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Dilma já é mais reprovada que Collor antes de sofrer impeachment

Dilma superou as piores taxas registradas por Fernando Collor (1990-92) no cargo às vésperas de sofrer um processo de impeachment.

No levantamento anterior, realizado na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados viam o governo Dilma como ruim ou péssimo.

Fonte: Folha de S.Paulo

 

O cenário piorou para a presidente Dilma também no que diz respeito a um eventual pedido de impeachment. Reprodução / Facebook

Reprovação de Dilma cresce e supera a de Collor em 1992

Com 71% de reprovação, a presidente Dilma Rousseff (PT) superou as piores taxas registradas por Fernando Collor (1990-92) no cargo às vésperas de sofrer um processo de impeachment, mostra pesquisa Datafolha feita entre terça e esta quarta-feira (5).

No levantamento anterior, realizado na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados viam o governo Dilma como ruim ou péssimo.

O grupo dos que consideram a atuação da petista ótima ou boa variou para baixo, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em junho, 10% dos consultados pelo Datafolhamantinham essa opinião. Agora, são 8%.

Reprovação a Dilma

O cenário piorou para a presidente Dilma também no que diz respeito a um eventual pedido de impeachment.

Questionados se o Congresso deveria abrir um procedimento formal de afastamento, 66% dos entrevistados disseram que sim. No levantamento anterior, realizado em abril, eram 63%.

Impeachment

Também aumentou a quantidade de pessoas que acham que ela será retirada do cargo, independentemente de suas opiniões sobre um eventual processo de impeachment. Em abril, 29% diziam que a presidente seria afastada do Planalto. Agora, 38% disseram achar que Dilmasofrerá um impeachment.

Os números registrados pelo Datafolha na pesquisa desta semana são os piores desde que o instituto iniciou a série de pesquisas em âmbito nacional, em 1990, no governo Fernando Collor.

O atual senador pelo PTB-AL, investigado na Lava Jato, era até agora o recordista de impopularidade na série do Datafolha, com 9% de aprovação e 68% de reprovação na véspera de seu impeachment, em setembro de 1992.

Dilma, dessa forma, passa a ser a presidente com a pior taxa de popularidade entre todos os eleitos diretamente desde a redemocratização.

As pesquisas Datafolha do período do governo José Sarney (1985-1990) eram feitas em dez capitais. Incomparáveis, portanto, com as seguintes. Nesse universo, Sarney registrou 68% de reprovação em seu pior momento, em meio à superinflação.

REGIÕES

A reprovação à presidente Dilma Rousseff é homogênea em relação às regiões do país, com índices em patamares semelhantes em todas elas.

Nos locais em que seu partido, o PT, costuma ter mais reprovação, a presidente registrou taxas levemente piores. A maior taxa de reprovação foi registrada na região Centro-Oeste, 77%. No Sudeste e no Sul, 73% dos entrevistados disseram que o governo é ruim ou péssimo.

Mesmo no Nordeste, região do país onde o PT costuma ter melhor desempenho eleitoral, a aprovação de Dilma é baixa. Apenas 10% dos consultados pelo Datafolha afirmaram que o governo é ótimo ou bom. Outros 66% entendem que a administração é ruim ou péssima.

As taxas apuradas pelo Datafolha em relação à questão do impeachment também são consistentes independentemente da região do país.

No Centro-Oeste, 74% acreditam que o Congresso deveria fazer tramitar um pedido de afastamento. Sul e Sudeste registram 65%. No Nordeste, o percentual é maior, porém dentro da margem de erro, com 67%.

Também não há diferença relevante em relação a idade ou o sexo dos entrevistados. Os resultados tanto entre homens como entre mulheres repetem o percentual de reprovação geral, de 71%.

Dilma tem reprovação levemente inferior entre pessoas com mais de 60 anos (68%). Os resultados das outras faixas etárias variam pouco, sempre dentro da margem de erro.

O Datafolha entrevistou 3.358 pessoas com 16 anos ou mais em 201 municípios nas cinco regiões do país.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança do levantamento é de 95% –se fossem realizadas 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estariam dentro da margem de erro em 95 ocasiões.

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Datafolha: Dilma prejudica a imagem de Lula, que perde prestígio

Segundo Datafolha, a crise do governo da presidente Dilma Rousseff prejudica a imagem de Lula.

