Arquivos do Blog

Dilma enganou a população, dizem tucanos na TV

Fernando Henrique Cardoso voltou a defender, desta vez indiretamente, que a renúncia seria melhor solução para o país.

Aécio disse que o país precisa pensar sobre como sair desta difícil situação.

Fonte: O Globo

Na TV, tucanos acusam Dilma de enganar a população

FH, Aécio, Serra e Alckmin participam de programa do PSDB

O PSDB levou ao ar nesta segunda-feira um programa de 10 minutos com críticas ao governo Dilma Rousseff. Em cadeia de rádio e TV, locutores da peça acusaram a presidente de enganar a população durante a campanha eleitoral e disseram que, “com tanta mentira, um dia a máscara cai”.

Os tucanos mencionaram a possível instalação de um processo de impeachment na Câmara dos Deputados, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a defender, desta vez indiretamente, que a renúncia seria melhor solução para o país. Além do ex-presidente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) participaram do programa.

— A gestão da Dilma está derretendo. A economia vai muito mal. E a presidente é refém de uma base de sustentação no Congresso que a cada dia é mais do tipo toma lá dá cá. Ela na verdade está pagando pela herança maldita que o Lula deixou.

A presidente pode até tentar sair dessa crise, mas como? Com o PT? E o PT tem condições de sustentar alguém? Um partido que propôs o céu ao povo e não teve competência para gerir a economia e hoje oferece o inferno da crise e do desemprego? Por outro lado: e se ela abandona o PT? Aí o risco de cair aumenta ainda mais. Está na hora de a presidente ter grandeza e pensar o que é melhor para o Brasil, e não para o PT — disse FH, deixando no ar a possibilidade de renúncia.

No início do programa, pessoas descontentes com o governo usam uma máscara com a reprodução do rosto da presidente. As falas de apresentadores e de políticos são intercaladas com brasileiros batendo panelas em ritmo musical.

— A realidade foi escondida dos brasileiros, e medidas importantes que deveriam ser tomadas lá atrás, para diminuir para você os efeitos da crise, foram ignoradas pela presidente da República. Prevaleceu sempre a mentira. Tudo apenas para vencer as eleições. E agora, sem qualquer cerimônia, sem assumir minimamente a sua responsabilidade, a presidente transfere o custo dos seus erros e das irresponsabilidades de seu governo para as famílias e os trabalhadores brasileiros — diz Aécio.

Alckmin reforça a crítica:

— O governo escolheu o pior caminho para seguir: aumentou juros e impostos.

Já o senador José Serra diz que “nunca” viu “uma situação política como essa”. Os tucanos rechaçam o aumento de impostos e medidas que “tirem direitos dos trabalhadores”. O programa também rebate as críticas da presidente de que há setores golpistas querendo se aproveitar da crise.

— Quem promete controlar a inflação, não mexer em direitos trabalhistas e muitas outras maravilhas, mas depois a inflação sobe sem parar, ela corta o seguro desemprego, 1,5 milhão de vagas do Pronatec, aumenta e muito a conta de luz. Pensa bem. Isso é ou não é um verdadeiro golpe? — indaga o locutor.

Antes, Aécio também toca no assunto:

— Dentro das regras democráticas que nós queremos e vamos lutar.

Para evitar impeachment de Dilma, Lula chama oposição para conversar

Petista diz que relatos anônimos só estimulam especulações; tucano topa diálogo se agenda for ‘clara’ e ‘pública’.

Intenção do petista é buscar um conciliador na oposição para tentar dissipar, pelo menos dentro do PSDB, as forças que trabalham pelo impeachment da presidente.

Fonte: Folha de S.Paulo

Lula chama oposição para conversar para evitar impeachment de Dilma

Não foi o primeiro aceno de Lula à oposição. Em maio, ele encontrou o senador José Serra (PSDB-SP) na festa de um amigo comum e disse que gostaria de marcar uma conversa reservada. Divulgação

Lula busca FHC para discutir crise e conter impeachment

Ex-presidente autorizou amigos a procurar antecessor e falou com Serra

Petista diz que relatos anônimos só estimulam especulações; tucano topa diálogo se agenda for ‘clara’ e ‘pública’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou amigos em comum a procurar seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso, e propor uma conversa entre os dois sobre a crise política. O objetivo imediato do movimento é conter as pressões pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Há cerca de duas semanas, amigos de Lula discutiram separadamente com ele e FHC a possibilidade de um encontro dos dois. Os contatos ocorreram às vésperas de o tucano viajar de férias para a Europa.

Lula disse a aliados que a conversa poderia ser por telefone e antes de Fernando Henrique viajar. O tucano preferiu deixar a definição de um eventual encontro para ser discutida depois que ele voltar ao Brasil, em agosto.

Não foi o primeiro aceno de Lula à oposição. Em maio, ele encontrou o senador José Serra (PSDB-SP) na festa de um amigo comum e disse que gostaria de marcar uma conversa reservada. Lula derrotou Serra na eleição de 2002.

