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Senador que manobrou CPI será indicado para TCU

Presidente da CPI da Petrobras, senador Vital do Rêgo já tem garantido prêmio pela atuação na comissão, questionada por parlamentares da oposição.

Integrantes da cúpula peemedebista contam que Vital, desde que chegou ao Senado, foi um fiel cumpridor das missões que os caciques do PMDB lhe delegaram.

Fonte: O Globo

Senador manobrou CPI (Petrobras) e será indicado para TCU

Presidente da CPI da Petrobras, Vital do Rêgo, será indicado para o TCU. Foto: Estadão

Presidente da CPI da Petrobras será indicado para o Tribunal de Contas da União

Vital do Rêgo teve postura questionada pela oposição na sessão desta terça-feira quando manobrou para impedir convocações

O presidente da CPI da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), já tem garantido seu prêmio pela atuação na comissão, questionada por parlamentares da oposição. Ele será o indicado pelo PMDB do Senado para ser ministro do Tribunal de Contas da União, na vaga de José Jorge, que se aposenta ainda este mês.

Integrantes da cúpula peemedebista contam que Vital, desde que chegou ao Senado, foi um fiel cumpridor das missões que os caciques do PMDB lhe delegaram. Exemplo disso foi a cena desta terça-feira, em que Vital encerrou de supetão a sessão da CPI para evitar a convocação do presidente licenciado da Petrobras, Sérgio Machado, indicado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

– Renan estava muito tenso com a possibilidade do Sérgio Machado ser convocado e Vital foi lá e cumpriu sua missão de impedir essa convocação – conta um peemedebista que faz parte do comando do partido.

A experiência de Vital do Rêgo na disputa pelo governo da Paraíba este ano foi considerada um “desastre”, com apenas 4% das intenções de voto. Isso, na opinião de caciques do PMDB, traz poucas perspectivas para Vital em 2018. Além disso, destacam, o irmão do senador, o ex-prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rêgo, teria maior liderança política do que o irmão mais velho. A indicação para o TCU viria a calhar por esses motivos, pois Vital deixaria o caminho livre para o irmão assumir protagonismo na Paraíba e deixaria ao senador a garantia de um cargo vitalício, diante das suas pequenas chances de se eleger em 2018 para um novo cargo.

Vital vinha sendo elogiado pela oposição até poucas semanas atrás por demonstrar isenção no comando da delicada investigação. A relação começou a piorar, porém, quando na semana do segundo turno das eleições ele não permitiu a votação de requerimentos de convocação como o do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Desde então, o senador doPMDB abandonou a independência e assumiu a postura de operador do governo. Na sessão desta tarde encerrou a parte deliberativa por falta de quórum e, quando o número necessário foi atingido, encerrou a própria reunião, em jogo combinado com o líder do PT, Humberto Costa (PE), que o alertou sobre o início de votações no plenário do Senado. Para virar ministro do TCU, Vital precisará ter seu nome aprovado pelo Senado com 41 votos favoráveis e ter a indicação referendada por 257 dos 513 deputados.

Primeira-dama da Paraíba se opõe ao PT e a Dilma

Nas redes sociais, a primeira-dama e jornalista Pâmela Bório passou a divulgar mensagens críticas à presidente Dilma Rousseff e contrárias a sua reeleição.

Eleições 2014

Fonte: Época

Primeira-dama da Paraíba se opõe a Dilma e critica Chico Buarque

Pâmela Bório: “Por isso eu fui às ruas no ano passado, junto com milhares de brasileiros pela mudança. Já são 12 anos de PT”, disse. Divulgação

Primeira-dama da Paraíba se opõe a Dilma e critica Chico Buarque

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), encabeça a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff em seu estado. Mas um voto ele não conseguiu conquistar. E foi logo o de sua mulher. Nas redes sociais, a primeira-dama e jornalista Pâmela Bório passou a divulgar mensagens críticas à presidente Dilma Rousseff e contrárias a sua reeleição. Disse Pâmela Bório no Instagram: “Votei em Marina (Silva, presidenciável do PSB) e continuo com afinidade de pensamento dela”. No segundo turno, Marina declarou apoio a Aécio Neves. Respondendo a uma seguidora, afirmou: “Eu não sou vaca para precisar de aboio… Sou conduzida apenas pela consciência, conhecimento e percepção pessoal. O voto é meu, não é de marido, de mãe, de irmão, de amigo…”.

A polêmica começou quando Pâmela Bório criticou a declaração de apoio a Dilma feita pelo músico Chico Buarque. Também no Instagram, ela publicou uma imagem intitulada “Por que Chico Buarque bajula tanto Dilma?”. As repostas incluem o fato de Ana Hollanda, irmã do compositor, ter sido ministra de Dilma e de o governo ter concedido incentivos da Lei Rouanet para sua sobrinha Bebel Gilberto, seu genro Carlinhos Brown e sua namorada Thaís Gulin. Diante do questionamento e de críticas de seus seguidores, Pâmela disse: “Eu só informei sobre os vários motivos que Chico têm para declarar voto em Dilma, qual o problema disso? Esquecem que sou jornalista?”. Em outro, deixa claro que não votará na presidente. “Por isso eu fui às ruas no ano passado, junto com milhares de brasileiros pela mudança. Já são 12 anos de PT!”, escreveu

 

João Pessoa recebe Aécio Neves com festa

Aécio Neves se comprometeu a construir uma parceria com o governo do Estado para desenvolver e fortalecer a Paraíba.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

João Pessoa faz festa para receber Aécio Neves

Aécio foi saudado por eleitores e lideranças políticas que lotaram as ruas no entorno do palanque. Foto: Marcos Fernandes

Aécio é recebido com festa em João Pessoa

O ato político de apoio ao candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, em João Pessoa (PB), reuniu cerca de 10 mil pessoas na noite dessa sexta-feira (17/10) no Busto de Tamandaré, marco que separa as praias de Tambaú e Cabo Branco, na orla da capital paraibana. O evento se transformou numa grande festa em favor da mudança que a população brasileira exige para o país, e Aécio foi saudado por eleitores e lideranças políticas que lotaram as ruas no entorno do palanque.

