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Aumento de impostos: Brasil não suporta mais

Para atender a condicionantes políticos e ideológicos, governo quer recriar a CPMF, em vez de se dedicar como deveria ao corte de gastos.

Aumento das receitas é um desestímulo aos investimentos, necessários para o país superar a recessão. Está evidente que fatores políticos e ideológicos condicionam o ajuste.

Fonte: O Globo

Brasil não suporta mais aumento de impostos

Os R$ 32 bilhões previstos de arrecadação anual do imposto ressuscitado serão integralmente da União, para atenuar a explosão do déficit da Previdência. Reprodução

É inadmissível mais aumento de impostos

Para atender a condicionantes políticos e ideológicos, governo quer recriar a CPMF, um gravame de má qualidade, em vez de se dedicar como deveria ao corte de gastos

O anúncio do chamado esforço fiscal para cobrir o déficit de R$ 30,5 bilhões da proposta do Orçamento de 2016 em nada inovou no tema, apesar de todas as reuniões de fim de semana entre a presidente Dilma e ministros. Mais uma vez, as promessas de cortes efetivos nas despesas públicas são incertas, enquanto o que o Tesouro arrecadará a mais junto aos contribuintes, pessoas jurídicas e físicas, se trata de uma receita garantida, segura.

As medidas alinhadas em entrevista coletiva pelos ministros da Fazenda e Planejamento, Joaquim Levy e Nelson Barbosa, atendem à visão que têm PT e aliados das despesas públicas: preservação dos chamados gastos sociais e uso de impostos para fechar a conta.

Todo o discurso em defesa de cortes funciona como biombo a fim de, além da revisão para cima de alguns impostos, permitir a volta da CPMF, agora com uma alíquota de 0,2% — ou “dois milésimos”, como procurou atenuar Levy —, sonho lulopetista desde que o imposto foi derrubado pelo Senado no final de 2008.

Agora, os R$ 32 bilhões previstos de arrecadação anual do imposto ressuscitado serão integralmente da União, para atenuar a explosão do déficit da Previdência — R$ 88 bilhões este ano e R$ 117 bilhões no ano que vem.

Quanto a ações para eliminar a causa básica desta explosão — o uso do salário mínimo como indexador da Previdência e outros gastos ditos sociais —, nenhuma palavra. A própria proposta de reforma da Previdência, emergencial, continua na fila de espera.

Está claro que o Planalto não se dispõe a assumir a crucial missão de executar as reformas necessárias para atacar a raiz do sério problema de um Orçamento cujas despesas aumentam mesmo na recessão, quando há redução das receitas tributárias.

Cooptado para fazer a defesa da volta da CPMF e da elevação de impostos em geral, Joaquim Levy deu o exemplo da compra de um bilhete de cinema, sobre o qual incidirão os tais ínfimos “dois milésimos”. Ora, o problema é que, sabe bem o economista Joaquim Levy, a CPMF incide em cascata sobre todas as fases da produção e comercialização de bens, de serviços, sobre o consumo, as operações financeiras, tudo. Portanto, o aumento do custo de produção no Brasil, já elevado, será bem maior que os “dois milésimos”. E em nada atenua dizer que a CPMF recauchutada terá o prazo de validade de quatro anos. Ninguém acredita, e com sólidas razões.

No âmbito das despesas, é correto o governo tentar estender o calendário de reajustes para o funcionalismo, no ano que vem. Mas por ser o Planalto muito permeável a pressões sindicais, e as do serviço público são especialmente eficazes em governos do PT, este é um ponto sobre o qual também pairam dúvidas.

Se houvesse interesse concreto do governo em fazer o ajuste pelos gastos, como deveria, ele apressaria a votação da emenda constitucional da DRU (Desvinculação de Receitas da União), já encaminhada ao Congresso.

A DRU é uma invenção desenvolvida no Plano Real, em 1994, para desengessar parte do Orçamento, em que os gastos vinculados a setores — como Educação, Saúde — amarram cerca de 90% das despesas.

Para poderem administrar, os tucanos criaram este mecanismo, que, sempre renovado, mesmo em governos do PT, libera uma parcela dos gastos públicos. Hoje, 20%. Já a proposta da própria Dilma é ampliar a desvinculação para 30%, vigorando até 2023. Ajudaria bastante nos cortes.

É assombroso que num Orçamento de R$ 1,2 trilhão o governo não consiga fazer cortes de pouco mais de R$ 30 bilhões, e opte pela volta de um imposto de péssima qualidade como a CPMF e pela elevação de alíquotas do imposto de renda. Mesmo que a carga tributária do país, na faixa dos 37%, já seja muito alta e funcione como fator negativo na competitividade brasileira no exterior.

