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PT perde única capital no Nordeste, prefeito de João Pessoa vai deixar partido

Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou que vai se filiar ao PSD para tentar a reeleição no ano que vem.

Ele atribuiu a decisão de deixar o PT às denúncias de corrupção envolvendo o partido.

Fonte: Folha de S.Paulo

PT perde o único prefeito de uma capital no Nordeste

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, deixará o PT. Divulgação

Prefeito de João Pessoa vai deixar PT, e sigla perde única capital no NE

Luciano Cartaxo atribuiu decisão a denúncias de corrupção

GUSTAVO URIBEDE BRASÍLIA

Em meio a uma das mais graves crises de imagem de sua história, o PT perdeu o único prefeito do partido que comandava uma capital no Nordeste, principal base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff.

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou nesta quinta (17) que vai se filiar ao PSD para tentar a reeleição no ano que vem. Ele atribuiu a decisão de deixar o PT às denúncias de corrupção envolvendo o partido.

Nesta semana, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto se tornaram réus sob acusação de envolvimento em irregularidades na Petrobras.

“Não queremos e não vamos perder mais nenhum minuto sequer com explicações sobre erros que outras lideranças tenham, eventualmente, cometido”, disse. “O partido não pode ser um empecilho, um dificultador, para o projeto que está desenvolvendo com tanto êxito na nossa cidade”, disse Cartaxo.

A direção nacional do PT teme que a crise que enfrenta ameace o desempenho do partido em cidades nordestinas no ano que vem, com reflexos entre o eleitorado fiel à sigla. No ano passado, Dilma chegou a quase 72% dos votos válidos.

Falta pouco para Lula ser investigado na Lava Jato

Janot deve dar posição final. PF revelou que Lula pode ter sido beneficiado pela corrupção na Petrobras e pede autorização para que ele seja ouvido no inquérito.

A PF quer saber se Lula obteve vantagens pessoais das empreiteiras acusadas de pagar propina em troca de contratos com a Petrobras.

Fonte: O Globo

Falta pouco para Lula passar a ser investigado na Lava Jato

Lula, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras. Divulgação

Supremo pede que Ministério Público analise pedido da PF para ouvir Lula

Relatório da Polícia Federal diz que ex-presidente pode ter sido beneficiado por esquema na Petrobras

O juiz Márcio Schiefler Fontes, que auxilia o ministro Teori Zavascki nos processos da Lava Jato, pediu que o Ministério Público Federal se manifeste sobre a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passar a ser investigado em um dos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Em despacho assinado nesta terça-feira, o juiz não cita o ex-presidente e se limita a pedir parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre “relatório apresentado pela autoridade policial”.

O relatório da PF diz que Lula pode ter sido beneficiado pelo esquema de corrupção da Petrobras e pede autorização para que ele seja ouvido no inquérito. A PF solicitou ainda permissão para que seja feito levantamento sobre eventuais vantagens pessoais que Lula tenha recebido de empreiteiras acusadas de pagar propina em troca de contratos com a estatal brasileira. Caberá a Janot decidir se concorda com o pedido da PF ou não.

“Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal”, diz o relatório.

No despacho, o juiz também autoriza o compartilhamento das informações do inquérito que tramita no STF com os investigadores que atuam na operação Lava Jato em Curitiba.

Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Manifestantes pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Foto: Thiago Bronzatto

Fonte: Blog do Noblat

Dilma fica. Lula está em perigo!

Talvez – quem sabe? – o inesperado faça uma surpresa. Mas se não fizer, Dilma governará até 31 de dezembro de 2018, cedendo o lugar ao seu sucessor. Está escrito nas estrelas. Não estava.

Mas foi escrito nos últimos 10 dias como resultado de um acordo informal assinado por representantes das forças políticas e econômicas que de fato importam no país.

Que tal? Haverá ironia maior do que essa?

