Arquivos do Blog

Criador de Dilma Bolada rompe com Dilma e critica presidente nas redes sociais

Jeferson Monteiro fez críticas à presidente Dilma Rousseff em sua conta pessoal no Facebook por causa do apoio do PMDB e de parte do empresariado.

Segundo Revista Época, Jeferson receberia R$ 20 mil por mês da agência Pepper Interativa, contratada pelo PT.

Fonte: O Globo

Criador de Dilma Bolada rompe com Dilma e critica presidente nas redes sociais

Jeferson, que costumava fazer postagens favoráveis à presidente no Twitter, disse que “Dilma não precisa de seu apoio nem o de ninguém que votou nela. Reprodução

Criador de Dilma Bolada critica a presidente no Facebook

Postagens contra Dilma também foram feitas no perfil da personagem no twitter

O criador do perfil Dilma Bolada, no Twitter, o publicitário Jeferson Monteiro, rompeu com a presidente Dilma Roussef nesta quarta-feira. Ele fez críticas à presidente Dilma Rousseff em sua conta pessoal no Facebook. Na rede social, Jeferson, que costumava fazer postagens favoráveis à presidente no Twitter, disse que “Dilma não precisa de seu apoio nem o de ninguém que votou nela.

Afinal, para ela só importa o apoio do PMDB e de parte do empresariado para que ela se mantenha lá onde está.” Jeferson acrecentou ainda que a presidente trocou o governo pelo cargo e citou uma música famosa, gravada pela sambista Beth Carvalho: “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão.”

Depois da publicação no Facebook, novas postagens contrárias ao governo Dilma também foram feitas no perfil “Dilma Bolada” no Twitter. Postagem assinada pela personagem criada por Jeferson diz: “Não consigo acreditar como meu Governo ainda tem 10% de ótimo ou bom. Tem alguma coisa de errado aí…” Como Dilma Bolada, Jeferson também disse no Twitter que não mudou de lado e que quem fez isso foi a presidente.

Na rede social Snapchat, Jeferson publicou um vídeo, explicando a postura em relação ao governo. Na gravação, ele diz que, pra quem é “amigo”, não foi surpresa. Segundo ele, a decisão já havia sido tomada há algum tempo.

Ele diz que já era possível perceber mudanças sutis nas publicações da personagem Dilma Bolada nas redes sociais, como críticas à política econômica do governo. Segundo Jeferson, o que o desestimulou muito foi a maneira como a presidente passou a fazer o “jogo do PMDB, de Renan (Calheiros), e do Eduardo Cunha”.

“Uma coisa é manter a governabilidade, outra é vender o governo para o PMDB”, diz Jeferson no vídeo.

Ainda na gravação, o publicitário diz que quem tem os maiores motivos para reclamar do governo são os eleitores que votaram na presidente Dilma. Jeferson também criticou as mudanças nos ministérios da Educação e da Saúde, que devem ser assumidos pelo atual chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e pelo deputado Manoel Júnior (PMDB-RJ), respectivamente.

No vídeo, o criador da Dilma Bolada diz que não defende impeachment sem motivo, que jamais vai defender a queda da presidente eleita legitimamente pelo povo. O publicitário disse ainda que não sabe como ficará o perfil de Dilma Bolada no Instagram e Facebook, mas que a conta no Twitter vai continuar.

PUBLICITÁRIO PRESTA SERVIÇO PARA AGÊNCIA QUE TEM CONTRATO COM O PT

De acordo com reportagem publicada no site da Revista Época em agosto, Jeferson receberia R$ 20 mil por mês da agência Pepper Interativa, contratada pelo PT. Segundo a publicação, as provas estão em documentos enviados por advogados da agência Pepper Interativa ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Pepper trabalhou nas duas campanhas presidenciais de Dilma e tem contrato com o PT. A agência está sendo investigada no STJ na Operação Acrônimo, em que a PF aponta a existência de um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e outros petistas. À revista, Jeferson negou receber recursos do PT para manter a personagem Dilma Bolada, e que preste serviços à Pepper.

Procurada após as postagens de Jeferson com críticas ao governo Dilma, a Agência Pepper informou que ele é prestador de serviço da empresa e tem contrato renovado até 2016. A agência afirmou ainda que este contrato com o criador da Dilma Bolada não tem nenhuma relação com o que a empresa mantém com o PT.

