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Oposição se mobiliza e articula impeachment de Dilma

Políticos que se articulam por impeachment de Dilma decidiram por em marcha processo que pode levar  afastamento da petista na próxima terça-feira (13).

A oposição deixou claro que não irá esperar a ratificação da posição do TCU no Congresso.

Fonte: Folha de S. Paulo

Oposição se mobiliza e articula impeachment de Dilma

Os principais partidos de oposição pedirão que Cunha dê sequência ao pedido de impeachment de Dilma tendo como base a recomendação do TCU. Divulgação

Oposição deflagra na terça processo para afastar Dilma

Deputados decidem fazer pedido de impeachment avançar na próxima semana

Políticos querem pôr processo em marcha sem esperar Congresso julgar contas de 2014, reprovadas pelo TCU

Os políticos que se articulam para promover o impeachment da presidente Dilma Rousseffdecidiram pôr em marcha o processo que pode levar ao afastamento da petista na próxima terça-feira (13), sem esperar que o Congresso dê a palavra final sobre as contas do governo.

Nesta quinta (8), um dia após o TCU (Tribunal de Contas da União) reprovar o balanço de 2014 de Dilma, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o julgamento das contas do governo só deverá ser concluído pelo Congresso no próximo ano.

Adversário do Palácio do Planalto, Cunha indicou que na terça irá anunciar sua decisão sobre o principal pedido de impeachment recebido pela Câmara, que é assinado pelo jurista Hélio Bicudo, ex-petista, e pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, que trabalhou para Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A tendência é que Cunha siga a orientação da área técnica da Câmara e mande arquivar a petição. Mas os principais partidos de oposição pedirão a ele que dê sequência ao pedido tendo como base a recomendação do TCU.

A oposição deixou claro que não irá esperar a ratificação da posição do TCU no Congresso. Para os líderes dessas bancadas, a reprovação unânime das contas pelo tribunal, com base num relatório produzido por vários auditores, tem força suficiente para justificar o afastamento da presidente do cargo.

Qualquer decisão de Cunha na terça-feira representará uma dor de cabeça para Dilma, já que o melhor cenário para ela era o de uma protelação da análise da petição.

Se o presidente da Câmara aceitar o pedido de Bicudo e Reale, será aberta uma comissão especial para analisar a petição e dar um parecer ao plenário. Dilma será afastada se ao menos 342 dos 513 deputados votarem pela abertura do processo de impeachment.

Se Cunha arquivar o pedido, os principais líderes da oposição vão apresentar um recurso ao plenário, estratégia combinada com o peemedebista para lhe tirar o peso político de assumir sozinho a responsabilidade pela iniciativa. Para que o recurso prospere, é preciso o voto da maioria dos presentes à sessão.

‘ERRO POLÍTICO’

Cunha, que sofreu desgaste nos últimos dias com a revelação da existência de contas secretas associadas a ele na Suíça, criticou a tentativa feita pelo governo para afastar o relator dascontas de Dilma, ministro Augusto Nardes, antes do julgamento no TCU.

“Foi mais um erro político que o governo cometeu”, disse. O TCU, que é um órgão auxiliar do Poder Legislativo na fiscalização dos gastos do governo federal e das empresas estatais, entregou ao Congresso nesta quinta-feira o parecer aprovado na véspera.

Segundo Cunha, nem a análise das contas pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, que é o passo inicial, será concluída em 2015. “Não vai ser um embate rápido, pois o trâmite é lento”, afirmou. “Isso vai demorar.”

A comissão deverá levar, no mínimo, 62 dias para analisar o processo se não houver nenhuma prorrogação de prazo. O colegiado pode manter o entendimento do TCU ou divergir do tribunal e aprovar as contas da presidente –ou, ainda, recomendar a aprovação com ressalvas.

De acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o parecer do TCU será encaminhado à comissão assim que ele o receber. Ele não quis fazer uma previsão sobre quando o processo pode ser finalizado.

Depois da comissão, as contas serão enviadas para votação no plenário do Senado e, depois, da Câmara, mas pode ser que essa votação ocorra em sessão conjunta das duas Casas do Congresso. A decisão será de Renan.

Oposição: petição online vai pedir impeachment de Dilma

Líderes do movimento vão colocar na internet  site interativo que terá em destaque uma petição eletrônica pró-afastamento da presidente.

Grupo deve tomar por base o pedido de impeachment protocolado pelo ex-petista Hélio Bicudo.

Fonte: Folha de S.Paulo

Impeachment de Dilma: oposição vai usar petição online para pedir

Primeiro passo para esta estratégia é o movimento pró-impeachment. Foto: Fábio Seixo / O Globo

Oposição pede na internet apoio para o impeachment

Movimento pró-afastamento de Dilma será lançado nesta quinta-feira (10)

Deputados de oposição iniciam oficialmente nesta quinta-feira um movimento que tem o objetivo de apresentar, em 15 dias, um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Esse é o prazo que políticos à frente do movimento favorável ao afastamento da petista acreditam precisar para garantir apoio político suficiente para fazer a proposta sair do papel.

