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Aécio enaltece qualidades de Campos em evento em Recife

Aécio falou sobre sua admiração pelo ex-governador pernambucano e das influências que eles receberam de seus avôs, Tancredo Neves e Miguel Arraes.

Evento de homenagem contou com a presença de amigos e políticos de diferentes partidos.

Fonte: PSDB

Aécio enaltece qualidades de Campos em evento em Recife

O presidente do PSDB destacou a trajetória de Eduardo Campos na vida pública. Reprodução.

Com a presença de familiares, amigos e políticos de diferentes partidos, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, participou nesta segunda-feira (10/08), em Recife, de homenagem ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que completaria 50 anos hoje. Ao lado de Renata Campos, viúva de Eduardo, e dos filhos Maria Eduarda, João, José, Pedro e Miguel, e da mãe de Eduardo, a ministra Ana Arraes, e do irmão Antônio, Aécio falou sobre sua admiração pelo ex-governador pernambucano e das influências que eles receberam de seus avôs, Tancredo Neves e Miguel Arraes.

“Eduardo e eu tivemos a nossa trajetória iluminada por duas árvores, e talvez de alguma forma também protegida pela sombra dessas mesmas árvores, muito frondosas: Miguel Arraes e Tancredo (Neves). Ao contrário do que se pudesse significar para alguns como alguma cobrança excessiva em relação aos nossos caminhos, e falávamos muito sobre isso, isso foi sempre inspiração, foi sempre energia”, destacou Aécio Neves.

O presidente do PSDB destacou a trajetória de Eduardo Campos na vida pública. “Eduardo, um homem que não se encantava pela liturgia do cargo e que sabia conviver com a responsabilidade das funções que executou e, ao mesmo tempo, com uma enorme alegria. Eduardo transbordava alegria. Permitia que a sua responsabilidade convivesse com algo que inspirava e inspira aqueles que de alguma forma tiveram o privilégio de conviver com ele”, afirmou.

A homenagem ao ex-governador que faleceu ano passado, em acidente aéreo, durante a disputa pela Presidência da República, reuniu em Recife os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB); o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e do PPS, deputado Roberto Freire; o prefeito de Recife, Geraldo Júlio; a ex-candidata a presidente Marina Silva; além do presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda; do ministro da Defesa, Jaques Wagner; ex-governadores, senadores e deputados.

Em seu pronunciamento, Aécio Neves lamentou a falta que Campos faz nos quadros da política nacional.

“Se em qualquer tempo, em qualquer país, homens das qualidades, da experiência e da responsabilidade de Eduardo fazem falta, hoje, no momento pelo qual o Brasil passa, e todos nós nos preocupamos cada dia mais com o futuro que está por vir, a ausência de Eduardo se torna ainda maior, quase que insubstituível. Não tenho dúvida de que a palavra dele não seria muito diferente da de muitos que aqui hoje falaram. De cobranças em relação àquilo que deve ser cobrado. De denúncias em relação àquilo que deve ser denunciado, até porque é pedagógico. Mas, acima de tudo, de absoluta responsabilidade para com o Brasil”, disse.

Aécio Neves também agradeceu a Marina Silva, vice de Campos na chapa que disputava as eleições presidenciais, pelo apoio recebido no segundo turno da campanha.

“Eu guardo com muito carinho as suas palavras, no momento da campanha, de dor imensa, você (Marina), me permitiu ter o privilégio e a responsabilidade de dar continuidade a aquele sonho que hoje é de todos nós. A política, se ela traz muitas frustrações, e elas são permanentes, a política também nos permite momentos e situações que talvez nenhuma outra atividade permitisse viver. Conhecer pessoas de gerações, de regiões, de atividades diferentes. E foi a política que me permitiu o privilégio de conviver com Eduardo e de lhe conhecer, Marina, um pouco mais por dentro da sua alma e dizer que alegria: que honra o Brasil ter uma mulher da sua fibra, da sua qualidade intelectual e do seu imensurável valor”, destacou Aécio.

Aécio condena falta de repasses federais e diz que será parceiro de Pernambuco

“Eu tenho um Nordeste no território mineiro. Meu pai é da região mais pobre do Vale do Jequitinhonha, disse Aécio”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio disse que será parceiro de Pernambuco

Aécio Neves: “O governo petista deixou de repassar R$ 81,8 milhões prometidos para obras importantes no Recife”. Divulgação

Aécio afirma que será o grande parceiro de Pernambuco e condena falta de repasses federais ao Estado

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou nessa quarta-feira (22/10), em entrevista por telefone à Rádio Jornal (do Recife), que uma vez eleito será o “grande parceiro” do governador eleito Paulo Câmara (PSB) e do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB).

