Arquivos do Blog

Lula faz pouco do rebaixamento do Brasil e ataca Dilma

Lula esqueceu que em 2008 comemorou grau de investimento durante seu segundo mandato.  À época, Lula disse que o país vivia um “momento mágico”.

Há alguns meses, amigos disseram ter ouvido do petista que ele dirá o que pensa toda vez que entender que está sendo ignorado por Dilma.

Fonte: Folha de S.Paulo


Lula desdenha do rebaixamento e parte para cima de Dilma

Lula afirmou que a perda do selo de bom pagador pelo Brasil “não significa nada”. Divulgação

 

Lula ataca ajuste que Dilma tenta emplacar

Ex-presidente desdenha da perda do selo de bom pagador pelo Brasil

Petista disse a amigos que ‘falará mais o que pensa’ quando entender estar sendo ignorado pela presidente

O ex-presidente Lula demonstrou nesta quinta (10) estar em desacordo com as medidas de ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff.

“Me assusta muito a visão de todos aqueles que, ao primeiro sintoma de uma crise, começam falar em ajuste. Ajuste significa corte de salários, corte de emprego, significa voltar ao patamar de miséria que você estava [antes] para poder recuperar a economia. A mim, não agrada”, disse ele, durante um seminário em Buenos Aires.

“Todas as experiências de ajuste que foram feitas levaram os países à perda de postos de trabalho e ao empobrecimento da população.”

Programas de ajuste, disse, só fizeram aumentar as dívidas dos países que tentaram implementá-los: “A Grécia tinha dívida de 84% e hoje é 186% [do PIB]”, exemplificou.

O petista afirmou que o bom funcionamento da economia e o aumento do crédito dependem da confiança.

“Em economia não existe mágica, existe uma palavra chamada confiança e credibilidade. E se ela existir entre governantes e governados, tudo fica mais fácil”, completou.

Lula está na Argentina a convite de uma fundação controlada pelo governador Daniel Scioli, que concorre à presidência com o apoio de Cristina Kirchner.

Também nesta quinta, o ex-presidente afirmou que a perda do selo de bom pagador pelo Brasil “não significa nada”: “Significa que apenas a gente não pode fazer o que eles querem. A gente tem que fazer o que a gente quer”.

O discurso destoa do que ele afirmou quando a mesma Standard & Poor’s foi a primeira das três agências de risco mais importantes a dar ao Brasil o grau de investimento, em 2008, durante seu segundo mandato.

À época, Lula disse que o país vivia um “momento mágico”: “O Brasil foi declarado um país sério, que tem políticas sérias, que cuida das suas finanças com seriedade e que, por isso, passou a ser merecedor de uma confiança internacional que há muito tempo necessitava”, afirmou na ocasião.

Segundo interlocutores, Lula “falará mais o que pensa” daqui por diante. Há alguns meses, amigos disseram ter ouvido do petista que ele dirá o que pensa toda vez que entender que está sendo ignorado por Dilma.

Conforme relatos, Lula está insatisfeito com a falta de rumo do governo, o que, segundo ele, causa desânimo na sociedade.

Dilma e o PT afundam o Brasil, artigo ITV

Dilma abdicou de zelar pelas contas públicas. Em português claro, quebrou, junto com seu partido, o Brasil, e agora tenta lavar as mãos.

Quem gerou a ruína das contas públicas do país foram Dilma e o PT

Fonte: ITV 

Dilma e o PT afundam o Brasil, artigo ITV

Quem está pagando a conta somos todos nós. Quem precisa achar uma solução é quem pariu o descalabro. Divulgação

Dilma e o PT quebram o país

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Dilma abdicou de zelar pelas contas públicas. Junto com seu partido, levou o Brasil a uma condição falimentar, e agora tenta lavar as mãos. Quem pariu o descalabro que o embate

O governo afirma que está sendo “realista” ao apresentar uma proposta de orçamento prevendo um inédito rombo nas contas públicas para 2016. Não é verdade. A peça orçamentária enviada ontem ao Congresso continua sendo uma obra de ficção. A presidente Dilma simplesmente abdicou de zelar pelas contas públicas. Em português claro, quebrou, junto com seu partido, o Brasil, e agora tenta lavar as mãos.

Dificilmente a previsão de um déficit de R$ 30,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB, irá se confirmar no ano que vem, levando-se em conta as premissas equivocadas usadas para se chegar ao resultado. O rombo, provavelmente, será ainda maior.

São fantasiosas as projeções de crescimento da economia e as receitas projetadas, ambas superestimadas. O orçamento conta com recursos incertos, obtidos com a venda de ativos e concessões, as mesmas para as quais o governo não consegue definir regras claras. Prevê aumento de impostos, os mesmos que Michel Temer admite que “ninguém aguenta mais”.

