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Impeachment: ‘O governo Dilma não tem salvação’, por Ricardo Noblat

Os oito senadores são unânimes no diagnóstico: ela não tem mais jeito. Esse, por sinal, é o sentimento que cresce no Senado.

Até Renan Calheiros, presidente do Senado e aliado recente do governo, já foi contaminado por tal sentimento.

Fonte: Blog do Noblat

Impeachment: ‘O governo Dilma não tem salvação’, por Ricardo Noblat

Dilma Rousseff: sentimento que cresce no Senado é de que não tem mais jeito. Divulgação

O governo Dilma não tem salvação

Por Ricardo Noblat

Está previsto para esta semana o anúncio da reforma administrativa prometida por Dilma há mais de um mês.

Não significará grande coisa em termos de economia. Mas economia não é tudo na vida.

Espera-se a extinção de uma dezena de ministérios, a fusão entre alguns e o remanejamento de órgãos.

Ah, sim, deverão ser cortados alguns poucos milhares de cargos de livre nomeação.

O que soa esquisito é o fato de Dilma, até ontem, segundo Andreza Matais e Talita Fernandes, repórteres de O Estado de S. Paulo, não ter procurado o PMDB para conversar a respeito.

O partido é o aliado mais importante do governo. O vice-presidente da República é do PMDB. Dilma fez questão de assumir a coordenação política do governo. E só tem pregado o diálogo.

Para tudo, ela receita o mesmo remédio – diálogo, diálogo, diálogo.

O que explica a falta de diálogo com o PMDB em torno da reforma administrativa? Esquecimento? Desprezo? Falta de tempo?

Consultá-lo a poucos dias do anúncio da reforma denuncia a intenção de apresentar-lhe um prato feito, sem espaço para mudanças.

É desesperador o comportamento errático de Dilma. Há um mês, o grupo de senadores que se diz independente foi convidado por ela para um jantar no Palácio da Alvorada.

Dos 15 senadores, oito atenderam ao convite. Os demais acharam que seria perda de tempo.

O encontro foi agradável. Os senadores se sentiram à vontade até para conversar com Dilma sobre seu eventual impeachment.

Deixaram-lhe uma carta com sugestões capazes de melhorar a situação do governo.

Aguardam até hoje o retorno prometido por Dilma sobre a carta.

Os oito senadores são unânimes no diagnóstico: ela não tem mais jeito. Esse, por sinal, é o sentimento que cresce no Senado.

Até Renan Calheiros, presidente do Senado e aliado recente do governo, já foi contaminado por tal sentimento.

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Lula faz pouco do rebaixamento do Brasil e ataca Dilma

Lula esqueceu que em 2008 comemorou grau de investimento durante seu segundo mandato.  À época, Lula disse que o país vivia um “momento mágico”.

Há alguns meses, amigos disseram ter ouvido do petista que ele dirá o que pensa toda vez que entender que está sendo ignorado por Dilma.

Fonte: Folha de S.Paulo


Lula desdenha do rebaixamento e parte para cima de Dilma

Lula afirmou que a perda do selo de bom pagador pelo Brasil “não significa nada”. Divulgação

 

Lula ataca ajuste que Dilma tenta emplacar

Ex-presidente desdenha da perda do selo de bom pagador pelo Brasil

Petista disse a amigos que ‘falará mais o que pensa’ quando entender estar sendo ignorado pela presidente

O ex-presidente Lula demonstrou nesta quinta (10) estar em desacordo com as medidas de ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff.

“Me assusta muito a visão de todos aqueles que, ao primeiro sintoma de uma crise, começam falar em ajuste. Ajuste significa corte de salários, corte de emprego, significa voltar ao patamar de miséria que você estava [antes] para poder recuperar a economia. A mim, não agrada”, disse ele, durante um seminário em Buenos Aires.

“Todas as experiências de ajuste que foram feitas levaram os países à perda de postos de trabalho e ao empobrecimento da população.”

Programas de ajuste, disse, só fizeram aumentar as dívidas dos países que tentaram implementá-los: “A Grécia tinha dívida de 84% e hoje é 186% [do PIB]”, exemplificou.