O primeiro passo para esta estratégia é o movimento pró-impeachment, que será lançado na manhã desta quinta (10). Os líderes da ação vão colocar na internet um site interativo que terá em destaque uma petição eletrônica pró-afastamento da presidente. Eles esperam que, com pressão popular, mais deputados abracem a ideia.

A iniciativa é encabeçada pelos líderes do PSDB, Carlos Sampaio (SP); do DEM, Mendonça Filho (PE); da minoria, Bruno Araújo (PSDB-PE); e do PPS, Rubens Bueno (PR), e tem o apoio velado do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

A opção por criar um movimento pró-impeachment se deu para tentar angariar o apoio de integrantes de partidos aliados ao governo. O movimento já conta com apoios no PMDB, partido do vice Michel Temer.

O grupo deve tomar por base algum dos pedidos de afastamento de Dilma da Presidência já apresentados na Câmara. O favorito é de um dos fundadores do PT, o advogado Hélio Bicudo, que protocolou um documento semana passada na Câmara no qual argumenta que a petista não tem condições de se manter no cargo.

O teor jurídico seria complementado pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr. (governo FHC, 2002) e assinado por um parlamentar. O nome mais cotado até o momento para assumir a coautoria da proposta é o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).

Também foram convidados para participar do ato desta manhã os presidentes do DEM, senador José Agripino (RN), e do PSDB, Aécio Neves, além de Ronaldo Caiado (DEM-GO), único que confirmou presença até o fechamento desta edição.

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Um acordo prévio já costurado com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem cabe encaminhar pedidos do gênero, prevê que ele indeferirá a solicitação para se isentar do ônus político de arcar sozinho com a decisão.

Em seguida, um deputado entraria com um recurso para contestar o que foi decidido por Cunha, o que levaria o pedido a ser apreciado pelo plenário da Câmara. A oposição precisa de maioria simples dos presentes para dar prosseguimento ao caso.

Se a maioria votar a favor do andamento do processo, é formada uma comissão especial para elaborar um parecer a ser apreciado pelo plenário. Nesta votação, são necessários dois terços de votos favoráveis ao impeachment para afastar a presidente. Caso 342 deputados avalizem a proposta, Dilma é afastada e o caso vai a julgamento no Senado.

PIXULECO

Deputados de oposição receberam do movimento Revoltados Online mini-Pixulekos, bonecos infláveis com a imagem do ex-presidente Lula vestido de presidiário.

Oposição cria movimento suprapartidário para pedir impeachment de Dilma

Deputados da oposição na Câmara anunciaram nesta noite a formação de um movimento suprapartidário para pedir a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A intenção é criar um canal de diálogo mais amplo com os movimentos de rua que defendem a saída da presidente Dilma.

Fonte: Estadão

Oposição cria movimento suprapartidário para pedir impeachment de Dilma

Líder tucano na Câmara disse que “não suporta mais três anos e meio de governo da presidente Dilma”. Foto: Wilton Junior /AgênciaEstado / AE

Deputados da oposição na Câmara anunciaram nesta noite a formação de um movimento suprapartidário para pedir a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A informação foi antecipada pelo Estado. Parlamentares informaram ainda que vão lançar na próxima quinta-feira, às 11 horas, um site que terá uma petição pública para recolher assinaturas que chancelem o pedido de afastamento de Dilma.

O líder tucano na Câmara, deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), disse que “não suporta mais três anos e meio de governo da presidente Dilma”. “Vamos começar as conversas com a finalidade de convencer os parlamentares disso”, disse, afirmando que ainda não há estimativa de quantos deputados já fazem parte do movimento. “Não temos número, mas temos parlamentares do PSC, PSDB, PPS, DEM e Solidariedade.”

Apesar de não citar o PTB, nesta terça a presidente da sigla, Cristiane Brasil (RJ), passou a integrar o movimento. Filha do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), a parlamentar participou nesta tarde de uma reunião com os organizadores do movimento. Ao sair, Cristiane disse ao Estado que faria parte do movimento, mas que a legenda que comanda permanecerá independente. Na Câmara, o PTB integrava a base governista, mas, insatisfeito com o tratamento que vinha recebendo do Palácio do Planalto, optou pela independência.

O líder do Solidariedade, Arthur Maia (BA), disse que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, terá a obrigação de colocar os pedidos de impeachment para serem votados. “O Brasil quer o impeachment. Ou ele acata ou faremos um recurso ao Plenário”, afirmou. Até a semana que vem, a cúpula do movimento espera o resultado da análise de possíveis embasamentos jurídicos para o pedido de impeachment.

Duas peças que estão sendo analisadas são as dos juristas Hélio Bicudo, fundador do PT, e Miguel Reale Júnior. Segundo Sampaio, a tendência é que o movimento apoie o pedido formulado por Bicudo. A ideia inicial era montar uma frente parlamentar. No entanto, como isso exigiria assinaturas, os parlamentares preferiram criar um movimento para preservar quem não quer se expor e para evitar cooptação de membros por parte do governo.

A ideia amadureceu em encontro realizado há duas semanas na casa do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) em Brasília. Um integrante do PSDB disse que o movimento terá, além de site, material gráfico, e promoverá interação através de redes sociais. A intenção é criar um canal de diálogo mais amplo com os movimentos de rua que defendem a saída da presidente Dilma.

Além disso, os idealizadores do movimento pretendem garantir a maioria necessária para levar adiante um processo de impeachment na Casa. Pelo roteiro desenhado pelos opositores de Dilma, o presidente da Câmara rejeitaria o pedido de impeachment para não se comprometer. Um partido de oposição apresentaria recurso que seria apreciado pelo plenário da Casa. Caso consiga mais da metade dos votos dos deputados presentes na sessão, o grupo aprovaria o requerimento, abrindo assim o processo.

Liderada por Aécio, oposição reage contra tentativa de aumento de impostos de Dilma

Aécio disse que o partido é contra aumento de qualquer imposto e que vai obstruir medidas neste sentido que forem enviadas ao Congresso.

Aécio disse que o governo está querendo desvirtuar a função de impostos como IOF e Cide, que são regulatórios e não com fins de aumentar a arrecadação do governo.

Fonte: O Globo 

Liderada por Aécio, oposição reage contra tentativa de aumento de impostos de Dilma

É inconstitucional aumento de tributos que não seja a partir de projeto de lei aprovado no Congresso — disse Aécio. Foto: George Gianni/PSDB

Líderes reagem à ideia de aumentar impostos para resolver caixa do governo

Para oposição, aumento de impostos é sinal de “desespero”

Líderes da oposição e mesmo da base aliada do governo Dilma Rousseff reagiram negativamente, nesta terça-feira, à possibilidade de recorrer a aumento de impostos como caminho para reforçar a arrecadação do governo. Em paris, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que uma das ideias em estudo é o aumento do Imposto de Renda para rendas mais altas. Outra alternativa é o aumento da Cide, que não dependeria de aprovação do Congresso.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que o partido é contra aumento de qualquer imposto e que vai obstruir medidas neste sentido que forem enviadas ao Congresso. Aécio afirmou ainda que é mais um ato de “desespero” do governo e avisou que não haverá “boa vontade” da oposição com essas propostas da área econômica.

— A oposição é absolutamente contrária ao aumento de qualquer tributo e vai reagir no Congresso a qualquer artifício que se busque para buscar esse objetivo. Obstruiremos qualquer tentativa que o governo queira fazer nesta direção. Inclusive, se vier a querer aumentar impostos por decreto, vamos reagir aqui, no Congresso, buscando anular esse decreto. É inconstitucional aumento de tributos que não seja a partir de projeto de lei aprovado no Congresso — disse Aécio.

O tucano disse que o governo está querendo desvirtuar a função de impostos como IOF e Cide, que são regulatórios e não com fins de aumentar a arrecadação do governo.

— É mais uma demonstração do desespero de um governo que, mesmo com a gravidade da crise, não consegue apontar um rumo para o país, que não seja, de um lado, supressão de direitos e, de outro, aumento dos tributos. Essa é uma fórmula absolutamente rudimentar para permitir que o Brasil supere as gravíssimas dificuldades nas quais o governo doPT nos mergulhou — disse Aécio.

Na mesma linha, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que Ninguém se entende mais no governo.

— É sinal de desespero querer aumentar impostos. Ninguém se entende mais no governo, que está esfacelado politicamente e sem apoio popular. Toda hora é uma ameaça. Primeiro era com a nova CPMF, que depois recuou, e agora até o Imposto de Renda entrou na mira. Só não se vê o governo se mexer para cortar cargos comissionados e desinchar a máquina — disse Caiado, cobrando uma reunião da oposição para fechar uma estratégia única.

O líder do PSD, Rogério Rosso (DF), que integra a base aliada criticou a opção pelo aumento de impostos como forma de enfrentar o déficit nas contas públicas:

— Hoje o brasileiro já trabalha quatro meses para pagar imposto. Vai trabalhar seis meses? Aí fica difícil defender o governo. Com todo respeito ao ministro Levy, mas particularmente somos contra. Vários ajustes estão sendo feitos em outros países sem que a população seja penalizada. Temos é que reduzir impostos e aumentar a produção de bens — afirmou Rosso, acrescentando: — Qualquer proposta de aumento de impostos o Congresso responderá negativamente. O melhor para o déficit é cortar gastos.

