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Fernando Baiano confirma pagamento de despesas de Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, está no olho do furacão. Filho do presidente Lula teria recebido R$ 2 milhões de Fernando Baiano, operador do PMDB.

Lulinha nega ter recebido dinheiro de Fernando Baiano

Fonte: O Globo

Fernando Baiano confirma pagamento de despesas de Lulinha

Baiano contou que pagou despesas pessoais do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Divulgação

Em delação, Fernando Baiano diz que pagou despesas pessoais de filho de Lula

POR LAURO JARDIM

Está destinada a causar um estrondoso tumulto a delação premiada de Fernando Baiano, cuja homologação foi feita pelo ministro Teori Zavascki na sexta-feira.

O operador (de parte) do PMDB na Petrobras pôs no olho do furacão nada menos do que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Baiano contou que pagou despesas pessoais do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Ao contrário dos demais delatores, que foram soltos logo após a homologação das delações, Baiano ainda fica preso até 18 de novembro, quando completa um ano encarcerado. Voltará a morar em sua cobertura de 800 metros quadrados na Barra da Tijuca.

A propósito, quem teve acesso ao conteúdo da delação conta que Eduardo Cunha é, sim, citado por Baiano, que reconhece suas relações com o presidente da Câmara. Mas não entrega nada arrasador contra Cunha.

Saiba quem é o terceiro personagem na relação entre Fernando Baiano e Lulinha

Bumlai é aquele para quem Lula entregou em seu segundo mandato um crachá de trânsito livre no Palácio do Planalto.

Lulinha nega ter tido despesas pagas por delator
Advogado afirmou que filho de Lula ‘jamais recebeu valor’ de Fernando Baiano

O filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, negou neste domingo ter tido despesas pessoais pagas por Fernando Soares, o operador do PMDB na Petrobras. O advogado de Lulinha, Cristiano Zanin Martins, enviou ao GLOBO a seguinte declaração:

— O sr. Fabio Luis Lula da Silva jamais recebeu qualquer valor do delator mencionado.

O colunista Lauro Jardim revelou, em sua coluna de estreia no GLOBO neste domingo, que Baiano, em depoimento de delação premiada, contou que pagou despesas pessoais do filho de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Baiano teve sua colaboração com a Operação Lava-Jato homologada na sexta-feira passada.

A reportagem procurou o Instituto Lula para comentar a citação de Lulinha na delação, mas a entidade informou que não se manifestaria, assim como o ex-presidente Lula.

 

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Criador de Dilma Bolada rompe com Dilma e critica presidente nas redes sociais

Jeferson Monteiro fez críticas à presidente Dilma Rousseff em sua conta pessoal no Facebook por causa do apoio do PMDB e de parte do empresariado.

Segundo Revista Época, Jeferson receberia R$ 20 mil por mês da agência Pepper Interativa, contratada pelo PT.

Fonte: O Globo

Criador de Dilma Bolada rompe com Dilma e critica presidente nas redes sociais

Jeferson, que costumava fazer postagens favoráveis à presidente no Twitter, disse que “Dilma não precisa de seu apoio nem o de ninguém que votou nela. Reprodução

Criador de Dilma Bolada critica a presidente no Facebook

Postagens contra Dilma também foram feitas no perfil da personagem no twitter

O criador do perfil Dilma Bolada, no Twitter, o publicitário Jeferson Monteiro, rompeu com a presidente Dilma Roussef nesta quarta-feira. Ele fez críticas à presidente Dilma Rousseff em sua conta pessoal no Facebook. Na rede social, Jeferson, que costumava fazer postagens favoráveis à presidente no Twitter, disse que “Dilma não precisa de seu apoio nem o de ninguém que votou nela.

Afinal, para ela só importa o apoio do PMDB e de parte do empresariado para que ela se mantenha lá onde está.” Jeferson acrecentou ainda que a presidente trocou o governo pelo cargo e citou uma música famosa, gravada pela sambista Beth Carvalho: “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão.”

