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TRE-MG desaprova contas e aplica multa de R$ 50 milhões a Fernando Pimentel

Parecer do corpo técnico do tribunal será submetido ao procurador e juiz eleitoral. Inicialmente foram identificadas 19 irregularidades.

Ainda restam  duas “falhas de natureza grave” e outras três impropriedades não sanadas

Fonte: Hoje em Dia 

TRE-MG analisa aplicação de multa de R$ 50 milhões a Pimentel

Fernando Pimentel extrapolou em R$10.171.169,64 seu limite de gastos. Já a outra falha grave diz respeito a propaganda e publicidade. Foto: William Volcov/AE

Corpo técnico do TRE pede desaprovação de contas de Pimentel e aplica multa de R$ 50 milhões

O órgão técnico do Tribunal Regional Eletoral (TRE) de Minas Gerais opinou pela desaprovação das contas de campanha do governador eleito, Fernando Pimentel (PT). Uma multa de R$ 50 milhões, referente a cinco vezes o valor gasto a mais na campanha, também foi aplicada pelos técnicos. Agora, o parecer dos técnicos segue para apreciação do procurador regional eleitoral e, posteriormente, para o juiz relator Paulo Regério Abrantes, que decidirá se acata ou não o pedido. A consequência da desaprovação pode ser a cassação do registro ou a não diplomação.

Conforme o Hoje em Dia mostrou em 14 de novembro, o corpo técnico da Corte Eleitoral havia encontrado 19 irregularidades na prestação de contas do petista, que foi eleito no primeiro turno em disputa com o tucano Pimenta da Veiga. Na oportunidade, o tribunal deu prazo para campanha regularizar a contabilidade, o que não aconteceu. Entre as irregularidades apontadas no novo relatório do TRE, divulgado hoje, existem duas “falhas de natureza grave” e outras três impropriedades não sanadas. Segundo a primeira falha grave, o candidato extrapolou em R$10.171.169,64 seu limite de gastos. Já a outra falha grave diz respeito a propaganda e publicidade.

Inicialmente, a campanha foi estimada em R$ 42 milhões, mas acabou saindo por R$ 52 milhões. A defesa do petista alega que os gastos de campanha do Comitê Financeiro Único do PT-MG foram também realizados na campanha do candidato. “Que a campanha foi empreendida tanto na prestação do candidato, quanto na do comitê. Aponta que a transferência da conta do candidato para a conta do comitê não gerou nenhuma despesa nova, razão pela qual não pode ser considerada no limite de gasto do candidato”, diz parte do documento relativo à defesa de Pimentel.

Em análise, os técnicos consideraram que partidos podem realizar despesas para as campanhas e são responsáveis pelos seus gastos; ou os candidatos podem fazê-lo, também sob sua responsabilidade. Assim, o partido pode gastar e doar para o candidato, mas não pode gastar pelo candidato sem repassar tais recursos a este beneficiário. Cada qual faz gastos sob sua responsabilidade.

“No entendimento da Unidade Técnica o limite de gastos para o cargo governador pelo PT foi estabelecido, segundo a legislação em vigor, como sendo de R$42.000.000,00 (quarenta e dois milhões de reais). O candidato contrariou o limite imposto e extrapolou o valor à revelia do que lhe foi atribuído, não tomando as devidas providências ou as cautelas necessárias para se manter dentro do limite de gasto estabelecido pelo seu partido e pela legislação”, diz o relatório dos técnicos.

De acordo com a segunda falha grave apontada, o candidato alega que as propagandas e publicidades flagradas pelo Sistema de Controle Concomitante de Financiamento de Campanha – SICOF – desta Justiça Eleitoral não eram de conhecimento do candidato. A defesa do petista alegou que não há como presumir que o candidato majoritário tenha ciência de todo o material gráfico e publicitário que utilizava sua imagem e que era produzido por terceiros. “O próprio candidato lançou várias destas em sua prestação de contas. A responsabilidade do candidato neste caso não pode ser minimizada, haja vista que o controle da imagem e demais itens ofertados através do seu site na internet deveriam ter sido gerenciados”, aponta o relatório.

A campanha petista conseguiu sanar 15 irregularidades. A assessoria do PT foi procurada e informou que está levantando as informações para se manifestar sobre o assunto.

Operação Curinga: PT teria trocado Bolsa Família por votos em Minas

Durante Investigações, a PF deparou-se com fortes indícios de crime eleitoral em benefício de candidatos da coligação do PT.

Nomes dos deputados petistas Reginaldo Lopes e do deputado estadual Paulo Guedes foram citados no relatório parcial da PF.

Fonte: Hoje em Dia

Operação Curinga: PT teria trocado Bolsa Família por votos

Vice-prefeito Toninho da Barraca (PT) foi flagrado “negociando” voto com eleitores. Divulgação

Polícia diz que PT trocou até Bolsa Família por votos

A Polícia Federal (PF) deflagrou nessa terça-feira (18) a operação “Curinga” com o intuito de coibir fraude nos cofres da Previdência Social no Norte de Minas. No curso das investigações, a PF deparou-se com fortes indícios de crime eleitoral em benefício de candidatos da coligação do PT. Dessa forma, a operação policial será desmembrada.

Isso porque os nomes dos deputados petistas Reginaldo Lopes, reeleito para a Câmara dos Deputados e cotado para assumir o Ministério da Educação, e do deputado estadual Paulo Guedes foram citados no relatório parcial da PF. O envolvimento dos parlamentares com a quadrilha do INSS foi descartado, mas eles podem ter sido beneficiados eleitoralmente.

O esquema de fraude na Previdência foi montado dentro da prefeitura e da Câmara Municipal de Monte Azul. O escritório do INSS em Espinosa, cidade localizada a 40 Km de Monte Azul, foi utilizado pelo bando. Os principais políticos de Monte Azul estão diretamente envolvidos com o rombo nos cofres da Previdência, estimado em R$ 200 mil, e com os crimes eleitorais. Entre eles, o vice-prefeito, três vereadores, três secretários da prefeitura, além do sindicato de trabalhadores rurais da cidade, todos eles ligados ao PT. A partir de documentação forjada, o grupo conseguia aposentadoria para pessoas que nunca foram trabalhadores rurais.

O Hoje em Dia teve acesso aos documentos e aos grampos telefônicos da investigação. De acordo com o inquérito, benefícios previdenciários, materiais de construção, combustível, além de cadastros do Bolsa Família, auxílio-doença, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e até dentaduras foram oferecidos em troca de voto.

Além da Zona da Mata, o Norte de Minas foi a região na qual a presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT) obteve maior vantagem perante o tucano Aécio Neves, seu principal oponente. Em Monte Azul, por exemplo, Dilma obteve 76% dos votos da cidade, enquanto Aécio ficou com 14%. Guedes e Lopes conquistaram 30% dos votos válidos do município. Lopes foi o mais votado, e Guedes, o segundo.

Em um dos grampos telefônicos, o vereador Geraldo Moreira dos Anjos, o Ladim (PT), foi flagrado orientando o eleitor Flávio Custódio Teixeira a votar nos candidatos do PT. O vereador petista, segundo o inquérito, intermediou a inclusão da mulher de Teixeira na lista do Bolsa Família. A inclusão dela no cadastro será investigada, já que a maioria das benesses, especialmente os programas de transferência de renda e as aposentadorias, foram destinadas a pessoas que não poderiam ser contempladas.

Em outro diálogo, o vice-prefeito de Monte Azul, Antônio Idalino, o Toninho da Barraca (PT), foi pego autorizando o caminhão-pipa da cidade a fornecer água para uma piscina na casa de um eleitor. Numa outra conversa, o petista determina que a dentista da prefeitura faça dentaduras para eleitores.

