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Cresce rejeição à Lula: 55% não votariam no ex-presidente

Percentual daqueles que dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula aumentou de 33% (maio de 2014) para 55%.

Cai também o número de eleitores que votaram em Lula para presidente da república.

Fonte: O Globo

Cresce rejeição à Lula e 55% não votariam no ex-presidente

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reprodução

Ibope: 55% não votariam em Lula nas

Rejeição a petista era de 33% em 2014; 23% declararam que votariam no ex-presidente

Pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda-feira pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, revela que a rejeição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou. Segundo o levantamento, o percentual daqueles que dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula aumentou de 33% (maio de 2014) para 55%. O índice dos que votariam no ex-presidente em 2018 é de 23%. Em maio do ano passado, o percentual de possíveis eleitores era de 33%.

O levantamento, realizado entre os dias 17 e 21 de outubro, pesquisou o potencial de voto de alguns dos principais políticos que podem vir a disputar a presidência da República em 2018.

O Ibope também testou os nomes dos tucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra, além de Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). A rejeição a Lula foi a maior entre todos os nomes testados. Mas os outros nomes também apresentam aumento na rejeição. De acordo com o Ibope, cresceu o percentual dos que não votariam de jeito nenhum em Aécio (de 42% para 47% em um ano), em Marina (de 31% para 50% em um ano) e em Serra (de 47% para 54% em dois anos). Não há comparativo para a rejeição a Alckmin e a Ciro Gomes, ambos com rejeição de 52%.

Apesar da rejeição, o índice dos que votariam em Lula é maior do que a dos adversários: 23%. Aécio Neves aparece com 15%, seguido por Marina, com 11%. Serra tem 8%, Alckmin tem 7% e Ciro, 4%.

Ainda segundo o Ibope, na soma de eleitores que votariam com certeza ou poderiam votar, há empate técnico entre Aécio (42%), Lula (41%) e Marina (39%). Serra e Alckmin ficam, respectivamente, com 32% e 30%. Ciro aparece com 20%.

Lula é o mais conhecido entre os políticos, já que apenas 2% o desconhecem. Ciro é o mais desconhecido, por 24% dos eleitores. E 19% não conhecem Alckmin. O percentual sobre Aéciochega a 9% e para Marina, 10%. No caso de Serra, 11% o desconhecem.

As taxas não somam 100% porque um eleitor pode apontar que votaria em mais de um candidato ou que não votaria em nenhum deles.

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Povo brasileiro não acredita mais em Lula

Se disputasse hoje uma eleição presidencial contra o tucano Aécio Neves, Lula venceria apenas no eleitorado de menor renda e escolaridade.

O lulismo, além de menor, está menos diverso: em quase duas décadas, este é o momento em que o apoio ao ex-presidente mais se concentra na população mais pobre.

Fonte:  Estadão

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Em quase duas décadas, este é o momento em que o apoio ao ex-presidente mais se concentra na população mais pobre. Divulgação.

Ibope atesta ‘volume morto’ do lulismo

Pesquisa dá números à expressão citada por ex-presidente, que perdeu apoio social

Se disputasse hoje uma eleição presidencial contra o tucano Aécio Neves, Luiz Inácio Lula da Silva venceria apenas no eleitorado de menor renda e escolaridade, e em algumas das áreas geográficas que tradicionalmente votam no PT. O lulismo, além de menor, está menos diverso: em quase duas décadas, este é o momento em que o apoio ao ex-presidente mais se concentra na população mais pobre.

Os dados são de pesquisa Ibope, realizada na segunda quinzena de junho, que mostra que Lulaseria derrotado por 48% a 33% em um eventual 2.º turno com Aécio – em votos válidos, sem contar os indecisos e os que não optariam por nenhum dos dois, o resultado seria 59% a 41%. Se o adversário fosse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, haveria empate técnico: 40% para o tucano e 39% para o petista – ou 51% a 49%, em votos válidos.

