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Cresce rejeição à Lula: 55% não votariam no ex-presidente

Percentual daqueles que dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula aumentou de 33% (maio de 2014) para 55%.

Cai também o número de eleitores que votaram em Lula para presidente da república.

Fonte: O Globo

Cresce rejeição à Lula e 55% não votariam no ex-presidente

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reprodução

Ibope: 55% não votariam em Lula nas

Rejeição a petista era de 33% em 2014; 23% declararam que votariam no ex-presidente

Pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda-feira pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, revela que a rejeição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou. Segundo o levantamento, o percentual daqueles que dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula aumentou de 33% (maio de 2014) para 55%. O índice dos que votariam no ex-presidente em 2018 é de 23%. Em maio do ano passado, o percentual de possíveis eleitores era de 33%.

O levantamento, realizado entre os dias 17 e 21 de outubro, pesquisou o potencial de voto de alguns dos principais políticos que podem vir a disputar a presidência da República em 2018.

O Ibope também testou os nomes dos tucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra, além de Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). A rejeição a Lula foi a maior entre todos os nomes testados. Mas os outros nomes também apresentam aumento na rejeição. De acordo com o Ibope, cresceu o percentual dos que não votariam de jeito nenhum em Aécio (de 42% para 47% em um ano), em Marina (de 31% para 50% em um ano) e em Serra (de 47% para 54% em dois anos). Não há comparativo para a rejeição a Alckmin e a Ciro Gomes, ambos com rejeição de 52%.

Apesar da rejeição, o índice dos que votariam em Lula é maior do que a dos adversários: 23%. Aécio Neves aparece com 15%, seguido por Marina, com 11%. Serra tem 8%, Alckmin tem 7% e Ciro, 4%.

Ainda segundo o Ibope, na soma de eleitores que votariam com certeza ou poderiam votar, há empate técnico entre Aécio (42%), Lula (41%) e Marina (39%). Serra e Alckmin ficam, respectivamente, com 32% e 30%. Ciro aparece com 20%.

Lula é o mais conhecido entre os políticos, já que apenas 2% o desconhecem. Ciro é o mais desconhecido, por 24% dos eleitores. E 19% não conhecem Alckmin. O percentual sobre Aéciochega a 9% e para Marina, 10%. No caso de Serra, 11% o desconhecem.

As taxas não somam 100% porque um eleitor pode apontar que votaria em mais de um candidato ou que não votaria em nenhum deles.

Filho de Lula é alvo em nova fase da Operação Zelotes

PF foi autorizada a fazer busca e apreensão na LFT Marketing Esportivo, escritório de Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Zelotes investiga organizações criminosas que atuavam na manipulação do resultado de julgamentos no Carf, conhecido como o “tribunal da Receita”.

Fonte: O Globo

Zelotes: filho de Lula é alvo em nova fase da operação da PF

Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Foto: O Globo

Zelotes: PF faz busca no escritório de filho de Lula

Cem policiais cumprem 33 mandados e prendem lobista Alexandre Paes dos Santos

Na nova fase da Operação Zelotes, deflagrada nesta segunda-feira, a Polícia Federal (PF) foi autorizada a fazer busca e apreensão na LFT Marketing Esportivo, escritório de Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo fontes ligadas à investigação. Segundo o ‘G1’, os policiais já foram à empresa, que tem ligação com a consultoria Marcondes e Mautone, também investigada na Zelotes.

Até o momento, a PF já prendeu cinco suspeitos de envolvimento com fraudes no Carf. Entre os detidos estão Alexandre Paes Santos, José Ricardo Silva e também o lobista Mauro Marcones Machado. Machado é acusado de negociar interesses de montadoras com conselheiros do Carf.

Entre os acusados que tiveram prisão preventiva decretada, o único a escapar da ação policial até o momento é um suspeito do Piauí. Segundo o comunicado da PF, cerca de cem policiais cumprem 33 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Piauí e Maranhão.

