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Aécio enaltece qualidades de Campos em evento em Recife

Aécio falou sobre sua admiração pelo ex-governador pernambucano e das influências que eles receberam de seus avôs, Tancredo Neves e Miguel Arraes.

Evento de homenagem contou com a presença de amigos e políticos de diferentes partidos.

Fonte: PSDB

Aécio enaltece qualidades de Campos em evento em Recife

O presidente do PSDB destacou a trajetória de Eduardo Campos na vida pública. Reprodução.

Com a presença de familiares, amigos e políticos de diferentes partidos, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, participou nesta segunda-feira (10/08), em Recife, de homenagem ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que completaria 50 anos hoje. Ao lado de Renata Campos, viúva de Eduardo, e dos filhos Maria Eduarda, João, José, Pedro e Miguel, e da mãe de Eduardo, a ministra Ana Arraes, e do irmão Antônio, Aécio falou sobre sua admiração pelo ex-governador pernambucano e das influências que eles receberam de seus avôs, Tancredo Neves e Miguel Arraes.

“Eduardo e eu tivemos a nossa trajetória iluminada por duas árvores, e talvez de alguma forma também protegida pela sombra dessas mesmas árvores, muito frondosas: Miguel Arraes e Tancredo (Neves). Ao contrário do que se pudesse significar para alguns como alguma cobrança excessiva em relação aos nossos caminhos, e falávamos muito sobre isso, isso foi sempre inspiração, foi sempre energia”, destacou Aécio Neves.

O presidente do PSDB destacou a trajetória de Eduardo Campos na vida pública. “Eduardo, um homem que não se encantava pela liturgia do cargo e que sabia conviver com a responsabilidade das funções que executou e, ao mesmo tempo, com uma enorme alegria. Eduardo transbordava alegria. Permitia que a sua responsabilidade convivesse com algo que inspirava e inspira aqueles que de alguma forma tiveram o privilégio de conviver com ele”, afirmou.

A homenagem ao ex-governador que faleceu ano passado, em acidente aéreo, durante a disputa pela Presidência da República, reuniu em Recife os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB); o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e do PPS, deputado Roberto Freire; o prefeito de Recife, Geraldo Júlio; a ex-candidata a presidente Marina Silva; além do presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda; do ministro da Defesa, Jaques Wagner; ex-governadores, senadores e deputados.

Em seu pronunciamento, Aécio Neves lamentou a falta que Campos faz nos quadros da política nacional.

“Se em qualquer tempo, em qualquer país, homens das qualidades, da experiência e da responsabilidade de Eduardo fazem falta, hoje, no momento pelo qual o Brasil passa, e todos nós nos preocupamos cada dia mais com o futuro que está por vir, a ausência de Eduardo se torna ainda maior, quase que insubstituível. Não tenho dúvida de que a palavra dele não seria muito diferente da de muitos que aqui hoje falaram. De cobranças em relação àquilo que deve ser cobrado. De denúncias em relação àquilo que deve ser denunciado, até porque é pedagógico. Mas, acima de tudo, de absoluta responsabilidade para com o Brasil”, disse.

Aécio Neves também agradeceu a Marina Silva, vice de Campos na chapa que disputava as eleições presidenciais, pelo apoio recebido no segundo turno da campanha.

“Eu guardo com muito carinho as suas palavras, no momento da campanha, de dor imensa, você (Marina), me permitiu ter o privilégio e a responsabilidade de dar continuidade a aquele sonho que hoje é de todos nós. A política, se ela traz muitas frustrações, e elas são permanentes, a política também nos permite momentos e situações que talvez nenhuma outra atividade permitisse viver. Conhecer pessoas de gerações, de regiões, de atividades diferentes. E foi a política que me permitiu o privilégio de conviver com Eduardo e de lhe conhecer, Marina, um pouco mais por dentro da sua alma e dizer que alegria: que honra o Brasil ter uma mulher da sua fibra, da sua qualidade intelectual e do seu imensurável valor”, destacou Aécio.

Aécio condena falta de repasses federais e diz que será parceiro de Pernambuco

“Eu tenho um Nordeste no território mineiro. Meu pai é da região mais pobre do Vale do Jequitinhonha, disse Aécio”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio disse que será parceiro de Pernambuco

Aécio Neves: “O governo petista deixou de repassar R$ 81,8 milhões prometidos para obras importantes no Recife”. Divulgação

Aécio afirma que será o grande parceiro de Pernambuco e condena falta de repasses federais ao Estado

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou nessa quarta-feira (22/10), em entrevista por telefone à Rádio Jornal (do Recife), que uma vez eleito será o “grande parceiro” do governador eleito Paulo Câmara (PSB) e do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB).

Aécio lembrou ter apresentado um projeto de desenvolvimento específico para a região Nordeste, o Nordeste Forte, que teve como uma das inspirações suas conversas com o ex-governador Eduardo Campos, de quem era amigo.

“Eu tenho um Nordeste no território mineiro. Meu pai é da região mais pobre do Vale do Jequitinhonha. O que eu posso garantir aqui é que, a quatro dias desta eleição, eu serei o grande parceiro do prefeito Geraldo Júlio e do governador Paulo Câmara”, disse Aécio.

Retaliação

Aécio condenou a retaliação do governo federal a Pernambuco por parte da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição. Desde o ano passado, Pernambuco aguarda o repasse de verbas para obras no Estado.

“Eu vejo o governo federal deixar de fazer o repasse federal para o Hospital da Mulher, em Recife, ou para área da saúde ou para o novo Pátio da Feira de Afogados simplesmente porque o prefeito Geraldo Júlio e o governador Paulo Câmara tiveram posição solidária a Eduardo Campos”, afirmou Aécio, que recebeu no segundo turno das eleições o apoio do PSB.

O governo petista deixou de repassar R$ 81,8 milhões prometidos para obras importantes no Recife. Do Hospital da Mulher, por exemplo, R$ 48,8 milhões foram prometidos, mas apenas R$ 1 milhão foi repassado. Das demais obras – Escola de Saúde, Reforma do Geraldão, Pátio da Feira de Afogados e pavimentação do Ibura – o governo federal não repassou nenhuma verba.

“Eu acho [a retaliação] um grande equívoco, porque o dinheiro não é deles [do governo do PT]. Não tem esta história de dinheiro estadual e dinheiro federal. Tem de dinheiro público, que é do cidadão”, ressaltou Aécio.

