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Aécio enaltece qualidades de Campos em evento em Recife

Aécio falou sobre sua admiração pelo ex-governador pernambucano e das influências que eles receberam de seus avôs, Tancredo Neves e Miguel Arraes.

Evento de homenagem contou com a presença de amigos e políticos de diferentes partidos.

Fonte: PSDB

Aécio enaltece qualidades de Campos em evento em Recife

O presidente do PSDB destacou a trajetória de Eduardo Campos na vida pública. Reprodução.

Com a presença de familiares, amigos e políticos de diferentes partidos, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, participou nesta segunda-feira (10/08), em Recife, de homenagem ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que completaria 50 anos hoje. Ao lado de Renata Campos, viúva de Eduardo, e dos filhos Maria Eduarda, João, José, Pedro e Miguel, e da mãe de Eduardo, a ministra Ana Arraes, e do irmão Antônio, Aécio falou sobre sua admiração pelo ex-governador pernambucano e das influências que eles receberam de seus avôs, Tancredo Neves e Miguel Arraes.

“Eduardo e eu tivemos a nossa trajetória iluminada por duas árvores, e talvez de alguma forma também protegida pela sombra dessas mesmas árvores, muito frondosas: Miguel Arraes e Tancredo (Neves). Ao contrário do que se pudesse significar para alguns como alguma cobrança excessiva em relação aos nossos caminhos, e falávamos muito sobre isso, isso foi sempre inspiração, foi sempre energia”, destacou Aécio Neves.

O presidente do PSDB destacou a trajetória de Eduardo Campos na vida pública. “Eduardo, um homem que não se encantava pela liturgia do cargo e que sabia conviver com a responsabilidade das funções que executou e, ao mesmo tempo, com uma enorme alegria. Eduardo transbordava alegria. Permitia que a sua responsabilidade convivesse com algo que inspirava e inspira aqueles que de alguma forma tiveram o privilégio de conviver com ele”, afirmou.

A homenagem ao ex-governador que faleceu ano passado, em acidente aéreo, durante a disputa pela Presidência da República, reuniu em Recife os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB); o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e do PPS, deputado Roberto Freire; o prefeito de Recife, Geraldo Júlio; a ex-candidata a presidente Marina Silva; além do presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda; do ministro da Defesa, Jaques Wagner; ex-governadores, senadores e deputados.

Em seu pronunciamento, Aécio Neves lamentou a falta que Campos faz nos quadros da política nacional.

“Se em qualquer tempo, em qualquer país, homens das qualidades, da experiência e da responsabilidade de Eduardo fazem falta, hoje, no momento pelo qual o Brasil passa, e todos nós nos preocupamos cada dia mais com o futuro que está por vir, a ausência de Eduardo se torna ainda maior, quase que insubstituível. Não tenho dúvida de que a palavra dele não seria muito diferente da de muitos que aqui hoje falaram. De cobranças em relação àquilo que deve ser cobrado. De denúncias em relação àquilo que deve ser denunciado, até porque é pedagógico. Mas, acima de tudo, de absoluta responsabilidade para com o Brasil”, disse.

Aécio Neves também agradeceu a Marina Silva, vice de Campos na chapa que disputava as eleições presidenciais, pelo apoio recebido no segundo turno da campanha.

“Eu guardo com muito carinho as suas palavras, no momento da campanha, de dor imensa, você (Marina), me permitiu ter o privilégio e a responsabilidade de dar continuidade a aquele sonho que hoje é de todos nós. A política, se ela traz muitas frustrações, e elas são permanentes, a política também nos permite momentos e situações que talvez nenhuma outra atividade permitisse viver. Conhecer pessoas de gerações, de regiões, de atividades diferentes. E foi a política que me permitiu o privilégio de conviver com Eduardo e de lhe conhecer, Marina, um pouco mais por dentro da sua alma e dizer que alegria: que honra o Brasil ter uma mulher da sua fibra, da sua qualidade intelectual e do seu imensurável valor”, destacou Aécio.

Aécio diz que o Brasil perdeu o medo do PT

Tucano tinha fortes razões para acreditar que venceria, mas reagiu rapidamente à derrota e se prepara para voltar a enfrentar Dilma.

Eleições 2014

Fonte: Veja

Aécio: “O Brasil perdeu o medo do PT”

Aécio Neves é líder de oposição ao Governo Dilma Rousseff: “A sociedade está muito mais atenta, vigilante e serenamente imune ao discurso raivoso dos petistas”. Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil

“O Brasil perdeu o medo do PT”, diz Aécio

Pelo telefone, a voz de Aécio Neves em nada se parece com a do candidato vencido que, no domingo, ao assumir a derrota, discursou em tom abatido por pouco mais de dois minutos. O timbre mudou — é de novo o de alguém em combate. De sua fazenda em Minas Gerais, o tucano falou a VEJA sobre os erros da campanha, os planos para o futuro e o novo país que ele acredita ter saído destas eleições.