A Zelotes investiga organizações criminosas que atuavam na manipulação do resultado de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), conhecido como o “tribunal da Receita”.

Essa nova etapa da operação, informa a PF, aponta que um consórcio de empresas também negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor automobilístico.

A Operação Zelotes foi deflagrada no dia 26 de março deste ano. Até a última operação, deflagrada no dia 8, as fraudes apuradas pela PF junto ao Carf já somavam prejuízos de, pelo menos, R$ 5,7 bilhões aos cofres públicos. A fase realizada hoje foi a quarta da Operação Zelotes.

No último dia 22, a Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda instaurou o primeiro processo administrativo disciplinar para apurar a responsabilidade dos integrantes do Carf elencados como suspeitos na Operação Zelotes. O processo foi aberto contra um caso específico de setembro de 2014.

Segundo nota divulgada pela Fazenda, na ocasião, negociações foram “empreendidas para a realização de ‘pedido de vista’ por conselheiro, com a promessa de vantagem econômica indevida, em processo administrativo fiscal” em que o crédito tributário envolvido era de R$ 113 milhões. O nome do conselheiro não foi divulgado.

ENTENDA A ZELOTES

A Operação Zelotes investiga denúncias de corrupção dentro do Carf, conselho responsável pelos processos administrativos tributários e previdenciários. As apurações realizadas pela corregedoria desde o segundo semestre de 2014 têm revelado, diz a nota, “a existência de um sistema ilegal de manipulação de julgamento de processos administrativos fiscais no CARF/MF, mediante a atuação coordenada de conselheiros com agentes privados que agiram mutuamente com o objetivo de favorecer empresas em débito com a Administração Tributária”.

Fernando Baiano confirma pagamento de despesas de Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, está no olho do furacão. Filho do presidente Lula teria recebido R$ 2 milhões de Fernando Baiano, operador do PMDB.

Lulinha nega ter recebido dinheiro de Fernando Baiano

Fonte: O Globo

Fernando Baiano confirma pagamento de despesas de Lulinha

Baiano contou que pagou despesas pessoais do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Divulgação

Em delação, Fernando Baiano diz que pagou despesas pessoais de filho de Lula

POR LAURO JARDIM

Está destinada a causar um estrondoso tumulto a delação premiada de Fernando Baiano, cuja homologação foi feita pelo ministro Teori Zavascki na sexta-feira.

O operador (de parte) do PMDB na Petrobras pôs no olho do furacão nada menos do que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Baiano contou que pagou despesas pessoais do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Ao contrário dos demais delatores, que foram soltos logo após a homologação das delações, Baiano ainda fica preso até 18 de novembro, quando completa um ano encarcerado. Voltará a morar em sua cobertura de 800 metros quadrados na Barra da Tijuca.

A propósito, quem teve acesso ao conteúdo da delação conta que Eduardo Cunha é, sim, citado por Baiano, que reconhece suas relações com o presidente da Câmara. Mas não entrega nada arrasador contra Cunha.

Saiba quem é o terceiro personagem na relação entre Fernando Baiano e Lulinha

Bumlai é aquele para quem Lula entregou em seu segundo mandato um crachá de trânsito livre no Palácio do Planalto.

Lulinha nega ter tido despesas pagas por delator
Advogado afirmou que filho de Lula ‘jamais recebeu valor’ de Fernando Baiano

O filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, negou neste domingo ter tido despesas pessoais pagas por Fernando Soares, o operador do PMDB na Petrobras. O advogado de Lulinha, Cristiano Zanin Martins, enviou ao GLOBO a seguinte declaração:

— O sr. Fabio Luis Lula da Silva jamais recebeu qualquer valor do delator mencionado.

O colunista Lauro Jardim revelou, em sua coluna de estreia no GLOBO neste domingo, que Baiano, em depoimento de delação premiada, contou que pagou despesas pessoais do filho de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Baiano teve sua colaboração com a Operação Lava-Jato homologada na sexta-feira passada.