Para se eleger pela primeira vez, governar apesar do escândalo do mensalão, se reeleger, eleger Dilma e reelege-la, Lula valeu-se do discurso de ser um perseguido pelas elites, coitadinho. E não somente ele, mas também o PT e Dilma.

Falso! Lula pode posar de pai dos pobres, mas não pode negar que foi uma mãe para as elites. Essas mesmas elites que, hoje, preferem Dilma ao desconhecido.

Foi como palestrante exclusivo e lobista ativo das maiores empreiteiras brasileiras que Lula ficou rico de 2011 para cá. Enriquecer não desmerece ninguém.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

A Operação Lava Jato investiga as relações de Lula com as empresas que mais lucraram superfaturando contratos com a Petrobras e pagando propinas a agentes políticos.

Pois bem: a empresa de palestras de Lula arrecadou em quatro anos R$ 27 milhões, sendo R$ 10 milhões de empreiteiras envolvidas com a roubalheira que causou à Petrobras o maior prejuízo de sua história.

A empreiteira que mais se beneficiou dos dois governos de Lula foi a Odebrecht. Foi também a que mais pagou pelos serviços de Lula como palestrante e lobista – R$ 2,8 milhões.

Só por uma palestra em maio de 2013, o estaleiro Quip pagou a Lula R$ 378.209,00. Ou a bagatela de R$ 13 mil por cada um dos 29 minutos de duração da palestra.

Nascido de uma associação entre as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa, o estaleiro foi criado ainda no período de Lula no poder para construir plataformas de petróleo destinadas à Petrobras.

Lula apadrinhou o projeto do estaleiro. Que logo que pode lhe retribuiu, digamos assim, o favor. Para dizer o mínimo. Ou então lavou dinheiro à custa dele.

Há pouco mais de dois meses, desconfiado de que seria preso outra vez, o ex-ministro José Dirceu confidenciou a amigos: “Estamos no mesmo saco, eu, Lula e Dilma”.

Dois dias depois da nova prisão de Dirceu, Lula reuniu-se com deputados do PT paulista e avaliou: nem uma possível melhora da economia será suficiente para salvar o partido. E ele também.

Dirceu acertou na mosca.

Lula e o PT sobreviveram ao mensalão com a desculpa não confessada de que roubaram para financiar a chegada deles ao poder. Somente assim poderiam fazer o bem aos pobres.

O petrolão contém fortes indícios de enriquecimento pessoal dos envolvidos. Se isso restar provado, qual narrativa inventar para enganar os bobos de sempre?

Só apelando para que o inesperado faça uma surpresa.

De resto, os bobos de sempre estão aprendendo a serem menos bobos desde que saíram às ruas em junho de 2013.

Da primeira vez pediram da redução do preço das passagens a um governo melhor. Dilma fingiu que não era com ela. Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção.

O número de manifestantes diminuiu. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles, pois.

Lula quer que Dilma deixe de lado assuntos sobre corrupção

Apesar do momento delicado, Lula disse que o governo tem que parar de debater a Lava Jato e focar na divulgação de seus programas.

Essa seria uma forma de tentar sair da crise e recuperar a popularidade. A contestação das acusações de corrupção ficaria a cargo do PT.

Fonte: O Globo

Revista Veja Dilma e Lula visitam Garanhuns Foto Cristiano Mariz Data: 23/07/2010 Local: Garanhuns - PE

Dilma e Lula não se encontravam há mais de um mês. Essa foi a primeira conversa após as duras críticas feitas por ele a Dilma. Foto: Cristiano Mariz.

Lula diz a Dilma que governo deve parar de debater Operação Lava Jato

Presidente, seu antecessor e ministros se reúnem para avaliar crise

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva almoçou nessa terça-feira com a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, em meio à crise política e econômica e à deflagração de mais uma fase da Operação Lava Jato, desta vez, com buscas e apreensões nas casas de três senadores, dois da base do governo. Apesar do momento delicado, Lula disse, segundo um dos participantes da reunião, que o governo tem que parar de debater a Lava Jato e focar na divulgação de seus programas e realizações.

Essa seria uma forma de tentar sair da crise e recuperar a popularidade. A contestação das acusações de corrupção ficaria a cargo do PT.

Após o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, ter afirmado em delação premiada que os R$ 7,5 milhões doados para a campanha à reeleição de Dilma eram provenientes do esquema de propina na Petrobras, a presidente disse duas vezes, em entrevistas, que não respeita delator e contestou a acusação. Há duas semanas, em conversa com a cúpula do PMDB, Lula já havia afirmado que “a agenda do Brasil não pode ser a Lava Jato”.

— reveladas pelo GLOBO — em encontro com religiosos, em junho, em que o ex-presidente disse que a gestão de sua sucessora está “no volume morto”.

A conversa desta terça-feira, de quase quatro horas, teve a participação dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Edinho Silva (Comunicação Social), Jaques Wagner (Defesa), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) e do presidente nacional do PT, Rui Falcão. Lula pediu unidade do governo em torno da política econômica conduzida pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e respaldo às medidas planejadas por ele para retomada do crescimento da economia. Há divergências internas, principalmente sobre a redução da meta fiscal do governo, entre os ministérios da Fazenda e do Planejamento.

Antes do almoço desta terça-feira, Lula esteve com Levy. Como O GLOBO revelou, o ministro vinha tentando desde o início do ano se encontrar com Lula, sem sucesso.

Ao mesmo tempo em que pediu apoio irrestrito a Levy, Lula sugeriu que Dilma tenha maior atenção com os movimentos da economia, e que, quando houver sinais positivos do mercado, seja mais otimista em suas manifestações públicas. Para ele, é preciso realçar as medidas para o aquecimento do setor produtivo. Lula afirmou que Dilma precisa mostrar as “muitas” ações positivas de seu governo, de acordo com um dos presentes.

Lula e Dilma discutiram um plano de ação para que o governo reaja, com viagens pelo país, inclusive de ministros, que sirvam para uma reaproximação com movimentos sociais.

Povo brasileiro não acredita mais em Lula

Se disputasse hoje uma eleição presidencial contra o tucano Aécio Neves, Lula venceria apenas no eleitorado de menor renda e escolaridade.

O lulismo, além de menor, está menos diverso: em quase duas décadas, este é o momento em que o apoio ao ex-presidente mais se concentra na população mais pobre.

Fonte:  Estadão

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Em quase duas décadas, este é o momento em que o apoio ao ex-presidente mais se concentra na população mais pobre. Divulgação.

Ibope atesta ‘volume morto’ do lulismo

Pesquisa dá números à expressão citada por ex-presidente, que perdeu apoio social

Se disputasse hoje uma eleição presidencial contra o tucano Aécio Neves, Luiz Inácio Lula da Silva venceria apenas no eleitorado de menor renda e escolaridade, e em algumas das áreas geográficas que tradicionalmente votam no PT. O lulismo, além de menor, está menos diverso: em quase duas décadas, este é o momento em que o apoio ao ex-presidente mais se concentra na população mais pobre.

Os dados são de pesquisa Ibope, realizada na segunda quinzena de junho, que mostra que Lulaseria derrotado por 48% a 33% em um eventual 2.º turno com Aécio – em votos válidos, sem contar os indecisos e os que não optariam por nenhum dos dois, o resultado seria 59% a 41%. Se o adversário fosse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, haveria empate técnico: 40% para o tucano e 39% para o petista – ou 51% a 49%, em votos válidos.

Na segmentação do eleitorado por sexo, idade e tamanho do município, Aécio venceria em todas as faixas. Na divisão por renda e escolaridade, Lula ficaria à frente, de forma isolada, apenas entre os eleitores que ganham até um salário mínimo e que têm até quatro anos de estudo. A geografia do voto mostra que o petista ganharia apenas na Região Nordeste.

Núcleo duro. É como se a pesquisa desse sentido numérico à citação de Lula, feita durante encontro com líderes religiosos, no mês passado, de que ele e o governo estão no “volume morto” – uma referência à reserva técnica de água que só é consumida em situações de crise.