O senhor saiu desta eleição com a maior votação que um candidato do PSDB já teve no segundo turno, o apoio de 51 milhões de brasileiros e o título de “líder natural da oposição”. Como pretende usar esse patrimônio?

Pretendo usá-lo para cumprir minha parte no que será a missão do nosso partido a partir de agora: ser a voz e o sentimento de mais de 50 milhões de brasileiros que demonstraram com a contundência do voto que estão cansados da incompetência e dos desvios éticos desse grupo que está no governo. Desvios éticos que na eleição ficaram ainda mais patentes como o modo de ser deles. O uso despudorado da máquina pública e o terrorismo com que o PT intimidou os eleitores são manifestações de uma mesma visão de mundo, a de que eles são donos do país e podem fazer impunemente tudo o que quiserem. Essa violência não tem paralelo na nossa história democrática. Foram cruéis com os eleitores ao mentir descaradamente para eles. Na baixeza para com seus adversários, o PT estabeleceu também um novo e degradante patamar. Primeiro o Eduardo Campos e depois a Marina Silva foram tratados não como adversários políticos com visões diferentes das deles. Foram tratados como inimigos da humanidade, como seres humanos moralmente defeituosos, maus e insensíveis. Uma eleição ganha dessa maneira diminui o Brasil perante o mundo e perante nós mesmos. A torpeza de métodos do PT depois se voltou contra mim com toda a força, o que me fez pensar com mais carinho em Eduardo e Marina, pessoas decentes, figuras públicas com contribuições sociais extraordinárias para o povo brasileiro, destroçadas sem dó pela máquina do PT. Mas essa campanha produziu um avanço importante. Enquanto o PT envenenava o horário eleitoral, surgia nas ruas uma reação espontânea de resistência cívica popular. As pessoas retomaram as ruas, redescobriram a coragem. Finalmente, depois de tantos anos, o Brasil perdeu o medo do PT.

Esse sentimento cívico que o senhor despertou vai durar quanto tempo?

A vitalidade que esta campanha injetou nas pessoas é uma força que não se dissipará facilmente. Ela vai nos manter unidos. Esse Brasil sem medo do PT vai ser percebido logo pelo governo. A sociedade está muito mais atenta, vigilante e serenamente imune ao discurso raivoso dos petistas. A oposição saiu revigorada desse processo. Estou pronto para assumir meu lugar nela.

Sem trégua nem lua de mel, como disse o senador (e candidato a vice na chapa tucana) Aloysio Nunes?

Os 51 milhões de brasileiros que se puseram na oposição nas eleições esperam que seus representantes no Congresso sejam vigilantes e firmes. Que se oponham ao governo, e não ao país. Seremos firmes porque nossos eleitores reprovaram nas urnas os métodos do PT, sua visão de mundo, seus desvios éticos, a forma como compõe o governo e a forma como governa. Não vamos permitir que o governo desvie a atenção dos brasileiros do maior escândalo de corrupção da nossa história, o da Petrobras.

PSB será oposição ao Governo Dilma

Presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, afirmou em entrevista ao Estado que a derrota determinou o posicionamento do partido.

Cenário político

Fonte: Estado de S.Paulo

PSB diz que será oposição ao Governo Dilma

Presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira explica que político não escolhe ser oposição, político é colocado na oposição. Arquivo PSB

Após derrotas, PSB fará ‘oposição de esquerda’

Presidente do partido que era aliado de Dilma até 2013, Siqueira diz que sigla permanecerá fora de base, mas com agenda social

Derrotado na corrida presidencial por duas vezes – no 1.º turno com a candidatura de Marina Silva e, no 2.º, apoiando o tucano Aécio Neves -, o PSB promete fazer oposição ao governo reeleito da petista Dilma Rousseff. O presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, afirmou em entrevista ao Estado que a derrota determinou o posicionamento. “Fomos colocados na oposição porque o candidato que apoiamos (Aécio Neves) perdeu a eleição. Político não escolhe ser oposição, político é colocado na oposição”, disse.

“Os eleitores nos colocaram na oposição e assim vamos nos manter como uma oposição de esquerda do diálogo”, ressaltou o presidente da sigla.

Siqueira não descartou apoiar o governo em projetos que estejam alinhados com esse ideário mais à esquerda. Mas rejeitou, “no momento”, tanto voltar para a base governista como adotar a neutralidade em troca de ministério no segundo mandato de Dilma.

A sigla do ex-presidenciável Eduardo Campos, morto em acidente aéreo neste ano, integrou a base aliada petista até pouco antes da disputa pelo Palácio do Planalto. Mas rompeu para lançar Campos como substituto de Dilma. Marina assumiu o lugar do ex-governador de Pernambuco na disputa e ajudou o partido a eleger a sexta maior bancada da Câmara, com 34 deputados.

O fortalecimento, contudo, não deve ser encorpado com a fusão a outras legendas. “O PSB foi convidado para conversar especialmente com PPS e outros partidos(sobre fusão), mas isso não prosperou”, disse.