A reportagem procurou o Instituto Lula para comentar a citação de Lulinha na delação, mas a entidade informou que não se manifestaria, assim como o ex-presidente Lula.

 

Falta pouco para Lula ser investigado na Lava Jato

Janot deve dar posição final. PF revelou que Lula pode ter sido beneficiado pela corrupção na Petrobras e pede autorização para que ele seja ouvido no inquérito.

A PF quer saber se Lula obteve vantagens pessoais das empreiteiras acusadas de pagar propina em troca de contratos com a Petrobras.

Fonte: O Globo

Falta pouco para Lula passar a ser investigado na Lava Jato

Lula, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras. Divulgação

Supremo pede que Ministério Público analise pedido da PF para ouvir Lula

Relatório da Polícia Federal diz que ex-presidente pode ter sido beneficiado por esquema na Petrobras

O juiz Márcio Schiefler Fontes, que auxilia o ministro Teori Zavascki nos processos da Lava Jato, pediu que o Ministério Público Federal se manifeste sobre a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passar a ser investigado em um dos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Em despacho assinado nesta terça-feira, o juiz não cita o ex-presidente e se limita a pedir parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre “relatório apresentado pela autoridade policial”.

O relatório da PF diz que Lula pode ter sido beneficiado pelo esquema de corrupção da Petrobras e pede autorização para que ele seja ouvido no inquérito. A PF solicitou ainda permissão para que seja feito levantamento sobre eventuais vantagens pessoais que Lula tenha recebido de empreiteiras acusadas de pagar propina em troca de contratos com a estatal brasileira. Caberá a Janot decidir se concorda com o pedido da PF ou não.

“Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal”, diz o relatório.

No despacho, o juiz também autoriza o compartilhamento das informações do inquérito que tramita no STF com os investigadores que atuam na operação Lava Jato em Curitiba.

Jeito do PT de governar: Brasil rebaixado e a falência do Estado

A histórica crise fiscal em que o país se encontra, deve-se, merecidamente, ser creditada aos governos do PT — a partir do final do primeiro governo Lula e abarcando a gestão inicial de Dilma.

Outra insensatez será insistir na velha fórmula de pressionar o já sobrecarregado contribuinte. Disso resultará menos investimentos e menos consumo.

Fonte: O Globo

 Jeito do PT de governar: Brasil rebaixado e a falência do Estado

É preciso encarar a realidade do esgotamento do Estado-tutor. Divulgação

Estado-tutor faliu

A histórica crise fiscal em que o país se encontra, causa do rebaixamento da sua nota de risco, deve, merecidamente, ser creditada aos governos do PT — a partir do final do primeiro governo Lula e abarcando a gestão inicial de Dilma. Mas é preciso reconhecer o papel exercido pela Constituição de 1988 na quebra do país. Não se põe em questão a importância da Carta no restabelecimento dos direitos civis, próprios da democracia, surrupiados pela ditadura militar. O aspecto negativo da Carta deriva de uma visão ideológica de mundo por meio da qual ela foi redigida, com o Estado sendo colocado sobre a sociedade, no papel de uma espécie de tutor que concentraria o máximo das rendas da sociedade, extraídas por elevados impostos, com a finalidade de distribuí-las para mitigar a pobreza. O Estado seria o agente do “bem”.

Já naquela época se tratava de uma percepção míope da realidade. A prova veio em 1989, logo no ano seguinte ao da promulgação da Carta, quando caiu o Muro de Berlim, símbolo do modelo da centralização extrema de tudo pelo Estado, sistema testado na União Soviética, e reprovado.

A Constituição seguiu essa tendência nos gastos sociais. Caberia unicamente ao Estado eliminar a pobreza. Foi assim que, em mais ou menos uma década, entre governos tucanos e petistas, a carga tributária deu um salto de dez pontos percentuais, de 25% para 35% do PIB. Estima-se que esteja hoje na faixa de 37%, uma enormidade, se comparada com outras economias emergentes. Chega mesmo a rivalizar com a soma dos tributos de sociedades desenvolvidas —, mas estas dão em troca ao contribuintes serviços básicos de boa qualidade. Não é o caso do Brasil.