Depois da publicação no Facebook, novas postagens contrárias ao governo Dilma também foram feitas no perfil “Dilma Bolada” no Twitter. Postagem assinada pela personagem criada por Jeferson diz: “Não consigo acreditar como meu Governo ainda tem 10% de ótimo ou bom. Tem alguma coisa de errado aí…” Como Dilma Bolada, Jeferson também disse no Twitter que não mudou de lado e que quem fez isso foi a presidente.

Na rede social Snapchat, Jeferson publicou um vídeo, explicando a postura em relação ao governo. Na gravação, ele diz que, pra quem é “amigo”, não foi surpresa. Segundo ele, a decisão já havia sido tomada há algum tempo.

Ele diz que já era possível perceber mudanças sutis nas publicações da personagem Dilma Bolada nas redes sociais, como críticas à política econômica do governo. Segundo Jeferson, o que o desestimulou muito foi a maneira como a presidente passou a fazer o “jogo do PMDB, de Renan (Calheiros), e do Eduardo Cunha”.

“Uma coisa é manter a governabilidade, outra é vender o governo para o PMDB”, diz Jeferson no vídeo.

Ainda na gravação, o publicitário diz que quem tem os maiores motivos para reclamar do governo são os eleitores que votaram na presidente Dilma. Jeferson também criticou as mudanças nos ministérios da Educação e da Saúde, que devem ser assumidos pelo atual chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e pelo deputado Manoel Júnior (PMDB-RJ), respectivamente.

No vídeo, o criador da Dilma Bolada diz que não defende impeachment sem motivo, que jamais vai defender a queda da presidente eleita legitimamente pelo povo. O publicitário disse ainda que não sabe como ficará o perfil de Dilma Bolada no Instagram e Facebook, mas que a conta no Twitter vai continuar.

PUBLICITÁRIO PRESTA SERVIÇO PARA AGÊNCIA QUE TEM CONTRATO COM O PT

De acordo com reportagem publicada no site da Revista Época em agosto, Jeferson receberia R$ 20 mil por mês da agência Pepper Interativa, contratada pelo PT. Segundo a publicação, as provas estão em documentos enviados por advogados da agência Pepper Interativa ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Pepper trabalhou nas duas campanhas presidenciais de Dilma e tem contrato com o PT. A agência está sendo investigada no STJ na Operação Acrônimo, em que a PF aponta a existência de um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e outros petistas. À revista, Jeferson negou receber recursos do PT para manter a personagem Dilma Bolada, e que preste serviços à Pepper.

Procurada após as postagens de Jeferson com críticas ao governo Dilma, a Agência Pepper informou que ele é prestador de serviço da empresa e tem contrato renovado até 2016. A agência afirmou ainda que este contrato com o criador da Dilma Bolada não tem nenhuma relação com o que a empresa mantém com o PT.

Ainda segundo a Pepper, por iniciativa própria, a agência pediu para não renovar o contrato com o partido e deixará de atender a legenda em dezembro deste ano. Segundo, a Pepper, Jeferson presta serviços de estratégia e monitoramento digital das redes sociais para a empresa. Sobre a decisão de não renovar com o PT, a agência informou que o contrato não permite divulgar os motivo da rescisão, nem os valores do serviço.

‘Somos todos Moro’, por Merval Pereira

O que deveria ser levado em conta, segundo especialistas consultados, é a origem do dinheiro desviado, e não onde ele foi “lavado”.

Decisão STF de tirar da jurisdição da 13ª Vara Federal do Paraná, do juiz Sergio Moro, coloca mais obstáculos a uma investigação que por si só é muito complexa, e com uma capilaridade impressionante pelo país e no exterior.

Fonte: O Globo

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

Por onde anda, o juiz Sérgio Moro é aplaudido. Foto: Cris Fraga.