“No longo prazo nunca podemos dizer (que não haverá fusão), porque a dinâmica da política pode levar a isso num futuro. Mas, no momento, esse assunto está arquivado.”

Bloco

O dirigente não descartou, porém, a possibilidade de formar um bloco na Câmara ao lado de PPS, PV e Solidariedade. Juntos, os quatro partidos contariam com 67 deputados e formariam a segunda maior bancada – atrás apenas do PT, que elegeu 70 parlamentares.

Da formação desse grupo, segundo Siqueira, poderia sair um nome para disputar a presidência da Casa para a legislatura que começa em fevereiro de 2015. “Nós ainda não temos uma definição, mas isso também pode acontecer. Assim como lançamos candidato contra o Renan Calheiros no Senado e o Henrique Eduardo Alves na Câmara (em 2012). Esse bloco, se for criado, poderá tomar iniciativas similares.”

Excluídos

Embora em busca de uma bancada mais numerosa no Congresso, o presidente do PSB considerou que partidos de oposição, como o PSDB e DEM, não deverão fazer parte do grupo. “O nosso partido, ao fazer uma coligação eventual com o PSDB (no 2.º turno), não alienou o seu ideal. Nosso tipo de oposição será bem diferente da feita por partidos como PSDB e DEM”, comparou. “Vamos primar pelas questões sociais e pelos projetos de natureza mais à esquerda”, indicou.

Aécio condena falta de repasses federais e diz que será parceiro de Pernambuco

“Eu tenho um Nordeste no território mineiro. Meu pai é da região mais pobre do Vale do Jequitinhonha, disse Aécio”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio disse que será parceiro de Pernambuco

Aécio Neves: “O governo petista deixou de repassar R$ 81,8 milhões prometidos para obras importantes no Recife”. Divulgação

Aécio afirma que será o grande parceiro de Pernambuco e condena falta de repasses federais ao Estado

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou nessa quarta-feira (22/10), em entrevista por telefone à Rádio Jornal (do Recife), que uma vez eleito será o “grande parceiro” do governador eleito Paulo Câmara (PSB) e do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB).

Aécio lembrou ter apresentado um projeto de desenvolvimento específico para a região Nordeste, o Nordeste Forte, que teve como uma das inspirações suas conversas com o ex-governador Eduardo Campos, de quem era amigo.

“Eu tenho um Nordeste no território mineiro. Meu pai é da região mais pobre do Vale do Jequitinhonha. O que eu posso garantir aqui é que, a quatro dias desta eleição, eu serei o grande parceiro do prefeito Geraldo Júlio e do governador Paulo Câmara”, disse Aécio.

Retaliação

Aécio condenou a retaliação do governo federal a Pernambuco por parte da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição. Desde o ano passado, Pernambuco aguarda o repasse de verbas para obras no Estado.

“Eu vejo o governo federal deixar de fazer o repasse federal para o Hospital da Mulher, em Recife, ou para área da saúde ou para o novo Pátio da Feira de Afogados simplesmente porque o prefeito Geraldo Júlio e o governador Paulo Câmara tiveram posição solidária a Eduardo Campos”, afirmou Aécio, que recebeu no segundo turno das eleições o apoio do PSB.

O governo petista deixou de repassar R$ 81,8 milhões prometidos para obras importantes no Recife. Do Hospital da Mulher, por exemplo, R$ 48,8 milhões foram prometidos, mas apenas R$ 1 milhão foi repassado. Das demais obras – Escola de Saúde, Reforma do Geraldão, Pátio da Feira de Afogados e pavimentação do Ibura – o governo federal não repassou nenhuma verba.

“Eu acho [a retaliação] um grande equívoco, porque o dinheiro não é deles [do governo do PT]. Não tem esta história de dinheiro estadual e dinheiro federal. Tem de dinheiro público, que é do cidadão”, ressaltou Aécio.

Nordeste

Na entrevista, Aécio reiterou que será o presidente da República do Brasil e do Nordeste. Ele se comprometeu a ampliar o programa Bolsa Família e tratar o Nordeste de forma diferenciada. O candidato antecipou que, em recente conversa com Paulo Câmara e Geraldo Júlio, afirmou que uma das suas prioridades é a nova duplicação da BR 232 – que liga Recife a Parnamirim com mais de 530 quilômetros de extensão.

“Tenho este compromisso com o Estado. Vamos investir em infraestrutura e educação. No meu governo, as obras vão começar e vão ser concluídas. Estamos aí com a transposição [do rio São Francisco], que era para ser inaugurada em 2010. Estamos em 2014 e não se sabe quando fica pronto. A Transnordestina da mesma forma: 10% dos trilhos estão no lugar”, citou o candidato na rádio.

Agressões

Diante dos últimos ataques desferidos pelo ex-presidente Lula, no último dia 21/10 em Pernambuco, contra as lideranças do PSDB, Aécio reagiu afirmando que a política precisa de “mais generosidade”. “O adversário não precisa ser tratado como um inimigo a ser dizimado a qualquer custo”, destacou ele.

