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Aécio é aplaudido em voo para Brasília

Em um voo do Rio para Brasília, antes que o avião decolasse, por três vezes, passageiros gritaram o nome de Aécio provocando aplausos.

Aécio futuro presidente do Brasil

Fonte: Blog do Noblat

Noblat: Aécio é aprovado no teste do avião

Bem mais da metade dos passageiros que quase lotavam avião fez questão de cumprimentar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e de tirar fotos junto com ele. Divulgação

Aécio é aprovado no teste do avião

Ricardo Noblat

Isto é uma pegadinha? – espantou-se a mulher ao olhar para o homem sentado na cadeira do corredor da terceira fila do voo 1488 da GOL, que decolaria ontem, no meio da tarde, do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino a Brasília.

– Pegadinha, como? – perguntou o homem, sorrindo.

– O senhor é a cara de Aécio – observou a mulher.

– Eu sou Aécio – o homem respondeu.

Instalou-se então a confusão, que acabou por atrasar a decolagem. Bem mais da metade dos passageiros que quase lotavam o avião fez questão de cumprimentar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e de tirar fotos junto com ele.

Outra mulher comentou depois de abraçar Aécio:

– Você está por aqui? Não acredito.

Um homem idoso apertou a mão de Aécio e disse:

Aécio, é você? Chorei muito quando você perdeu a eleição.

Entre uma foto e outra com o senador, uma jovem tascou:

– Nossa, você é muito bonito. É mais bonito do que na televisão.

A tripulação teve trabalho para conseguir que as pessoas ocupassem seus assentos. Antes que o avião decolasse, por três vezes, e a curtos intervalos, passageiros gritaram o nome de Aécio provocando aplausos.

Na descida do avião em Brasília, o comandante falou aos passageiros por meio do sistema de som:

– A GOL sente-se honrada em transportar o senador Aécio Neves, futuro presidente do Brasil.

Novamente Aécio foi aplaudido. E por último foi aplaudido ao se levantar para desembarcar, olhar para os fundos do avião e dizer:

– Obrigado pelo carinho, pessoal.

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“Concordo com a Marta e com o Gilberto Carvalho”, diz Aécio

Marta pediu a Dilma que resgatasse “a confiança e credibilidade”, já Gilberto Carvalho disse que presidente se afastou dos movimentos sociais.

Brasil sem Rumo

Fonte: Estado de Minas

Aécio endossa críticas de Marta e Carvalho

Senador Aécio Neves ironiza críticas da ex-ministra da pasta de Cultura, Marta Sulicy  e do Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto de Carvalho. Foto: George Gianni.

Aécio ironiza e diz que concorda com Marta e Carvalho ‘em tudo’

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta quarta-feira, em tom de ironia, que concordava com vários ministros do governo Dilma Rousseff (PT), especialmente com a da Cultura, Marta Suplicy, que na terça-feira entregou o cargo fazendo críticas à política econômica do governo. “Concordo com a Marta, com o Gilberto Carvalho. Estou concordando em tudo com os ministros da Dilma“, brincou.

Em sua carta de demissão, Marta disse esperar que, em seu segundo mandato, Dilma escolhesse uma equipe econômica que resgatasse “a confiança e credibilidade” do governo e que estivesse comprometida com o crescimento do País.

Carvalho, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse em uma entrevista à BBC esta semana que a presidente dialogou pouco com a sociedade e se afastou dos “principais atores na economia e na política” nos últimos quatro anos.

2016

A carta de Marta foi vista pelo PT como uma sinalização de que ela deseja articular sua disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2016 mesmo se for em outro partido. A hipótese de deixar o PT seria cogitada caso o partido a impeça de disputar uma prévia com o atual prefeito Fernando Haddad.

Questionado se Marta teria espaço no PSDB, Aécio sorriu e desconversou. “Não acho que ela queira vir para o PSDB. Ela quer mesmo é ser candidata.”

Aécio critica Dilma por estelionato eleitoral

“Se houvesse um Procon das eleições, Dilma ia estar sendo hoje instada a devolver o mandato que recebeu”, disse Aécio em entrevista.

Contabilidade criativa do Governo Dilma

Fonte: PSDB

Aécio diz que Dilma comete estelionato eleitoral

Aécio antecipou que a oposição não concorda com essa manobra do governo e estudará medidas cabíveis do ponto de vista judicial. Foto: George Gianni

Aécio: “Se houvesse um Procon das eleições, Dilma teria de devolver o mandato” 

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB), criticou nesta quarta-feira (12) a proposta encaminhada pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso Nacional, que abre brecha para o governo federal descumprir a meta fiscal deste ano. Aécio antecipou que a oposição não concorda com essa manobra do governo e estudará medidas cabíveis do ponto de vista judicial, pois o descumprimento da meta aprovada pelo Legislativo pode caracterizar um crime de responsabilidade da presidente da República.

“Esse governo comete estelionato eleitoral ao propor imediatamente após as eleições medidas opostas a que anunciava no período eleitoral. Se houvesse um Procon das eleições, a presidente Dilma ia estar sendo hoje instada a devolver o mandato que recebeu”, disse Aécio em entrevista coletiva à imprensa no Senado.

Para Aécio, Dilma abre um precedente perigoso ao propor a alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). “O governante é obrigado a cumprir a lei. Quando ele não cumpre a lei, independente das razões que levaram a isso, e no caso do governo foi o excesso de gastos descontrolados, o governante não pode ter como alternativa a mudança da lei. Amanhã se um governador não cumprir o percentual, por exemplo, da Saúde, ele vai mudar a lei?”, questionou o presidente nacional do PSDB.

Na sua opinião, a proposta de lei enviada por Dilma ao Congresso é um atestado definitivo do fracasso do governo na condução da política econômica; “Não podemos permitir e aceitar que a ineficiência e a incapacidade do governo possam ter como uma única alternativa a alteração da lei. Mais uma vez quer se mascarar os números. O governo na verdade quer produzir um déficit e chamá-lo de superávit. Um governo que não foi responsável na administração dos gastos públicos não tem autoridade moral para pedir ao Congresso que altere uma lei por ele aprovada.”

Aécio prometeu empenho da oposição para impedir que a nova a manobra governista para maquiar as contas públicas avance no Legislativo. “Estaremos vigilantes para impedir a modificação dessa lei. Vamos discutir, inclusive do ponto de vista judicial, quais as medidas cabíveis, porque a presidente da República incorre em crime de responsabilidade se não cumprir a meta aprovada pelo Congresso Nacional”, afirmou Aécio Neves.

Cientista político diz que Aécio sai como grande vencedor das eleições

Alfonso Myers Gallador, cientista político mexicano, decidiu estudar o comportamento dos perdedores em eleições na América Latina onde o vitorioso triunfou com margem apertada.

Eleições 2014

Fonte: Blog do Noblat

Cientista político: Aécio sai como grande vencedor das eleições

Cientista político considerou o discurso do candidato Aécio Neves (PSDB), dono de 51 milhões de votos, de alta política. Foto: Ricardo Matsukawa/VEJA.com

Cientista político diz que Aécio Neves se comportou como vencedor

Para pesquisador da Universidade de Salamanca, Aécio precisa se desligar de movimentos pró-impeachment de Dilma e pró-intervenção militar

Alfonso Myers Gallador, cientista político mexicano, decidiu estudar o comportamento dos perdedores em eleições na América Latina onde o vitorioso triunfou com margem apertada.

Pesquisador da Universidade de Salamanca, na Espanha, Myers descobriu que um derrotado pode ter um comportamento ressentido, questionando o resultado da eleição, ou de vencedor, ao aceitar o placar das urnas, o que o credenciaria para concorrer novamente.