Ao mesmo tempo, na proposta orçamentária, o governo subestima o quanto gastará em juros e a gestão petista não sabe como cortar despesas. Prevê que tanto os gastos obrigatórios quanto os discricionários crescerão em 2016, num total de R$ 105 bilhões adicionais, mesmo com as receitas despencando. Contas assim não fecham nunca.

Na nova proposta orçamentária, com a terceira meta fiscal estipulada para 2016 em quatro meses, o rombo da Previdência dobrará desde 2014. Mas não se ouve da presidente, como não se ouviu durante a campanha eleitoral inteira, qualquer palavra sobre a necessidade de reformar o sistema para evitar sua iminente implosão. Muito menos uma proposta com princípio, meio e fim.

Nesta contabilidade do crioulo doido, o governo espera que o Congresso dê jeito – o mesmo Parlamento que o Palácio do Planalto vem acusando de fabricar pautas-bombas. Quem detonou a bomba atômica foi o Executivo e não o Legislativo, que agora ouve pedidos de socorro dos mesmos que o acusavam de irresponsáveis…

Quem gerou a ruína das contas públicas do país foram Dilma e o PT. Foram ela e seu partido que insuflaram desmesurada e irresponsavelmente os gastos, que maquiaram contas, tentaram enganar órgãos de fiscalização e controle. Como tudo o que é falso, esta fantasia agora se desmancha no ar. Não sem antes, infelizmente, levar o país junto, rumo a uma falência inédita nas últimas décadas.

A consequência da inépcia petista é uma vida muito mais apertada, mais sofrida para todos os brasileiros. Mais desemprego, mais carestia, mais recessão. Quem está pagando a conta somos todos nós. Quem precisa achar uma solução é quem pariu o descalabro. Jogar para o Congresso uma responsabilidade que é inescapável e inalienável da presidência da República equivale a um ato de renúncia.

Previsões para a economia brasileira são péssimas

Projeções para o PIB foram reduzidas: expectativa é de retração de 1,97% neste ano e estagnação em 2016.

Economistas passaram a estimar contração de 1,97% em 2015, contra 1,80% antes.

Fonte: O Globo

crise-economica

Levantamento mostra que a estimativa para o IPCA subiu de 5,40% de alta de 5,43% do IPCA em 2016 e crescimento econômico nulo. Reprodução.

Economistas pioram previsões e agora esperam que inflação de 2015 seja a mais alta desde 2002

Projeções para o PIB também foram reduzidas: expectativa é de retração de 1,97% neste ano e estagnação em 2016

Economistas de instituições financeiras aumentaram suas projeções para a inflação em 2016 e passaram a esperar estagnação do Produto Interno Bruto no ano que vem e uma queda de quase 2% neste ano, mostrou nesta segunda-feira a pesquisa Focus, feita semanalmente pelo Banco Central com analistas. O levantamento mostra que a estimativa para o IPCA subiu de 5,40% de alta de 5,43% do IPCA em 2016 e crescimento econômico nulo. Para 2016, a previsão até a semana anterior era de que houvesse expansão de 0,20%.

Além da perspectiva de crescimento nulo em 2016, o Focus mostrou pela quarta semana consecutiva um aprofundamento na queda do PIB neste ano. Economistas passaram a estimar contração de 1,97% em 2015, contra 1,80% antes. Para o IPCA neste ano, houve elevação de 9,25% para 9,32%, a 17ª seguida semana de alta e a maior desde 2002, quando fechou a 12,53%.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada, o Banco Central disse que a convergência da inflação para o centro da meta em 2016 — de 4,5% pelo IPCA — tem se fortalecido e os riscos são “condizentes com efeitos acumulados e defasados da política monetária”, mas que ainda é preciso manter-se “vigilante em caso de desvios significativos”.

Na última sexta-feira, o IBGE informou que o IPCA acumulado nos primeiros sete meses do ano chegou a 6,83%, o índice mais elevado para o período de janeiro a julho desde 2003 (6,85%). No ano fechado de 2003, o IPCA foi de 9,30%.

Julho viu alguns cortes de estimativas dos economistas sobre a inflação em 2016, movimento que corroborou nos mercados financeiros as expectativas de fim do ciclo de alta dos juros básicos.

Mas a piora das projeções sobre os preços no Focus da semana passada não foi suficiente para levar os economistas a mudarem suas previsões para a política monetária, ainda prevendo que a taxa básica de juros terminará este ano a 14,25%, patamar atual, e o ano que vem a 12%.

No mercado de juros futuros, a curva de DIs já mostra chances majoritárias de nova elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros em setembro, a 14,50%.