Somos todos Moro

Vão criar diversos Moros pelo país, comenta um experiente advogado criminalista diante da decisão do Supremo Tribunal Federal de “fatiar” a investigação da Operação Lava Jato. Mesmo que não aconteça um improvável movimento de solidariedade de juízes de primeira instância, declarando-se incompetentes e devolvendo os processos para Curitiba, os que receberem esses processos se sentirão moralmente responsáveis pela continuidade de uma ação do Judiciário que tem amplo apoio da sociedade.

Por onde anda, o juiz Sérgio Moro é aplaudido – ontem foi em uma reunião em São Paulo – e juízes que receberem “fatias” do processo terão também a oportunidade de mostrar que a Justiça funciona.  A decisão STF de tirar da jurisdição da 13ª Vara Federal do Paraná, do juiz Sergio Moro, o processo sobre a corrupção no ministério do Planejamento, portanto, não vai inviabilizar a Operação Lava-Jato, mas coloca mais obstáculos a uma investigação que por si só é muito complexa, e com uma capilaridade impressionante pelo país e no exterior.

O que está sendo visto, e comemorado pelos governistas e advogados de acusados, como o fatiamento da Operação Lava-Jato, fragilizando a tese da Procuradoria-Geral da República de que o que está sendo investigado é uma organização criminosa que atuou em várias instâncias do governo federal além da Petrobras, pode ser revertido com um esforço adicional dos procuradores da Lava Jato, que pretendem dar apoio aos procuradores de São Paulo, e de outros estados, que forem investigar o caso.

Até onde se sabe os casos podem ser desmembrados entre a primeira instância no Rio e São Paulo, além de Curitiba, e será preciso montar equipes de apoio nesses dois Estados para que toda a expertise acumulada na investigação não se perca.

Não é que só exista um juiz no país, como ironizou o ministro Toffoli, mas é de se lamentar que um caso que está sendo investigado desde março de 2014, com um grupo de cerca de 300 pessoas, entre membros do Ministério Público e da Polícia Federal, venha agora a ser desmembrado por questões técnicas, à luz de uma legislação que precisa ser analisada sob a ótica das modernas organizações criminosas.

Além do mais, no afã de tirar o caso das mãos do juiz Sérgio Moro, como salientou em seus comentários durante a votação o ministro Gilmar Mendes, o Supremo antecipou etapas e decidiu questões que poderiam ser definidas na primeira instância, como, aliás, votou o ministro Luis Roberto Barroso.

O ministro, embora tenha concordado em que no STF o caso deve ir para outro relator, e não para o responsável pelas ações da Lava-Jato, defendeu que, na primeira instância, coubesse ao juiz Moro decidir o tribunal adequado para conduzir as investigações do caso Consist. Se ele se afirmasse competente, e alguma parte discordasse, poderia interpor a “exceção de incompetência”, a ser julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, cabendo dessa decisão o recurso especial ao STJ.

Barroso não compra a tese de que o que existe em atuação é uma grande organização criminosa que deveria ser investigada e julgada em conjunto,  que prevaleceu no julgamento do mensalão, apesar dos esforços de todos os advogados de defesa para desmembrar o processo naquela ocasião.

Há ministros, no entanto, a começar pelo relator Teori Zavascki, que consideram que não existe mesmo conexão entre os crimes e, portanto, os processos têm que ser desmembrados. Mas certos argumentos não fazem sentido, como o do ministro Dias Toffoli, que diz que a maior parte dos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica foram cometidos em São Paulo, o que justificaria a atração de todos os processos para a Seção Judiciária do Estado de São Paulo, “ressalvada a apuração de outras infrações conexas que justifiquem conclusão diversa quanto ao foro competente”.

O que deveria ser levado em conta, segundo especialistas consultados, é a origem do dinheiro desviado, e não onde ele foi “lavado”, mesmo por que há muito dinheiro circulando pelo exterior que pode ter entrado no país por diversos estados, mas proveniente de desvios de órgãos públicos dentro do esquema da organização criminosa.