Aécio lembrou ter apresentado um projeto de desenvolvimento específico para a região Nordeste, o Nordeste Forte, que teve como uma das inspirações suas conversas com o ex-governador Eduardo Campos, de quem era amigo.

“Eu tenho um Nordeste no território mineiro. Meu pai é da região mais pobre do Vale do Jequitinhonha. O que eu posso garantir aqui é que, a quatro dias desta eleição, eu serei o grande parceiro do prefeito Geraldo Júlio e do governador Paulo Câmara”, disse Aécio.

Retaliação

Aécio condenou a retaliação do governo federal a Pernambuco por parte da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição. Desde o ano passado, Pernambuco aguarda o repasse de verbas para obras no Estado.

“Eu vejo o governo federal deixar de fazer o repasse federal para o Hospital da Mulher, em Recife, ou para área da saúde ou para o novo Pátio da Feira de Afogados simplesmente porque o prefeito Geraldo Júlio e o governador Paulo Câmara tiveram posição solidária a Eduardo Campos”, afirmou Aécio, que recebeu no segundo turno das eleições o apoio do PSB.

O governo petista deixou de repassar R$ 81,8 milhões prometidos para obras importantes no Recife. Do Hospital da Mulher, por exemplo, R$ 48,8 milhões foram prometidos, mas apenas R$ 1 milhão foi repassado. Das demais obras – Escola de Saúde, Reforma do Geraldão, Pátio da Feira de Afogados e pavimentação do Ibura – o governo federal não repassou nenhuma verba.

“Eu acho [a retaliação] um grande equívoco, porque o dinheiro não é deles [do governo do PT]. Não tem esta história de dinheiro estadual e dinheiro federal. Tem de dinheiro público, que é do cidadão”, ressaltou Aécio.

Nordeste

Na entrevista, Aécio reiterou que será o presidente da República do Brasil e do Nordeste. Ele se comprometeu a ampliar o programa Bolsa Família e tratar o Nordeste de forma diferenciada. O candidato antecipou que, em recente conversa com Paulo Câmara e Geraldo Júlio, afirmou que uma das suas prioridades é a nova duplicação da BR 232 – que liga Recife a Parnamirim com mais de 530 quilômetros de extensão.

“Tenho este compromisso com o Estado. Vamos investir em infraestrutura e educação. No meu governo, as obras vão começar e vão ser concluídas. Estamos aí com a transposição [do rio São Francisco], que era para ser inaugurada em 2010. Estamos em 2014 e não se sabe quando fica pronto. A Transnordestina da mesma forma: 10% dos trilhos estão no lugar”, citou o candidato na rádio.

Agressões

Diante dos últimos ataques desferidos pelo ex-presidente Lula, no último dia 21/10 em Pernambuco, contra as lideranças do PSDB, Aécio reagiu afirmando que a política precisa de “mais generosidade”. “O adversário não precisa ser tratado como um inimigo a ser dizimado a qualquer custo”, destacou ele.

No Recife, Lula chegou a comparar os tucanos com “nazistas na Segunda Guerra”, em mais uma incitação ao ódio e às agressões, prática que o PT vem se especializando. Aécio afirmou que a atitude não é própria de uma campanha que está “tranquila”. Ao contrário. “É próprio daqueles que acham que o poder é eterno”, destacou Aécio.

“Não é uma campanha de quem está se sentindo vitorioso”, afirmou Aécio, lembrando que sempre teve “respeito pessoal” por Lula e que teve com ele uma “relação republicana”, quando foi governador de Minas Gerais e o petista, presidente da República.

“O que eu não acho apropriado – e aqui fico apenas nessa crítica – é um ex-presidente da República numa campanha eleitoral ofender adversários apenas porque são seus adversários. Acho que a figura presidencial deve de alguma forma ser preservada”, concluiu Aécio.

Mulheres lançam grupo de apoio a Aécio em Pernambuco

Movimento prepara uma recepção com cerca de 500 mulheres vestidas de branco durante visita de Aécio ao Recife.