Corrupção do PT

Fonte: O Globo 

Datafolha: Dilma está acabando com imagem de Lula

Datafolha: De acordo com o levantamento, o índice dos que consideram o petista o melhor presidente da história caiu 21 pontos desde 2010. Divulgação

Crise do governo Dilma prejudica imagem de Lula, diz Datafolha

De acordo com pesquisa, percentual dos que consideram o petista o melhor presidente da história caiu de 71% para 50%

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem perdido prestígio. Segundo pesquisa Datafolha, a crise do governo da presidente Dilma Rousseff prejudica a imagem de Lula. De acordo com o levantamento, o índice dos que consideram o petista o melhor presidente da história caiu 21 pontos desde 2010.

Naquele ano, 71% dos eleitores consideravam Lula o melhor presidente da República. Em dezembro do ano passado, pouco tempo após a reeleição de Dilma, o prestígio do petista caiu para 56%. Na semana passada, a taxa reduziu e chegou a 50%.

Por outro lado, a atual crise de Dilma melhora a imagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Enquanto em 2010 apenas 6% consideravam FH o melhor presidente, o percentual agora chega a 15%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou menos.

Com a popularidade menor, Lula empataria tecnicamente com Aécio Neves, em uma nova eleição. Segundo a pesquisa, se houvesse uma nova eleição presidencial, o senador tucano ficaria com 33% dos votos. Lula teria 29% e Marina Silva, 14%. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa aparece com 13%.

63% dos brasileiros apoiam impeachment contra Dilma, mostra Datafolha

Pesquisa revela que o motivo do impeachment contra Dilma está relacionado à Operação Lava-Jato, que investiga corrupção na Petrobras.

Rejeição contra a presidente e o PT continua alta

Fonte: O Globo 

Datafolha: 63% dos brasileiros apoiam impeachment contra Dilma

Manifestante vestido de Dilma durante protesto conta a presidente. Datafolha aponta que 63% dos entrevistados apoiariam o impeachment de Dilma Rousseff.  Reprodução

Datafolha aponta que 63% dos eleitores apoiam abertura de impeachment contra Dilma

Pesquisa também mostra que a maior parte da população não sabe quem assumiria a Presidência no lugar da petista

Pesquisa do Datafolha divulgada na tarde deste sábado mostra que 63% dos entrevistados apoiariam a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), a partir do que foi revelado até o momento na Operação Lava-Jato, que investiga um esquema de corrupção que envolve partidos políticos, empreiteiras e diretores da Petrobras. Outros 33% afirmaram que são contra o impeachment e 4% disseram não saber. Entretanto, o Datafolha demonstra também que a maior parte das pessoas não sabe o que poderia acontecer após uma possível destituição da presidente ao cargo. Dilma, que participou hoje da Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá, não quis comentar a pesquisa.

Os resultados da pesquisa foram publicados no site do jornal “Folha de S.Paulo” nesta tarde. Os pesquisadores perguntaram àqueles que defendem a saída da presidente quem assumiria no seu lugar, caso Dilma fosse mesmo afastada do cargo. Deste grupo, 27% responderam que seria o vice-presidente (sem citar seu nome), 10% citaram Michel Temer(PMDB) nominalmente, 15% disseram que o substituto seria o candidato derrotado na última eleição, o senador Aécio Neves (PSDB), 8% deram outras respostas e 40% admitiram que não sabiam o que aconteceria.

Entre aqueles que rechaçam o impeachment, 33% disseram que o cargo de presidente é assumido por seu vice, 19% citaram Michel Temer, 5% falaram em Aécio Neves, 9% deram outros nomes e 33% disseram não saber responder à questão.

Com relação ao total de entrevistados, 29% acreditam que, em caso de impeachment da presidente, o cargo é ocupado pelo vice, 13% citaram Michel Temer, 12% falaram de Aécio Neves, 8% deram outras respostas e 39% afirmaram não saber a resposta. Quando os eleitores foram perguntados sobre qual é o nome do vice-presidente, 63% declararam não saber. Outros 36% acertaram a resposta, enquanto 1% respondeu um nome errado.

Embora a maioria das pessoas apoie a abertura de um processo de impeachment contra Dilma, 64% não acreditam no afastamento da presidente em decorrência da Operação Lava-Jato. Para 57% dos entrevistados, Dilma sabia da corrupção na Petrobras e deixou que os escândalos continuassem. Outros 26% acreditam que, embora soubesse do esquema, a presidente não poderia fazer nada para impedir que ele continuasse. Por fim, 12% responderam que Dilma não sabia da corrupção na Petrobras.