A obsessão pelo Estado-tutor e o pressuposto de que as fontes de financiamento público são infinitas levaram a que a vinculação do Orçamento chegasse ao paroxismo. Consolidou-se a errônea ideia de que, para se resolver uma carência pública, bastaria estabelecer que determinada parcela do Orçamento seria destinada ao setor carente. Sem qualquer outra preocupação.

Chegou-se à atual situação em que cerca de 90% do Orçamento — uma conta que para o ano que vem está estimada em R$ 1,2 trilhão — são “dinheiro carimbado”. Ou seja, têm destino certo: Previdência, programas especificamente sociais, folha dos servidores.

A quebra do Estado força Dilma a mexer, afinal, nesta construção. Deve-se alterar regras para que gastos possam ser racionalizados. Não faz sentido, também, manter o salário mínimo como indexador desta enorme massa de gastos colocados sob o guarda-chuva do “social”. Pois foi a correta política de valorização do salário-base que, de forma indireta, também ajudou a estrangular as finanças públicas.

Outra insensatez será insistir na velha fórmula de pressionar o já sobrecarregado contribuinte. Disso resultará menos investimentos e menos consumo. E mais: aplicar fórmulas já abandonadas em outros países, como o gravame sobre “grande fortunas”, apenas incentivará a migração de patrimônios. É preciso encarar a realidade do esgotamento do Estado-tutor.

Lula faz pouco do rebaixamento do Brasil e ataca Dilma

Lula esqueceu que em 2008 comemorou grau de investimento durante seu segundo mandato.  À época, Lula disse que o país vivia um “momento mágico”.

Há alguns meses, amigos disseram ter ouvido do petista que ele dirá o que pensa toda vez que entender que está sendo ignorado por Dilma.

Fonte: Folha de S.Paulo


Lula desdenha do rebaixamento e parte para cima de Dilma

Lula afirmou que a perda do selo de bom pagador pelo Brasil “não significa nada”. Divulgação

 

Lula ataca ajuste que Dilma tenta emplacar

Ex-presidente desdenha da perda do selo de bom pagador pelo Brasil

Petista disse a amigos que ‘falará mais o que pensa’ quando entender estar sendo ignorado pela presidente

O ex-presidente Lula demonstrou nesta quinta (10) estar em desacordo com as medidas de ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff.

“Me assusta muito a visão de todos aqueles que, ao primeiro sintoma de uma crise, começam falar em ajuste. Ajuste significa corte de salários, corte de emprego, significa voltar ao patamar de miséria que você estava [antes] para poder recuperar a economia. A mim, não agrada”, disse ele, durante um seminário em Buenos Aires.

“Todas as experiências de ajuste que foram feitas levaram os países à perda de postos de trabalho e ao empobrecimento da população.”

Programas de ajuste, disse, só fizeram aumentar as dívidas dos países que tentaram implementá-los: “A Grécia tinha dívida de 84% e hoje é 186% [do PIB]”, exemplificou.

O petista afirmou que o bom funcionamento da economia e o aumento do crédito dependem da confiança.

“Em economia não existe mágica, existe uma palavra chamada confiança e credibilidade. E se ela existir entre governantes e governados, tudo fica mais fácil”, completou.

Lula está na Argentina a convite de uma fundação controlada pelo governador Daniel Scioli, que concorre à presidência com o apoio de Cristina Kirchner.

Também nesta quinta, o ex-presidente afirmou que a perda do selo de bom pagador pelo Brasil “não significa nada”: “Significa que apenas a gente não pode fazer o que eles querem. A gente tem que fazer o que a gente quer”.

O discurso destoa do que ele afirmou quando a mesma Standard & Poor’s foi a primeira das três agências de risco mais importantes a dar ao Brasil o grau de investimento, em 2008, durante seu segundo mandato.