Vice, vereadores e secretários envolvidos

Contra o vice-prefeito de Monte Azul, Antônio Idalino Teixeira, o Toninho da Barraca (PT), a Justiça Federal em Montes Claros, no Norte de Minas, decretou mandado de condução coercitiva e busca e apreensão na casa do político e na prefeitura. Ele é considerado uma das principais peças do esquema.

O servidor do INSS de Espinosa Ronaldo de Medeiros Boeira e os vereadores Geraldo Moreira dos Anjos, Geraldo Ladim (PT), e Marineide Freitas da Silva, a Marineide do Sindicato (PT), foram presos temporariamente.

O mesmo ocorreu com o presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Monte Azul, Antônio Tolintino, e seu secretário, Nilton Rodrigues Nunes. Conforme as investigações, os dois são suspeitos de fraudar os processos de aposentadorias rurais por tempo de serviço. Os benefícios eram concedidos a pessoas que não preenchiam os requisitos legais.

Já o vereador Francisco de Assis Gonçalves Dias, o Diassis (PP), foi conduzido para prestar depoimento e teve a casa vasculhada pelos federais. Depois do interrogatório foi liberado.

Três secretárias de Monte Azul também estão entre os investigados. São elas: Aurélia de Paula Santos (Educação), Vanessa dos Anjos Dias (Saúde) e Cássia Michele Gomes (Finanças). Para as três, foram expedidos mandados de condução coercitiva, além de busca e apreensão em suas residências e na prefeitura.

Durante todo o dia, a reportagem fez contatos com a prefeitura e com a Câmara Municipal de Monte Azul, mas até o fechamento desta edição ninguém foi encontrado para comentar a ação da PF.

Em entrevista ao Hoje em Dia, o deputado Paulo Guedes classificou a operação de “factoide eleitoral”, mas comprometeu-se a averiguar o assunto. “Se houve alguma irregularidade, não tenho nada a ver com isso. Obtive 165 mil votos em todo o Estado. É impossível policiar todos os aliados”, declarou.

Mais votado do PT em Minas, o deputado federal Reginaldo Lopes foi procurado no celular e em seu gabinete, em Brasília. A assessora de imprensa do parlamentar em BH chegou a atender os telefonemas do Hoje em Dia. Alegou que o parlamentar estava com a agenda cheia de compromissos. Depois, informou que o parlamentar não iria se manifestar nessa terça.

Operação ‘Curinga’ tem 19 alvos

Ao todo, 19 pessoas são alvo da operação “Curinga”, sendo que 17 foram levadas para a sede da Polícia Federal (PF) em Montes Claros, no Norte de Minas, e outras duas são procuradas. A polícia informou ainda que 39 mandados judiciais de busca e apreensão, condução coercitiva e sequestro de bens estão sendo cumpridos.

Uma segunda fase da operação “Curinga” será deflagrada para reprimir possíveis crimes eleitorais. Os investigados responderão, neste primeiro momento, por crimes contra a administração pública, estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica, dentre outros. Uma vez condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes podem ultrapassar 20 anos.

PT encolhe em 4 dos 5 maiores colégios eleitorais do país

A partir de 2002, o PT vem perdendo força nos cinco maiores colégios eleitorais do país, que somam 77 milhões de eleitores.

Eleições 2014

Fonte: O Globo – Na base de Dados 

PT fica menor em 4 dos 5 maiores colégios eleitorais

Depois da vitória de Lula em 2002, votação do PT vem caindo. Foto: Andre Dusek/AE

PT perde força em quatro dos cinco maiores colégios eleitorais do país

Os cinco maiores colégios eleitorais do país somam 77 milhões de eleitores, ou seja, 54% dos eleitores estão concentrados em apenas cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. Entre eles, como sabemos, São Paulo lidera com mais de 31 milhões de eleitores. A força desses estados numa disputa presidencial é considerável e pode ser decisiva. O Núcleo de Jornalismo de Dados do GLOBO organizou gráficos com os desempenhos do PT e PSDB nesses colégios eleitorais nas disputas presidenciais do 2º turno desde 2002.

Os dois partidos que têm liderado o processo eleitoral brasileiro apresentam forças bastante distintas nesses estados, sobretudo a partir de 2002 e, ao que tudo indica, em três desses estados, o PT vem perdendo força; num quarto só teve a hegemonia dos votos em 2002; enquanto em outro tem conseguido manter a sua força. Com exceção desse últimocolégio eleitoral, as tendências observadas nos demais apontam para uma maior resistência dos eleitores aos candidatos do PT, sugerindo que o partido poderá ter enormes dificuldades de ampliar a sua votação nessas áreas nas próximas eleições presidenciais. O Blog do Núcleo de Dados conversou com o cientista político e professor da Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio) Felipe Borba para compreender melhor o cenário.

Depois da vitória em 2002, o PT perdeu espaço no estado mais populoso do país. Este ano, a distância entre o PSDB e o PT em São Paulo alcançou 29 pontos percentuais. Um recorde no estado que tem grande força de influência política e econômica no país e vem sendo administrado há duas décadas pelo PSDB. De 2015 a 2018, São Paulo vai continuar com a administração tucana, com Geraldo Alckmin à frente do estado.

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O estado liderado pelo então candidato Aécio Neves, Minas Gerais, tem dado vitórias seguidas aos candidatos do PT desde 2002, porém, essas distâncias estão diminuindo. O declínio da força do PT em Minas começou em 2006 e, este ano, apresentou uma diferença em relação ao PSDB de apenas cinco pontos percentuais. Em 2002, essa diferença a favor do PT era de 33 pontos percentuais. Portanto, em quatro eleições, o Partido dos Trabalhadores perdeu 28 pontos percentuais de frente sobre o PSDB, um declínio médio de 7 pontos a cada eleição.

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Depois da vitória esmagadora de Lula em 2002, a votação do PT no Rio de Janeiro também vem caindo. Em 12 anos, o partido viu sua força eleitoral encolher 24 pontos percentuais. Na eleição de Lula, o PT apresentou uma vantagem de 58 pontos percentuais sobre o PSDB no Rio. Este ano, a diferença caiu para 10 pontos percentuais. O interessante no caso do Rio é que o estado, nesse período, não foi administrado pelos dois partidos, mas pelo PSB e PMDB.

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Na Bahia, o domínio petista atingiu o seu auge em 2006. Apesar da pequena queda em 2010 e 2014, o partido continua mantendo uma ampla vantagem sobre o PSDB. Esta ano, a vantagem chegou a cerca de 40 pontos percentuais. Dos cinco maiores colégios eleitorais, a Bahia, administrada pelo petista Jacques Wagner, é o único que o PT mantém a hegemonia dos votos no segundo turno. O PT vai governar a Bahia novamente entre 2015 e 2018.

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O PT não vence no estado do Rio Grande do Sul desde 2002, ano da eleição de Lula. No segundo turno de 2014, essa diferença foi de sete pontos percentuais a favor do PSDB.

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Ao que tudo indica, o PT vem perdendo força de mobilização eleitoral em pelo menos 4 dos cinco maiores colégios. O que pode explicar essa perda de força do PT?

Felipe Borba: A perda de força nesses grandes centros é o que explica, em parte, a diminuição da diferença entre o PT e o PSDB no segundo turno desde a primeira vitória do Lula em 2002. Difícil apontar um único fator. Há, naturalmente, o desgaste do partido depois de 12 anos no poder. É difícil manter uma hegemonia tão forte por tanto tempo. Outra razão é que a dificuldade de o governo em resolver questões urbanas, como mobilidade e atendimento de saúde, que nos centros são caras e lentas. Melhorar a vida dos pequenos municípios é, sem dúvida, muito mais fácil.

Se as tendências se mantiverem, é possível que o PT continue vencendo na Bahia em 2018, contudo, parece haver um aumento da força do PSDB nos outros estados nas disputas de segundo turno. Há saída para o PT?