A maior parte dos entrevistados (75%) se declarou a favor dos protestos contra o governo Dilma, enquanto 19% das pessoas se manifestou contra as manifestações. Uma série de protestos contra Dilma está marcada para ocorrer neste domingo em vários locais do país.

REPROVAÇÃO DE DILMA FICA ESTÁVEL

A reprovação da presidente Dilma ficou estável em relação à última pesquisa do Datafolha, feita em 16 e 17 de março. O número de eleitores que considera o governo Dilma ruim ou péssimo oscilou de 62% para 60%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o índice ficou estacionado. Em 2 de dezembro, o índice era de 24%.

A quantidade de pessoas que considera o governo bom ou ótimo ficou estável em 13% nas duas últimas pesquisas. Em dezembro, estava em 42%. Já aqueles que o acham regular oscilou de 24%, em março, para 27%, em abril. Em dezembro, a taxa era de 33%.

A pesquisa também revela pessimismo do eleitor com relação à economia. Entre os ouvidos, 58% acredita que a situação econômica vai piorar, 78% acham que a inflação vai subir e 70% diz que o desemprego vai aumentar.

Quando a pergunta quem foi o melhor presidente do Brasil, 50% escolheram Luiz Inácio Lula da Silva, 15% afirmaram que foi Fernando Henrique Cardoso, 6% apostaram em Getúlio Vargas, 3% em Juscelino Kubitschek. Dilma foi eleita melhor presidente da história por 2%, mesmo percentual conquistado por José Sarney.

NOVA ELEIÇÃO

O instituto de pesquisa também perguntou aos eleitores em quem eles votariam caso fossem convocadas novas eleições presidenciais. O resultado revela um empate técnico entre Aécio e o ex-presidente Lula. O tucano foi escolhido por 33% dos eleitores, enquanto o petista ficou com 29% das intenções de voto.

Marina Silva, que concorreu às últimas eleições pelo PSB, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa aparecem empatados em terceiro lugar, com 13% das respostas. O Datafolha ouviu 2.834 pessoas em 171 municípios entre 9 e 10 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

NO PANAMÁ, DILMA NÃO COMENTA PESQUISA

A presidente Dilma Rousseff se negou a responder sobre a pesquisa Datafolha publicada neste sábado. Na entrevista coletiva que concedeu durante a VII Cúpula das Américas, ao ser perguntada sobre o assunto, disse que só trataria de assuntos internacionais e, sobre Brasil, falaria quando estivesse de volta ao Brasil.

– Querida, eu não vou falar do Brasil. Sabe por que eu não vou falar? Porque eu posso falar pra vocês amanhã ou depois de amanhã, quando nós chegarmos lá (no Brasil), sem problema nenhum. Mas aqui eu vou falar do que eu estou fazendo aqui – disse a presidente brasileira.

Dilma também foi perguntada sobre a nova etapa da Operação Lava-Jato, que investiga desvios de recursos da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde. E deu resposta semelhante.

Crise: com desemprego em alta no Nordeste, Dilma perde popularidade

Cortes de obras de infraestrutura e do Minha Casa Minha Vida são alguns dos principais motivos para o aumento das demissões na região.

“A rejeição maior vem da frustração com a economia, do medo do desemprego e da percepção fora do controle. Tudo temperado pelos escândalos de corrupção”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha

Fonte: Folha de S.Paulo

Crise promove desemprego no Nordeste, Dilma perde popularidade

Segundo o Datafolha, o índice de ruim/péssimo de Dilma saltou de 11% para 55% de outubro a março no Nordeste. Divulgação

Nordeste perde ritmo ‘chinês’ e começa a sofrer com a crise

Disparada da inflação e demissões derrubam popularidade de Dilma na região

Embora ainda seja superior à média, atividade no Nordeste converge para o baixo ritmo do resto do país

O forte aumento da rejeição ao governo Dilma Rousseff no Nordeste ocorre no mesmo momento de uma perda importante do dinamismo na região, que chegou a crescer a velocidades “chinesas” ao longo da década passada.

Segundo o Datafolha, o índice de ruim/péssimo de Dilma saltou de 11% para 55% de outubro a março no Nordeste. O período coincidiu com a disparada da inflação medida regionalmente e com a primeira queda em vários anos do saldo líquido de empregos formais na região (veja quadro à pág. B3).

Embora ainda conserve desempenho superior à média nacional, a atividade no Nordeste vem convergindo para o baixo ritmo do resto do país.

A região também perde terreno em áreas intensivas em mão de obra, como a construção civil. Alguns grupos regionais já reveem abruptamente suas expectativas.

Em 2014, o Nordeste concentrou 30% das demissões na construção civil, setor que cortou 106 mil vagas no país. O recuo de 3,4% na média nacional foi menor que o de 4,6% na região nordestina.

Cortes nas verbas e nos pagamentos de obras de infraestrutura e do Minha Casa Minha Vida são alguns dos principais motivos para o aumento das demissões na região, avalia Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre.

Diante do novo cenário, um dos principais grupos do setor de material de limpeza do Norte e Nordeste, o Raymundo da Fonte –detentor da popular marca Brilux–, readequou sua projeção de crescimento para 2015, de 12% para 5%.

“Há uma acomodação do mercado e queda no consumo. Se conseguirmos manter o ritmo de produção e não demitir, já vai ser muito bom”, diz o diretor comercial do grupo, Romero Longman.

“As pessoas colocaram o pé no freio, comprando em quantidade menor e buscando marcas mais baratas”, afirma Teobaldo Costa, presidente da Associação Baiana de Supermercados e dono do grupo Atakarejo, o maior do segmento na Bahia.

Segundo o Datafolha, o Nordeste concentra a maior proporção de eleitores que votaram em Dilma em outubro e que agora consideram seu governo ruim/péssimo: 24% estão “frustrados”, ante a média nacional de 16%.

“A rejeição maior vem da frustração com a economia, do medo do desemprego e da percepção da inflação fora do controle. Tudo temperado pelos escândalos de corrupção“, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

Datafolha mostra que eleitores estão frustados e rejeitam Dilma

Os eleitores “frustrados” votaram em Dilma, mas agora a consideram uma presidente ruim ou péssima.

De todos os seis subconjuntos, é o que tem menor renda e mais moradores no Nordeste.

Somam 16% e atribuem média 2,4 à petista, nota superior apenas à dos “refratários”.

Fonte: Folha de S.Paulo 

Datafolha: eleitores estão frustados e rejeitam Dilma

Datafolha: eleitores estão frustados e rejeitam Dilma

Datafolha: eleitores estão frustados e rejeitam Dilma

Frustração e rejeição do eleitor deixam Dilma com pouca margem de manobra reduzida

Futuro da presidente depende do impacto que o ajuste econômico terá na rotina dos brasileiros

Por trás da reprovação majoritária da população ao governo Dilma Rousseff, revelada pelo Datafolha após as manifestações de 15 de março, há diferenças importantes entre os eleitores que se posicionam contra a presidente.

Por meio de uma análise combinatória de duas variáveis –o voto declarado no segundo turno da eleição presidencial de 2014 e a avaliação que os entrevistados fazem do governo Dilma hoje–, o Datafolha dividiu a amostra de sua última pesquisa nacional em seis subgrupos.

Os três primeiros reúnem aqueles eleitores que optaram por Dilma no ano passado e que agora têm visões diferentes sobre o desempenho da presidente. São os eleitores “satisfeitos”, os “apreensivos” e os “frustrados”.

Os outros três grupos são compostos de pessoas que não votaram na petista, isto é, escolheram o senador Aécio Neves (PSDB-MG), votaram nulo ou em branco nas últimas eleições. São subdivididos em “surpresos”, “atentos” e “refratários”.

Os eleitores “satisfeitos” avaliam positivamente o início do segundo mandato da candidata que elegeram. Atribuem à presidente nota 8,3 –a média na população é 3,7. Eles correspondem a 11% dos brasileiros, são mais velhos e muito mais petistas do que a média. Vivem principalmente no interior do país, estão mais otimistas com a economia e são os que menos acreditam em omissão de Dilma diante da corrupção na Petrobras. É o segmento mais fiel à presidente.

Os eleitores “apreensivos” não aprovam, mas também não reprovam o governo Dilma. Avaliam sua gestão como regular ou não souberam opinar. Totalizam 15% da amostra e, entre os que votaram na petista, são o grupo com mais moradores das capitais. Dão nota 6,1 à presidente e estão pessimistas com os rumos da economia, mas em proporção menor do que a média.

Em comum com os grupos que não rejeitam Dilma, os “apreensivos” estão mais otimistas em relação à sua situação econômica pessoal do que com as condições do país. Se sentirem em sua rotina os efeitos dos ajustes na economia, tendem a se frustrar. Caso contrário, podem voltar a apoiar a presidente.

Os eleitores “frustrados” votaram em Dilma, mas agora a consideram uma presidente ruim ou péssima. De todos os seis subconjuntos, é o que tem menor renda e mais moradores no Nordeste. Somam 16% e atribuem média 2,4 à petista, nota superior apenas à dos “refratários”.

É um estrato que demonstra bastante pessimismo com a economia e o mais inseguro com o emprego. Para reconquistá-los, o governo deveria minimizar os efeitos da recessão no mercado de trabalho e em benefícios sociais.

No universo dos que não votaram em Dilma na eleição, dois pequenos subconjuntos destacam-se pela avaliação que fazem da presidente.

Os “surpresos” representam apenas 2% do total, são menos escolarizados e mais pobres, e dão nota 7,1 à gestão da petista. Os “atentos”, que somam 10%, a consideram regular, com média 5,4. São mais jovens, a maioria tem ensino médio e é do sexo masculino, estão pessimistas com a economia do país, mas nem tanto em relação à situação econômica pessoal.

O maior grupo de todos é o dos “refratários”. Corresponde a quase metade da população (47%). É um contingente que não votou em Dilma e a reprova totalmente. Entre eles, a nota média obtida pela petista fica em 1,7. É o segmento mais escolarizado e com mais gente no Sudeste.

Exibe grande pessimismo na economia e é o que mais condena a presidente por omissão diante da corrupção na Petrobras. Foi o estrato mais presente nos protestos do dia 15 e parece blindado contra iniciativas do governo.

IMPACTO DO AJUSTE

As variações na opinião pública daqui em diante dependerão principalmente do impacto do ajuste econômico no dia a dia dos brasileiros, especialmente nos segmentos “apreensivos” e “atentos” da população.

São estratos que percebem a gravidade da situação do país, mas ainda não o projetam para a vida prática. Para os “atentos”, ações ou confusões na área da educação, como a que aconteceu com o FIES, podem pesar bastante.

Para os “frustrados”, a questão é saber se o fantasma do desemprego se materializará. Isso pode ser determinante para a adesão desse segmento às manifestações de rua. Entre os eleitores “refratários”, o governo não encontra, por enquanto, espaço para manobras.

A rejeição que perdura desde as eleições, intensificada pela derrota do antipetismo nas urnas, anula, pelo menos por enquanto, qualquer tentativa de aproximação de Dilma com esse segmento. Resta saber quem da oposição preencherá essa lacuna.

Dilma tem reprovação histórica de 62%, mostra Datafolha

Pesquisa Datafolha mostra que 62% dos brasileiros consideram a gestão de Dilma como ruim ou péssima. A impopularidade subiu 18 pontos.

É a mais alta taxa de reprovação de um mandatário desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, que era de 68%.

Fonte: O Globo 

Datafolha: Dilma tem reprovação histórica de 62%, maior pós Collor

Datafolha: taxas mais altas de rejeição da presidente estão nas regiões Centro-oeste (75%) e Sudeste (66%). Divulgação

Datafolha: 62% reprovam o governo Dilma

Popularidade da presidente caiu em todos os segmentos sociais e em todas as regiões do país

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira mostra que 62% dos brasileiros consideram a gestão da presidente Dilma Rousseff como ruim ou péssima. A impopularidade de Dilma subiu 18 pontos comparada ao levantamento anterior do instituto em fevereiro.

É a mais alta taxa de reprovação de um mandatário desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, que era de 68%.

Apenas 13% classificam o governo de Dilma como ótimo ou bom, uma queda de de dez pontos em relação à pesquisa anterior.

A pesquisa foi feita com 2.842 eleitores logo após as manifestações contra Dilma no domingo. O levantamento, que tem dois pontos percentuais de margem de erro, mostra a deterioração da popularidade de Dilma em todos os segmentos sociais e em todos as regiões do país.

As taxas mais altas de rejeição da presidente estão nas regiões Centro-oeste (75%) e Sudeste (66%), nos municípios com mais de 200 mil habitantes (66%), entre os eleitores com escolaridade média (66%) e no grupo dos que têm renda mensal familiar de 2 a 5 salários mínimos (66%). A maior taxa de aprovação está na região Norte, com 21%. No Nordeste, 16% dos seus habitantes aprovam o governo de Dilma.

A presidente obteve nota 3,7, a pior desde a chegada de Dilma à Presidência, em 2011. Em fevereiro a nota média era 4,8. No primeiro mandato, a pior média foi 5,6, em junho e julho de 2014.

A pesquisa também mostra que somente 9% consideram ótimo ou bom o desempenho do Congresso. Para 50% a atuação dos deputados e senadores é ruim ou péssima.

PARA 60%, ECONOMIA VAI PIORAR

O pessimismo econômico também foi abordado pela pesquisa e a expectativa com a situação do país é a pior desde 1997. Para 60%, a situação da economia vai piorar. Em fevereiro, a percepção de que a situação econômica iria piorar nos próximos meses chegava a 55%. Segundo o Datafolha, 69% acreditam que o desemprego deve aumentar, mas 61% pensam não correr risco de demissão.

A expectativa para a maioria, 77%, é que a inflação aumentará.

Impeachment de Dilma: não é crime falar, diz Aécio

Aécio: “Desconhecer que há um sentimento de tamanha indignação na sociedade é desconhecer a realidade”, disse o senador.

“Nunca vi em tão pouco tempo um governo errar tanto”, disse Aécio.

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio: não é crime falar de impeachment

Aécio avalia que a queda abrupta e profunda da popularidade de Dilma, registrada pelo último Datafolha, é fruto de uma série de equívocos cometidos pelo próprio governo. Divulgação

Não é crime falar de impeachment, diz Aécio

Tucano diz que tema não é ‘pauta’ do PSDB, mas defende colegas que abordaram o assunto

O impeachment da presidente Dilma Rousseff “não está na pauta do PSDB“, diz o senador Aécio Neves (MG), mas ele defende os tucanos que têm abordado o assunto. “Não é crime falar”, afirmou à Folha. “Desconhecer que há um sentimento de tamanha indignação na sociedade é desconhecer a realidade.”

A análise foi feita pelo tucano um dia depois de o líder de seu partido no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), bater boca com o petista Lindbergh Farias (RJ) no plenário. A confusão começou após Cunha Lima sustentar que a discussão sobre o impedimento de Dilma é legítima, o que provocou a irritação de Lindbergh.

“Não está na pauta do nosso partido, mas não é crime falar sobre o assunto, como fez o senador Cássio Cunha Lima“, defendeu Aécio.

Adversário de Dilma nas eleições de 2014, Aécio avalia que a queda abrupta e profunda da popularidade de Dilma, registrada pelo último Datafolha, é fruto de uma série de equívocos cometidos pelo próprio governo e que a oposição tem sido “cautelosa” nos posicionamentos.

Ele diz, por exemplo, que Dilma “foi covarde” ao terceirizar explicações sobre as medidas que adotou na economia. “Escolheu uma pessoa de fora do seu círculo, que provavelmente nem votou nela, para assumir as decisões. Ela se escondeu. Essa covardia abriu espaço para crescer o sentimento de que a presidente mentiu na eleição”, diz.

Para ele, Dilma desagradou não só aos que já não apostavam nela, como também a sua própria base social. “São dois sentimentos: indignação, de quem não a escolheu e hoje vê ela fazer o que disse que os adversários fariam; e frustração, porque quem votou nela apostou em outro projeto, não nesse.”

Presidente nacional do PSDB, Aécio diz que não vê “hoje elementos jurídicos ou políticos para um pedido de impeachment“. Mas avalia que a situação tende a piorar, pela instabilidade das relações no Congresso e o escândalo da Petrobras.

Segundo ele, nessa toada, a equipe de articulação política do Planalto vai levar Dilma para o Guinness, o livro dos recordes. “Nunca vi em tão pouco tempo um governo errar tanto.”

Datafolha: avaliação de Dilma é ruim e abre espaço para impeachment

Escândalo da Petrobras e piora na expectativa em relação à economia, fizeram popularidade de Dilma despencar e atingir a pior marca de seu governo

77% dos entrevistados dizem que Dilma sabia dos escândalos da Petrobras

Fonte: O Globo 

Datafolha: avaliação de Dilma é ruim e abre espaço para impeachment

Datafolha: entrevistados que avaliam o governo Dilma como ruim/péssimo subiram de 24% para 44%. Foto: Reuters/VEJA

Avaliação positiva de Dilma despenca de 42% para 23%, diz Datafolha

Rejeição da presidente teve efeito inverso; saltou de 24% em dezembro para 44% em fevereiro. Para 77% dos entrevistados ela sabia do escândalo na Petrobras

Com o escândalo da Petrobras à tona e a piora na expectativa em relação à economia, a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) despencou e atingiu a pior marca de seu governo; foi de 42% (avaliação boa/ótima) em dezembro passado para 23% em fevereiro, segundo o Datafolha. Em contrapartida, os entrevistados que avaliam o governo como ruim/péssimo subiram de 24% para 44%. O número dos que acham a administração petista regular permaneceu em 33%. Na ocasião dos protestos de junho de 2013, a popularidade de Dilma era de 30%, de acordo com o instituto.

Datafolha: avaliação de Dilma é ruim e abre espaço para impeachment

Diz ainda o Datafolha que para 77% dos entrevistados a presidente tinha conhecimento da corrupção na Petrobras. Para 52% deles, ela sabia do escândalo e não agiu. Outros 25% disseram que ela nada pôde fazer, mesmo sabendo dos casos de corrupção.

Segundo o instituto, é a pior avaliação de um presidente desde dezembro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso tinha 46% de rejeição (avaliação ruim/péssima). Para o jornal Folha de S.Paulo, “o país assiste à mais rápida e profunda deterioração política desde o governo Fernando Collor de Mello.”

Após quatro anos de governo, Dilma obteve, de acordo com o Datafolha, a primeira “nota vermelha” de sua gestão; uma média de 4,8.

Para 47% dos entrevistados, a presidente é “desonesta”. Outros 54% falam que ela é “falsa” e 50%, “indecisa”.

A pesquisa Datafolha mostra ainda que 60% dos eleitores disseram que Dilma mentiu na campanha – 46% acreditam que ela mais mentiu que disse verdades e 14%, que ela só mentiu.

O Datafolha ouviu 4 mil entrevistados em 188 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

ALCKMIN E HADDAD TAMBÉM EM QUEDA

Com o agravamento da crise hídrica em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) também teve queda, de dez pontos percentuais, em sua popularidade; de 48% em outubro passado para 38% em fevereiro, chegando ao mesmo índice de junho de 2013, quando eclodiram no país as manifestações de rua. Para 36% dos entrevistados a gestão Alckminé regular ante 34% do levantamento anterior. Os que avaliam a administração tucana como ruim/péssima saltaram de 13% para 24%.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), também empatou com a presidente Dilma Rousseff no que diz respeito à avaliação negativa; 44% dos entrevistados classificaram a gestão petista na capital paulista como ruim ou péssima ante 28% em setembro. Os que avaliam o governo Haddad como ótimo/bom caíram de 22% para 20%. Já os que achavam a administração regular somavam 44% em setembro. Hoje são 33%. Em julho de 2013, 47% dos entrevistados disseram que a gestão Haddad era ruim/péssima ante 15% que avaliavam o governo positivamente.

Brasileiros responsabilizam Dilma por corrupção na Petrobras

Datafolha revela que 7 em cada 10 brasileiros responsabilizam Dilma por caso na Petrobras, 85% estão seguros de que houve corrupção.

Boa parte dos eleitores continuam insatisfeitos com Dilma

Fonte: O Globo 

Pesquisa mostra que maioria responsabiliza Dilma por corrupção na Petrobras

Para diretor-geral do Datafolha, divisão apresentada nas eleições persiste entre os brasileiros

Petrolão: população responsabiliza Dilma por corrupção

Para a maioria dos entrevistados pelo Datafolha, Dilma tem alguma responsabilidade pelo que acontece na Petrobras. Divulgação

 País segue tão dividido quanto estava ao final das eleições. Esta é a avaliação de Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, sobre o resultado da pesquisa feita pelo instituto que mostrou que 7 em cada 10 brasileiros responsabilizam a presidente Dilma Rousseff pela corrupção na Petrobras. Segundo ele, os que saíram insatisfeitos da eleição continuam insatisfeitos.

O levantamento apontou que 85% dos respondentes estão seguros de que houve corrupção na estatal e desses, 41% acham que os grandes beneficiários do esquema foram os partidos políticos, e não as empreiteiras ou os funcionários da Petrobras. Além de apontarem a responsabilidade de Dilma no caso Petrolão, 20% dos pesquisados dizem que o governo dela é o mais corrupto desde os anos Sarney, perdendo em corrupção apenas para o governo Collor (29%).

Ainda assim, os brasileiros não reduziram a avaliação positiva do governo, que segue em 42%, mesmo índice obtido pela petista no fim do segundo turno. A rejeição ao governo aumentou apenas timidamente, passando de 20% para 24%.

Parte da explicação para a estabilidade da avaliação do governo pode estar no fato de que 46% dos brasileiros admitem que, desde a volta à democracia, nenhum governo investigou tanto a corrupção quanto a gestão Dilma. Outros 40% acham que nunca houve tanta punição aos corruptos quanto hoje, índice provavelmente impulsionado pela prisão de grandes executivos de empreiteiras pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Como resultado, a preocupação com corrupção caiu 5% em relação a junho desse ano e é considerado o principal problema do país por apenas 9% dos brasileiros.

Se as notícias de corrupção e as reiteradas manifestações da oposição, que chega a pedir o impeachment da presidente nas ruas, não foram capazes de piorar a aprovação do governo, por outro lado, o anúncio de mudanças na equipe e nos rumos econômicos do país também não aumentaram a confiança da população em relação ao governo e à economia.

– A maioria dos brasileiros está pessimista. Acredita que a inflação vai aumentar, o poder de compra dos salários diminuirá e o desemprego subirá no ano que vem – afirmou Paulino, que prosseguiu: – Como a piora não foi sentida pela maioria dos brasileiros concretamente ainda, esse pessimismo ainda não empurrou a avaliação do governo para baixo.

De maneira geral, o governo não tem motivos para ler positivamente o resultado da pesquisa. Os brasileiros nunca estiveram tão céticos quanto ao êxito de um novo governo: apenas metade dos respondentes crê que será um bom governo. Desde FH, o percentual dos que têm expectativa positiva sobre a nova gestão nunca foi tão baixo. A pesquisa Datafolha ouviu 2.896 pessoas em todo o Brasil entre os dias 2 e 3 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 2%.

TSE vai auditar veracidade dos resultados das pesquisas eleitorais

Presidente do TSE, Dias Toffoli, irá convocar os institutos de pesquisa para fazer uma avaliação sobre os números apresentados ao longo da campanha.

Eleições 2014

Fonte: Valor econômico

TSE vai auditar veracidade dos resultados das pesquisas eleitorais

O presidente do TSE, Dias Toffoli, afirmou que a margem de erro diferente entre os levantamentos cria um problema para o eleitor. Foto: Valor econômico

Toffoli vai chamar institutos para avaliar pesquisas após as eleições

Passadas as eleições, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Dias Toffoli, irá convocar os institutos de pesquisa para fazer uma avaliação sobre os números apresentados ao longo da campanha. De acordo com ele, foram registrados muitos erros.

“Vamos chamar os institutos para entender o que aconteceu. A primeira coisa que queremos é conhecer melhor, pois não foram erros pontuais e nem contra o partido ‘A’ ou partido ‘B’, mas erros sobre diversos resultados”, disse.

Segundo ele, tais erros alteram rumos de campanhas, podem mudar o voto de eleitores e influenciam a Bolsa de valores. Por isso, acredita que novas normas sobre as pesquisas podem ser propostas após reuniões com os institutos.

Apesar de pontuar que se trata apenas de uma ideia inicial, uma vez que sequer se reuniu com as empresas de pesquisa, Toffoli afirmou que a margem de erro diferente entre os levantamentos cria um problema para o eleitor.

“Temos pesquisas com margens de erro diferentes, com índices de confiabilidade diferentes. Talvez i sso devesse ser padronizado para evitar que se compare alhos com bugalhos toda a vez que duas ou mais pesquisas forem apresentadas”, disse.

Toffoli ainda comentou que o próprio TSE, através de suas resoluções, poderia determinar a padronização de índices. Disse também que o prazo para divulgação de pesquisas pode ser debatido.

“O STF já considerou inconstitucional a proibição 15 dias antes da eleição, mas hoje o STF é outro e muitos países proíbem nesse período. Mas o principal agora é entender o que aconteceu”.

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, considerou importante a disposição do TSE de ouvir os institutos.

“Um aspecto que merece ser rediscutido, por exemplo, é essa obrigação de registrar pesquisa com cinco dias de antecedência no caso das que serão divulgadas pela imprensa. Cinco dias é um prazo muito grande. Foi um dos fatores que mais motivou especulações no mercado financeiro e deu oportunidade para espertalhões criarem pesquisas clone”.

A diretora do Ibope, Márcia Cavallari, afirmou: “Falam em erros dos institutos comparando pesquisa com a apuração, mas

pesquisa não tem o papel de prever resultados. É o retrato do que ocorreu”. Ela também disse que “as pessoas mudam de candidato de última hora”.

“Há muitos erros, sim, mas que não são das pesquisas: o cadastro desatualizado do TSE, a abstenção, o eleitor que erra na hora de votar na urna eletrônica e outras variáveis que não são amostrais.”

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