Além de a via do aumento das receitas ser um desestímulo aos investimentos, necessários para o país superar a recessão. Está evidente que fatores políticos e ideológicos condicionam o ajuste.

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‘The Economist’ destaca gestão deficiente do PT na política e economia

Com uma chamada na capa dizendo que “Brasil decepciona, de novo”, a edição desta semana da revista inglesa “The Economist” mostra que a situação por aqui não está fácil.

Reportagem revela que economia brasileira apresenta um cenário político desalentador: em meio às ações da Operação Lava Jato e à recessão confirmada pelo PIB.

Fonte: O Globo

Brasil sem rumo: ‘The Economist’ dá destaque aos desmandos da política e economia

Chamada na capa da revista faz menção à reportagem sobre a economia brasileira. Reprodução

‘The Economist’ dá destaque à crise brasileira

Revista inglesa não poupa críticas aos rumos da economia do país, com ênfase no orçamento deficitário

Com uma chamada na capa dizendo que “Brasil decepciona, de novo”, a edição desta semana da revista inglesa “The Economist” mostra que a situação por aqui não está fácil. São duas reportagens sobre a economia brasileira que apresentam um cenário político desalentador: em meio às ações da Operação Lava Jato e à recessão confirmada pelo PIB, o país sofre com as disputas políticas entre uma presidente com apenas 8% de aprovação e um Congresso que gasta energia tentando derrubar Dilma “em vez de procurar uma maneira de remediar o orçamento”, diz o texto da revista.

Dentro da seção “Leaders” (“Líderes”), dedicada a editoriais, o artigo intitulado “All falls down” (“Tudo desaba”, em tradução livre) chama o orçamento apresentado pelo governo federal de “desastroso” e adverte que a economia do país, além de passar por sérios problemas, está perdendo a credibilidade fiscal.

O texto critica abertamente o Poder Executivo, que teria “enterrado a cabeça na areia” com relação à possibilidade de que os gastos públicos fiquem fora de controle. Com uma economia que é classificada como tendo, “de longe”, a maior taxa de juros reais, a revista atribui somente parte da culpa à presidente Dilma Rousseff.

Reservando parte das críticas ao Legislativo, a “The Economist” lembra que deputados estão alarmados com a possibilidade de serem implicados nos escândalos da Lava Jato. Além disso, repreende gastos propostos por parlamentares que visam apenas a agradar suas bases, na contra-mão das diretrizes propostas por Joaquim Levy.

Na segunda reportagem, na seção “Americas”, o orçamento apresentado nesta semana é caracterizado como uma “medida desesperada” em “tempos desesperados”, chamando atenção para os efeitos bombásticos que a ação teve sobre o mercado. A possível volta da CPMF também foi abordada, concluindo que vai ser difícil para o país evitar um aumento de impostos.

Governo Dilma libera apenas 5% dos recursos destinados às Unidades de internação para jovens

Estão autorizados R$ 172,2 milhões para infraestrutura das instituições, mas apenas R$ 7,7 milhões foram pagos no 1º semestre.

A realidade das unidades de internação para crianças e adolescentes é superlotação e poucos recursos.

Fonte: site Contas Abertas

Apenas 5% dos recursos destinados às Unidades de internação para jovens foram liberados pelo Governo Dilma

Enquanto o dinheiro não chega, as instituições sofrem com superlotação. Divulgação

 

Unidades de internação para jovens receberam 5% dos recursos previsto

A ineficiência do governo federal do PT

Enquanto o Congresso Nacional discute a redução da maioridade penal ou o aumento das medidas socioeducativas previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para menores infratores, a realidade das unidades de internação para crianças e adolescentes é superlotação e poucos recursos. Neste ano, por exemplo, apenas 4,5% da verba autorizada para infraestrutura das instituições foi desembolsada.

Conforme levantamento do Contas Abertas, R$ 172,2 milhões estão autorizados para a ação “Construção, reforma, equipagem e ampliação de unidades de atendimento especializado a crianças e adolescentes”. No entanto, apenas R$ 7,7 milhões foram pagos no primeiro semestre, incluindo principalmente compromissos assumidos em anos anteriores, mas só pagos neste exercício (restos a pagar).

A ação entrou no orçamento a partir de 2012, com o Plano Plurianual 2012- 2015. De lá para cá, R$ 410 milhões foram autorizados para iniciativa, porém, apenas um quinto dos recursos foram efetivamente pagos até o momento. Isso quer dizer que R$ 328,1 milhões deixaram de servir para essa finalidade.