O petista afirmou que o bom funcionamento da economia e o aumento do crédito dependem da confiança.

“Em economia não existe mágica, existe uma palavra chamada confiança e credibilidade. E se ela existir entre governantes e governados, tudo fica mais fácil”, completou.

Lula está na Argentina a convite de uma fundação controlada pelo governador Daniel Scioli, que concorre à presidência com o apoio de Cristina Kirchner.

Também nesta quinta, o ex-presidente afirmou que a perda do selo de bom pagador pelo Brasil “não significa nada”: “Significa que apenas a gente não pode fazer o que eles querem. A gente tem que fazer o que a gente quer”.

O discurso destoa do que ele afirmou quando a mesma Standard & Poor’s foi a primeira das três agências de risco mais importantes a dar ao Brasil o grau de investimento, em 2008, durante seu segundo mandato.

À época, Lula disse que o país vivia um “momento mágico”: “O Brasil foi declarado um país sério, que tem políticas sérias, que cuida das suas finanças com seriedade e que, por isso, passou a ser merecedor de uma confiança internacional que há muito tempo necessitava”, afirmou na ocasião.

Segundo interlocutores, Lula “falará mais o que pensa” daqui por diante. Há alguns meses, amigos disseram ter ouvido do petista que ele dirá o que pensa toda vez que entender que está sendo ignorado por Dilma.

Conforme relatos, Lula está insatisfeito com a falta de rumo do governo, o que, segundo ele, causa desânimo na sociedade.

Dilma e o PT afundam o Brasil, artigo ITV

Dilma abdicou de zelar pelas contas públicas. Em português claro, quebrou, junto com seu partido, o Brasil, e agora tenta lavar as mãos.

Quem gerou a ruína das contas públicas do país foram Dilma e o PT

Fonte: ITV 

Dilma e o PT afundam o Brasil, artigo ITV

Quem está pagando a conta somos todos nós. Quem precisa achar uma solução é quem pariu o descalabro. Divulgação

Dilma e o PT quebram o país

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Dilma abdicou de zelar pelas contas públicas. Junto com seu partido, levou o Brasil a uma condição falimentar, e agora tenta lavar as mãos. Quem pariu o descalabro que o embate

O governo afirma que está sendo “realista” ao apresentar uma proposta de orçamento prevendo um inédito rombo nas contas públicas para 2016. Não é verdade. A peça orçamentária enviada ontem ao Congresso continua sendo uma obra de ficção. A presidente Dilma simplesmente abdicou de zelar pelas contas públicas. Em português claro, quebrou, junto com seu partido, o Brasil, e agora tenta lavar as mãos.

Dificilmente a previsão de um déficit de R$ 30,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB, irá se confirmar no ano que vem, levando-se em conta as premissas equivocadas usadas para se chegar ao resultado. O rombo, provavelmente, será ainda maior.

São fantasiosas as projeções de crescimento da economia e as receitas projetadas, ambas superestimadas. O orçamento conta com recursos incertos, obtidos com a venda de ativos e concessões, as mesmas para as quais o governo não consegue definir regras claras. Prevê aumento de impostos, os mesmos que Michel Temer admite que “ninguém aguenta mais”.

Ao mesmo tempo, na proposta orçamentária, o governo subestima o quanto gastará em juros e a gestão petista não sabe como cortar despesas. Prevê que tanto os gastos obrigatórios quanto os discricionários crescerão em 2016, num total de R$ 105 bilhões adicionais, mesmo com as receitas despencando. Contas assim não fecham nunca.

Na nova proposta orçamentária, com a terceira meta fiscal estipulada para 2016 em quatro meses, o rombo da Previdência dobrará desde 2014. Mas não se ouve da presidente, como não se ouviu durante a campanha eleitoral inteira, qualquer palavra sobre a necessidade de reformar o sistema para evitar sua iminente implosão. Muito menos uma proposta com princípio, meio e fim.

Nesta contabilidade do crioulo doido, o governo espera que o Congresso dê jeito – o mesmo Parlamento que o Palácio do Planalto vem acusando de fabricar pautas-bombas. Quem detonou a bomba atômica foi o Executivo e não o Legislativo, que agora ouve pedidos de socorro dos mesmos que o acusavam de irresponsáveis…

Quem gerou a ruína das contas públicas do país foram Dilma e o PT. Foram ela e seu partido que insuflaram desmesurada e irresponsavelmente os gastos, que maquiaram contas, tentaram enganar órgãos de fiscalização e controle. Como tudo o que é falso, esta fantasia agora se desmancha no ar. Não sem antes, infelizmente, levar o país junto, rumo a uma falência inédita nas últimas décadas.

A consequência da inépcia petista é uma vida muito mais apertada, mais sofrida para todos os brasileiros. Mais desemprego, mais carestia, mais recessão. Quem está pagando a conta somos todos nós. Quem precisa achar uma solução é quem pariu o descalabro. Jogar para o Congresso uma responsabilidade que é inescapável e inalienável da presidência da República equivale a um ato de renúncia.

Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Manifestantes pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Foto: Thiago Bronzatto

Fonte: Blog do Noblat

Dilma fica. Lula está em perigo!

Talvez – quem sabe? – o inesperado faça uma surpresa. Mas se não fizer, Dilma governará até 31 de dezembro de 2018, cedendo o lugar ao seu sucessor. Está escrito nas estrelas. Não estava.

Mas foi escrito nos últimos 10 dias como resultado de um acordo informal assinado por representantes das forças políticas e econômicas que de fato importam no país.

Que tal? Haverá ironia maior do que essa?

Para se eleger pela primeira vez, governar apesar do escândalo do mensalão, se reeleger, eleger Dilma e reelege-la, Lula valeu-se do discurso de ser um perseguido pelas elites, coitadinho. E não somente ele, mas também o PT e Dilma.

Falso! Lula pode posar de pai dos pobres, mas não pode negar que foi uma mãe para as elites. Essas mesmas elites que, hoje, preferem Dilma ao desconhecido.

Foi como palestrante exclusivo e lobista ativo das maiores empreiteiras brasileiras que Lula ficou rico de 2011 para cá. Enriquecer não desmerece ninguém.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

A Operação Lava Jato investiga as relações de Lula com as empresas que mais lucraram superfaturando contratos com a Petrobras e pagando propinas a agentes políticos.

Pois bem: a empresa de palestras de Lula arrecadou em quatro anos R$ 27 milhões, sendo R$ 10 milhões de empreiteiras envolvidas com a roubalheira que causou à Petrobras o maior prejuízo de sua história.

A empreiteira que mais se beneficiou dos dois governos de Lula foi a Odebrecht. Foi também a que mais pagou pelos serviços de Lula como palestrante e lobista – R$ 2,8 milhões.

Só por uma palestra em maio de 2013, o estaleiro Quip pagou a Lula R$ 378.209,00. Ou a bagatela de R$ 13 mil por cada um dos 29 minutos de duração da palestra.

Nascido de uma associação entre as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa, o estaleiro foi criado ainda no período de Lula no poder para construir plataformas de petróleo destinadas à Petrobras.

Lula apadrinhou o projeto do estaleiro. Que logo que pode lhe retribuiu, digamos assim, o favor. Para dizer o mínimo. Ou então lavou dinheiro à custa dele.

Há pouco mais de dois meses, desconfiado de que seria preso outra vez, o ex-ministro José Dirceu confidenciou a amigos: “Estamos no mesmo saco, eu, Lula e Dilma”.

Dois dias depois da nova prisão de Dirceu, Lula reuniu-se com deputados do PT paulista e avaliou: nem uma possível melhora da economia será suficiente para salvar o partido. E ele também.

Dirceu acertou na mosca.

Lula e o PT sobreviveram ao mensalão com a desculpa não confessada de que roubaram para financiar a chegada deles ao poder. Somente assim poderiam fazer o bem aos pobres.

O petrolão contém fortes indícios de enriquecimento pessoal dos envolvidos. Se isso restar provado, qual narrativa inventar para enganar os bobos de sempre?

Só apelando para que o inesperado faça uma surpresa.

De resto, os bobos de sempre estão aprendendo a serem menos bobos desde que saíram às ruas em junho de 2013.

Da primeira vez pediram da redução do preço das passagens a um governo melhor. Dilma fingiu que não era com ela. Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção.

O número de manifestantes diminuiu. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles, pois.

Desde 2003 a inflação não é tão alta no Brasil

Em 12 meses, a inflação chegou a 9,56%, ante 8,89% no período de 12 meses encerrado em junho. É a maior desde novembro de 2003.

Meta do governo para o ano fechado é de 4,5%, podendo chegar a 6,5%, mas o próprio Banco Central já espera que a taxa feche em torno de 9%.

Fonte: O Globo

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Preços em alta: cliente escolhe carne em supermercado do Rio. Foto: Pedro Kirilos / O Globo.

Inflação desacelera em julho, mas em 12 meses passa de 9% pela 1ª vez desde 2003

IPCA, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, ficou em 0,62% no mês passado. Em um ano, acumula 9,56%

Considerada a taxa oficial no país, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,62% em julho, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira. O resultado representa uma desaceleração frente ao comportamento de junho, quando o índice subiu 0,79%.

Em 12 meses, a inflação chegou a 9,56%, ante 8,89% no período de 12 meses encerrado em junho. É a maior desde novembro de 2003. No ano, a alta é de 6,83%. A meta do governo para o ano fechado é de 4,5%, podendo chegar a 6,5%, mas o próprio Banco Central já espera que a taxa feche em torno de 9%.

A última pesquisa Focus, do Banco Central (BC), indicava que analistas de mercado esperavam uma taxa média de 0,58% para o IPCA de julho. Mais uma vez a pressão veio da conta de energia elétrica, que subiu 4,17% e foi responsável por 0,16 ponto percentual. Alimentos e bebidas subiram 0,65%, pouco acima de junho, quando avançaram 0,63%.

Habitação subiu 1,52% em julho, enquanto em junho a variação foi de 0,86%.

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na quinta-feira, admite que para este ano atingir a meta de 4,5% é praticamente impossível. Mas o documento mostra que a crise econômica eleva as chances de o BC conseguir alcançar o centro do alvo para a inflação oficial no fim do ano que vem.

Dilma já é mais reprovada que Collor antes de sofrer impeachment

Dilma superou as piores taxas registradas por Fernando Collor (1990-92) no cargo às vésperas de sofrer um processo de impeachment.

No levantamento anterior, realizado na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados viam o governo Dilma como ruim ou péssimo.

Fonte: Folha de S.Paulo

 

O cenário piorou para a presidente Dilma também no que diz respeito a um eventual pedido de impeachment. Reprodução / Facebook

Reprovação de Dilma cresce e supera a de Collor em 1992

Com 71% de reprovação, a presidente Dilma Rousseff (PT) superou as piores taxas registradas por Fernando Collor (1990-92) no cargo às vésperas de sofrer um processo de impeachment, mostra pesquisa Datafolha feita entre terça e esta quarta-feira (5).

No levantamento anterior, realizado na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados viam o governo Dilma como ruim ou péssimo.

O grupo dos que consideram a atuação da petista ótima ou boa variou para baixo, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em junho, 10% dos consultados pelo Datafolhamantinham essa opinião. Agora, são 8%.

Reprovação a Dilma

O cenário piorou para a presidente Dilma também no que diz respeito a um eventual pedido de impeachment.

Questionados se o Congresso deveria abrir um procedimento formal de afastamento, 66% dos entrevistados disseram que sim. No levantamento anterior, realizado em abril, eram 63%.

Impeachment

Também aumentou a quantidade de pessoas que acham que ela será retirada do cargo, independentemente de suas opiniões sobre um eventual processo de impeachment. Em abril, 29% diziam que a presidente seria afastada do Planalto. Agora, 38% disseram achar que Dilmasofrerá um impeachment.

Os números registrados pelo Datafolha na pesquisa desta semana são os piores desde que o instituto iniciou a série de pesquisas em âmbito nacional, em 1990, no governo Fernando Collor.

O atual senador pelo PTB-AL, investigado na Lava Jato, era até agora o recordista de impopularidade na série do Datafolha, com 9% de aprovação e 68% de reprovação na véspera de seu impeachment, em setembro de 1992.

Dilma, dessa forma, passa a ser a presidente com a pior taxa de popularidade entre todos os eleitos diretamente desde a redemocratização.

As pesquisas Datafolha do período do governo José Sarney (1985-1990) eram feitas em dez capitais. Incomparáveis, portanto, com as seguintes. Nesse universo, Sarney registrou 68% de reprovação em seu pior momento, em meio à superinflação.

REGIÕES

A reprovação à presidente Dilma Rousseff é homogênea em relação às regiões do país, com índices em patamares semelhantes em todas elas.

Nos locais em que seu partido, o PT, costuma ter mais reprovação, a presidente registrou taxas levemente piores. A maior taxa de reprovação foi registrada na região Centro-Oeste, 77%. No Sudeste e no Sul, 73% dos entrevistados disseram que o governo é ruim ou péssimo.

Mesmo no Nordeste, região do país onde o PT costuma ter melhor desempenho eleitoral, a aprovação de Dilma é baixa. Apenas 10% dos consultados pelo Datafolha afirmaram que o governo é ótimo ou bom. Outros 66% entendem que a administração é ruim ou péssima.

As taxas apuradas pelo Datafolha em relação à questão do impeachment também são consistentes independentemente da região do país.

No Centro-Oeste, 74% acreditam que o Congresso deveria fazer tramitar um pedido de afastamento. Sul e Sudeste registram 65%. No Nordeste, o percentual é maior, porém dentro da margem de erro, com 67%.

Também não há diferença relevante em relação a idade ou o sexo dos entrevistados. Os resultados tanto entre homens como entre mulheres repetem o percentual de reprovação geral, de 71%.

Dilma tem reprovação levemente inferior entre pessoas com mais de 60 anos (68%). Os resultados das outras faixas etárias variam pouco, sempre dentro da margem de erro.

O Datafolha entrevistou 3.358 pessoas com 16 anos ou mais em 201 municípios nas cinco regiões do país.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança do levantamento é de 95% –se fossem realizadas 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estariam dentro da margem de erro em 95 ocasiões.

“Poço sem Fundo”: Clima no Brasil é de pessimismo porque não há perspectiva de mudança

Rejeição de um presidente da República nunca foi tão grande na história do país. Clima é de pessimismo porque não há perspectiva de mudança.

Não há sinal de melhora no horizonte para a petista. Quase 85% da população – ou seja, quase nove em cada dez – considera que ela “não está sabendo lidar com a crise econômica”.

Fonte: ITV

“Poço sem Fundo”, artigo do ITV

Praticamente dois de cada três brasileiros são favoráveis ao impeachment da presidente, segundo instituto de pesquisa MDA. Foto: ernando Zamora/Futura Press

Dilma, Lula e o PT colhem a reprovação dos brasileiros por escolhas equivocadas, práticas danosas e pela propaganda enganosa que venderam à população nos últimos anos

Nunca antes na história, uma presidente da República foi tão rejeitada pelos brasileiros. Um misto de decepção, desalento e desconfiança ronda o humor da população, diante dos rumos que o PT vem imprimindo ao país. Falta pouco para Dilma Rousseff tornar-se unanimidade, que hoje ampla maioria já preferiria ver pelas costas.

A nova rodada da pesquisa feita pelo instituto MDA sob encomenda da CNT revela que apenas 7,7% aprovam o governo atual. É a mais baixa taxa já aferida pelo instituto, cuja série começa em 1998. Na ponta contrária, nada menos que 71% consideram a gestão de Dilma ruim ou péssima. A desaprovação pessoal à presidente abrange 80% dos brasileiros.

O governo luta para carimbar críticas e o descontentamento com a atual administração como “golpismo” de quem quer se ver livre da presidente antes da hora. Mas basta percorrer as ruas para aferir o sentimento vívido de desaprovação às práticas correntes e de clamor pela responsabilização de quem levou o país para o atual beco em que se encontra.

Segundo o MDA, praticamente dois de cada três brasileiros são favoráveis ao impeachment da presidente – em março eram 60%; hoje são 63%. Não se trata de opinião ao léu. A pesquisa mostra que, para 44%, a mistura de corrupção na Petrobras, manipulação das contas públicas e irregularidades nas contas de campanha dariam motivo suficiente para o afastamento de Dilma do cargo.

Não há sinal de melhora no horizonte para a petista. Quase 85% da população – ou seja, quase nove em cada dez – considera que ela “não está sabendo lidar com a crise econômica”. Cada vez mais, os principais temores dos brasileiros são a perda do emprego, o aumento do custo de vida e as dívidas a pagar.

Os novos cortes orçamentários que o governo deve anunciar hoje, segundo os jornais desta quarta-feira, tendem a potencializar o arrocho e aumentar a penúria da população. Além disso, a revisão da meta fiscal reforça a sensação de um governo oscilante, incapaz de alcançar objetivos a que se propõe.

A pesquisa também desnuda a erosão da popularidade do tutor da atual presidente. Assim como Dilma, Lula também é visto como culpado pela corrupção na Petrobras. Numa eventual disputa pela presidência da República, o petista seria derrotado num segundo turno pelos três tucanos que já disputaram o cargo. A vantagem mais larga é obtida pelo senador Aécio Neves.

Dilma, Lula e o PT colhem hoje a reprovação da população por escolhas equivocadas, por práticas danosas e, sobretudo, pela propaganda enganosa que venderam aos brasileiros nos últimos anos, culminando com a sórdida campanha eleitoral que deu mais quatro anos de mandato à presidente. O sentimento presente nas pesquisas de opinião – a da CNT/MDA é apenas mais uma a coadunar a mesma percepção – são a expressão legítima de repúdio da população ao modo petista de governar.

Câmara estuda impeachment de Dilma

Estudo tem como base uma possível decisão do TCU sobre crime de responsabilidade de Dilma pelas chamadas “pedaladas fiscais”.

Artigo 218 prevê que qualquer cidadão pode denunciar presidente, vice-presidente ou ministro de Estado por esse crime.

Fonte: Estadão

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Impeachment de Dilma: Câmara faz estudo sobre trâmite do processo. Reprodução.

Câmara faz estudo sobre trâmite de impeachment

 A pedido do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Arthur Lira (PP-AL), a equipe técnica da Câmara dos Deputados fez um levantamento para traçar como seria a tramitação interna de um eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Em resposta, os consultores afirmaram que o trâmite de um processo contra Dilma não passaria pela CCJ, segundo o artigo 218 do Regimento Interno da Câmara, assim como ocorreu no processo contra Fernando Collor. A denúncia, após ser recebida pelo presidente da Câmara, será despachada para uma Comissão Especial. O colegiado deverá ser composto por representantes de todos os partidos de forma proporcional ao tamanho das bancadas.

O estudo tem como base uma possível decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre crime de responsabilidade de Dilma pelas chamadas “pedaladas fiscais”, prevista para ocorrer no fim de agosto. O artigo 218 prevê que qualquer cidadão pode denunciar presidente, vice-presidente ou ministro de Estado por esse crime.

Arthur Lira faz parte da “tropa de choque” de Eduardo Cunha. Ontem, o presidente da Câmara admitiu que está consultando juristas – além de assessores jurídicos da Casa – sobre o pedido de impeachment apresentado pelo Movimento Brasil Livre (MBL). E afirmou que pretende emitir uma opinião sobre o assunto em 30 dias. Ao mesmo tempo, em um claro recado à Dilma, disse que os deputados devem voltar do recesso parlamentar das duas próximas semanas com uma postura mais “dura” em relação ao Planalto. Tanto Cunha quanto Lira são alvo de investigações por suposta participação em desvios ocorridos na Petrobrás, no âmbito da Operação Lava Jato.

O presidente da CCJ, Arthur Lira, afirmou que o levantamento não foi tratado com outros parlamentares, nem com o presidente da Câmara. Ele ressaltou ainda que as informações sobre o trâmite de um futuro processo de impedimento foram levantadas apenas após integrantes da imprensa o abordarem sobre o tema. Ao Estado, Eduardo Cunha afirmou desconhecer o levantamento.

Dilma está abandonada, diz colunista do Globo

Dilma está acuada pela Lava Jato, as péssimas notícias sobre a economia e, agora, as críticas disparadas por Lula, diz Noblat.

Noblat: “À crise econômica soma-se a política. É grande o vazio de líderes. E num regimento presidencialista como o nosso, se o presidente não lidera…”

Fonte: Blog do Noblat

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Fora o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), ninguém saiu em defesa de Dilma. Reprodução.

A solidão de Dilma

Pobre Dilma. Na última quinta-feira, Lula a criticou duramente, ao seu governo e ao PT. Disse que ela e ele estavam no “volume morto” e o PT, abaixo do volume morto.

Anteontem, voltou a bater no governo e no PT. Quanto a ele, se disse cansado, velho. Tem razão.

Fora o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), ninguém saiu em defesa de Dilma. Nem ela mesma.

Guimarães disse que Lula deveria ter feito as críticas no âmbito do governo e do partido. Para não fornecer munição aos adversários.

E Dilma reconheceu o direito de Lula criticá-la. Ordenou aos seus ministros que nada comentassem a respeito.

Para completar o quadro de solidão da presidente da República, a bancada do PT no Senado lançou uma nota de apoio a…

A Lula, vítima de uma “campanha sórdida”, movida pelo “ódio”, apesar de ser “uma das raras e fantásticas lideranças que conseguem transcender os limites de sua origem social, de sua cultura e do seu tempo histórico”.

Bonito, não?

Dilma está acuada pela Operação Lava Jato, o ajuste fiscal que se arrasta, as péssimas notícias sobre a economia, a rejeição popular e, agora, as críticas disparadas por Lula.

Não sabe como sair do buraco em que se meteu – a não ser dar tempo ao tempo e torcer pelo sucesso do ajuste.

À crise econômica soma-se a política. É grande o vazio de líderes. E num regimento presidencialista como o nosso, se o presidente não lidera…

O PT está completamente rachado

Bancada do PT no Senado divulgou nota onde presta “solidariedade” ao ex-presidente Lula um dia depois de ele questionar as ações da legenda.

Os senadores não citam o episódio das declarações de Lula contra o governo da presidente Dilma de que ele estava no “volume morto” e que o gabinete de Dilma “era uma desgraça”.

Fonte: O Globo

LULA-PREOCUPADO

Bancada do PT no Senado divulga nota de desagravo a Lula

Petistas se solidarizam com o ex-presidente sem citar as críticas feitas por ele ao governo Dilma e ao partido

Sem citar as críticas abertas feitas à presidente Dilma Rousseff e ao próprio partido, a bancada do PT no Senado divulgou nota nesta terça-feira onde presta “solidariedade” ao ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva um dia depois de ele questionar as ações da legenda durante debate promovido pelo Instituto Lula, em São Paulo. Segundo ele, a sigla “perdeu um pouco a utopia” e deveria fazer uma “revolução interna”. O petista ainda disse que “o PT só pensa em cargos” e que os militantes não reagem.

“A bancada do PT no Senado manifesta sua total e irrestrita solidariedade ao grandepresidente Lula, vítima de campanha pequena e sórdida de desconstrução de uma imagem que representa o que o Brasil tem de melhor: sua gente”, diz o texto. Os senadores não citam o episódio das declarações de Lula contra o governo da presidente Dilma revelado pelo GLOBOde que ele estava no “volume morto” e que o gabinete de Dilma “era uma desgraça”, apenas afirmam que ele tem sido alvo de uma “campanha que dispensa argumentos racionais”.

“Uma campanha baseada apenas no ódio espesso dos ressentidos. Entendemos perfeitamente que alguns tenham medo de serem derrotados de novo por Lula em 2018. Mas esse medo não pode dar vazão a atitudes pouco republicanas e francamente antidemocráticas”, diz a nota.

A nota cita a “grande liderança” do ex-presidente e tece diversos elogios à sua gestão. Para os petistas, Lula é uma “afronta às elites”. “Lula é aquele candidato que não deveria ter vencido as eleições, mas venceu. Lula é aquele eleito que não deveria ter tomado posse, mas tomou.Lula é aquele presidente que devia ter fracassado, mas teve êxito extraordinário. No vale-tudo contra Lula, vale até mesmo usar o recurso torpe de expor seu defeito físico, o que revela incurável defeito de caráter”, diz a nota.