No Recife, Lula chegou a comparar os tucanos com “nazistas na Segunda Guerra”, em mais uma incitação ao ódio e às agressões, prática que o PT vem se especializando. Aécio afirmou que a atitude não é própria de uma campanha que está “tranquila”. Ao contrário. “É próprio daqueles que acham que o poder é eterno”, destacou Aécio.

“Não é uma campanha de quem está se sentindo vitorioso”, afirmou Aécio, lembrando que sempre teve “respeito pessoal” por Lula e que teve com ele uma “relação republicana”, quando foi governador de Minas Gerais e o petista, presidente da República.

“O que eu não acho apropriado – e aqui fico apenas nessa crítica – é um ex-presidente da República numa campanha eleitoral ofender adversários apenas porque são seus adversários. Acho que a figura presidencial deve de alguma forma ser preservada”, concluiu Aécio.

Aécio: “É a eleição mais vergonhosa da história da democracia brasileira”

Aécio: “Dilma perdeu totalmente a condição de debater os temas que interessam os brasileiros, porque a campanha dela é uma fraude”, destacou.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio diz que eleição é a mais vergonhosa já realizada no Brasil

No debate promovido pela rede SBT, Aécio denunciou que desconstrução de falas de Dilma se compara ao publicitário nazista Joseph Goebbels. Foto: Marcos Fernandes

“É a eleição mais vergonhosa da história da democracia brasileira”, diz Aécio Neves

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou, nessa quinta-feira (16/10,), em São Paulo, que esta é a “eleição mais vergonhosa da história da democracia brasileira” em razão das fraudes e mentiras disparadas pela presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff.

“Essa é a eleição mais vergonhosa da história da democracia brasileira. A nossa adversária perdeu totalmente a condição de debater os temas que interessam os brasileiros, porque a campanha dela é uma fraude permanente”, destacou.

Aécio apontou a existência de “uma tentativa criminosa de desconstrução dos adversários”, utilizada pelo PT no primeiro turno contra Eduardo Campos e depois Marina Silva, ambos do PSB. E avisou que não permitirá que essa estratégia se repita contra ele.

“São notícias pela metade, inverdades em relação a dados. É uma tentativa criminosa de desconstrução dos seus adversários porque tentou fazer isso com Eduardo e depois com Marina, mas comigo não. A reação será à mesma altura.”

Comparação

Aécio comparou o marqueteiro da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, a Joseph Goebbels, ministro da Propaganda na Alemanha nazista. “A presidente pode fazer todo o esforço que quiser. Ela pode seguir seu marqueteiro, que parece discípulo de Goebbels, que dizia que ‘uma mentira repetida mil vezes se transforma numa verdade’. Mas aqui eu não vou deixar que isso aconteça.”

O candidato lembrou que deixou o governo de Minas com 92% de aprovação, graças a uma gestão honrada, do começo ao fim. “E a atual presidente da República terá como uma das principais marcas do seu governo, além da incompetência, os desvios e a falta de capacidade de enfrentar esses desvios.”

Aécio Neves afirmou que o comportamento da candidata demonstra enorme receio de perder a eleição. “Essa é uma campanha perdedora. Eu acho que a candidata oficial, na verdade, já demonstra um enorme receio de perder as eleições. Essa é a grande realidade. O PT, depois de 12 anos, desta vez, pela primeira vez trabalha, e trabalha pra valer, com a possibilidade de perder as eleições.”

Segundo o candidato, o PT instaurou a prática do “vale-tudo”. “E aí é o vale-tudo, é o fazer o diabo que a presidente dizia, é o vale-tudo que alguns ministros falavam que em uma eleição é aceitável. Não é. O Brasil é uma democracia, e as pessoas têm que ser respeitadas”, afirmou ele.

Mentiras

Aécio ressaltou que a distorção de números sobre Minas Gerais é tão grande que faz parecer que Dilma disputa o governo do Estado, não a Presidência do país. Para ele, isso é um desrespeito aos mineiros.

O candidato afirmou que pretende adotar nos debates as questões sobre o Brasil, enquanto a adversária tenta levantar mentiras para se nivelar com ele. “Ela quer que todos estejam no mesmo nível [nas denúncias de corrupção], mas nós não estamos.”

Aécio lembrou que a verdade prevalecerá o voto soberano do eleitor. Lembrando o debate ainda hoje no SBT, disse que aproveitará essas oportunidades para cobrar de Dilma as mentiras pregadas por ela.

“Nada é mais valioso e nada será mais imperativo para a decisão do eleitor do que a verdade. Eu quero é ir para os debates. Quero, daqui a pouco, olhar nos olhos da presidente, chamá-la para debater o Brasil, cobrar dela as sucessivas mentiras que a sua campanha tem divulgado para todo o Brasil.”