A verba auxilia na implementação e ampliação de núcleos de atendimento inicial integrado e de conselhos tutelares, reordenando a rede física do Sistema Nacional de Acompanhamento de Medidas Socioeducativas (Sinase). A intenção é atender, conforme parâmetros pedagógicos e arquitetônicos, jovens que comentaram ato infracional, garantindo os direitos de crianças e adolescentes.

A ação é implementada de forma direta, quando o governo federal é responsável pelas obras, e descentralizada, quando os projetos serão realizados por meio da formalização de parcerias com Estados e Municípios. No orçamento deste ano estão contemplados 22 estados e o Distrito Federal. Além do plano nacional, também há previsão de Morro do Chapéu, na Bahia receba recursos da ação.

Enquanto o dinheiro não chega, as instituições sofrem com superlotação. O Brasil possui 18.072 vagas e 21.823 internos, isto é, faltam 3.751 vagas. O sistema conta com 20,8% a mais de jovens do que a capacidade total de acolhimento. Dessa forma, as unidades para internação de 16 estados e do Distrito Federal apresentam superlotação de menores infratores.

Os dados estão no relatório “Um Olhar Mais Atento às Unidades de Internação e de Semiliberdade para Adolescentes”, do Conselho Nacional do Ministério Público. O estudo foi realizado em 317 estabelecimentos de internação e 117 de semiliberdade.

Nas inspeções são fiscalizados e monitorados diversos aspectos relacionados ao cumprimento das medidas como instalações físicas de cada uma das unidades, gestão de recursos humanos, perfil dos adolescentes, atendimento sociofamiliar, articulação com a rede de apoio, cumprimento de todas as diretrizes estabelecidas no ECA e Lei do Sinase.

Funcionam hoje no Brasil 369 unidades de internação, provisórias e definitivas, das quais 317 foram inspecionadas pelo Ministério Público no ano de 2014, assim distribuídas: 158 unidades no Sudeste, 48 no Nordeste, 45 no Sul, 41 no Norte e 25 no Centro-Oeste. Desse total foram observados três estabelecimentos que se declararam vazios, dois na região Nordeste nos anos de 2013 e 2014, e um na região Sudeste em 2014.

Índices estaduais

Os piores índices registrados são na região Nordeste. No ano passado, foram ocupadas 2.360 vagas, mas a soma de detentos chega a 4.355 internos, o que supera a capacidade em 84,5%. No Maranhão, por exemplo, o sistema oferece 52 vagas, no entanto, existem 461 menores internados nelas, mais de oito vezes a capacidade para acolhimento.

Já o Sudeste, local onde há o maior número de unidades, com 11.065 vagas contava em 2014, com 11.926 internos, 7,8% a mais da capacidade. Na região, o Espírito Santo tinha a maior superlotação, com 28,9% mais internos do que vagas, seguido por São Paulo, com 8,6%, e Minas Gerais, com 8,4% de superlotação. O Rio de Janeiro é o único estado com mais vagas que internos, com 813 adolescentes de 978 vagas.

A região Norte foi a única que não apresentou superlotação. Das 1.349 vagas, apenas 1.213 estavam ocupadas no ano passado. No Centro-Oeste, há 1.433 vagas para 2.291 adolescentes, ou seja, com 858 excedentes. O Distrito Federal tem 31,9% de superlotação, seguido de Goiás, com 5,9% e Mato Grosso, 4,3%. A região Sul apresentava 1.865 vagas para 2.038 internos – déficit de 173 vagas.

O relatório apresentou também que, em 2013, ocorreram 1.569 evasões de adolescentes em 133 das unidades inspecionadas pelo Ministério Público, 7,2% do total. Já em 2014, até o mês de setembro, houve evasões de 1.739 internos em 142 unidades.

De acordo com a pesquisa, as unidades de semiliberdade não apresentam superlotação, considerado o contexto estadual. Há excesso em Alagoas (135,7%), Maranhão (109,1%) e Pernambuco (114,3%); São Paulo e Goiás se encontram no limite, com cerca de 100%.

Congresso

A maioridade penal ganhou a pauta do Congresso Nacional nos últimos tempos. Na Câmara, após manobra do presidente, Eduardo Cunha, foi aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a idade penal para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

Já no Senado Federal, por sua vez, aprovou projeto de lei que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e aumenta o tempo de internação de menores de 18 anos que tenham cometido crimes hediondos. Pelo projeto, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), os jovens que tenham cometido esse tipo de crime poderão ficar internados em centros de atendimento socioeducativo por até dez anos. Atualmente, o tempo máximo de internação é de três anos.

