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Noblat: À espera da reforma medíocre e limitada de um governo ruim

Dilma procede como em 1992 também procedeu o então presidente Fernando Collor, ameaçado pelo impeachment. Collor reformou seu ministério. E mesmo assim acabou no chão.

Dilma é useira e vezeira em adotar ideias pouco inteligentes.

Fonte: Blog do Noblat

Noblat: À espera da reforma medíocre e limitada de um governo ruim

Os nomes dos novos ministros de Dilma são medíocres. E a reforma, limitada. Divulgação

À espera da reforma medíocre e limitada de um governo ruim

Por Ricardo Noblat

De volta de Nova Iorque, depois de abrir mais uma Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff deverá conferir prioridade ao desfecho da reforma do seu ministério.

Trata-se de uma tarefa que ela mesma se impôs e que se arrasta há mais de 30 dias. No momento em que mais precisa de apoio político, ela pretende cortar 10 dos atuais 39 ministérios.

Não é uma ideia inteligente. Mas Dilma é useira e vezeira em adotar ideias pouco inteligentes. Ou burras mesmo.  Age assim devido à sua inexperiência política e à má qualidade dos seus conselheiros.

Do ponto de vista econômico, o corte de 10 ministérios nada significa. É só para que ela possa dizer: “Cortei”. E talvez não corte 10. De alguns deles, se limitará a tirar o status de ministério.

Com o corte e a entrega de seis ministérios ao PMDB, um deles o da Saúde, Dilma imagina reunir votos o bastante para barrar na Câmara dos Deputados qualquer pedido de impeachment contra ela.

O PMDB não lhe assegura votos com tal objetivo. Nem mesmo com o objetivo limitado de recriar a CPMF. Alguns nomes do partido podem particularmente lhe assegurar seus votos. Mas é só.

Dilma procede como em 1992 também procedeu o então presidente Fernando Collor, ameaçado pelo impeachment. Collor reformou seu ministério. E mesmo assim acabou no chão.

Marcas da reforma feita por Collor: a atração de nomes de peso da política e de fora dela; e sua amplidão. Os nomes dos novos ministros de Dilma são medíocres. E a reforma, limitada.

Impeachment: ‘O governo Dilma não tem salvação’, por Ricardo Noblat

Os oito senadores são unânimes no diagnóstico: ela não tem mais jeito. Esse, por sinal, é o sentimento que cresce no Senado.

Até Renan Calheiros, presidente do Senado e aliado recente do governo, já foi contaminado por tal sentimento.

Fonte: Blog do Noblat

Impeachment: ‘O governo Dilma não tem salvação’, por Ricardo Noblat

Dilma Rousseff: sentimento que cresce no Senado é de que não tem mais jeito. Divulgação

O governo Dilma não tem salvação

Por Ricardo Noblat

Está previsto para esta semana o anúncio da reforma administrativa prometida por Dilma há mais de um mês.

Não significará grande coisa em termos de economia. Mas economia não é tudo na vida.

Espera-se a extinção de uma dezena de ministérios, a fusão entre alguns e o remanejamento de órgãos.

Ah, sim, deverão ser cortados alguns poucos milhares de cargos de livre nomeação.

O que soa esquisito é o fato de Dilma, até ontem, segundo Andreza Matais e Talita Fernandes, repórteres de O Estado de S. Paulo, não ter procurado o PMDB para conversar a respeito.

O partido é o aliado mais importante do governo. O vice-presidente da República é do PMDB. Dilma fez questão de assumir a coordenação política do governo. E só tem pregado o diálogo.

Para tudo, ela receita o mesmo remédio – diálogo, diálogo, diálogo.

O que explica a falta de diálogo com o PMDB em torno da reforma administrativa? Esquecimento? Desprezo? Falta de tempo?

Consultá-lo a poucos dias do anúncio da reforma denuncia a intenção de apresentar-lhe um prato feito, sem espaço para mudanças.

É desesperador o comportamento errático de Dilma. Há um mês, o grupo de senadores que se diz independente foi convidado por ela para um jantar no Palácio da Alvorada.

Dos 15 senadores, oito atenderam ao convite. Os demais acharam que seria perda de tempo.