Logo na chegada, o candidato assistiu à queima de fogos de artifício e agradeceu os votos dos paraibanos no primeiro turno, que lhe deram a maior votação entre os Estados do Nordeste. Acompanhado do candidato a governador pelo PSDB, Cássio Cunha Lima, Aécio ouviu o correligionário reclamar do descaso do governo federal com a Paraíba e da falta de investimentos da União. Logo após a fala de Cunha Lima, Aécio reafirmou seu compromisso de trabalhar para corrigir essa injustiça.

“Precisamos, junto com esse meu irmão de sonhos (Cunha Lima), resgatar a enorme dívida do governo federal com a Paraíba”, disse Aécio, sob aplausos da multidão. O candidato à presidente se comprometeu a construir uma parceria com o governo do Estado para desenvolver e fortalecer a Paraíba.

Cunha Lima explicou que a Paraíba sempre cresceu menos do que outros Estados nordestinos, como Bahia, Ceará e Pernambuco, em razão do descaso do governo federal, que nunca levou para os paraibanos indústrias e investimentos em infraestrutura. Aécio afirmou que é chegada a hora de mudar essa situação. “Quero ser lembrado como o presidente da República que mais investiu no Nordeste”, afirmou.

O candidato da Coligação Muda Brasil conclamou o público a se manter mobilizado até a vitória nas urnas no dia 26. “Apenas nove dias nos separam da libertação. Vamos dar ao Brasil um governo que una o país, que seja generoso com quem mais precisa”, disse. “Arregacem as mangas e caminhem pelas ruas de João Pessoa, de Campina Grande e de outras cidades da Paraíba dizendo que o Brasil não aguenta mais tanta irresponsabilidade deste governo que está aí”, finalizou.

Aécio reafirma compromissos com Nordeste

Aécio disse que na construção de um novo Brasil não irá se distanciar dos olhares dos correligionários e apoiadores do Nordeste.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Entrevista do presidente do PSDB, senador Aécio Neves Campina Grande (PB)

Assuntos: viagem à Paraíba, definição do vice, gastos com a Copa, Nordeste, programa de governo, Cássio Cunha Lima

Sobre visita a Paraíba

Em primeiro lugar, quero dizer da minha alegria de chegar novamente a Campina Grande, no momento em que esse São João, que é um orgulho, não apenas da Paraíba, não apenas do Nordeste, mas de todos os brasileiros, se realiza. Estou muito feliz de estar aqui ao lado do meu companheiro irmão Cássio Cunha Lima, futuro governador do estado, ao lado do Romero e de inúmeras lideranças que nos acompanham numa caminhada que já se inicia buscando encontrar um caminho novo para o Brasil. De eficiência, de decência na vida pública. E tenho dito sempre que, na nossa plataforma, ou nas propostas que vamos estar discutindo e apresentando aos brasileiros, todas elas se iniciarão com um capítulo para o Nordeste brasileiro. Mas, dessa vez, unindo duas questões em falta hoje no plano central, no governo federal: decência e eficiência.

Portanto, terei sempre, na construção desse programa para o Brasil, o olhar do meu companheiro Cássio e de inúmeras lideranças da região, como o senador Cícero também, meu colega. Estou muito feliz de estar aqui. Já vim a Campina inúmeras vezes, mas é a primeira vez que venho a Campina no São João. Estou doido para comer uma carne de sol, quero ver se você vai me apresentar uma aí mais tarde.

Sobre definição do nome do candidato a vice

Vamos resolver na segunda-feira. Estou esperando que a construção de São Paulo, por envolver figuras centrais do partido, se dê com naturalidade. E a grande vantagem do PSDB é que temos nomes fora e dentro do partido altamente qualificados para nos ajudar nessa caminhada.

Mas o que eu percebo, e venho agora de Teresina, é que há um sentimento crescente, mesmo, de cansaço, de enfado, em relação a tudo isso que está aí, às promessas sempre reeditadas e jamais cumpridas, um desapreço para com os municípios brasileiros, a ausência de políticas efetivas para melhorar a qualidade da saúde pública, a omissão criminosa do governo federal na questão da segurança.

Enfim, há um conjunto hoje de obras inacabadas, abandonadas. Eu digo sempre que o Brasil é um cemitério de obras abandonadas por toda parte. E obras que seriam essenciais para minorar as dificuldades, os dramas por que passa, por exemplo, a população da Paraíba, mas não é só da Paraíba, como a transposição do São Francisco, que era para ter sido entregue em 2010, hoje já gastou-se o dobro do que se previa inicialmente, e a obra está na metade ainda.