Borba: O partido precisa se reinventar depois de tantos anos no poder – e isso não é simples. Se mantiver a tendência de diminuição da diferença, é bem provável que o PSDB vença em 2018. Se reinventar, nesse caso, é enfrentar os problemas dos grandes municípios, sinalizar que o foco do governo é o Brasil inteiro e não apenas os pobres, mostrar para a classe média que também está de olho nos seus problemas. O clima de opinião é desfavorável nos grandes centros.

O movimento ascendente do PSDB em SP em parte se reflete no domínio do partido nesse estado no controle da máquina estadual. Isso poderia ser interpretado também no caso da Bahia, com o PT comandando a máquina. Agora, e no Rio de Janeiro onde o PSDB vem crescendo embora a máquina seja controlada pelo PMDB. O que poderia explicar esse movimento?

Borba: Num certo sentido, o voto no Rio vem repercutindo essa tendência nacional de diminuir o voto no governo e aumentar o da oposição. Mas não podemos esquecer que, no Rio, houve uma briga entre a máquina estadual e a federal. O movimento Aezão não deu a vitória ao Aécio, mas ajudou muito que o PT não repetisse o desempenho dos pleitos anteriores.?

 A eleição de 2014 deu sinais de que o PT enfrenta agora uma situação muito diversa daquela de 2002 quando chegou ao poder.

Borba: Como eu disse, a tendência dos votos no segundo turno indica o favoritismo do PSDB para 2018. A boca do jacaré está fechando. A diferença que foi de mais de 20 pontos percentuais em 2002 cai para 3 pontos percentuais agora. Agora dependeremos da conjuntura de 2018 para ter certeza do quadro. Alckmin, possível candidato do PSDB, tem quatro anos como governador e a crise de falta d´água para enfrentar. Se fracassar nessa tarefa, sairá enfraquecido. Também é importante saber se o Lula volta ou não. Uma liderança carismática é capaz de alterar tendências desfavoráveis.

Ferreira Gullar adverte: “a saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”

O mais novo imortal da ABL fala de sua decepção com o Partido dos Trabalhadores e afirma que fazer poesia não depende de sua vontade.

Eleições 2014

Fonte: IstoÉ

 

Gullar explica que “A saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”. Foto: Divulgação.

Gullar explica que “A saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”.
Foto: Divulgação.

“A continuação do PT no poder é um desastre”

O poeta e mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) fala de sua decepção com o Partido dos Trabalhadores e afirma que fazer poesia não depende de sua vontade.

O poeta maranhense Ferreira Gullar, 84 anos, acaba de ser eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), depois de décadas recusando a honraria. Recebeu 36 dos 37 votos, sendo um em branco. Ele aceitou ocupar a cadeira 37, que pertenceu ao presidente Getúlio Vargas (1882-1954) e ao jornalista e empresário Assis Chateaubriand (1892-1968), simplesmente porque ela foi ocupada, por último, por seu amigo e também poeta Ivan Junqueira, falecido em julho. Mas a eleição que o mobiliza, atualmente, é a presidencial. Notório crítico do Partido dos Trabalhadores, ele diz que “a saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”.

Após ter votado em Marina Silva (PSB) no primeiro turno, Gullar, agora, optou por Aécio Neves (PSDB). Ex-comunista e ex-exilado pela ditadura, o poeta concorda que o ideal de sociedade mais justa é difícil de ser alcançado, mas defende que ele seja perseguido por todas as pessoas de boa-fé. Residente no mesmo apartamento há décadas, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, ele se diz feliz na companhia de muitos livros, quadros e da gata, cujo nome é Gatinha.

O sr. escreveu, antes do primeiro turno, que esta eleição é das mais imprevisíveis e tumul­tuadas. Continua achando?

FERREIRA GULLAR

Acho que o Aécio (Neves-PSDB) tem chances de ganhar. Pode ser que não ganhe, mas acompanhe: quem votaria na Dilma (Rousseff-PT) no primeiro turno já votou. O Aécio, porém, teve seus votos divididos com a Marina (Silva-PSB). Então, agora, quem tem possibilidade de crescer é ele. Acho que a margem de crescimento dela é muito pequena. É, aliás, o que eu desejo. Desejo que a Dilma perca a eleição. Doze anos no poder não tem cabimento, e ainda quer ficar mais!

O sr. também acha que os 20 anos do PSDB em São Paulo são um exagero?

FERREIRA GULLAR

Só que não tem essa safadeza, essa corrupção toda. O Geraldo Alckmin (PSDB) é um homem limpo.

O sr. vota em Aécio porque acredita que ele é a melhor opção ou porque ele é oposição ao PT, que o sr. critica tão fortemente? 

FERREIRA GULLAR

São duas coisas: primeiro, alguém tem que substituir o PT, chega de PT. Segundo, não tenho dúvida de que o Aécio é essa pessoa. Pelo governo que fez em Minas Gerais, acho que ele não é um irresponsável, pelo contrário. Deu uma prova admirável quando caiu nas pesquisas, ficou com menos de 20%, mas continuou na batalha, dizendo que ia para o segundo turno, que ia ganhar. Achei aquilo curioso. Achei que ele estava querendo apenas não jogar a toalha, não se dar por vencido. Mas não, ele mostrou uma capacidade, uma raça que é coisa muito positiva. E o Brasil precisa de uma pessoa assim, dada a situação que o PT criou para o País.

Qual situação?

FERREIRA GULLAR

O Brasil está encalacrado, com a economia em crise, a inflação subindo, uma corrupção espantosa. Não pode continuar isso. Acho que a saída do PT do poder é uma revolução no Brasil. E a continuação é um desastre. Quando o PT foi criado, eu fiquei a favor, acreditava que seria benéfico para o País, para fazer avançar essa luta pela sociedade mais justa, e depois me desapontei. Tenho sempre criticado o governo do PT, continuo nessa visão crítica, e torcendo para alguém vencer o PT. Torci pela Marina no primeiro turno porque parecia que ela é que iria disputar o segundo turno com a Dilma. Mas agora é o Aécio. Eu o conheço, sei que é competente, capaz, e apoio a candidatura dele.

Atualmente, o que atrai mais seu interesse, a poesia ou a política?

FERREIRA GULLAR

Não sou político. Sou cidadão e tenho uma coluna num grande jornal (“Folha de S.Paulo”) em que posso emitir minhas opiniões. Agora, o País é uma coisa que me preocupa o tempo inteiro. A poesia é outra coisa. Dou minha opinião de cidadão, pai de família, com filhos e netos, que compreende que a sociedade brasileira é muito injusta, e isso tem que ser mudado, corrigido, e é obrigação de cada um de nós lutar contra isso. Não se pode aceitar a desigualdade que existe no Brasil, os hospitais cheios de pessoas morrendo sem ser atendidas, ou o ensino péssimo. Paga-se mal aos professores, que têm que trabalhar em quatro ou cinco lugares para sustentar a família.

O sr. tem feito poesia?

FERREIRA GULLAR

Não. A poesia depende de fatores que não dependem da nossa vontade. Posso determinar que vou escrever uma crônica amanhã sobre tal coisa. Mas não posso dizer que vou escrever um poema amanhã, porque vai sair uma bobagem. O poema, como digo, nasce de um espanto, não é uma coisa que sai por querer. Mas eu parei de me espantar. Só me espanto com a corrupção – mas a corrupção não merece um poema.

E os quadros? Tem pintado? Algum novo livro?

FERREIRA GULLAR

Meu hobby é pintar, desenhar, fazer colagens. E esse hob­by vai ganhar uma exposição em São Paulo, em novembro, e depois outra no Rio. Tem um livro de colagem que está sendo feito e deverá ser publicado no começo do ano que vem, por uma editora nova, a Edições de Janeiro. E tem, também, por essa mesma editora, um livro que venho compondo há 30 anos, que se chama “O Prazer do Poema”. São os que li e que mais me comoveram e encantaram, de autoria de outros poetas. Deve sair no fim deste ano ou no começo do outro.