O encontro foi agradável. Os senadores se sentiram à vontade até para conversar com Dilma sobre seu eventual impeachment.

Deixaram-lhe uma carta com sugestões capazes de melhorar a situação do governo.

Aguardam até hoje o retorno prometido por Dilma sobre a carta.

Os oito senadores são unânimes no diagnóstico: ela não tem mais jeito. Esse, por sinal, é o sentimento que cresce no Senado.

Até Renan Calheiros, presidente do Senado e aliado recente do governo, já foi contaminado por tal sentimento.

Dilma já é mais reprovada que Collor antes de sofrer impeachment

Dilma superou as piores taxas registradas por Fernando Collor (1990-92) no cargo às vésperas de sofrer um processo de impeachment.

No levantamento anterior, realizado na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados viam o governo Dilma como ruim ou péssimo.

Fonte: Folha de S.Paulo

 

O cenário piorou para a presidente Dilma também no que diz respeito a um eventual pedido de impeachment. Reprodução / Facebook

Reprovação de Dilma cresce e supera a de Collor em 1992

Com 71% de reprovação, a presidente Dilma Rousseff (PT) superou as piores taxas registradas por Fernando Collor (1990-92) no cargo às vésperas de sofrer um processo de impeachment, mostra pesquisa Datafolha feita entre terça e esta quarta-feira (5).

No levantamento anterior, realizado na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados viam o governo Dilma como ruim ou péssimo.

O grupo dos que consideram a atuação da petista ótima ou boa variou para baixo, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em junho, 10% dos consultados pelo Datafolhamantinham essa opinião. Agora, são 8%.

Reprovação a Dilma

O cenário piorou para a presidente Dilma também no que diz respeito a um eventual pedido de impeachment.

Questionados se o Congresso deveria abrir um procedimento formal de afastamento, 66% dos entrevistados disseram que sim. No levantamento anterior, realizado em abril, eram 63%.

Impeachment

Também aumentou a quantidade de pessoas que acham que ela será retirada do cargo, independentemente de suas opiniões sobre um eventual processo de impeachment. Em abril, 29% diziam que a presidente seria afastada do Planalto. Agora, 38% disseram achar que Dilmasofrerá um impeachment.

Os números registrados pelo Datafolha na pesquisa desta semana são os piores desde que o instituto iniciou a série de pesquisas em âmbito nacional, em 1990, no governo Fernando Collor.

O atual senador pelo PTB-AL, investigado na Lava Jato, era até agora o recordista de impopularidade na série do Datafolha, com 9% de aprovação e 68% de reprovação na véspera de seu impeachment, em setembro de 1992.

Dilma, dessa forma, passa a ser a presidente com a pior taxa de popularidade entre todos os eleitos diretamente desde a redemocratização.

As pesquisas Datafolha do período do governo José Sarney (1985-1990) eram feitas em dez capitais. Incomparáveis, portanto, com as seguintes. Nesse universo, Sarney registrou 68% de reprovação em seu pior momento, em meio à superinflação.

REGIÕES

A reprovação à presidente Dilma Rousseff é homogênea em relação às regiões do país, com índices em patamares semelhantes em todas elas.

Nos locais em que seu partido, o PT, costuma ter mais reprovação, a presidente registrou taxas levemente piores. A maior taxa de reprovação foi registrada na região Centro-Oeste, 77%. No Sudeste e no Sul, 73% dos entrevistados disseram que o governo é ruim ou péssimo.

Mesmo no Nordeste, região do país onde o PT costuma ter melhor desempenho eleitoral, a aprovação de Dilma é baixa. Apenas 10% dos consultados pelo Datafolha afirmaram que o governo é ótimo ou bom. Outros 66% entendem que a administração é ruim ou péssima.

As taxas apuradas pelo Datafolha em relação à questão do impeachment também são consistentes independentemente da região do país.

No Centro-Oeste, 74% acreditam que o Congresso deveria fazer tramitar um pedido de afastamento. Sul e Sudeste registram 65%. No Nordeste, o percentual é maior, porém dentro da margem de erro, com 67%.

