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PT encolhe em 4 dos 5 maiores colégios eleitorais do país

A partir de 2002, o PT vem perdendo força nos cinco maiores colégios eleitorais do país, que somam 77 milhões de eleitores.

Eleições 2014

Fonte: O Globo – Na base de Dados 

PT fica menor em 4 dos 5 maiores colégios eleitorais

Depois da vitória de Lula em 2002, votação do PT vem caindo. Foto: Andre Dusek/AE

PT perde força em quatro dos cinco maiores colégios eleitorais do país

Os cinco maiores colégios eleitorais do país somam 77 milhões de eleitores, ou seja, 54% dos eleitores estão concentrados em apenas cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. Entre eles, como sabemos, São Paulo lidera com mais de 31 milhões de eleitores. A força desses estados numa disputa presidencial é considerável e pode ser decisiva. O Núcleo de Jornalismo de Dados do GLOBO organizou gráficos com os desempenhos do PT e PSDB nesses colégios eleitorais nas disputas presidenciais do 2º turno desde 2002.

Os dois partidos que têm liderado o processo eleitoral brasileiro apresentam forças bastante distintas nesses estados, sobretudo a partir de 2002 e, ao que tudo indica, em três desses estados, o PT vem perdendo força; num quarto só teve a hegemonia dos votos em 2002; enquanto em outro tem conseguido manter a sua força. Com exceção desse últimocolégio eleitoral, as tendências observadas nos demais apontam para uma maior resistência dos eleitores aos candidatos do PT, sugerindo que o partido poderá ter enormes dificuldades de ampliar a sua votação nessas áreas nas próximas eleições presidenciais. O Blog do Núcleo de Dados conversou com o cientista político e professor da Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio) Felipe Borba para compreender melhor o cenário.

Depois da vitória em 2002, o PT perdeu espaço no estado mais populoso do país. Este ano, a distância entre o PSDB e o PT em São Paulo alcançou 29 pontos percentuais. Um recorde no estado que tem grande força de influência política e econômica no país e vem sendo administrado há duas décadas pelo PSDB. De 2015 a 2018, São Paulo vai continuar com a administração tucana, com Geraldo Alckmin à frente do estado.

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O estado liderado pelo então candidato Aécio Neves, Minas Gerais, tem dado vitórias seguidas aos candidatos do PT desde 2002, porém, essas distâncias estão diminuindo. O declínio da força do PT em Minas começou em 2006 e, este ano, apresentou uma diferença em relação ao PSDB de apenas cinco pontos percentuais. Em 2002, essa diferença a favor do PT era de 33 pontos percentuais. Portanto, em quatro eleições, o Partido dos Trabalhadores perdeu 28 pontos percentuais de frente sobre o PSDB, um declínio médio de 7 pontos a cada eleição.

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Depois da vitória esmagadora de Lula em 2002, a votação do PT no Rio de Janeiro também vem caindo. Em 12 anos, o partido viu sua força eleitoral encolher 24 pontos percentuais. Na eleição de Lula, o PT apresentou uma vantagem de 58 pontos percentuais sobre o PSDB no Rio. Este ano, a diferença caiu para 10 pontos percentuais. O interessante no caso do Rio é que o estado, nesse período, não foi administrado pelos dois partidos, mas pelo PSB e PMDB.

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Na Bahia, o domínio petista atingiu o seu auge em 2006. Apesar da pequena queda em 2010 e 2014, o partido continua mantendo uma ampla vantagem sobre o PSDB. Esta ano, a vantagem chegou a cerca de 40 pontos percentuais. Dos cinco maiores colégios eleitorais, a Bahia, administrada pelo petista Jacques Wagner, é o único que o PT mantém a hegemonia dos votos no segundo turno. O PT vai governar a Bahia novamente entre 2015 e 2018.

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O PT não vence no estado do Rio Grande do Sul desde 2002, ano da eleição de Lula. No segundo turno de 2014, essa diferença foi de sete pontos percentuais a favor do PSDB.

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Ao que tudo indica, o PT vem perdendo força de mobilização eleitoral em pelo menos 4 dos cinco maiores colégios. O que pode explicar essa perda de força do PT?

Felipe Borba: A perda de força nesses grandes centros é o que explica, em parte, a diminuição da diferença entre o PT e o PSDB no segundo turno desde a primeira vitória do Lula em 2002. Difícil apontar um único fator. Há, naturalmente, o desgaste do partido depois de 12 anos no poder. É difícil manter uma hegemonia tão forte por tanto tempo. Outra razão é que a dificuldade de o governo em resolver questões urbanas, como mobilidade e atendimento de saúde, que nos centros são caras e lentas. Melhorar a vida dos pequenos municípios é, sem dúvida, muito mais fácil.

Se as tendências se mantiverem, é possível que o PT continue vencendo na Bahia em 2018, contudo, parece haver um aumento da força do PSDB nos outros estados nas disputas de segundo turno. Há saída para o PT?

Borba: O partido precisa se reinventar depois de tantos anos no poder – e isso não é simples. Se mantiver a tendência de diminuição da diferença, é bem provável que o PSDB vença em 2018. Se reinventar, nesse caso, é enfrentar os problemas dos grandes municípios, sinalizar que o foco do governo é o Brasil inteiro e não apenas os pobres, mostrar para a classe média que também está de olho nos seus problemas. O clima de opinião é desfavorável nos grandes centros.