Lula tem mantido somente os aliados mais próximos informados sobre essas conversas, e só avisou que procuraria Fernando Henrique na véspera de autorizar os contatos com o antecessor.

A intenção do petista é buscar um conciliador na oposição para tentar dissipar, pelo menos dentro do PSDB, as forças que trabalham pelo impeachment da presidente.

A crise que envolve Dilma aprofundou-se nas últimas semanas, com o avanço das investigações sobre corrupção na Petrobras, a crise econômica e a rebeldia dos aliados do PT no Congresso.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Instituto Lula afirmou nesta quarta-feira (22) que o ex-presidente não tem interesse em conversar com Fernando Henrique nem soube de nenhum interesse da parte do antecessor.

Por e-mail, Fernando Henrique disse à Folha: “O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se desejar discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público.”

Serra não quis confirmar o conteúdo da conversa que teve com Lula em maio, e disse apenas que não tem nenhum encontro marcado com ele.

As informações sobre a movimentação de Lula foram confirmadas à Folha por integrantes do Instituto Lula e políticos de três partidos. Para a assessoria de Lula, “relatos anônimos” servem apenas para alimentar “especulação”.

A aliados com quem discutiu o assunto, Lula disse preferir uma conversa discreta com FHC. O petista tem procurado evitar que seus movimentos ampliem a radicalização do ambiente político.

Lula, que fez recentemente críticas ao modo como Dilma vem lidando com a crise, tem procurado agir como bombeiro e procurou líderes do PMDB, como o senador Renan Calheiros (AL), para conter os ânimos no Congresso.

O ex-presidente debateu com seus auxiliares durante meses a decisão de buscar reaproximação com os tucanos. Os petistas sabem que a radicalização da campanha presidencial do ano passado, em que Dilma atacou FHC, tornou mais difícil o diálogo com eles.

No PSDB, há dúvidas sobre a conveniência de uma conversa que tenha como tema a governabilidade de Dilma. Mesmo tucanos considerados moderados, que hoje são contra o impeachment, temem que um diálogo com o PT seja visto como conchavo e arranhe a imagem do partido.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que foi derrotado por Dilma na eleição presidencial do ano passado, é visto pelos petistas como um dos principais obstáculos a qualquer tentativa de acerto entre os dois grupos políticos.

Dilma começa “entrega” da Petrobrás para empresários

A Petrobras pôs à venda um pacote de ativos cujo montante iguala seu valor de mercado e supera tudo o que foi privatizado no governo FHC.

Mega-saldão do desespero

Fonte: ITV 

c993a6d752033debbe71fd3e3afd42f6-noticias-noticias-cachoeira-do-sul-cachoeira-do-sul-noticias-portal-de-noticias-cachoeira-do-sul-portal-cachoeira-do-sul

O PT sempre demonizou as privatizações, mas o Governo Dilma está promovendo um mega-saldão de ativos da principal joia da coroa, a Petrobras. Reprodução.

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Na bacia das almas

A Petrobras pôs à venda um pacote de ativos cujo montante iguala seu valor de mercado e supera tudo o que foi privatizado no governo FHC. É o mega-saldão do desespero

O governo do partido que sempre demonizou as privatizações está promovendo um mega-saldão de ativos da principal joia da coroa, a Petrobras. Nas últimas semanas, a estatal tem divulgado que pretende vender empresas e negócios importantes para fazer frente ao assombroso desmanche de que vem sendo vítima nas mãos do PT.

Acontecerá com a empresa agora, com o PT, o que nunca antes na história aconteceu: a venda e privatização de ativos relevantes, em montante que equivale a tudo o que foi privatizado em âmbito federal no país durante todo o governo Fernando Henrique. Os bens postos à venda somam US$ 57,6 bilhões.

Para se ter noção da queima de ativos que está sendo patrocinada pelo PT, a cifra pretendida é similar ao atual valor de mercado da Petrobras. Além disso, a estatal teve que diminuir em 37% os investimentos planejados até o fim da década. Serão US$ 77 bilhões a menos, o que significa uma média anual de corte que equivale a tudo o que o governo federal destinou para o PAC no Orçamento da União deste ano.

A lista da queima é extensa. Na bacia das almas, deve entrar até uma parte das gigantescas reservas do campo de Libra. Cogita-se a venda de 10% de participação no bloco, arrematado pela Petrobras em consórcio em outubro de 2013 no único leilão do pré-salrealizado até agora. Antes, o governo petista dizia que estes ativos eram intocáveis…

O mais novo ativo da xepa das privatizações é a TAG, empresa subsidiária por meio da qual aPetrobras controla sua malha de 6,5 mil km de gasodutos. Entre as alternativas está a venda de até 80% de sua participação na empresa, ou seja, a sua privatização.

No rol do queimão já estavam a Gaspetro, que reúne participações da estatal em concessionárias estaduais de gás, e a BR Distribuidora, dona da maior rede de postos de combustíveis do país. Também engordam a lista termelétricas, fábricas de fertilizantes, ativos dos setores petroquímico e de biocombustíveis.