Acho que essa incapacidade do governo de planejar e de realizar custa muito caro ao cidadão brasileiro. Infelizmente, teremos um governo que será entregue ao futuro governo pior do que a presidente recebeu – a verdade é essa – com crescimento pífio da economia, que impacta nos empregos, com inflação voltando a atormentar a vida das famílias brasileiras, do trabalhador, da dona de casa, da trabalhadora, e é para enfrentar tudo isso que estamos iniciando essa caminhada com muita alegria – e é bom que ela seja feita dessa forma – e não há lugar melhor para que essa alegria convirja do que estar aqui em Campina Grande, na festa de São João.

Sobre gastos excessivos com estádios da Copa

Houve falta de planejamento. Porque a grande questão, o grande legado que várias partes do mundo, países que realizaram a Copa do Mundo e grandes eventos internacionais buscam usufruir, são os legados de mobilidade, investimentos da rede hospitalar, e nada disso aconteceu no Brasil. Os estádios ficaram prontos, em alguns estados será difícil encontrar alguma utilidade para esses estádios. Mas eu torço para que a Copa se realize de forma adequada, que os resultados venham, e eu torço para que o Brasil tenha duas grandes vitórias. Uma em campo, sendo novamente campeão do mundo, e outra dia 5 de outubro, iniciando um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil. Porque o Brasil merece essas duas vitórias.

O vice pode ser do Nordeste?

Existe alternativa sim. O mais importante do que de onde seja o vice é o que a nossa campanha, a nossa proposta significa para o Nordeste. Como disse, pretendemos fazer, na primeira semana de agosto, o lançamento de um amplo programa na região Nordeste brasileira, trazendo para cá um choque de infraestrutura. O que eu quero dizer? Vamos ver as obras que estão no meio do caminho, inconcluídas, prioritariamente. Quais são aquelas outras que, essencialmente, contribuem para a melhoria da competitividade, enfim, dos vários produtos que aqui na região são produzidos. Vamos ver aquelas medidas que, do ponto de vista social, têm o maior alcance. O que vamos ter é um governo que planeje, não um governo que viva do improviso como existe hoje no Brasil.

Portanto, vamos ter a oportunidade de iniciar as discussões do nosso programa de governo pelo Nordeste. E cito o exemplo do que fiz no meu Estado. Governei Minas por oito anos, Minas tem um Nordeste, para muito orgulho nosso e para o Estado, no nosso território, onde vivem cerca de 4,5 milhões de mineiros nos Vales do Jequitinhonha, do Mucuri, do Norte de Minas. E quando terminei o meu oitavo ano de governo tínhamos investido nessa região três vezes mais por cidadão do que tínhamos investido nas regiões mais ricas do Estado.

Então, tratar de forma diferente as regiões que são diferentes é uma forma de diminuir as diferenças. E é o que vamos fazer, podem ter certeza que o Nordeste, a Paraíba em especial, pelos compromissos que tenho com as principais lideranças, pelo conhecimento permanente que tenho dos dramas por que passa a Paraíba em especial através do meu companheiro Cassio Cunha Lima, podem ter certeza que faremos um governo que vai honrar e orgulhar a cada um daqueles que caminham conosco.

Qual será a participação do senador Cássio na sua campanha?

Total. O Cássio, repito, é um dos amigos mais próximos que tenho. Tenho uma admiração pessoal pelo Cássio que vai além da política e Cássio terá um papel decisivo não apenas na nossa campanha na Paraíba, no Nordeste, mas também no nosso governo. Tenho com ele, compromissos de investimentos importantíssimos no Estado que, durante a campanha, vamos detalhar. Repito, Cássio é vice-presidente do partido, quem me substitui na presidência do partido. E isso por si só já é uma demonstração clara da confiança por Cássio que, na minha avaliação, é um dos mais completos e preparados homens públicos da nossa geração.

Violência: atendimento à mulher é precário na PB

Violência Doméstica: de acordo com documento da CPMI, rede paraibana de atendimento é ainda muito precária e pouco abrangente.


Violência Doméstica: Paraíba

CPMI classifica atendimento à mulher violentada na PB como precário

Fonte: G1

CPMI classifica atendimento à mulher violentada na PB como precário

Relatório fez 32 recomendações de melhorias para o estado.

Governo diz que melhorias já vêm sendo concretizadas.

Um relatório divulgado nesta segunda-feira (12) aponta a rede de atendimento à mulher vítima de violência na Paraíba como “muito precária e pouco abrangente”, segundo a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência Doméstica. De acordo com o documento, foram expedidas 32 recomendações aos órgãos públicos que visam melhorias nos serviços relacionados à defesa da mulher.

Veja aqui o relatório completo.

Segundo a Secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Santos Soares, já vêm sendo providenciadas as recomendações e há ainda informações não mencionadas ou desatualizadas no relatório, mas admite que há avanços a serem conquistados sobretudo na interiorização dos serviços.

O estudo elaborado por uma comissão de 11 deputados federais e 11 senadores teve como finalidade investigar a situação da violência contra a mulher no Brasil e apurar denúncias de omissão por parte do poder público com relação à aplicação de instrumentos instituídos em lei para proteger as mulheres em situação de violência. Foram analisados mais de 30 mil documentos em 16 estados e no Distrito Federal.