Na segmentação do eleitorado por sexo, idade e tamanho do município, Aécio venceria em todas as faixas. Na divisão por renda e escolaridade, Lula ficaria à frente, de forma isolada, apenas entre os eleitores que ganham até um salário mínimo e que têm até quatro anos de estudo. A geografia do voto mostra que o petista ganharia apenas na Região Nordeste.

Núcleo duro. É como se a pesquisa desse sentido numérico à citação de Lula, feita durante encontro com líderes religiosos, no mês passado, de que ele e o governo estão no “volume morto” – uma referência à reserva técnica de água que só é consumida em situações de crise.

O levantamento do Ibope mostra um refluxo do apoio ao petista mesmo no eleitorado de baixa renda: Aécio ganharia de Lula até entre os que ganham de um a dois salários mínimos (53% a 47% dos votos válidos). A vantagem do tucano aumenta à medida que cresce a renda, até chegar a 72% a 28% na faixa dos que ganham mais de cinco salários.

A popularidade do ex-presidente chega ao fundo do poço em um momento em que se combinam os estragos econômicos provocados pela alta da inflação e do desemprego e as turbulências políticas decorrentes da Operação Lava Jato, que investiga corrupção e desvios em torno de obras contratadas pela Petrobrás.

Essa combinação é o que o cientista político Marcus Melo, da Universidade Federal de Pernambuco, costuma chamar de “tempestade perfeita”. “No Brasil, o choque informacional representado pelo escândalo do petrolão potencializou brutalmente o efeito da derrocada da economia. A experiência cotidiana da população quanto à péssima qualidade dos serviços, por exemplo, aumenta a credibilidade da informação recebida sobre corrupção.”

Mudanças no mapa. O encolhimento da base lulista fica ainda mais evidente quando se analisa sua distribuição geográfica. No conjunto de municípios que a pesquisa do Ibope classifica como “pró-PT” – aqueles em que o partido venceu no 2.º turno das três mais recentes eleições presidenciais –, Dilma colheu quase dois terços dos votos válidos em 2014. Agora, uma hipotética candidatura de Lula teria 52% nessas mesmas cidades, ante 48% para Aécio – o que configura um empate técnico.

Nas cidades consideradas volúveis, onde o PT foi derrotado em uma ou duas das três mais recentes eleições, Lula sofreria hoje uma derrota significativa para o ex-governador de Minas Gerais: 63% a 37%. Nas áreas anti-PT, onde o partido perdeu em 2006, 2010 e 2014, o tucano teria vantagem de 72% a 28%, segundo a pesquisa.

Nem no berço do PT a situação de Lula é confortável. Na conversa em que se referiu ao “volume morto”, ele fez críticas à presidente Dilma Rousseff e citou pesquisa, feita a pedido do PT, que mostrava 75% de rejeição ao governo em São Bernardo do Campo e Santo André, segundo reportagem do jornal O Globo.

Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope, observa que, em 2002, Lula teve votação bastante homogênea em diferentes segmentos sociais e regiões do País. Foi em 2006 que o eleitorado lulista se concentrou nas classes e regiões mais pobres. Essa clivagem se repetiu nas vitórias de Dilma, em 2010 e 2014.

Tanto em 2002 quanto em 2006, Lula venceu com cerca de 61% dos votos válidos, 20 pontos porcentuais a mais do que os obtidos na pesquisa Ibope, se descontados os indecisos e os eleitores que anulariam ou votariam em branco. “É preciso levar em conta que o número de indecisos, hoje, é muito maior do que seria se, de fato, estivéssemos perto de uma eleição”, alerta a diretora do Ibope. “É fato que a base de Lula diminuiu, mas não se pode dizer que ele esteja morto, em termos políticos.”

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em todo o País. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais.