O mega-saldão da Petrobras acontece no momento em que o mercado está desfavorável, com as cotações do barril em queda, baixa na demanda e superoferta de ativos. Ontem, por exemplo, o governo mexicano fez a primeira licitação de áreas de exploração do país em quase oito décadas. Foi um fracasso, com apenas 14% das áreas arrematadas.

Na prática, a Petrobras sofre as consequências da pilhagem de que vem sendo vítima nos últimos anos e o país se ressente da adoção de um modelo de exploração que alquebrou o setor de petróleo, paralisou investimentos, freou a atividade e ora deságua em milhares de desempregados. É o preço de escolhas politiqueiras e equivocadas tomadas pelo PT.

O desmonte da Petrobras joga definitivamente por terra o discurso eleitoreiro que os petistas usaram durante várias campanhas, mas, pior que isso, compromete importante patrimônio dos brasileiros. Privatizar é a alternativa correta para economias que buscam ser saudáveis. Vender ativos na bacia das almas, contudo, é péssimo negócio.

Gestão deficiente: Ibope revela que eleitores de Dilma desaprovam presidente

Desaprovação de Dilma e do PT atingiu todas as camadas da população. Pesquisa mostrou que houve uma queda entre eleitores da petista de 63% para 22% na avaliação positiva do governo.

Índice de desconfiança é o mais alto em 20 anos

Fonte: Folha de S.Paulo 

Ibope: pesquisa revela que eleitores de Dilma não gostam da gestão da presidente

Ibope: reprovação ao governo Dilma chegou a 64%. Divulgação

Confiança da população em Dilma inverte-se em 4 anos, diz CNI-Ibope

Mesmo com a estratégia de melhorar a comunicação com a população e de explicar os ajustes feitos pelo governo, a reprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff continua expressivo. A confiança da população na presidente Dilma Rousseff inverteu-se completamente em quatro anos, segundo a pesquisa CNI-Ibope divulgada nesta quarta-feira (1º).

Em março de 2011, quando começou o seu primeiro governo, Dilma tinha a confiança de 74% da população. Agora, no início de seu segundo mandato, o mesmo percentual de pessoas dizem não confiar na presidente.

O índice de desconfiança é o mais alto em 20 anos. Segundo a pesquisa, apenas 24% dos entrevistados dizem confiar na petista. O pior resultado havia sido registrado no início do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1999. No fim daquele ano, o tucano tinha a confiança de apenas 27% da população.

A pesquisa mostrou também que a reprovação ao governo Dilma chegou a 64%. Em dezembro, quando a última pesquisa CNI-Ibope foi divulgada, Dilma teve 40% de aprovação e 27% de reprovação. Agora, apenas 12% dos entrevistados avaliaram o governo positivamente, enquanto 23% o consideraram regular.

A reprovação à maneira de governar da presidente também aumentou expressivamente, chegando a 78% da população. Apenas 19% dos entrevistados aprovam a maneira da petista de governar. Em dezembro, essa aprovação era de 52%.

ELEITORES

A presidente está perdendo popularidade entre seus eleitores, mostrando uma certa decepção do eleitorado. A pesquisa mostrou que houve uma queda entre os eleitores da petista de 63% para 22% na avaliação positiva do governo. Dentre os eleitores do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a queda foi de 12% para 2%.

A pesquisa mostra que 76% dos entrevistados avaliam que o segundo governo Dilma está sendo pior que o primeiro, 18% avaliam que ele os dois mandatos estão sendo iguais e apenas 4% dos ouvidos acham que o segundo mandato está sendo melhor.

Questionados sobre as perspectivas para os próximos anos de governo, 55% acham que o futuro do governo não será bom. Apenas 14% acreditam que o restante do governo será ótimo ou bom.

A pesquisa CNI-Ibope analisou o primeiro trimestre deste ano. Realizada entre os dias 21 e 25 de março, ouviu 2.002 pessoas em 142 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%.

Para o gerente-executivo de pesquisa e competitividade da CNI, Renato da Fonseca, os resultados negativos são decorrentes da crise econômica e do ajuste fiscal forte promovido pelo governo.

“O que a gente percebe é essa decepção. O que explica essa queda forte são os eleitores de Dilma que, com o quadro atual de intensificação da crise, desemprego aumentando e medidas de ajuste fiscal, geraram essa maior insatisfação. As questões econômicas passam a ser as mais criticadas”, afirmou.

DESAPROVAÇÃO GERAL

A pesquisa avaliou nove áreas de atuação do governo. em todas elas a desaprovação é superior a 60% dos entrevistados.

A maior desaprovação foi verificada em relação à política de juros do governo e à atuação na área tributária, que registraram 89% e 90% de desaprovação, respectivamente. O combate à inflação registrou desaprovação de 84%; apenas 13% avaliaram o setor positivamente.

As áreas com melhor avaliação do governo ainda são o combate à fome e a à pobreza, com 33% de aprovação. Porém, a desaprovação também subiu neste setor, de 43% registrados em dezembro para 64% agora.