Em julho, a autoridade monetária elevou a Selic em 0,50 ponto percentual e sinalizou o término do aperto monetário, mas esse cenário vem sendo colocado em xeque nas últimas semanas devido, entre outros fatores, à alta do dólar sobre o real, que tende a pressionar a inflação. O Focus passou a mostrar a moeda dos EUA a R$ 3,40 no fim deste ano, frente a R$ 3,35 no levantamento anterior. Em 2016, subiu de R$ 3,49 para R$ 3,50.

O dólar mais caro deve favorecer as exportações e levou o mercado a aumentar a projeção para o saldo positivo da balança comercial de US$ 6,40 bilhões para US$ 7,70 bilhões em 2015. Para o ano que vem, o superávit estimado também subiu de US$ 14,79 bilhões para US$ 15 bilhões.

A deterioração das projeções segue a do cenário político que joga mais incerteza sobre a capacidade do governo de controlar as contas e contornar a crise. Para a indústria, a retração prevista pelo Focus também piorou de 5% — patamar em que foi mantida por três semanas — para 5,21%. Ao olhar para 2016, os economistas também reduziram a projeção para o setor de alta de 1,30% para 1,15%.

As mudanças nas estimativas vêm em meio à pior crise política do Brasil desde o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que tem abalado a já fraca economia e a confiança dos agentes econômicos.

Gestão deficiente: as metas nunca cumpridas do Governo Dilma

Gestão deficiente: histórico de frustrações vai do crescimento do PIB até a produção de petróleo, chegando aos objetivos fiscais.

Um governo à beira do precipício

Fonte: ITV 

Gestão deficiente: Governo Dilma jamais entrega o que promete

Gestão deficiente: Governo Dilma não inspira credibilidade e não exibe capacidade de execução. Divulgação

Metas nunca cumpridas

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Idas e vindas ilustram a incapacidade do atual governo de planejar, traçar objetivos e alcançá-los. Em nenhuma área de atuação pública, Dilma entrega o que promete

Há um traço que acompanha o governo Dilma desde seu primeiro dia: jamais entrega o que promete. O histórico de frustrações vai do crescimento do PIB até a produção de petróleo, chegando aos objetivos fiscais, agora novamente em vias de serem revistos. Como acreditar em qualquer compromisso que este governo diz assumir?

A austeridade fiscal deveria marcar o segundo mandato da presidente, ou pelo menos o seu início. Mas a miragem não durou seis meses. Desde maio, começaram as discussões sobre a possível mudança – para menor – das metas de superávit fiscal deste e dos próximos anos. Tudo indica que, dentro de mais alguns dias ou semanas, elas irão ser reduzidas.

Desde o início, a meta fixada para este ano (1,2% do PIB) era considerada irrealizável por analistas. A realidade comprovou: o saldo fiscal conquistado no primeiro semestre deve ter ficado próximo de zero, para uma meta de R$ 66 bilhões no ano.

A recessão mais profunda na qual o país mergulhou tornou-a ainda mais difícil de ser alcançada. A economia já derreteu 2,7% até maio, de acordo com o Banco Central, e as receitas com tributos caem quase 3% no ano.

Uma das alternativas em discussão é a adoção de uma banda para o resultado fiscal. O superávit poderia oscilar em torno de um ponto definido, para mais ou para menos, como acontece com a inflação.

Assim como acontece com a inflação, a tendência de um governo leniente como é o caso da gestão da presidente Dilma sempre será aninhar-se nos patamares mais cômodos – mais altos no caso dos preços, mais baixos no caso fiscal.

Ruma, portanto, para produzir resultados incapazes de trazer qualquer expectativa de mudança à balbúrdia fiscal que se tornou norma na administração petista. Neste cenário, aumentam as chances de o Brasil ver-se rebaixado à condição de mau pagador, vendo encarecer seu crédito internacional.

Estas idas e vindas ilustram, de fato, a incapacidade do atual governo de planejar, traçar objetivos e alcançá-los. Tome-se quaisquer áreas de atuação pública e verifique-se se Dilma entregou o que prometeu. Nada, rigorosamente nada, foi cumprido conforme os compromissos: da inflação ao emprego, do crescimento ao ajuste fiscal.

A Petrobras, por exemplo, jamais produziu petróleo nos níveis traçados em seus planos de negócio. O PAC há muito deixou de entregar a miríade de promessas que alardeava. O PIB brasileiro, que deveria avançar até 5% segundo as projeções traçadas pela presidente e sua equipe em 2011, tem hoje um dos piores desempenhos do mundo.