Eleições 2014: “Todas com a Mudança”

Fonte: Jogo do Poder

Em Pernambuco, mulheres lançam grupo de apoio a Aécio

“Todas com a Mudança”: a deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB-PE) lidera o movimento em parceria com representantes de partidos como o PSB, PV, DEM, PMDB, PPS, PR e PMN que organizam atos políticos por todo país.

Em Pernambuco, mulheres lançam “Todas com a Mudança” em apoio a Aécio Neves

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, recebeu nessa sexta-feira (10/10) o apoio do movimento “Todas com a Mudança“. A deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB-PE) lidera o movimento em parceria com  representantes de partidos como o PSB, PV, DEM, PMDB, PPS, PR e PMN que organizam atos políticos por todo país.

“A gente entende que Aécio é a mudança que o Brasil está precisando, e as mulheres o abraçam com a expectativa de que ele mude o país e inicie um novo ciclo de igualdade e justiça social”, afirmou a deputada Terezinha Nunes.

A presidente do PSDB Mulher de Pernambuco, Judite Botafogo, destacou o papel da mulher na campanha de Aécio. “A mulher tem o poder de convencer, de persuadir e de dialogar com todos os segmentos”, disse ela. “É importante que estejamos todas em favor de Aécio para que a gente possa construir uma corrente forte para garantir sua eleição.”

Branco

O movimento prepara uma recepção com cerca de 500 mulheres vestidas de branco durante a visita de Aécio Neves ao Recife, neste sábado (11/10), com a faixa “Todas com a Mudança“. O ato contará com a presença de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais e demais lideranças dos partidos aliados.

A deputada estadual eleita Priscila Krause (DEM-PE) destacou o empenho das mulheres na campanha. “Todos os partidos estão envolvidos”, disse. “Todos que estavam mobilizados nas campanhas do primeiro turno irão agora se mobilizar e se integrar à campanha de Aécio porque ele é o candidato que atende às questões locais e nacionais.”

Aécio Neves visita o Nordeste e promete choque de infraestrutura para região

Aécio Neves visita região para apresenta a proposta de um Novo Nordeste.  Proposta é ampliar o investimentos em regiões de baixo IDH.

Aécio e o Novo Nordeste

Fonte: Estado de Minas

Aécio inicia caminhada pelo Nordeste e promete “choque de infraestrutura”

“Candidato tucano abre no estado do adversário socialista caminhada pela região que, segundo ele, receberá medidas de impacto social

Cinco dias depois de ter a sua candidatura a presidente da República oficializada, o senador Aécio Neves (PSDB) escolheu Pernambuco – berço político do adversário Eduardo Campos (PSB) – para anunciar um “choque de infraestrutura” para o Nordeste. No Recife, onde recebeu na noite de ontem o título de cidadão honorário, o tucano afirmou que vai percorrer vários estados da região ao longo do mês que vem para elaborar um conjunto de ações que chamou de “Novo Nordeste”, incluindo medidas de “enorme” impacto social.

As medidas prometidas caso eleito, segundo ele, visam diminuir as diferenças entre as regiões e os brasileiros, “tratando de forma diferente aqueles que são diferentes”. “Quando concluí meu governo em Minas, depois de oito anos de mandato, havíamos investido três vezes mais per capita nas regiões de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em relação às regiões mais ricas do estado. Digo isso não apenas em relação a Pernambuco, mas é preciso que apresentemos uma proposta muito clara que está sendo elaborada para o Nordeste brasileiro”, afirmou o tucano.Governador reeleito de Minas Gerais, o senador Aécio Neves ponderou ainda que o programa nordestino será semelhante ao Travessia, instituído para ampliar e melhorar o IDH do estado. De acordo com o candidato a presidente, será definido um prazo para que os índices do Nordeste se equiparem aos das regiões mas ricas do Brasil.Aécio Neves se reuniu ontem com o governador João Lyra Neto (PSB), sucessor de Eduardo Campos, que deixou o cargo em abril para disputar a Presidência da República. Na saída do encontro, classificado pelo tucano como uma “conversa entre amigos”, ele criticou a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) para a região – mesma estratégia usada por Campos em visita a municípios nordestinos.

“No Nordeste, há a percepção clara de que o governo (federal) faliu. O governo da presidente Dilma fracassou na condução da economia, que vai nos legar como herança, ou a quem quer que seja o presidente da República, uma das piores equações econômicas de nossa região”, disse. Em Pernambuco, os tucanos vão apoiar o candidato a governador Paulo Câmara (PSB), aliado de Eduardo Campos.