No caso do Brasil,em entrevista exclusiva a este blog, ele considerou o discurso do candidato Aécio Neves (PSDB), dono de 51 milhões de votos, de alta política. O candidato acabou perdendo para a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), por uma margem inferior a 3,5% dos votos válidos.

Aécio aparece como principal voz da oposição, mas precisará convencer nomes fortes, como de José Serra (SP) e Geraldo Alckmin (SP), para disputar novamente a eleição daqui a 4 anos.

Aos 29 anos de idade, Myers, autor do livro “Estudos sobre Democracia, Estado de Direito e Governança Global”, diz ser legítimo o questionamento do resultado das eleições. A auditoria apenas reforçaria a credibilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mas ele faz um alerta contra a proposta de impeachment e de intervenção militar, defendida por simpatizantes de Aécio. Ele deve se “desligar das manifestações e atos sem sentido”.

Que conclusão se tira do estudo sobre o comportamento de candidatos derrotados?

Uma das implicações da derrota é que diminui o interesse dos candidatos derrotados pela política, inclusive até chegam a abandoná-la. Ou pode ser um incentivo transformador que se torna um protesto. No estudo que faço, analisamos o comportamento dos candidatos derrotados em eleições com resultados bem apertados, como vem ocorrendo na América: Estados Unidos (2000 e 2004); Costa Rica (2006); México (2006); El Salvador (2009 e 2014); Peru (2011); Venezuela (2013); Brasil (2014). Foram eleições que se definiram com margens menores do que 3,5% dos votos válidos. Um dos pontos de inflexão foi o discurso pós-eleitoral – aquele no qual a derrota é aceita ou não. A forma de reagir e de administrar uma derrota tem consequências diretas para a carreira dos candidatos. Quando há uma “elegância” na hora de aceitar a derrota, na maioria das ocasiões o futuro candidato ganha ponto.

Cientista político: Aécio sai como grande vencedor das eleições

Alfonso Myers Gallador, cientista político e autor do livro “Estudos sobre Democracia, Estado de Direito e Governança Global”, diz ser legítimo o questionamento do resultado das eleições. Divulgação

Por que Aécio Neves foi tratado como herói após perder a eleição?

A palavra herói é um tanto exagerada. Talvez Aécio seja o melhor candidato que o PSDB teve. Era iniciante na política nacional e, ao começar a campanha, era menos conhecido do que Marina Silva – a terceira colocada. A eleição do Brasil seguiu uma tendência existente no Continente: o vencedor foi o candidato à reeleição. Chama atenção o discurso de Aécio, de alta política, de aceitação, elegante: “… Acabo de parabenizar a presidente reeleita e desejei a ela sucesso na condução do seu próximo governo, ressaltei que considero que a maior de todas as prioridades deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado”.

O questionamento do resultado das eleições mostra que Aécio não soube perder?

Não necessariamente. Usar recursos legais, formalmente estabelecidos pelas normas eleitorais, não significa que duvidem ou não do resultado, significa que houve questões e inconsistências que não podem ser desconsideradas. Aécio soube perder e isso ficou refletido num primeiro cenário com seu discurso. O comportamento de sua equipe ao pedir auditoria ao TSE é um direito. A auditoria só vai reafirmar a credibilidade do próprio TSE.

É comum quem perde questionar os resultados?

Depende do grau de legitimidade e de confiança do órgão eleitoral. Quanto mais transparente e confiável o órgão, mais provável será a aceitação da derrota. Geralmente, os perdedores garantem a estabilidade e a governabilidade do sistema político. No caso brasileiro, isto aumenta ainda mais se levamos em conta que é um presidencialismo de coalizão, onde quem ganha dependerá de sua capacidade de costurar acordos com outras ideologias.

De que maneira a campanha agressiva da presidente Dilma contribuiu para um discurso ressentido de Aécio?

O debate atual é muito parecido com o debate que acontece nos Estados Unidos e no México, onde os eleitores claramente se informam sobre o que garante suas convicções e não aceitam um meio que mude sua perspectiva. Os eleitores de direita leem jornais de direita e o mesmo acontece com os de esquerda. Além disso, é uma questão de liberdade de expressão. O clima e a tensão política e social podem aumentar claramente num cenário de eleições apertadas.

Como você vê os pedidos de impeachment e de intervenção militar que partiram de manifestantes que apoiam Aécio?

Ainda que pareça um pouco duro, é parte da democracia. É uma questão de liberdade de expressão e de ideologia, mas não pode paralisar as instituições brasileiras. São atos isolados que falam um pouco da cultura política no Brasil, um país de dimensões continentais que não se resume a essas vias. A posição do Aécio deve ser clara e se desligar das manifestações e atos sem sentido, como a ignorância das pessoas que solicitam uma intervenção militar.

Os perdedores que fazem discursos inflamados costumam ter sucesso em eleições seguintes?

Os perdedores que não aceitam e se comportam agressivamente afetam sua imagem e a própria carreira política. É um assunto da administração da derrota. Devemos nos lembrar de que a campanha do derrotado começa no dia seguinte ao da eleição. Se quer ganhar, tem que construir uma oposição real e não somente se opor a tudo o que o governo diz.

O que falta para que o Aécio e o partido dele consigam vencer uma eleição para presidente?

Seduzir mais e conquistar seu eleitorado em Minas Gerais. Tem que sair de seus bastiões eleitorais. Não pode se limitar às zonas urbanas ou capitais. Aécio precisa manter o legado de Fernando Henrique Cardoso e ajustá-lo ao de Lula, aliando política macroeconômica e social.

Aécio se credencia como principal porta-voz da oposição?

Sim. Mas vai depender da circunstância interna da política brasileira e de seu papel de senador. O Aécio parece um político mais Executivo do que Legislativo. Os políticos do PSDB precisam ter grande capacidade para administrar a derrota e, principalmente, manter o partido unido, fazendo surgir um candidato de unidade.

Aécio Neves: o resgate da boa política

A voz de Aécio ecoou por todo o Brasil e não será esquecido, pois o próprio senador já avisou que “não iremos nos dispersar”.

Eleições

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio Neves é o resgate da boa política

O candidato tucano sempre buscou dialogar com a sociedade. Dilma pelo contrário, partiu para briga na disputa do cargo à Presidência da República. O que vemos hoje é um disse me disse dissimulado da presidente, no qual dizia uma coisa em época de campanha e fez outra quando reeleita. Foto: ED Ferreira/AE

Aécio Neves e o resgate da boa política

O país mal acordou do resultado das urnas e o Banco Central decidiu pelo aumento da taxa de juros, contrariando o discurso marqueteiro da presidente Dilma durante a campanha. Longe de causar espanto, o fato mostra o quanto o país se viu envolto em uma nuvem de dissimulações, mentiras e falsas promessas durante a disputa eleitoral.

No vale-tudo da campanha, o PT demonizou a oposição associando-a ao fim dos programas sociais, à retirada do prato de comida do povo pelas mãos de banqueiros vorazes, ao sucateamento dos bancos públicos e a outras perversidades.

Estamos agora diante da dura realidade. Crescimento medíocre, inflação alta, indústria paralisada, contas represadas que começam a ser desovadas, a Petrobras nas águas profundas da corrupção.

São muitas as mazelas e há setores do próprio governo falando em ajuste fiscal “violentíssimo” em 2015, como noticiou o jornal “Valor” no dia 30/10. Certamente, há um descompasso entre esse Brasil real e o país edulcorado da campanha petista. Em algum momento, no entanto, eles terão de se encontrar.