Mais cauteloso, o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), disse que é preciso esperar primeiro o envio de propostas neste sentido ao governo:

— Tem que ter proposta concreta. Não tem nada ainda.

A oposição criticou duramente a ideia e disse que trabalhará para evitar que os aumentos sejam aprovados pelo Congresso.

— É um absurdo que o governo insista na tecla do aumento da carga tributária como caminho para alcançar o reequilíbrio fiscal, entre despesas e receitas da União. O correto é cortar despesas, supérfluos, os gastos da máquina aparelhada. Toda alternativa que houver de aumento de impostos como remédio para superar a crise fiscal será rechaçada pelo parlamento — disse o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

— Os impostos que dependem da aprovação do Congresso resistiremos e não acreditamos que o Congresso aprove. O aumento dos tributos que não dependem do Congresso, é mais difícil. Mas é inconcebível que antes de fazer cortes, a presidente Dilma opte pelo caminho mais fácil, que é o de meter a mão no bolso do contribuinte — criticou o vice-líder doPSDB, Bruno Araújo (PE).

Para Bruno, se a presidente optar por aumentos como do da CIDE, que não passam pelo Congresso, a solução será a população reagir e mostrar sua indignação:

— O governo tem autorização para aumentar impostos como a CIDE, IPI, como regulação. Nesse caso, estaria usando para arrecadar mais. Mas o buraco é tão grande, que não serão suficientes. O governo tem é que cortar programas sociais, mais de 700, priorizando alguns. Bolsa Família, por exemplo, não pode ser mexido. Outros sim, mas quem decide é o governo, que parece não ter coragem para fazer isso e prefere colocar a mão no bolso do contribuinte.

O líder do PPS, Rubens Bueno (PR) afirma que se a presidente recorrer a aumento de impostos como a CIDE ou IPI, ele trabalhará para derrubar, seja via decreto sustando a medida, seja recorrendo ao Judiciário:

— Esse governo, a cada dia que passa, está mais perdido. Não anuncia onde fará os cortes e surpreende a população anunciando que estuda aumentar o Imposto de Renda. É um governo perdulário.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pela manhã já havia criticado a opção de aumento de impostos em vez de cortes no orçamento, voltou a dizer que é radicalmente contrário ao aumento do Imposto de Renda.

— Sou contra, radicalmente contra. Não é pela via de aumento de impostos que vamos resolver o problema das contas. Nem provisória, nem permanente. Essa é minha posição pessoal, se o governo mandar, a Casa vai votar, vai decidir, mas eu pessoalmente sou contra — disse Cunha.

Para evitar impeachment de Dilma, Lula chama oposição para conversar

Petista diz que relatos anônimos só estimulam especulações; tucano topa diálogo se agenda for ‘clara’ e ‘pública’.

Intenção do petista é buscar um conciliador na oposição para tentar dissipar, pelo menos dentro do PSDB, as forças que trabalham pelo impeachment da presidente.

Fonte: Folha de S.Paulo

Lula chama oposição para conversar para evitar impeachment de Dilma

Não foi o primeiro aceno de Lula à oposição. Em maio, ele encontrou o senador José Serra (PSDB-SP) na festa de um amigo comum e disse que gostaria de marcar uma conversa reservada. Divulgação

Lula busca FHC para discutir crise e conter impeachment

Ex-presidente autorizou amigos a procurar antecessor e falou com Serra

Petista diz que relatos anônimos só estimulam especulações; tucano topa diálogo se agenda for ‘clara’ e ‘pública’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou amigos em comum a procurar seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso, e propor uma conversa entre os dois sobre a crise política. O objetivo imediato do movimento é conter as pressões pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Há cerca de duas semanas, amigos de Lula discutiram separadamente com ele e FHC a possibilidade de um encontro dos dois. Os contatos ocorreram às vésperas de o tucano viajar de férias para a Europa.

Lula disse a aliados que a conversa poderia ser por telefone e antes de Fernando Henrique viajar. O tucano preferiu deixar a definição de um eventual encontro para ser discutida depois que ele voltar ao Brasil, em agosto.

Não foi o primeiro aceno de Lula à oposição. Em maio, ele encontrou o senador José Serra (PSDB-SP) na festa de um amigo comum e disse que gostaria de marcar uma conversa reservada. Lula derrotou Serra na eleição de 2002.

Lula tem mantido somente os aliados mais próximos informados sobre essas conversas, e só avisou que procuraria Fernando Henrique na véspera de autorizar os contatos com o antecessor.

A intenção do petista é buscar um conciliador na oposição para tentar dissipar, pelo menos dentro do PSDB, as forças que trabalham pelo impeachment da presidente.

A crise que envolve Dilma aprofundou-se nas últimas semanas, com o avanço das investigações sobre corrupção na Petrobras, a crise econômica e a rebeldia dos aliados do PT no Congresso.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Instituto Lula afirmou nesta quarta-feira (22) que o ex-presidente não tem interesse em conversar com Fernando Henrique nem soube de nenhum interesse da parte do antecessor.

Por e-mail, Fernando Henrique disse à Folha: “O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se desejar discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público.”

Serra não quis confirmar o conteúdo da conversa que teve com Lula em maio, e disse apenas que não tem nenhum encontro marcado com ele.

As informações sobre a movimentação de Lula foram confirmadas à Folha por integrantes do Instituto Lula e políticos de três partidos. Para a assessoria de Lula, “relatos anônimos” servem apenas para alimentar “especulação”.

A aliados com quem discutiu o assunto, Lula disse preferir uma conversa discreta com FHC. O petista tem procurado evitar que seus movimentos ampliem a radicalização do ambiente político.

Lula, que fez recentemente críticas ao modo como Dilma vem lidando com a crise, tem procurado agir como bombeiro e procurou líderes do PMDB, como o senador Renan Calheiros (AL), para conter os ânimos no Congresso.

O ex-presidente debateu com seus auxiliares durante meses a decisão de buscar reaproximação com os tucanos. Os petistas sabem que a radicalização da campanha presidencial do ano passado, em que Dilma atacou FHC, tornou mais difícil o diálogo com eles.

No PSDB, há dúvidas sobre a conveniência de uma conversa que tenha como tema a governabilidade de Dilma. Mesmo tucanos considerados moderados, que hoje são contra o impeachment, temem que um diálogo com o PT seja visto como conchavo e arranhe a imagem do partido.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que foi derrotado por Dilma na eleição presidencial do ano passado, é visto pelos petistas como um dos principais obstáculos a qualquer tentativa de acerto entre os dois grupos políticos.

Lula é o culpado por todas as mazelas de Dilma e do PT

Foi Lula que nomeou diretores da Petrobras envolvidos com corrupção. A um deles chamava de “Paulinho”. Tão eficiente quanto “o nosso Delúbio”.

São os desacertos do PT, de Lula e de Dilma que explicam o que eles sofrem no momento. E é o oportunismo descarado de Lula que explica também o sufoco a Dilma.

Fonte: Blog Noblat

SÃO PAULO, SP, 20.02.2013: PT/10 ANOS NO PODER – Lula, a presidente Dilma Rousseff e o presidente do PT, Rui Falcão, participam do seminário do PT para comemorar os dez anos do partido no comando do governo federal. Evento realizado no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, na zona norte de SP. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Dilma sente apertar o cerco em torno dela. Foto: Marlene Bergamo/Folhapress.

A quem interessa derrubar Dilma? À oposição ou a Lula e ao PT?

Ricardo Noblat

Admitir, ela não pode. Mas Dilma sente apertar o cerco em torno dela. De um lado, Lula. Do outro, a Operação Lava Jato, que investiga a roubalheira na Petrobras. Por que não digo de um lado Lula e do outro o juiz Sérgio Moro?Simples. A Polícia Federal investiga. O Ministério Público também. Moro prende e depois solta àqueles sujeitos à sua jurisdição.

Manda os outros que gozam de fórum privilegiado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Que confere vistas ao Procurador Geral da República. Que se pronuncia a respeito.

Então cabe ao STF abrir inquérito ou não.

Assim, não se pode responsabilizar unicamente Moro pelo perigo que bate à porta de Dilma. É risível dizer que ele está a serviço do PSDB. E que avança por aqui a construção de um Estado policial.

A maioria dos ministros do STF foi nomeada por Lula e Dilma. Os mensaleiros foram condenados por eles.

É do presidente da República a indicação do Procurador Geral da República. Ao ministro da Justiça subordina-se a Polícia Federal.

De resto, foi Lula que nomeou os diretores da Petrobras envolvidos com corrupção. A um deles chamava de “Paulinho”. Tão eficiente quanto “o nosso Delúbio”. Ou “Palocci, meu irmão”.

Como se pode falar em Estado policial contra o PT enquanto o PT por meio do governo controlar de alguma forma o aparelho do Estado? Piada! E sem graça. Ou desespero.

São os desacertos do PT, de Lula e de Dilma que explicam o que eles sofrem no momento. E é o oportunismo descarado de Lula que explica também o sufoco a Dilma.

De olho na sucessão dela em 2018, Lula empurra Dilma para uma encruzilhada: ou ela escolhe o caminho da resignação às vontades dele ou o caminho que a levará a perder o poder antes do tempo, pelo bem ou pelo mal.

A essa altura, derrubar Dilma, a teimosa, a criatura ameaçada pelo criador, interessa mais a Lula do que à oposição.

O que de pior poderá acontecer a Lula é chegar à próxima eleição presidencial amarrado a um governo impopular que carrega sua impressão digital. Será derrota na certa. Ele nem se arriscará.

Farsa: PT naufraga em tentativa de fingir ser oposição ao governo Dilma

Panelaço durante o programa, sinalizou que o truque de fingir ser oposição na TV, enquanto precisa ser governo no Congresso, não funcionou.

Longevo no poder, o partido, com a agenda pró-arrocho e os protestos, se confronta com seu DNA.

Fonte: O Globo

Farsa do PT de fingir ser oposição ao governo Dilma não deu certo

O impossível malabarismo do PT

O panelaço que acompanhou o programa de TV petista, que teve um tom oposicionista, foi sinal de que o truque de ser oposição ao próprio governo não deu certo

O Paraíso do político é aquele lugar em que ele pode ser oposição ou situação, sem ônus, a depender das circunstâncias. Vive em estado de glorificação, entre epifanias múltiplas. Pois é a manobra que o PT tentou, ou sua fração majoritária do lulopetismo, ao colocar no ar, na noite de terça, com Lula de âncora, um programa eleitoral embalado no discurso eleitoreiro da “defesa do trabalhador“, num estilo oposicionista, enquanto o partido está sendo forçado a apoiar o ajuste fiscal no Congresso, única forma de evitar o aprofundamento da crise econômica e dar sustentação a Dilma.

O panelaço que ecoou em várias cidades, durante o programa, sinalizou que o truque de fingir ser oposição na TV, enquanto precisa ser governo no Congresso, não funcionou. O som de panelas e de buzinaços que acompanharam o programa deve ser entendido como um alerta ao partido, acometido, por ironia, da antiga síndrome tucana de ficar em cima do muro, diante do apoio a um governo cuja presidente é petista.

A propaganda do partido, muito centrada em críticas à terceirização, cuja regulamentação passou pela Câmara e precisa ser aprovada no Senado, levou o PMDB a cobrar, na manhã de ontem, uma definição do PT: se ele, da base do governo, votaria nas medidas do ajuste fiscal (as MPs 664 e 665, da eliminação de abusos em benefícios previdenciários, no seguro-desemprego e abono salarial) ou não. Neste caso, o PMDB tomaria a mesma posição, e estaria decretada a demolição definitiva da já abalada base parlamentar do Planalto. No regime parlamentarista, seria o caso da convocação de novas eleições legislativas. Na tarde de ontem, enquanto o vice-presidente Michel Temer, responsável pela coordenação política do governo, se movimentava, o PT formalizou apoio ao ajuste, e tudo parecia se encaminhar para o início da votação das medidas provisórias na Câmara.

Mas este surto de perda de identidade do PT produz estragos irreversíveis. Ao fragilizar a base governamental, dá espaço ao presidente da Câmara, o peemedebista Eduardo Cunha, para seguir na sua linha “independente”, aproveitando-se das fragilidades políticas de um Planalto sem apoio inclusive entre petistas. É isso que permitiu a Cunha, numa manobra regimental, aproveitar o quórum obtido para a votação de medidas do ajuste fiscal e aprovar a “PEC da Bengala”, tirando de Dilma o trunfo de indicar pelo menos mais cinco ministros do Supremo.

Tem lógica estender de 70 para 75 anos o limite de idade para a aposentadoria de ministros, mas a imprevista aprovação definitiva da PEC foi evidente retaliação contra Dilma, orquestrada por quem considera estar implicado no petrolão também devido ao governo.

Não há espaço vazio em política. Nem o vice-presidente Michel Temer consegue revogar esta verdade: diante de uma presidente acanhada, sem apoio claro no próprio partido, que aparece na TV com ares de oposição, outros interesses políticos avançam.

PT rejeita governo. E vice-versa

Desgastado, partido se confronta com o seu DNA

Fonte: O Globo

Duas cenas retrataram nesta quarta-feira um dilema que os petistas, há 12 anos no poder, resistem em equacionar. Ser ou não ser governo, com todos os ônus que as escolhas carregam?

Cena 1: o PMDB, indignado, cobra posição do PT em favor da aprovação do ajuste fiscal, projeto-pilar do segundo mandato de Dilma Rousseff. O partido da presidente vinha se manifestando contra o ajuste e, ontem, se tornou um obstáculo delicado de transpor na condução do projeto nas casas legislativas. O PT age como se governo não fosse.

Cena 2: diante do panelaço, feito contra o programa de TV do PT sem Dilma, o ministro Edinho Silva devolveu a seu partido o ônus. Disse que quem tem que responder pelo protesto é o PT. É o governo agindo como se PT não fosse.

Os panelaços ganharam forma a partir de discursos de Dilma. O silêncio da presidente no 1º de Maio a poupou de outra reação. Ao evitar o programa de TV, no entanto, ela não conseguiu fugir do barulho. A insatisfação contra o governo encarna com nitidez a reação contra o partido que está no governo pelo quarto mandato consecutivo. E contra Lula, a estrela decana. Longevo no poder, o partido, com a agenda pró-arrocho e os protestos, se confronta com seu DNA.

Chamuscado até a raiz no mensalão e atingido novamente na Lava-Jato, o partido agora enfrenta outro revés, desta vez ideológico: a dificuldade em encontrar discurso para lastrear as decisões econômicas da gestão Dilma, muitas na contramão de bandeiras históricas da esquerda. Já o governo, enquanto se esforça para domar seu partido tenta se distanciar do que lhe faz mal no PT. Com o PMDB de capataz. Hora do divã.

População faz novo panelaço em protesto contra mentiras do PT na TV

Pela terceira vez em dois meses, pessoas foram às janelas bater panelas em capitais como Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Curitiba, Belém, Fortaleza e Recife.

Movimento manifestou descontentamento com o governo.

Fonte: O Globo

PT mente na TV e população promove panelaço em todo país

O PT foi alvo na noite desta terça-feira de novo panelaço durante a exibição do programa do partido em cadeia nacional de televisão. Foto: Alex Silva / Estadão

Panelaços contra o PT acontecem em todas as regiões do país durante propaganda na TV

Presidente não falou no programa e apareceu apenas duas vezes em que são citadas obras do governo

O PT foi alvo na noite desta terça-feira de novo panelaço durante a exibição do programa do partido em cadeia nacional de televisão. Pela terceira vez em dois meses, pessoas foram às janelas bater panelas em capitais como Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Curitiba, Belém, Fortaleza e Recife para manifestar descontentamento com o governo. Também foram registrados buzinaços e lançamento de fogos de artifício em algumas cidades.

O PT informou que não se pronunciará sobre o panelaço. Militantes foram estimulados a promover um tuitaço na internet com o termo “#ToNaLutaPeloBrasil” como resposta. A hashtag ficou no trending topics do Twitter Brasil na noite desta terça-feira.

No Rio, foram registrados panelaço em Ipanema, Copacabana, Jardim Botânico, Botafogo, Flamengo, Tijuca, Leme, Copacabana, Lagoa, Grajaú e em alguns condomínios da Barra da Tijuca.

No Leme, o panelaço tomou conta do bairro um minuto após o início da propaganda. Foram ouvidos muito gritos de “Fora, Dilma” e muitos ataques ao ex-presidente Lula, chamado de “ladrão” ao surgir na TV. Alguns moradores do bairro soltaram fogos.

Em Copacabana, o protesto também fez bastante barulho, acompanhado de gritos de “fora PT“. O som intenso das panelas foi ouvido durante todo o programa e acompanhado por motoristas buzinando nas ruas. O protesto continuou quase dois minutos após o término da propaganda partidária na TV.

No estado do Rio, os municípios de Angra dos Reis e Niterói também tiveram panelaços.

Em São Paulo, panelaços foram ouvidos em diversos bairros. Na Zona Sul, no conjunto de alto padrão do Real Parque, no Campo Belo e na Vila Clementino. Na Zona Oeste, em Perdizes, Pinheiros, e Jardins, regiões de classe média e classe média alta. Na Lapa e na Vila Romana, em vez de panelas, manifestantes adotaram cornetas, buzinas e fogos para protestar.

Na Zona Leste, panelas foram ouvidas no bairro de classe média da Móoca e do Tatuapé. Também houve manifestações no centro, na região da República e de Higienópolis. A reportagem não encontrou registros de protestos na periferia ou em regiões pobres da capital. Em bairros nobres dos municípios de Santos, Guarulhos, Campinas e Ribeirão Preto também houve manifestações com panelas.

Moradores de pelos menos cinco regiões de Brasília também se juntaram ao protesto. Em Águas Claras, Asa Norte, Asa Sul, Guará e Sudoeste, eles batiam panelas das janelas e também soltavam fogos. Nas ruas, motorisatas buzinavam e pessoas gritavam “fora PT“.

A professora Vera Franca, de 54 anos, voltava das comprar e participou do buzinaço contra o partido:

– Estou protestando porque tudo hoje está um absurdo. Você vai comprar qualquer coisa e o preço está nas alturas – disse.

Em Porto Alegre, teve bateção de panela no bairro Moinhos de Vento, onde se concentraram os atos pró-impeachment. Em outros bairros, pouca coisa se ouviu, apenas nos bairros nobres, como Petrópolis e Independência.

Em Fortaleza (CE), o panelaço aconteceu na Praia do Futuro e no bairro Meireles.

A oposição comemorou o panelaço, organizado pelas redes sociais. O presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN), disse que o protesto é a prova de que, para o povo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e o PT são uma coisa só.

– Que papelão! Eles não conseguiram escapar do panelaço. Só conseguiram adiar do dia 1º para o dia 5 de maio. As vaias são a prova de que, para o povo, Lula, Dilma e o PT são uma coisa só – ironizou o democrata.