A popularidade da presidente é menor entre os mais jovens. Apenas 8% dos entrevistados com idade entre 25 e 34 anos avaliam o governo como ótimo ou bom, percentual que era de 36% na pesquisa anterior.

Entre os entrevistados com 16 a 24 anos, a aprovação na maneira de governar da presidente caiu de 51% para 14%. A faixa etária ainda com maior percentual de aprovação, 27%, permanece sendo o grupo de pessoas com mais de 55 anos ou mais.

A pesquisa mostrou ainda que a queda de popularidade foi maior na região Sul, onde a avaliação positiva do governo caiu de 40%, em dezembro, para 8% em março.

A região Nordeste também registrou queda de popularidade, mas continua sendo o local onde a presidente é mais popular, com 34% de aprovação.

REAÇÃO

No fim da tarde, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) avaliou que a pesquisa mostra uma fotografia do momento que exigirá do governo “humildade e trabalho”.

Mas ressaltou: “O nosso compromisso é para quatro anos e três meses de governo é apenas o início de um processo. Portanto, a fotografia não é boa mas o filme vai ser muito bom”.

O ministro afirmou que o país foi um dos que melhor enfrentou a crise internacional, mas que agora é hora de repensar as estratégias para que a economia volte a crescer.

“O Brasil teve uma excelente travessia nessa crise. Uma das melhores na economia mundial mas nossos instrumentos de combate à crise internacional não podem ser mantidos. Temos que fazer um ajuste. Temos que repensar nossa estratégia de enfrentamento da crise internacional. Um fator importante que eu acho que trará bons resultados é o câmbio”, disse.

Noblat: a culpa é do Lula que escolheu a Dilma para sucedê-lo

“Não diz quem é responsável, é claro. E por razões compreensíveis. Mas dá para adivinhar. Se não for Fernando Henrique Cardoso, como o PT prefere, só pode ter sido Lula. Elementar”, comentou.

Definitivamente, Dilma não tinha competência para ser eleita presidente da República. Não tinha e não tem.

Fonte: Blog do Noblat

Culpa é do Lula que escolheu a Dilma, por Ricardo Noblat

Lula estava convencido de que Dilma o ouviria para tudo. E que faria o que ele mandasse. Até que fez. Mas logo começou a deixar de fazer. Foto: AFP/VEJA

A culpa é de Lula. Foi ele quem escolheu Dilma para sucedê-lo

Ricardo Noblat

Queixa-se a presidente Dilma Rousseff de estar sendo injustiçada. De não ser responsável pela situação que desembocou nesta superposição de crises – a política, a econômica e daqui a pouco a social.

Não diz quem é responsável, é claro. E por razões compreensíveis. Mas dá para adivinhar. Se não for Fernando Henrique Cardoso, como o PT prefere, só pode ter sido Lula. Elementar.

O responsável é Lula. Mas em grande parte por tê-la escolhido para sucedê-lo.

Definitivamente, Dilma não tinha competência para ser eleita presidente da República. Não tinha e não tem.

Uma pessoa que chefia equipes e não delega poderes é uma péssima executiva. Não pode se dar bem quem trata seus subordinados com insultos e palavrões. Quem os humilha publicamente.

Dilma é assim – e muito mais.

Lula tinha dois nomes capazes de sucedê-lo: José Dirceu e Antonio Palocci. O mensalão comeu Dirceu. Alguma cabeça tinha de rolar para que a de Lula fosse preservada.

A quebra criminosa do sigilo bancário de um caseiro, testemunha de orgias numa mansão do Lago Sul de Brasília, comeu Palocci.

Nas contas de Lula, restou Dilma. Ele admirava a capacidade de Dilma de arrumar a casa e de comandar com mão de ferro. E achou que escolher uma mulher como candidata a presidente seria um ótimo lance de marketing. E foi.

De resto, Lula estava convencido de que Dilma o ouviria para tudo. E que faria o que ele mandasse. Até que fez. Mas logo começou a deixar de fazer.

Se Dilma recuperar a popularidade e chegar bem ao final do seu governo, Lula tentará se eleger presidente outra vez. Do contrário…

Do contrário terá de convencer a maioria dos brasileiros de que nada teve a ver com o desastre dos dois governos de Dilma.

Lula pode muito. Mas não pode tudo.

Eleições 2014: Aécio vai agradecer votos dos brasileiros

Aécio vai começar por São Paulo uma série de viagens aos estados para agradecer os 51 milhões de votos recebidos na disputa presidencial.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio vai agradecer votos de paulistas

Aécio fará ‘tour’ pelo Brasil para agradecer apoio de eleitores. Foto: Bobby Fabisak/Estadão

Aécio começa por São Paulo série de viagens para agradecer votos

Festa tucana, marcada para a próxima sexta na capital paulista, reunirá Alckmin, Serra e FHC

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), vai começar por São Paulo — estado onde teve a maior votação — uma série de viagens aos estados para agradecer os 51 milhões de votos recebidos na disputa presidencial. O ato, marcado para a próxima sexta-feira, às 11h, está sendo organizado pela cúpula tucana paulista: o governador Geraldo Alckmin, seu braço-direito, Edison Aparecido, e o ex-coordenador da campanha em São Paulo, Alberto Goldman.