Nessa hora, é bom lembrar o chamado à boa política feito por Aécio Neves ao longo de sua campanha. O candidato fez uma pregação em tudo oposta à conduzida pela presidente da República.

No lugar da intransigência ao debate, da contabilidade criativa, do pouco caso com a inflação, do mau uso das empresas públicas e da tolerância com o crescimento medíocre, Aécio propôs diálogo maduro com a sociedade, transparência nos compromissos, controle das contas públicas, reformas estruturantes, estabilidade macroeconômica, zelo pelas empresas do Estado, fortalecimento das políticas sociais e uma visão de futuro para o país.

Uma pauta ambiciosa, sem dúvida, mas à altura do país que todos sonhamos construir. E exequível, pela seriedade com que foi elaborada e pelo conjunto de forças mobilizadas em sua arquitetura.

O programa de governo de Aécio Neves nasceu de discussões amplas e da soma de experiências de dezenas de pessoas nas esferas pública, privada e da sociedade em geral. O que vimos foi o exercício da política em sua essência, com o reconhecimento de que as questões que dizem respeito à comunidade merecem ser debatidas por todos e não apenas servir aos interesses de um grupo encastelado no poder.

As ideias, propostas e ações elencadas no programa do PSDB são uma amostra vigorosa de nossas potencialidades. O Brasil é um país em constante transformação e aperfeiçoamento. Mas há ciclos de paralisia e retrocesso que precisam ser superados, para que o país reencontre a sua vocação desenvolvimentista.

As urnas revelaram uma nação dividida em sua escolha final, mas toda ela ávida por mudanças. A sociedade brasileira quer bem mais do que vem recebendo. Promover as reformas indispensáveis à correção de rumos vai exigir algo além dos discursos inflamados dos últimos meses.

Vencida a agenda eleitoral que galvanizou corações e mentes, o país clama por uma agenda de boa governança.

Em sua cruzada cívica, Aécio Neves mostrou que há uma forma diferente de se pensar a condução do país, muito mais audaciosa e responsável. Sua campanha emocionou, contagiou e mobilizou o Brasil, mas o maior legado de sua participação talvez tenha sido o resgate da política como o bem maior da democracia.

A política, em sua concepção mais genuína, afirma-se no enfrentamento cotidiano das contradições, diferenças e expectativas de vários grupos sociais. É o diálogo no mais alto nível, sem o qual não há ambiente democrático que se sustente. Esse ensinamento merecia ser revivido com a força e a dignidade que Aécio Neves lhe dispensou. Por isso, ele sai dessa campanha na companhia invejável de 51 milhões de brasileiros e um patrimônio de credibilidade admirável.

A voz de Aécio ecoou por todo o Brasil e não será esquecida, pois o próprio senador já avisou que “não iremos nos dispersar”. A boa política agradece.

ANTÔNIO IMBASSAHY, 66, deputado federal pela Bahia, é líder do PSDB na Câmara dos Deputados.

Aécio Neves: o líder da mudança

Discurso firme de Aécio na sua volta ao Congresso, nesta quarta-feira, serve para garantir a manutenção de sua visibilidade até 2018.

Líder da oposição

Fonte: O Globo

Aécio se posiciona como o líder da mudança

Aécio Neves durante no Plenário do Senado nesta quarta-feira. Foto: Reuters/Washington Alves

Estratégia de Aécio é manter visibilidade para disputa em 2018, afirmam analistas

Cientistas políticos consideram que discursos como o da volta ao Congresso credenciam tucano como líder

Mais do que demarcar seu posto de líder de oposição, o discurso firme do senador Aécio Neves (PSDB) na sua volta ao Congresso, nesta quarta-feira, serve para garantir a manutenção de sua visibilidade até 2018, quando poderá retomar o projeto presidencial. Para cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO, a fala do tucano, nesse cenário, é natural e o credencia como líder.

— É (um discurso) natural, ele tem que se colocar mesmo como porta-voz da oposição, já que ele teve esses votos todos. Tem que ter firmeza. Mas tem que fazer oposição democrática, sem cair nesse retrocesso que seria apoiar um pedido de impeachment (de Dilma Rousseff), e não reconhecer o resultado das urnas — afirma Carlos Melo, analista político e professor do Insper.

Em seu discurso, Aécio diz estar disposto a abrir o diálogo com o governo, com uma condição: que se puna quem praticou crime na Petrobras.

— Foi uma promessa de campanha de Dilma investigar as denúncias. É legítimo que a oposição agora cobre e fiscalize — disse Melo.

O cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais Fábio Wanderley Reis diz que o discurso de Aécio no plenário é uma tentativa de capitalizar os votos que ele recebeu na última eleição. Assim, tentar garanti-lo numa eventual nova disputa daqui a quatro anos.

— Ele teve um resultado bom e precisa capitalizar isso para tentar manter a liderança da oposição porque ele tem um adversário forte dentro do próprio PSDB para 2018, que é Geraldo Alckmin. Então, esse discurso foi uma tentativa de ocupar o espaço da liderança da oposição e marcar posição dentro do partido

Cláudio Couto, professor da Fundação Getúlio Vargas, também ressalta que o Senado é um dos locais mais adequados para se fazer oposição ao governo pela área de atuação.

— No Senado, se tem mais condições de atuar, mais do que em um governo estadual, por exemplo. É normal que ele se coloque como representante desses 51 milhões de votos, isso o credencia a atuar como líder oposicionista.

Tanto Melo quanto Couto dizem que a oposição deixou a desejar nos últimos anos e que Aécio apareceu timidamente. Ontem, o tucano chegou a dizer que jamais teve a “carga de responsabilidade” que possui atualmente.

— Esse papel de líder, também, vai depender de como ele atuará no Senado daqui para frente. Nos quatro anos anteriores, ele teve uma atuação apagada — diz Couto.

Aécio se voltou mais para organizar sua candidatura presidencial, desde as disputas internas com Alckmin e Serra. Agora, com esses 51 milhões de votos, ele precisa assumir esse posto de liderança — afirma Melo.

Os analistas dizem não acreditar que o discurso do tucano irá alterar a relação do Congresso com Dilma.

— A situação de Dilma é complicada, mas não acredito que ela ceda a tudo, dificilmente Aécio teria por parte da Dilma uma disposição de conversa com tantas imposições. Está muito clara a disposição do Congresso, inclusive do PMDB, da base, de um certo enfrentamento, de criar dificuldades para a presidente. Ela terá que buscar coalização que possa compensar essa dificuldade. Será uma relação tensa — diz Reis.

Melo diz que Dilma terá trabalho com a oposição:

— O papel da oposição é fiscalizar, denunciar e propor alternativas, se isso dificulta o governo, é normal, é da democracia, e é obrigação da presidente superar isso e cumprir o papel dela, antes de reclamar da posição de Aécio. Ela tem a coligação dela, que é maioria, e vai ter que se resolver com o PMDB e com a base dela. Até agora, ela nem conseguiu anunciar um ministro da Fazenda novo.

Além da investigação na Petrobras, senadores que ontem discursaram no plenário cobraram também outra promessa de campanha de Dilma. Dos mais diferentes partidos, inclusive integrantes da base de apoio, senadores disseram que a presidente precisa dialogar com a Casa.

Para os analistas, essa conversa será fundamental para evitar o trancamento de pautas , normalmente usado na relação com o legislativo.

Aécio se assegura como líder das oposições

Aécio se colocou como representante de um movimento que nas urnas teve o apoio de 51 milhões de brasileiros, apenas 3 milhões a menos que Dilma.