Presidente nacional do PSDB, Aécio disse que a decisão no estado foi tomada “de forma compartilhada” pela direção estadual do partido e que seria respeitada por ele. “Não colocarei meu projeto presidencial acima dos interesses locais do partido”, ponderou.

Segundo turno 

Em entrevista  à Rádio Jornal, do Recife, Aécio Neves disse que “ninguém tem lugar garantido” no segundo turno das eleições e mostrou-se confiante em um apoio de Eduardo Campos caso chegue à disputa com Dilma. “A partir do momento em que ele (Campos) vem para o campo oposicionista e passa a ter discurso de contestação ao que aí está, acredito que o eleitorado que votar nele é oposicionista, não é eleitor que vá votar no governo”, disse. Da mesma forma, afirmou que seria “natural” seus eleitores optarem por Eduardo Campos em um segundo turno.

Pernambuco: médicos protestam contra MP

Pernambuco: categoria manifestou contra a vinda de médicos estrangeiros. Médicos afirmam que falta estrutura e condições de trabalho.

Pernambuco: médicos protestam contra a vinda de médicos estrangeiros

Pernambuco: protesto terminou com enterro simbólico do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Fonte: G1

Médicos de Pernambuco realizam enterro simbólico de ministro

Categoria protesta contra a vinda de médicos estrangeiros para o SUS.
Manifestação realizou marcha em torno do Hospital da Restauração.

Médicos de Pernambuco realizaram na manhã desta terça-feira (23) uma manifestação em frente à maior emergência do estado, o Hospital da Restauração, no Derby, área central do Recife. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), cerca de 300 pessoas participaram da ação. A categoria resolveu paralisar as atividades em protesto contra a vinda de profissionais estrangeiros para trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na passeata, que contornou o HR e terminou com o enterro simbólico do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, muitos médicos contavam a indignação que estavam sentindo. “Estão colocando os médicos como vilões, dizendo que nós não queremos trabalhar  no interior, mas não é verdade. Eu mesma, por opção, resolvi ir trabalhar no interior, mas com a estrutura precária eu desisti”, disse a residente em patologia Laura Paiva.

A residente em pediatria Danielle Di Cavalcanti também acredita que, sem condições de trabalho, os médicos não irão trabalhar em cidades do interior. “Faltam remédios, condições de trabalho. E não é só no interior, na capital também. os hospitais daqui estão sem estrutura para atender tanta gente”, falou Danielle.

O presidente do Simepe, Mario Jorge Lobo, explicou que as manifestações que vêm ocorrendo nos últimos meses servem de alerta para a população para que se discuta o tema da saúde. “É uma convocação para se debater esse tema. Essa medida provisória do governo não responde em absolutamente nada esse pedido das manifestações das ruas. É uma manobra eleitoreira“, afirmou Lobo.

Segundo o Simepe, a adesão à paralisação é focada nos hospitais. “Não é a paralisação do profissional, mas sim dos serviços, até porque um médico pode deixar de trabalhar no ambulatório, mas não paralisar outras atividades”, afirmou o presidente do Simepe.

Os médicos pernambucanos mobilizam uma caravana para participar de uma audiência pública que ocorrerá no Congresso Nacional em Brasília, em agosto. “Lá serão debatidos tanto a medida provisória como o ato médico. Queremos colocar médicos dentro do Congresso para debater e pressionar”, disse Lobo.

Na última assembleia geral, os médicos do estado decidiram manter o estado de greve com paralisações dos serviços eletivos públicos e privados, nos dias 23, 30 e 31 de julho, resguardando os atendimentos das emergência, urgências, quimioterapia, radioterapia, hemoterapia, hemodiálise e afins. O presidente do Simepe reforçou que a paralisação é apenas das consultas reagendadas e as cirurgias programadas. “Todo o serviço essencial, de urgência e emergência, Samu, atendimento a pacientes que estão internados, se mantêm preservados, minimizando o dano à população”, garantiu.

A presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Helena Carneiro, falou que a categoria médica está agendando novas manifestações. “Até o dia 30 estamos agendando novos atos. No dia 31 faremos uma assembleia geral dos médicos, para traçar estratégias locais dessa mobilização nacional”, finalizou Helena.