Estão sendo convidados prefeitos, parlamentares, integrantes do Diretório Nacional e representantes dos partidos aliados. Como o candidato a vice e líder no Senado, Aloysio Nunes Ferreira, e o senador eleito José Serra estavam no exterior e não puderam estar no ato em Brasília, eles participarão do evento paulista, que deverá contar ainda com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

— Falei com o Aécio e disse: você precisa vir logo a São Paulo. Ele me deu o sinal verde para organizar para a próxima sexta-feira. Já acertei com Geraldo (Alckmin), e Goldman vai acertar com Fernando Henrique — disse Edison Aparecido.

CONEXÃO COM O LEITOR

Como presidente do partido, Aécio deverá participar de eventos em outros estados para manter a conexão com os eleitores.

— Será um ato político em que o Aécio vai repetir o discurso feito em Brasília e reafirmar sua liderança no estado, onde teve sua maior votação. Como presidente do PSDB, ele vai visitar posteriormente todos os estados — disse Goldman.

— Permitam-me os colegas do PSDB e da nossa coligação, mas Santa Catarina vai ter que ser o primeiro que V. Exª visitará como grande líder das oposições e representante dos 51 milhões de brasileiros que agora têm voz — cobrou o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), durante o discurso no Senado.

Contabilidade Criativa: Caixa repassa R$ 5 bilhões em créditos ‘podres’

Caixa transferiu à Empresa Gestora de Ativos (Emgea) não apenas créditos imobiliários em cobrança, mas também contratos de outras operações.

Balanço criativo

Fonte: O Estado de S. Paulo

Contabilidade Criativa: Caixa se livra de R$ 5 bi em créditos podres

Faxina feita pela Caixa alega que foram repassados R$ 5 bilhões em créditos comerciais para a Emgea. A dívida ainda não foi quitada. Foto: Divulgação.

Caixa repassa R$ 5 bilhões em créditos ‘podres’

Para limpar o balanço, carteira considerada de difícil recuperação, que inclui títulos do Banco Panamericano, passou para a estatal Emgea

A Caixa Econômica Federal fez uma nova “limpeza” em seu balanço ao repassar, em setembro, créditos “podres” de 2 milhões de contratos a uma empresa pública, criada pelo governo para absorver prejuízos dos bancos oficiais com clientes inadimplentes.

Pela primeira vez, a Caixa transferiu à Empresa Gestora de Ativos (Emgea) não apenas créditos imobiliários em cobrança, mas também contratos de outras operações, como financiamentos de automóveis e bens de consumo. No total, estima-se uma carteira “podre” de cerca de R$ 5 bilhões.

A parcela que deve ser recuperada desses créditos em atraso há mais de 180 dias, e contabilizados como prejuízo no balanço do banco, foi calculada em R$ 1,656 bilhão por Caixa e Emgea. Segundo o Estado apurou, a projeção foi feita com base num desconto de 70% no valor total da carteira repassada. Esta é a segunda vez que a Caixa recorre à Emgea para limpar o balanço e tentar recuperar parte dos calotes.

Desde 2001, quando fez a primeira operação com créditos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o banco expurgou cerca de R$ 50 bilhões em créditos “podres”, incluindo essa nova operação. No modelo de permuta adotado pela Caixa, o banco repassa os contratos sem nenhum custo à Emgea. A empresa recalcula os valores, concede descontos generosos aos clientes para quitação imediata da dívida e devolve à Caixa o total recuperado. Na prática, a Emgea funciona como uma empresa de cobrança, mas é vinculada ao Ministério da Fazenda.

Nessa nova operação, o banco oficial se livrou de créditos adquiridos de bancos menores durante a crise financeira internacional, quando a Caixa, na contramão dos maiores bancos privados, ampliou a concessão de crédito para ajudar a superar a recessão. A reportagem apurou que até parte do PanAmericano, adquirido pela Caixa em 2009, foi incluída no pacote.

A prática de vender esses créditos é muita usada por bancos privados, principalmente os estrangeiros. No entanto, a ideia de permutar essa “diversidade” de créditos da Caixa nunca foi consenso entre a equipe econômica do governo, que já criticou publicamente a operação feita há 13 anos na gestão de Fernando Henrique Cardoso. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou recentemente a classificar um repasse feito em 2001 pela Caixa à Emgea como um exemplo de “pedalada” no governo FHC – já que, à medida em que a Emgea vende os ativos e reconhece os créditos podres, segundo o ministro, cria-se uma despesa primária não registrada inicialmente.

Naquele ano, a Emgea recebeu da Caixa cerca de 1,2 milhão de contratos de financiamentos habitacionais, num total, em valores da época, de R$ 26,61 bilhões. No fim do ano passado, a Emgea informou ter recuperado R$ 19,47 bilhões, em valores corrigidos.

Cessão

A Caixa confirmou ter feito, em setembro, a “primeira cessão onerosa” e o repasse de contratos de empréstimos comerciais para pessoa física e habitacionais à Emgea. O banco informou, em nota, que as cessões foram feitas sem “coobrigação”, ou seja, não há possibilidade de retorno dos contratos à instituição – apenas dos valores recuperados.

Como essa carteira já estava colocada como prejuízo no balanço, o impacto da operação na inadimplência total é marginal. No entanto, o banco reduzirá as provisões que precisa manter para cobrir os riscos de calote. Na medida em que recupera parte desses créditos, o banco libera espaço para emprestar mais – ou seja, alivia o chamado índice de Basileia (a relação entre capital próprio e os empréstimos concedidos). Questionado sobre a operação, classificada por Mantega, como uma “pedalada”, o Tesouro Nacional preferiu não se pronunciar.

Gilmar Mendes diz que STF corre risco de tornar-se uma “corte bolivariana”

Ministro do STF se deve a possibilidade de governos do PT terem nomeado 10 de seus 11 membros a partir de 2016.

Ministro diz que Supremo poderia deixar de ser contrapeso institucional e apenas chancelaria o executivo caso o PT indique 10 de seus 11 membros

Fonte: Folha de S.Paulo

Gilmar Mendes teme que STF vira corte bolivariana

Gilmar Mendes:”Não tenho bola de cristal, é importante que [o STF] não se converta numa corte bolivariana”. Divulgação

ENTREVISTA – GILMAR MENDES

O STF não pode se converter em uma corte bolivariana

Ministro diz que Supremo poderia deixar de ser contrapeso institucional e apenas chancelaria o executivo caso o PT indique 10 de seus 11 membros

O STF (Supremo Tribunal Federal) corre o risco de tornar-se uma “corte bolivariana” com a possibilidade de governos do PT terem nomeado 10 de seus 11 membros a partir de 2016. A afirmação é do único personagem dessa conta hipotética a não ter sido indicado pelos presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff: o ministro Gilmar Mendes, 58.

Indicado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002, ele teme que, a exemplo do que ocorre na Venezuela, o STF perca o papel de contrapeso institucional e passe a “cumprir e chancelar” vontades do Executivo.

A expressão bolivarianismo serve para designar as políticas intervencionistas em todas as esferas públicas preconizadas por Hugo Chávez (1954-2013) na Venezuela e por aliados seus, como Cristina Kirchner, na Argentina.

“Não tenho bola de cristal, é importante que [o STF] não se converta numa corte bolivariana”, disse. “Isto tem de ser avisado e denunciado.”

Sobre a eleição, Mendes fez críticas a Lula ao comentar representação do PSDB contra o uso, na propaganda do PT, de um discurso do petista em Belo Horizonte com ataques ao tucano Aécio Neves.

Lula questionou o que o Aécio fazia quando Dilma lutava pela democracia e o associou ao consumo de álcool. Ao lembrar do caso, Mendes disse: “Diante de tal absurdo, será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro? Porque nós sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio”, afirmou.

Folha — Durante a campanha, o PT acusou o senhor de ser muito partidário.

Gilmar Mendes — Não, de jeito nenhum. Eu chamei atenção do tribunal para abusos que estavam sendo cometidos de maneira sistemática e que era necessário o tribunal balizar. Caso, por exemplo, do discurso da presidente no Dia do Trabalho e propagandas de estatais com mensagem eleitoral. O resto, como sabem, sou bastante assertivo, às vezes até contundente, mas é minha forma de atuar. Acredito que animei um pouco as sessões.

Animou como?

Chamei atenção para que a gente não tivesse ali uma paz de cemitério.

O que quer dizer com isso?

Saí do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2006. Não tenho tempo de acompanhar, mas achei uma composição muito diferente daquilo com que estava acostumado. Um ambiente de certa acomodação. Talvez um conformismo. Está tudo já determinado, devemos fazer isso mesmo que o establishment quer.

Diria que o TSE estava tendendo a apoiar coisas do governo?

Fundamentalmente chegava a isso. Cheguei a apontar problemas nesse sentido.

O PT criticou sua decisão de suspender direito de resposta contra a revista “Veja”.

A jurisprudência era não dar direito de resposta, especialmente contra a imprensa escrita. Quando nos assustamos, isso já estava se tornando quase normal. Uma coisa é televisão e rádio, concessões. Outra coisa é jornal ou revista. O TSE acabou ultrapassando essa jurisprudência e banalizou.

Quando diz que banalizou a interferência na imprensa, acredita que avançou sobre a liberdade de expressão?

Quanto ao direito de resposta em relação a órgãos da imprensa escrita, certamente. Mas temos de compreender o fato de se ter que decidir num ambiente de certa pressa. E todo esse jogo de pressão. A campanha se tornou muito tensa. Talvez devamos pensar numa estrutura de Justiça Eleitoral mais forte, uma composição menos juvenil.