Também não há diferença relevante em relação a idade ou o sexo dos entrevistados. Os resultados tanto entre homens como entre mulheres repetem o percentual de reprovação geral, de 71%.

Dilma tem reprovação levemente inferior entre pessoas com mais de 60 anos (68%). Os resultados das outras faixas etárias variam pouco, sempre dentro da margem de erro.

O Datafolha entrevistou 3.358 pessoas com 16 anos ou mais em 201 municípios nas cinco regiões do país.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança do levantamento é de 95% –se fossem realizadas 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estariam dentro da margem de erro em 95 ocasiões.

“Poço sem Fundo”: Clima no Brasil é de pessimismo porque não há perspectiva de mudança

Rejeição de um presidente da República nunca foi tão grande na história do país. Clima é de pessimismo porque não há perspectiva de mudança.

Não há sinal de melhora no horizonte para a petista. Quase 85% da população – ou seja, quase nove em cada dez – considera que ela “não está sabendo lidar com a crise econômica”.

Fonte: ITV

“Poço sem Fundo”, artigo do ITV

Praticamente dois de cada três brasileiros são favoráveis ao impeachment da presidente, segundo instituto de pesquisa MDA. Foto: ernando Zamora/Futura Press

Dilma, Lula e o PT colhem a reprovação dos brasileiros por escolhas equivocadas, práticas danosas e pela propaganda enganosa que venderam à população nos últimos anos

Nunca antes na história, uma presidente da República foi tão rejeitada pelos brasileiros. Um misto de decepção, desalento e desconfiança ronda o humor da população, diante dos rumos que o PT vem imprimindo ao país. Falta pouco para Dilma Rousseff tornar-se unanimidade, que hoje ampla maioria já preferiria ver pelas costas.

A nova rodada da pesquisa feita pelo instituto MDA sob encomenda da CNT revela que apenas 7,7% aprovam o governo atual. É a mais baixa taxa já aferida pelo instituto, cuja série começa em 1998. Na ponta contrária, nada menos que 71% consideram a gestão de Dilma ruim ou péssima. A desaprovação pessoal à presidente abrange 80% dos brasileiros.

O governo luta para carimbar críticas e o descontentamento com a atual administração como “golpismo” de quem quer se ver livre da presidente antes da hora. Mas basta percorrer as ruas para aferir o sentimento vívido de desaprovação às práticas correntes e de clamor pela responsabilização de quem levou o país para o atual beco em que se encontra.

Segundo o MDA, praticamente dois de cada três brasileiros são favoráveis ao impeachment da presidente – em março eram 60%; hoje são 63%. Não se trata de opinião ao léu. A pesquisa mostra que, para 44%, a mistura de corrupção na Petrobras, manipulação das contas públicas e irregularidades nas contas de campanha dariam motivo suficiente para o afastamento de Dilma do cargo.

Não há sinal de melhora no horizonte para a petista. Quase 85% da população – ou seja, quase nove em cada dez – considera que ela “não está sabendo lidar com a crise econômica”. Cada vez mais, os principais temores dos brasileiros são a perda do emprego, o aumento do custo de vida e as dívidas a pagar.

Os novos cortes orçamentários que o governo deve anunciar hoje, segundo os jornais desta quarta-feira, tendem a potencializar o arrocho e aumentar a penúria da população. Além disso, a revisão da meta fiscal reforça a sensação de um governo oscilante, incapaz de alcançar objetivos a que se propõe.

A pesquisa também desnuda a erosão da popularidade do tutor da atual presidente. Assim como Dilma, Lula também é visto como culpado pela corrupção na Petrobras. Numa eventual disputa pela presidência da República, o petista seria derrotado num segundo turno pelos três tucanos que já disputaram o cargo. A vantagem mais larga é obtida pelo senador Aécio Neves.

Dilma, Lula e o PT colhem hoje a reprovação da população por escolhas equivocadas, por práticas danosas e, sobretudo, pela propaganda enganosa que venderam aos brasileiros nos últimos anos, culminando com a sórdida campanha eleitoral que deu mais quatro anos de mandato à presidente. O sentimento presente nas pesquisas de opinião – a da CNT/MDA é apenas mais uma a coadunar a mesma percepção – são a expressão legítima de repúdio da população ao modo petista de governar.

Câmara estuda impeachment de Dilma

Estudo tem como base uma possível decisão do TCU sobre crime de responsabilidade de Dilma pelas chamadas “pedaladas fiscais”.

Artigo 218 prevê que qualquer cidadão pode denunciar presidente, vice-presidente ou ministro de Estado por esse crime.

Fonte: Estadão

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Impeachment de Dilma: Câmara faz estudo sobre trâmite do processo. Reprodução.

Câmara faz estudo sobre trâmite de impeachment

 A pedido do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Arthur Lira (PP-AL), a equipe técnica da Câmara dos Deputados fez um levantamento para traçar como seria a tramitação interna de um eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Em resposta, os consultores afirmaram que o trâmite de um processo contra Dilma não passaria pela CCJ, segundo o artigo 218 do Regimento Interno da Câmara, assim como ocorreu no processo contra Fernando Collor. A denúncia, após ser recebida pelo presidente da Câmara, será despachada para uma Comissão Especial. O colegiado deverá ser composto por representantes de todos os partidos de forma proporcional ao tamanho das bancadas.

O estudo tem como base uma possível decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre crime de responsabilidade de Dilma pelas chamadas “pedaladas fiscais”, prevista para ocorrer no fim de agosto. O artigo 218 prevê que qualquer cidadão pode denunciar presidente, vice-presidente ou ministro de Estado por esse crime.

Arthur Lira faz parte da “tropa de choque” de Eduardo Cunha. Ontem, o presidente da Câmara admitiu que está consultando juristas – além de assessores jurídicos da Casa – sobre o pedido de impeachment apresentado pelo Movimento Brasil Livre (MBL). E afirmou que pretende emitir uma opinião sobre o assunto em 30 dias. Ao mesmo tempo, em um claro recado à Dilma, disse que os deputados devem voltar do recesso parlamentar das duas próximas semanas com uma postura mais “dura” em relação ao Planalto. Tanto Cunha quanto Lira são alvo de investigações por suposta participação em desvios ocorridos na Petrobrás, no âmbito da Operação Lava Jato.

O presidente da CCJ, Arthur Lira, afirmou que o levantamento não foi tratado com outros parlamentares, nem com o presidente da Câmara. Ele ressaltou ainda que as informações sobre o trâmite de um futuro processo de impedimento foram levantadas apenas após integrantes da imprensa o abordarem sobre o tema. Ao Estado, Eduardo Cunha afirmou desconhecer o levantamento.

1º de maio: ‘tuitaço’ e ‘panelaço’ contra Dilma e o PT nas redes sociais

Grupos combinam protestos para a noite de amanhã. Evento foi criado para chamar pessoas insatisfeitas para se manifestar no Dia do Trabalhador.

Dilma Rousseff (PT) publicará amanhã vídeos em suas redes sociais pessoais e nos sites oficiais do Palácio do Planalto para divulgar sua mensagem do Dia do Trabalhador.

Fonte: Estado de Minas

Redes sociais organizam ‘tuitaço’ e panelaço contra Dilma e o PT

Manifestantes organizam tuitaço e panelaço contra o governo Dilma

Para driblar protestos nas ruas e o panelaço, presidente fará pronunciamento apenas nas redes sociais. Manifestantes prometem usar o mesmo canal para mostrar insatisfação com o governo

A presidente Dilma Rousseff (PT) publicará amanhã vídeos em suas redes sociais pessoais e nos sites oficiais do Palácio do Planalto para divulgar sua mensagem do Dia do Trabalhador. Segundo assessoria de imprensa da Presidência da República, ainda não foi definido se o pronunciamento será divulgado em um único vídeo ou várias inserções a serem postadas ao longo do dia. Será a primeira vez que Dilma – desde 2011, quando assumiu o primeiro mandato – não usará a rede nacional de rádio e televisão para pronunciamento no Dia do Trabalhador.

Segundo o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva (PT), os vídeos serão gravados nesta quinta-feira. Ele não deu detalhes sobre qual será o conteúdo do pronunciamento da presidente. A decisão de usar as redes sociais para fazer o pronunciamento foi tomada pela coordenação política do governo no início da semana para evitar que um novo panelaço marcasse o discurso de Dilma, como aconteceu durante as manifestações do Dia Internacional da Mulher, em março.