Nordeste

Na entrevista, Aécio reiterou que será o presidente da República do Brasil e do Nordeste. Ele se comprometeu a ampliar o programa Bolsa Família e tratar o Nordeste de forma diferenciada. O candidato antecipou que, em recente conversa com Paulo Câmara e Geraldo Júlio, afirmou que uma das suas prioridades é a nova duplicação da BR 232 – que liga Recife a Parnamirim com mais de 530 quilômetros de extensão.

“Tenho este compromisso com o Estado. Vamos investir em infraestrutura e educação. No meu governo, as obras vão começar e vão ser concluídas. Estamos aí com a transposição [do rio São Francisco], que era para ser inaugurada em 2010. Estamos em 2014 e não se sabe quando fica pronto. A Transnordestina da mesma forma: 10% dos trilhos estão no lugar”, citou o candidato na rádio.

Agressões

Diante dos últimos ataques desferidos pelo ex-presidente Lula, no último dia 21/10 em Pernambuco, contra as lideranças do PSDB, Aécio reagiu afirmando que a política precisa de “mais generosidade”. “O adversário não precisa ser tratado como um inimigo a ser dizimado a qualquer custo”, destacou ele.

No Recife, Lula chegou a comparar os tucanos com “nazistas na Segunda Guerra”, em mais uma incitação ao ódio e às agressões, prática que o PT vem se especializando. Aécio afirmou que a atitude não é própria de uma campanha que está “tranquila”. Ao contrário. “É próprio daqueles que acham que o poder é eterno”, destacou Aécio.

“Não é uma campanha de quem está se sentindo vitorioso”, afirmou Aécio, lembrando que sempre teve “respeito pessoal” por Lula e que teve com ele uma “relação republicana”, quando foi governador de Minas Gerais e o petista, presidente da República.

“O que eu não acho apropriado – e aqui fico apenas nessa crítica – é um ex-presidente da República numa campanha eleitoral ofender adversários apenas porque são seus adversários. Acho que a figura presidencial deve de alguma forma ser preservada”, concluiu Aécio.

Aécio Neves: compromissos com a sustentabilidade

Aécio divulgou carta com acenos à Marina Silva (PSB) em questões referentes ao meio ambiente e à demarcação de terras indígenas.

Carta de compromisso

Fonte: O Globo

Aécio reforça compromissos com a sustentabilidade

A manifestação de Aécio Neves é uma resposta aos pontos que o grupo de Marina, a Rede Sustentabilidade, tinha levado para serem debatidos com o candidato no segundo turno. Foto: Igo Estrela

Em carta, Aécio promete buscar ‘economia de baixo carbono’, mas não recua sobre maioridade penal

Tucano fez acenos à ex-candidata Marina Silva (PSB) em questões referentes ao meio ambiente e à demarcação de terras indígenas

O candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) divulgou neste sábado, em Pernambuco, uma carta com acenos à ex-candidata Marina Silva (PSB) em questões referentes ao meio ambiente e à demarcação de terras indígenas, mas teve o cuidado de evitar conflitos com antigos aliados, principalmente ligados ao agronegócio. Buscando se equilibrar entre posições contraditórias, Aécio ainda se comprometeu com o fim da reeleição, sem fixar data para que isso ocorra, mas não recuou na proposta de reduzir à maioridade penal. Disse ser necessário encontrar soluções para “evitar que o tema dos jovens seja encarado apenas sob a ética da punição”.

A manifestação do tucano é uma resposta aos pontos que o grupo de Marina, a Rede Sustentabilidade, tinha levado para serem debatidos com o candidato no segundo turno. A aceitação deles poderia levar a ex-presidenciável do PSB, que teve 22 milhões de votos, a apoiar Aécio. Na questão indígena, o tucano referendou a posição dos marineiros de que as demarcações cabem ao Executivo, mas sinalizou ao setor rural dizendo que serão ouvidos estados e órgãos federais. Atualmente, apenas a Fundação Nacional do Índio (Funai) participa do processo decisório. A ideia é que a Embrapa também seja ouvida. Aécio ainda propôs a criação de um Fundo de Regularização Fundiária para indenizar produtores que tenham títulos de propriedade em áreas demarcadas.

“No nosso governo, vamos nos posicionar pela manutenção da prerrogativa constitucional do Poder Executivo de demarcar terras indígenas, ouvindo os Estados e os órgãos federais cuja ação tenham conexão com o tema”, afirmou.

Ao falar da proposta de acabar com o desmatamento, o tucano disse que o “moderno agronegócio brasileiro” defende um programa efetivo de preservação da riqueza florestal, visando ao “desmatamento zero”. Com isso, ele se aproximou dos ideias de Marina, mas deu a iniciativa da preservação ao setor do agronegócio.

Aécio buscou também conciliar posições aparentemente antagônicas no debate sobre a redução da maioridade penal. Em seu programa de governo, ele concorda com a redução de 18 para 16 anos, em casos de reincidência e em crimes hediondos. O grupo de Marina diz “não haver espaço” para essa proposta. Na carta, Aécio fala em “evitar que os problemas relacionados aos jovens sejam encarados apenas sob a ética da punição” e prega a busca por “soluções generosas” para a juventude.

Outro ponto de conflito, o fim da reeleição foi mencionado sem a fixação de uma data, como cobravam os apoiadores de Marina. Aécio propõe a aprovação do tema dentro de uma reforma política.“Reconhecemos a necessidade de uma reforma política que não pode mais ser adiada e, com ela, nos comprometemos, a começar pelo fim da reeleição para os cargos executivos”.

10% DA RECEITA PARA A SAÚDE

O tucano mencionou, ao longo das duas páginas do documento, pontos de convergência com Marina como a defesa da ampliação dos investimentos para a saúde para 10% da receita bruta, a adoção de educação em tempo integral para o ensino fundamental e a retomada da reforma agrária. Diz ter a determinação de levar adiante o resgate da dívida social brasileira com a ampliação e aprimoramento das políticas existentes na área. Fez críticas ao “centralismo excessivo na esfera federal” e prometeu um debate sobre pacto federativo articulado com a temática do desenvolvimento regional. Ainda defendeu a ampliação da participação popular com a utilização das redes sociais, conselhos e audiências públicas sobre temas importantes, mas sem chocar com os princípios da democracia representativa. Reforçou também compromisso com o sistema de metas de inflação e a autonomia operacional do Banco Central.