Movimento contra Dilma: PSDB apoia participação popular

PSDB defende a livre manifestação de opinião e o direito à expressão dos cidadãos e, portanto, apoia os atos pacíficos e democráticos convocados para o próximo dia 15 de março em todo o país.

PSDB repudia a atitude daqueles que, em nome de seus interesses partidários, cerceiam e deturpam o direito à livre manifestação

PSDB: os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas são manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises.

PSDB: os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas são manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises. Divulgação

Fonte: PSDB 

Nota oficial do PSDB sobre as manifestações populares convocadas para o dia 15 de março

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) se solidariza com as manifestações de indignação dos brasileiros diante da flagrante degradação moral e do desastre econômico-social promovidos pelo governo Dilma Rousseff.

O PSDB defende a livre manifestação de opinião e o direito à expressão dos cidadãos e, portanto, apoia os atos pacíficos e democráticos convocados para o próximo dia 15 de março em todo o país.

Mais do que uma garantia constitucional, a liberdade de pensamento e de crítica é fundamento essencial para o fortalecimento da vida democrática e o enraizamento social dos valores republicanos.

O PSDB repudia a atitude daqueles que, em nome de seus interesses partidários, cerceiam e deturpam o direito à livre manifestação, e tentam convencer a população de que a crítica aos governantes se confunde com atentados contra a ordem institucional e o Estado de Direito.

Na verdade, ao contrário de que alguns tentam fazer crer, os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas não defendem um terceiro turno, mas a rigorosa apuração de responsabilidades sobre a corrupção endêmica incrustrada no corpo do estado nacional, e cobra o abandono dos compromissos assumidos publicamente com a população. São manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises.

Acreditamos que a participação popular melhora as instituições e eleva os padrões de governança pública. Por isso, o PSDB, através de seus militantes, simpatizantes e várias de suas lideranças participará, ao lado de brasileiros de todas as regiões do país, desse movimento apartidário que surge do mais legítimo sentimento de indignação da sociedade brasileira.

O PSDB reitera seu compromisso com todos os que desejam um país mais forte, íntegro, justo, solidário e democrático.

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB

Senador Cássio Cunha Lima
Líder do PSDB no Senado Federal

Deputado Carlos Sampaio
Líder do PSDB na Câmara dos Deputados

Com popularidade em baixa, Dilma pode entrar para livro dos recordes com a maior avaliação negativa

“Corre o risco de entrar para o livro dos recordes como o primeiro presidente a exibir uma avaliação negativa. Faria algum sentido”, comentou Ricardo Noblat

Há menos de três meses de empossada, Dilma tem 7% de ótimo ou bom, segundo Merval Pereira, de O Globo.

Fonte: Blog do Noblat 

Dilma pode entrar para livro dos recordes com a maior avaliação negativa

Se o crescimento do país no ano passado foi negativo, por exemplo, por que a avaliação de Dilma também não poderia ser? Divulgação 

Dilma pode entrar no livro dos recordes com uma avaliação negativa. Por que não?

Ricardo Noblat

Será tão difícil assim para a presidente Dilma, seus principais auxiliares, o ex-presidente Lula e o PT admitirem que a insatisfação generalizada dos brasileiros se deva acima de tudo ao fato de que se sentem enganados?

Acreditaram no que ouviram principalmente de Dilma – que o país ia bem; que ela não deixaria que ele se desviasse do rumo seguro do crescimento; e que votar na oposição seria pôr tudo a perder. Tudo que fora conquistado nos últimos 12 anos.

E deu no que deu. A perda do poder dos salários só fez aumentar. Assim como aumentaram preços que estavam sendo “administrados pelo governo”.

Isso quer dizer: preços que o governo segurou para Dilma poder se eleger. Soltou depois.

É só o que basta para entender o que se passa. O resto é firula. E, no caso do PT que se esgoela para negar o inegável, o resto é mais uma tentativa de se enganar e de enganar o distinto público. Não aprende. Mente para justificar mentiras.

Anotem o que o PT e sua turma dirão se as manifestações contra o governo no próximo domingo forem um sucesso: bem, pior não poderá ficar. Daqui para frente, Dilma irá se recuperar na avaliação dos brasileiros. Esperem para ver.

A seis meses de sua queda, Fernando Collor tinha 15% de ótimo e bom. E havia metido a mão na poupança dos brasileiros, congelando-a.

Há menos de três meses de empossada, Dilma tem 7% de ótimo ou bom, segundo Merval Pereira, de O Globo.

Corre o risco de entrar para o livro dos recordes como o primeiro presidente a exibir uma avaliação negativa. Faria algum sentido.

Se o crescimento do país no ano passado foi negativo, por exemplo, por que a avaliação de Dilma também não poderia ser?

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