O sr. sempre recusou se candidatar a vagas na Academia Brasileira de Letras. Por que aceitou, agora?

FERREIRA GULLAR

Demorei porque não fazia parte do meu projeto de vida entrar para a Academia, nunca tinha pensado nisso. Há pessoas que têm entre seus objetivos conseguir um lugar na ABL. Eu não. Quando me convidavam, eu falava que não tinha interesse; isso levou anos e anos. Mas alguns amigos insistiam, insistiam, e eu comecei a me sentir mal, um pouco arrogante, o dono do pedaço… Quando morreu o (poeta) Ivan Junqueira (1935-2014), que era um grande amigo, pessoa por quem eu tinha muito afeto, pensei: “Bom, já que vou ter que entrar, vou entrar no lugar do Ivan, que é meu amigo, uma cadeira que me honra.”

Como está se sentindo eleito? 

FERREIRA GULLAR

A posse é em dezembro. Se aceitei me candidatar é porque vou aceitar o convívio na Academia. Tenho muitos amigos lá, e nada tenho contra. Evidentemente, sou bastante ocupado, nem sempre estarei lá. Mas o compromisso que tenho que assumir assumirei. Pretendo frequentar e cumprir com a minha obrigação.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), vai oferecer o fardão, como é praxe, já que o sr. é maranhense. O sr. se sente confortável, já que o Maranhão é o Estado com maior número de miseráveis do País?

FERREIRA GULLAR

O Sarney foi meu colega de juventude, nós temos a mesma idade praticamente e fazemos parte da geração que mudou a literatura maranhense, que renovou. Mais tarde, conheci a Roseana, muito cordial, gentil. Eu não vivo no Maranhão, eu vivo no Rio. Mal tomo conhecimento disso, não estou envolvido com a política do Maranhão, faço questão de não me envolver nisso. Acho o Sarney uma pessoa afetuosa, gentil. Fez uma carreira política que o levou até a Presidência da República, certamente por isso também.

O sr. começou sua militância política no Maranhão? 

FERREIRA GULLAR

Não. Eu entrei para o Partido Comunista por causa do golpe militar (1964) porque eu sabia que ia lutar contra aquele regime que estava surgindo, e não ia lutar sozinho. Depois, aconteceu comigo o que aconteceu com muita gente; fui preso e exilado.

Como se define politicamente hoje? 

FERREIRA GULLAR

Eu acho que, hoje, essas denominações de direita e esquerda se tornaram bastante precárias, já não têm mais a nitidez que tinham na época em que a gente estava lutando pela reforma agrária, etc., o que resultou no golpe militar. Mas, com o fim do socialismo real, o fim da União Soviética e o fato de hoje a China e a Rússia serem, de fato, capitalistas, é uma teimosia o cara se prender a essa ideologia que não deu certo. É um sistema que fracassou. Querer a sociedade justa e a igualdade entre as pessoas é uma coisa muito correta. Agora, a maneira como isso se transforma em função administrativa está errada, não dá certo. O capitalismo, que é o regime da exploração, se baseia na iniciativa privada e a cada momento milhões de pessoas criam empresas. Isso é uma força produtiva muito grande. Mas não pode comparar isso a seis burocratas dizendo como o país deve funcionar, como é que a economia deve ser.

A sociedade justa é definitivamente uma utopia?

FERREIRA GULLAR

A sociedade justa deve continuar sendo o objetivo de todas as pessoas de boa-fé, honestas e solidárias com os outros. O que eu digo é que aquela tentativa não deu certo, mas não quer dizer que não seja possível. Acho que tem de continuar buscando o caminho. O que não pode, realmente, é ter um sujeito que ganha US$ 1 milhão a cada cinco minutos e outro que ganha US$ 500 por mês. Não dá, né?

O sr. tem um filho com esquizofrenia. O que acha do uso medicinal da maconha para tratamento de doenças como essa? 

FERREIRA GULLAR

Meu filho hoje vive normalmente com os remédios que são resultado de pesquisas durante décadas e décadas. Funcionam muito bem. Agora, isso é a minha opinião. Hoje, qualquer opinião contrária a coisas dessa natureza é tachada de preconceito. Se de fato a maconha tem qualidades medicinais, e pode ser, não sou médico para dizer que não, acho certo usar. Não sou contra o uso medicinal da planta. Mas dizer que a maconha é inofensiva para ser usada como divertimento eu acho perigoso. Para parte das pessoas não é alucinógena, mas para parte das pessoas é um risco grande.  Elas perdem o controle e podem ser levadas a fazer coisas graves. Sem falar que a maconha pode ser a porta para outras drogas pesadas.

A mudança é agora: Artesãos declaram apoio a Aécio Neves

Aécio recebeu manifesto de apoio dos artesãos dos mais diversos segmentos e de todos os cantos do país.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Os profissionais entregaram o documento ao ex-governador de Minas durante comício realizado na noite dessa quarta-feira (22/10), na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Foto: Coligação Muda Brasil

Os profissionais entregaram o documento ao ex-governador de Minas durante comício realizado na noite dessa quarta-feira (22/10), na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Foto: Coligação Muda Brasil

Artesãos brasileiros entregam manifesto  de apoio à candidatura de Aécio Neves

O candidato da coligação Muda Brasil, Aécio Neves, recebeu manifesto de apoio dos artesãos dos mais diversos segmentos e de todos os cantos do país. Os profissionais entregaram o documento ao ex-governador de Minas durante comício realizado na noite dessa quarta-feira (22/10), na Praça da Estação, em Belo Horizonte.

O documento contém assinaturas de artesãos de todos os estados brasileiros e mais o Distrito Federal, que acreditam que Aécio Neves é o candidato mais preparado para conduzir os rumos do Brasil nos próximos quatro anos.

“O senhor, como presidente empossado do Brasil, vai implementar a mesma política que fez de Minas Gerais um grande polo do artesanato brasileiro, nos dando dignidade, respeito, autoestima e nos colocando como um grande participante da economia, primeiro de Minas Gerais e, agora, como presidente, no Brasil”, diz o texto.

De acordo com a artesã, Mônica Carvalho, do Rio de Janeiro, Aécio vai garantir a devida atenção ao setor, que é patrimônio cultural do Brasil.

“Sou artesã há quinze anos e o artesanato nunca recebeu a devida atenção do governo federal. Acreditamos que Aécio é o candidato mais preparado para promover as mudanças do país e também para o nosso setor, que é um patrimônio cultural e referência da nossa cultura no exterior”, afirmou.

Leia a íntegra do manifesto:

MANIFESTO DE APOIO DOS ARTESÃOS BRASILEIROS AO FUTURO PRESIDENTE DA REPUBLICA AÉCIO NEVES

“Nosso querido futuro presidente do Brasil – Aécio Neves,

Neste primeiro e segundo turnos da campanha, milhares de artesãos de todos os estados brasileiros sinalizaram o apoio a sua candidatura.

Entretanto achamos que entregar um monte de papel assinado era muito pouco para um segmento formado por 8,5 milhões de brasileiros, segundo maior PIB do país, dos quais, a grande maioria, tem a certeza de que em 2 de janeiro, o senhor como presidente empossado do Brasil, irá implementar a mesma política que fez de Minas Gerais um grande polo do artesanato brasileiro, nos dando dignidade, respeito, auto estima e nos colocando como um grande participante da economia, primeiro de Minas Gerais e agora como Presidente, no Brasil.

Por isto, resolvemos estar aqui, neste momento, pessoalmente. Temos aqui representantes dos 26 estados brasileiros e Distrito Federal, para afirmarmos a certeza de que no domingo, no máximo vamos comemorar em nossos Estados a sua eleição para ser o nosso presidente nos próximos quatro anos.