O levantamento do Ibope mostra um refluxo do apoio ao petista mesmo no eleitorado de baixa renda: Aécio ganharia de Lula até entre os que ganham de um a dois salários mínimos (53% a 47% dos votos válidos). A vantagem do tucano aumenta à medida que cresce a renda, até chegar a 72% a 28% na faixa dos que ganham mais de cinco salários.

A popularidade do ex-presidente chega ao fundo do poço em um momento em que se combinam os estragos econômicos provocados pela alta da inflação e do desemprego e as turbulências políticas decorrentes da Operação Lava Jato, que investiga corrupção e desvios em torno de obras contratadas pela Petrobrás.

Essa combinação é o que o cientista político Marcus Melo, da Universidade Federal de Pernambuco, costuma chamar de “tempestade perfeita”. “No Brasil, o choque informacional representado pelo escândalo do petrolão potencializou brutalmente o efeito da derrocada da economia. A experiência cotidiana da população quanto à péssima qualidade dos serviços, por exemplo, aumenta a credibilidade da informação recebida sobre corrupção.”

Mudanças no mapa. O encolhimento da base lulista fica ainda mais evidente quando se analisa sua distribuição geográfica. No conjunto de municípios que a pesquisa do Ibope classifica como “pró-PT” – aqueles em que o partido venceu no 2.º turno das três mais recentes eleições presidenciais –, Dilma colheu quase dois terços dos votos válidos em 2014. Agora, uma hipotética candidatura de Lula teria 52% nessas mesmas cidades, ante 48% para Aécio – o que configura um empate técnico.

Nas cidades consideradas volúveis, onde o PT foi derrotado em uma ou duas das três mais recentes eleições, Lula sofreria hoje uma derrota significativa para o ex-governador de Minas Gerais: 63% a 37%. Nas áreas anti-PT, onde o partido perdeu em 2006, 2010 e 2014, o tucano teria vantagem de 72% a 28%, segundo a pesquisa.

Nem no berço do PT a situação de Lula é confortável. Na conversa em que se referiu ao “volume morto”, ele fez críticas à presidente Dilma Rousseff e citou pesquisa, feita a pedido do PT, que mostrava 75% de rejeição ao governo em São Bernardo do Campo e Santo André, segundo reportagem do jornal O Globo.

Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope, observa que, em 2002, Lula teve votação bastante homogênea em diferentes segmentos sociais e regiões do País. Foi em 2006 que o eleitorado lulista se concentrou nas classes e regiões mais pobres. Essa clivagem se repetiu nas vitórias de Dilma, em 2010 e 2014.

Tanto em 2002 quanto em 2006, Lula venceu com cerca de 61% dos votos válidos, 20 pontos porcentuais a mais do que os obtidos na pesquisa Ibope, se descontados os indecisos e os eleitores que anulariam ou votariam em branco. “É preciso levar em conta que o número de indecisos, hoje, é muito maior do que seria se, de fato, estivéssemos perto de uma eleição”, alerta a diretora do Ibope. “É fato que a base de Lula diminuiu, mas não se pode dizer que ele esteja morto, em termos políticos.”

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em todo o País. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais.

Duas perguntas para: Marcus Melo, cientista político da UFPE

1. Quem são os eleitores que se afastam de Lula neste momento?

O PT e Lula tem sofrido perdas importantes tanto nos chamados “core voters” como nos “swing voters”. A redução do primeiro grupo se manifesta nos dados de identificação partidária com o PT e na lealdade declarada a Lula. Este núcleo duro detém informação política: a lealdade tem traços programáticos e ideológicos. Ele está representado por setores da classe média tradicional e setores sindicais e dos movimentos sociais. Mas a perda maior deLula e do PT pode ser observada no grupo de “swing voters” – eleitores que demonstram pouca lealdade ao partido e ao ex-presidente e têm menor informação política. Este grupo responde fundamentalmente a mudanças no seu bem-estar. As perdas colossais que se observam nesse grupo devem-se a aumento do desemprego, inflação e encarecimento do crédito, entre outros fatores.

2. O ex-presidente tem condições de reconquistar os simpatizantes perdidos?

A quebra de promessas de campanha pode levar a defecções à esquerda no grupo de “core voters”, mas, numa escolha binária, eles ainda votariam em Lula ou em outro candidato do PT. O segundo grupo só seria reconquistado a longo prazo com a recuperação robusta dos níveis de bem-estar em 2017 e 2018, o que parece muito improvável.

Por quê? Lula atuou a favor de construtoras no exterior

Ex-presidente e sua colega Kirchner fizeram ‘intervenção decidida’ pela Odebrecht em Quito, mostram telegramas

Como presidente, Lula atuou em favor de construtoras no exterior

Telegramas de embaixadas brasileiras e do Itamaraty entre 2003 e 2010, expõe ação do governo Lula em benefício de empresas brasileiras. Divulgação

Outros documentos divulgados nesta terça pelo Itamaraty indicam atuação para negócios de empresas na Argélia

O então presidente Lula e seu colega argentino Nestor Kirchner fizeram “uma intervenção decidida” para ajudar a empreiteira Odebrecht a se associar a uma firma argentina com vistas à construção de uma hidrelétrica no Equador.

A informação consta em telegramas de embaixadas brasileiras e do Itamaraty entre 2003 e 2010, material que expõe a ação do governo brasileiro em benefício de empresas brasileiras como forma de ampliar a influência do país.

São 2.136 páginas de telegramas reservados que foram reclassificados e divulgados nesta terça (16), após requerimento da revista “Época”.

Em 2005, o embaixador brasileiro em Quito (Equador), Sergio Augusto Sobrinho, comemorou a ação de Lula e Kirchner em prol de uma demanda da Odebrecht, que procurava se associar à empresa argentina IMPSA.

Ele escreveu ao então chanceler Celso Amorim: “Estou seguro de que a flexibilização na postura da IMPSA e a aceitação, por parte da empresa argentina, da proposta de texto elaborado pela Odebrecht não teriam sido possíveis sem a intervenção decidida de Vossa Excelência e dos presidentes Lula e Kirchner”.

Sem a concordância da IMPSA, a Odebrecht não conseguiria assinar um memorando que lhe permitiria participar da concorrência da hidrelétrica de Toachi-Pilatón, obra com custo total estimado em US$ 452 milhões.

Em 2007, mostram telegramas, a Odebrecht conquistou o contrato. Mas no ano seguinte, após divergir do governo local, deixou o país.

Material da embaixada em Argel (Argélia) deixa explícitas as intervenções a favor daOdebrecht e da Andrade Gutierrez. Em 2006, o embaixador Sérgio França Danese relatou ter dito a interlocutores da Odebrecht que poderia mostrar às autoridades argelinas “as vantagens políticas de contar com empresas brasileiras”: “Será a forma de viabilizar o entendimento, oferecido pelo presidente Bouteflika […], de que a Argélia aplicaria também parâmetros políticos para favorecer empresários brasileiros”.

OUTRO LADO

A assessoria de Lula disse que não comentaria. Diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Itamaraty, Rodrigo Azevedo disse que uma das funções de sua área é colaborar para a expansão das empresas brasileiras no exterior. Ele afirmou ainda que não há privilégio a nenhum grupo.

A Andrade não se manifestou. A Odebrecht” informou que os fatos “situam-se no âmbito da missão dos serviços diplomáticos de todo e qualquer país do mundo”.

PT quer tentar derrubar ida de Okamotto à CPI

Após terem levado bronca do ex-presidente Lula por terem deixado aprovar na CPI da Petrobras a convocação do chefe de seu instituto, petistas articularam nesta terça (16) um contra-ataque que inclui um recurso para tentar derrubar a ida de Paulo Okamotto à comissão.

A bancada estuda solicitar ao plenário da Câmara que reavalie a convocação de Okamotto. O requerimento relativo ao braço-direito de Lula foi aprovado em bloco, junto com outros 139, na sessão da última quinta (11). Na avaliação de petistas, porém, os requerimentos deveriam ter sido votados separadamente.

O PT também estuda protocolar pedido de convocação de algum integrante do Instituto Fernando Henrique Cardoso, sob o argumento de que o ex-presidente tucano também recebeu doações da Camargo Corrêa, investigada na Lava Jato.

A convocação de Okamotto pela CPI teve como base registros contábeis da Camargo Corrêaobtidos pela Polícia Federal na Lava Jato que identificaram doações de R$ 3 milhões ao Instituto Lula.

Lava-Jato: Construtora teria favorecido cunhada de Vaccari, ex-tesoureiro do PT

Documentos anexados em disputas judiciais sugerem que a OAS favoreceu cunhada do ex-tesoureiro do PT em uma transação imobiliária.

Caso envolve apartamento em  prédio onde ex-presidente Lula é dono de uma cobertura, que foi lançado pela Bancoop, presidida por Vaccari.

Fonte: Folha de S.Paulo 

O ex-diretor de finanças do PT, João Vaccari Neto, teria favorecido cunhada em transação imobiliária no prédio onde o ex-presidente Lula é dono de uma cobertura. OAS é suspeita de favorecer cunhada de ex-diretor do PT

O ex-diretor de finanças do PT, João Vaccari Neto, teria favorecido cunhada em transação imobiliária no prédio onde o ex-presidente Lula é dono de uma cobertura. OAS é suspeita de favorecer cunhada de ex-diretor do PT. Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo

Marice pagou R$ 200 mil por imóvel e o vendeu por R$ 432 mil um ano depois

Tratamento dado pela empreiteira à cunhada de Vaccari destoa do oferecido a outros mutuários do edifício

Documentos anexados em disputas judiciais sugerem que a construtora OAS, investigada na Operação Lava Jato, favoreceu a cunhada do ex-diretor de finanças do PT João Vaccari Neto em uma transação imobiliária. O caso envolve um apartamento comprado e vendido por Marice Correa de Lima no edifício Solaris, no Guarujá (SP).

O prédio –onde o ex-presidente Lula é dono de uma cobertura– foi lançado pela Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) em 2003. Mas a obra parou com o colapso da cooperativa, que foi presidida por Vaccari entre 2004 e 2010.

Em 2009, quando incorporou o Solaris, a OAS ofereceu aos mutuários as seguintes opções: pagamento de valor extra para receber as chaves quando a obra fosse concluída ou ressarcimento dos valores pagos à Bancoop em 36 prestações. A primeira parcela da devolução só seria paga 12 meses após o distrato.

Registros oficiais mostram que Marice pagou, entre 2011 e 2012, R$ 200 mil pelo imóvel em construção. Em 2013, ela fez o distrato e recebeu R$ 432 mil da OAS, à vista, um ganho de 116% em um ano. Meses depois, a OAS revendeu o imóvel por R$ 337 mil.

O tratamento destoa do oferecido a outros compradores no mesmo prédio.

Na disputa que trava com a OAS na Justiça, Eliana Vaz de Lima, outra mutuária, diz que em 2009 já havia pago R$ 213 mil por um imóvel no Solaris. Ela possui e-mails de 2013 em que a OAS oferece a ela a possibilidade de devolução de R$ 234 mil. Ou seja, uma correção de 9,9% em quatro anos.

O valor seria devolvido em 36 parcelas, começando um ano após a assinatura do acordo para encerrar a disputa.

METADE DO VALOR

Outra comparação que sugere favorecimento da OAS para a cunhada de Vaccari é com a compradora do apartamento 64-A do Solaris, a bancária Luciane Giogo Galvão.

Luciane diz ter pago todas as parcelas do contrato com a Bancoop. Ela buscava financiamento para pagar o extra pedido pela OAS para entrega das chaves quando a construtora realizou o distrato unilateral e, em janeiro, vendeu o imóvel a outra pessoa.

Na ação de recuperação judicial da empreiteira na 1ª Vara de Falências de São Paulo, a OAS reconhece que deve a Luciane R$ 194 mil. Ou seja: menos da metade do que pagou, dois anos antes, a Marice por um imóvel idêntico.

Vaccari e Marice foram citados pelo doleiro Alberto Youssef, delator da Lava Jato, como intermediários de suborno pago pela OAS ao PT.

As transações no edifício Solaris levantaram suspeitas de que serviam, na verdade, para camuflar propina.

Lava-Jato: dono da UTC cita tesoureiro do PT e Roseana Sarney em delação

Dono da UTC prometeu detalhar o envolvimento de suspeitos em esquemas de propina na Petrobras e em outras empresas públicas.

Pelo acordo, ele devolverá R$ 55 milhões aos cofres públicos.

Fonte: O Globo

Lava-Jato: dono da UTC cita tesoureiro do PT e Roseana Sarney em delação

O empresário Ricardo Pessoa assinou nesta quarta-feira o acordo de delação com a Procuradoria Geral da República (PGR). Reprodução

Dono da UTC cita Roseana, Vaccari, parente de ministro do TCU e autoridade do setor elétrico

Ricardo Pessoa assinou o acordo de delação com a PGR; 13 senadores e 22 deputados federais são investigados no STF

A lista de pessoas citadas pelo dono da construtora UTC no acordo de delação premiada inclui um parente de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), uma autoridade militar com atuação no setor elétrico, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB), segundo fontes com acesso às investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

O empresário Ricardo Pessoa assinou nesta quarta-feira o acordo de delação com a Procuradoria Geral da República (PGR) e se comprometeu a detalhar o envolvimento de suspeitos em esquemas de propina na Petrobras e em outras empresas públicas. Pelo acordo, ele devolverá R$ 55 milhões aos cofres públicos.

A PGR conduz os inquéritos da Operação Lava-Jato que apuram as denúncias contra políticos com foro privilegiado. Ao todo, 13 senadores e 22 deputados federais são investigados no STF, entre eles os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O GLOBO já revelou que Pessoa citou também o senador Edson Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, e pelo menos cinco parlamentares federais.

No caso do parente do ministro do TCU, a suspeita é de tráfico de influência por parte do dono da UTC. Todo o acordo com a PGR tramita sob sigilo e, por isso, não há informação sobre todos os detalhes citados pelo delator e sobre as circunstâncias do suposto envolvimento das pessoas mencionadas nos esquemas investigados. A partir da assinatura do acordo de delação, que precisa ser homologada pelo STF, Pessoa começa a detalhar a participação dos envolvidos citados nas conversas que antecederam a formalização do acordo.

Roseana é investigada em inquérito no STF por suspeita de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Vaccari, preso em Curitiba, é alvo de investigações na primeira instância e de um inquérito no STF que apura suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. São os mesmos crimes apurados em inquérito aberto para investigar Lobão.

O dono da UTC, depois de ficar seis meses preso em Curitiba, está em prisão domiciliar desde 28 de abril. Acusado de chefiar o esquema de cartel que fatiou contratos da Petrobras, ele usa uma tornozeleira eletrônica e só pode deixar São Paulo com autorização judicial. A discussão sobre a delação foi feita ontem com a presença de Pessoa na sede da PGR, em Brasília, e contou com a participação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Dia infernal: Governo Dilma amarga derrota no Congresso

Na CPI da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, disse que dinheiro da corrupção alimentou a campanha de Dilma em 2010.

O PMDB anunciou que não tem mais compromisso de aprovar o ajuste devido à posição do PT

Fonte: Blog do Noblat

Dilma perde interlocução no Congresso e governo tem Dia de Cão. Divulgação

Ontem foi um dos piores dias até agora do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.  Divulgação

Governo Dilma amarga um dia infernal

Ricardo Noblat

Foi ontem o pior dos dias até agora do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Está bem, exagero. Certamente foi um dos piores dias.