As duas medidas ainda tramitarão no Congresso. No entanto, a discussão promete gerar ainda mais polêmica entre os congressistas e ativistas sobre o tema.

Desemprego em junho bate recorde nos últimos 5 anos e fica em 6,9%

Em junho de 2014, a taxa havia sido de 4,8%. O resultado é o pior para o mês desde 2010, quando ficou em 7%.

Forte alta da taxa de desemprego em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, está relacionada ao aumento da chamada população desocupada

Fonte: O Globo

Desemprego fica em 6,9% em junho, recorde nos últimos 5 anos

Em busca de oportunidades, candidatas preenchem formulário. Divulgação

Desemprego fica em 6,9% em junho, maior taxa para o mês desde 2010

Taxa de desocupação é a maior do ano. Rendimento real ficou em R$ 2.149. Dado foi divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE

A taxa de desemprego ficou em 6,9% em junho, informou o IBGE nesta quinta-feira. O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que engloba seis regiões metropolitanas do país (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre). Em junho de 2014, a taxa havia sido de 4,8%. O resultado é o pior para o mês desde 2010, quando ficou em 7%.

Em maio, o desemprego havia ficado em 6,7%. A variação de um mês para o outro, de alta de apenas 0,2 ponto percentual, é considerada estabilidade estatística pelo IBGE.

A forte alta da taxa de desemprego em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, está relacionada ao aumento da chamada população desocupada — ou seja, aqueles que estão em busca de trabalho, porém não encontram. No mês passado, esse grupo somava 1,7 milhão de pessoas nas seis regiões acompanhadas pela pesquisa, o que representa uma alta de 44,9% (522 mil pessoas) em relação a junho de 2014.

Já a população ocupada encolheu, no mesmo período, 1,3% (equivalente a 298 mil pessoas), passando a somar 22,8 milhões de trabalhadores.Na comparação com maio, tanto a população ocupada como a desocupada ficaram estáveis, segundo o IBGE. O instituto informou ainda que a população não economicamente ativa — pessoas que não estão à procura de emprego e, dessa forma, não pressionam o mercado de trabalho — ficou em 19,3 milhões, estável tanto em relação a maio como a junho de 2014.

Já o rendimento real (já descontando a inflação) ficou em R$ 2.149 em junho. O valor é 0,8% maior em relação ao registrado em maio, porém 2,9% menor que o de junho de 2014.

Depois de ter fechado 2014 em 4,3% — menor patamar da série histórica —, a taxa de desocupação medida pela PME tem subido constantemente neste ano. O aumento reflete a piora no mercado de trabalho, impactado pelo ambiente recessivo na economia.

Na semana passada, o Ministério do Trabalho informou que o país fechou 111.199 postos de trabalho em junho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foi o pior saldo líquido (admissões menos demissões) para o mês desde 1992. Diferentemente da PME, que considera emprego informal em seus cálculos, o Caged registra apenas as vagas com carteira assinada.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, levantamento mais abrangente do IBGE, que contém informações de todas os estados brasileiros e do Distrito Federal, também têm mostrado deterioração no mercado de trabalho. Segundo os números mais recentes, de maio, a taxa de desemprego nacional chegou a 8,1%, a maior desde 2012.

Cartão vermelho: Brasileiro reprova Dilma e o PT

Sete em cada dez brasileiros desaprovam o governo Dilma e quase 8 em cada dez desaprovam a performance de Dilma como governante.

Para 45% dos entrevistados, a presidente pode perder seu cargo por três motivos: irregularidades nas prestações de contas do Governo, corrupção na Petrobras e irregularidades nas contas da campanha presidencial.

Fonte: Blog do Noblat

No limbo: Brasileiro deu cartão vermelho para o governo Dilma e o PT

Brasileiro quer ver Dilma e o PT fora do governo. Divulgação

O brasileiro quer ver Dilma e seu governo pelas costas

Ricardo Noblat

Os dados mais estarrecedores da nova pesquisa Confederação Nacional do Transporte/ Instituto MDA divulgada ontem:

• Sete em cada dez brasileiros desaprovam o governo Dilma e quase 8 em cada dez desaprovam a performance de Dilma como governante;

• Quase 7 em cada 10 brasileiros que acompanham o noticiário sobre a Operação Lava Jato consideram Dilma culpada pela corrupção. E Lula também;

• Seis em cada 10 brasileiros acham que o ajuste fiscal não fará bem à economia;

• Pouco mais de 8 em cada 10 brasileiros pensam que Dilma não está sabendo lidar com a crise econômica;

• Para 7 brasileiros em cada 10, o custo de vida vai aumentar ou vai aumentar muito;

• Para quase 6 brasileiros em cada 10, a situação do emprego vai piorar nos próximos seis meses,

• Meta dos brasileiros está com medo de ficar desempregada;

• Pouco mais de 6 em cada 10 querem o impeachment de Dilma;

• Se as eleições em segundo turno fossem hoje, Lula perderia para qualquer um dos atuais aspirantes à candidato pelo PSDBAécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra;

Chega ou querem mais?