Conte conosco e tenha a certeza de que o artesanato estará junto agora e sempre ao seu lado.

Entregamos neste momento, um documento assinado pelos 26 estados e Distrito Federal, com apoio à sua eleição”.

Pesquisa mostra Aécio 9,4 pontos na frente de Dilma

Pesquisa do Instituto Veritá é divulgada pelo jornal Hoje em Dia, revela que Aécio tem 54,7% da preferência contra 45,3% de Dilma.

Foram ouvidos 3.100 eleitores em todo o Estado.

Fonte: PSDB

Pesquisa confirma Aécio 9,4 pontos na frente de Dilma

De acordo com o Instituto Veritá, Minas Gerais vota em Aécio para Presidente da República. Divulgação

Nova pesquisa mostra que Aécio Neves mantém liderança em Minas

Eleitores mineiros reiteram a preferência por Aécio, apesar do arsenal de ataques e calúnias utilizado pela candidatura adversária

O candidato da coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, mantém a liderança nas intenções de voto dos eleitores de Minas Gerais. É o que mostra pesquisa realizada pelo Instituto Veritá e divulgada pelo jornal Hoje em Dia, nessa segunda-feira (20/10). Considerando os votos válidos, Aécio tem 54,7% da preferência do eleitorado contra 45,3% da candidata do PT, Dilma Rousseff. Foram ouvidos 3.100 eleitores em todo o Estado.

A pesquisa revela a opção consolidada e a confiança dos mineiros no ex-governador Aécio Neves, mesmo diante da campanha de ataques e calúnias realizada pela adversária. Entre os entrevistados, 60,1% disseram acreditar que Aécio Neves será o próximo presidente da República, enquanto 39,9% acreditam na reeleição de Dilma e 12,7% não responderam ou não souberam responder.

Aécio lamentou as mentiras divulgadas pelos adversários em todo o país de que ele irá acabar com programas sociais como o Bolsa Família, Prouni e Minha Casa, Minha Vida. Em entrevista no último domingo, Aécio repudiou o comportamento dos adversários.

“Não podemos permitir que nas próximas eleições se repita esse filme perverso do atentado contra a dignidade das famílias que recebem o Bolsa Família. Existem pessoas pagas pelos nossos adversários andando de porta em porta pelas regiões mais pobres do Brasil, como no Vale do Jequitinhonha, em Minas, dizendo que, se ganharmos as eleições, vamos acabar com os programas sociais. Isso não é contra nós, isso é falta de generosidade com essas famílias”, alertou.

Aécio reiterou o compromisso de manter e ampliar o Bolsa Família. “Aqueles programas que vêm dando certo, que melhoram a vida das pessoas, como o Bolsa Família, não apenas serão continuados, mas serão aprimorados”, disse.

Pesquisa

De acordo com o Instituto Veritá, considerando o total de votos, Aécio teria 48,3% das intenções de voto contra 40% de Dilma. Brancos e nulos somam 3,7%, e 7,9% do eleitorado não sabem ou não responderam. O levantamento foi realizado entre os dias 16 e 19 de outubro, ouvindo 3.100 eleitores em todas as regiões de Minas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01143/2014.

Vídeo mostra Dilma elogiando gestão eficiente de Aécio Neves em Minas

Campanha de Aécio Neves exibiu declaração de Dilma Rousseff elogiando a gestão do tucano à frente do governo de Minas. A fala é de 2009.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Dilma elogia Aécio pela gestão eficiente em Minas

Programa de TV de Aécio mostra fala de Dilma de 2009, quando ela era ministra de Lula – Reprodução

Na TV, Aécio lembra que Dilma já o elogiou por gestão em Minas Gerais

Presidente atribui a crise de água em São Paulo ao ‘modelo de gestão tucano’

Em meio aos ataques das duas candidaturas, que permanecem nas peças de rádio e TV apesar das restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à propaganda eleitoral, a campanha do presidenciável Aécio Neves (PSDB) exibiu ontem uma declaração de Dilma Rousseff (PT) elogiando a gestão do tucano à frente do governo de Minas Gerais. A fala é de 2009, quando a presidente ocupava o cargo de ministra da Casa Civil da Presidência da República, no governo Lula. Em entrevista a uma rádio de Minas, Dilma afirmou, na ocasião, que Aécio era um dos melhores governadores do país.

Texto e áudio foram reproduzidos na propaganda de Aécio no rádio e com inserções na TV. Antes da exibição do áudio com a fala da candidata petista, o locutor anuncia: “Preste atenção no que Dilma fala de Aécio”. Na sequência, aparece a declaração dela: “O governador Aécio Neves é um dos melhores governadores do país” e informa que a declaração de Dilma foi feita à Rádio Itatiaia, em 17 de abril de 2009. Após a exibição desse trecho da entrevista, volta o locutor do programa tucano: “Aécio é aprovado até pela Dilma”.

Ataques aos adversários continuam

Mesmo com as vedações impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que a propaganda no horário eleitoral se restrinja à apresentação de propostas, os programas na TV de ontem dos dois candidatos atacaram os adversários. Boa parte do programa do PT que foi ao ar criticou a crise no abastecimento de água que atinge São Paulo, destacando que o problema seria decorrente do “modelo de gestão tucano”.

Entre falas de atores, de um narrador e da própria presidente Dilma, o vídeo sustenta o discurso de que o governo federal teria alertado para o problema e tentado ajudar o governo de São Paulo, mas que o tucano teria preferido o lucro de investidores da empresa de abastecimento à realização das obras necessárias. “Quero fazer chegar até você eleitor, mais um exemplo do modelo de gestão tucano, que meu adversário defende (…) Aécio representa bem esse jeitinho tucano de governar”, afirma Dilma em um trecho.

O programa petista exibiu um depoimento de Marcelo Freixo, deputado estadual pelo PSOL, no Rio, reeleito com maior votação, com pouco mais de 350 mil votos. Ele declara seu “veto em Aécio” e seu “voto em Dilma”. No programa, um dos locutores ressalta que o “jeito tucano de governar” seria “sem transparência, fugindo da realidade e pouco se importando com as pessoas”. O ex-presidente Lula voltou a aparecer na TV, comparando os governos do PT com o do PSDB.

Mais cedo, no programa da tarde de Dilma, focado em segurança pública, um ator se refere a taxas de violência em Minas Gerais para dizer que o estado governador por Aécio Neves durante duas gestões teria índices piores que o restante da região Sudeste. “Minas, que Aécio e seu grupo governaram por 12 anos, também vive uma grave crise na segurança”, diz o ator.

Parentes de Aécio vão para a TV

No seu programa de tevê, Aécio apresentou os familiares, que gravaram depoimento. Andréa (irmã), Leticia (esposa), Gabriela (filha) e Inês Maria (mãe) apareceram no programa. Aécio anunciou que esta é a última semana antes da votação, dia 26, e enalteceu o papel da família. O senador citou programas que teria desenvolvido durante em seu governo de Minas, como Mães de Minas. O tucano anunciou que, se eleito, trará vinte milhões de adultos para as salas de aula. Esses antigos alunos receberão um salário mínimo de estímulo por mês. Ele chamou a iniciativa de “mutirão escolar”.

O candidato tucano fez duras críticas ao governo Dilma. Os locutores atacaram os seguintes pontos: menor crescimento; maiores juros do mundo; maior carga de impostos; maior déficit da história da indústria; apenas 12% das obras do PAC concluídas; o Brasil registrou 181 apagões; a inflação voltou; promoveu a Copa do Mundo mais cara da história.

Governo Aécio reduziu a violência em Minas Gerais

Contra as mentiras de Dilma, a verdade dos fatos. PT cria dados fictícios e presta um desserviço ao Brasil e aos eleitores.