Eleições 2014: Campos dá largada em campanha presidencial

Eleições 2014: Campos reuniu deputados e senadores de seu partido para definir os próximos passos da construção da sua candidatura

Campos organiza pré-campanha com bancada

Eleições 2014: Eduardo Campos reuniu deputados e senadores de seu partido ontem em Recife

Fonte: Valor Econômico 

Campos organiza pré-campanha com bancada

Por Caio Junqueira

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSBEduardo Campos, reuniu deputados e senadores de seu partido ontem em Recife e deu oficialmente a largada para sua campanha presidencial em 2014.

“Ninguém saiu com dúvida de que ele será candidato. O momento de lançamento é em 2014, mas o processo de construção começa agora”, disse o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), um dos presentes ao encontro.

Segundo ele, foram traçados na reunião os próximos passos da construção da candidatura. “Vamos filiar pessoas no partido, montar chapas de deputado federal e estadual, construir os palanques estaduais e fazer formulações sobre a política e a economia”, afirmou, lembrando que o partido vai preparar documentos com propostas para a economia.

Também foram acertados pontos sobre o discurso que o partido deve fazer a partir de agora. “Vamos falar sobre a vida das pessoas. O principal é saúde, educação, mobilidade urbana e segurança pública. Essa é a agenda que o povo quer. Vamos ampliar a interação com a população.” Rollemberg declarou que Campos “só não falou vamos colocar a campanha na rua porque não é o momento ainda de colocar a campanha na rua.”

A avaliação geral dos parlamentares no encontro era de que há um vazio político que precisa ser ocupado e que Campos tem as condições ideias para ocupá-lo pois representa “mudança, realização e capacidade de diálogo”.

Rollemberg disse ainda que as divergências internas quanto à candidatura Campos, manifestadas por governadores do partido no primeiro semestre, não existem mais. “Essa é a novidade. Setores do partido tinham reticências quanto à candidatura. Mas o que percebemos agora é entusiasmo. Eu não tenho dúvida de que ele será candidato.”

Colocou que mesmo o governador do Ceará, Cid Gomes, e o ex-governador, Ciro Gomes, já demonstram apoio à candidatura. Isso, de acordo com ele, foi manifestado na reunião da Executiva do PSB dia 1 de julho.

O senador mencionou a fala da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que comoveu Campos. “Ela falou da trajetória de Miguel Arraes (avô de Campos e ex-governador de Pernambuco). Que era o momento de renovação e que ele trazia a renovação de Arraes, à esquerda, identificada com o povo. E que acabou a hora de o PSB ser coadjuvante para ser protagonista.”

PSB dividido: Dilma versus Eduardo Campos

PSB dividido: em Pernambuco, Eduardo Campos pede intensificação de atividades políticas. No Ceará, Dilma recebe juras de fidelidade

Dilma e Eduardo Campos

Eduardo Campos e Dilma Rousseff dividem preferência no PSB. Foto Hans von Manteuffel / O Globo

Fonte: Valor Econômico

Dividido, PSB afaga Dilma em Fortaleza e reúne parlamentares no Recife

Por Murillo Camarotto

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), reuniu ontem, no Recife, a bancada federal do seu partido para pedir intensificação das atividades políticas nos Estados visando às eleições de 2014, ano em que pretende disputar a Presidência da República. No mesmo dia, em Fortaleza, dois dos principais representantes do PSB na esfera nacional fizeram juras de fidelidade à atual ocupante do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff.

Durante a solenidade de inauguração de duas estações do metrô de Fortaleza, Dilma ouviu muitos afagos do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB), e do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), ambos favoráveis à manutenção da aliança com o PT.

Cid, abertamente contrário às pretensões presidenciais de Campos, disse que o Ceará nunca teve tanta atenção de um governo como no da presidente petista. “Aprendi a conhecê-la. Sei que tem bom coração e está fazendo um país mais justo”, disse o governador, que precisa de PT e PMDB para garantir a eleição do seu sucessor no ano que vem.

Já o ministro da Integração, contumaz defensor da presidente, voltou à carga, ao dizer que, baixada a poeira das manifestações, “o trabalho do governo federal vai aparecer”. “E a primeira mulher presidenta do Brasil vai dar conta do recado”, completou ele, que sonha em ser governador de Pernambuco, mas duvida que Campos o irá indicar para o posto. Assim, prefere se garantir na Esplanada dos Ministérios.