Especificamente sobre a Lava Jato:

• 40% dos entrevistados apontam o governo como culpado pelo que aconteceu na Petrobras contra apenas 3,5% que culpam as construtoras;

• 90% não veem exagero nas prisões;

• 67% não acreditam que os culpados serão punidos;

• 87% entendem que as denúncias sobre a roubalheira na Petrobras prejudicam a economia;

• A corrupção é um dos principais problemas do país, segundo 53% dos entrevistados. Para 37% deles, é o principal problema;

• Para 45% dos entrevistados, a presidente pode perder seu cargo por três motivos: irregularidades nas prestações de contas do Governo, corrupção na Petrobras e irregularidades nas contas da campanha presidencial;

Sobre outros assuntos:

• Quase 8 em cada 10 brasileiros são contra as doações de dinheiro feitas por empresas para campanhas políticas;

• Quase sete em cada 10 são a favor do fim da reeleição para cargos majoritários (presidente, governador e vereador);

• Sete em cada 10 não confiam nunca nos partidos políticos; quase 6 em cada 10 não confiam nunca no governo; cinco em cada 10 não confiam nunca no Congresso;

•  em cada 10 nunca confiam na imprensa;

Dilma é o presidente brasileiro mais impopular da História. É a presidente mais impopular do mundo levando em conta apenas os países com tradição em pesquisas de opinião pública.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 estados nas cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

Abaixo do ‘volume morto’: governo Dilma tem a maior avaliação negativa

Governo da presidente Dilma Rousseff alcançou a maior avaliação negativa medida pela pesquisa da CNT, iniciada em 1998.

Desaprovação atingiu 79,9% e a aprovação está em 15,3%. A avaliação negativa também é a mais alta desde 2001.

Fonte: Estadão

Avaliação do governo Dilma está abaixo do ‘volume morto’

De acordo com o levantamento, 18,5% disseram que o governo Dilma é “ruim” e 52,4% afirmaram que ele é “péssimo”. Divulgação

Avaliação do governo Dilma é positiva para 7,7% dos brasileiros, diz CNT/MDA

Aprovação da presidente caiu 3,1 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, feita em março; desaprovação chegou a 70,9% e atingiu o maior índice desde 1998

Levantamento produzido pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) em conjunto com a MDA Pesquisa mostrou que a avaliação negativa do governo Dilma Rousseff está em 70,9%, ante 64,8% da pesquisa anterior.

O governo da petista é avaliado positivamente por 7,7% dos entrevistados, ante 10,8% da pesquisa anterior, realizada em março deste ano. O governo da presidente Dilma Rousseff alcançou a maior avaliação negativa medida pela pesquisa da CNT, iniciada em 1998.

De acordo com o levantamento, 18,5% disseram que o governo Dilma é “ruim” e 52,4% afirmaram que ele é “péssimo”. Já 20,5% consideraram que o governo é regular, 6,2% disseram que o governo é bom e 1,5% classificaram o governo como ótimo. A porcentagem dos entrevistados que não souberam ou não responderam é de 0,9%.

Com relação ao desempenho pessoal de Dilma Rousseff, houve crescimento na rejeição à atuação da presidente. A desaprovação atingiu 79,9% e a aprovação está em 15,3%. A avaliação negativa também é a mais alta desde 2001.

Em março, o desempenho pessoal da petista era aprovado por 18,9% dos consultados e desaprovado por 77,7%.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas entre os dias 12 e 16 de julho de 2015. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Mentiras de Dilma: governo não tem dinheiro para expansão de pré-escola e creches

Promessa eleitoral petista, construção de unidades e de quadras teve o orçamento reduzido em R$ 3,4 bilhões.

Medida ameaça lei de matrícula de crianças em 2016; ajuste afeta também universidades federais e Pronatec.

Fonte: Folha de S.Paulo

Dilma mentiu: governo não tem dinheiro para expansão de creches e pré-escola

R$ 3,4 bilhões (37%) foram cortados para construção de unidades de educação infantil, além de quadras esportivas. Reprodução.

Dilma corta verba para creche e pré-escola

A expansão da oferta de vagas em creches e pré-escolas no país, uma das promessas do governo Dilma Rousseff (PT), será afetada pela redução do orçamento do Ministério da Educação.

Do total de R$ 9,2 bilhões cortados na pasta, R$ 3,4 bilhões (37%) eram destinados à construção de unidades de educação infantil, além de quadras esportivas.

Para gestores, a medida vai comprometer a obrigatoriedade de matrícula, a partir de 2016, de todas as crianças de 4 e 5 anos, prevista na legislação desde 2009. Segundo dados de 2013 (os mais recentes disponíveis), a taxa de atendimento dessa faixa etária é de 87,9%.

“Como podemos ser uma pátria educadora sem financiamento?”, questiona, em referência ao slogan do governo federal, Edelson Penaforth, secretário municipal de educação de Tonantins (AM) e presidente da Undime (entidade que reúne secretários municipais de educação) na região Norte.

Com população de 18 mil habitantes, a cidade solicitou recursos para a construção de duas creches, mas as obras ainda não começaram.

“O não repasse de recursos certamente vai atrasar o atendimento das metas [de inclusão de crianças]”, diz Eduardo Deschamps, presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação).

UNIVERSIDADES

A conclusão de obras no ensino superior também terá o cronograma adiado. Segundo dados obtidos pela Folha, o corte em universidades e institutos federais será de R$ 1,9 bilhão, de um total da ordem de R$ 3,2 bilhões para investimentos.

Obras com mais de 70% de conclusão terão prioridade para receber a verba.

Com isso, na UFABC (Universidade Federal do ABC), por exemplo, a expansão do campus de São Bernardo foi adiada para 2016.

As universidades federais também foram afetadas pela redução do orçamento da Capes, agência federal de fomento à pesquisa. O corte de verba diminuiu os recursos para atividades e bolsas de pós-graduação.

Na UnB (Universidade de Brasília), o repasse caiu de R$ 4 milhões para R$ 1 milhão, segundo o decano de planejamento e orçamento da universidade, César Tibúrcio.

“Por conta disto, muitas bancas de mestrado e doutorado estão ocorrendo via Skype ou similar”, disse ele.

Uma das principais bandeiras da campanha à reeleição de Dilma no ano passado, o Pronatec (programa de ensino técnico e profissional) também foi afetado pelo ajuste fiscal do governo.

A redução de 3 milhões para 1 milhão de vagas no programa representou economia de cerca de R$ 400 milhões.

Os cortes também atingiram as emendas ao Orçamento destinadas à educação por deputados e senadores, e a Avaliação Nacional da Alfabetização, que seria realizada pelo Inep (instituto ligado ao MEC), foi suspensa, conforme publicado no jornal “O Estado de S. Paulo”.

Gestão deficiente: as metas nunca cumpridas do Governo Dilma

Gestão deficiente: histórico de frustrações vai do crescimento do PIB até a produção de petróleo, chegando aos objetivos fiscais.

Um governo à beira do precipício

Fonte: ITV 

Gestão deficiente: Governo Dilma jamais entrega o que promete

Gestão deficiente: Governo Dilma não inspira credibilidade e não exibe capacidade de execução. Divulgação

Metas nunca cumpridas

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Idas e vindas ilustram a incapacidade do atual governo de planejar, traçar objetivos e alcançá-los. Em nenhuma área de atuação pública, Dilma entrega o que promete

Há um traço que acompanha o governo Dilma desde seu primeiro dia: jamais entrega o que promete. O histórico de frustrações vai do crescimento do PIB até a produção de petróleo, chegando aos objetivos fiscais, agora novamente em vias de serem revistos. Como acreditar em qualquer compromisso que este governo diz assumir?

A austeridade fiscal deveria marcar o segundo mandato da presidente, ou pelo menos o seu início. Mas a miragem não durou seis meses. Desde maio, começaram as discussões sobre a possível mudança – para menor – das metas de superávit fiscal deste e dos próximos anos. Tudo indica que, dentro de mais alguns dias ou semanas, elas irão ser reduzidas.

Desde o início, a meta fixada para este ano (1,2% do PIB) era considerada irrealizável por analistas. A realidade comprovou: o saldo fiscal conquistado no primeiro semestre deve ter ficado próximo de zero, para uma meta de R$ 66 bilhões no ano.

A recessão mais profunda na qual o país mergulhou tornou-a ainda mais difícil de ser alcançada. A economia já derreteu 2,7% até maio, de acordo com o Banco Central, e as receitas com tributos caem quase 3% no ano.