Dentre as dificuldades apresentadas na Paraíba pelo documento da CPMI, foram constatadas a inexistência de campo específico nos Boletins de Ocorrência policiais identificando que o crime foi praticado com violência doméstica, impedindo melhor produção de estatísticas a respeito; carência de estrutura e de defensores na Defensoria Pública estadual; funcionamento dos serviços de atendimento à violência sexual e de abortamento legal apenas na capital e grandes cidades; e ausência de serviços de prevenção ao tráfico de pessoas e ao tráfico de drogas envolvendo mulheres.

“A rede paraibana de atendimento é ainda muito precária e pouco abrangente. Os serviços
estão concentrados na capital e na região metropolitana, deixando a maior parte do território
sem cobertura. O sistema de informações da polícia ainda não consegue captar dados
estatísticos confiáveis. Não há uma nítida e articulada política para o enfrentamento das mortes violentas de mulheres no estado e tampouco para as mulheres envolvidas com o tráfico de drogas”, assinala o documento complementando ainda que há “falta de capacitação de equipe dos diversos serviços e, consequentemente, da atenção à mulher nas cidades do interior, sobretudo quando não são cidades-pólo”.

O relatório segue com críticas ao cumprimento da Lei Maria da Penha. “Os dois juizados de violência doméstica existentes são insuficientes para a demandas de violência no estado. Não há, por parte do Poder Judiciário, manifestação concreta para solucionar o problema. Outro problema enfrentado tem relação com a atuação da Defensoria Pública, que não está presente em 47 comarcas. É muito preocupante o quadro de precariedade da Defensoria Pública no estado”, cita

A CPMI propõe 12 projetos de lei complementar. A maior parte prevê mudanças na Lei Maria da Penha. O documento também faz sugestões aos órgãos responsáveis pelas ações de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. “Constatamos delegacias da mulher em número insuficiente, localizadas nas capitais e sem plantão 24 horas. Os centros de referência também estão em número reduzido. Também verificamos problemas sérios quanto à política de abrigamento”, afirmou a assessora parlamentar Carmen Hein de Campos.

Segundo a secretária Gilberta Santos Soares, o trabalho conjunto entre órgãos públicos e outras providências já estão sendo tomadas. “Já estamos trabalhando nas recomendações, uma delas é a intersetorialidade e trabalho conjunto entre executivo, judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública através da Rede Estadual de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Sexual. Precisamos avançar sobretudo na interiorização, porque o trabalho está muito restrito a Campina Grande e João Pessoa. Vamos ainda entregar uma errata à CPMI com erros em algumas informações quanto ao número de secretarias de mulheres, número de institutos médicos legais e outros”, afirmou.

Uma das últimas ações da pasta foi a entrega, na última sexta-feira (9) em Alagoa Grande, no Brejo paraibano, de uma unidade móvel para atendimento às mulheres vítimas de violência na zona rural. Dentre os próximos projetos, a secretária elencou como principal a instalação de uma ‘central de atendimento’ às mulheres, com verbas do Governo Federal, que será construída próximo ao prédio da Justiça Federal em João Pessoa.

Paraíba: saúde confirma 29 casos de meningite

Paraíba: segundo a SES, este ano já foram notificados 61 casos de meningite.

Paraíba tem 15 suspeitas de sarampo e um caso confirmado na capital

Paraíba: em Campina Grande, na última quarta-feira, foi confirmada o terceiro caso fatal no ano

Fonte: G1

Saúde confirma 29 casos de meningite este ano na Paraíba

Óbito em Campina Grande foi terceiro caso de morte do ano.
Saúde recebeu 61 notificações e confirmou 29 casos.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) já confirmou 29 casos de meningite este ano na Paraíba. A morte de um adolescente de 16 anos em Campina Grande, na última quarta-feira (24), foi confirmada como o terceiro caso fatal no ano, devido a meningite bacteriana. O jovem, de Conceição, no Sertão do estado, morreu no Hospital Antônio Targino, depois de passar cinco dias apresentando dor de cabeça e quadro febril.

Segundo a SES, este ano já foram notificados 61 casos de meningite, sendo 29 confirmados e 32 descartados. Em todo o ano passado, foram notificados 130 registros, sendo 86 confirmações e 44 descartes. Segundo a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas, Anna Stella Pachá, “estes dados estão relacionados a todos os tipos de meningite ocorridos no estado e a periodicidade de maior notificação é no inverno”.

Em relação a mortes, 2013 tem três mortes confirmadas. Em 2012, foram 14.

De acordo com a Secretária de Saúde de Campina Grande, Lúcia Derks, a vítima mais recente tinha recebido atendimento em Conceição, de onde tinha sido encaminhada para Campina Grande. No dia 19, o rapaz deu entrada no hospital, morrendo no dia 24.

“Não existe risco nenhum de contaminação neste tipo de meningite. Não há risco para a população, mas serve de alerta para que as pessoas saibam que uma simples sinusite ou abcesso no dente pode levar à meningite e precisa ser tratado”, afirmou a secretária de saúde.

Na Hospital Antônio Targino, a vítima chegou apresentando quadro infeccioso em um dos dentes e crise de sinusite. Com o agravamento do seu estado de saúde, ele foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas cinco dias após dar entrada no hospital, ele não resistiu à doença e morreu. A Secretaria Municipal de Saúde investiga ainda três casos suspeitos meningite em Campina, mas as vítimas não morreram.