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Com fracasso no governo, Dilma cortará programas sociais

Três programas devem ser afetados com os cortes: três programas que lhe são muito caros: o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família e a transposição do Rio São Francisco.

Como a proposta orçamentária da União para 2016 está com um déficit de R$ 30,5 bilhões, o governo precisa fazer um ajuste nas contas equivalente a R$ 64,9 bilhões para garantir um superávit primário.

Fonte: Valor Econômico

Com fracasso no governo, Dilma cortará programas sociais

Dilma alertou para o fato de que, do total das despesas discricíonárias, R$ 135,3 bilhões não podem ser contingenciados, pois incluem gastos na área da saúde e da educação. Reprodução.

Dilma terá que cortar programas sociais

Para ampliar o corte nas despesas discricionárias previstas na proposta orçamentária de 2016, a presidente Dilma Rousseff terá que aceitar reduzir as dotações para três programas que lhe são muito caros: o Minha Casa Minha Vida (MCMV), o Bolsa Família e a transposição do rio São Francisco.

Segundo fontes do governo, esses foram os programas que tiveram ampliação de despesas em relação ao autorizado para 2015, junto com uma reserva alocada para aumentar os auxílios alimentação e transporte dos servidores públicos, como parte da negociação em torno do reajuste salarial para os próximos dois anos.

Mesmo que a presidente aceite cortar todo o acréscimo feito nessas áreas, o governo só conseguiria reduzir cerca de R$ 11,5 bilhões, advertem os técnicos – o que representa menos de 18% do que o governo precisa para cumprir a meta de superávit primário de R$ 43,8 bilhões ou 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público em 2016.

Como a proposta orçamentária da União para 2016 está com um déficit de R$ 30,5 bilhões, o governo precisa fazer um ajuste nas contas equivalente a R$ 64,9 bilhões para garantir um superávit primário de R$ 34,4 bilhões para o governo central (que compreende o Tesouro, a Previdência e o Banco Central).

A estimativa é que os Estados e municípios façam um superávit de R$ 9,4 bilhões. O espaço para cortar as despesas discricionárias é considerado muito pequeno pelos técnicos oficiais. Assim, o governo intensificou os estudos para identificar gastos obrigatórios que podem ser reduzidos.

Entre as possibilidades levantadas está a adoção de medidas administrativas para evitar fraudes e exageros na concessão do auxílio-doença, propostas para aumentar a fiscalização na concessão de aposentadorias por invalidez, tornar mais restritivas as concessões do seguro ao pescador artesanal (seguro defeso) e alterações nas regras de concessões de benefícios aos idosos e deficientes, no âmbito da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS).

Muitas dessas mudanças precisarão ser aprovadas pelo Congresso e envolverão uma difícil negociação política. A proposta orçamentária para 2016 prevê que as despesas discricionárias (aquelas que podem ser cortadas pelo governo) atingirão R$ 250,4 bilhões, contra um limite de R$ 233,9 bilhões fixado para este ano – o que representa um aumento nominal de 7% e um aumento real muito pequeno, em torno de 0,8%, o que equivale a R$ 2 bilhões.

Em recente entrevista ao Valor, Dilma alertou para o fato de que, do total das despesas discricíonárias, R$ 135,3 bilhões não podem ser contingenciados, pois incluem gastos na área da saúde e da educação, que têm pisos constitucionais de despesa. Sobrariam R$ 115,1 bilhões que podem ser contingenciados.

O principal aumento feito pelo governo nas despesas discricionárias foi para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que teve o seu limite de empenho elevado de R$ 35,25 bilhões neste ano para R$ 42,4 bilhões em 2016. O aumento é explicado, quase inteiramente, pelo programa MCMV, que têm previsão de dotação em 2016 de R$ 15,5 bilhões, ante um limite de empenho de R$ 8,3 bilhões fixado para este ano – acréscimo de R$ 7,2 bilhões.

Com os recursos, o governo espera pagar todas as operações já contratadas do programa e realizar novas contratações, depois do lançamento da fase 3 do MCVM.Houve um aumento de R$ 1,2 bilhão para a área de infraestrutura hídrica, principalmente para o programa de transposição do rio São Francisco.

O governo tem estudo que aponta risco elevado de desabastecimento de água em Fortaleza em 2016. Por isso, decidiu intensificar as obras da transposição para levar água até o açude Castanhão, que abastece a região metropolitana da capital cearense.

Para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o governo reservou uma dotação adicional de R$ 1,35 bilhão. A ideia inicial é utilizar esses recursos para reajustar, no ano que vem, os valores dos benefícios do programa Bolsa Família, que foram corroídos pela elevada inflação deste ano.

O governo incluiu também na proposta orçamentária de 2016 uma dotação de R$ 1,8 bilhão para aumentar o auxílio alimentação e o vale transporte dos servidores públicos. Esse aumento dos auxílios faz parte da negociação feita em torno do reajuste salarial dos próximos dois anos.

A proposta orçamentária prevê ainda uma verba adicional de R$ 792 milhões para a Secretaria de Aviação Civil. O objetivo do governo é usar esses recursos para fazer uma reestruturação da Infraero. O Ministério da Justiça ganhou R$ 300 milhões para garantir a segurança da Olimpíada do Rio.

O acréscimo de R$ 400 milhões na dotação para o Ministério das Relações Exteriores foi para compensar a subida do dólar.Os técnicos informam que há espaço para cortes na previsão do gasto com diárias. O governo já anunciou que vai reduzir ministérios e cargos comissionados.

Sujeira sem fim: Ministro pediu R$ 20 milhões para campanha de Dilma

Dono da construtora UTC relatou em sua delação premiada que o ministro Edinho Silva fez um pedido inicial de R$ 20 milhões para a campanha de Dilma.

Lava-Jato: No fim, o repasse foi de R$ 7,5 milhões, conforme os registros no TSE.

Fonte: O Globo

Dilma-Edinho

Edinho era tesoureiro da campanha de Dilma e hoje exerce o cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. Reprodução.

Edinho pediu R$ 20 milhões para campanha de Dilma, diz delator

No fim, o repasse foi de R$ 7,5 milhões, conforme os registros no TSE

O dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, relatou em sua delação premiada que o ministro Edinho Silva fez um pedido inicial de R$ 20 milhões para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, segundo fontes com acesso às investigações. O valor foi considerado elevado pelo empreiteiro, que concordou com uma doação de R$ 10 milhões. No fim, o repasse foi de R$ 7,5 milhões, conforme os registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Edinho era tesoureiro da campanha de Dilma e hoje exerce o cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. Por conta da citação na delação de Pessoa e do pedido de investigação formulado pela Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar Edinho. Ele é, agora, formalmente investigado por conta das suspeitas levantadas pelo delator.

Investigados pelo STF, ministros Edinho e Mercadante se defendem

Nas conversas com Edinho, segundo Pessoa, o então tesoureiro teria lembrado dos contratos da UTC na Petrobras, como forma de assegurar a doação à campanha de Dilma. Uma suposta origem ilegal dos recursos é o foco da investigação aberta no STF.

O então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, teria orientado Pessoa a se encontrar com Edinho para tratar das doações à campanha de Dilma, ainda segundo o empresário. O dono da UTC acertou uma doação de R$ 10 milhões – R$ 5 milhões no primeiro turno e R$ 5 milhões no segundo turno.

Os registros do TSE mostram que a campanha de Dilma recebeu R$ 7,5 milhões: duas transferências eletrônicas de R$ 2,5 milhões cada, em 5 e 27 de agosto de 2014 (antes do primeiro turno), e mais R$ 2,5 milhões, em 22 de outubro (antes do segundo turno). Os R$ 2,5 milhões restantes não teriam sido pagos, porque Pessoa acabou preso, em novembro.