O movimento ascendente do PSDB em SP em parte se reflete no domínio do partido nesse estado no controle da máquina estadual. Isso poderia ser interpretado também no caso da Bahia, com o PT comandando a máquina. Agora, e no Rio de Janeiro onde o PSDB vem crescendo embora a máquina seja controlada pelo PMDB. O que poderia explicar esse movimento?

Borba: Num certo sentido, o voto no Rio vem repercutindo essa tendência nacional de diminuir o voto no governo e aumentar o da oposição. Mas não podemos esquecer que, no Rio, houve uma briga entre a máquina estadual e a federal. O movimento Aezão não deu a vitória ao Aécio, mas ajudou muito que o PT não repetisse o desempenho dos pleitos anteriores.?

 A eleição de 2014 deu sinais de que o PT enfrenta agora uma situação muito diversa daquela de 2002 quando chegou ao poder.

Borba: Como eu disse, a tendência dos votos no segundo turno indica o favoritismo do PSDB para 2018. A boca do jacaré está fechando. A diferença que foi de mais de 20 pontos percentuais em 2002 cai para 3 pontos percentuais agora. Agora dependeremos da conjuntura de 2018 para ter certeza do quadro. Alckmin, possível candidato do PSDB, tem quatro anos como governador e a crise de falta d´água para enfrentar. Se fracassar nessa tarefa, sairá enfraquecido. Também é importante saber se o Lula volta ou não. Uma liderança carismática é capaz de alterar tendências desfavoráveis.

Ibope: Aécio também já cola em Marina no Rio Grande do Sul

Números indicam que já existe um empate técnico entre Aécio e Marina. Em simulação para o segundo turno, Aécio ganharia da candidata do PSB.

Eleições 2014

Fonte: G1

No Rio Grande do Sul Aécio também já cola em Marina

O Ibope fez três simulações de segundo turno. No cenário Aécio e Marina, o candidato do PSDB ganharia com percentual de 38%. Foto: Marcos Fernandes

No RS, pesquisa Ibope aponta: Dilma, 42%, Marina, 21%, e Aécio, 20%

Instituto entrevistou 1.008 eleitores entre os dias 21 e 23 de setembro

Margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (24) aponta que Dilma Rousseff (PT) tem 42% das intenções de voto, Marina Silva (PSB), 21%, e Aécio Neves (PSDB), 20%, entre os eleitores do Rio Grande do Sul na corrida para a Presidência da República. Luciana Genro (PSOL) aparece com 1%.

A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS.

Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada (em que a relação dos candidatos é apresentada ao entrevistado) apenas no estado do Rio Grande do Sul:

Dilma (PT) – 42%
Marina Silva (PSB) – 21%
Aécio Neves (PSDB) – 20%
Luciana Genro (PSOL) – 1%
Outros com menos de 1% – 1%
Brancos e nulos – 6%
Não sabe ou não respondeu – 8%x

Segundo turno

O Ibope fez três simulações de segundo turno. Veja os resultados:

Cenário 1
Dilma – 44%
Aécio Neves – 34%
Branco/nulo – 8%
Não sabe/não respondeu – 14%

Cenário 2
Dilma – 44%
Marina Silva – 33%
Branco/nulo – 8%
Não sabe/não respondeu – 15%

Cenário 3
Aécio Neves – 38%
Marina Silva – 34%
Branco/nulo – 11%
Não sabe/não respondeu – 17%

Rejeição

A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum.

Dilma Rousseff: 21%
Marina Silva: 12%
Aécio Neves: 10%
Pastor Everaldo: 10%
Eymael: 8%
Levy Fidelix  : 8%
Zé Maria: 7%
Luciana Genro: 6%
Eduardo Jorge: 4%
Mauro Iasi: 4%
Rui Costa Pimenta: 4%
Poderia votar em todos: 27%
Não sabe/não respondeu: 18%

O Ibope fez a pesquisa entre os dias 21 e 23 de setembro. O instituto ouviu 1.008 eleitores em 61 municípios do estado. A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número RS-00020/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00768/2014.

Aécio: Marina é como torcedor que troca de time

Aécio: “Imagino o que achariam os gaúchos de um torcedor que ficou 24 anos como colorado e aparece em um Gre-Nal com camiseta do Grêmio”.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Aécio diz que Marina é como torcedor que troca de time

Aécio faz pose com eleitores, durante caminhada no Rio Grande do Sul. Foto: Orlando Brito / Coligação Muda Brasil

 Aécio compara Marina a torcedor que troca de time de futebol

Tucano cumpre agenda de campanha na região Sul do país

Aécio faz pose com eleitores, durante caminhada no Rio Grande do Sul – Orlando Brito / Coligação Muda Brasil

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, usou nesta quinta-feira uma metáfora futebolística em Porto Alegre (RS) para desgastar a adversária Marina Silva (PSB). Durante participação no Painel RBS Especial Eleições, ele comparou a ex-senadora a um torcedor que muda de time.