Nordeste Notícias: momento político em jogo

Começa o jogo

Fonte: Merval Pereira O Globo

De repente, houve percepção generalizada de que o PSB cresceu e surgiu como um dos mais importantes partícipes do jogo eleitoral. Mas ele já era partido com forte penetração no Nordeste, com seis governadores eleitos, sendo quatro nessa região: Pernambuco, Ceará, Paraíba e Piauí. O que deu caráter nacional ao PSB nesta eleição municipal foi ter enfrentado e derrotado o PT em capitais como Recife, Fortaleza e Belo Horizonte.

Mas o PSB elegeu também o maior número de prefeitos de capitais, ampliando sua atuação para o Centro-Oeste (Cuiabá) e o Norte (Porto Velho). O crescimento de mais de 40% na eleição de prefeitos – vencendo em 440 cidades – dá nova dimensão nacional ao partido, que passará a se sentir incomodado dentro do modelo de coalizão governista, um pouco sem espaço para parceiros que tenham planos de voos mais altos. Mais fácil fazer acordos com o PMDB, que tem tamanho, mas não tem unidade para lançar candidato próprio, do que com o PSB, que já tem seu candidato potencial no governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O papel definidor do PSB pode ser exercido já nas próximas eleições presidenciais ou pode ser adiado para 2018, tudo dependendo das condições objetivas que encontrar pela frente.

As eleições municipais têm mais a ver com a composição futura do Congresso Nacional e também com a eleição de governadores do que propriamente com a próxima disputa presidencial. No entanto, a maneira como os partidos espraiam seu poder político pelo país afora é parte fundamental da logística a ser montada para 2014.

Para efeitos práticos, o que importa é a fotografia do momento, e é certo que o PMDB, com 1.026 prefeituras (168 a menos que em 2008), e PT, com 635 (91 a mais), os dois partidos que estão no poder, governarão quase 1/3 dos municípios brasileiros, o que dá à campanha de reeleição da presidente Dilma forte plataforma para eleger bancadas no próximo Congresso. A base governista tem tudo para manter o controle político no Senado e na Câmara, acrescida do PSD, que surge nesta eleição como a quarta legenda a eleger mais prefeitos, nada menos que 496 nesta sua primeira eleição.

Se somarmos a essas as prefeituras de PP (468), PDT (312) e outros partidos menos votados, teremos um quadro amplamente favorável à campanha de reeleição. Mas acontece que também a oposição manteve uma boa base eleitoral pelo país, melhorando sua posição no Norte e no Nordeste, onde o domínio do governismo era avassalador.

Com as vitórias em Manaus e Belém, no Norte, e Maceió e Teresina, no Nordeste, o PSDB fincou os pés nas regiões, onde tem os governadores de Alagoas, Roraima e Tocantins. A eleição de Arthur Virgílio em Manaus, numa revanche pessoal, depois de ter sido derrotado por Lula na eleição para o Senado em 2010, coloca-o em posição proeminente novamente no PSDB, de que já foi secretário-geral e líder no Senado. O fato de Virgilio ter uma imagem nacional – foi também ministro no governo Fernand o Henrique – dá-lhe condições de interferir nas decisões estratégicas do partido, e ele sem dúvida voltará a ser um dos principais líderes oposicionistas.

No total de prefeituras, o PSDB continua sendo o segundo partido, com 702, mesmo fora do governo há dez anos. Somadas às 278 prefeituras do DEM e 123 do PPS, a oposição tem uma boa base municipal para as futuras disputas.

O que pode desequilibrar a disputa é a decisão que o PSB de Eduardo Campos venha a tomar quanto a 2014. No primeiro momento, a tentativa será de acomodação dentro da aliança governista, até porque as definições para a disputa presidencial só ocorrerão a partir do fim de 2013. Uma aliança entre o PSB e o PSDB de Aécio Neves formaria chapa com força nas principais regiões, mas difícil será um dos dois abrir mão da cabeça de chapa.

Uma aliança hipotética no segundo turno é previsível caso Campos decida investir mesmo na carreira solo em 2014. O senador Aécio Neves pretende concorrer mesmo que a presidente Dilma continue com sua popularidade alta como hoje, sem grande abalos econômicos a enfrentar. Estaria semeando uma colheita para quatro anos depois.

Resta saber se o governador Eduardo Campos se resignará a disputar espaço com o PT e o PMDB por mais quatro anos, na esperança vã de vir a ser o candidato da coligação em 2018.

Nordeste Notícias: petista é acusado de oportunismo por causa da aliança com o prefeito a quem já atacou na Assembleia

Dissidência de governadores lidera em João Pessoa

Fonte: Autor(es): Por Murillo Camarotto Valor Econômico

Cartaxo: petista é acusado de oportunismo por causa da aliança com o prefeito a quem já atacou na Assembleia

Quando abdicou da Prefeitura de João Pessoa na metade do segundo mandato para disputar a eleição estadual, em 2010, o atual governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), deixou em seu lugar o vice-prefeito Luciano Agra (à época, no PSB), um fiel escudeiro que jamais havia recebido um (único) voto. Naquele ano, a disputa pelo Palácio da Redenção se deu contra o então governador, José Maranhão (PMDB), cujo vice, o petista Luciano Cartaxo, desistira da reeleição para tentar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Passados dois anos, os Lucianos agora estão juntos contra os antigos padrinhos na disputa pela capital da Paraíba. E estão na frente. De acordo com a pesquisa mais recente do Ibope, divulgada no dia 21 de setembro, o petista Cartaxo, apoiado pelo prefeito (sem partido desde que deixou o PSB), lidera com 29% das intenções de voto, seguido pelo senador tucano Cícero Lucena (20%) e por Zé Maranhão (18%). Em quarto, com 14%, aparece a candidata Estela Bezerra (PSB), que apesar do apoio dedicado do governador, ainda não deslanchou.