Brasil luta pela mudança

Fonte: O Globo

Aécio se posiciona bem como líder da oposição

Depois de declarações de Aécio, o governo deve se preparar para enfrentar uma oposição dura. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Limites institucionais no exercício da oposição

Depois de declarações de Aécio, em entrevistas e no Senado, o governo deve se preparar para enfrentar uma oposição dura, mas sempre dentro dos marcos legais

Uma das análises consensuais do resultado das eleições é que a trajetória do candidato tucano Aécio Neves o credencia a ser o grande líder das oposições a partir de sua cadeira no Senado, na qual representará Minas por mais quatro anos.

Desacreditado no primeiro turno assim que o destino colocou Marina Silva em posição privilegiada na disputada direta pela Presidência, Aécio continuou a acreditar na sua candidatura. Talvez fosse o único.

Conseguiu unir o PSDB em torno de si — algo que se pensava impossível —, enquanto resgatava a figura simbólica de FH, e, sem se envergonhar das reformas econômicas empreendidas pelo partido, foi para o segundo turno e perdeu para o rolo compressor aético da campanha da reeleição da petista Dilma Rousseff por apenas três pontos percentuais.

O desembarque do senador mineiro em Brasília, terça-feira, e seu primeiro discurso no Senado, ontem, começaram a justificar expectativas com relação ao papel de Aécio na oposição, a partir de agora.

Recepcionado como vitorioso ao chegar em voo comercial, o líder tucano se pronunciou, em entrevista, de forma certeira, sobre manifestações descabidas pelo impeachment da presidente Dilma e de apoio a um golpe militar. No fim de semana, em São Paulo, houve uma passeata em que se destacaram cartazes com mensagens descabidas como estas.

— Eu respeito a democracia permanentemente e qualquer utilização dessas manifestações no sentido de qualquer tipo de retrocesso terá a nossa mais veemente oposição — declarou na terça.

Da tribuna do Senado, numa sessão cercada de grande expectativa, Aécio se colocou como representante de um “movimento”, não de um partido ou aliança partidária, que nas urnas teve o apoio de 51 milhões de brasileiros, apenas 3 milhões a menos que Dilma.

Acertadamente, não deixou de reconhecer o resultado das urnas, algo essencial para o jogo da democracia. Impeachment não existe para servir de “terceiro turno” eleitoral. E golpe militar, como aprendeu o Brasil, é uma porta aberta para o precipício do arbítrio e tentações de perpetuação no poder. Essas duas tresloucadas bandeiras apenas repetem o pior de algumas falanges petistas: quando, no início do segundo mandato de Fernando Henrique, pregaram o “Fora FHC”, e, nos tempos que correm, buscam se manter no poder por meio de atalhos golpistas, como o da “Constituinte exclusiva”, convocada sob pretexto de fazer uma reforma política de conveniência, sem obedecer os trâmites previstos no Estado de Direito.

Depois do que disse Aécio, fica ainda mais claro que o Planalto deve se preparar para enfrentar uma oposição dura, agora com maior respaldo na sociedade, mas sempre dentro dos marcos legais. A recíproca deveria ser verdadeira.

PT estimulou intolerância e falta de diálogo, diz Aécio

Aécio Neves afirmou que fará oposição ‘intransigente’ e, diálogo com o governo Dilma, vai depender de investigação do Petrolão.

Aécio Neves: líder da Oposição

Fonte: Jogo do Poder

Aécio: PT estimulou intolerância e falta de diálogo

Aécio afirmou que qualquer tipo de diálogo com o governo depende do “aprofundamento” das investigações sobre o “Petrolão”. Foto: Orlando Brito / PSDB

Assunto: Pronunciamento senador Aécio Neves – Plenário do Senado Federal

O senador Aécio Neves fez, nesta quarta-feira (05/11), seu primeiro pronunciamento na Tribuna do Senado Federal, após a campanha eleitoral pela presidência da República. Aécio Neves agradeceu o apoio de cerca 51 milhões de brasileiros à sua candidatura e disse que estará à frente das oposições para fiscalizar, cobrar e denunciar e combater a corrupção que se instalou no governo federal do PT.

Abaixo a transcrição do discurso:

Pronunciamento do senador Aécio Neves

Plenário do Senado Federal – Brasília – 05-11-14

Retorno hoje à tribuna, ao lado de tantos dos nossos companheiros, para falar aos brasileiros pela primeira vez, desde que se encerrou a campanha eleitoral que enfrentamos este ano.

Antes de qualquer outra ponderação, devo afiançar-lhes: sinto-me especialmente gratificado e feliz!

Vivi uma das jornadas mais importantes de toda a minha trajetória política, de toda minha vida – a mais difícil e desafiadora que um homem com responsabilidade pública pode protagonizar.

Estou agradecido e honrado pela manifestação de mais de 51 milhões de brasileiros de todas as nossas regiões, de todos os municípios, de todas as idades e classes sociais, que viram na nossa candidatura a possibilidade de construir um caminho melhor para o Brasil.

Um caminho para mudar de verdade o Brasil.

É com esse sentimento e consciente de minhas graves responsabilidades que retorno a esta Casa e venho a esta tribuna. E retorno com convicções ainda mais sólidas.

Nos últimos meses, representando inclusive muitos de vocês, representando inclusive muitos dos senhores que aqui estão e milhões de brasileiros que nos ouvem hoje, me coloquei como alternativa na defesa de um Estado mais eficaz. Um Estado moderno, que valorizasse a transparência, reconhecesse a meritocracia e, sobretudo, zelasse pelo bom destino do dinheiro público e prestação de serviços de qualidade à população.

Defendi a retomada das reformas para modernizar nossa economia e retirá-la da paralisia marasmo em que o atual governo a colocou.

Comunguei, junto com milhares de brasileiros, em especial com Marina Silva e Eduardo Campos, a agenda do desenvolvimento sustentável, a transição rumo à economia de baixo carbono, caminho que se mostra cada vez mais imperativo se quisermos construir um futuro adequado para nossos filhos e netos.

Advoguei em todas as partes do Brasil a necessidade da maior participação do investimento privado na construção da infraestrutura para que deixássemos de ser aprisionados por uma visão ideológica estatizante e ultrapassada.

Defendi a manutenção e avanços nos nossos programas sociais, para que pudessem servir melhor à população e sair definitivamente da perversa exploração eleitoral a que foram mais uma vez submetidos.

E propus a reaproximação do Brasil ao resto do mundo, ao qual demos as costas nos últimos anos ao priorizar as parcerias com governos ideologicamente alinhados.

Também, senhoras e senhores, me posicionei na firme na defesa de valores que foram aviltados dia após dia; na busca da recuperação da ética atropelada pelo vale-tudo político; na preservação do interesse público, tão vilipendiado por interesses privados e partidários; e no combate sem tréguas à corrupção, que atinge níveis como nunca antes se viu no país.

Ao atual estado de coisas, mais de 50 milhões de brasileiros, senhores senadores, disseram não.

E disseram “não” porque buscavam e sonhavam, como continuando buscando e sonhando, com um país melhor, um país verdadeiramente justo, mais honesto, mais equilibrado e um governo que seja mais eficiente e aja com maior decência.

Porque acreditam que o rigor da lei deve atingir a todos.

Estes milhões de cidadãos que marcharam conosco também compartilham da nossa visão de que o atual modelo político encontra-se esgotado, degradado pelos atos daqueles que nos governam há mais de uma década.

Assim como nós, também perceberam que convivemos hoje com um modelo econômico estagnado, desequilibrado, cada vez mais isolado do mundo, com um Estado pesado e pouco produtivo.

Aos apoios e tantos foram eles que recebemos foram se somando muitos outros, e pouco a pouco nossa candidatura deixou de ser apenas a de um partido político, de uma coligação partidária, para se tornar um movimento como poucas vezes se viu na história brasileira.

Perdemos as eleições por uma pequena diferença, mas algo de novo, novíssimo aconteceu no Brasil: a chama da renovação se acendeu e continua mais forte do que nunca, ultrapassando o tradicional marco do processo eleitoral.

Sinto nas ruas, nas conversas e tenho certeza que os senhores da mesma forma percebem isso, nas redes sociais, que o ânimo da população por uma verdadeira mudança, por um novo rumo, não esmoreceu.

Tenho a dizer a todos e a cada um de vocês: nosso projeto para o Brasil continua mais vivo do que nunca.

Senhoras e Senhores. Parlamentares que lotam este plenário. Travamos nestas eleições uma disputa desigual. Uma disputa em que os detentores do poder usaram despudoradamente o aparato estatal para se perpetuarem, por mais quatro anos, no comando do país. Esta é a verdade.

Adotou-se um vale-tudo nunca antes visto na nossa história. Nossos adversários cumpriram o aviso dado ao país, de que nas eleições se pode “fazer o diabo”. E fizeram.

Mostraram que não enxergam limites na luta para se manter no poder. A má-fé com que travaram a disputa chegou às raias do impensável, do absurdo. E agrediu a consciência democrática do país.

Primeiro atingiram Eduardo Campos, depois Marina Silva e, por último,fui eu o seu alvo preferencial. Mais grave ainda, espalharam o medo entre pessoas humildes, manipularam o sentimento de milhares de famílias, negando-lhes o livre exercício da cidadania.

Esta intimidação e esta violência só têm paralelos em regimes que demonstram muito pouco apreço pela democracia. Nesse vale-tudo eleitoral, legitimaram a calúnia e a infâmia como instrumentos da luta política. Usaram a mentira para tentar assassinar reputações.

Acrescentou-se ao cenário do uso vergonhoso da máquina pública, simbolizado emblematicamente pela atuação dos Correios, essa grande empresa brasileira. E aqui peço licença para saudar os seus funcionários e agradecer as inúmeras manifestações de solidariedade que deles recebemos na luta contra esse crônico aparelhamento da empresa.

Neste caso, viu-se o inimaginável, que resume um pouco de tudo o que aconteceu: de um lado a postagem de correspondências da candidata do PT sem chancela, significa que, na prática, nunca o Brasil saberá qual volume de propagandas do PT foi efetivamente enviado sem pagamento.

De outro lado, a não-entrega de milhares de correspondências pagas pelos partidos de oposição, e deixo aqui mais uma vez nesta tribuna, constatada esta denúncia como as enviadas pelo PSDB e o Solidariedade não chegaram aos seus destinatários. E essas violações são objeto hoje de ações protocoladas por nós na Justiça Eleitoral e na Procuradoria da República.

Mas não foi apenas isso. A anti-política também assumiu a face do medo que fez milhões de brasileiros reféns da insegurança.

Vejam os senhores, aonde chegaram: Sabe disso o senador Cássio Cunha Lima e tantos outros brasileiros. Nas regiões mais pobres do país, carros de som espalhavam que 13 era o número para permanecer no Bolsa Família e 45 o número para se descredenciarem do programa.

Famílias receberam ligações e mensagens dizendo que se a oposição vencesse, o programa Minha Casa, Minha Vida seria extinto.

Funcionários de empresas estatais foram informados de que iríamos privatizar empresas e que seriam todos eles demitidos!

No geral, o que se assistiu foi uma campanha baseada no estímulo ao ódio – um projeto amesquinhado e subordinado ao marketing do medo e da ameaça.

Tentaram, a todo custo, dividir o país ao meio, entre pobres e ricos, entre Nordeste e Sudeste como se não fôssemos, e esse fosse o nosso mais valioso patrimônio, um só povo, um só país, uma só esperança de tempos melhores.

*

A vitória do PT alavancada através desses expedientes explica o grande sentimento de grande frustração que tomou conta de milhões de brasileiros após o resultado.

Mesmo enfrentando tudo isso, e esta para mim é a questão mais relevante, o sentimento de mudança que moveu a candidatura das oposições que tive a honra de liderar alcançou um resultado magnífico.

Reconhecemos o resultado das eleições. Sou um democrata. E aqui não se trata mais de contar votos, de fazer comparações, ou medir desempenho apenas do ponto de vista eleitoral.

Mais importante que tudo isso é saudar o novo país que surgiu das urnas. E esse é o fato mais marcante, extraordinário e maravilho dessas eleições que a história haverá de registrar: nós assistimos ao despertar de um novo país. Um país sem medo. Um país crítico. Um país mobilizado. Um país com voz e convicções.

Um país que não aceita mais o discurso e a propaganda que tenta sempre justificar o injustificável. Que tenta esconder a realidade.

O Brasil que saiu das urnas é um novo Brasil, onde os brasileiros descobriram que podem eles próprios serem protagonistas do seu próprio destino.

Por todas as regiões, milhares de pessoas ocuparam as ruas de forma espontânea. Não apenas para apoiar um nome, mas uma causa. Os brasileiros, senhor presidente e senhores senadores, perderam o constrangimento de dizer aquilo que não concordam, que não aceitam, que não pactuam. E eles não pactuam mais com a corrupção, com o desmando e com tanta ineficiência.

Ocuparam as ruas para mostrar que sabem o que está acontecendo com o Brasil e que não vão permanecer mais em silêncio.

Nessa campanha eleitoral, milhões de brasileiros, e a história registrará isso de forma muito clara, tomaram posse do seu próprio país. Os exemplos estão por todos os cantos.

Estão nos idosos e quantos foram aqueles com quem me encontrei ao longo desta caminhada, de 80 ou de mais de 90 anos de idade, que me diziam que faziam questão de ir às urnas para ajudar a fazer a mudança.

Nas crianças que me enviaram desenhos e mensagens por toda a parte do país querendo participar deste processo que significa na verdade a construção do seu próprio futuro.

Este país se fez ver nos debates que tomaram as escolas e universidades de todo país.

Nos jovens que ocuparam de forma pacífica e alegre as ruas de todo Brasil. Nas correntes de oração que uniram milhões de brasileiros.

E me emociono de lembrar de muitas delas. Das freiras Clarissas, que ouviam os nossos debates de joelho acreditando num país melhor para todos os brasileiros.

Ao final, acredito sinceramente que esta campanha permitiu o reencontro dos brasileiros com o país que ainda sonham ter e sonhamos ser.

Me sinto particularmente honrado em ter podido ser parte desse movimento. E com a mesma firmeza com que falei aos brasileiros e os convoquei a darem voz à sua indignação e à sua esperança, saúdo neste momento, mais uma vez a todos os brasileiros, mas especialmente das regiões mais pobres e de forma especialíssima ao Nordeste brasileiro, mas saúdo aqueles que, corajosamente, marcharam ao nosso lado, mobilizados por um único desejo, uma única vontade, um único sonho em comum: o sonho da mudança. A mudança que representa um novo projeto de país, no lugar de um projeto de poder.

Quero expressar aqui o meu mais irrestrito respeito àqueles que democraticamente fizeram outra opção e deixar minha palavra de agradecimento aos companheiros do PSDB, do DEM, do Solidariedade, do PTB e dos outros partidos que fizeram conosco essa caminhada.

E agradeço de forma especial aos companheiros do PSB de Eduardo Campos, do PPS, do PV, do PSC, do pastor Everaldo aqui presente, e dissidentes do PMDB, em especial Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon e Ricardo Ferraço, dentre outros; do PDT de Pedro Taques, Cristovam Buarque e Reguffe; e do PP da grande senadora e amiga Ana Amélia, quero aqui agradecer o privilégio da sua companhia nesta caminhada, do senador Dornelles, e de tantos quantos em partidos que não estão hoje no âmbito da oposição, fizeram fazer prevalecer a sua consciência e a sua responsabilidade para com o país.

Através deles, homenageio, milhares de lideranças políticas, espalhadas por todos os municípios brasileiros que disseram sim à mudança. A essas forças políticas, somaram-se forças da sociedade: sindicatos de trabalhadores, entidades de classe, associações comunitárias, profissionais liberais, médicos, advogados, servidores públicos indignados com o que vêem acontecer em suas empresas.

Mas nada, nada foi mais forte do que a volta dos jovens às ruas para, de forma pacífica, dizer um sonoro “Basta” a tudo que está aí.

Portanto, meus amigos e minhas amigas,

Subi já várias vezes a esta tribuna. Por inúmeras vezes na tribuna da nossa Casa irmã, a Câmara dos Deputados, mas em nenhum momento, com esta carga de responsabilidade.

E quero aqui, do alto desta responsabilidade, reafirmar para que os anais desta casa registrem para a história que, de todas, a mentira foi a principal arma dos nossos adversários.

Mentiram sobre o passado para desviar a atenção do presente. Mentiram para esconder o que iriam fazer tão logo passasse as eleições. Fomos acusados de propostas que nunca fizemos. Assistimos a reiteradas tentativas de reescrever a história, sempre nos reservando o papel de vilões que jamais fomos, e não somos.

No entanto, não demorou muito para que a máscara começasse a cair. O Brasil escondido pelo governo na campanha eleitoral está se revelando a cada dia. Alertei durante todo o processo sobre os riscos da inflação. Perante toda a nação, a presidente insistiu em negar o problema evidente da alta de preços, da carestia. O desenrolar dos fatos mostrou quem tinha razão.

Apenas três dias após as eleições – repito: três dias – o Banco Central elevou os juros já escorchantes da nossa economia e não sei se irá parar por aí…

Para a presidente, em sua campanha, elevar os juros era retirar comida do prato dos mais pobres.

Pois bem, se isso era verdade, foi o que ela fez logo que ganhou as eleições: prejudicando os brasileiros mais carentes. E sabia que iria fazer isso!

O governo escondeu o rombo das contas públicas brasileiras, que registraram em setembro o pior resultado da nossa história: R$ 20 bilhões num único mês! Resultado: desde o início do governo Dilma, a dívida pública brasileira já cresceu mais de oito pontos do PIB apenas nesse período.

Escondeu reiteradamente que havia a urgente necessidade de ajustes, mas agora antecipa que eles deverão ser “duríssimos”, no ano que vem, em meio a um ambiente econômico que já não cresce e que a cada dia gera menos empregos.

Para complicar, o déficit comercial só cresce, indicando problemas flagrantes na competitividade da nossa economia, e o rombo nas contas externas aumenta e nossas taxas de investimento e poupança só diminuem. Chegamos a ter a menor taxa de nossa economia em décadas.

A candidata oficial também negou a necessidade de reajustar tarifas públicas e, mais que isso, acusou a minha candidatura de estar preparando-os, caso vencêssemos as eleições.

Pois bem, a presidente já está fazendo o que disse que não faria: na próxima semana, teremos o aumento da gasolina e já nesta semana as tarifas de energia sofrerão reajustes que simplesmente anulam toda a redução obtida com a truculenta intervenção havida no setor elétrico nos últimos dois anos.

Sem falar na ameaça, estampada nos jornais de hoje, de que no verão nos esperam apagões de energia. E o mais grave, senhoras e senhores, ao omitir dos brasileiros a verdade, e adiar medidas necessárias a conta a ser paga aumenta exatamente para aqueles que menos têm.

Me orgulho de ter feito uma campanha limpa. Mas isso parece não importar aos donos do poder. Ganhamos, devem estar dizendo, e é isso que importa.

Quem falou a verdade foi tachado de pessimista, de ser contra o Brasil, e quantas vezes ouvi essas acusações. Mas a história rapidamente mostrou quem tinha razão: esconder, camuflar, virou a rotina deste governo.

Só não conseguiram esconder os escândalos de corrupção porque os delatores que faziam parte do esquema resolveram falar a verdade para diminuir suas penas e todo esforço feito inclusive nesta Casa pra inibir as investigações foi em vão. Os fatos falaram mais alto.

Agora, os que foram intolerantes durante 12 anos falam em diálogo. Pois bem: qualquer diálogo tem que estar condicionado ao envio de propostas que atendam aos interesses dos brasileiros e, principalmente, ao aprofundamento das investigações e exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo da história deste país, já conhecido como “Petrolão”.

A triste realidade é que o governo não se preparou para controlar a inflação, recuperar o controle fiscal e reduzir nosso desequilíbrio externo para voltarmos a crescer e gerar empregos de maneira sustentável.

O que se observa hoje é um governo ainda sem um plano econômico – aliás, sem plano algum que tenha sido trazido a conhecimento da sociedade brasileira. Exceto pela ameaça de aumento da carga tributária e de mudanças em direitos dos trabalhadores, como o seguro-desemprego – contra os quais desde já nos posicionamos.

Senhoras e senhores. Ainda que por uma pequena margem, o desejo da maioria dos brasileiros foi que nos mantivéssemos na oposição. E é isso que faremos, com o ânimo redobrado.

É isso o que faremos conectados com o sentimento de metade do país que temos hoje a responsabilidade de representar.

Faremos uma oposição incansável, inquebrantável, intransigente na defesa dos interesses dos brasileiros. Vamos fiscalizar, acompanhar, cobrar e denunciar. Vamos combater sem tréguas a corrupção que se instalou no governo brasileiro.

E, mesmo sendo minoria no Congresso, vamos lutar para que o país possa avançar nas reformas e nas conquistas que precisamos alcançar.

E a nossa prioridade deverá continuar a ser a mesma que teríamos se fossemos governo: sempre os mais pobres, sempre a diminuição das desigualdades que ainda nos envergonham.

É hora de olhar para frente. De cuidar o presente, para prover o futuro que o Brasil e os brasileiros merecem ter.

Três compromissos fundamentais vão orientar a nossa luta: o compromisso com a liberdade, com a transparência e com a democracia. Primeiro, a defesa intransigente das liberdades, em especial a liberdade de imprensa. Segundo, a exigência da transparência em todas as áreas da administração pública. Terceiro, a defesa da autonomia e fortalecimento dos poderes como base de uma sociedade democrática.

E aqui antecipo, que o decreto dos conselhos populares enviado ao Congresso Nacional sem qualquer discussão prévia, deverá ter aqui, no Senado, o mesmo fim que teve na

Câmara dos Deputados, o seja, o arquivo.

Defendo como sempre defendi, a ampliação das consultas populares e da participação popular na definição das políticas públicas neste país. Mas isso tem de ser feito em diálogo permamente com os representantes do povo brasileiro e eles estão aqui no Congresso Nacional.

Senhoras e senhores, neste cenário de tão grandes dificuldades esperadas, vamos estar mais firmes do que nunca: vamos cumprir o nosso dever!

Precisamos estarmos atentos aos nossos adversários, que, poucos dias depois das eleições, divulgam um documento oficial que mostra sua verdadeira face: a da intolerância, a da supressão das liberdades, a dos ataques às instituições.

Mais que isso, nossos adversários de novo não se constrangem em propor um projeto que se pretende hegemônico, o oposto daquilo que a democracia pressupõe: liberdade de escolha e alternância de poder.

Não satisfeitos em atacar instituições, em atentar contra a democracia, tentaram carimbar na nossa candidatura características que na verdade retratam a própria ação petista.

Dizem no documento que a minha candidatura representou “o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar”.

Não, senhoras e senhores, esses atributos que jogam sobre mim, na verdade, eles jogam 51 milhões de homens e mulheres que são verdadeiramente atacadas pelo PT neste instante em um documento oficial.

A grande verdade é que nossa campanha respeitou os limites da ética, falou a verdade, defendeu a democracia em todos os instantes e, por isso, conectou-se com toda a sociedade brasileira.

Não, nós não somos isso que querem fazer crer. Somos na verdade, brasileiros de várias matrizes ideológicas que se, de alguma forma, se juntaram, se encontraram, no mesmo campo político, no mesmo projeto, porque este era o projeto melhor para o país.

Senhora e senhores, essas não são, como disse aqui, as características do povo brasileiro. Somos um povo generoso. E a missão da atual e próxima presidente da República, disse isso a ela no telefonema que lhe fiz, logo após a homologação do resultado eleitoral, é exatamente este, maior que qualquer outro, de unir o país, em torno de um projeto de desenvolvimento, mas para isso é preciso falar a verdade. Para isso é preciso encarar nos olhos todos os brasileiros.

Como já disse, e repito mais uma vez, é nosso desejo verdadeiro contribuir para que o país avance através das reformas que os brasileiros há tanto tempo esperam e há tanto tempo buscam, como a reforma política e a tributária.

É hora de o Brasil conhecer as bases da proposta de reforma política do governo até hoje omitida. Porque deverá ser debatida e aprovada nesse Congresso legitimamente eleito e depois sim, submetida através de referendo, ao crivo da sociedade brasileira.

Qualquer outro caminho é mais uma tentativa diversionista para tentar distrair a platéia de outros graves problemas que estamos enfrentando e ainda vamos enfrentar.

É nosso compromisso, senhoras e senhores, transformar o Bolsa Família em política de Estado, para livrar o país, definitivamente, da chantagem eleitoral, que se repete, eleição após eleição, a céu aberto, sem qualquer constrangimento.

Da mesma forma, vamos trabalhar incessantemente para dar à segurança pública patamar de política de estado, para por fim às omissões do governo central nesta área.

Vamos cobrar cada uma das promessas para a melhoria da qualidade da nossa educação básica, ainda tão fragilizada e carente de recursos e esforços convergentes.

É crucial recuperar imediatamente os patamares de investimento em saúde pública, para revertermos o quadro dramático de desassistência em todo o país.

Cobraremos, senhoras e senhores, e este é o nosso papel, deste governo a vigência de um estado que respeite direitos, em contraposição ao flagrante regime de drásticas insuficiências que se abateu sobre o país e penaliza diretamente os mais pobres, os que mais precisam, aqueles que menos têm.

E este talvez seja, senhoras e senhores, o grande desafio do Brasil do nosso tempo: ser uma Nação que garanta direitos dignos dos cidadãos.

O Brasil real exige providências efetivas que resgatem os direitos das pessoas à vida, à dignidade. Basta de tanta omissão. Chega de terceirizar responsabilidades e penalizar estados endividados e municípios à beira do colapso financeiro.

E aqui faço questão de reiterar um dos nossos compromissos mais importantes: a restauração plena da Federação brasileira, engolfada pela incúria do governismo e uma das mais drásticas concentrações de recursos, poder e mando da história republicana na órbita da União.

O Brasil exige – e nós cobraremos desse governo – respeito à lógica federativa, o que significa compartilhar decisões e responsabilidades e repartir com mais justiça e equidade os impostos arrecadados com o trabalho dos cidadãos.

Por iniciativa desta casa e saúdo mais uma vez a senadora Ana Amélia, começamos a trabalhar e conseguir avanços nessa direção.

Peço licença para encerrar essas minhas primeiras palavras agradecendo a todos e a cada um dos companheiros, e a cada um deles, com que tive a honra de cumprir essa jornada de amor ao Brasil.

Saúdo, na família de Eduardo Campos, de sua esposa Renata e seus filhos, cada família brasileira que uniu gerações no sonho de mudar o Brasil.

Saúdo em Marina Silva a capacidade de priorizar, acima de tudo, o amor ao Brasil. A ela meu imenso respeito pessoal e a certeza de que, mais do que nunca, seu protagonismo se faz necessário para consolidarmos a grande travessia.

Nos companheiros do PSDB, saúdo o encontro e o reencontro com a nossa história, nossos princípios e nossos compromissos com o país.

E me permito homenagear a todos na figura do grande estadista Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República.

Aos nossos aliados, saúdo o desprendimento e a crença inabalável em uma Nação forte, justa, mais igual.A oposição a partir de agora não terá a voz de um líder. Seremos todos porta-vozes de um inédito sentimento por mudanças que galvanizou o país.

E me dirigindo, respeitosamente, aos que venceram essas eleições, e que democraticamente cumprimento, reafirmo que: ao olharem para as oposições no Congresso Nacional, não contabilizem apenas o numero de cadeiras que ocupamos seja no Senado ou na Câmara.

Enxerguem através de cada gesto, de cada voto, de cada manifestação de cada um dos nossos, a voz estridente de mais de 51 milhões de brasileiros que não aceitam mais ver o país capturado por um partido e por um projeto de poder.

É a esses brasileiros que quero garantir a final de forma muito clara: nossa travessia não terminou. Nós não vamos nos dispersar.

A cada brasileiro e a cada brasileira que foi às ruas. Que vestiu as cores da nossa bandeira. Que enfrentou as calúnias e constrangimentos de um exército pago nas redes sociais. Que com alegria e esperança defendeu a mudança, a ética, e a união dos brasileiros. A cada um de vocês, digo em nome dos companheiros da oposição, agora e a cada dia dos próximos anos, estaremos presentes. Vamos em frente, juntos sempre, por um Brasil melhor que o Brasil atual!

Muito obrigado.

Aécio diz que é preciso manter vivo sentimento de mudança

Aécio: “Farei a oposição com as convicções com que governaria, pensando nos mais pobres, que mais precisam. Não vamos permitir que dividam o Brasil entre nós e eles”.

Aécio Neves líder da oposição

Fonte: PSDB

Aécio quer manter união pela mudança

Aécio Neves afirmou que é responsabilidade da oposição manter vivo o sentimento de mudança que aflorou no Brasil a partir das eleições deste ano. Reprodução

Aécio: “Existe algo novo no Brasil e temos a responsabilidade de manter isso vivo”

Durante a primeira reunião da Executiva Nacional do PSDB após as eleições de 2014, o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (MG), afirmou que é responsabilidade da oposição manter vivo o sentimento de mudança que aflorou no Brasil a partir das eleições deste ano. Aécio prometeu cobrar melhorias do governo federal com base nas mesmas convicções que o moviam enquanto candidato à Presidência da República.

“Existe algo novo no Brasil e temos a responsabilidade de manter isso vivo. Trazer para o campo oposicionista as mesmas convicções que tivemos ao debater com esse governo. Depende de nós fazer com que a chama que cresceu na sociedade brasileira e se espalhou continue. Farei a oposição ao lado de vocês com as convicções com que governaria, pensando nos mais pobres, que mais precisam. Não vamos permitir que dividam o Brasil entre nós e eles”, disse.

Segundo colocado na disputa presidencial, com os votos de 51 milhões de brasileiros, Aécio destacou que sela, a partir da presente data, um pacto de construção de uma “revigorada e vitoriosa oposição“, que disputou as eleições “falando a verdade e apresentando aos brasileiros a possibilidade de uma nova construção política ética“.

“Mais de 50 milhões de brasileiros foram às urnas, de forma absolutamente livre, para dizer o que queriam para o Brasil, o que pensavam que deveria ocorrer no Brasil pelos próximos anos. Sou um democrata. Lutei com as armas que tinha, as armas da verdade, da compostura, da coragem, combatendo como aprendi a combater na política, onde a meu ver as ideias é que devem brigar, não as pessoas. Não obtivemos a maioria dos votos, mas a mesma coragem e determinação com as quais me preparei para governar o Brasil trago hoje, para participar da nova oposição que aqui se reúne”, salientou.

Compromissos

Ao lado de prefeitos, deputados, governadores eleitos e líderes de partidos aliados, Aécio afirmou que pretende acompanhar as ações do atual governo e qualificar a oposição. Ele anunciou a criação de um grupo de trabalho que será responsável pela fiscalização dos compromissos assumidos pela presidente da República, Dilma Rousseff, durante a campanha.

“Estou reunindo e organizando um grupo de trabalho técnico que vai permanentemente avaliar as ações de cada uma das áreas desse governo, para que possa municiar aos senhores para cobrar cada um dos compromissos que eles assumiram com os brasileiros durante a campanha eleitoral, e que estão muito longe de cumprir”, detalhou.

“Hoje o que nós temos é um governo envergonhado, pelas armas que usou para vencer as eleições. Mas do outro lado, temos também um Brasil revigorado, vivo, que reencontramos nas ruas. E é esse Brasil que vai fazer a mudança”, acrescentou o senador.

Duas marcas

Aécio ressaltou que a campanha presidencial de 2014 trará consigo duas marcas “claras e distintas”. Uma delas, protagonizada pelos adversários, foi a “campanha da infâmia, da mentira, da utilização absolutamente sem limites da máquina pública em benefício de um projeto de poder”.

“Pelo menos cumpriram com a palavra. Disseram que iam fazer ‘o diabo nas eleições’. O diabo se envergonharia de muitas coisas que foram feitas durante essa eleição. Ocuparam as nossas empresas públicas, agora os Correios, para uma atuação infame. Ninguém jamais vai saber quantos foram os panfletos distribuídos sem chancela pela candidatura oficial. Infelizmente, milhões de brasileiros vão deixar de saber qual teria sido a nossa mensagem, porque aquilo que nós distribuímos em várias partes do país não chegou”, disse.

Para o senador, a ingerência nos Correios e as ameaças de descredenciamento de beneficiários do Bolsa Família e de retirada da lista do Minha Casa, Minha Vida, caso votassem na oposição, são práticas que “não cabem em um regime democrático”. Aécio criticou ainda os ataques dirigidos à sua candidatura, de Eduardo Campos e de Marina Silva,ambos do PSB. “Sabiam que era mentira, e fizeram da mentira sua principal arma de luta. Isso não dignifica a vitória que tiveram”.

Aécio destacou ainda que “sempre que o PT teve que optar entre o PT e o Brasil, o PT ficou com o PT, e quem saiu perdendo foi o Brasil”.

Cidadãos livres

Segundo Aécio, a outra marca deixada pelas eleições deste ano foi o seu reencontro com “os cidadãos livres desse país”.

“Essa é a marca a que vou me ater. Essa eu vi de perto, convivi, me emocionei, me fez acreditar que vale a pena sim fazer política. As pessoas voltaram a se abraçar nas ruas, voltaram a se cumprimentar, a se olhar.

Pessoas idosas, de 80, mais de 90 anos, que se encontravam comigo, faziam um esforço enorme para chegar próximo de mim e dizer ‘eu vou às urnas dar o meu voto à você, pela mudança. Cuide dos meus netos, dos meus bisnetos’. Os desenhos, as mensagens das crianças que iam para suas escolas com as cores da bandeira nacional por uma causa que valia à pena. Os jovens que readquiriram nas universidades a capacidade do debate, do enfrentamento, de dizerem que ‘o lado bom é o nosso, o da honradez, o da verdade”, afirmou.

O senador encerrou sua fala dizendo que o governo federal não deve contabilizar a oposição pelo número de cadeiras ocupadas no Congresso Nacional, e sim pelos “51 milhões de brasileiros atentos, acordados, vigilantes e que não aceitam mais serem governados da forma como foram até aqui”.

“Esse é o nosso papel, e vamos juntos fazer a mais vigorosa oposição que esse Brasil já assistiu, em benefícios dos brasileiros, da democracia, da liberdade, e dos valores como a ética e a moral”, completou Aécio.

Aécio diz que ‘Diabo se envergonharia’ de postura do PT

Aécio Neves: Acho que o diabo se envergonharia de muitas coisas que fizeram nessas eleições. Foi uma campanha da infâmia, da mentira e do uso sem limites da máquina pública.”

Líder da oposição

Fonte: O Globo

Aécio: ‘Diabo se envergonharia’ de postura do PT

Aécio criticou a condução da campanha petista, citando a divulgação de boatos sobre o fim de programas sociais. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

‘Diabo se envergonharia’ de postura do PT durante a campanha eleitoral, diz Aécio

Tucano disse que fará ‘pacto revigorado’ para fortalecer oposição

Evento marca a volta de Aécio ao Senado

O evento para marcar a volta de Aécio Neves ao Legislativo, nesta quarta-feira, contou com a presença de integrantes do PSDB e de aliados (DEM, PP, PPS e Solidariedade). Aécio deu uma sinalização de que pretende liderar a oposição contra o governo Dilma Rousseff nos próximos quatro anos e agradeceu o apoio dos representantes de partidos que estiveram ao seu lado no segundo turno.

— Quero fazer um pacto de construção de uma oposição revigorada e, por mais paradoxal que possa parecer, que saiu vitoriosa das urnas — disse Aécio.

Aécio criticou a condução da campanha petista, citando a divulgação de boatos sobre o fim de programas sociais, como o Bolsa Família, e lembrou uma frase da presidente Dilma Rousseff que, no ano passado, afirmou que, durante campanha, poderia fazer “o diabo”.

— Disseram que iam fazer o diabo nessas eleições, pelo menos cumpriram o que prometeram. Acho que o diabo se envergonharia de muitas coisas que fizeram nessas eleições. Foi uma campanha da infâmia, da mentira e do uso sem limites da máquina pública – pontuou o tucano.

O senador também destacou que, logo depois de reeleita, Dilma Rousseff tomou as medidas que apontava que Aécio tomaria caso eleito.

— Eles nos acusaram de ser patrocinadores do capital financeiro, diziam que votar no Aécio significava aumentar a taxa de juros e o que aconteceu poucos dias depois das eleições? O aumento da taxa de juros para controlar a inflação que eles disseram que não existia — afirmou Aécio.

O tucano disse ainda que fará “a mais vigorosa oposição” nos próximos anos e afirmou não ter esmorecido com a derrota.

Poucos governadores do PSDB participaram do ato: Teotônio Vilela (Alagoas), Simão Jatene (Pará) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul). Nomes de peso do partido, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o governador de Goiás, Marconi Perillo, e os senadores eleitos José Serra (SP), Tasso Jereissati (CE) e Antonio Anastasia (MG) não compareceram.

Também marcaram presença no ato o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), e o vice-governador eleito de Pernambuco, Raul Henry, do PMDB, além de Pastor Everaldo, do PSC.

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