Uma das alternativas em discussão é a adoção de uma banda para o resultado fiscal. O superávit poderia oscilar em torno de um ponto definido, para mais ou para menos, como acontece com a inflação.

Assim como acontece com a inflação, a tendência de um governo leniente como é o caso da gestão da presidente Dilma sempre será aninhar-se nos patamares mais cômodos – mais altos no caso dos preços, mais baixos no caso fiscal.

Ruma, portanto, para produzir resultados incapazes de trazer qualquer expectativa de mudança à balbúrdia fiscal que se tornou norma na administração petista. Neste cenário, aumentam as chances de o Brasil ver-se rebaixado à condição de mau pagador, vendo encarecer seu crédito internacional.

Estas idas e vindas ilustram, de fato, a incapacidade do atual governo de planejar, traçar objetivos e alcançá-los. Tome-se quaisquer áreas de atuação pública e verifique-se se Dilma entregou o que prometeu. Nada, rigorosamente nada, foi cumprido conforme os compromissos: da inflação ao emprego, do crescimento ao ajuste fiscal.

A Petrobras, por exemplo, jamais produziu petróleo nos níveis traçados em seus planos de negócio. O PAC há muito deixou de entregar a miríade de promessas que alardeava. O PIB brasileiro, que deveria avançar até 5% segundo as projeções traçadas pela presidente e sua equipe em 2011, tem hoje um dos piores desempenhos do mundo.

Para complicar, a provável mudança na meta fiscal expõe a divisão interna entre facções do governo petista, numa hora em que o que se esperava era um mínimo de consenso. É o retrato de um governo que não inspira credibilidade e não exibe capacidade de execução. Um governo à beira do precipício.

Inflação vai aumentar e prejudicar ainda mais população pobre

Para a inflação em 2015, a expectativa do BC subiu de 7,9% para 9%, o dobro do centro da meta de inflação (4,5%).

Governo Dilma começa a perder controle

Fonte: Estadão

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Está cada vez mais claro que a autoridade monetária desistiu de tentar levar a inflação para o centro da meta de 4,5%. Reprodução.

Para 2016, o BC espera uma alta de preços de 4,8%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação; a autoridade monetária também revisou a estimativa do PIB para queda de 1,1%

O Banco Central mostrou um tom mais pessimista para o desempenho da economia neste ano no Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quarta-feira, 24. Para a inflação em 2015, a expectativa do BC subiu de 7,9% para 9%, o dobro do centro da meta de inflação (4,5%). A revisão para a projeção do IPCA neste ano veio depois das sucessivas surpresas com a inflação corrente.Já para o Produto Interno Bruto (PIB) o órgão espera uma contração de 1,1%. Anteriormente, a projeção era de -0,5%. Ambas as expectativas fazem parte do cenário de referência do relatório. Pelo cenário de mercado, a previsão anterior do BC também era de 7,9% para o IPCA deste ano e agora está em 9,1%.

Está cada vez mais claro que a autoridade monetária desistiu de tentar levar a inflação para o centro da meta de 4,5%. Tampouco, deverá reduzir o indicador para o teto de 6,5%. Com isso, a equipe liderada pelo presidente Alexandre Tombini terá de escrever uma carta ao ministro da Fazenda explicando os motivos que levaram a instituição a não cumprir sua tarefa bem como dar indicações sobre o que fará para reverter o quadro de descontrole dos preços.

O BC tem dito que sua missão é combater os efeitos secundários da alta da inflação deste ano. O objetivo é evitar transmissão para 2016 por meio da inércia. Por conta disso, os analistas devem se debruçar sobre a nova projeção do BC para o IPCA de 2015 e tentar calcular o quanto haverá de carregamento para o ano que vem.

Apontados como os principais vilões da inflação no curto prazo, os preços administrados devem ter alta de 13,7% em 2015 no cenário de mercado e no de referência. No caso de tarifas de telefonia fixa, a estimativa está em 3%. Em relação aos reajustes das tarifas de energia elétrica, o BC projeta uma variação de 43,3% para 2015.

Ano que vem. O Banco Central também revelou a informação mais esperada pelo mercado financeiro dos últimos dias: sua projeção para o IPCA de 2016. Segundo o relatório, a inflaçãosubirá 4,8% no ano que vem, pelo cenário de referência. A estimativa anterior da autoridade monetária era de 4,9%. A promessa do BC é entregar a inflação na meta de 4,5% no fim de 2016. Já no cenário de mercado, a previsão de alta de 5,1% para o próximo ano foi mantida.

Estas estimativas serão fundamentais para os analistas do setor privado calibrarem suas previsões para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o final de julho. A dúvida é sobre se o BC manterá o ritmo de alta de 0,50 ponto porcentual, como nos últimos meses, ou se já está se aproximando do fim do ciclo de aperto monetário. Desde outubro, o colegiado opta por elevar a taxa básica de juros ininterruptamente. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.

A mediana das previsões do mercado para o IPCA de 2016 está estacionada há cinco semanas em 5,50% no Relatório de Mercado Focus. No grupo Top 5, que reúne as cinco instituições que mais acertam as estimativas para o índice no médio prazo, a mediana das previsões está em 5,21%.

Dólar. O Banco Central determinou que a data de corte para confeccionar o Relatório Trimestral de Inflação é 12 de junho de 2015. Com isso, o câmbio no cenário de referência usado nos cálculos apresentados no documento é de R$ 3,10. No RTI de março e na última ata do Copom deste mês, a cotação usada pelo BC era de R$ 3,15.

Em meio às discussões a respeito do cumprimento da meta fiscal, o BC considerou ainda que leva em conta em seus cálculos um superávit primário de R$ 66,3 bilhões. Para 2016, a autoridade monetária trabalha com uma taxa de 2% do PIB, mesmo porcentual da edição de março.

Escolhas erradas do PT faz Brasil caminhar para recessão

A economia deu o primeiro passo de uma recessão que deve ser a mais profunda dos últimos 25 anos.

No primeiro trimestre, a economia brasileira encolheu 0,2% na comparação com o trimestre anterior.

Fonte: ITV 

Escolhas erradas do PT faz Brasil caminhar para recessão

A Caminho da Recessão

Com o PT, o Brasil ficou definitivamente para trás. As escolhas equivocadas dos últimos anos levaram a economia à retração e estão agora custando caro aos brasileiros

Só há más notícias no PIB que o IBGE divulgou nesta manhã. A economia deu o primeiro passo de uma recessão que deve ser a mais profunda dos últimos 25 anos. Nos detalhes, a situação revela-se ainda mais grave.

No primeiro trimestre, a economia brasileira encolheu 0,2% na comparação com o trimestre anterior. Todos os setores e todos os componentes da atividade caíram, com as exceções da agropecuária e das exportações, estas ajudadas pelo câmbio mais favorável. De boa nova, foi só.

Caíram a produção de todos os demais setores, os investimentos e, agora, também o consumo, por culpa da “evolução negativa dos indicadores de inflação, crédito, emprego e renda ao longo dos três primeiros meses do ano”, aponta o IBGE.

O último motor que ainda dava algum alento à economia brasileira parou. Depois de 45 trimestres, ou seja, quase 12 anos, o consumo das famílias teve sua primeira queda: 0,9% quando comparado a igual período do ano anterior.

Entre os destaques mais negativos, estão, ainda, a indústria da transformação, com queda de 7% sobre o primeiro trimestre do ano passado, e os investimentos, com baixa de 7,8% na mesma base de comparação. Em ambos os casos, é a quarta retração trimestral seguida.

No Brasil do PT, pouco se produz, quase nada se investe e não sobra para poupar. Tanto a taxa de investimento quanto a de poupança mantiveram-se baixas neste trimestre: 19,7% e 16% do PIB, respectivamente, ambas menores que as de um ano atrás.

Entre os países que já divulgaram o resultado do PIB do primeiro trimestre do ano, apenas cinco saíram-se pior que o Brasil: Nigéria, EUA, Lituânia, Sérvia e Estônia. Segundo as previsões do FMI, só nove países devem ter recessão mais severa que a brasileira neste ano – quase todos envolvidos em conflitos e/ou desestruturação interna.

O governo Dilma já trabalha oficialmente com uma recessão de 1,2% neste ano. Os sinais da crise estão evidentes por toda parte: não há confiança das empresas para investir; não há segurança dos consumidores para consumir; as fábricas estão diminuindo o ritmo e a fila do desemprego só aumenta. Ao paradeiro junta-se ainflação que não cede.

Não se enxerga luz no fim deste túnel. As medidas fiscais que o governo do PT ora implementa tendem a agravar ainda mais o quadro, arrochar ainda mais a economia e dificultar mais ainda a vida dos brasileiros. O que já não está bom vai piorar.

A verdade é que, com o PT, o Brasil ficou definitivamente para trás. Não há reformas com capacidade de modernizar a economia e atá-la ao bonde do crescimento externo. As escolhas equivocadas do governo petista nos últimos anos estão agora custando caro aos brasileiros. Por quanto tempo mais, ninguém sabe.

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