Qual sua avaliação da eleição?

Tenho a impressão que se traça um projeto de campanha. Se alguns protagonistas não atuarem, inclusive como poder moderador, o projeto se completa. Eu estava na presidência do tribunal quando da campanha da presidente Dilma [de 2010]. O que ocorreu? Havia necessidade de torná-la conhecida. O presidente Lula, então, inaugurava tudo. Até buracos. Quando a Justiça começou a aplicar multas, ele até fez uma brincadeira: “Quem vai pagar minhas multas?” O crime compensava. Foi sendo feita propaganda antecipada, violando sistematicamente as regras. Agora havia também um projeto. Chamar redes para pronunciamentos oficiais, nos quais vamos fazer propaganda eleitoral. A mensagem do Dia do Trabalho tem na verdade uma menção ao 1º de maio. O resto é propaganda de geladeira, de projetos do governo.

O sr. não exagerou nas críticas ao ex-presidente Lula no julgamento de uma representação do PSDB, quando chegou a perguntar se ele teria feito o teste do bafômetro?

O presidente Lula, no episódio de Belo Horizonte, faz uma série de considerações. Houve uma representação [do PSDB]. Ele chegou a perguntar onde estava o Aécio enquanto a presidente Dilma estava lutando pela democracia nos movimentos da luta armada. A representação lembrava que Aécio tinha 8 ou 10 anos. Ela trouxe elementos adicionais da matéria, de que teve um texto de uma psicóloga que dizia que ele [Aécio] usava drogas, que era megalomaníaco. E Lula falou também do teste do bafômetro. Diante de tal absurdo, [eu disse] “será que o autor da frase também passaria no teste do bafômetro?” Porque sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio.

O PT criticou muito suas falas sobre o ex-presidente.

Estávamos analisando só o caso. Em que ele reclamou de alguém que saiu do jardim de infância não ter atuado na defesa da presidente Dilma. Quem faz este tipo de pergunta ou quer causar um impacto enorme e contrafactual ou está com algum problema nas faculdades mentais.

Em dois anos o sr. será o único ministro do STF não indicado por um presidente petista. Muda alguma coisa na corte?

Não tenho bola de cristal, é importante que não se converta numa corte bolivariana.

Como assim?

Que perca o papel contramajoritário, que venha para cumprir e chancelar o que o governo quer.

Há mesmo este risco?

Estou dizendo que isto tem de ser avisado e denunciado.

Há algum sinal disso?

Já tivemos situações constrangedoras. Acabamos de vivenciar esta realidade triste deste caso do [Henrique] Pizzolato [a Justiça italiana negou sua extradição para cumprir pena no Brasil pela condenação no mensalão]. Muito provavelmente tem a ver com aquele outro caso vexaminoso que decidimos aqui, do [Cesare] Battisti [que o Brasil negou extraditar para Itália], em que houve clara interferência do governo.

No mensalão, um tribunal formado em sua maioria por indicados por petistas condenou a antiga cúpula do PT.

Sim, mas depois tivemos uma mudança de julgamento, com aqueles embargos, e com a adaptação, aquele caso em que você diz que há uma organização criminosa que não pode ser chamada de quadrilha.

Ao falar de risco bolivariano, não teme ser acusado de adotar posições a favor do PSDB?

Não, não tenho nem vinculação partidária. A mim me preocupa a instituição, não estou preocupado com a opinião que este ou aquele partido tenha sobre mim.

A aprovação da proposta que passa a aposentadoria compulsória de ministros do STF de 70 para 75 anos não reduz esse risco, já que menos ministros se aposentariam logo?

Não tenho segurança sobre isto, é uma questão afeita ao Congresso. O importante é que haja critérios orientados por princípios republicanos.

O STF deve analisar outro caso de corrupção, na Petrobras. Como avalia essa questão?

A única coisa que me preocupa, se de fato os elementos que estão aí são consistentes, é que enquanto estávamos julgando o mensalão já estava em pleno desenvolvimento algo semelhante, talvez até mais intenso e denso, isso que vocês estão chamando de Petrolão. É interessante, se de fato isso ocorreu, o tamanho da coragem, da ousadia.

Forças no Supremo sofrem desequilíbrio com PT no poder

A reeleição de Dilma Rousseff possibilitará à presidente nomear seis ministros para a composição do STF (Supremo Tribunal Federal) até 2018.

Em 2018, só Gilmar Mendes, indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, não terá sido escolhido por um governo do PT

Fonte: Folha de S.Paulo

 

STF : desde a aposentadoria do ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa, em julho passado, uma cadeira está vazia no plenário. Divulgação

STF : desde a aposentadoria do ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa, em julho passado, uma cadeira está vazia no plenário. Divulgação

Até 2018, PT terá indicado 10 de 11 ministros do STF

A reeleição de Dilma Rousseff possibilitará à presidente nomear seis ministros para a composição do STF (Supremo Tribunal Federal) até 2018.

Isso significa que, no final do próximo mandato petista, dos 11 magistrados da corte, só Gilmar Mendes, indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, não terá sido escolhido por um governo do PT.

Desde a aposentadoria do ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa, em julho passado, uma cadeira está vazia no plenário. Além disso, outros cinco ministros vão se aposentar nos próximos quatro anos.

Na lista de aposentadoria –obrigatória a magistrados que completam 70 anos– está Celso de Mello, único ministro indicado ainda pelo ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Ele alcançará a idade limite em novembro de 2015.

Decano na corte, Celso de Mello, em conversas reservadas, por diversas vezes manifestou desejo de antecipar a aposentadoria.

Depois dele será a vez de Marco Aurélio de Mello, indicado pelo então presidente Fernando Collor. Ele fará 70 anos em julho de 2016.

O atual presidente do STF, Ricardo Lewandowski, indicado no governo Lula, terá maio de 2018 como limite para sair do tribunal.

No mesmo ano outros dois ministros terão de se aposentar: Teori Zavascki e Rosa Weber. Ambos foram indicados por Dilma Rousseff e completam 70 anos em agosto e outubro de 2018, respectivamente.

A mudança em seis das 11 cadeiras permitirá que uma nova maioria se construa na corte, que poderá reanalisar temas uma vez considerados pacificados –como a Lei da Anistia.

Ao final do próximo mandato de Dilma, dos 11 ministros atuais, poderão continuar na ativa Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Carmen Lúcia e Gilmar Mendes.

O povo quer mudança: Movimento pró-Aécio reúne milhares de pessoas em sete capitais

Movimento #VemPraRuadia22 reuniu milhares de pessoas para manifestar seu apoio ao Aécio e resgatar o sentimento de mudança.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Com cartazes, adesivos de Aécio, camisas e bandeiras do Brasil, os manifestantes pediam mudanças no governo e o fim da corrupção no país. Foto: Coligação Todos por Minas

Com cartazes, adesivos de Aécio, camisas e bandeiras do Brasil, os manifestantes pediam mudanças no governo e o fim da corrupção no país. Foto: Coligação Todos por Minas

Movimento #VemPraRuadia22 reuniu milhares de pessoas em sete capitais do Brasil em apoio a Aécio Neves

Com o chamado #VemPraRuadia22, manifestantes saíram às ruas nesta quarta-feira (22) em sete capitais do Brasil e nos municípios de Ribeirão Preto (SP) e Londrina (PR) para manifestar seu apoio ao candidato a Presidente da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, e resgatar o sentimento de mudança que tomou o Brasil a partir das manifestações de junho de 2013.

Em São Paulo, o ato começou no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo, um dos pontos mais populares da capital. De acordo com a Polícia Militar, a manifestação reuniu mais de 10 mil pessoas, que seguiram do Largo da Batata, em caminhada, para a Avenida Brigadeiro Faria Lima, encerrando o ato ao som do Hino Nacional.

Com cartazes, adesivos de Aécio, camisas e bandeiras do Brasil, os manifestantes pediam mudanças no governo e o fim da corrupção no país. A mobilização contou com as presenças do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP), o ex-coordenador da campanha de Marina Silva, o deputado federal Walter Feldman (PSB-SP), o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno e a cantora Wanessa Camargo.

Fernando Henrique discursou, ressaltando que “a classe média e a classe trabalhadora querem mudança”. “A mudança não se faz apenas com pessoas jovens. Eu, por exemplo, tenho 83 anos e continuo trabalhando para mudar este país”, completou o ex-presidente.

Mais uma vez alvo de ataques do ex-presidente Lula nesta campanha, Fernando Henrique disse estar cansado desse tipo de expediente petista. “Eu estou cansado de ouvir mentiras sobre o meu governo.”

Walter Feldman enalteceu a espontaneidade da manifestação. “Esse foi um movimento das ruas, nós não organizamos nada, foi tudo feito pelas redes sociais, exatamente no mesmo espírito dos protestos de junho de 2013”.

O candidato a presidente pelo PV, Eduardo Jorge, o vereador do PV Gilberto Natalini e o jurista e ex- ministro do governo Lula, Miguel Reali Júnior também discursaram. “O PV foi o primeiro partido que decidiu apoiar Aécio no segundo turno”, disse Jorge, que criticou o aparelhamento do governo Dilma.

Também falando de improviso, Ronaldo reafirmou seu desejo de mudar o país com Aécio. “Venho aqui para me juntar a vocês e pedir nada mais do que mudanças”, falou à multidão. Paulinho da Força afirmou que se trata de um “movimento cívico em defesa do Brasil”.

Atos semelhantes ocorrem simultaneamente em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Recife e Teresina.

Links da mobilização:

Facebook: https://www.facebook.com/events/1526894390882189/?sid_reminder=4383311994434879488

Youtube: https://www.youtube.com/user/VemPraRuaDia22

%d blogueiros gostam disto: