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PT explora pobreza e reforça imagem de partido dos grotões

Ganhando ou não, o PT terá de repensar propostas, para escapar da imagem da legenda apenas dos pobres, mal instruídos, dos grotões do país.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

PT vive de explorar grotões de pobreza

O PT reproduz a trajetória de partidos que também ficaram longo período no poder. Quando começaram a voltar as eleições diretas, os partidos da ditadura só ganhavam no Nordeste, no Norte, nos grotões. Divulgação

PT se fortalece como o partido dos grotões

Ganhando ou não, o partido terá de repensar propostas, para escapar da imagem da legenda apenas dos pobres, mal instruídos e moradores de cidades pequenas

O cenário trazido pela última pesquisa do Datafolha não é, na essência, grande novidade. A candidata à reeleição, Dilma Rousseff, é forte no Norte e Nordeste, enquanto a oposição domina grandes espaços no Sudeste e Sul, onde se encontram os estados mais ricos. Mesmo que o fator Marina tenha surgido como raio em céu azul, a preferência do eleitorado segue esta tendência, que se firma em relação ao PT desde que o partido, por meio de Lula, chegou ao Planalto pela primeira vez, em 2003.

Mesmo que Marina Silva tenha herdado a legenda do PSB de Eduardo Campos e, instantaneamente, tornado sua chapa muito competitiva na corrida presidencial, Dilma se mantém, até agora, imbatível no Nordeste (48% dos eleitores contra 31% de Marina) e Norte (48% a 32%). O quadro é outro no Sudeste, onde está a maioria do eleitorado, e em que há um empate em 36%.

Pernambuco é emblemático do espaço petista no Nordeste. Terra de Eduardo Campos, governador bem avaliado pela população, o estado acolheu sem dificuldades Marina, e a ela 45% dão seu voto. Mas Dilma, ainda assim, recebe 38% da preferência do eleitorado pernambucano.

A perda de espaço do PT no Sudeste tem como símbolo a dificuldade da legenda no estado mais rico da federação. O candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, um dos “postes” de Lula, está com 8%, e o tucano Geraldo Alckmin continua a se reeleger no primeiro turno. Dilma ficou em 26% e Marina, 40%. O partido enfrenta dificuldades históricas na região em que foi fundado.

Esta última pesquisa, analisada por meio dos aspectos da escolaridade, renda e local de moradia dos eleitores, segundo o porte de suas cidades, revela que o PT se sustenta em pessoas de baixa formação escolar, residentes no interior, em cidades de até 50 mil habitantes. Não por acaso, o estado de São Paulo foge deste perfil: tem população escolarizada, renda média alta e congrega cidades maiores.

O PT, portanto, reproduz a trajetória de partidos que também ficaram longo período no poder. Incluindo Arena e, depois, PDS, legendas de sustentação dos generais. Quando começaram a voltar as eleições diretas, os partidos da ditadura só ganhavam no Nordeste, no Norte, nos grotões. Daí o Pacote de Abril, baixado por Ernesto Geisel em 1977, ter criado os “senadores biônicos” e inflado o número de representantes dos estados menos populosos. Onde o regime vencia.

O mesmo fenômeno ocorreu com o PSDB, nos tempos de Planalto. O poder do Executivo federal é tamanho na distribuição de recursos para estados e municípios, e no assistencialismo, que a população dessas regiões, dependente de bolsas, é sempre governista. Por isso são petistas.

Disso tudo resta um dever de casa para o PT: ganhando ou não, o partido terá de repensar propostas, para escapar da imagem da legenda apenas dos pobres, mal instruídos, dos grotões do país. Ou ficará irrelevante à medida que o país se desenvolver.

IDH Brasil: Nordeste avança

IDH Brasil: Apesar da melhora significativa, Nordeste tem cidade entre as 3 piores: Fernando Falcão (MA)

IDH Brasil: Norte e Nordeste

 

Fonte: Folha de S.Paulo

Norte e Nordeste têm maior avanço; SP é 6ª entre capitais

Alavancada por parque e turismo, Mateiros (TO) lidera ranking de melhora

São Caetano (SP), Águas de São Pedro (SP) e Florianópolis (SC) estão no topo do ranking desde 2000

As cidades que mais melhoraram seu IDHM estão no Norte e no Nordeste –regiões que também apresentaram reduções nas disparidades com Sul e Sudeste.

Mas as que dominam a liderança do ranking de desenvolvimento ainda são as mesmas desde 2000: em primeiro, São Caetano do Sul (SP), com 0,862; em segundo, Águas de São Pedro (SP), com 0,854; em terceiro, Florianópolis (SC), com 0,847, a capital mais bem colocada.

E as três piores seguem no Norte e NordesteMelgaço (PA), com 0,418, Fernando Falcão (MA), 0,443, e Atalaia do Norte (AM), com 0,450.

O ranking de melhora nominal é liderado, entre 2000 e 2010, pela cidade de Mateiros, no leste do Tocantins, que saiu de 0,281 para 0,607.

A 241 km de Palmas, ela tem 2.223 habitantes, é acessível somente por estrada de terra e foi impulsionada pelo crescimento do turismo e da agricultura extensiva.

Trata-se do principal destino dos turistas que vão para a região de dunas e cachoeiras que ficou conhecida após a criação, em 2001, do Parque Estadual do Jalapão.

A cidade teve avanços significativos na educação. Em 2000, apenas 34,6% das crianças de 5 a 6 anos frequentavam a escola. Dez anos depois, eram 75,6%.

O prefeito Júlio Mokfa (PR), que iniciou este ano seu primeiro mandato, atribui esses números à abertura de escolas municipais na zona rural.

O gerente do parque do Jalapão, João Miranda de Sousa, afirma que a melhora nos níveis educacionais do município está intimamente ligada ao turismo.

“As pessoas começam a querer aprender até outras línguas, por causa da vinda de estrangeiros”, afirma.

Na comparação proporcional, Aroeiras do Itaim (PI) teve a maior melhora no IDHM: 149,5%, de 0,208 para 0,519.

SÃO PAULO 

Entre capitais, São Paulo é a 6ª, empatada com Porto Alegre, com 0,805 –índice “muito alto”. Perde para Florianópolis, Vitória, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte.

Seu índice de educação é “alto”. O de longevidade, “muito alto”, com expectativa de vida ao nascer de 76,3 anos. O de renda é “muito alto”, com uma renda mensal per capita de R$ 1.516,21.

Ribeirão Branco, município de 18 mil habitantes a 295 km da capital paulista, teve o pior IDHM (0,639) e a pior renda per capita (R$ 318,44) do Estado de São Paulo.

economia baseada na agricultura familiar e as dívidas dos produtores explicam, em parte, a posição. A prefeitura também alega ter dívidas previdenciárias que comprometem a capacidade de investimento.

Aécio: a gestão das políticas socais e o combate à pobreza

Aécio: “a pobreza precisa ser compreendida também na sua dimensão de privação de oportunidades, direitos e serviços”, comentou.

Aécio: políticas sociais

Fonte: Folha de S.Paulo

Carências Sociais

Aécio Neves

A “Síntese de Indicadores Sociais 2012” (SIS), publicada pelo IBGE, ajuda a entender o tamanho dos desafios do Brasil do nosso tempo. No estudo, um amplo conjunto de informações demonstra que a pobreza não pode continuar sendo definida apenas pelo valor da renda dos brasileiros, como a dimensionamos nos últimos anos e ainda hoje.

O país permanece com um quadro grave de carências diversas. Uma delas é o acesso aos serviços básicos de esgoto, coleta de lixo, iluminação elétrica e água tratada. Em 2011, a proporção de pessoas sem acesso aos serviços básicos era de 32%, ou seja, um em cada três brasileiros.

A população com atraso educacional é de 31%, e sem acesso à seguridade social, de 21%. Cerca de sete milhões de pessoas ainda vivem em domicílio precário. Nas regiões menos desenvolvidas, a situação piora muito: 65% dos moradores do Norte e 48% do Nordeste têm carência de serviços básicos.

Considerando-se todas as carências avaliadas, verificou-se que 58% dos brasileiros apresentaram ao menos uma delas.

O grande mérito dessa pesquisa é chamar a atenção para a pobreza sob a perspectiva dos direitos e garantias indispensáveis para o exercício da dignidade humana.

Dentre os fatores que melhoraram a renda na última década, a SIS 2012 coloca a expansão das ações de transferência direta para os mais pobres, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), cujas bases e início ocorreram sob agestão reformadora do ex-presidente Fernando Henrique.

São iniciativas fundamentais na nossa realidade, mas está demonstrado que são insuficientes para fazer a travessia dos brasileiros para um novo patamar. Elas precisam ser mantidas e ampliadas, mas também somarem-se a outras políticas de Estado que enfrentem os problemas estruturais.

O estudo traz argumentos que apoiam as reflexões propostas pela oposição nos últimos anos: a pobreza precisa ser compreendida também na sua dimensão de privação de oportunidades, direitos e serviços.

O país precisa de políticas sociais que garantam à população atendida o direito de se emancipar. Não podemos nos contentar apenas com a perpetuação da tutela do Estado, que tem prevalecido no atual ciclo de governo. Em respeito a esses brasileiros, precisamos avançar além do processo de gestão diária da pobreza.

As informações do IBGE reforçam, portanto, àqueles que há muito tempo propõem novo dimensionamento, com o necessário realismo, do que precisa ser feito para superação da desigualdade e da pobreza.

Como se constata, a questão não se reduz ao mero enfrentamento político ou a peça de combate da oposição. É o Brasil real, que não frequenta a propaganda e o ufanismo oficial.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio: políticas sociais – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/81528-carencias-sociais.shtml

Aécio: Nordeste e Norte – PSDB está mais forte

Aécio diz que PSDB se reinseriu no Norte e Nordeste. Proposta é mostrar ao Brasil uma visão moderna de gestão pública eficiente.

Aécio: Eleições 2012

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

Fonte: PSDB MG

O senador Aécio Neves, que esteve em São Luis, para fazer campanha para João Castelo comentou sobre as últimas declarações do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, réu do mensalão e condenado pelo STF por formação de quadrilha. Aécio comentou ainda que o PSDB nas eleições 2012 está mais fortalecido no Norte e Nordeste.

Aécio Neves – Primeiro, em respeito aos momentos difíceis por que passa José Dirceu, eu não vou respondê-lo. As preocupações de José Dirceu hoje não são mais políticas, estão em outra ordem. Vou continuar fazendo e discutindo política.

Quanto aos resultados do primeiro turno dessas eleições, o fato mais consistente é que o PSDB e as oposições se reinseriram no Nordeste e no Norte do país de forma muito vigorosa. Já no primeiro turno, vencemos a prefeitura de duas capitais, Aracaju e Maceió, estamos disputando com enormes possibilidades várias outras capitais, como Salvador, ainda pelo Nordeste, como João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, aqui em São Luís com uma extraordinária expectativa de que vamos, mais uma vez, ter aqui uma administração honrada, equilibrada e preparada com João Castelo.

Estamos disputando em Manaus, onde estarei logo mais à noite. Estamos disputando em Belém do Pará, estamos disputando em Teresina, estamos disputando em Rio Branco. Então, um conjunto de cidades que faz com que haja uma inversão daquilo que ocorreu quatro anos atrás, onde o PSDB e a oposição tinham sido quase que dizimados.

Agora não, os palanques da oposição estão muito vigorosos. É a demonstração de que há um certo cansaço em relação ao modus operandi do PT. Aqui mesmo, o candidato deles não foi feliz na sua campanha no primeiro turno.

Estou muito otimista. A nossa responsabilidade, a partir desses resultados eleitorais, é apresentar ao Brasil uma nova proposta, uma proposta ousada e moderna de gestão pública, corajosa do ponto de vista das reformas

Mas eu venho hoje aqui, principalmente, prestar a minha solidariedade, o meu respeito e a minha admiração por João Castelo que, sem dúvida alguma, num segundo mandato, poderá fazer os avanços que não foram possíveis ainda no primeiro mandato.

Eu governei Minas Gerais por dois mandatos e no segundo é que nós colhemos os principais frutos daquilo que plantamos no primeiro mandato. Portanto, venho em nome de toda a direção nacional do partido trazer ao Castelo, ao Neto, seu companheiro de chapa, uma palavra de muito apoio e de muitas expectativas de que eles possam não só vencer as eleições, mas fazer uma administração que continue honrando as melhores tradições de São Luís e do Maranhão.

Eleições 2012: Aécio – Link da matéria: http://psdbmgnaseleicoes2012.wordpress.com/2012/10/24/aecio-neves-apoia-candidato-tucano-em-sao-luis-no-maranhao/

PSDB: Eleições 2012 – tucanos brigam no 2º turno por Teresina e São Luís

PSDB: Eleições 2012 – PSDB conseguiu recuperar posição em regiões consideradas estratégicas, como o Norte e o Nordeste.

Fonte: PSDB NAcional

PSDB disputa 17 prefeituras no segundo turno

Brasília – Na reta de chegada do segundo turno das eleições deste ano, dia 28, o PSDB disputa 17 prefeituras no país. Dessas, oito são capitais. No primeiro turno, a legenda foi vitoriosa em 691 cidades, que estarão sob o comando dos tucanos a partir de janeiro de 2013.

Além disso, o PSDB conseguiu recuperar posição em regiões consideradas estratégicas, como o Norte e o Nordeste: Arthur Virgílio Neto lidera a disputa da prefeitura de Manaus (AM), em Rio Branco (AC), Tião Bocalom e, em Belém (PA), Zenaldo Coutinho. No Nordeste, o PSDB conquistou a prefeitura de Maceió (AL) com Rui Palmeira já no primeiro turno. O partido concorre, ainda, no segundo turno em Teresina (PI) e São Luís (MA).

Confira, abaixo, o perfil dos candidatos:

Belém (PA) – Zenaldo Coutinho
O tucano recebeu 237.252 votos válidos, o que equivale a 30,67%, no primeiro turno. Agora, disputa o segundo, reforçando a representatividade do PSDB no Pará e na região Norte. O estado foi um dos seis onde o partido alcançou o maior número de votos, elegendo prefeitos em 32 municípios.

Apoiado pelo governador do estado, Simão Jatene (PSDB-PA), Zenaldo tem a saúde como o foco de sua campanha. A área é apontada pela população como um dos principais problemas de Belém. Também quer priorizar ações para estimular o turismo e a sustentabilidade, além de promover melhorias na educação, segurança e infraestrutura.

Casado, pai de duas filhas e advogado começou a carreira política em 1982, aos 21 anos, como vereador de Belém, sendo reeleito em 1988. Entre 1995 e 1996 ocupou a Presidência da Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA), onde, em 1997, foi líder do governo. Elegeu-se pela primeira vez deputado federal pelo PSDB, em 1998. Hoje está na terceira legislatura. Na Câmara, é titular da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC).

Blumenau (SC) – Napoleão Bernardes
O advogado Napoleão Bernardes, 30 anos, é militante do PSDB desde os 16 anos. Aos 17, tornou-se presidente da Juventude do partido. Assim, iniciou sua trajetória na vida pública, candidatando-se, no mesmo ano, para a Câmara de Vereadores de Blumenau, com a bandeira de defender os direitos dos cidadãos.

Em 2008, foi eleito vereador e, dois anos depois, candidatou-se a deputado federal, pelo PSDB. Agora, concorrendo pela primeira vez ao cargo de prefeito da cidade natal, passou para o segundo turno em primeiro lugar, com 71,7 mil votos, o equivalente a 38,7% do total válido.

Entre os tópicos do plano de governo apresentado por Napoleão Bernardes estão a área de habitação, com projetos de revisão do Plano Municipal de Redução de Riscos, para adequá-lo às necessidades de intervenção nos assentamentos precários e a promoção dos projetos habitacionais do desenvolvimento social nas comunidades, incluindo oportunidades de geração de renda na região.

Campina Grande (PB) – Romero Rodrigues
Romero Rodrigues não venceu as eleições para a prefeitura de Campina Grande (PB) no primeiro turno por uma diferença muito pequena. Ele recebeu 97,6 mil votos, o equivalente a 45% do total válido.

Ele encara essa nova etapa, porém, como mais uma oportunidade de apresentar e discutir suas propostas para o município paraibano. Esse engenheiro agrônomo de 46 anos foi vereador por quatro mandatos. Em 2004, foi o mais votado do estado. Em 2006, foi além. Tornou-se deputado estadual com recorde histórico na cidade.

Também atuou na Secretaria da Interiorização do Estado, entre 2007 e 2008 e, depois, na chefia da Casa Civil do Governo da Paraíba, entre 2008 e 2009. No ano seguinte, Romero Rodrigues foi eleito deputado federal, sagrando-se, novamente, campeão de votos em Campina Grande. Casado com a médica Micheline Moura, é pai de Vitória Moura e Vitor Romero.

Franca (SP) – Alexandre Ferreira
Médico veterinário e professor universitário, 44 anos, tem mestrado em promoção da saúde e pós-graduação em gestão pública. Disputa, em 2012, sua primeira eleição, apoiado pelo atual prefeito Sidney Franco da Rocha – cujo trabalho é aprovado por 90% da população.

Como secretário municipal de Desenvolvimento e Saúde, executou ações como o projeto Remédio em Sua Casa, que possibilitou a entrega de medicamentos a pessoas com deficiência física. Também foi o responsável pela informatização do sistema de marcação de consultas e exames.

Entre as propostas, estão a criação de uma central de monitoramento do trânsito e a implantação de um ônibus-biblioteca – chamado “BusãodaEducação.com”, que também conterá um laboratório de informática. No primeiro turno, foi o candidato mais votado, com 38,14% dos votos válidos. Sua coligação elegeu seis vereadores, formando, assim, a maior bancada na Câmara Municipal. É filiado ao PSDB desde 2011, casado e pai de dois filhos.

Guarulhos (SP) – Carlos Roberto
No primeiro turno dessas eleições municipais, a população de Guarulhos optou pela experiência de Carlos Roberto para coloca-lo na próxima fase da disputa. Ele recebeu 167,8 mil votos.

Esse paulistano de 57 anos é reconhecido como habilidoso administrador e está na vida pública desde 1988, quando elegeu-se vereador pela primeira vez. Foi reeleito em 1992 e administrou a Secretaria de Turismo de Guarulhos em 1993. Carlos Roberto é um importante quadro do PSDB. Presidiu o diretório municipal do partido duas vezes, até candidatar-se deputado federal nas eleições de 2010, ajudando a fortalecer a legenda na região.

Na ocasião, conquistou mais de 100 mil votos, chegando à Câmara dos Deputados no ano seguinte. O desafio de Carlos Roberto, agora, é combater a alta taxa de desemprego que assola a atual gestão, do PT, que chega a 10%. O plano de governo apresentado pelo tucano traz o planejamento para implementar o maior programa de qualificação profissional já realizado em Guarulhos.

João Pessoa (PB) – Cícero Lucena
Começou a vida pública em 1990, como vice-governador na chapa encabeçada por Ronaldo Cunha Lima. Em 1994 assumiu o mandato de governador, tornando-se o mais jovem governador do estado.

Em 1996, saiu vitorioso da disputa pela prefeitura de João Pessoa, reelegendo-se no primeiro turno do pleito seguinte, em 2000, com 74% dos votos. Ainda no início do mandato, migrou para o PSDB, em 2001. Durante sua administração, Cícero foi responsável por grandes projetos de infraestrutura urbana, entre eles, a criação de um dos mais modernos sistemas de coleta e armazenamento de lixo do Brasil.

Também ocupou o cargo de Secretário Estadual de Desenvolvimento da Paraíba, antes de eleger-se para o Senado Federal com mais de 800 mil votos, em 2006. Ao longo de sua trajetória pública, o tucano recebeu prêmios como o “Prefeito Amigo da Criança” e o “Selo da Cidadania – Município Protetor da Criança”, oferecido pelo Unicef como reconhecimento pelas ações desenvolvidas na área da Promoção Social, Educação, Saúde e Proteção à Criança.

Jundiaí (SP) – Luiz Fernando Machado
Aos 35 anos, Luiz Fernando Machado, candidato tucano que disputa o segundo turno nas eleições municipais de Jundiaí (SP) pela coligação “Para Avançar e Fazer o Futuro” teve uma rápida ascensão na política. Iniciou as atividades no movimento estudantil. Em 2003, assumiu o Conselho Municipal de Juventude; no ano seguinte, em sua primeira eleição, foi o oitavo vereador mais votado da cidade e, em 2006, apoiado por ampla maioria, tornou-se presidente da Câmara, o mais jovem na história da cidade. Também foi vice-prefeito na gestão de Miguel Haddad (PSDB).

Em 2012, conquistou a vaga de deputado federal na Câmara com votação recorde em Jundiaí – 60 mil do total de 129.620 votos obtidos em âmbito estadual. Na Câmara, é autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 10/2011, intitulada PEC da Responsabilidade Eleitoral. Este ano, foi indicado vice-líder da Minoria e, novamente, titular da Comissão de Minas e Energia. É suplente na Comissão de Direitos Humanos e Minorias e membro da Comissão Executiva do programa Parlamento Jovem, da Câmara.

Manaus (AM) – Arthur Virgílio Neto
Casado e pai de quatro filhos, o diplomata formado pelo Instituto Rio Branco começou desde cedo na vida pública: foi líder estudantil e crítico da ditadura militar. Em 1982 foi eleito para seu primeiro cargo público, deputado federal, e em 1988, prefeito de Manaus. Ainda no início de seu mandato, em 1989, migrou para o PSDB, partido que ajudou a fundar. No ano de 1994 foi eleito para seu segundo mandato de deputado federal, agora pelo PSDB, sendo reeleito em 1998. Com gestões reconhecidamente eficientes, Arthur foi apontado consecutivamente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos parlamentares mais influentes do Congresso.

O candidato tucano foi um dos maiores defensores da Zona Franca, que possibilitou a geração de milhares de empregos para o povo manauense no distrito industrial. Virgílio também foi um dos líderes do governo Fernando Henrique na Câmara, ocupando o cargo de Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Em 2002 elegeu-se senador, tornando-se líder da bancada do PSDB no Senado e um dos críticos mais firmes do governo Lula.

Pelotas (RS) – Eduardo Leite
Nascido no dia 10 de março de 1985 em Pelotas, Eduardo Leite, 27 anos, começou cedo na vida política. Caçula de uma família de três irmãos, bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pelotas, recebeu mais de 2.900 votos ao se candidatar pela primeira vez ao cargo de vereador, com apenas 19 anos, em 2004.

Depois disso, o tucano foi convidado para atuar como oficial de gabinete na Secretaria Municipal de Governo, ocupando a Secretaria Municipal de Cidadania, tornando-se o secretário mais jovem da história pelotense. Com a posse de Fetter Júnior (PP) na prefeitura, Eduardo assumiu a chefia do gabinete do prefeito, cargo que ocupou até assumir o segundo mandato na Câmara, como o segundo vereador mais votado do PSDB gaúcho.

Autor das leis municipais de transparência no serviço público e da proposta do Código de Ética da Câmara de Vereadores, se conduzido à prefeitura, vai priorizar questões como a educação, com a alfabetização de todas as crianças de até oito anos, melhoria da infraestrutura das escolas e valorização do magistério; além da saúde, segurança, transportes e meio ambiente.

Ribeirão Preto (SP) – Duarte Nogueira
Nascido no dia 16 de maio de 1964 em Ribeirão Preto (SP), Antonio Duarte Nogueira Júnior, 48 anos, pai de três filhos, é engenheiro agrônomo formado pela Faculdade de Agronomia Manoel Carlos Gonçalves, de Espírito Santo do Pinhal (SP). A influência familiar foi fator essencial para o ingresso na vida pública: o pai foi duas vezes eleito à prefeitura municipal. Em 1992, Nogueira se candidatou pela primeira vez, chegando ao segundo turno.

Em 1994 elegeu-se deputado estadual. Foi Secretário de Habitação do governo Mário Covas, entre 1995 e 1996. Em 1999, filiou-se ao PSDB. Depois disso, foi reeleito por duas eleições consecutivas ao cargo de deputado estadual, em 1999 e 2003. De 2003 a 2006, foi Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, durante o governo de Geraldo Alckmin (PSDB). No ano seguinte assumiu o cargo de deputado federal, reelegendo-se em 2010.

Se eleito no segundo turno, o ex-líder da bancada do PSDB na Câmara pretende tornar a administração menos burocrática para agilizar as ações de planejamento e alavancar a geração de empregos e o crescimento sustentado do município. Duarte Nogueira também priorizará questão ambiental, com a redução da poluição, construções inteligentes e saneamento básico abrangente; além da criação de projetos sociais inclusivos e ações que visem à eficiência no atendimento do cidadão.

Rio Branco (AC) – Tião Bocalom
Sebastião Bocalom Rodrigues nasceu em Bela Vista do Paraíso, no estado do Paraná, onde permaneceu até se mudar para o Acre, há 24 anos. Professor, formado em Matemática, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Mandaguari, e em Ciências Físicas e Biológicas, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Umuarama, é casado e tem 59 anos.

Em 1993, o tucano foi eleito prefeito de Acrelândia pela primeira vez. Reeleito em 2000, alcançou 59% dos votos válidos e, em 2004, exerceu seu terceiro mandato na prefeitura. Foi vereador em Nova Olímpia, no Paraná.

Bocalon filiou-se em 1997 ao PSDB e hoje preside o partido no estado do Acre. A principal proposta de campanha do candidato é investir na geração de empregos no município. Ele pretende fomentar a produção por meio de incentivos às empresas locais, além de desenvolver estratégias com o intuito de atrair novas empresas e indústrias para a região.

São Luís (MA) – João Castelo
Nascido no dia 19 de outubro de 1937, João Castelo Ribeiro Gonçalves, 74 anos, é natural de Caxias, município do interior maranhense. Casado há 52 anos e pai de três filhos, o advogado e técnico em administração já era presidente do Banco da Amazônia aos 30 anos, em 1970. Sua vida política se iniciou no ano seguinte, quando se elegeu para o cargo de deputado federal, sendo reeleito em 1974.

No ano de 1979 foi eleito governador do Maranhão, onde realizou obras importantes como a construção da Ponte Bandeira Tribuzzi e do estádio Governador João Castelo, e a criação do Sistema Italuís, que ainda hoje abastece quase 70% da cidade. O tucano também foi o responsável pelo Hospital do IPEM, que continua sendo um dos mais modernos da região Nordeste. Ao término do mandato, assumiu o posto de senador da República.

Em 1997, Castelo migrou para o PSDB, elegendo-se deputado federal em 1999 e em 2003. Já em 2007, saiu vitorioso da disputa à Prefeitura do Maranhão. O tucano já teve seu trabalho reconhecido por diversas instituições, entre elas as Universidades Federal e Estadual do Maranhão, que lhe atribuíram o título de Doutor Honoris Causa.

São Paulo (SP) – José Serra
José Serra tem uma carreira política e uma experiência na administração pública tão consolidadas que apresentações poderiam ser dispensadas. Para se ter uma ideia do tamanho do carinho do povo brasileiro com este economista de formação, Serra teve mais de 43,7 milhões de votos nas últimas eleições presidenciais.

A grandeza do tucano também é comprovada com o legado deixado como deputado constituinte, secretário, senador, ministro de Fernando Henrique Cardoso, prefeito e governador de São Paulo.

Aliás, à frente da pasta da Saúde, promoveu uma das maiores revoluções da área no país ao desenvolver a política dos remédios genéricos, que possibilitou acesso a medicamentos mais baratos para a população; e o programa de combate à Aids considerado pela ONU um dos melhores do mundo.

É casado há 45 anos com a psicóloga Verônica, é pai de um casal, tem dois netos e foi um dos fundadores do PSDB em 1988.

Sorocaba (SP) – Antônio Carlos Pannunzio
Aos 69 anos, o engenheiro metalúrgico Antonio Carlos Pannunzio tem uma ligação umbilical com Sorocaba. O pai do candidato do PSDB à prefeitura da cidade, Armando Pannunzio, foi prefeito por duas vezes nas décadas de 60 e 70 e teve papel fundamental do desenvolvimento econômico e industrial da região.

Antonio Pannunzio segue os passos paternos. Ele começou sua carreira pública como secretário de Serviços Públicos em 1987. Dois anos depois, elegeu-se prefeito e, em 1995, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados, onde permaneceu por 16 anos. Na época, chegou a ser vice-líder do governo Fernando Henrique Cardoso na Casa.

Agora, Pannunzio chega ao segundo turno das eleições municipais praticamente empatado com seu adversário. Ele obteve 116,5, mil votos, o equivalente a 35,6% do total válido, somente três pontos percentuais a menos que seu concorrente.

Taubaté (SP) – Ortiz Júnior
Aos 38 anos, Ortiz Júnior quer dar continuidade ao trabalho que seu pai, Bernardo Ortiz, fez quando comandou a prefeitura da cidade entre 2001 e 2005.

É formado em Direito, com cursos de pós-graduação em Direito Público, Gestão Ambiental, Direito Administrativo e Gerência de Cidades. Recebeu 78.029 votos no primeiro turno, o que equivale a 48,7% dos votos válidos – seu adversário no segundo turno foi escolhido por somente 40.869 eleitores. A bancada de vereadores da coligação – que inclui 14 partidos – será a maior da Câmara de Vereadores a partir de 2013.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é um dos principais apoiadores da candidatura do tucano. “O Ortiz Júnior conhece os problemas de Taubaté, tem grande capacidade de trabalho, e, juntos, vamos acelerar as obras e serviços”, afirmou o governador.

Entre as propostas para a cidade constam o ensino em período integral e a criação de uma “comissão de mães” responsáveis pela fiscalização da qualidade da merenda servida nas escolas públicas. Ortiz é casado com Mariah e tem uma filha.

Teresina (PI) – Firmino Filho
O deputado estadual Firmino Filho busca retomar o cargo de prefeito de Teresina, que exerceu entre 1997 e 2004. Quando venceu sua primeira eleição para governar a cidade, em 1996, Firmino tinha apenas 33 anos, o que fez dele um dos prefeitos de capital mais jovens do Brasil. Três anos antes, fora nomeado secretário de Finanças da prefeitura, quando iniciou sua vida pública.

Sua passagem pela prefeitura teve como um de seus principais marcos as ações em defesa das crianças e adolescentes. Projetos para a educação e combate à violência renderam o prêmio Prefeito Criança, concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Fundação Abrinq. O mandato recebeu também destaque na área da habitação: o projeto Vila Bairro, para urbanização de favelas, foi apresentado pela ONU como referência em eventos na Ásia.

Foi eleito vereador em 2008 e, em 2010, deputado estadual. Está no PSDB desde o início de sua vida pública. Economista pela Universidade de Illinois (EUA), é casado com Lucy e pai de Bárbara, Bruno e Cristina.

Vitória (ES) – Luiz Paulo Vellozo Lucas
O engenheiro Luiz Paulo Vellozo Lucas teve a oportunidade de administrar a capital do Espírito Santo por dois mandatos seguidos – entre 1996 e 2004. E fez um excelente trabalho.

Na época, desenvolveu o projeto Terra, que combateu a pobreza urbana e transformou a cidade em referência de governo local de qualidade. O resultado foi a melhoria significativa dos principais indicadores de qualidade de vida como IDH, renda per capita, escolaridade e mortalidade infantil. O programa foi premiado pela ONU.

Casado com Suely e pai de André, Laura e Rafael, o capixaba é funcionário público de carreira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em 2006, foi eleito deputado federal e trabalhou intensamente na questão do petróleo e do gás, defendo os interesses de seu estado.

Anteriormente, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, liderou a secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, em 1995. Lá, foi responsável pela política de preços no primeiro aniversário do Plano Real.

Brasil desigual: 150 milhões de brasileiros vivem mal

Brasil desigual – Censo 2010: apenas 52,2% dos lares são considerados adequados. Na Região Norte, o percentual cai para 16,3%. Os brancos moram em domicílios melhores.

Brasil desigual

O Globo


Na casa de Ilsa Maria da Silva, em Recife, não há coleta de lixo e a rede de água é clandestina. O esgoto é despejado num canal próximo, que “está cada dias mais podre”, diz Ilsa.
Foto: Hans Von Manteuffel

Na casa de Ilsa Maria da Silva, em Recife, não há coleta de lixo e a rede de água é clandestina. O esgoto é despejado num canal próximo, que “está cada dias mais podre”, diz Ilsa.HANS VON MANTEUFFEL

RIO — A sexta maior economia do planeta ainda carrega mazelas do subdesenvolvimento. Apenas 52,5% dos domicílios brasileiros — ou cerca de 30 milhões — são considerados adequados pelo IBGE, de acordo com novos dados do Censo 2010, divulgados nesta quarta-feira. Falta o básico em mais 27 milhões de moradias — ondem vivem quase 105 milhões de pessoas.

— Os dados confirmam o que outras pesquisas já mostraram. Estamos melhor nesse sentido, mas há déficit ainda a ser resolvido, principalmente no saneamento — afirmou Wasmália Bivar, presidente do IBGE.

Para ter o status de moradia adequada, o domicílio precisa ter abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica, coleta de lixo direta ou indireta e, no máximo, dois moradores por dormitório. Já foi pior. Em 2000, a parcela das residências brasileiras que eram consideradas adequadas era de 43,9%.

Situação é pior em lares com crianças

O IBGE destacou o baixo percentual de domicílios adequados onde viviam crianças de até 6 anos. Enquanto no total, há 52,5% de domicílios adequados, nas residências onde moram crianças de zero a 6 anos, essa parcela cai para menos de 30%. E na região Norte não chega a 10%: são apenas 8,8%

Os domicílios sem acesso a qualquer um dos serviços básicos (água, esgosto e coleta de lixo) e que, ainda, tinham muitos moradores (acima de dois por dormitório) somam 2,1% do total (1,2 milhão).

O Censo 2010 é um retrato das desigualdades do país, afirma Tatiane Menezes, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Na Região Norte, o percentual de lares adequados cai para 16,3% e no Nordeste, 35%. Na outra ponta, o Sudeste tem taxa de 68,9% de residências adequadas e o Sul, 59,35%.

— Esse cenário é um atestado da desigualdade do país. E mais: da pobreza. Afinal, as moradias sem estrutura afetam os pobres naturalmente. O crescimento da economia brasileira não resolveu o problema da concentração de renda. Melhoramos, é fato. Mas há muito o que melhorar — comentou ela.

A pernambucana Ilsa Maria da Silva, de 29 anos, mora em uma área de invasão desde os quatro anos no bairro do Hipódromo, zona norte de Recife. Ilsa tem seis filhos, com idades que variam de dois a 14 anos. Os dois mais velhos moram com a avó, mas os quatro mais novos — entre 2 e 6 anos — vivem com ela num barraco com paredes de madeira, móveis velhos e abastecimento clandestino de água.

Embora tenha latrina, o barraco não possui esgoto. Todos os dejetos da casa são descartados por um cano até um canal que corta a avenida próxima ao barraco, o que gera proliferação de insetos na localidade.

— O canal está cada dia mais podre, e aqui na favela tem tudo de quanto é bicho: barata, rato, escorpião e muriçoca (pernilongo). Os meninos vivem pinicado por causa dos insetos — reclama a moça, que fatura apenas R$ 180 por mês, debulhando feijão verde em uma feira próxima, três vezes por semana.

Quando se olha por raça, os brancos moram em domicílios melhores. São 63% contra 45,9% dos pretos morando em casas consideradas adequadas. Em 2000, eram 53,9% e 34% respectivamente.

Quanto menor a renda, menor a parcela de domicílios adequados: o rendimento médio dos domicílios adequados era de R$ 3.403,57, enquanto o dos inadequados era de R$ 732,27. Já a renda média dos lares semiadequados (que têm ao menos um dos serviços básicos ou no máximo dois moradores por domicílio) estava em R$ 1.616,23.

Paula da Silva Ferreira, de 59 anos, mora desde os 15 em Recife, para onde veio em busca de emprego. Como quase todo imigrante que sai da roça, ocupou um terreno à margem de uma avenida que corta quatro bairros da zona norte da capital. Casada ainda bem jovem, ergueu com o marido um barraco de papelão, zinco e pedaços velhos de madeira. Paula teve onze filhos que se criaram sem direito a água, esgoto, nem casa de alvenaria. Mas, ao longo dos últimos 20 anos, a família foi melhorando de vida.

— Quando os filhos começaram a trabalhar, também investiram na casa. A última reforma tem dois anos: a residência hoje é de alvenaria, tem água encanada, luz elétrica, grades e até toldo na porta de entrada — contou ela, que ainda fez um pavimento superior interno, onde dorme sozinha com o neto.

A qualidade da moradia melhorou, mas ela não tem direito a saneamento, problema que atinge cerca de 70% dos domicílios recifenses.

Segundo a pesquisa, aumentou a presença de televisão, geladeira e máquina de lavar roupa mesmo nos domicílios totalmente inadequados. Porém, caiu a participação do rádio.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/censo-2010-apenas-522-dos-lares-sao-considerados-adequados-6424792#ixzz29cFwTnu5

Dilma: presidente insiste em reforma tributária pela metade

Dilma: presidente insiste na reforma tributária meia-sola. Ordem é atacar a estrutura tributária brasileira “pelas beiradas”.

Governo Dilma: reforma tributária

 Dilma: presidente insiste na reforma tributária meia sola

Fonte: O Globo

Governo estuda fazer reforma tributária ‘pelas beiradas’

Ideia é unificar PIS e Cofins e acabar com a ‘guerra dos portos’

BRASÍLIA – Dilma – Para estimular a economia – que já dá sinais de melhora, na avaliação da equipe econômica – o governo quer avançar em uma reforma tributária fatiada que estimule a competitividade e reduza os custos da indústria nacional. O assunto entrou na ordem do dia diante da constatação de que não há mais espaço fiscal para a concessão de incentivos, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, móveis e linha branca, por exemplo; ou queda de juros nas linhas do BNDES, algumas já negativas.

A missão dada pela presidente Dilma Rousseff à equipe econômica é atacar a estrutura tributária brasileira “pelas beiradas” e ainda este ano. Técnicos da Fazenda e da Receita Federal trabalham em uma minuta para unificar e simplificar a cobrança das contribuições para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Programa de Integração Social (PIS).

– Não há muito o que fazer para estimular a economia, além das medidas já tomadas. A missão agora é tocar projetos mais estruturantes, como a unificação do PIS e da Cofins – disse uma fonte da equipe econômica.

Segundo fontes, o governo quer acabar com o regime cumulativo (que não gera crédito) do PIS e da Confins. A ideia é manter apenas o sistema não cumulativo (que tem alíquota de 9,25%, somadas as duas contribuições) adotado pela maioria das empresas. Mas, para não prejudicar quem está no regime cumulativo (que paga alíquota de 3,65%), a proposta prevê a criação de duas ou três alíquotas diferenciadas.

As normas atuais são complexas e há várias exceções, insumos que não geram crédito, por exemplo, como nas atividades de propaganda e nos serviços de advogados. A proposta em estudo garante que todos os insumos passarão a gerar crédito, o que tende a aumentar o custo do governo federal, mas reduzirá os encargos e a burocracia para as empresas. A recomendação é não elevar a carga tributária, disse a fonte. A compensação para os cofres públicos viria com maior eficiência e mais facilidade para a Receita Federal fiscalizar.

A tarefa envolve ainda uma pressão sobre os estados para colocar fim à “guerra dos portos“, a partir de janeiro de 2013. A equipe econômica e técnicos do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) fecharam no começo da semana as bases para um acordo que regulamente a resolução aprovada pelo Senado em abril, que fixa em 4% a alíquota do ICMS sobre produtos importados. Segundo uma fonte, o acerto prevê uma alíquota de 4% para toda a cadeia produtiva, desde o estado importador ao destino final.

Governo bancaria perdas de estados

Com isso, no caso de um importador do Nordeste que comprar aço no exterior e vender o produto para uma fábrica de chapa de aço no Sudeste, por exemplo, terá que ser aplicada a alíquota de 4%, se ficar caracterizado que o produto final tem conteúdo importado superior a 40%.

– Toda etapa da cadeia será analisada para verificar a participação do insumo importado no processo produtivo – explicou a fonte.

Estados de Norte, Nordeste, Centro-Oeste, além do Espírito Santo, já cobram esse percentual como um incentivo para que a empresa importadora se instale em suas regiões. Já nos estados do Sudeste e do Sul, a alíquota é de 12%. Por essas regras, um importador acaba tendo direito a um crédito em outro estado.Segundo o secretário de Fazenda de Minas Gerais, Leonardo Colombini, não procedem as reclamações de que a resolução do Senado é de difícil aplicação, pois os sistemas hoje são informatizados. O Executivo pressiona os estados a reduzir o imposto a 4%, em um prazo de oito anos. E para isso, poderá bancar as perdas dos estados que fossem prejudicados.

Governo Dilma: reforma tributária – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/economia/reforma-tributaria-pelas-beiradas-governo-quer-unificar-pis-cofins-6279339

Nordeste Notícias: genéricos reduz os gastos dos brasileiros

Brasileiro economiza R$ 28 bi com genéricos

Fonte: Autor(es): Vânia Cristino Correio Braziliense

Os consumidores brasileiros economizaram, nos últimos 10 anos, R$ 28 bilhões em medicamentos ao optarem pelos genéricos. Com preços, em média, 50% mais baratos que os remédios de referência, as vendas de genéricos vêm crescendo em todo o país, com destaque para as regiões Sul e Sudeste. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), a comercialização desse tipo de medicamento cresceu 21,7% em volume no primeiro semestre deste ano na comparação com igual período de 2011. Nos primeiros seis meses do ano, foram vendidas 321 milhões de unidades frente a 264 milhões registradas de janeiro a junho do ano passado.

Em termos de faturamento, o total chegou a R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2012 — foram R$ 3,8 bilhões no mesmo período de 2011. Graças aos genéricos, a indústria farmacêutica conseguiu registrar um crescimento de 11,4% no período. Se forem excluídos da conta, o crescimento do setor cai para 8,3%. A presidente da PróGenéricos, Telma Salles, credita o bom desempenho do setor ao aumento da renda e do emprego, que vem permitindo que a população consiga comprar os medicamentos de que necessita.

A participação no mercado também cresceu devido ao estímulo dado pelo governo, que vem abastecendo a farmácia popular com genéricos. As regiões mais pobres, como o Norte e o Nordeste, são as que menos consomem. Uma das explicações, de acordo com Salles, é a ausência de estímulos. ” Precisamos que governo, classe médica e agentes de saúde nos ajudem a transmitir a informação ao cidadão”, disse.

Nordeste Notícias: valor da energia irá subir

ESTIAGEM VAI AUMENTAR O PREÇO DA ENERGIA EM 2013

SECA AFETA VOLUME DOS RESERVATÓRIOS E PREÇO DA ENERGIA JÁ SOBE

Fonte: Autor(es): Por Rodrigo Pedroso | De São Paulo Valor Econômico

A forte estiagem que atinge o país deixou os reservatórios das hidrelétricas mais baixos, afetou o preço da energia no mercado livre e deve influenciar o valor das contas de luz dos consumidores cativos – residenciais, industriais e do comércio – no próximo ano.

O nível dos reservatórios do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste está abaixo do normal para esta época do ano. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a capacidade total dos reservatórios do Nordeste encerrou julho com 60,4% de energia armazenada, bem inferior ao nível registrado no mesmo período do ano passado, quando ficou em 79,59%, e no menor nível desde 2003. Com a per-sistência da falta de chuvas, a situação se agravou em agosto. No dia 27, o ONS registrava nível de 53,1% na região.

A forte seca que atingiu o país neste ano deixou os reservatórios mais secos, afetou o preço de energia no mercado livre e deve influenciar o valor das contas de luz dos consumidores cativos – residenciais, industriais e do comércio – no próximo ano. O nível dos reservatórios do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste está abaixo do normal para esta época do ano.

De acordo com o controle do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a capacidade total dos reservatórios do Nordeste encerrou julho com 60,4% de energia armazenada, quase um quarto abaixo do nível registrado no mesmo período ano passado, quando ficou em 79,59%. Além disso, o nível de julho deste ano foi o menor desde 2003. Com a persistência da falta de chuva, a situação se agravou em agosto. No dia 27, o ONS registrou nível de 53,1% de energia armazenada nos reservatórios da região. No mesmo dia, em 2011, esse percentual havia sido de 75,1%.

No sistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal na geração das hidrelétricas, o nível em julho deste foi de 66,91% de energia armazenada, o mesmo de 2010 e também muito inferior ao mesmo mês do ano passado (80,65%). O ONS só havia registrado situação mais crítica na região dez anos antes, quando os reservatórios do sistema atingiram volume médio de 61,69%. No dia 27, os reservatórios do sistema estavam com 59% de capacidade. Um ano antes, ele estava em 75,1%.

A primeira consequência da queda do nível dos reservatórios foi o aumento do preço da energia no mercado livre. Segundo dados da comercializadora e gestora Safira Energia, o MWh foi comercializado, em média, a R$ 102 em julho. No mesmo período de 2011, o preço havia sido de R$ 33. Mikio Kawai Junior, diretor-executivo da Safira, lembra que no ano passado a época de chuvas deixou os reservatórios com um nível muito elevado, enquanto neste ano o clima se mostrou atípico, com março seco.