À época, Lula disse que o país vivia um “momento mágico”: “O Brasil foi declarado um país sério, que tem políticas sérias, que cuida das suas finanças com seriedade e que, por isso, passou a ser merecedor de uma confiança internacional que há muito tempo necessitava”, afirmou na ocasião.

Segundo interlocutores, Lula “falará mais o que pensa” daqui por diante. Há alguns meses, amigos disseram ter ouvido do petista que ele dirá o que pensa toda vez que entender que está sendo ignorado por Dilma.

Conforme relatos, Lula está insatisfeito com a falta de rumo do governo, o que, segundo ele, causa desânimo na sociedade.

Urgente: PF pediu autorização ao STF para tomar depoimento de Lula, revela revista

De acordo com matéria que sai na edição deste final de semana, o ex-presidente Lula (PT) é suspeito de ter se beneficiado do Petrolão.

PF elencou a lista de pessoas do “primeiro escalão” que deveriam ser ouvidas. Lula está lá, embora não tenha mais foro privilegiado.

Fonte: Revista Época 

Bomba: Época revela PF pediu autorização ao STF para tomar depoimento de Lula

Lula no encontro dos petroleiros. Foto: Ricardo Stuckert/PR

EXCLUSIVO: Lula é suspeito de ter se beneficiado do petrolão, diz PF

Em razão das suspeitas, polícia pediu ao STF autorização para tomar depoimento do ex-presidente

Agora é oficial: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é suspeito de ter se beneficiado do petrolão para obter vantagens pessoais, para o PT e para o governo. A suspeita consta em documento da Polícia Federal. Nele, pede-se ao Supremo Tribunal Federal autorização para ouvir Lula no inquérito que investiga políticos na operação Lava Jato.

Documentos secretos mostram como Lula intermediou negócios da Odebrecht em Cuba

O documento, enviado ao STF anteontem, na quarta-feira, é assinado pelo delegado Josélio Sousa, do grupo da PF em Brasília que atua no caso. Assim escreveu o delegado: “Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pela esquema em cursa na PETROBRAS, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada â custa de negócios ilícitos na referida estatal”.

Bomba: Época revela PF pediu autorização ao STF para tomar depoimento de Lula

Para a PF, “os fatos evidenciam que o esquema que ora se apura é, antes de tudo, um esquema de poder político alimentado com vultosos recursos da maior empresa do Brasil”.

MPF abre inquérito contra ex-presidente Lula por tráfico de influência internacional

Diante de tais suspeitas, a PF elencou a lista de pessoas do “primeiro escalão” que deveriam ser ouvidas. Lula está lá, embora não tenha mais foro privilegiado. A PF não explica por que pediu ao Supremo a tomada do depoimento – e não à primeira instância. “Neste cenário fático, faz-se necessário trazer aos autos as declarações do então mandatário maior da nação, LUIZ INACIO LULA DA SILVA, a fim de que apresente a sua versão para os fatos investigados, que atingem o núcleo político-partidário de seu governo”.

Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Manifestantes pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Foto: Thiago Bronzatto

Fonte: Blog do Noblat

Dilma fica. Lula está em perigo!

Talvez – quem sabe? – o inesperado faça uma surpresa. Mas se não fizer, Dilma governará até 31 de dezembro de 2018, cedendo o lugar ao seu sucessor. Está escrito nas estrelas. Não estava.

Mas foi escrito nos últimos 10 dias como resultado de um acordo informal assinado por representantes das forças políticas e econômicas que de fato importam no país.

Que tal? Haverá ironia maior do que essa?

Para se eleger pela primeira vez, governar apesar do escândalo do mensalão, se reeleger, eleger Dilma e reelege-la, Lula valeu-se do discurso de ser um perseguido pelas elites, coitadinho. E não somente ele, mas também o PT e Dilma.

Falso! Lula pode posar de pai dos pobres, mas não pode negar que foi uma mãe para as elites. Essas mesmas elites que, hoje, preferem Dilma ao desconhecido.