Ainda segundo a Pepper, por iniciativa própria, a agência pediu para não renovar o contrato com o partido e deixará de atender a legenda em dezembro deste ano. Segundo, a Pepper, Jeferson presta serviços de estratégia e monitoramento digital das redes sociais para a empresa. Sobre a decisão de não renovar com o PT, a agência informou que o contrato não permite divulgar os motivo da rescisão, nem os valores do serviço.

Noblat: À espera da reforma medíocre e limitada de um governo ruim

Dilma procede como em 1992 também procedeu o então presidente Fernando Collor, ameaçado pelo impeachment. Collor reformou seu ministério. E mesmo assim acabou no chão.

Dilma é useira e vezeira em adotar ideias pouco inteligentes.

Fonte: Blog do Noblat

Noblat: À espera da reforma medíocre e limitada de um governo ruim

Os nomes dos novos ministros de Dilma são medíocres. E a reforma, limitada. Divulgação

À espera da reforma medíocre e limitada de um governo ruim

Por Ricardo Noblat

De volta de Nova Iorque, depois de abrir mais uma Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff deverá conferir prioridade ao desfecho da reforma do seu ministério.

Trata-se de uma tarefa que ela mesma se impôs e que se arrasta há mais de 30 dias. No momento em que mais precisa de apoio político, ela pretende cortar 10 dos atuais 39 ministérios.

Não é uma ideia inteligente. Mas Dilma é useira e vezeira em adotar ideias pouco inteligentes. Ou burras mesmo.  Age assim devido à sua inexperiência política e à má qualidade dos seus conselheiros.

Do ponto de vista econômico, o corte de 10 ministérios nada significa. É só para que ela possa dizer: “Cortei”. E talvez não corte 10. De alguns deles, se limitará a tirar o status de ministério.

Com o corte e a entrega de seis ministérios ao PMDB, um deles o da Saúde, Dilma imagina reunir votos o bastante para barrar na Câmara dos Deputados qualquer pedido de impeachment contra ela.

O PMDB não lhe assegura votos com tal objetivo. Nem mesmo com o objetivo limitado de recriar a CPMF. Alguns nomes do partido podem particularmente lhe assegurar seus votos. Mas é só.

Dilma procede como em 1992 também procedeu o então presidente Fernando Collor, ameaçado pelo impeachment. Collor reformou seu ministério. E mesmo assim acabou no chão.

Marcas da reforma feita por Collor: a atração de nomes de peso da política e de fora dela; e sua amplidão. Os nomes dos novos ministros de Dilma são medíocres. E a reforma, limitada.

Dilma enganou a população, dizem tucanos na TV

Fernando Henrique Cardoso voltou a defender, desta vez indiretamente, que a renúncia seria melhor solução para o país.

Aécio disse que o país precisa pensar sobre como sair desta difícil situação.

Fonte: O Globo

Na TV, tucanos acusam Dilma de enganar a população

FH, Aécio, Serra e Alckmin participam de programa do PSDB

O PSDB levou ao ar nesta segunda-feira um programa de 10 minutos com críticas ao governo Dilma Rousseff. Em cadeia de rádio e TV, locutores da peça acusaram a presidente de enganar a população durante a campanha eleitoral e disseram que, “com tanta mentira, um dia a máscara cai”.

Os tucanos mencionaram a possível instalação de um processo de impeachment na Câmara dos Deputados, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a defender, desta vez indiretamente, que a renúncia seria melhor solução para o país. Além do ex-presidente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) participaram do programa.

— A gestão da Dilma está derretendo. A economia vai muito mal. E a presidente é refém de uma base de sustentação no Congresso que a cada dia é mais do tipo toma lá dá cá. Ela na verdade está pagando pela herança maldita que o Lula deixou.

A presidente pode até tentar sair dessa crise, mas como? Com o PT? E o PT tem condições de sustentar alguém? Um partido que propôs o céu ao povo e não teve competência para gerir a economia e hoje oferece o inferno da crise e do desemprego? Por outro lado: e se ela abandona o PT? Aí o risco de cair aumenta ainda mais. Está na hora de a presidente ter grandeza e pensar o que é melhor para o Brasil, e não para o PT — disse FH, deixando no ar a possibilidade de renúncia.

No início do programa, pessoas descontentes com o governo usam uma máscara com a reprodução do rosto da presidente. As falas de apresentadores e de políticos são intercaladas com brasileiros batendo panelas em ritmo musical.

— A realidade foi escondida dos brasileiros, e medidas importantes que deveriam ser tomadas lá atrás, para diminuir para você os efeitos da crise, foram ignoradas pela presidente da República. Prevaleceu sempre a mentira. Tudo apenas para vencer as eleições. E agora, sem qualquer cerimônia, sem assumir minimamente a sua responsabilidade, a presidente transfere o custo dos seus erros e das irresponsabilidades de seu governo para as famílias e os trabalhadores brasileiros — diz Aécio.

Alckmin reforça a crítica:

— O governo escolheu o pior caminho para seguir: aumentou juros e impostos.

Já o senador José Serra diz que “nunca” viu “uma situação política como essa”. Os tucanos rechaçam o aumento de impostos e medidas que “tirem direitos dos trabalhadores”. O programa também rebate as críticas da presidente de que há setores golpistas querendo se aproveitar da crise.

— Quem promete controlar a inflação, não mexer em direitos trabalhistas e muitas outras maravilhas, mas depois a inflação sobe sem parar, ela corta o seguro desemprego, 1,5 milhão de vagas do Pronatec, aumenta e muito a conta de luz. Pensa bem. Isso é ou não é um verdadeiro golpe? — indaga o locutor.

Antes, Aécio também toca no assunto:

— Dentro das regras democráticas que nós queremos e vamos lutar.

Pedaladas fiscais: rejeição das contas de Dilma irreversível, considera TCU

O governo tem entre três e quatro semanas para tentar reverter o quadro. A votação deve ocorrer na primeira semana de outubro.

O mais provável é uma derrota unânime

Fonte: Folha de S.Paulo

Pedaladas fiscais: TCU considera rejeição das contas de Dilma irreversível

O governo tem entre três e quatro semanas para tentar reverter o quadro. A votação deve ocorrer na primeira semana de outubro. Foto: Uesli Marcelino / Reuters

Rejeição de contas é considerada irreversível no TCU

A rejeição das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff no TCU (Tribunal de Contas da União) é considerada internamente como irreversível. O mais provável é uma derrota unânime, apurou a Folha –com voto contrário dos nove ministros da corte.

O governo tem entre três e quatro semanas para tentar reverter o quadro. A votação deve ocorrer na primeira semana de outubro.

Na última semana, o governo entregou sua defesa final para as 15 irregularidades apontadas pelo TCU.

Entre elas estão o pagamento de despesas da União por bancos públicos –as chamadas pedaladas fiscais– e gastos sem aval do Congresso. A defesa oscila entre dizer que os atos não são ilegais e que, se forem, já ocorriam antes com a permissão do TCU.

O parecer do tribunal será levado ao Congresso. Se houver rejeição das contas e a posterior confirmação do veredicto pelos parlamentares, abre-se caminho para um pedido de impeachment de Dilma.

O desrespeito às regras do Orçamento público já colocariam o governo em situação complicada. O enfraquecimento da presidente e a estratégia de sua defesa pioraram o ambiente.

Declarações de que a análise estava sendo política irritaram ministros e técnicos –é a área técnica do TCU, formada por concursados, que apontou irregularidades.

O ministro Augusto Nardes, relator do processo no TCU, passou a andar com seguranças, dizendo ter recebido ameaças por e-mail. O ministro da Justiça determinou à PF a abertura de uma investigação.

Presidente do PT defende mais impostos

Na contramão do Planalto, que reduzirá despesas para cumprir superávit, Falcão prega aumento de tributos e recriação da CPMF.

Rui Falcão publicou um artigo na página do partido na internet no qual defende o aumento de impostos e a redução dos cortes como saída para a crise.

Fonte: Estadão

PT contra o cidadão: presidente do partido defende mais impostos

Presidente do PT defende mais imposto e menos corte de gastos como solução da crise

Na contramão do Palácio do Planalto, que definiu nesta segunda-feira, 14, o corte adicional de R$ 26 bilhões no Orçamento do ano que vem, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, publicou um artigo na página do partido na internet no qual defende o aumento de impostos e a redução dos cortes como saída para a crise.

O objetivo da estratégia é evitar o afastamento entre governo e os movimentos populares que têm saído em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff. Para o petista, a mobilização dos movimentos é “indispensável” para evitar a queda de Dilma.

“Como já disse antes, mais receitas e menos cortes. E estes, quando realizados, não devem sacrificar os que mais precisam das políticas públicas, nem recaírem sobre conquistas dos trabalhadores e do povo”, diz o texto de Falcão.

Entre os possíveis novos impostos que o governo poderia criar para ajustar as contas públicas, Falcão cita a elevação da Cide, tributação de lucros e dividendos, grandes fortunas, heranças e a recriação da CPMF. Segundo Falcão, algumas dessas propostas são aceitas até por setores do empresariado.

“Outras receitas já vêm sendo buscadas através de projetos em tramitação (como o que pretende a repatriação de recursos depositados irregularmente no exterior), nenhum deles a dispensar uma ampla reforma tributária, ancorada num princípio de justiça fiscal: quem tem mais, paga mais: quem tem menos, paga menos”, diz o artigo.

De acordo com Falcão, o governo precisa dar uma “sinalização efetiva” aos movimentos sociais que tem ido às ruas contra os pedidos de afastamento de Dilma. “Para barrar as manobras golpistas (…) é indispensável mobilização e pressão social, só possível com uma sinalização efetiva do governo”, diz o texto.

Jeito do PT de governar: Brasil rebaixado e a falência do Estado

A histórica crise fiscal em que o país se encontra, deve-se, merecidamente, ser creditada aos governos do PT — a partir do final do primeiro governo Lula e abarcando a gestão inicial de Dilma.

Outra insensatez será insistir na velha fórmula de pressionar o já sobrecarregado contribuinte. Disso resultará menos investimentos e menos consumo.

Fonte: O Globo

 Jeito do PT de governar: Brasil rebaixado e a falência do Estado

É preciso encarar a realidade do esgotamento do Estado-tutor. Divulgação

Estado-tutor faliu

A histórica crise fiscal em que o país se encontra, causa do rebaixamento da sua nota de risco, deve, merecidamente, ser creditada aos governos do PT — a partir do final do primeiro governo Lula e abarcando a gestão inicial de Dilma. Mas é preciso reconhecer o papel exercido pela Constituição de 1988 na quebra do país. Não se põe em questão a importância da Carta no restabelecimento dos direitos civis, próprios da democracia, surrupiados pela ditadura militar. O aspecto negativo da Carta deriva de uma visão ideológica de mundo por meio da qual ela foi redigida, com o Estado sendo colocado sobre a sociedade, no papel de uma espécie de tutor que concentraria o máximo das rendas da sociedade, extraídas por elevados impostos, com a finalidade de distribuí-las para mitigar a pobreza. O Estado seria o agente do “bem”.

Já naquela época se tratava de uma percepção míope da realidade. A prova veio em 1989, logo no ano seguinte ao da promulgação da Carta, quando caiu o Muro de Berlim, símbolo do modelo da centralização extrema de tudo pelo Estado, sistema testado na União Soviética, e reprovado.

A Constituição seguiu essa tendência nos gastos sociais. Caberia unicamente ao Estado eliminar a pobreza. Foi assim que, em mais ou menos uma década, entre governos tucanos e petistas, a carga tributária deu um salto de dez pontos percentuais, de 25% para 35% do PIB. Estima-se que esteja hoje na faixa de 37%, uma enormidade, se comparada com outras economias emergentes. Chega mesmo a rivalizar com a soma dos tributos de sociedades desenvolvidas —, mas estas dão em troca ao contribuintes serviços básicos de boa qualidade. Não é o caso do Brasil.

A obsessão pelo Estado-tutor e o pressuposto de que as fontes de financiamento público são infinitas levaram a que a vinculação do Orçamento chegasse ao paroxismo. Consolidou-se a errônea ideia de que, para se resolver uma carência pública, bastaria estabelecer que determinada parcela do Orçamento seria destinada ao setor carente. Sem qualquer outra preocupação.

Chegou-se à atual situação em que cerca de 90% do Orçamento — uma conta que para o ano que vem está estimada em R$ 1,2 trilhão — são “dinheiro carimbado”. Ou seja, têm destino certo: Previdência, programas especificamente sociais, folha dos servidores.

A quebra do Estado força Dilma a mexer, afinal, nesta construção. Deve-se alterar regras para que gastos possam ser racionalizados. Não faz sentido, também, manter o salário mínimo como indexador desta enorme massa de gastos colocados sob o guarda-chuva do “social”. Pois foi a correta política de valorização do salário-base que, de forma indireta, também ajudou a estrangular as finanças públicas.

Outra insensatez será insistir na velha fórmula de pressionar o já sobrecarregado contribuinte. Disso resultará menos investimentos e menos consumo. E mais: aplicar fórmulas já abandonadas em outros países, como o gravame sobre “grande fortunas”, apenas incentivará a migração de patrimônios. É preciso encarar a realidade do esgotamento do Estado-tutor.

Com fracasso no governo, Dilma cortará programas sociais

Três programas devem ser afetados com os cortes: três programas que lhe são muito caros: o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família e a transposição do Rio São Francisco.

Como a proposta orçamentária da União para 2016 está com um déficit de R$ 30,5 bilhões, o governo precisa fazer um ajuste nas contas equivalente a R$ 64,9 bilhões para garantir um superávit primário.

Fonte: Valor Econômico

Com fracasso no governo, Dilma cortará programas sociais

Dilma alertou para o fato de que, do total das despesas discricíonárias, R$ 135,3 bilhões não podem ser contingenciados, pois incluem gastos na área da saúde e da educação. Reprodução.

Dilma terá que cortar programas sociais

Para ampliar o corte nas despesas discricionárias previstas na proposta orçamentária de 2016, a presidente Dilma Rousseff terá que aceitar reduzir as dotações para três programas que lhe são muito caros: o Minha Casa Minha Vida (MCMV), o Bolsa Família e a transposição do rio São Francisco.

Segundo fontes do governo, esses foram os programas que tiveram ampliação de despesas em relação ao autorizado para 2015, junto com uma reserva alocada para aumentar os auxílios alimentação e transporte dos servidores públicos, como parte da negociação em torno do reajuste salarial para os próximos dois anos.

Mesmo que a presidente aceite cortar todo o acréscimo feito nessas áreas, o governo só conseguiria reduzir cerca de R$ 11,5 bilhões, advertem os técnicos – o que representa menos de 18% do que o governo precisa para cumprir a meta de superávit primário de R$ 43,8 bilhões ou 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público em 2016.

Como a proposta orçamentária da União para 2016 está com um déficit de R$ 30,5 bilhões, o governo precisa fazer um ajuste nas contas equivalente a R$ 64,9 bilhões para garantir um superávit primário de R$ 34,4 bilhões para o governo central (que compreende o Tesouro, a Previdência e o Banco Central).

A estimativa é que os Estados e municípios façam um superávit de R$ 9,4 bilhões. O espaço para cortar as despesas discricionárias é considerado muito pequeno pelos técnicos oficiais. Assim, o governo intensificou os estudos para identificar gastos obrigatórios que podem ser reduzidos.

Entre as possibilidades levantadas está a adoção de medidas administrativas para evitar fraudes e exageros na concessão do auxílio-doença, propostas para aumentar a fiscalização na concessão de aposentadorias por invalidez, tornar mais restritivas as concessões do seguro ao pescador artesanal (seguro defeso) e alterações nas regras de concessões de benefícios aos idosos e deficientes, no âmbito da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS).

Muitas dessas mudanças precisarão ser aprovadas pelo Congresso e envolverão uma difícil negociação política. A proposta orçamentária para 2016 prevê que as despesas discricionárias (aquelas que podem ser cortadas pelo governo) atingirão R$ 250,4 bilhões, contra um limite de R$ 233,9 bilhões fixado para este ano – o que representa um aumento nominal de 7% e um aumento real muito pequeno, em torno de 0,8%, o que equivale a R$ 2 bilhões.

Em recente entrevista ao Valor, Dilma alertou para o fato de que, do total das despesas discricíonárias, R$ 135,3 bilhões não podem ser contingenciados, pois incluem gastos na área da saúde e da educação, que têm pisos constitucionais de despesa. Sobrariam R$ 115,1 bilhões que podem ser contingenciados.

O principal aumento feito pelo governo nas despesas discricionárias foi para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que teve o seu limite de empenho elevado de R$ 35,25 bilhões neste ano para R$ 42,4 bilhões em 2016. O aumento é explicado, quase inteiramente, pelo programa MCMV, que têm previsão de dotação em 2016 de R$ 15,5 bilhões, ante um limite de empenho de R$ 8,3 bilhões fixado para este ano – acréscimo de R$ 7,2 bilhões.

Com os recursos, o governo espera pagar todas as operações já contratadas do programa e realizar novas contratações, depois do lançamento da fase 3 do MCVM.Houve um aumento de R$ 1,2 bilhão para a área de infraestrutura hídrica, principalmente para o programa de transposição do rio São Francisco.

O governo tem estudo que aponta risco elevado de desabastecimento de água em Fortaleza em 2016. Por isso, decidiu intensificar as obras da transposição para levar água até o açude Castanhão, que abastece a região metropolitana da capital cearense.

Para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o governo reservou uma dotação adicional de R$ 1,35 bilhão. A ideia inicial é utilizar esses recursos para reajustar, no ano que vem, os valores dos benefícios do programa Bolsa Família, que foram corroídos pela elevada inflação deste ano.

O governo incluiu também na proposta orçamentária de 2016 uma dotação de R$ 1,8 bilhão para aumentar o auxílio alimentação e o vale transporte dos servidores públicos. Esse aumento dos auxílios faz parte da negociação feita em torno do reajuste salarial dos próximos dois anos.

A proposta orçamentária prevê ainda uma verba adicional de R$ 792 milhões para a Secretaria de Aviação Civil. O objetivo do governo é usar esses recursos para fazer uma reestruturação da Infraero. O Ministério da Justiça ganhou R$ 300 milhões para garantir a segurança da Olimpíada do Rio.

O acréscimo de R$ 400 milhões na dotação para o Ministério das Relações Exteriores foi para compensar a subida do dólar.Os técnicos informam que há espaço para cortes na previsão do gasto com diárias. O governo já anunciou que vai reduzir ministérios e cargos comissionados.

Oposição: petição online vai pedir impeachment de Dilma

Líderes do movimento vão colocar na internet  site interativo que terá em destaque uma petição eletrônica pró-afastamento da presidente.

Grupo deve tomar por base o pedido de impeachment protocolado pelo ex-petista Hélio Bicudo.

Fonte: Folha de S.Paulo

Impeachment de Dilma: oposição vai usar petição online para pedir

Primeiro passo para esta estratégia é o movimento pró-impeachment. Foto: Fábio Seixo / O Globo

Oposição pede na internet apoio para o impeachment

Movimento pró-afastamento de Dilma será lançado nesta quinta-feira (10)

Deputados de oposição iniciam oficialmente nesta quinta-feira um movimento que tem o objetivo de apresentar, em 15 dias, um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Esse é o prazo que políticos à frente do movimento favorável ao afastamento da petista acreditam precisar para garantir apoio político suficiente para fazer a proposta sair do papel.

O primeiro passo para esta estratégia é o movimento pró-impeachment, que será lançado na manhã desta quinta (10). Os líderes da ação vão colocar na internet um site interativo que terá em destaque uma petição eletrônica pró-afastamento da presidente. Eles esperam que, com pressão popular, mais deputados abracem a ideia.

A iniciativa é encabeçada pelos líderes do PSDB, Carlos Sampaio (SP); do DEM, Mendonça Filho (PE); da minoria, Bruno Araújo (PSDB-PE); e do PPS, Rubens Bueno (PR), e tem o apoio velado do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

A opção por criar um movimento pró-impeachment se deu para tentar angariar o apoio de integrantes de partidos aliados ao governo. O movimento já conta com apoios no PMDB, partido do vice Michel Temer.

O grupo deve tomar por base algum dos pedidos de afastamento de Dilma da Presidência já apresentados na Câmara. O favorito é de um dos fundadores do PT, o advogado Hélio Bicudo, que protocolou um documento semana passada na Câmara no qual argumenta que a petista não tem condições de se manter no cargo.

O teor jurídico seria complementado pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr. (governo FHC, 2002) e assinado por um parlamentar. O nome mais cotado até o momento para assumir a coautoria da proposta é o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).

Também foram convidados para participar do ato desta manhã os presidentes do DEM, senador José Agripino (RN), e do PSDB, Aécio Neves, além de Ronaldo Caiado (DEM-GO), único que confirmou presença até o fechamento desta edição.

SCRIPT

Um acordo prévio já costurado com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem cabe encaminhar pedidos do gênero, prevê que ele indeferirá a solicitação para se isentar do ônus político de arcar sozinho com a decisão.

Em seguida, um deputado entraria com um recurso para contestar o que foi decidido por Cunha, o que levaria o pedido a ser apreciado pelo plenário da Câmara. A oposição precisa de maioria simples dos presentes para dar prosseguimento ao caso.

Se a maioria votar a favor do andamento do processo, é formada uma comissão especial para elaborar um parecer a ser apreciado pelo plenário. Nesta votação, são necessários dois terços de votos favoráveis ao impeachment para afastar a presidente. Caso 342 deputados avalizem a proposta, Dilma é afastada e o caso vai a julgamento no Senado.

PIXULECO

Deputados de oposição receberam do movimento Revoltados Online mini-Pixulekos, bonecos infláveis com a imagem do ex-presidente Lula vestido de presidiário.

Liderada por Aécio, oposição reage contra tentativa de aumento de impostos de Dilma

Aécio disse que o partido é contra aumento de qualquer imposto e que vai obstruir medidas neste sentido que forem enviadas ao Congresso.

Aécio disse que o governo está querendo desvirtuar a função de impostos como IOF e Cide, que são regulatórios e não com fins de aumentar a arrecadação do governo.

Fonte: O Globo 

Liderada por Aécio, oposição reage contra tentativa de aumento de impostos de Dilma

É inconstitucional aumento de tributos que não seja a partir de projeto de lei aprovado no Congresso — disse Aécio. Foto: George Gianni/PSDB

Líderes reagem à ideia de aumentar impostos para resolver caixa do governo

Para oposição, aumento de impostos é sinal de “desespero”

Líderes da oposição e mesmo da base aliada do governo Dilma Rousseff reagiram negativamente, nesta terça-feira, à possibilidade de recorrer a aumento de impostos como caminho para reforçar a arrecadação do governo. Em paris, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que uma das ideias em estudo é o aumento do Imposto de Renda para rendas mais altas. Outra alternativa é o aumento da Cide, que não dependeria de aprovação do Congresso.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que o partido é contra aumento de qualquer imposto e que vai obstruir medidas neste sentido que forem enviadas ao Congresso. Aécio afirmou ainda que é mais um ato de “desespero” do governo e avisou que não haverá “boa vontade” da oposição com essas propostas da área econômica.

— A oposição é absolutamente contrária ao aumento de qualquer tributo e vai reagir no Congresso a qualquer artifício que se busque para buscar esse objetivo. Obstruiremos qualquer tentativa que o governo queira fazer nesta direção. Inclusive, se vier a querer aumentar impostos por decreto, vamos reagir aqui, no Congresso, buscando anular esse decreto. É inconstitucional aumento de tributos que não seja a partir de projeto de lei aprovado no Congresso — disse Aécio.

O tucano disse que o governo está querendo desvirtuar a função de impostos como IOF e Cide, que são regulatórios e não com fins de aumentar a arrecadação do governo.

— É mais uma demonstração do desespero de um governo que, mesmo com a gravidade da crise, não consegue apontar um rumo para o país, que não seja, de um lado, supressão de direitos e, de outro, aumento dos tributos. Essa é uma fórmula absolutamente rudimentar para permitir que o Brasil supere as gravíssimas dificuldades nas quais o governo doPT nos mergulhou — disse Aécio.

Na mesma linha, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que Ninguém se entende mais no governo.

— É sinal de desespero querer aumentar impostos. Ninguém se entende mais no governo, que está esfacelado politicamente e sem apoio popular. Toda hora é uma ameaça. Primeiro era com a nova CPMF, que depois recuou, e agora até o Imposto de Renda entrou na mira. Só não se vê o governo se mexer para cortar cargos comissionados e desinchar a máquina — disse Caiado, cobrando uma reunião da oposição para fechar uma estratégia única.

O líder do PSD, Rogério Rosso (DF), que integra a base aliada criticou a opção pelo aumento de impostos como forma de enfrentar o déficit nas contas públicas:

— Hoje o brasileiro já trabalha quatro meses para pagar imposto. Vai trabalhar seis meses? Aí fica difícil defender o governo. Com todo respeito ao ministro Levy, mas particularmente somos contra. Vários ajustes estão sendo feitos em outros países sem que a população seja penalizada. Temos é que reduzir impostos e aumentar a produção de bens — afirmou Rosso, acrescentando: — Qualquer proposta de aumento de impostos o Congresso responderá negativamente. O melhor para o déficit é cortar gastos.

Mais cauteloso, o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), disse que é preciso esperar primeiro o envio de propostas neste sentido ao governo:

— Tem que ter proposta concreta. Não tem nada ainda.

A oposição criticou duramente a ideia e disse que trabalhará para evitar que os aumentos sejam aprovados pelo Congresso.

— É um absurdo que o governo insista na tecla do aumento da carga tributária como caminho para alcançar o reequilíbrio fiscal, entre despesas e receitas da União. O correto é cortar despesas, supérfluos, os gastos da máquina aparelhada. Toda alternativa que houver de aumento de impostos como remédio para superar a crise fiscal será rechaçada pelo parlamento — disse o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

— Os impostos que dependem da aprovação do Congresso resistiremos e não acreditamos que o Congresso aprove. O aumento dos tributos que não dependem do Congresso, é mais difícil. Mas é inconcebível que antes de fazer cortes, a presidente Dilma opte pelo caminho mais fácil, que é o de meter a mão no bolso do contribuinte — criticou o vice-líder doPSDB, Bruno Araújo (PE).

Para Bruno, se a presidente optar por aumentos como do da CIDE, que não passam pelo Congresso, a solução será a população reagir e mostrar sua indignação:

— O governo tem autorização para aumentar impostos como a CIDE, IPI, como regulação. Nesse caso, estaria usando para arrecadar mais. Mas o buraco é tão grande, que não serão suficientes. O governo tem é que cortar programas sociais, mais de 700, priorizando alguns. Bolsa Família, por exemplo, não pode ser mexido. Outros sim, mas quem decide é o governo, que parece não ter coragem para fazer isso e prefere colocar a mão no bolso do contribuinte.

O líder do PPS, Rubens Bueno (PR) afirma que se a presidente recorrer a aumento de impostos como a CIDE ou IPI, ele trabalhará para derrubar, seja via decreto sustando a medida, seja recorrendo ao Judiciário:

— Esse governo, a cada dia que passa, está mais perdido. Não anuncia onde fará os cortes e surpreende a população anunciando que estuda aumentar o Imposto de Renda. É um governo perdulário.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pela manhã já havia criticado a opção de aumento de impostos em vez de cortes no orçamento, voltou a dizer que é radicalmente contrário ao aumento do Imposto de Renda.

— Sou contra, radicalmente contra. Não é pela via de aumento de impostos que vamos resolver o problema das contas. Nem provisória, nem permanente. Essa é minha posição pessoal, se o governo mandar, a Casa vai votar, vai decidir, mas eu pessoalmente sou contra — disse Cunha.

Sujeira sem fim: Ministro pediu R$ 20 milhões para campanha de Dilma

Dono da construtora UTC relatou em sua delação premiada que o ministro Edinho Silva fez um pedido inicial de R$ 20 milhões para a campanha de Dilma.

Lava-Jato: No fim, o repasse foi de R$ 7,5 milhões, conforme os registros no TSE.

Fonte: O Globo

Dilma-Edinho

Edinho era tesoureiro da campanha de Dilma e hoje exerce o cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. Reprodução.

Edinho pediu R$ 20 milhões para campanha de Dilma, diz delator

No fim, o repasse foi de R$ 7,5 milhões, conforme os registros no TSE

O dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, relatou em sua delação premiada que o ministro Edinho Silva fez um pedido inicial de R$ 20 milhões para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, segundo fontes com acesso às investigações. O valor foi considerado elevado pelo empreiteiro, que concordou com uma doação de R$ 10 milhões. No fim, o repasse foi de R$ 7,5 milhões, conforme os registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Edinho era tesoureiro da campanha de Dilma e hoje exerce o cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. Por conta da citação na delação de Pessoa e do pedido de investigação formulado pela Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar Edinho. Ele é, agora, formalmente investigado por conta das suspeitas levantadas pelo delator.

Investigados pelo STF, ministros Edinho e Mercadante se defendem

Nas conversas com Edinho, segundo Pessoa, o então tesoureiro teria lembrado dos contratos da UTC na Petrobras, como forma de assegurar a doação à campanha de Dilma. Uma suposta origem ilegal dos recursos é o foco da investigação aberta no STF.

O então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, teria orientado Pessoa a se encontrar com Edinho para tratar das doações à campanha de Dilma, ainda segundo o empresário. O dono da UTC acertou uma doação de R$ 10 milhões – R$ 5 milhões no primeiro turno e R$ 5 milhões no segundo turno.

Os registros do TSE mostram que a campanha de Dilma recebeu R$ 7,5 milhões: duas transferências eletrônicas de R$ 2,5 milhões cada, em 5 e 27 de agosto de 2014 (antes do primeiro turno), e mais R$ 2,5 milhões, em 22 de outubro (antes do segundo turno). Os R$ 2,5 milhões restantes não teriam sido pagos, porque Pessoa acabou preso, em novembro.

O ministro do STF determinou a abertura de outros dois inquéritos a partir da delação do dono da UTC. Um investiga supostos repasses ilegais para a campanha de Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil, ao governo de São Paulo em 2010 e o outro apura suposto caixa dois para a campanha de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) a senador no mesmo ano. O tucano foi eleito.

Edinho disse neste domingo ter atuado dentro da lei na campanha de 2014:

— Sou plenamente favorável que se apure todos os fatos e que todas as dúvidas sejam esclarecidas. Tenho a tranquilidade de quem agiu como coordenador financeiro da campanha presidencial de 2014 dentro da legalidade, as contas da campanha foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral — afirmou o ministro.

Mercadante e Aloysio negaram ter recebido qualquer repasse ilegal da UTC. Eles afirmaram que as prestações de contas das campanhas em 2010 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

 

%d blogueiros gostam disto: