulgação.

TCU: Sem manobras governo teria registrado déficit primário de R$ 43,3 bilhões em 2013

Órgão de controle “descontou” receitas atípicas e despesas que foram empurradas para restos a pagar.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) chegou à conclusão de que se forem descontadas as manobras fiscais o governo registrou déficit primário no ano de 2013. Os técnicos retiraram do resultado positivo apresentado receitas atípicas e despesas que foram empurradas para restos a pagar e estimaram a ocorrência de um déficit de R$ 43,3 bilhões, o equivalente a 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB). A contabilidade oficial do governo registrou um superávit de R$ 77 bilhões, 1,59% do PIB.

“Os números obtidos demonstram que, sem os instrumentos utilizados, a meta fiscal não teria sido alcançada em 2013. Usando os valores publicados pelo Tesouro Nacional, constata-se um resultado primário convencional de R$ 77.072 milhões, equivalente a 1,59% do PIB, enquanto o resultado primário ajustado foi negativo de R$ 43.318,4 milhões, ou igual a -0,9% do PIB”, concluíram os técnicos.

Os técnicos citam como algumas das manobras para inflar as receitas os dividendos e juros sobre capital próprio transferidos pelo BNDES e pela Caixa Econômica Federal. Afirmam que estas operações estariam “aparentemente” em desacordo com o arcabouço legal. O total de receitas atípicas chegou a R$ 47,7 bilhões no ano passado.

Em relação aos restos a pagar, observam o crescimento ano após ano. Em 2012 foram inscritos R$ 116,2 bilhões para o ano seguinte. Em 2013 ficaram pendentes de pagamento despesas de R$ 134,8 bilhões. Descontados os valores pagos e cancelados, o tribunal chegou a conclusão de que o desembolso primário que deveria ter sido realizado em 2013 relativo a esses restos a pagar seria de R$ 72,6 bilhões.

Apesar dos achados da auditoria, o acórdão aprovado pelos ministros não prevê qualquer punição nem recomendação à área econômica do governo. Os ministros decidiram apenas encaminhar o estudo aos órgão do governo e ao Congresso.

Em seu relatório, o ministro Raimundo Carreiro anotou a necessidade de uma definição legal de uma metodologia de apuração do superávit primário para o atendimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Afirmou que apesar de a metodologia adotada atualmente pelo Banco Central ser aceitada internacionalmente ela dificultaria o acompanhamento e afeta a credibilidade das informações.

Presidente do BB entrega cargo

Desgastado por denúncias de favorecimento a uma amiga em empréstimos concedidos pelo Banco do Brasil (BB) e BNDES, o presidente do BB, Aldemir Bendine, entregou o cargo.

Aos amigos tudo

Fonte: O Globo

Presidente do BB entrega cargo após mudanças

Sob ataque. Bendine teria facilitado crédito para a socialite Val Marchiori. Divulgação

Presidente do BB entrega cargo, mas mudança só será divulgada depois

Anúncio de substituto de Aldemir Bendine virá após escolha do novo ministro da Fazenda

Desgastado por denúncias de favorecimento a uma amiga em empréstimos concedidos pelo Banco do Brasil (BB) e BNDES, o presidente do BB, Aldemir Bendine, entregou o cargo ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mas a saída dele só será anunciada oficialmente depois da nomeação do novo ministro da Fazenda. O secretário executivo da pasta, Paulo Rogério Caffarelli, deve ser convidado a assumir o comando do BB, de onde é funcionário de carreira. Entre assessores palacianos, Cafarelli é visto como o substituto natural de Bendini.

Segundo interlocutores do Planalto, Caffarelli só não ocupará o posto se não quiser ou se estiver interessado em outra colocação. A avaliação do governo é que ele conquistou espaço e pode escolher para onde quer ir, porque desenvolveu um bom trabalho na pasta.

— O cargo será oferecido a ele e só não será dele se ele não quiser – garante um interlocutor do Planalto.

Bendine foi alvo de denúncias recentes, como o financiamento concedido pelo BB à socialite Val Marchiori em condições favorecidas e o relato de seu ex-motorista, ao Ministério Público Federal, confessando que fez diversos pagamentos em dinheiro vivo a mando do chefe. Com as denúncias, Bendine ficou desgastado demais para fazer o seu sucessor.

Até o nome de Caffarelli surgir como cotado à presidência do Banco do Brasil, as apostas eram de que o vice-presidente de Varejo do BB, Alexandre Abreu, herdaria a cadeira. Entre os funcionários, era dada como certa a ascensão de Abreu porque, desde as denúncias, Bendini afastou-se das atividades do dia a dia do banco. Com isso, o vice-presidente — responsável pelo programa Bom Pra Todos — ganhou mais espaço e, na prática, é quem toca a instituição.

A indefinição deixou o BB em compasso de espera. Projetos foram interrompidos neste ano, e, por enquanto, a ordem é cortar despesas para aumentar o resultado. Até viagens dos executivos foram limitadas para melhorar o balanço. Outra decisão é esperar 30 dias para repor funcionários que saíram do cargo. A contenção de pequenas despesas é cada vez mais importante, já que o banco diminuiu os juros há dois anos, a pedido da presidente Dilma. E não deve elevar tarifas para recompor a margem.

— Do (programa) Bom Pra Todos para cá, todo ano é isso. Os outros bancos podem demitir para aumentar lucro, o BB não. Tem de fazer economia onde dá — pondera um especialista.

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