Eleições 2014

Governo Aécio reduziu a violência em Minas

Verdade

Dilma aponta dados de 2014, Aécio foi governador de 2003 a 2010 onde obteve resultados expressivos na redução da criminalidade, sendo 25,1% na capital, 29,1% na região Metropolitana e 15,9% em todo o Estado, segundo o Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS)

Verdade 2

Dilma aponta dados de 2014, Aécio foi governador de 2003 a 2010 onde obteve resultados expressivos na redução da criminalidade, sendo 18,4% em todo o Estado, segundo o DataSUS.

Governo Aécio reduziu a violência em Minas

Aécio: “É a eleição mais vergonhosa da história da democracia brasileira”

Aécio: “Dilma perdeu totalmente a condição de debater os temas que interessam os brasileiros, porque a campanha dela é uma fraude”, destacou.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio diz que eleição é a mais vergonhosa já realizada no Brasil

No debate promovido pela rede SBT, Aécio denunciou que desconstrução de falas de Dilma se compara ao publicitário nazista Joseph Goebbels. Foto: Marcos Fernandes

“É a eleição mais vergonhosa da história da democracia brasileira”, diz Aécio Neves

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou, nessa quinta-feira (16/10,), em São Paulo, que esta é a “eleição mais vergonhosa da história da democracia brasileira” em razão das fraudes e mentiras disparadas pela presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff.

“Essa é a eleição mais vergonhosa da história da democracia brasileira. A nossa adversária perdeu totalmente a condição de debater os temas que interessam os brasileiros, porque a campanha dela é uma fraude permanente”, destacou.

Aécio apontou a existência de “uma tentativa criminosa de desconstrução dos adversários”, utilizada pelo PT no primeiro turno contra Eduardo Campos e depois Marina Silva, ambos do PSB. E avisou que não permitirá que essa estratégia se repita contra ele.

“São notícias pela metade, inverdades em relação a dados. É uma tentativa criminosa de desconstrução dos seus adversários porque tentou fazer isso com Eduardo e depois com Marina, mas comigo não. A reação será à mesma altura.”

Comparação

Aécio comparou o marqueteiro da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, a Joseph Goebbels, ministro da Propaganda na Alemanha nazista. “A presidente pode fazer todo o esforço que quiser. Ela pode seguir seu marqueteiro, que parece discípulo de Goebbels, que dizia que ‘uma mentira repetida mil vezes se transforma numa verdade’. Mas aqui eu não vou deixar que isso aconteça.”

O candidato lembrou que deixou o governo de Minas com 92% de aprovação, graças a uma gestão honrada, do começo ao fim. “E a atual presidente da República terá como uma das principais marcas do seu governo, além da incompetência, os desvios e a falta de capacidade de enfrentar esses desvios.”

Aécio Neves afirmou que o comportamento da candidata demonstra enorme receio de perder a eleição. “Essa é uma campanha perdedora. Eu acho que a candidata oficial, na verdade, já demonstra um enorme receio de perder as eleições. Essa é a grande realidade. O PT, depois de 12 anos, desta vez, pela primeira vez trabalha, e trabalha pra valer, com a possibilidade de perder as eleições.”

Segundo o candidato, o PT instaurou a prática do “vale-tudo”. “E aí é o vale-tudo, é o fazer o diabo que a presidente dizia, é o vale-tudo que alguns ministros falavam que em uma eleição é aceitável. Não é. O Brasil é uma democracia, e as pessoas têm que ser respeitadas”, afirmou ele.

Mentiras

Aécio ressaltou que a distorção de números sobre Minas Gerais é tão grande que faz parecer que Dilma disputa o governo do Estado, não a Presidência do país. Para ele, isso é um desrespeito aos mineiros.

O candidato afirmou que pretende adotar nos debates as questões sobre o Brasil, enquanto a adversária tenta levantar mentiras para se nivelar com ele. “Ela quer que todos estejam no mesmo nível [nas denúncias de corrupção], mas nós não estamos.”

Aécio lembrou que a verdade prevalecerá o voto soberano do eleitor. Lembrando o debate ainda hoje no SBT, disse que aproveitará essas oportunidades para cobrar de Dilma as mentiras pregadas por ela.

“Nada é mais valioso e nada será mais imperativo para a decisão do eleitor do que a verdade. Eu quero é ir para os debates. Quero, daqui a pouco, olhar nos olhos da presidente, chamá-la para debater o Brasil, cobrar dela as sucessivas mentiras que a sua campanha tem divulgado para todo o Brasil.”

Pesquisas

Aécio Neves afirmou que está extremamente satisfeito com o resultado das pesquisas de intenção de voto. “Nós tínhamos 33% no dia da eleição, em 5 de outubro; hoje estamos com 51% de intenção de votos. Não sei se, em outra campanha da história da democracia brasileira, houve um crescimento tão grande de uma candidatura em tão pouco tempo.”

O candidato afirmou que a sua estratégia permanecerá sendo dizer a verdade. “Eu vou continuar falando a verdade e combatendo a mentira”, afirmou, acrescentando que está “muito feliz” com o apoio de Marina Silva.

Aécio confirmou que nesta sexta-feira (17/10) ele se reunirá com Marina Silva. Ele lembrou que, nos programas de TV do segundo turno, destacou as propostas convergentes, como o compromisso com a democracia, as liberdades de expressão, desenvolvimento sustentável e os avanços sociais, citando a manutenção e aprimoramento de políticas de transferência de renda.

“Essas são as questões básicas, mais relevantes, que nos aproximaram. Vamos conversar amanhã sobre essas questões.”

Debate SBT: Aécio desconstrói mentiras de Dilma e leva petista a nocaute

Aécio demonstrou indignação contra a sequência de mentiras utilizadas por Dilma e cobrou propostas para discutir os próximos 4 anos do Brasil.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Debate SBT: Aécio leva Dilma a nocaute

Debate SBT: Aécio apontou as mentiras de Dilma cobrou da candidata as propostas para discutir os próximos quatro anos do Brasil. Reprodução

Em debate no SBT, Aécio desconstrói mentiras de Dilma e é o único a apresentar propostas para o futuro do Brasil

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, demonstrou indignação contra a sequência de mentiras utilizadas pela adversária e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, e cobrou propostas para discutir os próximos quatro anos do Brasil.

Aécio mostrou mais uma vez ser o candidato mais preparado para conduzir o país e é o único a apresentar propostas em áreas fundamentais da vida dos brasileiros, como segurança pública, mobilidade urbana, tolerância zero com inflação e os programas sociais.

Veja abaixo os principais trechos da participação de Aécio no debate do SBT:

Fala inicial

Agradeço ao SBT por essa oportunidade, cumprimento a candidata e me dirijo aos telespectadores para dizer, em primeiro lugar, que sou candidato à Presidência da República para encerrar o ciclo de governo que fracassou. O governo [atual] fracassou na condução da economia porque vai nos deixar como legado uma inflação saindo de controle, crescimento baixo e uma perda crescente da credibilidade do país. O que impacta fortemente nos investimentos e, claro, na geração de empregos. Sou candidato à Presidência da República porque o governo fracassou na gestão do Estado nacional.

Cemitério de obras

O Brasil se transformou em um grande cemitério de obras inacabadas com sobrepreços e com denúncias a todo momento de irregularidades na sua condução. Quero ser candidato à Presidência da República porque os indicadores sociais pioraram ao longo desses últimos anos. A saúde piorou, a educação piorou e a criminalidade aumentou. Eu sou candidato e quero ser presidente da República porque construí, ao longo dos últimos anos, um projeto para o Brasil. Um projeto que não é de um partido político. Um projeto generoso, um projeto de união e de integração nacional.