“A queda no nível e a perspectiva de que a estação chuvosa ainda vai demorar alguns meses para começar fizeram com que o sistema nacional acionasse outros tipos de matriz energética, como usinas a óleo e a gás, que são substancialmente mais caras. Ano passado, quase toda a energia comercializada era de fonte hídrica”, explicou Kawai. Segundo o diretor, de janeiro a julho os reservatórios de todo o país armazenaram 2.885 milímetros de chuvas, quantidade 17% menor do que no mesmo período do ano passado.

Para Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o custo do acionamento maior de usinas térmicas para abastecer a demanda só será repassado ao mercado cativo após o vencimento dos contratos anuais firmados pelas distribuidoras. “A compra mais cara de hoje vai sempre para o ano seguinte. As geradoras repassam logo o custo quando muda a matriz, diferentemente das distribuidoras, que amortecem o aumento. O preço de hoje é fruto do cenário do ano passado, em que a energia de origem hidráulica teve maior participação no consumo total”, informou.

De acordo com o ONS, as térmicas representaram 4,5% do total de energia consumido no ano passado. Em 2010, quando a estação seca teve características como a deste ano, a fatia foi de 7,3%.

Apesar de o retorno das chuvas estar previsto para outubro, apenas no mês seguinte o efeito de reservatórios mais cheios deve chegar ao mercado. Até lá, a estimativa é que o preço médio para o mercado livre fique em torno de R$ 150, menos para a energia consumida pelos nordestinos, que está sendo mais afetada. “A seca está mais forte nessa região. Esperamos um descolamento nos preços, com o MWh devendo chegar a até R$ 250”, disse Mikio Kawai Junior.

Paulo Toledo, sócio-diretor da Ecom Energia, prevê preços altos no segundo semestre. Segundo ele, caso setembro registre um volume considerável de chuvas, os preços entram na descendente em outubro. “O mercado está mais volátil neste ano em função das flutuações atípicas e do tempo, mais seco que o normal”, disse.

A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) também projeta aumento de preços, mas não apenas para o consumidor livre. De acordo com o presidente-executivo da associação, Paulo Pedrosa, o Preço de Liquidação de Diferença (PLD) da energia – que não conta o ágio na venda no mercado livre – está hoje em torno de R$ 140 o megawatt-hora. Com as reservas mais baixas, estão sendo acionadas térmicas a gás que produzem a cerca de R$ 150 o MWh.

No entanto, até que o nível de água nos reservatórios aumente, a demanda fará com que térmicas a combustível, como o diesel, entrem em operação, com preços ainda maiores, de cerca de R$ 400 o MWh segundo ele.

As regiões Sul e Norte, que juntas geram 10% no total da energia hidrelétrica produzida pelo país, também estavam em julho com um nível que não era registrado nos últimos anos. No Norte, os reservatórios operavam com 79,58% da capacidade, e no Sul, com 73,91%.

A chamada “curva de aversão ao risco”, calculada pelo ONS e que define a partir de que momento as térmicas são mais ou menos acionadas, foi elevada ontem, mas ainda indica um espaço razoável para a operação segura do sistema (ver reportagem abaixo). A curva é o limite da capacidade dos reservatórios antes que a oferta de energia elétrica seja comprometida. “Não temos problema de segurança energética. Estamos seguros, mas para isso usamos recursos mais caros, afetando todo o sistema. O que é paradoxal em um ano em que o governo está tentando atacar o problema do preço da energia no país”, observou Pedrosa.

Nordeste Notícias: não encontram atenção do governo federal

Safra tem gargalo logístico, conclui TCU

Fonte: Autor(es): IURI DANTAS, VENILSON FERREIRA O Estado de S. Paulo

Para tribunal, 40% das necessidades logísticas do agronegócio no encontram atenção do governo federal
O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que 40% das necessidades logísticas do agronegócio para escoamento da safra não encontram atenção do governo federal nas políticas destinadas a melhorar estradas, linhas férreas e hidrovias. A situação é mais grave no Norte e no Nordeste, analisa o tribunal, por onde se poderia escoar mais da metade da produção de grãos, hoje concentrada nos portos do Sudeste.

A auditoria foi feita a pedido da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, com o objetivo de verificar “as medidas tomadas pelo governo para o escoamento da produção agropecuária”. O documento não tem relação direta com o pacote de concessão de 10 mil quilômetros de ferrovias e 7,5 mil quilômetros de rodovias à iniciativa privada, anunciado há duas semanas pela presidente Dilma Rousseff. No entanto, diversos trechos de ferrovias apontados como necessários pela auditoria não estão no pacote, nem nos planos do Ministério do Trabalho.

“A grande demanda dos setores público e privado ligados ao agronegócio está relacionada ao escoamento dos excedentes produtivos gerados pelas regiões de fronteira agrícola pelos portos do Norte e Nordeste, utilizando o potencial hidroviário disponível naquelas regiões e incrementando a participação do modal ferroviário”, assinalam os técnicos do tribunal em sua auditoria. “Cerca de 40% das intervenções mapeadas de interesse do agronegócio (…) não estão previstas pelos órgãos de governo encarregados de seu planejamento.”

As conclusões do tribunal servem de alerta para o governo, no momento em que a equipe de Dilma finaliza um novo pacote de concessão de aeroportos e portos, até meados de setembro, segundo prometeu a própria presidente. A falta de investimentos para facilitar a exportação de novas áreas de cultivo, como o norte do Mato Grosso, Rondônia, sul do Maranhão e do Piauí e norte do Tocantins, pode até mesmo limitar a expansão da produção agrícola brasileira, na avaliação dos técnicos do TCU.

Lentidão. Não bastasse a ausência de recursos para oferecer portos, hidrovias, ferrovias e rodovias em bom estado para baratear os grãos brasileiros, os investimentos, quando acontecem, são lentos e levantam suspeitas, segundo o tribunal, responsável pela fiscalização do uso de recursos públicos. “As obras rodoviárias e ferroviárias de interesse do agronegócio fiscalizadas pelo TCU entre os anos de 2009 e 2011 apresentaram grande número de irregularidades, sendo que as ocorrências registradas com maior frequência estão relacionadas a falhas em projetos, fiscalização e preços.” Na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Milho e Soja do Mato Grosso (Aprosoja/MT), Carlos Fávaro, o setor vive um “apagão logístico”. Ele lembra que existem 200 navios aguardando ao largo em Paranaguá, sendo 40 com fertilizantes, cujos proprietários recebem diária de US$ 60 mil a título de atraso no desembarque.

Procurado, o Ministério dos Transportes informou que não tinha conhecimento das conclusões técnicas, apesar de trabalhar em parceria com o TCU. O TCU aprovou a auditoria em sessão pública na semana passada.

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