Até mesmo o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), concordou com algumas críticas feitas ao PT.

— O Lula dá opinião e é ativo. Ele disse que o PT precisa mudar, renovar suas lideranças. E isso está correto — disse Delcídio.

A nota foi divulgada na página oficial do PT no Senado. O líder do partido no Senado, Humberto Costa (PE), está no Recife e foi comunicado do teor da nota, deu seu aval e fez alguns ajustes nos termos.

Leia a nota na íntegra:

“Luiz Inácio Lula da Silva, nosso querido Lula, é uma das raras e fantásticas lideranças que conseguem transcender os limites de sua origem social, de sua cultura e do seu tempo histórico. Ele figura no rol escasso dos líderes que rompem os limites, mudam a realidade, fazem a diferença na vida das pessoas, fazem História.

Lula se fez contra os terríveis limites históricos, econômicos, sociais e políticos que lhe foram impostos. É aquela criança pobre do sertão nordestino que deveria ter morrido antes dos cinco anos, mas que sobreviveu. É aquele miserável retirante que veio para São Paulo buscar, contra todas as probabilidades, emprego e melhores condições de vida, e conseguiu.

Lula é aquele candidato que não deveria ter vencido as eleições, mas venceu.

Lula é aquele eleito que não deveria ter tomado posse, mas tomou. Lula é aquele presidente que devia ter fracassado, mas teve êxito extraordinário.

Lula é uma afronta às elites que sempre apostaram num Brasil para poucos, num Brasil de exclusão e de desigualdades. Lula é, sobretudo, esse fantástico novo Brasil que ele próprio ajudou a construir. O Brasil para todos os brasileiros. O Brasil da inclusão, da igualdade e da solidariedade.

No cenário mundial, ninguém põe em dúvida a liderança de Lula como exemplo no combate à pobreza, à fome e às desigualdades. Lula é, de fato, o grande inspirador internacional das atuais políticas de inclusão social, reconhecido por inúmeros governos de diferentes matizes políticos e ideológicos.

Lula é o rosto do Brasil no mundo.

No Brasil, entretanto, há hoje uma sórdida campanha de deslegitimação dessa grande liderança. Uma campanha que dispensa argumentos racionais. Uma campanha baseada apenas no ódio espesso dos ressentidos.

Entendemos perfeitamente que alguns tenham medo de serem derrotados de novo por Lula em 2018. Mas esse medo não pode dar vazão a atitudes pouco republicanas e francamente antidemocráticas.

Tentam transformar suas virtudes em vícios e suas ações pelo Brasil em crimes. Insinuam de forma leviana, acusam sem provas, distorcem, mentem e insultam. No vale-tudo contra Lula, vale até mesmo usar o recurso torpe de expor seu defeito físico, o que revela incurável defeito de caráter.

Falta, sobretudo, respeito ao presidente mais bem avaliado da história do Brasil. Desrespeitar Lula é desrespeitar o povo brasileiro, pois sua ascensão pessoal se confunde com a ascensão social e política da nossa população antes excluída.

Tentam fazer hoje contra Lula o que fizeram contra Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart. Usam cínica e seletivamente da imprescindível luta contra a corrupção para tentar destruir um projeto nacional e popular que elevou o Brasil e o seu povo. Um projeto que propicia o efetivo combate aos desvios e que vem livrando o Brasil da grande corrupção da miséria e das desigualdades.

A bancada do PT no Senado manifesta sua total e irrestrita solidariedade ao grande presidente Lula, vítima de campanha pequena e sórdida de desconstrução de uma imagem que representa o que o Brasil tem de melhor: sua gente.

A bancada também entende que Lula está muito acima dessa mesquinhez eleitoreira. Lula não será apequenado pelos que se movem por interesses menores e pelo ódio. Lula é tão grande quanto o Brasil que ele ajudou tanto a construir. Lula carrega em si a solidariedade, a generosidade e a beleza do povo brasileiro.

Para esse povo e por esse povo, Lula fez, faz e fará História”.

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