Foi como palestrante exclusivo e lobista ativo das maiores empreiteiras brasileiras que Lula ficou rico de 2011 para cá. Enriquecer não desmerece ninguém.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

A Operação Lava Jato investiga as relações de Lula com as empresas que mais lucraram superfaturando contratos com a Petrobras e pagando propinas a agentes políticos.

Pois bem: a empresa de palestras de Lula arrecadou em quatro anos R$ 27 milhões, sendo R$ 10 milhões de empreiteiras envolvidas com a roubalheira que causou à Petrobras o maior prejuízo de sua história.

A empreiteira que mais se beneficiou dos dois governos de Lula foi a Odebrecht. Foi também a que mais pagou pelos serviços de Lula como palestrante e lobista – R$ 2,8 milhões.

Só por uma palestra em maio de 2013, o estaleiro Quip pagou a Lula R$ 378.209,00. Ou a bagatela de R$ 13 mil por cada um dos 29 minutos de duração da palestra.

Nascido de uma associação entre as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa, o estaleiro foi criado ainda no período de Lula no poder para construir plataformas de petróleo destinadas à Petrobras.

Lula apadrinhou o projeto do estaleiro. Que logo que pode lhe retribuiu, digamos assim, o favor. Para dizer o mínimo. Ou então lavou dinheiro à custa dele.

Há pouco mais de dois meses, desconfiado de que seria preso outra vez, o ex-ministro José Dirceu confidenciou a amigos: “Estamos no mesmo saco, eu, Lula e Dilma”.

Dois dias depois da nova prisão de Dirceu, Lula reuniu-se com deputados do PT paulista e avaliou: nem uma possível melhora da economia será suficiente para salvar o partido. E ele também.

Dirceu acertou na mosca.

Lula e o PT sobreviveram ao mensalão com a desculpa não confessada de que roubaram para financiar a chegada deles ao poder. Somente assim poderiam fazer o bem aos pobres.

O petrolão contém fortes indícios de enriquecimento pessoal dos envolvidos. Se isso restar provado, qual narrativa inventar para enganar os bobos de sempre?

Só apelando para que o inesperado faça uma surpresa.

De resto, os bobos de sempre estão aprendendo a serem menos bobos desde que saíram às ruas em junho de 2013.

Da primeira vez pediram da redução do preço das passagens a um governo melhor. Dilma fingiu que não era com ela. Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção.

O número de manifestantes diminuiu. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles, pois.

Doleiro da Lava Jato repassou dinheiro para pagar obra em prédio de Lula

GFD, empresa de Youssef, deu R$ 3,7 milhões à Planner, que pagou R$ 3,2 milhões à OAS durante a construção.

Alberto Youssef, repassou quase a mesma quantia para a construtora OAS durante a finalização das obras de um prédio no Guarujá onde o ex-presidente Lula tem apartamento.

Fonte: O Globo

Lava Jato: doleiro deu dinheiro para pagar obra de prédio onde Lula tem apartamento

O Edifício Solaris é emblemático. Lula é dono de um tríplex avaliado entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão. Vaccari é dono de um apartamento avaliado em R$ 750 mil no mesmo prédio. Divulgação 

Dinheiro liga doleiro da Lava Jato à obra de prédio de Lula

Um grupo empresarial que recebeu R$ 3,7 milhões da GFD, empresa usada para lavar dinheiro do doleiro Alberto Youssef, repassou quase a mesma quantia para a construtora OAS durante a finalização das obras de um prédio no Guarujá onde o ex-presidente Lula tem apartamento. Entre 2009 e 2013, a empresa de Youssef fez vários pagamentos para aPlanner, uma corretora de valores mobiliários. Em 2010, a Planner pagou à OAS R$ 3,2 milhões.

A suspeita do Ministério Público Federal é que parte do dinheiro de Youssef repassado à Planner possa ter sido usado para concluir a obra iniciada pela Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), que foi presidida pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Vaccari e Youssef estão presos na Operação Lava Jato.

O repasse da GFD para a Planner aparece entre os primeiros documentos analisados pela Polícia Federal depois da quebra de sigilo fiscal das empresas de Youssef. Já a negociação financeira entre a OAS e a Planner consta do processo que investiga irregularidades na Bancoop que tramita na 5ª Vara Criminal de São Paulo, segundo documentos obtidos pelo GLOBO em cartório de registro de imóveis do Guarujá.

A OAS afirmou na terça-feira que a Planner foi usada apenas para a emissão de debêntures (títulos da empresa). Carlos Arnaldo Borges de Souza, sócio da Planner, afirmou que o dinheiro da GFD refere-se à “compra e venda de ações”. Disse ainda que o repasse de R$ 3,2 milhões para a OAS foi resultado da compra de debêntures emitidas pela construtora, que deu o imóvel em hipoteca. Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado de Vaccari, não quis se manifestar por desconhecer a operação.

O Edifício Solaris é emblemático. Lula é dono de um tríplex avaliado entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão. Vaccari é dono de um apartamento avaliado em R$ 750 mil no mesmo prédio. Além dos dois, também é dona de imóvel no edifício Simone Godoy, mulher de Freud Godoy, que foi segurança do ex-presidente Lula.

O Instituto Lula voltou a negar nesta terça-feira que o ex-presidente possua apartamento no Edifício Solaris. Afirmou que a família de Lula é dona de uma cota no empreendimento, adquirida em nome de dona Marisa Letícia Lula da Silva em 2005 e quitada em 2010. A família não teria escolhido ainda se receberá de volta o dinheiro investido ou um dos apartamentos.

A Planner usou duas empresas do grupo. Enquanto a corretora recebeu de Youssef, a Planner Trustee repassou recursos para a OAS. A construtora havia assumido as obras do Edifício Solaris em 2010, depois que a Bancoop se tornou insolvente. Logo em seguida, a Planner repassou os R$ 3,2 milhões à OAS e recebeu o empreendimento como garantia da construtora.

O Ministério Público de São Paulo, que denunciou Vaccari em 2013, vai reabrir as investigações sobre o relacionamento da OAS com a Bancoop, e as provas serão compartilhadas com os procuradores da Operação Lava Jato. Os promotores querem saber o que levou a OAS a assumir obras de uma cooperativa habitacional insolvente.

Cerca de 3 mil cooperados ficaram sem seus imóveis quando a cooperativa quebrou. Além do Solaris, a empreiteira assumiu pelo menos oito empreendimentos da Bancoop, num total de 2.195 unidades habitacionais.

A Planner fez diversas operações financeiras com a Bancoop. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que o Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Paulo, que também foi presidido por Vaccari, repassou R$ 18,1 milhões para a Bancoop e, no mesmo dia, a cooperativa transferiu o montante para a Planner. Foi ainda a Planner que administrou o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios da Bancoop, criado em 2004, que recebeu R$ 26,2 milhões dos fundos de pensão de estatais Petrus (Petrobras), Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil). A operação com os fundos deu prejuízo de R$ 12 milhões à cooperativa.

A Planner recebeu ainda pelo menos um depósito de uma das empresas de fachada usadas para desviar dinheiro da Petrobras, a Empreiteira Rigidez, no valor de R$ 59 mil.

O promotor José Carlos Blat, do MP de São Paulo, já havia descoberto que o dinheiro da Bancoop irrigou campanhas do PT. Para isso, o partido usou empresas de fachada, que prestaram falsos serviços à cooperativa. Vaccari é réu por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Em abril passado, ele foi preso na 12ª etapa da Lava-Jato, e responde na Justiça Federal sob acusação de receber propina do esquema de corrupção na Petrobras.

A Lava Jato ainda investiga porque a OAS teve prejuízo na compra de um apartamento, no mesmo prédio, da cunhada de Vaccari, Marice Correia de Lima. Ela tinha um apartamento declarado por R$ 200 mil e o vendeu à construtora por R$ 432 mil. A OAS, no entanto, revendeu o imóvel por menos: R$ 337 mil. Marice teria recebido, a mando do doleiro Youssef, R$ 244 mil provenientes da OAS.

CPI do BNDES pode chegar a Lula

Lula é alvo de três pedidos de convocação para prestar depoimento na comissão, instalada na quinta-feira.

A comissão foi instalada na quinta-feira após o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Estadão

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Relação. Deputados querem esmiuçar atuação em prol de empresas financiadas pelo BNDES. Foto: Estadão

Criada por Cunha, CPI do BNDES mira em Lula

Primeira leva de requerimentos da comissão tem três convocações de ex-presidente, além da de aliados como Okamotto, Palocci, Mantega e do filho, Lulinha

Os primeiros requerimentos apresentados na CPI do BNDES da Câmara apontam que o foco da comissão deverá ser as atividades do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A comissão foi instalada na quinta-feira após o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff. Ele é investigado pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

Lula é alvo de três pedidos de convocação para prestar depoimento na comissão, instalada na quinta-feira. Apresentados pelos deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Cristiane Brasil (PTB-RS) e Carlos Melles (DEM-MG), os pedidos partem da suspeita de que o ex-presidente, por meio doInstituto Lula, atuou no exterior como lobista de grandes empresas beneficiárias de empréstimos do BNDES.

Lula é alvo de procedimento investigatório criminal da Procuradoria da República no Distrito Federal, que investiga se houve tráfico de influência internacional de Lula em favor da construtora Odebrecht no exterior.

Ao negar a acusação, o Instituto Lula afirma que o petista jamais atuou como lobista, nunca foi de conselho ou diretor de empresa nem contratado para consultorias. Segundo a entidade, o que o ex-presidente fez foi defender interesses de várias empresas e do próprio País no exterior, além de ter dado palestras.

Jungmann também apresentou requerimentos para convocar o filho de Lula, Fábio Luiz, e quebrar seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. O deputado alega que a empresa de Fábio, a Gamecoorp, foi beneficiada em negócio suspeito com a Oi-Telemar, empresa com participação acionário do BNDES.

Foram protocolados ainda pedidos de convocação dos ex-ministros da gestão Lula, como Antonio Palocci (Fazenda), Guido Mantega (Economia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), além de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

Também poderão ser chamados empresários próximos a Lula, como os acionistas da JBS, Wesley e Joesley Batista, e executivos ligados a empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, como Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro (ex-presidente da OAS).

Além disso, há requerimentos de pedidos de informações sobre contratos do BNDES no Brasil e no exterior entre 2003 e 2015, que abrangem os governos de Lula e sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff.

Os 71 requerimentos apresentados até a noite de sexta-feira serão colocados em votação na próxima sessão, marcada para terça-feira. O presidente da comissão, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), afirmou que os documentos serão apreciados por ordem de registro.

O primeiro deles, de autoria do deputado Miguel Haddad (PSDB-SP), é um pedido de convocação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que já encaminhou carta à comissão colocando-se à disposição. “É claro que depois, politicamente, vamos ver como administrar isso”, diz Rotta, referindo-se aos pedidos de convocação de Lula. O primeiro a apresentar pedido para ouvir o petista foi Raul Jungmann.

Apelo. Marcos Rotta lembra que, ao ser eleito presidente, fez um apelo para que os trabalhos da comissão não fossem contaminados pela politização. “Eu sei que é difícil”, reconhece.

Relator da CPI, o deputado José Rocha (PR-BA) classificou os pedidos de convocação do ex-presidente como “politização pura”. Ele afirma que serão priorizadas demandas do ponto de vista “técnico”. Para o petista, a comissão “não pode ser espaço de pirotecnia.”

Autor de 19 requerimentos, Jungmann diz ser “imprescindível” para a comissão ouvir o petista, mas pondera que “não será fácil”. “Vai depender essencialmente do PMDB.”

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