No Recife, Campos pediu a deputados e senadores do partido que fortaleçam o trabalho nos Estados, a fim de turbinar as chapas proporcionais para as eleições. Mesmo negando ter falado abertamente em candidatura presidencial, foi com essa mensagem que os parlamentares saíram do encontro.

“Não adianta ele dizer que não é [candidato a presidente], pois a gente sabe que ele é e vai fazer o trabalho”, disse o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE). “Depois dessa reunião, saímos mais fortalecidos para buscar apoios para ele, coligações para ele, partidos para ele”, completou o parlamentar.

Questionado, Campos voltou a dizer que só tratará de candidatura em 2014. O pernambucano, entretanto, aproveitou para alfinetar o PMDB, ao ser perguntado sobre a proposta do principal aliado do governo federal para a redução no número de ministérios. “Pra você ver como são as coisas. Tem gente que faz essas sugestões no fórum adequado, para num momento como esse não tentar se aproveitar de uma fragilidade e expor mais ainda um governo que você ajudou a construir”, disparou. “Não vamos fazer a política da pegadinha e do constrangimento”, completou o governador.

Recebida em Fortaleza com protestos de médicos, indígenas e outras categorias, Dilma voltou a defender o plebiscito para definição do que chamou de “norte” da reforma política. De acordo com ela, as transformações vividas pela sociedade brasileira nos últimos anos pedem que o sistema de representação seja reformado. “O Brasil precisa adequar, atualizar e modernizar o seu sistema político”, disse.

Dilma afirmou que o referendo é a forma mais eficiente de fazer a reforma ir ao encontro dos anseios populares. “É importante que se consulte a população para ter as balizas dessa reforma. Eu diria o norte dessa reforma”, completou.

O governo federal, segundo a presidente, tem o dever de “canalizar e resolver” os problemas apontados pela população durante as manifestações que tomaram as ruas do país no mês passado. De acordo com ela, as manifestações atestam que “democracia exige mais democracia e os direitos sociais conquistados também exigem mais direitos sociais”.

Um dia após chamar para si a responsabilidade pelo controle da inflação, a presidente rechaçou o posto de comandante da economia nacional. “Eu comando o país. A economia quem comanda é o ministro [Guido] Mantega. Eu administro o Brasil”, disse ela aos jornalistas.

Analistas de gestão: futuro prefeito de Recife faz recrutamento

Analistas de gestão: Geraldo Julio já recebeu 1.719 currículos para a equipe de monitoramento

As inscrições para analistas de gestão serão encerradas no próximo dia 14. Existem 20 vagas disponíveis.

Fonte: Diario de Pernambuco – Diários Associados

Prefeito eleito do Recife disse que os selecionados ajudarão no funcionamento das secretarias  (Julio Jacobina/DP/D.A Press)
Prefeito eleito do Recife disse que os selecionados ajudarão no funcionamento das secretarias

A equipe do prefeito eleito do Recife, Geraldo Julio (PSB), já recebeu 1.719 currículos para a seleção de analistas de gestão. Os profissionais participarão do sistema de monitoramento das ações do governo municipal a partir de 2013. São 20 vagas abertas e as inscrições podem ser feitas até a próxima sexta-feira, dia 14.

O sistema de monitoramento da Prefeitura do Recife seguirá os moldes implantados pelo governo do estado, que por quatro anos foi comandado por Geraldo Julio, enquanto comandava a Secretaria de Planejamento e Gestão. “Essa equipe vai ajudar todas as secretarias a fazerem o governo funcionar. É uma iniciativa inovadora na gestão pública, que deu certo no governo de Pernambuco”, afirmou o futuro prefeito durante o lançamento da seleção dos profissionais.

De acordo com Geraldo Julio, foi realizada uma análise de mercado para se estabelecer uma faixa salarial e criar uma expectativa sobre o perfil do profissional que poderia se interessar pelo cargo. “Pelo levantamento que a gente fez dentro da iniciativa privada e com alguns dados que a gente levantou de empresas, essa remuneração está equivalente para esse tipo de profissional”, disse.

Para entrar na disputa é preciso ter formação superior em administração, ciências contábeis, economia, direito, ou engenharia. É desejável experiência em trabalhos de monitoramento, uma vez que o perfil procurado é o técnico. Os interessados deverão acessar o site www.umnovorecife.com.br para preencher um formulário e enviar currículo até o dia 14 de dezembro. O salário divulgado é de R$ 3.357,37.