– Eu vi Marina aqui no Rio Grande do Sul com ataques duros ao PT. Imagino o que achariam os gaúchos de um torcedor que ficou 24 anos como colorado, daí não conseguiu ser presidente e aparece como um Gre-Nal com camiseta do Grêmio. Ou de um gremista que vira colorado – afirmou.

O tucano voltou a falar de fator previdenciário, que virou polêmica na sua campanha.

– Nossa proposta não mudou um milímetro sequer. Vamos substituir o fator previdenciário por outro mecanismo que não puna a renda dos aposentados – garantiu.

Mais cedo, o candidato concedeu entrevista à imprensa na capital gaúcha na qual disse que a delação premiada do doleiro Alberto Youssef, negociada ontem com o Ministério Público Federal, vai fazer muita gente “tremer, e muito” com a possibilidade de que outros diretores da Petrobras sejam envolvidos nas denúncias de corrupção na estatal.

O tucano fará visitas nesta quinta-feira aos três estados da Região Sul.

Aécio cresce 6 pontos no Sul, aponta Ibope

Aécio Neves ampliou a sua intenção de voto, tirando apoio principalmente de Marina. O tucano passou de 17% para 23%, segundo Ibope.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Ibope: Aécio cresce 6 pontos no Sul

Aécio: alta no sul do país em última pesquisa Ibope. Foto: George Gianni

No Sul, Aécio cresce de 17% para 23% e tem seu maior aumento

Ligação a candidatos ao governo que lideram no Paraná e no Rio Grande do Sul ajudou tucano

De acordo com a pesquisa Ibope divulgada na terça-feira, foi na região Sul que Aécio Neves (PSDB) mais ampliou a sua intenção de voto, tirando apoio principalmente de Marina Silva (PSB). O tucano passou de 17% para 23%, em comparação com a pesquisa do dia 7.

Segundo o cientista político Benedito Tadeu César, professor aposentado da UFRGS, a reação de Aécio na região se deve a dois fatores: a ligação a candidatos que lideram as pesquisas nos estados do Sul – Beto Richa (PSDB) no Paraná e Ana Amélia Lemos (PP) no Rio Grande do Sul – e ao efeito antecipado que os ataques a Marina deverão provocar em outros colégios eleitorais. Segundo o especialista, esse efeito já havia sido sentido em pesquisas locais.

– Desde o começo de setembro o Vox Populi mostrava um empate técnico entre Marina e Aécio no Rio Grande do Sul e no Paraná. Na verdade, a candidata socialista nunca se consolidou nesses colégios eleitorais. Passado o efeito emocional da morte de Eduardo Campos, a tendência é que o tucano recupere seu espaço de catalisador do voto antipetista na região – avaliou.

Tadeu César identifica ainda outro conflito de Marina na região: sua relação dúbia com o agronegócio.

O cientista político e professor da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) Paulo Moura também lembra que, no Rio Grande do Sul, os candidatos do PSDB venceram as duas últimas eleições presidenciais, em 2006 e em 2010, contra candidatos do PT.

– Estamos sempre na contramão e, além disso, o sentimento anti PT é forte. Somos a Gália do Império Romano – brinca o especialista.

Mesmo assim, Moura acha difícil que Aécio consiga reverter a situação de inferioridade em relação à candidatura do PSB. Primeiro, porque historicamente os tucanos têm entre 15% e 20% dos votos na região; depois, porque a “propaganda negativa” que, ao que parece, vem tirando votos de Marina, pode se voltar contra quem ataca.

Nordeste Notícias: emprego na indústria brasileira caiu levemente em agosto

Emprego na indústria recua 0,1% em agosto

Fonte: O Globo

Segundo IBGE, frente ao mesmo mês de 2011, houve recuo de 2%

SÃO PAULO e RIO O emprego na indústria brasileira caiu levemente em agosto, recuando 0,1% frente a julho, informou o IBGE ontem. Em julho, o emprego havia tido acréscimo de 0,2%, interrompendo uma série de quatro meses seguidos de queda. Na comparação com agosto do ano anterior, o total de pessoal ocupado na indústria recuou 2%. Foi o 11º resultado negativo consecutivo nessa comparação e o mais intenso desde dezembro de 2009, quando houve queda de 2,4%.

– O comportamento nos meses de julho e agosto foi melhor do que de março a junho, quando era claramente negativo – disse o economista do IBGE André Macedo, atribuindo o cenário à melhora da produção industrial.

Governo de olho no setor

Segundo Macedo, o emprego de março a junho acumulou perda de 1,2%, enquanto de julho a agosto houve aumento de 0,1%. O recuo de agosto se deu apesar de a produção industrial ter subido 1,5% no mês frente a julho, melhor resultado desde maio de 2011.

Após mostrar fraqueza pela crise internacional, o setor industrial continua sob olhar atento de governo e mercado. Em agosto, o contingente de trabalhadores na indústria diminuiu em 12 das 14 áreas pesquisadas ante o mesmo mês de 2011. O principal impacto negativo veio de São Paulo, com queda de 3,2%. A Região Nordeste teve recuo de 3,4%, e o Rio Grande do Sul, de 2,8%.

O índice acumulado nos oito primeiros meses do ano recuou 1,4% ante igual período de 2011, com taxas negativas em 11 dos 14 locais, também com destaque para São Paulo, que perdeu 3%.

– As quedas no emprego em São Paulo ocorrem nos segmentos que pontuam resultados negativos este ano na produção, como vestuário, têxtil, calçados, equipamentos eletroeletrônicos e produtos de metal – afirmou Macedo.

No acumulado de 12 meses, o emprego na indústria registrou perda de 1% em agosto, seguindo uma trajetória descendente que começou em fevereiro de 2011.

Nordeste Notícias: orgânicos no Nordeste

Rio de Una testa o potencial para orgânicos no Nordeste

Fonte: Autor(es): Por Janice Kiss | De São Paulo Valor Econômico

Todos os meses, cerca de 300 toneladas de legumes e verduras orgânicas picadas e higienizadas deixam a sede da Rio de Una, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), para abastecer 280 pontos de vendas em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A empresa, controlada pelo Axialpar – fundo de investimento do antigo banco Axial voltado para projetos sustentáveis -, é uma das poucas do país que fornecem hortaliças isentas de agrotóxicos prontas para o consumo.

Criada há 15 anos já com essa proposta, a Rio de Una – o nome é uma referência ao curso d” água que cortava a propriedade onde teve início o projeto – conta com a parceria de 117 produtores do Sul e do Sudeste, assistidos por uma equipe de engenheiros agrônomos da própria empresa, cujo faturamento é de R$ 20 milhões anuais. Mas era preciso ampliar essa rede, e a empresa partiu para o Nordeste.

Em 2011, a Rio de Una implantou um projeto semelhante em seis municípios da Paraíba, em conjunto com a fazenda Tamanduá, que também pertence ao Axialpar. Ali são produzidas frutas, queijos e mel orgânicos no município de Santa Terezinha. Por enquanto, os 25 agricultores associados respondem por uma safra de apenas 20 toneladas mensais de hortaliças, batatas, pimentões, berinjelas, tomates e cenouras, por meio de cultivo irrigado, mas a tendência é de crescimento.

Os produtores seguem certos cuidados especiais com plantios instalados no sertão. Para proteger culturas mais suscetíveis a pragas, como a batata, a indicação é aplicar defensivos naturais como a calda bordalesa, feita com mistura de cal virgem e sulfato de cobre. Além de adubo verde, a crotalária é utilizada no combate aos nematóides, vermes de solo invisíveis a olho nu e que atacam as raízes das plantas. E hortaliças e frutíferas podem ser cultivadas em consórcio para o melhor aproveitamento da adubação.

Segundo Jean Revece Neto, diretor da empresa, no início a ideia era escoar a produção nordestina para o Paraná, para que ela funcionasse como uma espécie de reforço em épocas de entressafra na região Sul. Mas a estratégia mudou. Como o custo com o transporte era alto demais, a decisão foi explorar a própria região Nordeste, cujo mercado para produtos agroecológicos ainda é quase inexistente.

“A aceitação tem sido boa, pois não havia esse tipo de abastecimento regular na região”, comenta Revece. Com a colheita paraibana, a Rio de Una projeta um crescimento de 5% a 10% por ano em sua receita total. “A nossa experiência paranaense ajudará a formar o novo mercado”, afirma.

O Paraná é considerado pioneiro na agricultura orgânica e possui a maior diversificação nesse tipo de produção, com 49 atividades ligadas aos cultivos de frutas, legumes, verduras e produção de artigos industrializados, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2006.

 

Todos os meses, cerca de 300 toneladas de legumes e verduras orgânicas picadas e higienizadas deixam a sede da Rio de Una, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), para abastecer 280 pontos de vendas em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A empresa, controlada pelo Axialpar – fundo de investimento do antigo banco Axial voltado para projetos sustentáveis -, é uma das poucas do país que fornecem hortaliças isentas de agrotóxicos prontas para o consumo.

Criada há 15 anos já com essa proposta, a Rio de Una – o nome é uma referência ao curso d” água que cortava a propriedade onde teve início o projeto – conta com a parceria de 117 produtores do Sul e do Sudeste, assistidos por uma equipe de engenheiros agrônomos da própria empresa, cujo faturamento é de R$ 20 milhões anuais. Mas era preciso ampliar essa rede, e a empresa partiu para o Nordeste.

Em 2011, a Rio de Una implantou um projeto semelhante em seis municípios da Paraíba, em conjunto com a fazenda Tamanduá, que também pertence ao Axialpar. Ali são produzidas frutas, queijos e mel orgânicos no município de Santa Terezinha. Por enquanto, os 25 agricultores associados respondem por uma safra de apenas 20 toneladas mensais de hortaliças, batatas, pimentões, berinjelas, tomates e cenouras, por meio de cultivo irrigado, mas a tendência é de crescimento.

Os produtores seguem certos cuidados especiais com plantios instalados no sertão. Para proteger culturas mais suscetíveis a pragas, como a batata, a indicação é aplicar defensivos naturais como a calda bordalesa, feita com mistura de cal virgem e sulfato de cobre. Além de adubo verde, a crotalária é utilizada no combate aos nematóides, vermes de solo invisíveis a olho nu e que atacam as raízes das plantas. E hortaliças e frutíferas podem ser cultivadas em consórcio para o melhor aproveitamento da adubação.

Segundo Jean Revece Neto, diretor da empresa, no início a ideia era escoar a produção nordestina para o Paraná, para que ela funcionasse como uma espécie de reforço em épocas de entressafra na região Sul. Mas a estratégia mudou. Como o custo com o transporte era alto demais, a decisão foi explorar a própria região Nordeste, cujo mercado para produtos agroecológicos ainda é quase inexistente.

“A aceitação tem sido boa, pois não havia esse tipo de abastecimento regular na região”, comenta Revece. Com a colheita paraibana, a Rio de Una projeta um crescimento de 5% a 10% por ano em sua receita total. “A nossa experiência paranaense ajudará a formar o novo mercado”, afirma.

O Paraná é considerado pioneiro na agricultura orgânica e possui a maior diversificação nesse tipo de produção, com 49 atividades ligadas aos cultivos de frutas, legumes, verduras e produção de artigos industrializados, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2006.

 

Todos os meses, cerca de 300 toneladas de legumes e verduras orgânicas picadas e higienizadas deixam a sede da Rio de Una, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), para abastecer 280 pontos de vendas em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A empresa, controlada pelo Axialpar – fundo de investimento do antigo banco Axial voltado para projetos sustentáveis -, é uma das poucas do país que fornecem hortaliças isentas de agrotóxicos prontas para o consumo.

Criada há 15 anos já com essa proposta, a Rio de Una – o nome é uma referência ao curso d” água que cortava a propriedade onde teve início o projeto – conta com a parceria de 117 produtores do Sul e do Sudeste, assistidos por uma equipe de engenheiros agrônomos da própria empresa, cujo faturamento é de R$ 20 milhões anuais. Mas era preciso ampliar essa rede, e a empresa partiu para o Nordeste.

Em 2011, a Rio de Una implantou um projeto semelhante em seis municípios da Paraíba, em conjunto com a fazenda Tamanduá, que também pertence ao Axialpar. Ali são produzidas frutas, queijos e mel orgânicos no município de Santa Terezinha. Por enquanto, os 25 agricultores associados respondem por uma safra de apenas 20 toneladas mensais de hortaliças, batatas, pimentões, berinjelas, tomates e cenouras, por meio de cultivo irrigado, mas a tendência é de crescimento.

Os produtores seguem certos cuidados especiais com plantios instalados no sertão. Para proteger culturas mais suscetíveis a pragas, como a batata, a indicação é aplicar defensivos naturais como a calda bordalesa, feita com mistura de cal virgem e sulfato de cobre. Além de adubo verde, a crotalária é utilizada no combate aos nematóides, vermes de solo invisíveis a olho nu e que atacam as raízes das plantas. E hortaliças e frutíferas podem ser cultivadas em consórcio para o melhor aproveitamento da adubação.

Segundo Jean Revece Neto, diretor da empresa, no início a ideia era escoar a produção nordestina para o Paraná, para que ela funcionasse como uma espécie de reforço em épocas de entressafra na região Sul. Mas a estratégia mudou. Como o custo com o transporte era alto demais, a decisão foi explorar a própria região Nordeste, cujo mercado para produtos agroecológicos ainda é quase inexistente.

“A aceitação tem sido boa, pois não havia esse tipo de abastecimento regular na região”, comenta Revece. Com a colheita paraibana, a Rio de Una projeta um crescimento de 5% a 10% por ano em sua receita total. “A nossa experiência paranaense ajudará a formar o novo mercado”, afirma.

O Paraná é considerado pioneiro na agricultura orgânica e possui a maior diversificação nesse tipo de produção, com 49 atividades ligadas aos cultivos de frutas, legumes, verduras e produção de artigos industrializados, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2006.

Nordeste Notícias: abastecimento de milho virou questão de segurança nacional

Milho vai ser transportado pelo Exército

Fonte: Autor(es): VENILSON FERREIRA O Estado de S. Paulo

Entrega do grão a agricultores no Sul e no Nordeste vira assunto de segurança nacional
O abastecimento de milho virou questão de segurança nacional. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, apelou ao ministro da Defesa, Celso Amorim, pedindo que as Forças Armadas apoiem a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na remoção de milho dos estoques governamentais armazenados em Mato Grosso e Goiás, que está sendo vendido a preços subsidiados a pequenos criadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e da Região Nordeste, onde a estiagem provocou forte quebra da safra.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Marcelo de Araújo Neto, relatou que na semana passada o brigadeiro Carminati, interlocutor designado pelo ministro Celso Amorim, pediu uma série de informações sobre rotas e volumes. “Enviamos as informações e agora estamos aguardando que o Ministério da Defesa se posicione, dizendo em que poderão ajudar, quais são os tipos de caminhões e qual a logística que podem ofertar.”

Araújo Neto acredita que até quinta-feira a Conab deve dispor de dados concretos do Ministério da Defesa sobre a frota disponível e quais as rotas que poderão ser atendidas, para então dar início à formalização do convênio. Ele estima que, com a ajuda das Forças Armadas, a Conab removerá mais 400 mil toneladas de milho para atender os pecuaristas e criadores de aves e suínos que enfrentam problema com escassez e alto preços do cereal, que disparou a partir de junho, quando foi confirmada a forte quebra da safra dos Estados Unidos.

Na Região Nordeste, o milho do governo é vendido a R$ 18,12 a saca nos lotes de até 3 toneladas para os produtores enquadrados nos programas da agricultura familiar, valor bem abaixo dos R$ 40 praticados no mercado das principais praças e dos R$ 50 nas regiões mais distantes, o que reflete o frete para remoção do cereal do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o limite de compra por produtor é de 27 toneladas, ao custo de R$ 21 a saca de 60 quilos, enquanto no mercado o cereal é negociado a R$ 35 a saca.

Dificuldades. A Conab está enfrentando dificuldades para remoção do milho desde o fim de julho, quando os motoristas autônomos bloquearam as rodovias em protesto contra a nova Lei dos Caminhoneiros. A partir de agosto, as empresas que tinham arrematado o frete nos leilões da Conab mostraram desinteresse em cumprir os contratos, alegando que a nova legislação elevou os custos, pois as viagens nas longas distâncias se tornaram mais demoradas, por causa da redução da jornada de trabalho do motorista empregado.

Sinal de alerta. Para o presidente da Conab, Rubens Rodrigues dos Santos, além do argumento das transportadoras sobre a nova legislação, outro fator que contribuiu para reduzir o interesse das transportadoras foi o aumento da demanda por caminhões para exportação de milho, que atingiram o recorde de 2,761 milhões de toneladas em agosto.

Ele explica que as viagens para os portos e terminais rodoferroviários são mais curtas e têm garantia de frete de retorno, o que não ocorre na remoção dos estoques da Conab, cujas rotas estão fora dos trechos tradicionais.

Segundo balanço da Conab, até a semana passada foram escoadas 226,3 mil toneladas das 380,3 mil toneladas que têm fretes contratados por meio dos leilões. Do total, 199,3 mil toneladas já foram descarregadas no destino.

Na quinta-feira, a Conab realiza mais um leilão de frete para contratar a remoção de mais 116,8 mil toneladas. O presidente da Conab afirmou que os valores dos fretes devem ser maiores que as do leilão realizado na semana passada, quando houve interesse para remoção de apenas 2 mil toneladas das 101 mil ofertadas.

Nordeste Notícias: eleições menos competitivas

Sul e Centro-Oeste terão as eleições menos competitivas do país

Fonte: Autor(es): Por Cristian Klein e Vandson Lima | De São Paulo Valor Econômico

Mais da metade dos 5.565 municípios brasileiros (51,1%) terão apenas dois candidatos disputando a prefeitura nas eleições de outubro. É o que mostra um estudo feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) baseado em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A população nestes 2.850 municípios é de aproximadamente 35 milhões de pessoas, ou 18,5% do total do país. Estarão em disputa os votos de 27,1 milhões de eleitores.

O Nordeste é a região onde haverá o maior número absoluto de confrontos (934) com apenas dois concorrentes. Proporcionalmente, no entanto, de acordo com levantamento do Valor, o ranking é liderado por Sul (65%) e Centro-Oeste (54%). Todos os seis Estados destas regiões estão no topo das dez unidades da Federação com maior taxa de eleições polarizadas entre dois candidatos. Em Santa Catarina, nada menos que 213 dos 293 municípios, ou seja, 72,7%, oferecerão apenas duas opções para prefeito a seus eleitores.

O pouco número de candidatos é geralmente associado à baixa competitividade e a um ambiente de oligarquização política. O resultado, porém, contrasta com a noção de que Norte e Nordeste seriam as regiões mais oligarquizadas. O Nordeste fica em terceiro lugar, pouco acima na média nacional, com 52% de seus municípios com disputas entre só dois candidatos. A região Norte é a que tem menos, 37%, taxa inferior à do Sudeste, com 44%.

O quadro é semelhante quando se observam os municípios onde haverá apenas um candidato – situação de ainda menos competitividade. Neste ranking, a maioria dos Estados do Sul e do Centro-Oeste permanece concentrada na parte superior da tabela – os líderes são Mato Grosso do Sul (5,1%), Paraná (4,5%) e Rio Grande do Sul (4%). A maioria dos Estados do Norte ocupa a parte inferior, o que indicaria uma menor oligarquização.

Uma explicação comum para a baixa competitividade política vem da teoria socioeconômica. Eleições em áreas com indicadores de renda e escolaridade mais altos tenderiam a apresentar um ambiente mais plural, com mais concorrência e candidatos – o que não ocorre, de acordo com o levantamento. O Sul é a região que tem o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país e o Centro-Oeste apresenta o segundo maior PIB per capita.

O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, um dos maiores especialistas no assunto, se diz surpreso.

“São dados importantes, que não merecem uma resposta rápida. Mas as explicações socioeconômicas costumam esquecer outras variáveis intervenientes. Uma área mais rica e avançada, por exemplo, pode ser monocultora e ter interesses homogêneos”, destaca.

Santos cita algumas pistas que poderiam explicar a baixa competitividade, como o número de candidatos à reeleição (o que inibiria a concorrência) e o número de partidos organizados nos municípios. O cientista político sugere ainda “descer mais” ao nível das cidades, o que poderia revelar similaridades entre municípios de regiões diferentes.

Para Gelson Merisio, deputado estadual e presidente regional do PSD em Santa Catarina, Estado que lidera o número de disputas com apenas dois candidatos, a explicação está no tamanho do eleitorado.

“Os municípios são muito pequenos. É o caso destes 72% que têm só duas candidaturas. Uma cidade de médio porte aqui tem 10 mil eleitores. A média está entre 7 mil e 8 mil eleitores. E nestes municípios, ou se é contra ou a favor, oposição ou governo”, afirma Merisio.

O político rechaça a ideia de que a disputa com poucos candidatos implique oligarquização. “Não é porque haja alienação. A disputa é muito politizada e parelha. E quanto mais politizada, há mais informação. Por aqui são feitas muitas pesquisas, talvez mais que em outras regiões, e uma candidatura que não é viável, não se constrói. O processo eleitoral se dá mais antes do que depois das convenções”, diz.

O pequeno tamanho do eleitorado, de fato, pode ter influência para a escassez de candidaturas. Entre os dez Estados que lideram no ranking de cidades com apenas dois concorrentes à prefeitura, oito também estão na lista dos que têm maior proporção de municípios com até 10 mil eleitores.

Além disso, nenhum dos 83 municípios brasileiros com mais de 200 mil eleitores – onde pode ocorrer segundo turno – consta na lista. Terão apenas dois candidatos a prefeito 14 cidades com mais de 100 mil habitantes, sendo a maior delas Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, com 191.041 moradores. No município, a disputa é governista, entre PT e PR. O atual prefeito Carlos Casteglione (PT) busca a reeleição amparado por uma coligação com outros dez partidos (PRB, PDT, PTB, PSL, PTN, PHS, PV, PRP, PSDB e PTdoB), mas está nas pesquisas de intenção de voto atrás do candidato do PR, o deputado estadual Glauber Coelho, cuja coligação agrega outros 12 partidos (PP, PMDB, PSC, PPS, DEM, PRTB, PMN, PSB, PSD, PCdoB, PSDC e PTC).

Duelos como este, protagonizados por partidos da base do governo federal, predominam entre os 2.850 municípios com disputas bipolares. Em quase metade dos confrontos (45,3%) a competição será entre legendas que dão sustentação à presidente Dilma Rousseff.

O confronto mais comum entre partidos governistas é PMDB contra PP, o que acontecerá em 180 cidades. Os pemedebistas – que detêm a liderança no número de candidaturas a prefeito – protagonizam cinco dos seis maiores duelos.

Tradicionais adversários na disputa nacional, PT e PSDB se enfrentam sem outras siglas no páreo em 105 municípios, no quinto maior duelo.

Legendas da base do governo disputarão o comando municipal com partidos de oposição em 794 dessas cidades (27,9%).

O terceiro maior grupo (17,7%), em relação ao alinhamento ao Executivo federal, é de duelos entre partidos que apoiam o governo e legendas independentes, como o PV. O quarto maior (6%) terá oposição contra independentes. Em apenas 2,2% dos casos, haverá um briga entre partidos da oposição.

Criado apenas em 2011, o PSD será o adversário do PMDB – partido que mais lançou candidatos a prefeitura – em 149 cidades. Destes confrontos diretos, 57 ocorrerão na região Sul, e destes, 49 serão em Santa Catarina.

Na eleição de 2008, houve disputas entre somente dois partidos em 2.553 (45%) das cidades, ocorrendo um aumento no número de duelos nesta eleição, o que pode indicar uma maior polarização política no Brasil, avalia o relatório da CNM.

Nordeste Notícias: fraco desempenho do ensino médio no Ideb é “um imenso desafio”

Qualidade do ensino médio caiu no DF e em 8 Estados

Fonte: Autor(es): RAFAEL MORAES MOURA, JOSÉ EDUARDO BARELLA, DAVI LIRA, OCIMARA BALMANT e PAULO SALDAÑA O Estado de S. Paulo

Média nacional para essa etapa foi atingida, mas 9 unidades da Federação apresentaram índices inferiores aos de 2009
A qualidade do ensino médio piorou no Distrito Federal e em oito Estados brasileiros, aponta o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC). A leitura dos dados mostra um desafio insistente no ensino brasileiro: a situação tem melhora no início da educação básica, mas piora com o passar dos anos e dos ciclos.

Apesar de a meta nacional do ensino médio, de 3,7, ter sido atingida nessa etapa, em oito Estados brasileiros, além do Distrito Federal, os índices apresentados em 2011 são inferiores aos obtidos em 2009.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estipulou uma meta nacional de 5,2 para ser alcançada no ensino médio em 2021. Além das metas estaduais e nacional, o há metas para cada escola.

Na comparação com 2009, considerando redes estaduais, federais e particulares, caíram de desempenho, por exemplo, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Paraíba. Bahia e Maranhão.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, admitiu que o fraco desempenho do ensino médio no Ideb é “um imenso desafio”. Segundo ele, os problemas são conhecidos e o governo se prepara para enfrentá-los.

“Um fator claro é a estrutura curricular, muito extensa no ensino médio. São 13 disciplinas, que chegam a 19 se consideradas as disciplinas complementares. São muitas matérias.”

Outro fator é o número elevado de estudantes do ensino médio que estudam à noite. “O rendimento é comprometido porque muitos desses alunos trabalham e, com tantas disciplinas, eles ficam desestimulados.”

Governos locais, De acordo com o Inep, a rede estadual é responsável por cerca de 97% da matrícula do ensino médio na rede pública do País, o que torna a questão uma responsabilidade dos governos locais. O avanço do Ideb no ensino médio é mais lento que o observado nos dois ciclos do ensino fundamental, e as médias são mais baixas.

Embora o Ideb do ensino médio tenha subido de 3,6 para 3,7 (considerando todas as redes de ensino), o índice das redes estaduais ficou estável – manteve-se em 3,4. O Ideb da rede privada nesse nível de ensino é de 5,7.

Segundo Maria do Pilar Lacerda, ex-secretária de Educação Básica do MEC, que saiu do ministério com a chegada de Mercadante, o formato da escola não dialoga com os adolescentes.

“A gente nunca ousou suficientemente na organização dos ensinos fundamental 2 e médio e não conseguiu avançar mais.” Ela diz que o novo currículo do ensino médio deve trazer resultados.

Finais. Nos ciclo 2 do fundamental, da 5.ª à 8.ª série, 44% das escolas públicas do País não atingiram as metas do Ideb. São mais de 12 mil escolas, de um total de 28.514 avaliadas. O levantamento foi feito pela Meritt Informação Educacional.

Em 14 Estados, a maioria das Regiões Norte e Nordeste, mais da metade das escolas não atingiram as metas. No Amapá apenas 27% das unidades públicas alcançaram o índice.

Em Mato Grosso, com a melhor situação, 81% das escolas conseguiram. Em São Paulo, foram 2.703 unidades (55%). Houve queda na nota em 37% das escolas. A pior situação foi em Alagoas, onde 232 escolas (55% do total) públicas tiveram índice menor que em 2009.

Segundo Mozart Neves Ramos, do Todos Pela Educação e Conselho Nacional de Educação, a situação preocupa. “O crescimento do Ideb nos anos finais do ensino fundamental é muito discreto.” Segundo ele, quatro Estados precisam de uma maior atenção. “Maranhão, Alagoas, Sergipe e Pará ainda não conseguem avançar no processo.”

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), os resultados representam o nível da desigualdade do ensino.

“O Ideb está bom, a escola é que está ruim”. Ele ressalta que Ideb alto não significa que a escola boa, nem que o aluno que esteja nela aprenda.

Da 1.ª à 4.ª série, a média do Ideb teve o maior avanço e chegou a 4,7 na rede pública. Cerca de 66% das 37,1 mil escolas alcançaram a meta.

Nordeste Notícias: MP poupou nomes

Denúncia excluiu 15 sacadores

Fonte: Autor(es): Evandro Éboli O Globo

MP poupou nomes que estavam na lista de Marcos Valério

Alista de réus no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) poderia ser bem maior se todos as pessoas que sacaram dinheiro do valerioduto tivessem sido denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF). Pelo menos 15nomes a mais estariam entre os acusados no processo. Em 2005, Marcos Valério entregou ao MPF a lista dos que receberam esses recursos, num total de R$ 55,8 milhões. Nos autos, esse documento aparece como “Relação de pessoas indicadas pelo PT que receberam recursos emprestados ao PT por Marcos Valério através das empresas”.

Entre os excluídos, há representantes do PT do Distrito Federal e de outros estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará – assim como funcionários de outros partidos. Servidores do ex-deputado José Borba (PP-PR), Carlos e Maria Sebastiana surgem como sacadores de R$ 2,1 milhões, mas estão fora.

Na relação de Valério, aparece o nome de “Paulão”, identificado como a ligação com o PT do Nordeste, que recebeu R$ 160 mil. Jair dos Santos, ex-motorista de José Carlos Martinez, ex-presidente do PTB e já falecido, buscou dinheiro de carro-forte em Belo Horizonte. Na lista, aparece como sacador de R$ 1 milhão. Marcelino Pies, ex-tesoureiro do PT gaúcho, e dois funcionários do partido aparecem como sacadores de R$ 1,2 milhão.

Charles Santos Dias, que trabalhava com o ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA), réu no mensalão, sacou R$ 320 mil, mas foi excluído do processo. Outra servidora de Rocha, Anita Leocádia, não teve a mesma sorte. Sacou R$ 800 mil para Rocha: R$ 600 mil na agência do Banco Rural em Brasília e R$ 200 mil das mãos do próprio Valério num hotel em São Paulo. É acusada de lavagem de dinheiro.

A não inclusão de vários outros sacadores na denúncia foi lembrada pelo advogado de Anita, Luís Maximiliano Telesca, nas alegações finais da defesa de sua cliente, entregue ao Supremo. “Esses nomes não são apenas exemplos de pessoas que receberam da mesma forma que Anita Leocádia. Não existe explicação razoável para que Anita não se encontre nessa mesmíssima situação (de fora do processo). Todos foram sacadores ou receberam valores das mãos de terceiros”, argumentou Luís Telesca na defesa de sua cliente entregue aos ministros do STF.

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