O tucano ainda deu atenção a bandeiras de Marina na área ambiental, firmando compromisso de levar o Brasil a uma transição para economia de baixo carbono. Diz que a exploração do petróleo “é imperativo do desenvolvimento”, mas não pode deixar à margem a diversificação de fontes energéticas menos poluidoras. Prometeu também retomar o processo de ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Ele conclui a carta fazendo um “apelo” aos eleitores que votaram contra a continuidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e aos partidos e lideranças que apresentaram propostas de mudança para que se unam no segundo turno. Aécio destacou o legado de Eduardo Campos e o papel de Marina na “renovação qualitativa da política brasileira e na afirmação do desenvolvimento sustentável”.

 

Mulheres lançam grupo de apoio a Aécio em Pernambuco

Movimento prepara uma recepção com cerca de 500 mulheres vestidas de branco durante visita de Aécio ao Recife.

Eleições 2014: “Todas com a Mudança”

Fonte: Jogo do Poder

Em Pernambuco, mulheres lançam grupo de apoio a Aécio

“Todas com a Mudança”: a deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB-PE) lidera o movimento em parceria com representantes de partidos como o PSB, PV, DEM, PMDB, PPS, PR e PMN que organizam atos políticos por todo país.

Em Pernambuco, mulheres lançam “Todas com a Mudança” em apoio a Aécio Neves

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, recebeu nessa sexta-feira (10/10) o apoio do movimento “Todas com a Mudança“. A deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB-PE) lidera o movimento em parceria com  representantes de partidos como o PSB, PV, DEM, PMDB, PPS, PR e PMN que organizam atos políticos por todo país.

“A gente entende que Aécio é a mudança que o Brasil está precisando, e as mulheres o abraçam com a expectativa de que ele mude o país e inicie um novo ciclo de igualdade e justiça social”, afirmou a deputada Terezinha Nunes.

A presidente do PSDB Mulher de Pernambuco, Judite Botafogo, destacou o papel da mulher na campanha de Aécio. “A mulher tem o poder de convencer, de persuadir e de dialogar com todos os segmentos”, disse ela. “É importante que estejamos todas em favor de Aécio para que a gente possa construir uma corrente forte para garantir sua eleição.”

Branco

O movimento prepara uma recepção com cerca de 500 mulheres vestidas de branco durante a visita de Aécio Neves ao Recife, neste sábado (11/10), com a faixa “Todas com a Mudança“. O ato contará com a presença de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais e demais lideranças dos partidos aliados.

A deputada estadual eleita Priscila Krause (DEM-PE) destacou o empenho das mulheres na campanha. “Todos os partidos estão envolvidos”, disse. “Todos que estavam mobilizados nas campanhas do primeiro turno irão agora se mobilizar e se integrar à campanha de Aécio porque ele é o candidato que atende às questões locais e nacionais.”

Manifestação política marca funeral de Campos

No velório, já sem a presença maciça de políticos, algumas pessoas entoaram “Dilma/ Pode esperar/ A sua hora vai chegar” e “Fora PT”.

PT hostilizado

Fonte: Valor Online

Sob comoção, gritos de ordem da campanha dominam funeral de Campos

João Henrique, o segundo dos cinco filhos de Campos, puxa o grito de ordem “Eduardo, guerreiro, do povo brasileiro” com a chegada de Dilma e Lula perto do caixão

Na maior manifestação política da história de Pernambuco, pelo menos 160 mil pessoas tomaram as ruas do entorno do Palácio do Campo das Princesas e o cemitério de Santo Amaro para o velório e enterro do ex-governador de Pernambuco e candidato presidencial Eduardo Campos (PSB), de acordo com a Polícia Militar. A comoção se misturou ao clima eleitoral. A presidente e candidata à reeleição foi vaiada ao chegar ao velório em companhia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o protesto foi abafado por aplausos.

As homenagens começaram no fim da noite do sábado, quando o corpo de Campos e de seus assessores chegaram ao Recife, três dias depois do acidente aéreo que matou sete pessoas. Com camiseta amarela característica do PSB estampada com os dizeres “não podemos desistir do Brasil”, filhos do ex-governador ergueram o punho cerrado em cima de um carro do Corpo de Bombeiros, no cortejo com os corpos, que foi acompanhado por uma enorme carreata e por centenas de pessoas.

No Palácio do Campo das Princesas, sede do governo, cerca de 500 pessoas aguardavam o início do velório e algumas gritavam “justiça, justiça”. Os corpos de Campos, do assessor de imprensa Carlos Percol e do fotógrafo Alexandre Severo foram velados em frente ao palácio e receberam homenagens de milhares de pessoas, algumas pedidas pela viúva Renata Campos, como a de foliões de blocos carnavalescos tradicionais de Recife que foram vestidos a caráter. Nas ruas próximas ao palácio, militantes do PSB distribuíram bandeiras com o slogan do partido e da campanha presidencial com os nomes de Campos e da ex-senadora Marina Silva (PSB). A única diferença em relação a uma campanha era a bandeira preta, de luto, mas que trazia o símbolo do PSB.

Manoel Francisco dos Santos, 74 anos, carregador, chegou cedo na manhã do sábado para esperar a chegada do corpo de Campos. De lá, só saiu ao amanhecer do domingo, depois que conseguiu ver o caixão. Na tarde de ontem, foi um dos primeiros a chegar no cemitério de Santo Amaro, onde horas depois o corpo do ex-governador foi sepultado. “Eduardo mora aqui. É o meu patrão”. “Vou votar agora na Heloisa”, disse. Alertado que o nome da provável substituta de Campos na chapa se chama Marina Silva, não hesitou: “Não importa quem ela seja. Importa a bandeira que ela leva”.

No velório, durante missa campal, Lula abraçou Renata, chorou e segurou Miguel, filho mais novo do casal, com sete meses. Na celebração, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido disse em seu sermão que “precisamos continuar lutando pelo Brasil”, em alusão à frase “não vamos desistir do Brasil”, dita por Campos na entrevista ao Jornal Nacional, um dia antes de sua morte.

Ao lado de governadores, lideranças de diferentes partidos e de Lula, Dilma foi vaiada assim que subiu ao palco onde estavam sendo velados os corpos. As vaias repercutiram entre os presentes na cerimônia. Para o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), “foram plenamente justificadas”. “Ela não tinha nada que estar aqui. Devia ter mandado uma coroa de flores”, disse Vasconcelos, dissidente dentro de sua sigla em relação ao apoio do PMDB ao PT na eleição presidencial. Dilma dividiu o palco com os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Pastor Everaldo (PSC) e com a provável rival Marina Silva.