O que o governo amargou em menos de 12 horas:

1. Foi adiado o início da votação das Medidas Provisórias 664 e 665 do ajuste fiscal;

2. O PMDB anunciou que não tem mais compromisso de aprovar o ajuste devido à posição do PT;

3. Por sua vez, o PT recusou-se a garantir os votos dos seus 64 deputados para aprovação do ajuste;

4. A Câmara aprovou em definitivo a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC da Bengala, que aumenta a idade limite da aposentadoria compulsória de 70 para 75 anos no caso de ministros de tribunais superiores. Com isso, Dilma perderá a chance de indicar cinco novos ministros do Supremo Tribunal Federal e, pelo menos, mais 15 de outros tribunais;

5. Um ruidoso panelaço recepcionou em 18 capitais o programa de propaganda eleitoral do PT no rádio e na televisão;

6. Na CPI da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, disse que dinheiro da corrupção alimentou a campanha de Dilma em 2010. Apontou a política do governo de defasagem do preço dos derivados como principal responsável pelo prejuízo de R$ 60 bilhões da Petrobras;

7. Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, revelou que foi convidado para o cargo pelo então presidente Lula e sua ministra das Minas e Energia, Dilma. Negou que o PMDB tivesse tido algo a ver com isso;

8. Este ano, , segundo admitiu a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), cerca de 35 mil a 40 mil empregos serão extintos na indústria automobilística, que atravessa uma de suas piores crises.

Propaganda do PT foi ‘enganosa e fantasiosa’, diz Aécio

Aécio acusou o PT de “esconder” Dilma e diz que o partido “chega às vias de um teatro do absurdo que ofende os brasileiros” quando afirma que o governo combate a corrupção.

População com panelaço protestou contra malfeitos do PT

Fonte: O Estado de S.Paulo

Oposição critica propaganda do PT e comemora panelaço

Em meio às manifestações contra a inserção do partido, presidente do PSDB Aécio Neves não poupou críticas à peça da legenda

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), classificou como “enganosa e fantasiosa” a propaganda do PT veiculada nesta terça-feira, 5, em cadeia nacional de rádio e TV. Já o presidente do DEM, senador Agripino Maia, afirmou que os panelaços mostram que “para o povo, Lula, Dilma e o PT são uma coisa só”.

Em nota, o tucano acusa o PT de “esconder” a presidente Dilma Rousseff e diz que o partido “chega às vias de um teatro do absurdo que ofende os brasileiros” quando afirma que o governo combate a corrupção.

“O programa do PT zomba da inteligência e desrespeita milhões de trabalhadores e de famílias que conhecem bem a realidade em que vivem”, diz o texto.

O PSDB também divulgou vídeo em seu perfil oficial no Facebook com duras críticas ao governo petista, confira:

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Aécio também criticou o ajuste fiscal proposto pelo governo. Segundo ele, o PT diz na TV que defende o direito trabalhistas bem no dia que “chegam à Câmara dos Deputados duas Medidas Provisórias assinadas pela presidente em que são claros os cortes de conquistas dos trabalhadores”.

No programa desta terça, aparecem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do partido, Rui Falcão. Não houve participação de Dilma – ela aparece brevemente nas imagens, sem identificação. Lula centra sua fala contra terceirização enquanto Falcão anuncia que o partido vai expulsar militantes que forem condenados por “malfeitos”.

A transmissão da peça foi alvos de novas manifestações em diversas partes do Brasil. “Que papelão! Eles não conseguiram escapar do panelaço. Só conseguiram adiar do dia 1º para o dia 5 de maio. As vaias são a prova de que, para o povo, Lula, Dilma e o PT são uma coisa só”, disse Agripino Maia, em referência ao fato de Dilma não ter feito o pronunciamento no Dia do Trabalho por medo de novos protestos.

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