O desempenho ruim da candidata reflete, entre outras coisas, a crise de popularidade pela qual passa Coutinho. Eleito com a promessa de sanear as finanças e retomar os investimentos, ele amarga agora o custo político do ajuste fiscal em um Estado onde o funcionalismo público representa quase metade de toda a massa salarial. Com demissões de milhares prestadores de serviço e cortes de bonificações, o governador melhorou as contas, mas caiu em desgraça com parte da população.

Essa não é, porém, a única explicação para as dificuldades da candidata do PSB. Coutinho é visto por cidadãos e por parte da classe política como um sujeito “egocêntrico” e “muito teimoso”. “Ele só faz as coisas do seu jeito. Não há quem mude a cabeça desse homem”, conta o taxista Denilson dos Santos, cuja opinião é repetida nas ruas de João Pessoa. À teimosia do governador é atribuído, por exemplo, o fato de o atual prefeito ter saído do PSB para se abraçar com o petista Cartaxo.

Em janeiro, quase um ano e meio após assumir a prefeitura, Agra publicou uma carta anunciando que não iria disputar a reeleição. No documento, justificava a decisão parafraseando o líder sul-africano Nelson Mandela: “Saber que, em seu tempo, você cumpriu o seu dever e viveu de acordo com as expectativas de seus companheiros é, em si, uma experiência compensadora e uma realização magnífica”, registrou no documento.

Nos bastidores, porém, o prefeito foi pressionado a sair de cena, por conta do acanhado índice de aprovação de que dispunha. Poucos meses depois de seu anúncio, foi lançada a candidatura de Estela Bezerra. A desistência do prefeito, no entanto, surtiu um efeito inesperado. A população gostou do “gesto de desapego” e, na esteira de obras que começaram a andar, Agra passou a acumular apoio dos pessoenses. De acordo com uma pesquisa recente do Ibope, Luciano Agra é o quinto prefeito de capital mais bem avaliado do país e o primeiro do Nordeste.

Com o respaldo popular, ele tentou reverter o quadro e se candidatar à reeleição, mas foi barrado pela ala majoritária do PSB paraibano. O prefeito, então, decidiu disputar prévias contra Estela, mas foi derrotado pela força do “Coletivo de Ricardo Coutinho”, como é chamado o grupo liderado pelo governador.

A situação ficou insustentável a ponto de destruir não apenas a aliança política, mas a amizade de décadas entre Agra e Coutinho. O prefeito decidiu, então, deixar o PSB. Com a popularidade elevada, logo foi procurado pelos principais caciques políticos da Paraíba, mas acabou fechando apoio ao deputado estadual Luciano Cartaxo, que por divergências políticas abandonou o grupo do ex-governador Maranhão, principal opositor de Coutinho.

No dia 20 de setembro os candidatos à Prefeitura de João Pessoa foram sabatinados por integrantes do Fórum dos Servidores Públicos da Paraíba. Mesmo em quarto lugar nas pesquisas, a candidata do PSB foi o alvo preferencial, tanto dos adversários quanto das centenas de funcionários públicos presentes ao evento, ocorrido em um clube da Polícia Militar no bairro de Manaíra.

“Nosso projeto quebrou privilégios, quebrou muitas panelas instituídas”, justifica Estela, ao comentar os ataques sofridos. Estreante em eleições, ela acredita que as pesquisas não refletem com fidelidade a aceitação de sua candidatura. Apesar da posição desconfortável, a candidata vem crescendo nas intenções de voto, enquanto Lucena e Maranhão, figuras tradicionais da política paraibana, perdem terreno.

Durante uma caminhada no centro de João Pessoa, o candidato tucano disse que disputará o segundo turno contra o petista. Tendo o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) como principal cabo eleitoral, Lucena criticou prefeito e governador, acusando-os de terem colocado em prática um projeto de poder, e não um para cuidar da cidade: “João Pessoa vive um momento importante, em que tem se planejar para chegar a 1 milhão de habitantes, sob um custo de perda da qualidade de vida. O PSB abandonou a saúde, há muitos postos sem médicos. A mobilidade urbana também está muito complicada e a segurança piorou muito.”

Maranhão, que foi apoiado por Lucena nas eleições de 2010, segue a mesma linha. “A cidade passa por uma experiência administrativa muito dura. Os serviços públicos não funcionam, obras estão paralisadas, especialmente na área da saúde”, enumera o ex-governador, que se diz “muito decepcionado” com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o apoiou há dois anos, mas agora pede votos para Cartaxo.

Em ascensão, o candidato petista é acusado pelos adversários de oportunismo na aliança com o prefeito. Um vídeo exibido no programa eleitoral do PMDB mostra Cartaxo na tribuna da Assembleia Legislativa disparando contra Agra. Após uma reunião com representantes do Movimento Negro, o petista disse ao Valor que estava apenas exercendo o papel de deputado de oposição, mas que foi um episódio isolado que está sendo usado com fins eleitoreiros.

No geral, Cartaxo diz aprovar a administração de Agra. “A gestão é boa. Vamos manter as conquistas da cidade e inovar onde for preciso”, afirma o petista, que pretende criar um banco para apoiar pequenos empreendedores e realizar concurso público para contratação de médicos. Luciano Agra foi convidado a ingressar no PT, mas não deu resposta.

Além da impopularidade do governador, a campanha do PSB sofreu com a polêmica envolvendo o prefeito. “Esse imbróglio prejudicou a nossa pré-campanha”, diz Estela, que tem origem nos movimentos sociais e jamais disputou uma eleição. A benção da estrela nacional do partido também não veio. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) não deve gravar depoimento para a candidata, apesar de tê-lo feito para outros tantos Brasil afora, do Mato Grosso ao Tocantins. Questionada, Estela tergiversa: “Tocantins tem outra lógica.”

Nordeste Notícias: fraco desempenho do ensino médio no Ideb é “um imenso desafio”

Qualidade do ensino médio caiu no DF e em 8 Estados

Fonte: Autor(es): RAFAEL MORAES MOURA, JOSÉ EDUARDO BARELLA, DAVI LIRA, OCIMARA BALMANT e PAULO SALDAÑA O Estado de S. Paulo

Média nacional para essa etapa foi atingida, mas 9 unidades da Federação apresentaram índices inferiores aos de 2009
A qualidade do ensino médio piorou no Distrito Federal e em oito Estados brasileiros, aponta o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC). A leitura dos dados mostra um desafio insistente no ensino brasileiro: a situação tem melhora no início da educação básica, mas piora com o passar dos anos e dos ciclos.

Apesar de a meta nacional do ensino médio, de 3,7, ter sido atingida nessa etapa, em oito Estados brasileiros, além do Distrito Federal, os índices apresentados em 2011 são inferiores aos obtidos em 2009.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estipulou uma meta nacional de 5,2 para ser alcançada no ensino médio em 2021. Além das metas estaduais e nacional, o há metas para cada escola.

Na comparação com 2009, considerando redes estaduais, federais e particulares, caíram de desempenho, por exemplo, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Paraíba. Bahia e Maranhão.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, admitiu que o fraco desempenho do ensino médio no Ideb é “um imenso desafio”. Segundo ele, os problemas são conhecidos e o governo se prepara para enfrentá-los.

“Um fator claro é a estrutura curricular, muito extensa no ensino médio. São 13 disciplinas, que chegam a 19 se consideradas as disciplinas complementares. São muitas matérias.”

Outro fator é o número elevado de estudantes do ensino médio que estudam à noite. “O rendimento é comprometido porque muitos desses alunos trabalham e, com tantas disciplinas, eles ficam desestimulados.”

Governos locais, De acordo com o Inep, a rede estadual é responsável por cerca de 97% da matrícula do ensino médio na rede pública do País, o que torna a questão uma responsabilidade dos governos locais. O avanço do Ideb no ensino médio é mais lento que o observado nos dois ciclos do ensino fundamental, e as médias são mais baixas.

Embora o Ideb do ensino médio tenha subido de 3,6 para 3,7 (considerando todas as redes de ensino), o índice das redes estaduais ficou estável – manteve-se em 3,4. O Ideb da rede privada nesse nível de ensino é de 5,7.

Segundo Maria do Pilar Lacerda, ex-secretária de Educação Básica do MEC, que saiu do ministério com a chegada de Mercadante, o formato da escola não dialoga com os adolescentes.

“A gente nunca ousou suficientemente na organização dos ensinos fundamental 2 e médio e não conseguiu avançar mais.” Ela diz que o novo currículo do ensino médio deve trazer resultados.

Finais. Nos ciclo 2 do fundamental, da 5.ª à 8.ª série, 44% das escolas públicas do País não atingiram as metas do Ideb. São mais de 12 mil escolas, de um total de 28.514 avaliadas. O levantamento foi feito pela Meritt Informação Educacional.

Em 14 Estados, a maioria das Regiões Norte e Nordeste, mais da metade das escolas não atingiram as metas. No Amapá apenas 27% das unidades públicas alcançaram o índice.

Em Mato Grosso, com a melhor situação, 81% das escolas conseguiram. Em São Paulo, foram 2.703 unidades (55%). Houve queda na nota em 37% das escolas. A pior situação foi em Alagoas, onde 232 escolas (55% do total) públicas tiveram índice menor que em 2009.

Segundo Mozart Neves Ramos, do Todos Pela Educação e Conselho Nacional de Educação, a situação preocupa. “O crescimento do Ideb nos anos finais do ensino fundamental é muito discreto.” Segundo ele, quatro Estados precisam de uma maior atenção. “Maranhão, Alagoas, Sergipe e Pará ainda não conseguem avançar no processo.”

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), os resultados representam o nível da desigualdade do ensino.

“O Ideb está bom, a escola é que está ruim”. Ele ressalta que Ideb alto não significa que a escola boa, nem que o aluno que esteja nela aprenda.

Da 1.ª à 4.ª série, a média do Ideb teve o maior avanço e chegou a 4,7 na rede pública. Cerca de 66% das 37,1 mil escolas alcançaram a meta.

Nordeste Notícias: burocracia e improviso

Obra de 17 km levou quatro anos para ser concluída

Projetos de má qualidade, burocracia e improviso põem em risco a principal aposta do governo para alavancar os investimentos RENÉE PEREIRA – O Estado de S.Paulo Era para ser uma obra simples. Mas os 17 quilômetros (km) da BR-070, na divisa entre o Distrito Federal e Goiás, demoraram mais de quatro anos para serem duplicados. É que no meio do caminho tinha uma barragem, e ela não recebeu a atenção necessária na elaboração do projeto básico. Por determinação dos órgãos ambientais, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) teve de criar um projeto adicional de drenagem, com quilômetros de tubulação de concreto, para evitar o escoamento da água da chuva para o lago da represa – uma informação básica que deveria constar nos estudos iniciais do projeto. A duplicação da rodovia foi incluída no primeiro Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro de 2007. Mas até fazer todos os estudos, lançar o edital de licitação e contratar a empreiteira que faria a obra foi quase um ano de trabalho. As intervenções na rodovia só foram iniciadas no ano seguinte e terminaram em junho do ano passado. Isso significa dizer que, em média, foram duplicados apenas 472 metros de rodovia por mês, ou 750 metros, considerando as pistas laterais. Além das questões ambientais e problemas no projeto executivo, a obra teve outras intempéries. Logo após a inauguração, o viaduto levantado em Águas Lindas de Goiás apresentou um afundamento na estrutura por causa do lençol freático e teve uma faixa interditada. Foram mais seis meses para fazer os reparos. No começo deste ano, o mesmo viaduto teve de passar por uma recuperação emergencial por causa de fissuras e rachaduras na pista. “Tudo pago pela construtora responsável”, avisa o Dnit. Detalhe: a obra custou R$ 145 milhões. O PAC, principal promessa do governo para alavancar investimentos e melhorar a infraestrutura do País, está recheado de casos como o da duplicação dos 17 km da BR-070. Com projetos de má qualidade, excesso de burocracia e uma boa dose de improviso, várias obras lançadas no PAC 1 continuam estampando os relatórios do PAC 2. Ano após ano, cronogramas são alterados. Até o último balanço do PAC, apresentado em março deste ano, muitos projetos ainda estavam em fase de licitação. É o caso da Adutora do Agreste, em Pernambuco. O empreendimento, previsto para 2010, só deve ficar pronto em outubro de 2014 – sete anos depois da decisão do governo de construir a obra. A adutora será construída em duas etapas: a primeira está em processo de licitação e a segunda, em elaboração do projeto executivo. O empreendimento vai beneficiar 12 municípios de Pernambuco e custar R$ 1,2 bilhão. Até agora, no entanto, foram investidos R$ 12,8 milhões (1% do valor total do projeto). “Estado de atenção”. Ritmo semelhante seguem as obras da Transposição do Rio São Francisco. De acordo com o balanço do PAC, três lotes estavam paralisados, aguardando rescisão contratual. Orçado em R$ 8,2 bilhões, o projeto teve alguns contratos questionados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) com suspeita de sobrepreço na compra de materiais e superavaliação dos imóveis que serão desapropriados. Os dois trechos da transposição (eixo leste e norte), que deveriam ser concluídos em 2010 e 2012, estão em estado de atenção. Não devem ficar prontos antes de 2014 e 2015. “No Brasil, as licitações são sempre feitas no sufoco, em cima de um esboço de projeto. Aí, no meio do caminho, tudo muda e os preços sobem”, afirma o presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), Luciano Amadio Filho. Após o escândalo que atingiu o Ministério dos Transportes e o Dnit, no ano passado, a presidente Dilma Rousseff exigiu a elaboração de projetos executivos antes das licitações. Por enquanto, a determinação não surtiu efeito, garante Amadio. A falta de projetos executivos (e a má qualidades deles) é a origem de boa parte dos problemas enfrentados hoje pelos empreendimentos de infraestrutura. Para especialistas, se os estudos fossem mais completos, não haveria tantas surpresas e sobressaltos durante a construção. Além disso, os cronogramas teriam mais chances de ser cumpridos. Previstas para 2009, a obra da BR-101, no Nordeste, é uma das campeãs de revisão de cronograma. A rodovia já enfrentou uma série de entraves nos três trechos em construção no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Os problemas começam, como em outras obras, com a fragilidade do projeto executivo. Daí para frente surgem dificuldades de desapropriação das áreas, licenciamento ambiental e realocação de população de baixa renda que vive nas margens da rodovia. Há ainda negociações com as companhias de eletricidade e de gás, que algumas vezes se estendem por meses. As concessionárias públicas precisam retirar os postes de energia, por exemplo. Nos três Estados, as obras contam com a participação do Exército. Outros empreendimentos na lista dos mais antigos do PAC são os ferroviários. Os projetos da Norte-Sul, em construção pelo governo federal, e da Transnordestina, da CSN, existem antes mesmo da criação do programa de investimentos. Lançada em 1986, pelo então presidente da República José Sarney, a Ferrovia Norte-Sul sempre esteve envolvida em acusação de fraudes na licitação das obras. Vários contratos foram suspensos por irregularidades, como sobrepreço na compra de trilhos. A Transnordestina é uma ferrovia privada, que está sendo tocada pela CSN. No total, terá 1.728 km de extensão, ligando os Portos de Pecém (CE) e Suape (PE) ao sertão do Piauí. O valor do investimento da obra, que começou em cerca de R$ 4,5 bilhões, pulou para R$ 5,4 bilhões e pode aumentar mais R$ 1,3 bilhão. Neste caso, um dos maiores obstáculos é a desapropriação das áreas, que está sob responsabilidade dos Estados envolvidos. O cronograma já foi revisto três vezes. Se não mudar mais uma vez, a obra estará pronta em 2014.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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