No velório, já sem a presença maciça de políticos, algumas pessoas entoaram “Dilma/ Pode esperar/ A sua hora vai chegar” e “Fora PT“. No cemitério, horas antes do enterro, populares gritavam “Fora Dilma, agora é Marina”.

Marlene Bergamo/FolhapressJosé Henrique, o quarto filho, de 9 anos, abraçado ao caixão do pai

No fim da tarde, os corpos foram levados ao cemitério de Santo Amaro, sob a explosão de fogos de artifício. Com as ruas lotadas, o caminhão do Corpo de Bombeiros teve dificuldade para percorrer os cerca de dois quilômetros de distância entre a sede do governo e o cemitério, e seguiu lentamente para que mais pessoas pudessem se aproximar do caixão. Ao descer do caminhão dos bombeiros, Renata fez gestos de um coração e mandou beijos para as pessoas. Quando João, o filho mais velho de Campos, com 20 anos, desceu do carro, ouviu de populares: “Você vai ser governador, menino”.

Campos foi sepultado no mesmo jazigo de seu avô Miguel Arraes, sob fogos e aplausos. O cemitério estava lotado. Em cima do túmulo, muito simples, foram colocados dois chapéus de palha, em homenagem ao programa assistencial “Chapéu de Palha”,um dos símbolos do governo de Arraes, morto em 2005. Na última despedida, a viúva de Campos beijou o caixão e com o punho cerrado cantou “Eduardo, guerreiro, do povo brasileiro”.

Morto, Campos reuniu uma multidão que jamais conseguiu somar em vida. Político de uma geração que já colocava a mídia digital e eletrônica em primeiro plano, estava distante do perfil de líder de massas que caracterizou Arraes. “Com o seu desaparecimento trágico, ele ingressou na categoria de mito. O impacto do que aconteceu pode torná-lo maior na memória popular em Pernambuco do que o avô”, comentou o cientista político Antonio Lavareda. “Arraes tornou-se mito em vida, mas morreu aos 89 anos depois de um mês de enfermidade, um processo natural. Comoveu Pernambuco, mas não como agora”, disse Gustavo Krause (DEM), que era o governador do Estado em 1986, ano em que Arraes voltou ao poder. Na morte de Arraes, cerca de 80 mil pessoas passaram pelo velório e enterro.

Em relação a Campos, a maior concentração popular promovida pelo ex-governador foi neste ano, ao se desincompatibilizar do governo para disputar a Presidência. Congregou 15 mil pessoas em frente à sede do governo.

Quando Arraes assumiu seu segundo mandato, em março de 1987, a multidão não só tomou toda a praça em frente ao palácio, com capacidade para 80 mil pessoas, como também as pontes que cortam os rios Capibaribe e Beberibe, que circundam a praça. “Houve uma mobilização para que as pessoas que participaram da campanha viessem a Recife para ver Arraes entrar pela porta de onde saiu do Palácio. Mas a quantidade de gente excedeu o esperado, o cordão de isolamento foi rompido e houve ameaça de invasão do palácio. O resultado é que quase ninguém conseguiu ver Arraes “, lembra a jornalista Tereza Rozowykwiat, biógrafa do avô de Campos e repórter à época do “Diário de Pernambuco”.

Se a manifestação de 1987 teve caráter espontâneo, este não foi o caso do ato promovido pelo próprio Arraes em 24 de julho de 1963, na avenida Dantas Barreto, no Recife. O então governador de Pernambuco reuniu uma multidão de 100 mil trabalhadores rurais para um comício com a presença do presidente João Goulart. A população de Pernambuco em 1960 era de 4 milhões de habitantes, menos da metade dos 8,8 milhões de 2010. A demonstração de força de Arraes impressionou Jango, que poucos meses depois, ao propor a decretação do estado de sítio, cogitou fazer uma intervenção federal tanto para afastar o oposicionista Carlos Lacerda do governo da Guanabara, como o aliado Arraes em Pernambuco.

O avô de Campos tornou-se um mito quando teve a sua trajetória que poderia levá-lo a disputar a Presidência em 1965 interrompida pelo golpe que o levou a um ano de detenção e 14 anos de exílio na Argélia. Sua volta em 1979 foi outra apoteose popular, que reuniu 60 mil pessoas.

Eduardo Campos é sepultado em Recife

Pequeno grupo de militantes hostilizou presidente. Jarbas Vasconcelos criticou presença de Dilma no velório, considerou justificadas as vaias.

Sepultamento de Eduardo de Campos

Campos é sepultado em Recife, Dilma foi vaiada

Polícia Militar calcula que 160 mil pessoas passaram pelo cortejo de Eduardo Campos na Praça da República a caminho do cemitério de Santo Amaro. Foto: Agência O Globo

Fonte: O Globo 

Com 19 minutos de queima de fogos, Eduardo Campos é sepultado em Recife

Dilma, Lula, Aécio, Marina e outras autoridades estiveram presentes no velório. Público supera enterro do avô Miguel Arraes

Os restos mortais de Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República, foram sepultados no início da noite deste domingo no Cemitério de Santo Amaro, em Recife. A cerimônia foi realizada sob aplausos da multidão, palavras de ordem dos presentes e uma queima de fogos que durou 19 minutos. A víuva Renata e os filhos, que acompanharam o caixão desde a chegada na Base Aérea do Recife, na madrugada deste domingo, estavam ao lado do jazigo na hora do adeus. Antônio Campos, irmão, Magdalena Arraes, avó, e Ana Arraes, mãe, também estavam presentes, assim como Marina Silva, que deve ser escolhida para substituir o político socialista na chapa doPSB ao Planalto.

Foram os filhos de Campos que capitanearam muitas das manifestações em homenagem ao pai. O mais velho deles, João, puxava gritos de guerra como “Eduardo, guerreiro do povo brasileiro”. Eles usavam um chapéu de palha, marca registrada do governo do bisavô, Miguel Arraes. Uma multidão acompanhou a cerimônia dentro e fora do cemitério, que foi obrigado a cerrar as portas para evitar a superlotação.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 160 mil pessoas ocuparam durante todo dia a região central de Recife para se despedir do ex-governador de Pernambuco. O público foi maior do que o que compareceu ao enterro de Miguel Arraes, há 9 anos. Mais cedo, uma fila com cerca de 3km, que bloqueava mais de cinco quarteirões, foi organizada para os que quiserem se aproximarem do caixão.