Os currículos serão analisados por uma equipe especializada em recursos humanos, entre os dias 17 e 28 de dezembro. De 50 a 100 nomes poderão passar para a segunda fase, que consistirá em uma entrevista presencial. O resultado sai em janeiro de 2013. Todos os escolhidos ficarão lotados na Secretaria de Planejamento da Prefeitura do Recife.

Nordeste Notícias: PT vai acomodar os vitoriosos e consolar os derrotados

PT fechado para balanço

Fonte: Autor(es): PAULO DE TARSO LYRA Correio Braziliense

Executiva nacional do partido discute hoje o desempenho nas urnas e tenta acalmar os candidatos derrotados na eleição municipal

 

Em um espaço de apenas quatro dias, o PT vai acomodar os vitoriosos e consolar os derrotados. Hoje, a Executiva Nacional do partido reúne-se em São Paulo para fazer um balanço das eleições municipais de 2012 e acalmar sobretudo os nordestinos, que sofreram as maiores derrotas, ficando de fora das três principais capitais: Fortaleza, Recife e Salvador. Na próxima segunda-feira, o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, se senta com as diversas tendências para definir o espaço de cada um no futuro governo.

Durante o segundo turno, com medo de que o debate por cargos atrapalhasse a eleição de Haddad, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que as disputas cessassem para evitar o “salto alto”. Passada a vitória nas urnas, o tema está livre para ser debatido novamente. “Acomodar os aliados quando se ganha é bem mais fácil. O duro é explicar quando se é derrotado”, disse o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), um dos coordenadores da campanha.

Segundo o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, além de Haddad, caberá ao vereador Antonio Donato (PT-SP), escolhido para conduzir o governo de transição, domar o ímpeto dos aliados. O próprio Donato é um dos petistas que se empenharão em indicar apadrinhados. “A pressão é muito maior por parte dos deputados federais, estaduais e vereadores”, acrescentou Frateschi.

Apesar das declarações dadas pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, elogiando a escolha de Haddad por Lula mas afirmando que, “com ela, a vitória poderia ter sido mais fácil”, tanto Frateschi quanto Zarattini não veem nisso uma tentativa da ministra de indicar apadrinhados para a prefeitura. Ela, ao lado do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e do da Saúde, Alexandre Padilha, são os principais cotados para disputar o governo de São Paulo em 2014. “Candidatos a governo precisam compor alianças e não disputar espaços na prefeitura”, completou Zarattini.

Nordeste
Já o PT derrotado começa a lamber suas feridas hoje. A Executiva Nacional do partido tentará entender por que a legenda perdeu espaço no Nordeste. Na tarde de terça-feira, senadores do PT nordestino tiveram a primeira conversa com o presidente Rui Falcão e demostraram descontentamento.

Em alguns casos, as queixas foram pela ausência de Lula nos palanques (caso de Teresina). Em outros, as reclamações envolveram os diretórios municipais, que racharam e inviabilizaram as disputas, como ocorreu em Recife. “Eu brinquei com o Falcão que o que o Pellegrino teve (Nelson Pellegrino, candidato derrotado à prefeitura de Salvador) teve este ano eu não tive em 2008. Lula foi a Salvador duas vezes e à presidente, uma. Eu tive adversários da base e nenhuma ajuda, nem federal nem estadual”, completou o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA).

O partido também começará a discutir os efeitos do mensalão. Mas uma posição oficial criticando o julgamento do Supremo Tribunal Federal só será divulgada após a dosimetria das penas, para não parecer que “queremos pressionar o STF”, alegou Frateschi.

Regressão do câncer
Três dias depois de celebrar a eleição de Fernando Haddad (PT-SP) para a prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou ontem mais uma vitória. Exames realizados no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, confirmaram a regressão completa do câncer de laringe descoberto em outubro de 2011. O edema na garganta, resultado do tratamento para eliminar o tumor, também regrediu de forma satisfatória, segundo a assessoria de Lula. O hospital não divulgou boletim. Para que a cura seja efetivamente comprovada, os exames devem dar negativo pelos próximos quatro anos (PTL).

Nordeste Notícias: momento político em jogo

Começa o jogo

Fonte: Merval Pereira O Globo

De repente, houve percepção generalizada de que o PSB cresceu e surgiu como um dos mais importantes partícipes do jogo eleitoral. Mas ele já era partido com forte penetração no Nordeste, com seis governadores eleitos, sendo quatro nessa região: Pernambuco, Ceará, Paraíba e Piauí. O que deu caráter nacional ao PSB nesta eleição municipal foi ter enfrentado e derrotado o PT em capitais como Recife, Fortaleza e Belo Horizonte.

Mas o PSB elegeu também o maior número de prefeitos de capitais, ampliando sua atuação para o Centro-Oeste (Cuiabá) e o Norte (Porto Velho). O crescimento de mais de 40% na eleição de prefeitos – vencendo em 440 cidades – dá nova dimensão nacional ao partido, que passará a se sentir incomodado dentro do modelo de coalizão governista, um pouco sem espaço para parceiros que tenham planos de voos mais altos. Mais fácil fazer acordos com o PMDB, que tem tamanho, mas não tem unidade para lançar candidato próprio, do que com o PSB, que já tem seu candidato potencial no governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O papel definidor do PSB pode ser exercido já nas próximas eleições presidenciais ou pode ser adiado para 2018, tudo dependendo das condições objetivas que encontrar pela frente.

As eleições municipais têm mais a ver com a composição futura do Congresso Nacional e também com a eleição de governadores do que propriamente com a próxima disputa presidencial. No entanto, a maneira como os partidos espraiam seu poder político pelo país afora é parte fundamental da logística a ser montada para 2014.

Para efeitos práticos, o que importa é a fotografia do momento, e é certo que o PMDB, com 1.026 prefeituras (168 a menos que em 2008), e PT, com 635 (91 a mais), os dois partidos que estão no poder, governarão quase 1/3 dos municípios brasileiros, o que dá à campanha de reeleição da presidente Dilma forte plataforma para eleger bancadas no próximo Congresso. A base governista tem tudo para manter o controle político no Senado e na Câmara, acrescida do PSD, que surge nesta eleição como a quarta legenda a eleger mais prefeitos, nada menos que 496 nesta sua primeira eleição.

Se somarmos a essas as prefeituras de PP (468), PDT (312) e outros partidos menos votados, teremos um quadro amplamente favorável à campanha de reeleição. Mas acontece que também a oposição manteve uma boa base eleitoral pelo país, melhorando sua posição no Norte e no Nordeste, onde o domínio do governismo era avassalador.

Com as vitórias em Manaus e Belém, no Norte, e Maceió e Teresina, no Nordeste, o PSDB fincou os pés nas regiões, onde tem os governadores de Alagoas, Roraima e Tocantins. A eleição de Arthur Virgílio em Manaus, numa revanche pessoal, depois de ter sido derrotado por Lula na eleição para o Senado em 2010, coloca-o em posição proeminente novamente no PSDB, de que já foi secretário-geral e líder no Senado. O fato de Virgilio ter uma imagem nacional – foi também ministro no governo Fernand o Henrique – dá-lhe condições de interferir nas decisões estratégicas do partido, e ele sem dúvida voltará a ser um dos principais líderes oposicionistas.

No total de prefeituras, o PSDB continua sendo o segundo partido, com 702, mesmo fora do governo há dez anos. Somadas às 278 prefeituras do DEM e 123 do PPS, a oposição tem uma boa base municipal para as futuras disputas.

O que pode desequilibrar a disputa é a decisão que o PSB de Eduardo Campos venha a tomar quanto a 2014. No primeiro momento, a tentativa será de acomodação dentro da aliança governista, até porque as definições para a disputa presidencial só ocorrerão a partir do fim de 2013. Uma aliança entre o PSB e o PSDB de Aécio Neves formaria chapa com força nas principais regiões, mas difícil será um dos dois abrir mão da cabeça de chapa.

Uma aliança hipotética no segundo turno é previsível caso Campos decida investir mesmo na carreira solo em 2014. O senador Aécio Neves pretende concorrer mesmo que a presidente Dilma continue com sua popularidade alta como hoje, sem grande abalos econômicos a enfrentar. Estaria semeando uma colheita para quatro anos depois.

Resta saber se o governador Eduardo Campos se resignará a disputar espaço com o PT e o PMDB por mais quatro anos, na esperança vã de vir a ser o candidato da coligação em 2018.

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