Para complicar, a provável mudança na meta fiscal expõe a divisão interna entre facções do governo petista, numa hora em que o que se esperava era um mínimo de consenso. É o retrato de um governo que não inspira credibilidade e não exibe capacidade de execução. Um governo à beira do precipício.

Escolhas erradas do PT faz Brasil caminhar para recessão

A economia deu o primeiro passo de uma recessão que deve ser a mais profunda dos últimos 25 anos.

No primeiro trimestre, a economia brasileira encolheu 0,2% na comparação com o trimestre anterior.

Fonte: ITV 

Escolhas erradas do PT faz Brasil caminhar para recessão

A Caminho da Recessão

Com o PT, o Brasil ficou definitivamente para trás. As escolhas equivocadas dos últimos anos levaram a economia à retração e estão agora custando caro aos brasileiros

Só há más notícias no PIB que o IBGE divulgou nesta manhã. A economia deu o primeiro passo de uma recessão que deve ser a mais profunda dos últimos 25 anos. Nos detalhes, a situação revela-se ainda mais grave.

No primeiro trimestre, a economia brasileira encolheu 0,2% na comparação com o trimestre anterior. Todos os setores e todos os componentes da atividade caíram, com as exceções da agropecuária e das exportações, estas ajudadas pelo câmbio mais favorável. De boa nova, foi só.

Caíram a produção de todos os demais setores, os investimentos e, agora, também o consumo, por culpa da “evolução negativa dos indicadores de inflação, crédito, emprego e renda ao longo dos três primeiros meses do ano”, aponta o IBGE.

O último motor que ainda dava algum alento à economia brasileira parou. Depois de 45 trimestres, ou seja, quase 12 anos, o consumo das famílias teve sua primeira queda: 0,9% quando comparado a igual período do ano anterior.

Entre os destaques mais negativos, estão, ainda, a indústria da transformação, com queda de 7% sobre o primeiro trimestre do ano passado, e os investimentos, com baixa de 7,8% na mesma base de comparação. Em ambos os casos, é a quarta retração trimestral seguida.

No Brasil do PT, pouco se produz, quase nada se investe e não sobra para poupar. Tanto a taxa de investimento quanto a de poupança mantiveram-se baixas neste trimestre: 19,7% e 16% do PIB, respectivamente, ambas menores que as de um ano atrás.

Entre os países que já divulgaram o resultado do PIB do primeiro trimestre do ano, apenas cinco saíram-se pior que o Brasil: Nigéria, EUA, Lituânia, Sérvia e Estônia. Segundo as previsões do FMI, só nove países devem ter recessão mais severa que a brasileira neste ano – quase todos envolvidos em conflitos e/ou desestruturação interna.

O governo Dilma já trabalha oficialmente com uma recessão de 1,2% neste ano. Os sinais da crise estão evidentes por toda parte: não há confiança das empresas para investir; não há segurança dos consumidores para consumir; as fábricas estão diminuindo o ritmo e a fila do desemprego só aumenta. Ao paradeiro junta-se ainflação que não cede.

Não se enxerga luz no fim deste túnel. As medidas fiscais que o governo do PT ora implementa tendem a agravar ainda mais o quadro, arrochar ainda mais a economia e dificultar mais ainda a vida dos brasileiros. O que já não está bom vai piorar.

A verdade é que, com o PT, o Brasil ficou definitivamente para trás. Não há reformas com capacidade de modernizar a economia e atá-la ao bonde do crescimento externo. As escolhas equivocadas do governo petista nos últimos anos estão agora custando caro aos brasileiros. Por quanto tempo mais, ninguém sabe.

Elevação da carga tributária: aumento de impostos elevará arrecadação em R$ 30 bi

Elevação da carga tributária: para compensar os descontrole das finanças do Governo Dilma, é preparado cardápio variado de aumento de impostos.

Governo estuda a retomada da Cide até o aumento do PIS/Cofins para produtos importados e cosméticos

Fonte: O Globo 

Pacote de maldades: aumento de impostos elevará arrecadação em R$ 30 bi

Medidas em estudo pelo governo elevam arrecadação em R$ 30 bi

Meta fiscal pode ser superada com corte de gastos e alta de impostos

As medidas tributárias em estudo pela equipe econômica têm o potencial de elevar a arrecadação em R$ 30 bilhões, segundo técnicos do governo. Num cardápio variado, que inclui desde a retomada da Cide até o aumento do PIS/Cofins para produtos importados e cosméticos, as ações respondem por quase metade da meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 66,3 bilhões, ou 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) prometida para 2015.