Por volta das 18h, o corpo do ex-governador deixou o Palácio do Campo das Princesas até o cemitério de Santo Amaro, a
pouco mais de 2 Km de distância. O corpo do fotógrafo Alexandre deixou o palácio no início da tarde, por volta das 13h20m. Severo foi cremado em Recife e suas cinzas serão lançadas no sertão pernambucano.

Ainda pela manhã, a presidente Dilma Rousseff chegou ao palácio sob vaias e aplausos. Emocionada, ela estava acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparentava estar mais abalado do que ela, e pelo ministro Aloyzio Mercadante.

VAIAS A DILMA REPERCUTEM

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), rival político de Campos, considerou justificadas as vaias a Dilma. Ele criticou a presença da presidente no velório.

– Foi falso porque (Dilma) não gostava mais de Eduardo. Se eu fosse ela, mandaria uma coroa de flores. Lula não, Lula gostava de Eduardo.

Já o senador Aloysio Nunes Ferreira, vice na chapa presidencial do tucano Aécio Neves, minimizou as vaias à presidente Dilma Rousseff.

– Vaiar em velório é ruim. Pelo que ouvi foi coisa de uma minoria de militantes mais aguerrida. Não vejo maiores consequências políticas

Aloysio disse ainda que a campanha presidencial do PSDB deve ser retomada nesta semana

A presidente e outras autoridades, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra, participaram da missa campal realizada pelo Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, e outros 10 bispos. Lula estava do lado de Renata Campos. Os dois conversaram e se abraçaram várias vezes. Dilma estava do outro lado do caixão, ao lado do ex-governado José Serra.

Quando passou pelo deputado Miro Teixeira, a presidente abraçou-o e falou em seu ouvido.

– Não me olha com essa cara. Mesmo assim, estou feliz de te ver- disse Dilma.

Desde ontem, 63 aviões pousaram em Recife trazendo pessoas que vieram acompanhar o velório e o enterro de Eduardo Campos. No palácio do governo, havia tanta gente, que as autoridades tinham dificuldades em se deslocar. Algumas procuraram salas para acompanhar a cerimônia pela TV.

MARINA ABERTA AO DIÁLOGO

Antes da missa, Marina Silva entrou em uma sala reservada onde os bispos estavam se preparando para a missa. Ficou conversando alguns minutos e recebeu mensagens de força dos prelados. O gesto de Marina foi interpretado por alguns como uma primeira sinalização de abertura ao diálogo, já que a ex-senadora é evangélica.

Parte do PSB teme que, com a substituição de Eduardo por Marina, a candidatura se torne menos aberta ao diálogo com alguns setores.

– Tá vendo? Depois dizem que ela é fundamentalista – comentou um aliado de Marina.

RENATA VAI SE ENGAJAR NA CAMPANHA

Mais cedo, o coordenador do programa de governo da candidatura de Eduardo Campos, Maurício Rands, afirmou que a viúva de campos, Renata, vai se engajar na campanha. Ele tratou como fato consumado Marina Silva na cabeça da chapa e repetiu que, se desejar, Renata poderá ser vice – declaração que já havia sido dada pela cúpula do partido.

Renata não era apenas primeira dama. É militante, gestora e teria todas as qualidades (para ser vice). Ela sempre preferiu participar no papel de retaguarda, de gestora, mas claro que o Brasil inteiro gostaria que ela fosse (vice). Ela já disse que vai se engajar nas campanhas de Marina e Paulo Câmara.

LUIZA ERUNDINA ESTÁ À DISPOSIÇÃO PARA SER VICE

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-RS) disse estar à disposição para ser vice na chapa que será liderada por Marina Silva após a morte de Eduardo Campos.

– Pela experiência, pelo tempo de vida na política, sobra responsabilidade. Vou me colocar à disposição para aquilo que o partido precisar de mim, não disputo nada, não quero nada, mas vou me colocar absolutamente à disposição. O que está em jogo aqui não é o PSB, é o país. E o país hoje tem expectativa maior do que tinha em relação a nós.

Erundina relatou que além de seu nome e de Renata, estão sendo cogitados os dos deputados Beto Albuquerque (RS) e Júlio Delgado (MG).

Marina Silva passou a madrugada ao lado de Renata. Nas primeiras horas da manhã de domingo, a viúva recolheu-se ao primeiro andar do Palácio do Campo das Princesas com os cinco filhos, inclusive Miguel, de sete meses, que ia ser amamentado. Logo cedo, a militância do PSB tomou as esquinas próximas ao local do velório para distribuir materiais da propaganda eleitoral de Eduardo e Marina.

Amontoadas, bandeiras eram distribuídas aos populares que se dirigiam ao velório. Depois de esperar a chegada dos restos mortais e sem ter dormido para participar da cerimônia, a faxineira Maria Cristina Moura estava, às 6h , parou em frente ao Palácio da Justiça, pegou uma bandeira, e atravessou a Praça da República de braços para o alto, agitando os panos brancos das bandeiras.

Eduardo não morreu. Vivo ele está. Ele é gente boa e aqui ele vai ficar! —gritava.

Aécio Neves visita o Nordeste e promete choque de infraestrutura para região

Aécio Neves visita região para apresenta a proposta de um Novo Nordeste.  Proposta é ampliar o investimentos em regiões de baixo IDH.

Aécio e o Novo Nordeste

Fonte: Estado de Minas

Aécio inicia caminhada pelo Nordeste e promete “choque de infraestrutura”

“Candidato tucano abre no estado do adversário socialista caminhada pela região que, segundo ele, receberá medidas de impacto social

Cinco dias depois de ter a sua candidatura a presidente da República oficializada, o senador Aécio Neves (PSDB) escolheu Pernambuco – berço político do adversário Eduardo Campos (PSB) – para anunciar um “choque de infraestrutura” para o Nordeste. No Recife, onde recebeu na noite de ontem o título de cidadão honorário, o tucano afirmou que vai percorrer vários estados da região ao longo do mês que vem para elaborar um conjunto de ações que chamou de “Novo Nordeste”, incluindo medidas de “enorme” impacto social.