Pesquisas

Aécio Neves afirmou que está extremamente satisfeito com o resultado das pesquisas de intenção de voto. “Nós tínhamos 33% no dia da eleição, em 5 de outubro; hoje estamos com 51% de intenção de votos. Não sei se, em outra campanha da história da democracia brasileira, houve um crescimento tão grande de uma candidatura em tão pouco tempo.”

O candidato afirmou que a sua estratégia permanecerá sendo dizer a verdade. “Eu vou continuar falando a verdade e combatendo a mentira”, afirmou, acrescentando que está “muito feliz” com o apoio de Marina Silva.

Aécio confirmou que nesta sexta-feira (17/10) ele se reunirá com Marina Silva. Ele lembrou que, nos programas de TV do segundo turno, destacou as propostas convergentes, como o compromisso com a democracia, as liberdades de expressão, desenvolvimento sustentável e os avanços sociais, citando a manutenção e aprimoramento de políticas de transferência de renda.

“Essas são as questões básicas, mais relevantes, que nos aproximaram. Vamos conversar amanhã sobre essas questões.”

Aécio propostas: os melhores projetos para o Nordeste

As principais ações são: a ampliação do Bolsa Família, dar continuidade às propostas de Eduardo Campos, criar canais de interlocução com políticos da região e se apresentar como o prefeito da união nacional.

Aécio vai conquistar o Nordeste

Fonte: UOL Eleição

Aécio tem as melhores propostas para o Nordeste

Aécio Neves tem o apoio do cantor cearense Fagner. Foto: Carlo Wrede/Agência O Dia

Aécio tem cinco armas para conquistar o eleitor do Nordeste; conheça

O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) tem uma missão nesta campanha de segundo turno: conquistar o Nordeste. Na primeira rodada da eleição, o tucano obteve somente 15% dos votos na região que é o segundo maior colégio eleitoral do país.

Na reta final do primeiro turno, disposto a ultrapassar Marina Silva (PSB) e conquistar uma vaga para o embate final com Dilma Rousseff (PT), Aécio focou sua campanha na região Sudeste, especialmente nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, os dois com o maior número de eleitores no Brasil.

A estratégia deu certo. O tucano venceu em São Paulo e ultrapassou Marina em Minas, apesar de ter ficado atrás de Dilma. Foi suficiente para garantir a passagem para o segundo turno. Na rodada final desta eleição, porém, Aécio não pode se dar ao luxo de negligenciar o Nordeste. Por causa disso, o tucano tem assumido uma estratégia para conquistar corações e mentes nordestinas. Veja, abaixo, quais são as principais armas da candidatura do PSDB para aumentar sua penetração nos Estados do Nordeste.

As cinco armas para conquistar o eleitor do Nordeste

Aécio tem as melhores propostas para o Nordeste1 Evocação a Eduardo Campos Aécio se esforçou para obter o apoio do PSB e da família do ex-governador de PE Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo. Campos era um dos nomes mais fortes da política nordestina dos últimos anos. Ao obter o apoio de sua família, o que aconteceu no sábado (11), Aécio ganhou o aval que queria para poder vender sua candidatura como aquela que dará continuidade ao projeto do ex-governador. Foto: Reprodução/Twitter/@AécioNeves

 

Aécio tem as melhores propostas para o Nordeste2 Ampliação do Bolsa Família Tido como um dos maiores “cabos eleitorais” do governo Dilma na região, o programa social Bolsa Família tem recebido atenção especial de Aécio. Em mais de uma oportunidade, o tucano já reiterou que não irá, caso eleito, extinguir o programa. Pelo contrário, afirma o candidato, irá aprimorá-lo e aumentar sua abrangência. Além disso, ele tem se esforçado para descolar a marca do Bolsa Família do PTFoto: Carlo Wrede/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

 

Aécio tem as melhores propostas para o Nordeste3 Se aproximar de políticos locais Ciente de que seu nome e sua imagem não possuem a mesma penetração no Nordeste que têm no Sul e Sudeste, Aécio procura lastrear sua candidatura atrelando-a a lideranças políticas locais. Daí a importância do apoio da família Campos. Daí a importância do ato que reuniu mais de cem políticos a seu favor, incluindo ACM Neto (DEM-BA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Foto: Edson Magoolin/Futura Press/Estadão Conteúdo

 

Aécio tem as melhores propostas para o Nordeste4 Lembrar a “Minas Gerais do Nordeste” Para reforçar a ideia de que “governa para os pobres”, e que, portanto, irá governar buscando reduzir a desigualdade entre as regiões do país, o tucano tem citado números que atribui à sua administração em Minas (2003-10). Segundo ele, o Norte de Minas, o Vale do Jequitinhonha e o Vale do Mucuri, as regiões mais pobres do Estado, receberam três vezes mais recursos per capita que o resto do Estado. Foto: Denilton Dias/O Tempo/Futura Press

 

Aécio tem as melhores propostas para o Nordeste5. Presidente da união nacional. Ancorado no mesmo argumento, de que teria governado Minas priorizando a diminuição das desigualdades regionais, Aécio tem dito que é ele o candidato que poderá acabar com a distinção que existe entre Norte e Sul. De acordo com ele, Dilma e o PT têm feito uma campanha que estimula a rivalidade entre o Nordeste e o Sudeste, em um clima de “nós contra eles”, o que gera “divisões contraproducentes”. Foto: Joel Silva/Folhapress

 

PHS declara apoio a Aécio Neves

“Sabemos que o candidato é um excelente estrategista e isso é importante na gestão de um país”- explica o presidente do PHS, Eduardo Machado.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio ganha apoio do PHS

Dia 21 em Goiânia, o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) irá apoiar oficial Aécio Neves. Foto: Divulgação

PHS anuncia apoio à candidatura de Aécio Neves

O Partido Humanista da Solidariedade (PHS) decidiu apoiar o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves (PSDB). O evento oficial de apoio será no próximo dia 21 de outubro, em Goiânia, e contará com a presença do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO), que disputa a reeleição no segundo turno.

Aécio representa a mudança que buscávamos quando decidimos apoiar Eduardo Campos, que infelizmente morreu naquela tragédia aérea. Sabemos que o candidato é um excelente estrategista e isso é importante na gestão de um país. Neste momento, acreditamos que é o melhor caminho para o Brasil”, afirma o presidente nacional do PHS, Eduardo Machado.

A decisão unânime do PHS foi tomada após diálogo com a bancada de deputados federais eleitos no último dia 5 de outubro. O PHS elegeu cinco federais e 11 estaduais em todo o Brasil.

Governo Dilma não respeita a democracia, diz Aécio

Aécio Neves lamentou a avalanche de mentiras que a campanha da presidente Dilma tenta levar à população para tirar proveito eleitoral.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio: Governo Dilma não respeita a democracia

Para Aécio, os brasileiros deixam cada vez mais claro o desejo de se libertar de uma gestão federal ineficiente e sem princípios éticos. Foto: Filipe Redondo/Band

“Brasileiros querem se libertar de um governo que não respeita a democracia”, diz Aécio Neves

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, lamentou nesta terça-feira (14/10), em São Paulo, a avalanche de mentiras que a campanha da petista Dilma Rousseff tenta levar à população para tirar proveito eleitoral. Mas ressaltou que está preparado para enfrentar essa investida. Para Aécio, os brasileiros deixam cada vez mais claro o desejo de se libertar de uma gestão federal ineficiente e sem princípios éticos.

“Esse governo está vivendo seus estertores, a caminho do final, para o bem do Brasil. A palavra que eu mais tenho ouvido nessas minhas últimas andanças é libertação, as pessoas querem se ver libertas das amarras de um governo que não respeita a democracia, que não respeita os seus adversários e que está levando o Brasil à pior equação econômica das últimas décadas, com inflação voltando a sair do controle, com crescimento baixo e com nossos indicadores sociais todos eles piorando”, afirmou Aécio.

Segundo o candidato, a petista comete uma falta gravíssima: o desrespeito à ética. “Uma falta gravíssima de compromisso com aquilo que deveria ser essencial na política, mas para o PT não é: compromisso com a ética, com valores e com princípios”, disse ele.

Mentiras

Aécio afirmou que essa é a disputa eleitoral com o maior número de mentiras e mostrou a disposição de enfrentá-las. “A cada mentira, meu couro endurece. A cada momento, eu tenho mais determinação de encerrar esse ciclo de governo. O que vai prevalecer é a verdade. Estou pronto para disputar e debater com a presidente em qualquer campo, quero debater daqui a pouco, olho no olho, seja no debate da Band, seja naqueles outros que estão por vir”, destacou.

“Essa é a campanha com maior número de mentiras que nós já assistimos em toda nossa história. É o vale-tudo definitivo desse governo. Parece que realmente eles não podem deixar o governo. Mas eu vou enfrentar cada mentira dessas com verdades e com propostas. É assim que eu vou agir”, completou ele.

O candidato lembrou que houve ataques, no primeiro turno, também contra o candidato do PSB, Eduardo Campos, morto em agosto, e Marina Silva – vice na chapa do PSB que assumiu o posto de presidenciável após a morte do ex-governador de Pernambuco. A estratégia, segundo Aécio, revela o desespero do PT com o risco de perder as eleições.

“O desespero do governo e daqueles que estão vendo que a mudança chegou, que esse ciclo de governo está terminando, não tem limites. Fizeram isso com o Eduardo, foram depois calúnias absurdas contra Marina e agora contra mim”, afirmou Aécio.

Aécio reafirmou que sua campanha representa agora o desejo dos brasileiros por mudanças. “A minha candidatura não é uma candidatura de um partido político, é a candidatura que expressa o sentimento de milhões e milhões de brasileiros que não aguentam mais conviver com tanta corrupção, com tanto desrespeito, com tanta mentira, com tanta incompetência. Essas são as marcas desse governo. E, pode ter certeza, a cada ofensa, a cada calúnia que lançarem sobre mim, terão como resposta dez verdades sobre eles”, destacou.