Resgate da confiança

Temos um projeto de governo que vai combater a inflação com extrema firmeza e determinação. Que vai resgatar a confiança para que os investimentos voltem a gerar empregos no Brasil. Que vai cuidar da educação do seu filho. Eu quero ser presidente para conduzir pessoalmente uma Política Nacional de Segurança Pública. O ciclo de governo que aí está não tem mais condições de governar o Brasil.

Irregularidades na Petrobras

Aí vai uma outra diferença profunda entre nós dois. Para mim, não importa de qual partido seja o denunciado, a investigação tem que ir a fundo, e, pela primeira vez, pelo menos, há algo positivo aqui. A senhora, pela primeira vez, dá credibilidade às denúncias do senhor Paulo Roberto [Costa, ex-diretor da Petrobras], que disse que 2% de todas as obras sob sua responsabilidade iam para o seu partido e para o tesoureiro do seu partido. O que a senhora fez durante esse período? Nada. A senhora tomou alguma providência, pediu o afastamento do tesoureiro do seu partido, candidata? Não.

Denúncias

As denúncias que surgem aí são denúncias construídas a partir daquilo que a Polícia Federal chama de uma organização criminosa atuando no seio da nossa maior empresa. Foram 12 anos que os cofres da Petrobras foram assaltados. E esse dinheiro distribuído. Temos, sim, que ir a fundo, saber quem são os beneficiários, agora, se a senhora não tem receio e diz aqui que quer apuração, que quer que as investigações possam ir a fundo, por que o seu partido essa semana impediu que o senhor [João] Vaccari [Neto] fosse à CPI depor? Nós convocamos, e o seu partido, o PT, e alguns aliados impediram que ele fosse lá explicar o que foi feito com esse recurso. E vou lhe dizer mais, candidata, ele ainda é o tesoureiro do seu partido e é responsável por transferir recursos para a sua campanha. Por que pelo menos quatro milhões de reais foram transferidos, com a assinatura do senhor Vaccari nessa campanha eleitoral, para sua conta de campanha. De onde veio esse recurso, candidata? Vamos investigar.

Investigações

Seu discurso não tem conexão com a sua prática. O seu governo impediu o quanto pôde que a CPI da Petrobras e depois a CPMI fossem instaladas, e depois investigadas, porque eu fui ao lado de vários senadores para garantir o seu funcionamento, vocês tentaram fraudar a CPMI, funcionários do seu governo, do Palácio do Planalto, foram lá dar o gabarito, as respostas, às perguntas que sua base faria a essas pessoas. Investiguem-se todos, candidata. Eu fui ao lado de vários outros senadores ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o funcionamento da CPMI. Vocês, os funcionários do seu governo, tentaram fraudar a CPMI. Foram lá dar o gabarito, as respostas às perguntas que sua base faria a essas pessoas. Tem que investigar, sim, todos. Mas permita, candidata, que isso seja investigado.

Denúncias sobre a Coperj

A cada debate, uma nova denúncia. E a denúncia de hoje nos jornais diz respeito ao Coperj. No Rio de Janeiro, segundo o Tribunal de Contas da União, foram encontradas irregularidades em contratos no valor de R$ 18 bilhões. Não bastou a Refinaria de Pasadena [nos Estados Unidos] com prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões aos brasileiros. Não bastou aRefinaria Abreu e Lima, orçada em R$ 4 bilhões que já gastou mais de R$ 30 bilhões e há denúncias de superfaturamento para pagar propina à sua base aliada, agora em relação à Coperj. A senhora sempre diz que não sabe de nada e não tem a menor responsabilidade sobre isso. Eu pergunto à senhora: De quem é a responsabilidade por tantos desvios de dinheiro público na Petrobras?

Nepotismo

Em primeiro lugar, eu agradeço, mais uma vez, a homenagem que a senhora faz ao presidente Fernando Henrique, por quem a senhora tem um apreço muito grande, pelo menos quando escreve. Mas vou tentar falar de futuro. Eu sempre tive um cuidado muito grande em respeitar as pessoas e respeitar os adversários. Nós tivemos num passado não muito remoto um episódio muito triste na política brasileira, quando o candidato Fernando Collor trouxe para o meio do debate político, de forma absolutamente irresponsável, uma parente do ex-presidente Lula. A senhora gosta de falar de parentes. No meu governo, me ajudou muito a minha irmã. A minha irmã Andrea é uma figura extraordinária, costuma-se achar que eu sou o neto preferido de Tancredo, era ela, ela assumiu o serviço de voluntariado do Estado de Minas Gerais, me ajudou a coordenar a área de comunicação sem remuneração, candidata. A senhora, porque não conhece Minas Gerais, se conhecesse um pouco ia saber o respeito que Minas tem por ela. Nas enchentes e nas catástrofes, era ela quem mobilizava empresários, mobilizava as igrejas para resolver o problema das pessoas mais simples, por isso eu me orgulho muito da Andrea ser minha companheira. Agora, a senhora conhece o senhor Igor Rousseff? Seu irmão candidata, não queria chegar nesse ponto. O seu irmão, candidata, foi nomeado pelo [então] prefeito [de Belo Horizonte]Fernando Pimentel, no dia 20 de setembro de 2003, e nunca apareceu para trabalhar. Lamento ter que trazer esse tema aqui. A diferença entre nós é que a minha irmã trabalha muito e não recebe nada. O senhor seu irmão recebe e não trabalha nada. Infelizmente agora nós sabemos porque a senhora disse que não nomeou parentes no seu governo, a senhora pediu que os seus aliados o fizessem, candidata Dilma Rousseff.

Mentiras

Dizer uma inverdade num momento pode ser equívoco, repeti-la mais de uma vez, aí isso já tem outro nome. A senhora está mentindo para o Brasil. O nepotismo é proibido por lei. Não existe, candidata, parentes trabalhando no governo, ela assumiu um cargo de voluntariado, trabalha espontaneamente. É um cargo que a esposa, geralmente, dos governantes ocupa. Portanto, entenda bem a lei, a senhora não a leu direito. O Ministério Público disse que estava tudo absolutamente correto. Venha discutir o seu governo, nós somos candidatos à Presidência da República, e pare de ofender Minas Gerais.

Desvios éticos

Seu governo passará para a história como um governo com descompromisso com a ética e com desvios em toda parte. Foram seis ministros demitidos por desvios e as agências reguladoras ocupadas por pessoas que foram ali fazer negócios. A senhora permitiu ser sucedida na Casa Civil da Presidência da República, o cargo que a senhora gosta de dizer que é o mais importante depois da Presidência da República, pela sua dileta e próxima amiga e braço direito que foi ali fazer negócios e por isso foi demitida, candidata. Não, não me meça com a sua régua. Governei Minas Gerais, candidata, com honradez. A senhora está desrespeitando o Estado de Minas Gerais com acusações absurdas e com mentiras todos os dias nas redes anonimamente. A senhora infelizmente tem permitido o Brasil ver a mais baixa campanha da sua história democrática a partir da primeira eleição que tivemos de Fernando Collor.

Mortes de adolescentes

Eu recebi, provavelmente a senhora também tenha recebido, um documento da UNICEF, que mostra um dado absolutamente alarmante. Para mim, confesso que do ponto de vista pessoal, chocante, que mostra que 24 jovens adolescentes morrem por dia no Brasil. Hoje, nessa quinta-feira, em que nós estamos aqui, 24 mães vão estar chorando o assassinato dos seus filhos. Apenas um país no mundo mata mais por assassinato do que o Brasil. Infelizmente alguns dos programas iniciados pelo seu governo, como, por exemplo, o “Crack, é possível vencer”, depois de quatro anos, nem 40% das metas foram alcançadas. De que forma, candidata, a senhora pretende ser mais solidária, permitir que o governo federal apoie nos Estados e municípios no enfrentamento da criminalidade? Vamos elevar o nível do debate, candidata.

Violência

No Brasil, 56 mil pessoas estão morrendo assassinadas a cada ano. Infelizmente. Os recursos do orçamento para o Ministério da Justiça, do Fundo Nacional de Segurança e do Fundo Penitenciário não foram executados nem na sua metade. Do Fundo Penitenciário, um pouco mais de 20% agora. Do Fundo Nacional de Segurança, cerca de 40%.

Política de fronteiras

Onde estão as políticas de controle das nossas fronteiras? A Polícia Federal tem o menor orçamento de investimento dos últimos cinco anos e está sucateada. As Forças Armadas não têm tido atenção do seu governo. A senhora prometeu há quatro anos veículos aéreos não tripulados, mas apenas dois foram colocados em funcionamento. Infelizmente o contingenciamento dos recursos da área de Segurança Pública têm impedido vários Estados de avançar no combate à criminalidade e na defesa dos nossos jovens.

Segurança pública

Tenho um projeto, que tramita desde 2011 no Congresso Nacional, que seu partido infelizmente não permitiu que fosse aprovado, que garante que aquilo que é aprovado no orçamento para a Segurança Pública seja efetivamente gasto em parcerias com os Estados e transferidos mensalmente. Essa é uma das propostas. Também propus uma revisão no nosso Código Penal e no nosso Código de Processo Penal para que essa sensação de impunidade não continue a prevalecer no país.

Políticas sociais

Dizer uma inverdade num momento pode ser equívoco, repeti-la mais de uma vez é outra coisa. Foram cinco milhões de pessoas atendidas no início, sim, no início do Bolsa Família. Mas fiz a indagação para trazer a realidade dos números. Não se pode jogar tantos números aos ventos e transformá-los em obras. Na verdade, das 200 obras de mobilidade anunciadas pela senhora, 28 apenas foram entregues, candidata. De cada dez obras que a senhora prometeu fazer para melhorar o trânsito, falo novamente para o amigo que está no trânsito, apenas uma foi entregue. Vocês estão governando o Brasil há doze anos. E vocês demonizaram durante mais de dez anos as parcerias com o setor privado e isso fez com que tudo atrasasse no Brasil. Vamos sair das grandes cidades. A transposição do São Francisco, onde é que está essa obra, candidata? Parada e com sobrepreço. A Transnordestina? Parada e com sobrepreço. Essa, infelizmente, é a marca do seu governo, obras anunciadas e que não terminam nunca.

Tolerância zero com a inflação

A candidata tem sempre uma justificativa, mas não tem nenhuma solução. Você compra com o mesmo dinheiro, hoje, o que comprava há seis meses ou há 1 ano? Se compra, o caminho é votar na candidata Dilma Rousseff. Infelizmente, a inflação voltou a atormentar a vida dos brasileiros e das brasileiras, porque o seu governo foi leniente com ela. Fomos nós que controlamos a inflação lá atrás. Infelizmente o seu governo vai deixar uma herança perversa para o futuro. Inflação alta, crescimento baixo e perda de credibilidade. Sem credibilidade, não há investimento. Sem investimento, não tem emprego. Nós tivemos 418 mil empregos a menos este ano do que no ano passado no mesmo período, candidata. Agora há pouco a senhora disse que a inflação não é um problema do governo, é um problema sazonal. Eu acho que não é. Por isso, comigo, tolerância zero com a inflação. Agora, a senhora terceiriza de novo as responsabilidades dizendo que é dos Estados essa responsabilidade constitucional.

Lei Seca

Candidata, tenha coragem de fazer a pergunta direto. É claro que essa é uma iniciativa extraordinária. Não é sua. É do Congresso Nacional. A senhora traz nesse debate, talvez pelo desespero e tenta deturpar um tema que tem que ser colocado com absoluta clareza. Eu tive um episódio, sim, e reconheci. Tenho uma capacidade que a senhora não tem. Eu tive um episódio que parei numa Lei Seca porque minha carteira estava vencida e ali naquele momento inadvertidamente não fiz o exame e me desculpei e me arrependi disso. Como a senhora não se arrepende de nada no seu governo. É importante que nós olhemos para frente. Vamos falar do Brasil.

Nomeações suspeitas

Explique por que a senhora mantém hoje nomeado, por exemplo, na Itaipu binacional, o tesoureiro do seu partido, que recebia propina para alimentar a sua campanha, candidata Dilma Rousseff. Vamos falar de coisas sérias. Não é possível, candidata, que esse mar de lama em que se transformaram as redes, onde a senhora ofende a mim, onde sua campanha ofende a minha família, a senhora está ofendendo a todos os brasileiros que querem mudança, candidata. A senhora, infelizmente, por não ter tido a oportunidade de ao longo da sua vida ter outras disputas e foi ungida presidente da República por um presidente muito popular, acha que é dona da verdade.

Desrespeito a adversários

O seu governo fracassou. A senhora caminha para perder essas eleições pela incapacidade que demonstrou inclusive de respeitar os seus adversários. A senhora não trouxe durante todo esse nosso debate uma proposta que melhore a vida do cidadão, que melhore a saúde pública, que melhore a segurança. A senhora parece que não foi Presidente da República, candidata. Olhe para o futuro, tire os olhos do retrovisor do passado, pense nos brasileiros, candidata.

Campanha fraudulenta

Candidata, mentir e insinuar ofensas como essa não é digno de qualquer cidadão, mas é indigno por uma Presidente da República, candidata. A sua campanha é a campanha da mentira. A senhora mentiu dizendo, postou um vídeo que eu havia votado contra o salário mínimo de R$ 545 e cortou o vídeo na sequência quando mostrava que nós votamos a favor do salário mínimo de R$ 600 para fraudar uma informação. A senhora no seu Twitter, candidata, disse que Minas Gerais teve a menor redução da taxa de mortalidade infantil do Brasil. Mentiu, candidata. Minas Gerais, no meu tempo de governo, foi o Estado que mais reduziu a mortalidade entre todos os Estados do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste. A senhora disse que construiu 3.750 milhões de casas. A senhora mentiu. A senhora construiu metade disso. Fale a verdade, o Brasil não merece a campanha que a senhora está querendo fazer.

Aeroportos

O Aeroporto de Cláudio foi construído em uma área desapropriada pelo Estado para beneficiar uma região que cresce economicamente. O Estado de Minas Gerais tem 92 entre pequenos, médios e grandes aeroportos. Onde estão os 800 aeroportos regionais que a senhora prometeu construir? Seu governo é o governo das promessas vazias, candidata. A senhora é que deixa o Brasil sem resposta. Todas as minhas obras em Minas Gerais tiveram aprovação do Tribunal de Contas e do Ministério Público.

Considerações finais

Eu quero, sim, assumir a Presidência da República para combater a inflação e não para me conformar com ela. Eu quero ser presidente da República para enfrentar a questão da criminalidade e não transferir essa responsabilidade para Estados e municípios. Eu quero ser presidente da República não para dividir de forma perversa e pouco generosa o Brasil entre nós e eles. Eu quero ser o grande presidente da integração nacional e da generosidade para com os brasileiros que mais precisam. Um presidente que não trate o adversário como inimigo a ser abatido a qualquer custo, que respeite a verdade. Eu quero ser Presidente da República para que amanhã, se eventualmente estiver numa outra disputa, eu possa permitir aos meus adversários falarem das suas propostas, não é possível que numa eleição dessa importância tenha se perdido tanto tempo em tantas ofensas, as mesmas ofensas que foram dirigidas a Eduardo Campos, depois a Marina Silva, agora são dirigidas a mim. Mas comigo não, candidata, comigo pode ter certeza, a senhora receberá sempre um olhar altivo, de um homem de bem, honrado, pronto para dar ao Brasil e aos brasileiros um destino melhor do que eles estão tendo.

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