As medidas prometidas caso eleito, segundo ele, visam diminuir as diferenças entre as regiões e os brasileiros, “tratando de forma diferente aqueles que são diferentes”. “Quando concluí meu governo em Minas, depois de oito anos de mandato, havíamos investido três vezes mais per capita nas regiões de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em relação às regiões mais ricas do estado. Digo isso não apenas em relação a Pernambuco, mas é preciso que apresentemos uma proposta muito clara que está sendo elaborada para o Nordeste brasileiro”, afirmou o tucano.Governador reeleito de Minas Gerais, o senador Aécio Neves ponderou ainda que o programa nordestino será semelhante ao Travessia, instituído para ampliar e melhorar o IDH do estado. De acordo com o candidato a presidente, será definido um prazo para que os índices do Nordeste se equiparem aos das regiões mas ricas do Brasil.Aécio Neves se reuniu ontem com o governador João Lyra Neto (PSB), sucessor de Eduardo Campos, que deixou o cargo em abril para disputar a Presidência da República. Na saída do encontro, classificado pelo tucano como uma “conversa entre amigos”, ele criticou a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) para a região – mesma estratégia usada por Campos em visita a municípios nordestinos.

“No Nordeste, há a percepção clara de que o governo (federal) faliu. O governo da presidente Dilma fracassou na condução da economia, que vai nos legar como herança, ou a quem quer que seja o presidente da República, uma das piores equações econômicas de nossa região”, disse. Em Pernambuco, os tucanos vão apoiar o candidato a governador Paulo Câmara (PSB), aliado de Eduardo Campos.

Presidente nacional do PSDB, Aécio disse que a decisão no estado foi tomada “de forma compartilhada” pela direção estadual do partido e que seria respeitada por ele. “Não colocarei meu projeto presidencial acima dos interesses locais do partido”, ponderou.

Segundo turno 

Em entrevista  à Rádio Jornal, do Recife, Aécio Neves disse que “ninguém tem lugar garantido” no segundo turno das eleições e mostrou-se confiante em um apoio de Eduardo Campos caso chegue à disputa com Dilma. “A partir do momento em que ele (Campos) vem para o campo oposicionista e passa a ter discurso de contestação ao que aí está, acredito que o eleitorado que votar nele é oposicionista, não é eleitor que vá votar no governo”, disse. Da mesma forma, afirmou que seria “natural” seus eleitores optarem por Eduardo Campos em um segundo turno.

eleições 2014: Aécio fortalece palanques no Nordeste

Eleições 2014: senador Aécio Neves (MG) está negociando a construção de palanques na região. Bahia deve ter palanque forte.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Em desvantagem, Aécio fortalece palanque no Nordeste para 2014

Tucano deve priorizar alianças em seis estados, apesar de força de Dilma e Campos na região

Mesmo com o favoritismo do PT e da dupla Lula-Dilma Rousseff no Nordeste, e de contar agora com um adversário nordestino, o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), o PSDB do senador Aécio Neves (MG) está negociando a construção de palanques fortes na região para amenizar o carimbo de partido do Sul e Sudeste. Aécio ainda é pouco conhecido entre os nordestinos, mas seus articuladores sustentam que, no momento, ele tem palanques mais competitivos que Eduardo Campos.

Os tucanos sabem que em Pernambuco não tem como competir com Dilma e Eduardo, por isso tratam com prioridade as coligações na Bahia, Ceará, Sergipe, Piauí, Paraíba e Alagoas. Mas costuram também palanques nos demais estados do Nordeste. Os grandes problemas, por enquanto, são Maranhão e Rio Grande do Norte, onde o aliado DEM não sabe o que fazer com a reeleição da governadora Rosalba Ciarlini, que tem uma administração má avaliada e já andou muito próxima da presidente Dilma Rousseff.

— Aqui em Minas, um em cada dois votos dos eleitores inscritos será de Aécio. Faremos uma frente de 4 milhões de votos. Nenhum candidato, em nenhum estado, terá essa frente. A frente de Eduardo em Pernambuco será de 1,5 milhão de votos — avalia o ex-ministro Pimenta da Veiga, pré-candidato do PSDB ao governo de Minas e um dos coordenadores da campanha de Aécio. — Dilma pode ter boa votação em seis estados, mas sabe que nos maiores colégios eleitorais não terá. Em Minas e Pernambuco, ela não terá. No Rio, a aliança dela virou pó. Tradicionalmente, ganhamos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Agora vamos reforçar o Nordeste.

Na Bahia, os tucanos contam com a reedição da ampla aliança que elegeu o democrata ACM Neto para a prefeitura de Salvador: o PMDB de Geddel Vieira LimaPSDBDEM e outras pequenas legendas. Geddel, que também quer ser candidato a governador, vê como positivo o cenário para Aécio no estado. O PSB deve lançar a senadora Lídice da Mata para dar palanque a Campos, e o prefeito ACM Neto, nome forte no estado, está fechado com Aécio.

— O caminho natural é repetirmos aqui a aliança da eleição de prefeito, com o PMDBPSDB e DEM. O PT está muito mal, muito rachado. O PT nacional nunca me procurou. Isso deve se definir dentro de uns 15 a 20 dias — prevê Geddel Vieira Lima.

No Ceará, o PMDB está em pé de guerra com o PT e mira no PSDB

No Ceará, onde o PMDB está em pé de guerra com o PT do líder José Guimarães e com os irmãos Cid e Ciro Gomes, o comando do PSDB não descarta uma aliança com o senador peemedebista Eunício Guimarães. Ele e o ex-senador Tasso Jereissatti são os nomes mais fortes para o governo e o Senado, segundo as pesquisas. Tasso não quer disputar o governo, mas já admite o Senado, podendo compor uma chapa com Eunício — neste caso, não daria palanque para Dilma.

— Tasso é o nome melhor avaliado para o que quiser. Ele não emergiu do nada. É um chefe político com liderança consolidada. Quando ele bater a mão na cumbuca, une a turma — diz o ex-deputado e membro do Diretório Nacional do PSDB, João Almeida (BA).

Na Paraíba, o vice-presidente do PSDB, senador Cássio Cunha Lima, pode sair candidato ao governo apenas para dar palanque a Aécio. Ele tem oito anos de mandato no Senado e não teria nada a perder. No Piauí, Aécio conta com um nome forte ao governo, do ex-prefeito de Teresina Sílvio Mendes, que lidera as pesquisas de intenção de votos para o governo.

Em Sergipe, o nome forte é do prefeito de Aracaju, João Alves (DEM). Em Alagoas, não existe ainda um candidato, mas a expectativa do PSDB é que qualquer nome lançado pelo governador tucano Teotônio Vilela dará um palanque competitivo para Aécio. Os grandes problemas de Aécio no Nordeste são o Rio Grande do Norte e Maranhão.

— Esses estados não são definidores de eleição. O que a tradição mostra é que nenhum candidato a presidente se elege se não vencer em Minas Gerais — diz Pimenta da Veiga.

Mais médicos: Ceará é o estado que mais receberá profissionais

Mais médicos: segundo o Ministério da Saúde, estado receberá 91 médicos. Número ainda é insuficiente. 

Fonte: G1

Ceará é o estado que mais receberá profissionais pelo Mais Médicos

Segundo o Ministério da Saúde, 91 médicos irão a 43 cidades do Ceará.

Em todo o Brasil, 1ª rodada do Mais Médicos seleciona 938 profissionais.

O Ceará é o estado brasileiro que mais vai receber profissionais da 1ª rodada do Mais Médicos. Segundo o Ministério da Saúde, o Ceará receberá 91 médicos, que serão distribuídos em 43 cidades. Fortaleza receberá o maior número, 21. (Confira abaixo as cidades contempladas e o número de médicos que cada uma vai receber.) Bahia receberá 85 médicos; Maranhão, 70; e Pernambuco, 55.

“Essa quantidade de 91, para a demanda que os municípios colocaram, ainda é insuficiente, esperamos que eles possam indicar outros profissionais para virem ao Ceará. Mas já é um começo, nós também interiorizamos médicos do estado”, avalia o secretário da Saúde do Ceará, Arruda Bastos.

Ainda de acordo com Ministério da Saúde, a lista de cidades prioritárias é feita com base na carência de profissionais de cada município. Fortaleza receberá o maior no Ceará devido ao grande número de transferência de pacientes do interior para a capital.

Em todo o Brasil, apenas 938 profissionais brasileiros selecionados para o primeiro ciclo de contratações do Mais Médicos confirmaram interesse em trabalhar em municípios que aderiram ao programa. Isso representa 6% dos 15.460 médicos requisitados pelos municípios inscritos.

Segundo o ministério, os brasileiros selecionados optaram por apenas 404 dos 3.511 municípios do interior do país e de periferias de grandes centros urbanos que demandaram médicos do programa federal. Os 938 selecionados representam apenas 5,6% dos 16.530 brasileiros inicialmente inscritos. Outros 1.920  inscritos, estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, só agora poderão ser chamados.

Baixa adesão
Diante da baixa adesão, o Ministério da Saúde decidiu permitir que os profissionais brasileiros que já escolheram um município para trabalhar, mas não haviam homologado a presença ou não foram alocados, possam escolher novos locais para atuar durante o contrato de três anos. Eles terão até a próxima quinta (8) para fazer uma nova escolha.

Simultaneamente a esse prazo, o governo irá selecionar os profissionais do exterior que se inscreveram para o Mais Médicos. Os 1.920 candidatos com registro profissional no exterior também terão até quinta para escolher municípios, habilitando-se às vagas dispensadas por brasileiros. A relação dos estrangeiros que serão contratados será publicada em 13 de agosto.

O ministro Alexandre Padilha informou que os médicos já selecionados começarão a trabalhar a partir do dia 1º de setembro.

Quase metade dos médicos brasileiros que haviam chegado à penúltima etapa do processo seletivo não confirmaram o interesse de participar do Mais Médicos. Na última quinta (1º), o ministério havia selecionado 1.753 profissionais com diploma no Brasil para trabalhar no programa. Para assegurar as vagas, eles tinham apenas de confirmar até sábado (3) se aceitavam a opção apontada pelo governo. Porém, 815 médicos não completaram essa fase.

Padilha disse que o governo irá usar todas as estratégias à disposição para preencher as 15.460 vagas do programa. Segundo Padilha, a partir do dia 15 de agosto, data de abertura da segunda rodada de contratações, o ministério irá investir em uma campanha para esclarecer dúvidas de profissionais brasileiros em relação ao programa e reforçar a divulgação da iniciativa fora do país.

Ceará é o estado que mais receberá profissionais pelo Mais Médicos

 Cidades contempladas e o número de médicos que cada uma vai receber

ABAIARA1
ANTONINA DO NORTE 2
APUIARÉS 1
ARACOIABA 1
AURORA 1
BARBALHA 2
BARREIRA 1
BEBERIBE 1
CANINDÉ 4
CARNAUBAL 2
CASCAVEL 6
CAUCAIA 1
CHOROZINHO 1
CROATÁ 1
FORTALEZA 21
GENERAL SAMPAIO 1
HORIZONTE 1
JARDIM 4
JUAZEIRO DO NORTE 5
MARACANAU 3
MARANGUAPE 1
MASSAPÊ 2
MAURITI 4
MONSENHOR TABOSA 1
ORÓS 1
PACAJUS 1
PACATUBA 3
PARAMOTI 1
PEDRA BRANCA 1
PENAFORTE 1
PENTECOSTE 1
PINDORETAMA 1
PORTEIRAS 1
POTENGI 1
QUIXELÔ 1
QUIXERAMOBIM 2
REDENÇÃO 1
SANTANA DO CARIRI 1
SÃO GONÇALO DO AMARANTE 1
TRAIRI 2
TURURU 1
UMIRIM 1
VIÇOSA DO CEARÁ 1

Campos e Aécio articulam palanque duplo em Minas

Eleições 2014: proposta é ter candidatos diferentes aos governos estaduais ou fazer alianças em torno de um nome.

Eleições 2014: Aécio Neves e Eduardo Campos

Fonte: O Globo

Eleições 2014: Aécio e Campos articulam em Minas

Eleições 2014: Eduardo Campos e Aécio Neves deram passos importantes esta semana para acertar palanques duplos em Minas.

PSB e tucanos se articulam em Minas Gerais para garantir palanques duplos

Primeiro passo é ter espaço para Eduardo Campos e Aécio Neves

De olho nos 15,1 milhões de eleitores do segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais, os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) deram passos importantes esta semana para acertar palanques duplos no estado, como forma de fortalecer suas prováveis candidaturas na disputa com a presidente Dilma Rousseff ano que vem. Estão articulando também repetir a fórmula em Pernambuco e São Paulo, maior colégio eleitoral, com 31 milhões de eleitores. A ideia é ter candidatos diferentes aos governos estaduais, onde for possível, ou fazer alianças em torno de um nome, mas dividindo o palanque para os dois presidenciáveis. Assim, acreditam, poderão isolar candidatos governistas, com prejuízo para os palanques da presidente Dilma.