“Serei o melhor presidente para o Nordeste”, diz Aécio

Aécio: “Um dos meus primeiros compromissos será reerguer o Nordeste para que os empregos voltem a ser gerados, as usinas voltem a moer”.

Eleições 2014

Aécio: serei o melhor presidente para o Nordeste


Aécio honrou compromisso com a região do Nordeste em Sirinhaém (PE). Foto: Igo Estrela.

Aécio: serei o melhor presidente para o Nordeste

No primeiro comício do segundo turno das eleições presidenciais, na tarde desse sábado (11/10), em Sirinhaém (PE), o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou que, no futuro, quer ser lembrado como o melhor presidente para o Nordeste do Brasil.

“É claro que, se vencer as eleições, serei o presidente dos brasileiros, mas serei lembrado especialmente por ter sido o melhor presidente para o Nordeste brasileiro. É o Nordeste que precisa da ação e da mão forte do Estado.”

Ao lado de Pedro Campos, filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente de avião em 13 de agosto último, e dos principais líderes do PSB no Estado, Aécio Neves reuniu cerca de 5.000 pessoas no comício de Sirinhaém, cidade que deu à candidata Marina Silva a mais expressiva votação de todo o país, com 74% dos votos, e que agora adere à campanha do tucano.

Esperança viva

O candidato fez uma homenagem a Eduardo Campos, de quem era amigo. “Pude perceber que o sonho, a esperança que Eduardo Campos trouxe pra sua gente continua viva na alma, no coração de todos os pernambucanos.”

Ao final, repetiu a frase dita por Campos na entrevista ao Jornal Nacional na véspera de sua morte. “É daqui que digo aos pernambucanos, aos nordestinos em especial, mas digo a todos os brasileiros, ao seu lado, Pedro, acredite, confie, vou me eleger presidente porque não vou desistir do Brasil”.

Aécio afirmou que a experiência exitosa como governador de Minas Gerais o credencia à missão de governar o país com o olhar voltado para a região Nordeste. “Venho de um Estado, Minas Gerais, que tem para orgulho nosso o Nordeste encrustado no seu território. Quando terminei meu último ano de mandato, meu oitavo ano, tínhamos investido nessa região três vezes mais por cidadão do

Integração nacional

Aécio criticou os que tentam dividir o Brasil entre “nós e eles” e disse que será o presidente da integração nacional. “Não é justo o que aqueles que querem a todo custo se manter no poder tentam fazer com os brasileiros, dividindo o Brasil entre nós e eles, dividindo as nossas regiões, criando inimizades entre os brasileiros. Não! Eu quero ser o presidente da integração nacional, da diminuição das diferenças e da aproximação dos brasileiros em torno de um só projeto de desenvolvimento.”

Aécio Neves assumiu o compromisso de reduzir “as imensas e vergonhosas desigualdades” existentes no país. Para isso, disse que irá tratar os desiguais de forma desigual. “Isso significa mais investimento no Nordeste, mais oportunidade de geração de renda, mais trabalho e mais desenvolvimento.”

Programas sociais

Reafirmando o discurso pela mudança do Brasil, o candidato a presidente do Brasil reiterou o compromisso com programas sociais, como o Bolsa Família. “Eu vim para mudar o Brasil. Não aguentamos e não aceitamos mais tanto descompromisso com a ética e tanto desinteresse em fazer as coisas melhorarem no Brasil. Serei, estejam certos disso, o governador que vai não apenas manter os programas sociais, como ampliá-los em benefício daqueles que mais precisam.”

Aécio destacou que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, “não são uma benevolência, um favor de um partido político; são um direito da população brasileira”. Acrescentou que irá não apenas manter como melhorar o programa, porque fará o Brasil voltar a crescer e gerar empregos. “Crescendo, teremos possibilidades de aumentar o reajuste, de aumentar o emprego e de dar uma vida mais digna a tantas e tantos brasileiros.”

Campanha com a verdade

Aécio Neves citou afirmação do prefeito de Recife, Geraldo Julio, de que a campanha dele está assustando a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff. “Basta ver quando a presidente aparece na televisão. A expressão dela é de desespero. Aí vêm as calúnias, as ofensas, as mesmas que sofreram Marina e Eduardo.

O candidato disse que retrucará cada mentira com uma proposta concreta. “Não tenham dúvidas de que, a cada ataque, a cada mentira, a cada calúnia, eu reponderei com a minha verdade e com uma nova proposta para melhorar a vida dos brasileiros.”

Zona da Mata

Aécio também assumiu o compromisso de reerguer o setor sucroalcooleiro. Sirinhaém está localizada na Zona da Mata e tem no cultivo da cana de açúcar a sua principal atividade econômica.

“O governo do PT desorganizou o setor sucroalcooleiro brasileiro. Um dos meus primeiros compromissos será reerguê-lo para que os empregos voltem a ser gerados, as usinas voltem a moer e o povo trabalhador volte a ter sua renda garantida e sua dignidade preservada”, afirmou, arrancando aplausos.

Comício

Em clima de festa, 5.000 pessoas recepcionaram o candidato, que andou em carro aberto por cerca de 200 metros até o palco montado para o comício. No trajeto, inúmeras pessoas saíram às ruas vestidas de amarelo para cumprimentá-lo; outras aglomeraram-se em varandas, escadas e janelas para acenar para ele.

Antes dele, falaram líderes locais como o prefeito de Sirinhaém, France Hacker; o prefeito de Recife, Geraldo Julio; o senador eleito Fernando Bezerra Coelho; o governador João Lyra e o governador eleito, Paulo Câmara. Todos defenderam o nome de Aécio e o projeto de mudança na condução política do país.

O comício atraiu eleitores de toda a região da Zona da Mata, como a comerciante aposentada Thereza Marinho Cidrim, 75 anos, filiada ao PSB e ex-vereadora, que mora em Barreiros, município vizinho a Sirinhaém. “Precisa mudar muita coisa na educação. Precisa também pensar nos idosos, que reclamam muito que ninguém dá valor a eles.”

Também estava presente Raffiê Delon, presidente da Juventude do PSDB-PE, que mora em Caruaru e continua confiante na vitória de Aécio. “A gente acreditou desde o início”, afirmou.

Aécio Neves diz que sonho e legados de Campos são exemplo

“Estamos hoje resgatando compromissos e fazendo um governo para aqueles que mais precisam”, afirmou Aécio.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio: sonho e legados de Campos são exemplo

Familiares do ex-governador Eduardo Campos aprovam Aécio à Presidência da República. Foto: Orlando Brito.

Sonhos e legado de Eduardo Campos são exemplo para mim, diz Aécio Neves

Ao lado da família do ex-governador Eduardo Campos, morto em agosto, e integrantes do PSB de Pernambuco, o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou nesse sábado (11/10), no Recife (PE), que sua candidatura representa o desejo daqueles que querem a retomada da ética na política. Emocionado, Aécio disse se inspirar em Eduardo Campos.

Três dos cinco filhos de Eduardo Campos, João, Pedro e Eduarda, estavam presentes no encontro com representantes de movimentos sociais. “Eu me sinto, a partir deste instante, responsável dentre tantas expectativas que a mudança gera na sociedade brasileira, para levar a cada canto deste país, no limite das minhas forças, o legado e os sonhos deEduardo Campos, governador dos pernambucanos e símbolo da boa política”, afirmou Aécio.

Aécio afirmou que um “programa de governo é uma obra em eterna construção”. “A partir desse instante estamos construindo um projeto comum”, disse. “Não é mais a candidatura do PSDB e seus aliados, mas é a candidatura daqueles que não aceitam mais as sucessivas denúncias que afetam o campo ético.”

O candidato apresentou o documento de compromissos “Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável”. Nele, Aécio ressalta o comprometimento com metas da Coligação Muda Brasil, do PSB, da Rede, do PPS, PSC e PV.

Eixos

Ao detalhar o documento, Aécio reiterou que seus compromissos se sustentam em três eixos: o cuidado com a natureza, a atenção às pessoas e a adoção de políticas macroeconômicas que possibilitem uma “sociedade mais justa” para todos. Ele lembrou as ações implementadas durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique, que ampliou os benefícios para os idosos e pessoas com deficiência, executou políticas de reforma agrária e programas sociais.

Ao mencionar alguns dos compromissos, o candidato citou exemplos de políticas públicas a serem adotadas, como a determinação de aperfeiçoar o programa Bolsa Família, além de medidas para incentivar o crescimento do país, preservando e protegendo o meio ambiente.

Aécio criticou a negligência do governo atual em relação à demarcação de terras indígenas e aos produtores rurais. Segundo ele, é fundamental trabalhar para “revigorar a nação, fortalecendo as nossas bases”. O candidato afirmou ainda estar determinado a colocar a questão das mudanças climáticas em destaque nas discussões.

Sonho

Aécio reiterou que é essencial trabalhar em conjunto para que a democracia seja vivida de forma plena no Brasil. “A democracia, tal como a concebemos, não se faz destruindo os órgãos de Estado ao sabor de interesses partidários privados”, ressaltou ele, lembrando o desmonte das agências reguladoras e de algumas empresas estatais. Como fez em ocasiões anteriores, ele reiterou que pretende acabar com a reeleição para cargos do Executivo.

Aécio agradeceu o apoio da família de Campos e dos vários políticos presentes, como Beto Albuquerque, vice na chapa de Marina Silva, o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, o ex-ministro Fernando Bezerra, todos do PSB, e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), entre outros.

“Estamos hoje resgatando compromissos e fazendo um governo para aqueles que mais precisam”, afirmou Aécio. “É preciso devolver o Estado à sociedade brasileira”, acrescentou ele, reiterando sua determinação em discutir e levar adiante a proposta de reforma política. “[Vamos trabalhar por uma] sociedade mais justa, decente e sustentável.”

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