Duas perguntas para: Marcus Melo, cientista político da UFPE

1. Quem são os eleitores que se afastam de Lula neste momento?

O PT e Lula tem sofrido perdas importantes tanto nos chamados “core voters” como nos “swing voters”. A redução do primeiro grupo se manifesta nos dados de identificação partidária com o PT e na lealdade declarada a Lula. Este núcleo duro detém informação política: a lealdade tem traços programáticos e ideológicos. Ele está representado por setores da classe média tradicional e setores sindicais e dos movimentos sociais. Mas a perda maior deLula e do PT pode ser observada no grupo de “swing voters” – eleitores que demonstram pouca lealdade ao partido e ao ex-presidente e têm menor informação política. Este grupo responde fundamentalmente a mudanças no seu bem-estar. As perdas colossais que se observam nesse grupo devem-se a aumento do desemprego, inflação e encarecimento do crédito, entre outros fatores.

2. O ex-presidente tem condições de reconquistar os simpatizantes perdidos?

A quebra de promessas de campanha pode levar a defecções à esquerda no grupo de “core voters”, mas, numa escolha binária, eles ainda votariam em Lula ou em outro candidato do PT. O segundo grupo só seria reconquistado a longo prazo com a recuperação robusta dos níveis de bem-estar em 2017 e 2018, o que parece muito improvável.

Eleições 2014: Aécio lidera entre eleitores que conhecem os 3 candidatos

Datafolha: eleitores que conhecem “muito bem” ou “um pouco” os 3 concorrentes, Aécio lidera com 29%. Dilma tem 23% e Campos 14%.

Eleições 2014

Fonte: Blog Fernando Rodrigues Folha

Aécio fica à frente de Dilma e Campos entre eleitores que conhecem os 3

Fernando Rodrigues

Grupo ainda é pequeno: só 20% conhecem os 3 concorrentes, diz Datafolha

Este é apenas um exercício para ajudar a compreender como o cenário sucessório ainda é volúvel. Quando se isolam na pesquisa Datafolha os eleitores que dizem conhecer “muito bem” ou “um pouco” os 3 principais concorrentes, o resultado é o seguinte: Aécio Neves (PSDBlidera com 29%Dilma Rousseff (PT) tem 23% e Eduardo Campos (PSB) fica com 14%.

É importante notar que esse universo de eleitores é pequeno: só 20% dos eleitores brasileiros dizem conhecer muito bem ou um pouco os 3 principais concorrentes ao Planalto.

A margem de erro fica em 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Também é relevante considerar que quando o grau de conhecimento dos candidatos for bem alto para todos (em meados de setembro), nada garante que os percentuais apurados agora sejam replicados para o universo completo do eleitorado.

Mesmo com todas essas ressalvas, chama a atenção a estratificação com os eleitores apenas do Estado de São Paulo. Isso foi possível porque houve uma amostra grande na pesquisa realizada nos dias 4 e 5 de junho pelo Datafolha, que também aferiu a intenção de votos entre os paulistas sobre a disputa pelo governo local.

Em solo bandeirante e entre os que conhecem os 3 principais candidatos, Aécio Neves tem 33%Dilma Rousseff e Eduardo Campos ficam empatados em segundo lugar, com 17% cada um. Nesse caso, a margem de erro sobe para 4 pontos percentuais.

Eis os números:

Aécio fica à frente entre eleitores que conhecem os 3 candidatos

Datafolha fez uma estratificação desse tipo em abril de 2014. À época, havia um empate triplo entre DilmaAécio e Campos. Seria um erro fazer uma comparação do atual levantamento com o de abril, pois os universos são diferentes. Em abril, 17% diziam conhecer os 3 principais candidatos. Agora, são 20%.

Este Blog mantém a mais completa página de pesquisas eleitorais da internet brasileira, com levantamentos de todos os institutos desde o ano 2000. Também é possível ver em tabelas detalhadas os cenários do 1º turno de 2014 para as disputas de presidentegovernador e senador.

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