De um lado, em Minas, Eduardo Campos tirou do dilmista Walfrido Mares Guia o comando do diretório do PSB no estado e o entregou para o deputado Júlio Delgado, que veste a camisa da candidatura própria e tem ligações com Aécio. Do outro, o pré-candidato tucano mandou de volta para Minas o ex-ministro Pimenta da Veiga para coordenar sua campanha no estado e para criar uma alternativa de nome para a sucessão do governador Antonio Anastasia.

Compromissos também no segundo turno

Júlio Delgado diz que, com a ausência de lideranças fortes em alguns estados, o PSB não descarta a possibilidade de apoiar candidatos de outro partido. Em Minas e São Paulo, onde o PSDB é forte, diz, os dois partidos podem dividir o mesmo palanque: quem não quiser votar em Aécio vota em Eduardo, diz Delgado. O mesmo está sendo trabalhado em Pernambuco e outros estados do Nordeste. E quem for para o segundo turno, afirma, tem o apoio de quem ficar para trás.

— Estamos trabalhando para ter palanque duplo em Minas, São Paulo e Pernambuco, por enquanto. Minha ascensão à presidência do PSB em Minas abre a possibilidade de isso acontecer aqui. Essa máxima do palanque duplo deve valer para esses outros dois colégios eleitorais importantes. O Eduardo está sintonizado e buscando possibilidade de palanques. Ao fazer esse movimento em Minas, ele deixa claro que está buscando alternativas, sabe que Minas é fundamental para seu projeto e que Aécio tem a hegemonia aqui, mas ele também quer ter seu espaçozinho — diz Júlio Delgado. — A situação andou um pouco esta semana, com minha condução à presidência do diretório de Minas. Agora tenho a tarefa de conduzir para andar o resto. Antes, os protagonistas eram Aécio e Anastasia. Agora, os protagonistas são outros. E o PSB e o PSDB vão trabalhar em consonância em busca de um projeto nacional.

Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, Pimenta da Veiga — como Tasso Jereissati — vem tendo atuação ativa no novo comando do PSDB nacional, no projeto “Aécio Presidente”. Pimenta está fechando seu escritório de advocacia em Brasília e voltando para Belo Horizonte para coordenar a campanha presidencial no estado.

— Eu volto para Minas por inteiro. Estou voltando para ajudar a organizar a sucessão aqui, animar a campanha. Aécio precisa ter uma votação forte em Minas, mas não pode ficar só aqui. Eu vou rodar o estado, cuidar das alianças, para que ele fique mais liberado para rodar o país — diz Pimenta da Veiga.

Deixando claro a proximidade dos dois candidatos e a atuação conjunta dos dois partidos em outros estados, e não só em Minas, Pimenta da Veiga afirma:

— Vamos respeitar a candidatura do Eduardo Campos no primeiro turno, para que possamos estar juntos no segundo turno.

Sobre a mudança do comando no PSB mineiro, Pimenta afirma que gostou da escolha de Júlio Delgado — filho de Tarcísio Delgado, peemedebista histórico de sua geração, também identificado com Aécio.

— Esse movimento no PSB não está desagradando nada! — admitiu Pimenta.

— O Pimenta fez política junto com o meu pai e sabe que minha ida para a direção do PSB de Minas é boa para o projeto dos dois: do Aécio e do Eduardo — concorda Júlio Delgado.

Com o enquadramento do PSB de Minas, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), que se elegeu com o apoio de Aécio, é o nome de Eduardo Campos para o governo. Mas Márcio resiste, porque, além das boas relações com Aécio e Campos, tem ligações também com o ministro da Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, o candidato petista.

A disputa em Minas, ainda que com o quadro de candidatos indefinido, será uma das mais importantes, não só pelo tamanho do eleitorado, mas pelo embate direto entre Aécio e Dilma. É nesse território, onde o PSB já conquistou também seu espaço, que Eduardo Campos quer garantir um palanque forte — seja de um candidato próprio ou em parceria com o PSDB, aliança que vem sendo repetida há anos.

Nesta negociação entre os dois partidos, existem outras alternativas em discussão para a sucessão de Anastasia: o deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro; o vice de Anastasia, Alberto Pinto Coelho (PP); e o presidente da Assembleia Legislativa, Diniz Pinheiro, do PSDB.

— Fizemos todo o acerto de Minas de total acordo com o prefeito Márcio Lacerda. Ele está muito cauteloso, mas com muito interesse em participar do projeto do partido. Gostei da postura dele. O Walfrido preferiu seguir o Lula, e não o PSB. Particularmente, eu acho que ele tinha que tomar o rumo dele, e a gente, o nosso — disse o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, que ainda crê na candidatura de Márcio Lacerda unindo os dois palanques, o de Eduardo Campos e o de Aécio Neves.

palanque duplo não está descartado nem no Ceará, onde o ex-senador tucano Tasso Jereissati aparece em nova pesquisa do Ibope liderando a disputa pelo governo do estado, com 45% em determinados cenários, enquanto o candidato do governador Cid Gomes, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, aparece com 4% — Cid continua defendendo a reeleição de Dilma. O eventual palanque de Tasso, no entanto, poderia servir tanto a Aécio quanto a Eduardo Campos, no primeiro turno.

Resolvido o problema de Minas Gerais, Siqueira diz que a única situação pendente agora é o diretório do PSB do Ceará, presidido pelo governador Cid Gomes. Mas, por enquanto, não haverá qualquer intervenção junto aos Ferreira Gomes.

— O Cid e o Ciro têm dado declarações contraditórias. Uma hora apoiam a candidatura de Eduardo, outra hora dão marcha a ré. Estamos tendo uma tolerância, porque todo mundo tem direito a ter opinião. Mas, quando o partido decidir por ampla maioria, eles terão que acompanhar — diz o secretário-geral do PSB.

O diretório do PSB do Amapá, do governador Camilo Capiberibe, que também deu declarações de apoio à reeleição de Dilma, já estaria pacificado. Segundo Siqueira, os pais do governador, o senador João Alberto Capiberibe e a deputada Janete Capiberibe, estiveram em Recife e almoçaram com Eduardo Campos semana passada.

O diretório do Espírito Santo, do governador Renato Casagrande, também é contabilizado como pró-Eduardo, apesar das declarações do presidente do PT, Rui Falcão, de que o governador socialista tinha se comprometido em manter neutralidade. Faz parte, segundo os socialistas, da política de manter boas relações com o governo federal para não prejudicar a gestão dos estados.

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