Como o governo também já apertou o cinto do lado dos gastos na mesma proporção — R$ 30,8 bilhões — e deve fazer um contingenciamento adicional do Orçamento ainda no primeiro trimestre deste ano, a nova equipe econômica dará à presidente Dilma Rousseff a possibilidade de, se quiser, realizar um esforço fiscal ainda maior que a meta definida para o ano.

Segundo técnicos, várias medidas já estão prontas para serem adotadas, mas ainda dependem do sinal verde do Palácio do Planalto. O Ministério da Fazenda avalia que elas precisam ser editadas logo, pois várias precisam seguir a regra da noventena. De acordo com este princípio, se o governo cria ou aumenta uma contribuição, tem que aguardar 90 dias para que a nova regra possa começar a vigorar. É o caso do PIS/Cofins, que precisa ser alterado por meio de projeto de lei.

CIDE DEVE SER A PRIMEIRA A SUBIR

Os tributos regulatórios, como a Cide, podem ser alterados por decreto, o que significa que a vigência é imediata. Mas os técnicos do governo afirmam que há controvérsias jurídicas sobre se seria preciso respeitar a noventena no caso da contribuição dos combustíveis. Por isso, a avaliação da Fazenda é que seria mais prudente adotar esse princípio para evitar problemas futuros.

— O tema (de elevação dos tributos) precisa ser tratado o mais rápido possível. Quanto mais o tempo passa, mais a dificuldade aumenta — disse uma fonte da equipe econômica.

O primeiro tributo da lista do que pode subir é a Cide, que está zerada desde 2012. Essa contribuição gerava, por ano, uma arrecadação de quase R$ 12 bilhões. Além dela, pode subir a alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis. Segundo os técnicos do governo, essa medida seria ainda mais vantajosa do ponto de vista da União, pois teria o potencial de aumentar as receitas na mesma proporção com a vantagem de não ser partilhada com estados e municípios e de não ter uma vinculação específica. A Cide precisa ser destinada a programas de infraestrutura rodoviária e projetos ambientais na área de petróleo.

Também está nos planos do governo elevar o PIS/Cofins sobre mercadorias importadas, cosméticos e artigos de higiene pessoal. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também pretende fazer ajustes no mercado financeiro para estimular a formação de poupança de longo prazo, dando incentivos para quem ficar com o dinheiro aplicado por mais tempo.

Do lado das despesas, o governo já criou regras mais rígidas para a concessão de benefícios como pensão por morte e seguro-desemprego, o que resultará em uma economia anual de R$ 18 bilhões, segundo cálculos do Ministério do Planejamento. O governo também contingenciou preventivamente o Orçamento, que sequer foi votado pelo Congresso, o que restringiu o gasto mensal em R$ 1,9 bilhão; e suspendeu as transferências do Tesouro Nacional para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), previstas em R$ 9 bilhões em 2015.

Economia: crescimento do país está comprometido em 2015

Opinião é de Jorge Gerdau Johannpeter. Principais entraves: “problemas políticos na Petrobras e queda dos preços das commodities.”

Brasil sem Rumo

Fonte: Valor Econômico

Crescimento do Brasil em 2015 já está comprometido

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter: “problemas” com a Petrobras e “dificuldades estruturais” preocupam. Divulgação

Gerdau vê recuperação “complicada”

Depois de afirmar que “confia muito” no trio nomeado pela presidente Dilma Rousseff para comandar a economia a partir de 2015, o presidente do conselho de administração do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse ontem que os “problemas políticos na Petrobras“, junto com “dificuldades estruturais” em âmbito global, como a queda dos preços das commodities, são “fatores complicadores” para a recuperação do crescimento do país em 2015.

O empresário, que foi membro do conselho de administração da Petrobras até abril, não quis avaliar a extensão do dano que o escândalo sobre pagamento de propinas e desvios de recursos na estatal, revelado pela Operação Lava-Jato, pode provocar sobre a economia em 2015. “É difícil opinar, porque isso vai exigir inteligência gerencial e, ao mesmo tempo, uma condução política”, afirmou. Também não quis falar sobre a necessidade ou não de substituição da diretoria da empresa.

As afirmações de Gerdau foram feitas na reunião-almoço da Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul. O empresário elogiou as indicações do ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Armando Monteiro e da presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, para os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Agricultura, respectivamente. “São parceiros para dialogar e trazer a presidenta à realidade do mercado.”

Para o empresário, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, “é um gestor do setor público absolutamente comprovado”, que está tocando em “pontos-chave” para o Brasil conseguir o superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e reconquistar a “confiança dos mercados internacionais”. Já o próximo ministro do Planejamento,Nelson Barbosa, tem “bom diálogo com o meio empresarial” e é um profissional de “vivência enorme”.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que permanecerá no cargo, “já provou que é um líder importante e com competência”, disse Gerdau. Segundo ele, como o BC não pode “resolver sozinho” a alta da inflação, é importante trabalhar em conjunto com a política fiscal do governo.

“A construção do ministério no campo econômico cria as condições básicas necessárias [para a retomada do crescimento], mas, com a complexidade do cenário externo, nosso esforço vai ter que ser em dobro”, disse.

Segundo Gerdau, embora Tombini já tenha afirmado que a inflação terá pela frente uma longa trajetória de declínio até convergir para o centro da meta, em economia o “número absoluto” não é o mais importante. Para o empresário, o maior entrave para a redução mais acelerada da inflação está nos preços administrados, mas “o mais importante é a curva que indica o caminho aonde vai se chegar. A perspectiva é que essa gestão pode nos levar a resultados positivos.”

Petrobras perdeu R$ 610 bilhões desde maio de 2008

Prejudicada por denúncias de corrupção e petróleo mais barato, estatal perdeu R$ 610 bilhões na Bolsa desde maio de 2008.

Em 2014, a cotação estava começando a se recuperar, quando as notícias de corrupção atingiram a empresa.

Fonte: Veja 

Petrobras: desde 2008 estatal perdeu R$ 610 bilhões

Mercado financeiro

Petrobras vale hoje menos do que antes do pré-sal

Abalada pelas investigações de corrupção e pela queda do preço do petróleo, a Petrobras continua sofrendo os efeitos em suas ações. Com isso, a estatal brasileira passou a valer atualmente menos do que antes do anúncio das descobertas do pré-sal. Para os investidores do mercado financeiro, é como se as reservas gigantes de petróleo, anunciadas em novembro de 2007, tivessem perdido todo o valor.

No auge da cotação da empresa, em 21 de maio de 2008, seu valor a preços de hoje era de 737 bilhões de reais, já considerando a inflação. De lá para cá, queimou-se no mercado 610 bilhões de reais. Na sexta-feira, a estatal passou a valer 127 bilhões de reais, segundo dados compilados pela consultoria Economática. Para se ter uma ideia da dinheirama, é como se a companhia tivesse perdido toda a produção anual de Portugal. Ou quatro vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Uruguai.

Toda essa perda não se deve apenas ao inferno astral do momento. Os prejuízos começaram logo em 2008, por causa da crise financeira global. No ano passado, a Petrobras teve outra grande perda porque, sob influência do governo, não reajustou os preços da gasolina para não pressionar a inflação. Em 2014, a cotação estava começando a se recuperar, quando as notícias de corrupção atingiram a empresa.

No caso das ações da Petrobras, não há quem arrisque dizer se o papel está caro ou barato. São muitas as incertezas em relação à empresa, que ainda podem jogar os preços mais para baixo. Não se sabe, por exemplo, o impacto no balanço da companhia quando reconhecer – se reconhecer – as propinas pagas e denunciadas por ex-diretores. Nem sequer o balanço auditado do terceiro trimestre foi publicado e, se isso não for feito até 31 de janeiro, alguns bilhões em dívidas terão de ser pagos antecipadamente.

Pibinho: Governo Dilma já admite redução de 2% para 0,8% em 2015

Estimativa para o crescimento da economia no ano que vem foi reduzida de 2% para 0,8%. Analistas esperam uma alta de 0,77%.

Brasil estagnado

Fonte: O Globo

Governo Dilma já admite Pibinho de 0,8% em 2015

Charge: Cabral/PSDB

Proposta de orçamento do governo reduz a 0,8% previsão de PIB para 2015

Meta de primário para o setor público foi fixada em R$ 66,3 bilhões (1,2% do PIB), já descontando R$ 28,7 bilhões do PAC

O governo deu na quinta-feira o primeiro passo concreto para tentar resgatar a credibilidade da política fiscal. O Ministério do Planejamento enviou ao Congresso uma proposta para alterar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, ajustando os parâmetros econômicos ao discurso dos futuros ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. Eles prometeram trabalhar com números mais realistas e próximos às projeções do mercado financeiro. Assim, a estimativa para o crescimento da economia no ano que vem foi reduzida de 2% para 0,8%. Os analistas do mercado, por sua vez, esperam uma alta de 0,77%.

O novo texto mostra que o governo adotará o conceito de meta efetiva de superávit primário, deixando claro qual será o esforço para pagar os juros da dívida pública. Antes, o governo adotava uma meta cheia, da qual fazia descontos como, por exemplo, com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A proposta informa que a meta de superávit fiscal do setor público consolidado será de R$ 66,3 bilhões, ou 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país). Esse número já considera os abatimentos legais previstos com o PAC. Na proposta original para 2015, a meta cheia era de R$ 143,3 bilhões, caindo para R$ 114,7 bilhões, ou 2% do PIB, com os descontos do PAC. Ainda no texto encaminhado na quarta-feira, a meta do superávit primário baixou de 2,5% para 2% do PIB para os anos de 2016 e 2017.

Ao longo de 2014, a equipe econômica mudou seu compromisso fiscal diversas vezes. A LDO deste ano previa uma meta cheia de primário para o setor público de R$ 167,4 bilhões, ou 3,1% do PIB (sendo que R$ 116,07 bilhões, ou 2,15% do PIB, cabiam ao governo central) com a possibilidade de um abatimento de R$ 67 bilhões com PAC e desonerações. No entanto, diante das dificuldades para fechar as contas, a equipe passou a se comprometer com um resultado de R$ 99 bilhões, ou 1,9% do PIB para o setor público. Esse número também se tornou inalcançável.

Os técnicos, então, começaram a falar apenas no esforço do governo federal e prometeram chegar a um primário mínimo de R$ 49,1 bilhões (saldo que considera o desconto total de R$ 67 bilhões da meta original do governo central, de R$ 116,1 bilhões). Nada disso foi cumprido e foi preciso pedir ao Congresso uma alteração da LDO de 2014 que, na prática, libera o governo do cumprimento da meta.

O discurso agora é outro. O que se quer mostrar é um número que será efetivamente realizado. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a ideia do novo projeto foi justamente mostrar projeções que não deixem dúvidas sobre a intenção da futura equipe econômica de conduzir uma política fiscal realista e mais austera:

— Não há aqui tentativa de se produzir um número mágico — disse uma fonte da área econômica.

Pelo novo texto, o governo federal fará um primário de R$ 55,3 bilhões, ou 1% do PIB no ano que vem. Já estados e municípios terão que poupar o equivale a R$ 11 bilhões, ou 0,2% do PIB. No entanto, caso os governos regionais não atinjam a meta estimada, o governo federal compensará a eventual diferença. O desconto previsto com o PAC foi mantido em R$ 28,7 bilhões, ou 0,5% do PIB.

PREVISÕES MAIS REALISTAS PARA DÍVIDA

A proposta também traz previsões mais realistas para o comportamento da dívida pública, que ficará estável nos próximos dois anos e só cairá a partir de 2017. O endividamento líquido do setor público é projetado em 37,4% do PIB para 2015; em 37,4% para 2016; e em 37,1% em 2017. Os valores são bem maiores que os incluídos originalmente na proposta da LDO do ano que vem. Eles eram de 33% do PIB para 2015; 32,1% para 2016; e 31,1% para 2017. Os técnicos da equipe econômica explicaram que a forte elevação nas projeções de dívida, como proporção do PIB, se deve não apenas à nova meta de superávit, mas também à revisão para baixo da taxa de crescimento da economia.

Há ainda estimativas para o comportamento da dívida bruta. Ela é projetada em 64,1% do PIB para 2015; 63,3% para 2016; e em 62,5% para 2017. Em seu discurso no dia em que foi confirmado para comandar a Fazenda, Levy afirmou que a futura equipe econômica realizaria um primário suficiente para estabilizar e reduzir o endividamento bruto do país.

ENCONTRO NO MINISTÉRIO

Na quarta-feira, Levy foi novamente à Fazenda, onde teve seu primeiro encontro formal com o atual ministro Guido Mantega. Ao fim do encontro, os dois posaram juntos para fotos e Mantega brincou: apontou para uma parede onde estão pendurados quadros com títulos da dívida pública e afirmou:

— Esses aqui são os títulos que ele vai pagar.

Levy relatou a interlocutores, após o encontro, que “agora se inicia o processo de transição, que não tem prazo para ser concluído”. A presidente Dilma Rousseff pediu a Mantega que fique no cargo até o fim de dezembro e não definiu uma data para a nova equipe tomar posse. Um dos fatores que tem atrasado esse processo é a demora do Congressoem concluir a votação das mudanças na LDO deste ano.

Após a posse de Levy, o secretário executivo da Fazenda, Paulo Caffarelli, deve sair para assumir a presidência do Banco do Brasil, e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, deve deixar o cargo como sinal importante de mudança na política fiscal. O secretário de Política Econômica, Márcio Holland, já teria se oferecido para permanecer. No entanto, interlocutores do Palácio do Planalto afirmam que isso é pouco provável. Já o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, é conhecido de longa data de Levy e tem chances de permanecer.

Ao receber uma homenagem na Academia Brasileira de Ciências Contábeis, Mantega fez ontem um balanço de sua gestão e disse que seu grande orgulho é entregar o país com a menor taxa de desemprego da história e com a economia mais firme e sólida do que recebeu.

Fraqueza da economia já afeta emprego

Dados do Caged mostram que houve eliminação de 30,3 mil vagas em outubro. Desde 1999 não haviam um resultado tão ruim em outubro.

Brasil sem Rumo

Fonte: Valor Econômico

Economia: fraco desempenho já afeta emprego

Indústria automobilística está entre as mais afetadas pela condução da economia de Dilma. Divulgação

Mercado de trabalho passa a refletir fraqueza da economia

Demorou, mas a desaceleração do nível de atividade atingiu o mercado de trabalho formal. Desde o fim do primeiro semestre, quando se constatou que a economia entrou em recessão técnica, receava-se que o emprego fosse afetado. Mas a extraordinária resistência do setor de serviços e o fenômeno da menor procura por trabalho, especialmente entre os mais jovens, afastaram um sinal conclusivo até agora.

O primeiro indicador indiscutivelmente preocupante acaba de sair dos relatórios do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que mostraram a eliminação de 30,3 mil vagas em outubro. Desde 1999 não haviam um resultado tão ruim em outubro, mês geralmente ativo por causa das encomendas de fim de ano.

Chamou a atenção o enfraquecimento da área de serviços, que criou apenas 2,4 mil vagas. O comércio mostrou fôlego, com saldo de 32,8 mil contratações. Já nos outros setores o resultado continuou ruim, especialmente a construção civil, que cortou 33,6 mil vagas; a agricultura, 19,6 mil, e a indústria, 11,8 mil. No balanço de janeiro a outubro, os serviços ganham evidência, com 492,3 mil novos empregos, que garantem o total de 699,8 mil vagas criadas em todo o mercado -resultado 38,2% inferior ao de igual período de 2013.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de outubro, a ser divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pode não retratar quadro semelhante por causa das diferenças metodológicas. A taxa de desocupação da PME vem até caindo, apesar do enfraquecimento da economia. De agosto para setembro, o desemprego recuou de 5% para 4,9% na PME, influenciado em boa parte pelo recuo da população economicamente ativa (PEA) de quase 1%, maior do que a redução observada na população ocupada, de 0,39%, na comparação com igual mês de 2013, na série sem ajuste sazonal. Os dados ajustados por fatores sazonais mostram a mesma relação. A população economicamente ativa vem dimimuindo por motivos variados como a opção dos jovens por prolongar os estudos e o suporte dos programas sociais.

Além disso, vem crescendo o trabalho autônomo, que é levado em consideração pela PME. Reportagem publicada ontem pelo Valor constata que a quantidade de trabalhadores por conta própria cresceu 4,2% de janeiro a setembro em relação a igual período de 2013 nas seis regiões metropolitanas consideradas na pesquisa, o que significa o aumento de 1,5 milhão de pessoas a mais trabalhando sozinhas ou com sócio, sem empregado.

No entanto, é apenas questão de tempo para que a realidade constatada pelo Caged repercuta na PME, especialmente com o impacto na renda real. O que o Ministério do Trabalho já verificou é que tanto os salários de demissão quanto os de admissão seguem crescendo muito próximos da inflação, na base de comparação anual, mostrando tendência de redução dos ganhos reais. Além disso, os novos contratados estão recebendo menos do que os demitidos, um indicador de que a oferta de mão de obra começa a superar a demanda.

O resultado da pesquisa do Caged de outubro pegou de surpresa não só o mercado financeiro como o próprio governo. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, atribuiu a redução das vagas às eleições e à crise hídrica em São Paulo, esquecendo de mencionar a elevação dos juros.

No início do ano, Dias revelou a expectativa de criação de 1,4 milhão de novas vagas neste ano, superando o resultado de 2013 de 1,1 milhão, na série com ajuste, isto é, incluindo as informações fornecidas pelas empresas após o prazo legal. Pouco depois, a previsão foi reduzida para 1 milhão. Agora, o ministro já espera um número menor, provavelmente ao redor de 700 mil, sem ajuste, pouco abaixo dos 730,7 mil de 2013 pelo mesmo critério. Apesar de ser metade do projetado inicialmente, o número pode ser considerado até otimista levando-se em conta que dezembro costuma ser marcado por amplas demissões de pessoal temporário contratado pelo comércio. No mercado financeiro, as previsões de criação de vagas sem ajuste são ainda menores.

Um efeito perverso do enfraquecimento dos resultados do Caged foi seu impacto na redução da expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto no quarto trimestre, ressaltando que as duas áreas se retroalimentam e que não há como manter um mercado de trabalho vibrante quando a economia vai mal, como parecia possível no discurso da campanha eleitoral.

%d blogueiros gostam disto: