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PSB será oposição ao Governo Dilma

Presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, afirmou em entrevista ao Estado que a derrota determinou o posicionamento do partido.

Cenário político

Fonte: Estado de S.Paulo

PSB diz que será oposição ao Governo Dilma

Presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira explica que político não escolhe ser oposição, político é colocado na oposição. Arquivo PSB

Após derrotas, PSB fará ‘oposição de esquerda’

Presidente do partido que era aliado de Dilma até 2013, Siqueira diz que sigla permanecerá fora de base, mas com agenda social

Derrotado na corrida presidencial por duas vezes – no 1.º turno com a candidatura de Marina Silva e, no 2.º, apoiando o tucano Aécio Neves -, o PSB promete fazer oposição ao governo reeleito da petista Dilma Rousseff. O presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, afirmou em entrevista ao Estado que a derrota determinou o posicionamento. “Fomos colocados na oposição porque o candidato que apoiamos (Aécio Neves) perdeu a eleição. Político não escolhe ser oposição, político é colocado na oposição”, disse.

“Os eleitores nos colocaram na oposição e assim vamos nos manter como uma oposição de esquerda do diálogo”, ressaltou o presidente da sigla.

Siqueira não descartou apoiar o governo em projetos que estejam alinhados com esse ideário mais à esquerda. Mas rejeitou, “no momento”, tanto voltar para a base governista como adotar a neutralidade em troca de ministério no segundo mandato de Dilma.

A sigla do ex-presidenciável Eduardo Campos, morto em acidente aéreo neste ano, integrou a base aliada petista até pouco antes da disputa pelo Palácio do Planalto. Mas rompeu para lançar Campos como substituto de Dilma. Marina assumiu o lugar do ex-governador de Pernambuco na disputa e ajudou o partido a eleger a sexta maior bancada da Câmara, com 34 deputados.

O fortalecimento, contudo, não deve ser encorpado com a fusão a outras legendas. “O PSB foi convidado para conversar especialmente com PPS e outros partidos(sobre fusão), mas isso não prosperou”, disse.

“No longo prazo nunca podemos dizer (que não haverá fusão), porque a dinâmica da política pode levar a isso num futuro. Mas, no momento, esse assunto está arquivado.”

Bloco

O dirigente não descartou, porém, a possibilidade de formar um bloco na Câmara ao lado de PPS, PV e Solidariedade. Juntos, os quatro partidos contariam com 67 deputados e formariam a segunda maior bancada – atrás apenas do PT, que elegeu 70 parlamentares.

Da formação desse grupo, segundo Siqueira, poderia sair um nome para disputar a presidência da Casa para a legislatura que começa em fevereiro de 2015. “Nós ainda não temos uma definição, mas isso também pode acontecer. Assim como lançamos candidato contra o Renan Calheiros no Senado e o Henrique Eduardo Alves na Câmara (em 2012). Esse bloco, se for criado, poderá tomar iniciativas similares.”

Excluídos

Embora em busca de uma bancada mais numerosa no Congresso, o presidente do PSB considerou que partidos de oposição, como o PSDB e DEM, não deverão fazer parte do grupo. “O nosso partido, ao fazer uma coligação eventual com o PSDB (no 2.º turno), não alienou o seu ideal. Nosso tipo de oposição será bem diferente da feita por partidos como PSDB e DEM”, comparou. “Vamos primar pelas questões sociais e pelos projetos de natureza mais à esquerda”, indicou.

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Primeira-dama da Paraíba se opõe ao PT e a Dilma

Nas redes sociais, a primeira-dama e jornalista Pâmela Bório passou a divulgar mensagens críticas à presidente Dilma Rousseff e contrárias a sua reeleição.

Eleições 2014

Fonte: Época

Primeira-dama da Paraíba se opõe a Dilma e critica Chico Buarque

Pâmela Bório: “Por isso eu fui às ruas no ano passado, junto com milhares de brasileiros pela mudança. Já são 12 anos de PT”, disse. Divulgação

Primeira-dama da Paraíba se opõe a Dilma e critica Chico Buarque

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), encabeça a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff em seu estado. Mas um voto ele não conseguiu conquistar. E foi logo o de sua mulher. Nas redes sociais, a primeira-dama e jornalista Pâmela Bório passou a divulgar mensagens críticas à presidente Dilma Rousseff e contrárias a sua reeleição. Disse Pâmela Bório no Instagram: “Votei em Marina (Silva, presidenciável do PSB) e continuo com afinidade de pensamento dela”. No segundo turno, Marina declarou apoio a Aécio Neves. Respondendo a uma seguidora, afirmou: “Eu não sou vaca para precisar de aboio… Sou conduzida apenas pela consciência, conhecimento e percepção pessoal. O voto é meu, não é de marido, de mãe, de irmão, de amigo…”.

A polêmica começou quando Pâmela Bório criticou a declaração de apoio a Dilma feita pelo músico Chico Buarque. Também no Instagram, ela publicou uma imagem intitulada “Por que Chico Buarque bajula tanto Dilma?”. As repostas incluem o fato de Ana Hollanda, irmã do compositor, ter sido ministra de Dilma e de o governo ter concedido incentivos da Lei Rouanet para sua sobrinha Bebel Gilberto, seu genro Carlinhos Brown e sua namorada Thaís Gulin. Diante do questionamento e de críticas de seus seguidores, Pâmela disse: “Eu só informei sobre os vários motivos que Chico têm para declarar voto em Dilma, qual o problema disso? Esquecem que sou jornalista?”. Em outro, deixa claro que não votará na presidente. “Por isso eu fui às ruas no ano passado, junto com milhares de brasileiros pela mudança. Já são 12 anos de PT!”, escreveu

 

Romário fecha apoio a Aécio e gravará programa de TV

Na reta final do 2º turno, Aécio Neves enfim conseguiu fechar o apoio de Romário, senador eleito pelo PSB com o recorde de 4,6 milhões de votos.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Romário fecha apoio a Aécio e gravará programa de TV

Romário, em 5 de outubro, ao comemorar sua eleição para o senado com recorde de votos: apoio a Aécio no segundo turno. Divulgação

Romário acerta apoio a Aécio e grava programa para o candidato do PSDB

Senador eleito pelo PSB, com 4,6 milhões de votos, fecha aliança e cita na TV compromissos assumidos pelo tucano em troca do apoio

Na reta final do segundo turno, o candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, enfim conseguiu fechar o apoio de Romário, senador eleito pelo PSB com o recorde de 4,6 milhões de votos. O estado, terceiro maior colégio eleitoral do país, é considerado chave na disputa contra Dilma Rousseff (PT). Desde sua eleição, Romário já havia descartado apoiar a presidente e candidata à reeleição. No primeiro turno, ele apoiiu Marina Silva. A aliança com o tucano no segundo turno, no entanto, esteve ameaçada por atritos que envolvieram o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, desafeto do Baixinho.

Na tarde desta quarta-feira, em Brasília, Romário gravou dois vídeos que serão exibidos no programa de TV de Aécio. No maior deles, de quase 40 segundos, o senador eleito reforça o discurso de mudança do candidato de oposição. No outro, numa fala de 15 segundos, Romário cita os compromissos assumidos por Aécio para ter seu apoio: a causa das pessoas com deficiências e doenças raras e a moralização do esporte.

O Rio de Janeiro é considerado crucial para os dois presidenciáveis. Dilma tem o apoio do dois candidatos ao governo estadual, Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB), enquanto Aécio contava principalmente com a dissidência do PMDB, liderada pelo presidente estadual da legenda, Jorge Picciani — o movimento “Aezão”. Agora, o tucano aumenta seu cacife no estado na reta final.

Dilma chegou ao Rio nesta quarta-feira e permanecerá na cidade até a noite de sexta-feira, quando participará do debate na TV Globo. Aécio chega ao Rio na quinta-feira e tenta organizar, antes do debate, um ato público ao lado de Romário.

 

Votos dos governadores eleitos dão vantagem a Aécio

Estrategistas da candidatura de oposição contam com apoio dos governadores eleitos em 1º turno, que estão livres para buscar votos para Aécio.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Votos dos governadores eleitos dão vantagem a Aécio

Aécio leva vantagem na soma dos votos obtidos por governadores eleitos

Aécio sai na frente de Dilma na quantidade de votos recebidos pelos governadores aliados eleitos no primeiro turno. Ele também recebeu o apoio de quatro presidenciáveis

Em uma das eleições mais imprevisíveis e disputadas da história recente do país, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) disputam voto a voto para saber quem tomará posse como presidente da República em janeiro de 2015. E, se a busca por aliados no momento atual não altera mais o tempo de televisão, serve para definir um conjunto de parceiros que buscarão influenciar os próprios eleitores até 26 de outubro. Como se diz no jargão eleitoral, uma pessoa, um voto.

Analistas políticos alertam que transferência completa de votos não existe – o mais próximo do ideal ocorreu em 1989, quando Leonel Brizola pediu para que seus eleitores votassem em Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, tucanos e petistas munem-se de calculadora para saber com quem podem contar.

Aécio Neves foi o único dos postulantes que recebeu apoios de presidenciáveis após a apuração de primeiro turno. Com a adesão recente de Marina Silva, o tucano tem ao seu lado candidatos que, juntos, receberam 23,4 milhões de votos em 5 de outubro. As contas do comando aecista são de uma transferência na ordem de 70% a 80%, especialmente nos grandes centros urbanos, onde o voto é mais denso pró-Marina e em Pernambuco, após o apoio dado pela família do ex-governador Eduardo Campos.Os estrategistas da candidatura de oposição também contam com o apoio dos governadores eleitos em primeiro turno e que, livres desde a noite do dia 5 de outubro da tarefa de garantir a própria sobrevivência por mais quatro anos, estão livres para cabalar votos para o tucano.Nesta fase inicial da disputa, os aliados do presidenciável do PSDB receberam mais votos, embora tenham sido vitoriosos em menos estados. Os governadores que declararam apoio a Dilma e que venceram os respectivos embates em primeiro turno somaram 13,25 milhões de votos, incluindo aí a virada na disputa pelo governo da Bahia e a eleição de Fernando Pimentel em Minas Gerais.Mas a turma de Aécio teve mais o apoio do eleitor. Foram 20,3 milhões de votos para postulantes ao poder estadual e que distribuíram santinhos, pediram apoio ou deixaram que o presidenciável tucano aparecesse em seus programas eleitorais. A grande maioria dos sufrágios que compõem essa avalanche veio de São Paulo: Geraldo Alckmin foi reeleito para mais quatro anos à frente do Palácio dos Bandeirantes com 12,2 milhões de votos.

Embora alguns cientistas políticos ponham um peso relativo nessa conta, afirmando que nem sempre palanques estaduais fortes e aliados de peso garantam êxito nas urnas, Dilma fez questão de, na primeira propaganda eleitoral de segundo turno, iniciada na quinta-feira passada, desfilar todos os vitoriosos do seu campo político no primeiro turno. Ela já havia feito uma reunião com eles dois dias antes, para traçar a estratégia de ação nessa segunda fase da disputa.

A nova rodada de votações, que será realizada no dia 26, ainda reserva uma quantidade enorme de votos em aberto. Haverá eleição em 13 estados e no Distrito Federal. Sem o peso de São Paulo, o resultado de Aécio é bem inferior ao da presidente Dilma. Políticos que apoiam o senador mineiro e que passaram para o segundo turno receberam, no primeiro turno, 8,59 milhões de votos. Já no caso da petista, o resultado é mais que o dobro: 18,39 milhões.

Panfletagem

Nessa segunda-feira, em São Paulo, os partidos que tinham candidatos próprios no primeiro turno e aderiram à campanha de Aécio afirmaram que farão uma grande panfletagem no vão central do Masp, na Avenida Paulista, na segunda-feira. A ideia é aproveitar a hora do almoço para distribuir santinhos e mensagens do tucano ao maior número de pessoas possível.
Um dos articuladores do movimento, o vereador e candidato derrotado ao governo de São Paulo pelo PV, Gilberto Natalini, disse que o grupo suprapartidário reuniu pessoas com representatividade no cenário político paulista. “PV, PPS, PSB, parte da Rede, PHS e PSDB, além da nova central sindical, que tem 350 sindicatos e representa 1,3 milhão de trabalhadores. Não é militante pago para ficar sacudindo bandeirinha em semáforo, não”, provocou Natalini.

Em Brasília, Dilma minimizou os apoios mais numerosos conquistados por Aécio no início do segundo turno, especialmente a adesão do PSB e de Marina à campanha tucana. “Acho que a campanha em questão era composta pelo PSB e a Rede. O PSB não apoia totalmente o Aécio nem a mim. Há uma série de pessoas que divergem, como o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho”, citou a presidente. Coutinho disputa o segundo turno contra o candidato do PSDB, Cássio Cunha Lima.

A presidente lembrou que o ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, iria encontra-la ainda ontem para expressar o apoio à sua reeleição. “Tenho certeza que o pessoal mais ligado ao ex-governador Arraes, nunca estaria com Aécio Neves”, alfinetou a petista. Ela não quis considerar, no entanto, traição o apoio dado pela família de Eduardo Campos a Aécio. “Não considero traição, mas direito legítimo deles de apoiar quem eles querem”, disse ela, sem confirmar se visitará Pèrnambuco antes do término do segundo turno.

Aécio Neves diz que sonho e legados de Campos são exemplo

“Estamos hoje resgatando compromissos e fazendo um governo para aqueles que mais precisam”, afirmou Aécio.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio: sonho e legados de Campos são exemplo

Familiares do ex-governador Eduardo Campos aprovam Aécio à Presidência da República. Foto: Orlando Brito.

Sonhos e legado de Eduardo Campos são exemplo para mim, diz Aécio Neves

Ao lado da família do ex-governador Eduardo Campos, morto em agosto, e integrantes do PSB de Pernambuco, o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou nesse sábado (11/10), no Recife (PE), que sua candidatura representa o desejo daqueles que querem a retomada da ética na política. Emocionado, Aécio disse se inspirar em Eduardo Campos.

Três dos cinco filhos de Eduardo Campos, João, Pedro e Eduarda, estavam presentes no encontro com representantes de movimentos sociais. “Eu me sinto, a partir deste instante, responsável dentre tantas expectativas que a mudança gera na sociedade brasileira, para levar a cada canto deste país, no limite das minhas forças, o legado e os sonhos deEduardo Campos, governador dos pernambucanos e símbolo da boa política”, afirmou Aécio.

Aécio afirmou que um “programa de governo é uma obra em eterna construção”. “A partir desse instante estamos construindo um projeto comum”, disse. “Não é mais a candidatura do PSDB e seus aliados, mas é a candidatura daqueles que não aceitam mais as sucessivas denúncias que afetam o campo ético.”

O candidato apresentou o documento de compromissos “Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável”. Nele, Aécio ressalta o comprometimento com metas da Coligação Muda Brasil, do PSB, da Rede, do PPS, PSC e PV.

Eixos

Ao detalhar o documento, Aécio reiterou que seus compromissos se sustentam em três eixos: o cuidado com a natureza, a atenção às pessoas e a adoção de políticas macroeconômicas que possibilitem uma “sociedade mais justa” para todos. Ele lembrou as ações implementadas durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique, que ampliou os benefícios para os idosos e pessoas com deficiência, executou políticas de reforma agrária e programas sociais.

Ao mencionar alguns dos compromissos, o candidato citou exemplos de políticas públicas a serem adotadas, como a determinação de aperfeiçoar o programa Bolsa Família, além de medidas para incentivar o crescimento do país, preservando e protegendo o meio ambiente.

Aécio criticou a negligência do governo atual em relação à demarcação de terras indígenas e aos produtores rurais. Segundo ele, é fundamental trabalhar para “revigorar a nação, fortalecendo as nossas bases”. O candidato afirmou ainda estar determinado a colocar a questão das mudanças climáticas em destaque nas discussões.

Sonho

Aécio reiterou que é essencial trabalhar em conjunto para que a democracia seja vivida de forma plena no Brasil. “A democracia, tal como a concebemos, não se faz destruindo os órgãos de Estado ao sabor de interesses partidários privados”, ressaltou ele, lembrando o desmonte das agências reguladoras e de algumas empresas estatais. Como fez em ocasiões anteriores, ele reiterou que pretende acabar com a reeleição para cargos do Executivo.

Aécio agradeceu o apoio da família de Campos e dos vários políticos presentes, como Beto Albuquerque, vice na chapa de Marina Silva, o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, o ex-ministro Fernando Bezerra, todos do PSB, e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), entre outros.

“Estamos hoje resgatando compromissos e fazendo um governo para aqueles que mais precisam”, afirmou Aécio. “É preciso devolver o Estado à sociedade brasileira”, acrescentou ele, reiterando sua determinação em discutir e levar adiante a proposta de reforma política. “[Vamos trabalhar por uma] sociedade mais justa, decente e sustentável.”

Discurso de Aécio Neves após apoio da família de Eduardo Campos

Aécio: “Pude perceber que o sonho, a esperança que Eduardo Campos trouxe pra sua gente continua viva no coração de todos os pernambucanos.”

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio: discurso após apoio da família de Eduardo Campos

Aécio: “Eu vim para mudar o Brasil. Não aguentamos e não aceitamos mais tanto descompromisso com a ética e tanto desinteresse em fazer as coisas melhorarem no Brasil”, disse. Foto: Igo Estrela

Discurso do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sirinhaém (PE) – 11-10-14

Hoje foi um dia muito, mas muito especial mesmo nessa minha caminhada. Ele começou no Recife, onde recebi o apoio formal do PSB de Pernambuco, o mais importante e emblemático PSB de todo o Brasil. O mesmo PSB que já havia liderado, no início da semana, uma decisão: que o partido nacionalmente tomou em favor da minha candidatura.

Mas hoje não foi só um dia de política pra mim. Hoje foi um dia de muitas emoções, porque pude perceber que o sonho, a esperança que Eduardo Campos trouxe pra sua gente continua viva na alma, no coração de todos os pernambucanos.

Estive depois com Pedro, em sua casa, com Renata, com seus irmãos. E percebi de forma muito clara que se eu já tinha, meu caro prefeito France, se já tinha uma enorme responsabilidade antes de colocar os pés nessa terra sagrada de Pernambuco, saio daqui hoje com uma responsabilidade muitas vezes maior.

Hoje, não sou mais o candidato de um partido político ou de uma coligação. Com o apoio que recebo das forças do bem, das forças majoritárias e vitoriosas de Pernambuco, que representam a melhor política que se pratica no Brasil, eu passo a ser, e digo nesse instante,  aqui de Sirinhaém, para que todo o Brasil nos ouça, passo a ser o candidato das mudanças. Da seriedade e das transformações que o Brasil precisa viver e viverá nos próximos anos.

ou neto de um político, como era Eduardo neto de Arraes. Tancredo Neves, meu avô, costumava dizer que quando você recebe uma visita, um político, e escuta o que ele está te dizendo, Tancredo dizia: desvie o seu olhar por alguns segundos e comece a ver quem são as pessoas que estão ao seu lado. Quem são as pessoas que estão emprestando a sua credibilidade, a sua história de vida, avalizando aquele que está com o microfone na mão.

Tenho enorme orgulho de estar hoje fazendo essa caminhada ao seu lado, governador Paulo Câmara – o mais votado governador do Brasil. Ao seu lado, prefeito France, ao seu lado Geraldo Julio, deputado Danilo. Ao seu lado, governador João Lyra, senador Fernando Bezerra. Ao seu lado, Pedro Campos, ao lado de cada uma e de cada um de vocês.

Eu vim para mudar o Brasil. Não aguentamos e não aceitamos mais tanto descompromisso com a ética e tanto desinteresse em fazer as coisas melhorarem no Brasil. Serei, estejam certos disso, o governador que vai não apenas manter os programas sociais, como ampliá-los em benefício daqueles que mais precisam. Os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, não são uma benevolência, um favor de um partido político. São um direito da população brasileira. E vou manter esse direito melhorando-os, porque vou fazer o Brasil voltar a crescer e, crescendo, teremos possibilidades de aumentar o reajuste, de aumentar o emprego e de dar uma vida mais digna a tantas e tantos brasileiros.

Geraldo falava há pouco. “Essa campanha está assustando os nossos adversários”. Basta ver quando a presidente aparece na televisão. A expressão é de desespero, aí vêm as calúnias, as ofensas, as mesmas que sofreram Marina e Eduardo. Mas, não tenham dúvidas que a cada ataque, a cada mentira, a cada calúnia, repondo com a minha verdade e com uma nova proposta para melhorar a vida dos brasileiros.

É claro que, se vencer as eleições, serei o presidente dos brasileiros. Mas serei lembrado especialmente por ter sido o melhor presidente para o Nordeste brasileiro. É o Nordeste que precisa da ação e da mão forte do Estado. Venho de um Estado, Minas Gerais, que tem para orgulho nosso o Nordeste encrustado no seu território. Quando terminei meu último ano de mandato, meu oitavo ano, tínhamos investido nessa região três vezes mais por cidadão do que nas regiões mais ricas do meu estado e é isso que continuaremos a fazer no Brasil.

Meus amigos e minhas amigas, quinze dias. Exatos quinze dias nos separam do momento da libertação de um governo que, como disse, há muito tempo deixou de ter um projeto transformador de Brasil para se contentar em ter e manter única e exclusivamente um projeto de poder. Mas aqui está o verdadeiro poder, nas mãos de cada trabalhador, de cada trabalhadora, de cada cidadão de bem, de cada dona de casa, que sabem que a inflação não pode estar voltando a perturbar a vida dos brasileiros.

E é por isso que eu aqui hoje em Pernambuco fiz questão de reiterar cada um dos compromissos que já havia assumido e outros que passe a assumir. Com o desenvolvimento regional, com a melhor qualidade da saúde, com o desenvolvimento sustentável, com a melhoria e ampliação dos programas sociais, como na educação, por exemplo, levando a proposta de escola integral, de Eduardo Campos, para todos os brasileiros.

É possível, sim, colocarmos fim a este ciclo de governo para iniciarmos um outro virtuoso e generoso. Não é justo o que tentam aqueles que querem a todo custo se manter no poder, dividindo o Brasil entre nós e eles, dividindo as nossas regiões, criando inimizades entre os brasileiros. Não! Eu quero ser o presidente da integração nacional, da diminuição das diferenças e da aproximação dos brasileiros em torno de um só projeto de desenvolvimento.

Nós só vamos diminuir as imensas e vergonhosas desigualdades com as quais convivemos ainda no Brasil tratando os desiguais de forma desigual. Isso significa mais investimento no Nordeste. Mais oportunidade de geração de renda. Mais trabalho e mais desenvolvimento.

Uma palavra final aos homens do campo, da cana de açúcar, que vem sustentando com seu trabalho e seu suor o desenvolvimento deste país. O governo do PT desorganizou o setor sucroalcooleiro brasileiro. E um dos meus primeiros compromissos será reerguê-lo para que os empregos voltem a ser gerados, as usinas voltem a moer e o povo trabalhador volta a ter sua renda garantida e sua dignidade preservada.

Ao final, uma ultima palavra, de um agradecimento maior que o meu coração, que no meu coração possa caber. As cenas que assisti, prefeito France, desde que aqui cheguei, o entusiasmo, o carinho, o aplauso a Paulo Câmara, ao governador, ao senador Fernando, o aplauso a Geraldo e a todos que nos acompanhavam, inclusive a você, é uma demonstração rara nos tempo de hoje. Mas é, sem dúvida alguma, o reconhecimento da gente trabalhadora da Mata Sul. Aqueles líderes políticos que quando assumem o mandato não abandonem e não esquecem os compromissos que assumiram com sua gente nas urnas.

Foi assim que eu construí minha caminhada e é assim que eu manterei até o último dia do próximo mandato. a partir de hoje, uma outra eleição se inicia no Brasil. Dizia mais cedo e repito agora.

Os olhos do país estão postos sobre esta praça, sobre este nosso encontro. E é daqui que digo aos pernambucanos, aos nordestinos e, em especial, mais digo a todos os brasileiros, ao seu lado, Pedro, acredite, confie, vou me eleger presidente porque não vou desistir do Brasil.

Muito obrigado e até a vitória. Viva Eduardo Campos e a sua memória!

Aécio diz que Marina representa população que quer mudança

Aécio: “Marina representa o sentimento de uma parcela muito expressiva da sociedade brasileira, que quer voltar acreditar na política”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio: Marina representa população que quer mudança

Aécio em visita ao Santuário de Aparecida: “Hoje sob as bênçãos da nossa padroeira é um dia glorioso para nossa caminhada”. Foto: Marcos Fernandes.

Aécio sobre o apoio de Marina: “Somos um só corpo, um só projeto”

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, agradeceu publicamente o apoio recebido da presidenciável do PSB, Marina Silva, nesse domingo (12/10), e disse que a atitude representa um novo momento de sua caminhada no segundo turno da eleição. Em entrevista após a visita ao Santuário de Aparecida (SP), no Dia da Padroeira, ele explicou que o Brasil tem a oportunidade de encerrar um ciclo perverso de governo, que fracassou na gestão do Estado e nos compromissos éticos e sociais com a população.

“Portanto, hoje sob as bênçãos da nossa padroeira, é um dia glorioso para nossa caminhada. Recebo com muita emoção e com enorme responsabilidade a manifestação da companheira Marina Silva. A partir de agora, somos um só corpo, um só projeto em favor do Brasil e em favor dos brasileiros”, afirmou. “Marina representa o sentimento de uma parcela muito expressiva da sociedade brasileira, que quer voltar acreditar na política como um instrumento de transformação da vida das pessoas”, acrescentou.

Aécio já havia recebido o apoio do PSB e também de outros partidos que tiveram candidatos presidenciais no primeiro turno, como PV e PSC, além do PPS, que apoiou Marina na fase inicial da disputa. Para Aécio, a aliança que se forma em torno de seu nome é que cria esse novo momento de sua campanha. “A minha candidatura não é mais a candidatura de um partido político, não é a candidatura sequer de uma aliança partidária. É uma candidatura que representa o profundo sentimento de mudança que hoje se alastra pela sociedade brasileira”, disse.

Ele destacou a responsabilidade que esses apoios representam. “Saberei conduzir esta bandeira com dignidade, retidão e com coragem. Porque o que está em jogo não é a eleição de um candidato, a derrota de uma candidata ou vice versa. O que está em jogo é algo muito mais valioso”, afirmou. Para Aécio, o Brasil tem a possibilidade de se reencontrar com seu próprio futuro e de “encerrar este ciclo perverso de governo que aí está, que fracassou na economia, na gestão do Estado, na busca pela melhora dos nossos indicadores sociais e – o que é mais grave – nos  exemplos éticos e morais que deveria dar aos brasileiros, para podermos iniciar um novo e virtuoso ciclo, onde a decência e a eficiência possam caminhar juntos”.

Aécio saudou a chegada de Marina à campanha do segundo turno, “dos seus valores, do seu imenso amor ao Brasil, da sua historia de vida”. “Eu recebo com enorme alegria a manifestação que houve [de Marina neste domingo]”, disse. O candidato afirmou que conversou por telefone com a ex-senadora na noite de sábado (11/10), ocasião em que ela antecipou a decisão de apoiá-lo.

“Obviamente não cabia a mim anunciá-la antes dela própria. Pelo contrário, respeitar o seu tempo. Ela é representante de um segmento de pensamento na sociedade brasileira e teve as etapas de conversas com aqueles que a acompanham”, afirmou.

Para o candidato da Coligação Muda Brasil, a atitude de Marina vai além do apoio eleitoral. “É uma decisão que engrandece a boa política brasileira, e acredito que nós iniciamos já essa reta final e decisiva do segundo turno demonstrando que o Brasil tem possibilidades não apenas de vencer o atual governo que aí está, que demonstra desespero em todas as suas últimas ações para se manter no poder, como temos as melhores condições para governar juntos o Brasil.”

Aécio disse que seu plano de governo e o de Marina têm convergências e lembrou do documento entregue no sábado aos integrantes do PSB que o apoiaram, no Recife (PE). “E aqui uma palavra também pública de agradecimento à manifestação, não apenas do PSB nacional e local que eu já havia feito, mas a Renata Campos, viúva do meu amigo Eduardo Campos, e de toda a sua família. Foi, para mim, um momento extremamente marcante”, disse.

Dilma nervosa

Aécio foi perguntado sobre os ataques que vem recebendo da campanha da campanha da petista Dilma Rousseff, entre eles a afirmação de que seu primeiro cargo público, na década de 1980, na Caixa Econômica Federal, foi por indicação política. Ele disse que a candidata demonstra nervosismo e desespero. “Nós estamos vendo uma candidata desesperada, à beira de um ataque de nervos. Os ataques que ela tem a me fazer, na verdade, estão no meu currículo. Eu ocupei todos os cargos públicos com extrema dignidade, aqueles para os quais fui nomeado e aqueles que, durante 30 anos, eu ocupei pelo voto popular”, afirmou.

Na sequência, ele comparou sua vida pública com a carreira política de Dilma: “Uma trajetória muito diferente, poderíamos dizer até oposta à dela, que construiu toda a sua vida pública por indicações. Não considero isso um demérito, talvez a grande diferença seja que, em todos os cargos que ocupei, eu os honrei, agi com dignidade e com decência. Não podemos dizer a mesma coisa dos indicados da presidente da República,  podem escolher a área. Se não tiver te ocorrendo nenhuma, podemos escolher a Petrobras mesmo”.

Aécio Neves destaca apoio de Marina e da família de Campos

Aécio Neves: “Sou o candidato que vai fazer as mudanças de que o país precisa. Somos um só corpo é uma só alma.”

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio destaca apoio de Marina e da família de Eduardo Campos

Campanha de Aécio também deu espaço no horário eleitoral a João Campos, filho do presidenciável morto, para que ele lesse a carta que sua mãe, Renata, escreveu a Aécio para declarar seu apoio. Foto: Orlando Brito/Coligação Muda Brasil

Na TV, Aécio destaca apoio de Marina e família Campos

Sem lembrar o Dia da Criança, Aécio volta programa para o Nordeste

Em menos de 24 horas, a campanha do candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, gravou, editou e conseguiu levar ao horário eleitoral da tarde deste domingo o apoio que recebeu no sábado, em Recife, da família do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em 13 de agosto. Na edição da noite, Aécio foi além e mostrou o discurso de apoio da ex-candidata Marina Silva (PSB).

No programa das 13h, Aécio apareceu num palco ao lado do governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que disse ter decidido apoiar Aécio “em virtude do que ouvimos do povo pernambucano” nas urnas.

– Temos que mudar – ressaltou o novo governador.

A campanha de Aécio também deu espaço no horário eleitoral a João Campos, filho do presidenciável morto, para que ele lesse a carta que sua mãe, Renata, escreveu a Aécio para declarar seu apoio.

– O Brasil pede mudanças, e o governo que aí está se tornou incapaz de realizá-las – destacou João, ao lado de Gabriela Neves, filha mais velha de Aécio.

“SOMOS UM SÓ CORPO”

Depois disso, o tucano assumiu o microfone e disse que, apesar de não ser novato na política, não se “lembrava de ter vivido um momento de tamanha emoção”.

Em seguida, destacando que há no Brasil “um sentimento crescente clamando por mudança de postura e compromissos”, Aécio afirmou:

– Não sou mais o candidato do PSDB. Sou o candidato que vai fazer as mudanças de que o país precisa. Somos um só corpo é uma só alma.

Sem fazer qualquer referência ao Dia da Criança, os tucanos voltaram, então, o foco do vídeo para o Nordeste e apresentaram o programa “Nordeste Forte”, elencando projetos de infraestrutura com os quais Aécio se compromete.

2º turno: Aécio recebe apoio de Marina Silva

Marina Silva anunciou na manhã deste domingo apoio ao tucano Aécio Neves, que divulgou carta em que reforçou a defesa de temas ligados a sustentabilidade.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio recebe apoio de Marina Silva no 2º turno

Marina Silva (PSB) declara apoio a Aécio Neves. Foto: Marcos Alves / Agência O Globo

Marina Silva anuncia apoio à candidatura de Aécio Neves

Candidata do PSB, derrotada no primeiro turno, nega que tucano tenha lançado documento apenas para ter seu apoio

 Candidata derrotada no primeiro turno da corrida presidencial, Marina Silva (PSB) anunciou na manhã deste domingo apoio ao tucano Aécio Neves. O anúncio já era esperado e foi feito em São Paulo. A definição do apoio se deu depois de Aécio divulgar, no sábado, uma carta na qual se compromete com a incorporação em seu programa de governo tópicos que envolvem reforma agrária, questões indígenas e ambientalismo, consideradas cruciais por Marina. Ontem, Aécio já havia recebido apoio da viúva de Eduardo Campos, Renata, e dos filhos do ex-governador de Pernambuco.

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– Prefiro ser criticada lutando por aquilo que acredito que é melhor para o Brasil – disse, ao lado de seu vice Beto Albuquerque, citando os tópicos do documento de Aécio alinhadas às suas ideias para justificar o apoio. – Declaro meu voto e meu apoio à sua candidatura. Faço essa declaração como cidadã brasileira – completou, descartando que o anúncio é “acordo ou aliança para governar”.

Em 2010, quando disputou a eleição presidencial pelo PV, Marina não anunciou apoio a nenhum dos dois candidatos que disputavam o segundo turno: Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

A ex-ministra disse ainda que o documento publicado às vésperas de seu anúncio pelo tucano não foi para convencê-la. Ela disse rejeitar “qualquer interpretação que (a carta) seja dirigida para mim em busca de apoio”. No entendimento de Marina é um “compromisso com os brasileiros”. (Leia a íntegra do pronunciamento de Marina Silva)

– Quero, de início, deixar claro que entendo esse documento como uma carta compromisso com os brasileiros, com a nação. Rejeito qualquer interpretação de que seja dirigida a mim, em busca de apoio. Seria um amesquinhamento dos propósitos manifestados por Aécio imaginar que eles se dirigem a uma pessoa e não aos cidadãos e cidadãs brasileiros. E seria um equívoco absoluto e uma ofensa imaginar que me tomo por detentora de poderes que são do povo ou que poderia vir a ser individualmente destinatária de promessas ou compromissos. Os compromissos explicitados e assinados por Aécio tem como única destinatária a nação e a ela deve ser dada satisfação sobre seu cumprimento. – afirmou Marina

Já quando saiu o resultado do primeiro turno, Marina sinalizou que anunciaria apoio Aécio, desde que ele se comprometesse com propostas defendidas por ela nas áreas social e de sustentabilidade. Na carta apresentada neste sábado, o tucano faz referência à candidata que se lançou pelo PSB ao dizer que “é natural que contemos, nesta etapa, com as sugestões dos que, comprometidos com a mudança, se lançaram à campanha e, mesmo não obtendo votos suficientes para chegar ao segundo turno, contribuíram com suas ideias, propostas e debates para melhorar a qualidade de nossa democracia”.

Uma das bandeiras do PSDB, a redução da maioridade penal para 16 anos em caso de reincidência por crimes considerados graves, chegou a ser citada como um entrave para a oficialização do acordo, já que a Rede Sustentabilidade, partido que Marina tentou criar ano passado, é contra a proposta. Na sexta-feira, aliados de Marina já haviam mostrado que poderiam flexibilizar essa exigência.

A carta-compromisso do tucano caminha no sentindo de um meio-termo, ao propor que a sociedade seja convocada para “debater e encontrar soluções generosas para nossa juventude”. Diz o texto: “podemos, juntos, evitar que os problemas relacionados aos jovens sejam encarados apenas sob a ótica da punição. Essa seria uma forma injusta de penalizá-los, nas ponta do processo, por erros e omissões que são de todos nós”.

CARTA DE AÉCIO FOI CONSIDERADA SATISFATÓRIA

Fontes próximas a Marina, que esteve reunida com seu grupo político, a Rede Sustentabilidade, afirmaram que a ex-ministra considerou “satisfatório” o gesto de Aécio de divulgar um documento no qual assume compromissos da plataforma da Rede, condição imposta por Marina para apoiá-lo no segundo turno.

O coordenador-geral da campanha de Marina, Walter Feldman, considerou o documento de Aécio um “avanço”.

Um dos pontos mais importantes, segundo o deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ), é o que trata da demarcação de terras indígenas. No texto divulgado hoje, Aécio diz que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) “tem sido negligente” e afirma que vai se posicionar pela manutenção da prerrogativa do Poder Executivo de demarcar as terras indígenas, o que já é assegurado pela Constituição Federal.

Outros pontos considerados essenciais para Marina foram a manutenção da política social e o avanço na política de sustentabilidade.

Embora Marina tenha se posicionado firmemente contra a redução da maioridade penal, hoje seus aliados afirmavam que esse ponto não era inegociável.

– Não vejo divergências reais em torno dessa questão – disse Sirkis.

No texto, Aécio não diz se, em um eventual governo, vai reduzir ou garantir a maioridade a partir dos 18 anos, mas fala que vai “convocar a sociedade brasileira a debater soluções generosas” para a juventude e “evitar que os problemas sejam encarados apenas sob a ótica da punição”.

ADESÃO A AÉCIO DIVIDE POLÍTICOS DA REDE

Políticos ligados à Rede passaram a última semana debatendo se oferecer apoio a um candidato à Presidência no segundo turno está dentro do programa do grupo, que tenta combater a polarização entre PT e PSDB. Algumas pessoas dentro do partido acham que seria melhor manter a neutralidade, segundo interlocutores.

-A Rede é uma proposta de nova política, mas o segundo turno leva necessariamente a uma polarização. Tentamos ser uma terceira via a essa polarização; não deu certo. E como o partido fica neste segundo turno? — disse Feldman, após reunião no apartamento de Marina em São Paulo.

Segundo Feldman, apesar das opiniões divergentes, a possibilidade de apoiar Aécio não provocou crise dentro do partido:

– Não há crise. Alguns acham que deve continuar batalhando a despolarização e não participar (do segundo turno). Outros acham que, dada a dramaticidade da desconstrução democrática e do retrocesso ambiental, social e econômico do governo Dilma, você não tem muita escolha a não ser tomar uma opção.

Há convergências entre Aécio e Marina, diz Aloysio Nunes

Aloysio Nunes: “Tanto nós como Marina, a Rede e o PSB, queremos encerrar essa fase da política brasileira e tocar para frente”, disse.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aloysio Nunes: há convergências entre Aécio e Marina

Aloysio Nunes frisou que, embora Aécio e Marina sejam de partidos diferentes, ambos defendem a alternância de poder. Foto: Emiliano Capozoli

Aloysio Nunes: há convergências entre Aécio Neves e Marina Silva

O senador Aloysio Nunes, vice na chapa de Aécio Neves à Presidência, afirmou, nessa quinta-feira (09/10), que seu partido irá buscar convergências com o programa de governo defendido por Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República. Segundo ele, o conteúdo programático do candidato pela Coligação Muda Brasil é próximo ao que defende Marina.

“De modo que essa convergência pode ser feita com muita naturalidade”, afirmou Aloysio Nunes. Ele frisou que, embora Aécio e Marina sejam de partidos diferentes, ambos defendem a alternância de poder. “Tanto nós como Marina, a Rede e o PSB, queremos encerrar essa fase da política brasileira e tocar para frente.”

Aloysio Nunes afirmou que Marina teve uma “campanha valorosa” à Presidência da República no primeiro turno e ressaltou sua força eleitoral. “Ela [Marina Silva] tem uma presença política forte no Brasil.”

Ele ressaltou que as candidaturas de Aécio e Marina se consolidaram no campo da oposição. “Temos o dever, agora no 2º turno, de viabilizarmos esse enorme desejo de mudança que existe no Brasil”.

PROS

Ao lado de Aloysio Nunes, o vice-presidente nacional do PROS, o senador Ataídes Oliveira (TO), anunciou nesta quinta-feira seu apoio à Coligação Muda Brasil. Durante o encontro, Ataídes afirmou que o Brasil está passando por um “momento de desmoralização política” e de “instabilidade econômica” e que Aécio é o candidato “mais preparado” para fazer a mudança que o país necessita.

“Precisamos fazer uma ruptura com o sistema político implantado por esse governo há mais de 13 anos. Não tenho dúvidas, conhecendo o presidente Aécio, que ele está preparado, junto com Aloysio Nunes, para fazer essa ruptura que nosso povo espera”, disse o senador.

Aloysio Nunes agradeceu, em nome de Aécio, o apoio, destacando que o Estado do Tocantins representa uma força política importante. “Com esse apoio do eleitorado de Tocantins queremos mudar o Brasil”.

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