O grupo próximo à presidente defende que ela só volte aos pronunciamentos quando diminuir
a crise política e econômica. Entre os que pediram para o Planalto abrir mão da fala em rede
nacional de rádio e TV, estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o marqueteiro João Santana.

A justificativa oficial do Planalto, no entanto, é de que a presidente precisa usar “outros modais” para se comunicar. Por meio das redes sociais, os grupos que organizaram as manifestações nas grandes cidades brasileiras nos últimos meses tentam se organizar para evitar que a estratégia da presidente de evitar protestos seja bem-sucedida.

Os Revoltados on line, grupo que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff, convocou um panelaço para a noite desta sexta-feira. No entanto, os integrantes ainda não acertaram como vai ser o movimento. Na convocação oficial divulgada no Facebook do grupo, o panelaço está marcado para as 20h, enquanto outros defendem que o protesto só comece durante o Jornal Nacional, da Rede Globo, às 20h30.

Outros grupos também combinam protestos para a noite de amanhã. Um evento chamado
Panelaço e tuitaço” foi criado para chamar pessoas insatisfeitas com o atual governo para se manifestar no Dia do Trabalhador. “Nos anos de 2011, 2012 e 2013, a presidente Dilma Rousseff discursou em rede nacional de rádio e TV no dia 1º de maio.

Já em 2014, adiantou seu discurso para 30 de abril. Neste ano, o Planalto cortou o pronunciamento na TV e fará pelas redes sociais, mas nós vamos fazer um panelaço e também um tuitaço. Ao mesmo tempo, inundaremos o discurso da Dilma em sua página, com palavras de ordem como: fora, Dilma e fora, PT, convocou o grupo Devolvam meu país. Até a noite dessa quarta-feira, no entanto, apenas 173 pessoas tinham confirmado presença no evento.

Delação da OAS contra Lula torna impeachment de Dilma realidade

O blog, O Antagonista conta as conversas de bastidores que levou o presidente da OAS a falar tudo sobre participação de Lula nos escândalos de corrupção da Petrobras.

Em 2 de março, O Antagonista antecipou que a OAS poderia explodir, dado o desespero de seu dono e fundador, César Mata Pires.

Fonte:  O Antagonista

Com delação da OAS contra Lula, impeachment de Dilma é realidade

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Bomba atômica: presidente da OAS entrega Lula

Leo Pinheiro, presidente da OAS, preso na Operação Lava Jato, está pronto a entregar Lula à Justiça. Praticamente já entregou. É a capa da Veja.

Leia também: Petrolão chega a Lula, dono de empreiteira contará tudo em delação

Em 2 de março, O Antagonista antecipou que a OAS poderia explodir, dado o desespero de seu dono e fundador, César Mata Pires.

Leiam o que escrevemos:“César Mata Pires, fundador da OAS, é um homem desesperado. A sua empreiteira está afundando depois de deflagração da Operação Lava Jato. Desesperado e amargurado com a Odebrecht, com quem mantinha, digamos, acordos bastante lucrativos. Ele foi aconselhado a ameaçar Lula, como contaremos a seguir.

No dia 20 de fevereiro, reproduzimos aqui que César Mata Pires procurou Marcelo Odebrecht, diretor-presidente da dita-cuja, para saber como era possível que a empreiteira comandada pelo menino não tivesse ninguém preso.

Na mesma conversa, ele disse que não estava preocupado em salvar a própria pele, mas que não deixaria os seus herdeiros pagarem por “erros cometidos em equipe” – menção a lambanças cometidas pela OAS com a cumplicidade da Odebrecht, que até agora vem se safando.

A informação foi tirada de uma reportagem publicada pelo Estadão, cujo tema principal eram os encontros de Lula e Paulo Okamotto com empreiteiros à beira de um ataque de nervos. Ao jornal, a Odebrecht negou o encontro e a OAS saiu-se com uma evasiva.

O Antagonista resolveu apurar os desdobramentos dessa história e descobriu que César Mata Pires procurou também Emílio Odebrecht, pai de Marcelo e presidente do Conselho de Administração da empresa.

O encontro foi na ilha de Kieppe, na baía de Camamu, no sul da Bahia, de propriedade dos Odebrecht. O dono da OAS formulou a mesma pergunta a Emílio: como era possível que a empreiteira dele não tivesse ninguém preso, ao passo que a sua estava com toda a diretoria em cana. E acrescentou: o que eu posso fazer para salvar a OAS?

A resposta de Emilio Odebrecht foi: “Procure Lula”.

Emílio contou-lhe então que, temendo pela prisão de Marcelo, foi direto ao ponto com o petista. Emílio Odebrecht disse a Lula o seguinte: “Se for preso, o Marcelo não aguentará a pressão: ele vai abrir a boca e contará tudo o que sabe sobre as suas relações com a Odebrecht.

O Antagonista revelou que Lula interferiu para que Renato Duque fosse solto, depois de ser ameaçado pela mulher do ex-diretor da Petrobras, operador do PT na estatal. Não se sabe se Lula moveu um dos seus tentáculos para manter, até o momento, graúdos da Odebrecht fora da prisão.

Não se está insinuando, aqui, nada contra a Justiça. O empenho dos procuradores da Lava Jato em incriminar a empreiteira é grande, assim como o do juiz Sergio Moro. A nossa impressão é de que a Odebrecht será pega no momento certo pelos bravos paranaenses.

O único fato da nossa apuração — e fato assombroso, por mais que conheçamos as relações promíscuas entre a Odebrecht e Lula — é que Emilio Odebrecht ameaçou Lula e recomendou a César Mata Pires que fizesse o mesmo com o petista se quisesse salvar a sua empresa.”

Leo Pinheiro, por determinação de César Mata Pires, explodiu no colo de Lula.impeachment Dilma Rousseff parece iminente.

Rejeição: aprovação de Dilma cai e popularidade vai ao chão

As vaias no 21º Salão Internacional da Construção, em São Paulo, e o panelaço de domingo são exemplares do sentimento generalizado de rejeição ao governo.

Aprovação de Dilma cai a um dígito, menor do que o índice de popularidade do ex-presidente Collor seis meses antes de o processo de impeachment.

Fonte: Blog do Merval 1114

 

Popularidade de Dilma no chão

MERVAL PEREIRA

As vaias de ontem no 21º Salão Internacional da Construção, no pavilhão do Anhembi, em São Paulo, e o panelaço de domingo são exemplares do sentimento generalizado de rejeição ao governo Dilma que pesquisas de posse do Palácio do Planalto mostram com exatidão.

Lendo-as, não é possível continuar dizendo que as manifestações públicas contra o governo refletem apenas a posição dos ricos. O mesmo autoengano foi cometido pelo governo durante a Copa do Mundo, quando as vaias no jogo inaugural foram inicialmente atribuídas aos setores mais abastados da população.

As medições diárias indicam que o índice de avaliação boa/ótima do governo chegou a um dígito nesta semana, jogando no chão a popularidade da presidente Dilma, que despencou de 42% em dezembro de 2014, depois da eleição, para 23% em fevereiro, segundo o Datafolha.

E agora chega a um dígito, menor do que o índice de popularidade do ex-presidente Collor seis meses antes de a Câmara dos Deputados autorizar o processo de impeachment. Naquela ocasião, Collor chegou a 15% de avaliação positiva, depois de ter tido, no início do seu governo, a expectativa de 71% da população de que faria um governo bom/ótimo.

Três meses depois, no entanto, só 36% mantinham a avaliação, percentual que caiu para 24% no primeiro ano e, ao final de dois anos apenas 15% mantinham esta avaliação positiva.

A trivialização do roubo

Espanta tanto a trivialização da roubalheira no relato do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco ontem na CPI, quanto a normalização do fato feita pelo relator petista deputado federal Luiz Sergio, que não viu “dados novos” no depoimento do delator.

Ora, a repetição de dados antigos que abrangem sempre milhões de dólares, o tratamento banal dado às negociações sobre as propinas, tudo isso é escandaloso demais para que se procure tratar dentro do terreno da normalidade o que Barusco descreveu nas muitas horas de depoimento na CPI.

Foi um verdadeiro circo de horrores o desfiar de detalhes do esquema que está sendo investigado pela Operação Lava-Jato, e o raciocínio de Barusco é cartesiano: se ele, que era gerente, ganhou os milhões de dólares que ganhou, por que seu superior imediato Renato Duque e o tesoureiro do PT João Vaccari, com quem se reunia para fazer a divisão do butim, deixariam de receber o que estava previsto nas planilhas?

É claro que Barusco não pode afirmar quanto Vaccari levou para o PT, só estimar, pois não era ele quem dava o dinheiro, e sim Duque. Mas pelas porcentagens acertadas, é fácil estimar que entre US$ 150 a 200 milhões de dólares entraram no cofrinho petista no período em que vigorou o esquema.

Assim como foi patético o esforço do relator e de alguns deputados petistas de tentar fazer Baruco dizer que o esquema criminoso começou ainda no governo de Fernando Henrique. O ex-gerente da Petrobras foi até involuntariamente cômico quando reagiu com veemência dizendo que até 2003-2004, o que ganhava de propina era de sua atuação pessoal, sem que ninguém soubesse.

Essa propina própria está misturada à propina institucionalizada pela gestão petista a partir do momento em que o partido chegou ao poder central com Lula, em 2003, e Barusco quase lamentou que, não podendo definir o que era o que, resolveu devolver os US$ 97 milhões aos cofres públicos, depois de sua colaboração premiada ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

Pelo seu relato, confirmando a informação dada por Paulo Roberto Costa em outro depoimento em Curitiba, a campanha de Dilma Rousseff de 2010 está necessariamente maculada pelas doações ilegais, desviadas dos cofres da Petrobras e muitas vezes lavadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como doações legais.

A culpa não é minha. Eu votei no Aécio: Movimento anti-PT

Impeachment de Dilma já vira grife dos antipetistas. Em lojas virtuais e em shoppings é possível comprar variados tipos de produtos da linha anti-Dilma ou anti-PT.

Movimento contra a roubalheira e a corrupção

Movimento anti-PT: A culpa não é minha, Eu votei no Aécio

Empresário Sergio K, com sua camiseta anti-PT. Foto: Douglas Aby Saber / Estadão

Fonte: O Estado de S.Paulo 

Impeachment vira grife dos antipetistas

Grupos e empresários lançam roupas e produtos com slogans contrários a Dilma e a seu partido

A bandeira do impeachment da presidente Dilma está longe de ser consenso entre seus opositores no Congresso, mas já rende dividendos a defensores da causa. Em lojas virtuais e em shoppings de luxo é possível comprar variados tipos de produtos da linha anti-Dilma ou anti-PT.

A versão mais sofisticada entrou na linha de produção do empresário Sergio Luiz Kamalakian Savone. Dono da grife Sergio K, ele comanda lojas em shoppings de São Paulo, como JK Iguatemi, Alphaville e Anália Franco, e nas cidades de Campinas, Brasília e Belo Horizonte. Sua marca vende por R$ 100 uma camisa com a estampa Eu não tenho culpa. Votei no Aécio, referindo-se ao senador tucano, derrotado no 2º turno da disputa presidencial. Savone diz que 3 mil unidades já foram vendidas.

Para ele, o aquecimento das vendas se deve às manifestações pelo impeachment marcadas para o dia 15 de março. “Recebemos várias encomendas de partidos e pessoas ligadas a Aécio, mas não posso revelar nomes”, contou. Na campanha de 2014, Savone lançou uma linha de camisetas que fez sucesso entre tucanos, vendida a R$ 10. Sob uma imagem de Aécio estilizada, o slogan dizia Uai, we can.

Já o grupo Revoltados Online, um dos que estão na linha de frente da campanha pelo “Fora Dilma” nas redes sociais, montou uma loja virtual com direito a pagamento com cartão pelo sistema Paypal.

Um “combo” com uma camisa preta com o brasão da República e o slogan Impeachment já, dois adesivos e um boné sai por R$ 175. O grupo ainda vende canecas, moletons, chapéus, bonés e camisetas com variados slogans antipetistas estampados, como Fraude nas urnas eletrônicas: impeachment ; 100% anticomunista; e Fé, família e liberdade.

“As vendas (das camisas) estão ajudando a causa. Aluguel de trio elétrico, por exemplo, é muito caro”, afirmou Marcelo Reis, líder do Revoltados. Ele disse ter sido demitido do último emprego por causa de sua militância. “Agora estou por conta disso.”

Além da renda com as vendas, duas contas em seu nome foram abertas para receber doações de simpatizantes. Reis não revela quanto fatura, mas o grupo conta com estrutura profissional. Ele alugou um apartamento no mesmo flat onde vive o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em São Paulo, e mantém uma ampla estrutura de comunicação, com direito a produtora de vídeo. “Nossos números serão sigilosos até abrirmos uma associação com CNPJ“, disse o ativista.

Se o “Fora Collor” (1992) e o “Fora FHC” (1998) foram bancados por entidades tradicionais de movimentos sociais, como OAB, CUT, UNE e MST, os defensores do “Fora Dilma” se agrupam numa miríade de pequenos grupos criados nas redes sociais.

Por serem organizações privadas, elas não abrem os seus números, mas parte delas tem recursos suficientes para mobilizar carros de som, distribuir materiais gráficos e manter a ação nas redes sociais.

Impeachment de Dilma: não é crime falar, diz Aécio

Aécio: “Desconhecer que há um sentimento de tamanha indignação na sociedade é desconhecer a realidade”, disse o senador.

“Nunca vi em tão pouco tempo um governo errar tanto”, disse Aécio.

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio: não é crime falar de impeachment

Aécio avalia que a queda abrupta e profunda da popularidade de Dilma, registrada pelo último Datafolha, é fruto de uma série de equívocos cometidos pelo próprio governo. Divulgação

Não é crime falar de impeachment, diz Aécio

Tucano diz que tema não é ‘pauta’ do PSDB, mas defende colegas que abordaram o assunto

O impeachment da presidente Dilma Rousseff “não está na pauta do PSDB“, diz o senador Aécio Neves (MG), mas ele defende os tucanos que têm abordado o assunto. “Não é crime falar”, afirmou à Folha. “Desconhecer que há um sentimento de tamanha indignação na sociedade é desconhecer a realidade.”

A análise foi feita pelo tucano um dia depois de o líder de seu partido no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), bater boca com o petista Lindbergh Farias (RJ) no plenário. A confusão começou após Cunha Lima sustentar que a discussão sobre o impedimento de Dilma é legítima, o que provocou a irritação de Lindbergh.

“Não está na pauta do nosso partido, mas não é crime falar sobre o assunto, como fez o senador Cássio Cunha Lima“, defendeu Aécio.

Adversário de Dilma nas eleições de 2014, Aécio avalia que a queda abrupta e profunda da popularidade de Dilma, registrada pelo último Datafolha, é fruto de uma série de equívocos cometidos pelo próprio governo e que a oposição tem sido “cautelosa” nos posicionamentos.

Ele diz, por exemplo, que Dilma “foi covarde” ao terceirizar explicações sobre as medidas que adotou na economia. “Escolheu uma pessoa de fora do seu círculo, que provavelmente nem votou nela, para assumir as decisões. Ela se escondeu. Essa covardia abriu espaço para crescer o sentimento de que a presidente mentiu na eleição”, diz.

Para ele, Dilma desagradou não só aos que já não apostavam nela, como também a sua própria base social. “São dois sentimentos: indignação, de quem não a escolheu e hoje vê ela fazer o que disse que os adversários fariam; e frustração, porque quem votou nela apostou em outro projeto, não nesse.”

Presidente nacional do PSDB, Aécio diz que não vê “hoje elementos jurídicos ou políticos para um pedido de impeachment“. Mas avalia que a situação tende a piorar, pela instabilidade das relações no Congresso e o escândalo da Petrobras.

Segundo ele, nessa toada, a equipe de articulação política do Planalto vai levar Dilma para o Guinness, o livro dos recordes. “Nunca vi em tão pouco tempo um governo errar tanto.”

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