O ministro do STF determinou a abertura de outros dois inquéritos a partir da delação do dono da UTC. Um investiga supostos repasses ilegais para a campanha de Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil, ao governo de São Paulo em 2010 e o outro apura suposto caixa dois para a campanha de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) a senador no mesmo ano. O tucano foi eleito.

Edinho disse neste domingo ter atuado dentro da lei na campanha de 2014:

— Sou plenamente favorável que se apure todos os fatos e que todas as dúvidas sejam esclarecidas. Tenho a tranquilidade de quem agiu como coordenador financeiro da campanha presidencial de 2014 dentro da legalidade, as contas da campanha foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral — afirmou o ministro.

Mercadante e Aloysio negaram ter recebido qualquer repasse ilegal da UTC. Eles afirmaram que as prestações de contas das campanhas em 2010 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

 

Dilma deve acabar com o programa Minha Casa Minha Vida

Indefinições sobre origem dos recursos que vão viabilizar programa habitacional podem comprometer anúncio previsto para quinta.

Fontes da construção civil, dos ministérios e dos bancos disseram que o governo não conseguiu bater o martelo sobre os novos parâmetros e que o lançamento deve ser adiado ou ficar mais “discreto”.

Fonte: Estadão

Dilma deve acabar com o programa Minha Casa Minha Vida

Aumento da remuneração de contas vinculadas ao FGTS pode ter impacto nos financiamentos habitacionais. Foto: Tuca Melges / Estadão

União pode adiar 3ª fase do Minha Casa Minha Vida

Diante da frustração de recursos e da indefinição do orçamento de 2016, o governo pode ser obrigado a postergar o anúncio da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida. Pelo Twitter, a presidente marcou para quinta o anúncio da nova fase do programa de habitação. No entanto, fontes da construção civil, dos ministérios e dos bancos disseram que o governo não conseguiu bater o martelo sobre os novos parâmetros e que o lançamento deve ser adiado ou ficar mais “discreto”.

Uma das razões é que, por mais que a presidente afirme que os cortes dos gastos não vão atingir programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, não há dinheiro para contratar novas moradias para a faixa 1 do programa até segundo semestre de 2016. Para as famílias mais pobres, que ganham até R$ 1,6 mil, 95% do imóvel é bancado com recursos públicos. Oorçamento do programa de 2016 aloca a maior parte do dinheiro para pagar as obras que já estão em andamento. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que as contratações da nova fase vão ser feitas em “velocidade menor”.

Ao entregar casas em Campina Grande (PB), na sexta, Dilma voltou a afirmar que o governo vai contratar 3 milhões de moradias até o fim de 2018. “Nós vamos suar a camiseta para fazer essas 3 milhões de moradias contratadas. Não digo que todas vão estar prontas, mas vão estar contratadas”, discursou. Na cerimônia, Dilma não prometeu lançar a terceira fase do programa nesta semana.

A principal novidade da fase 3 do MCMV é a criação de uma faixa de renda batizada de Faixa 1 FGTS. A nova modalidade vai beneficiar famílias com renda mensal de R$ 1,2 mil a R$ 2,4 mil, que poderão comprometer até 27,5% da renda familiar com o financiamento da casa própria. No entanto, essa nova faixa precisa ser aprovada pelo conselho curador do FGTS, que reúne representantes dos trabalhadores, de empresários e do governo. A próxima reunião do conselho é dia 16 -outro entrave para o anúncio do dia 10.

Para as faixas 2 e 3 do MCMV, direcionada a famílias com renda de até R$ 3.275 e R$ 5 mil, respectivamente, a fonte de recursos é também o FGTS, o que garantiu as contratações em meio às restrições de orçamento. O subsídio com os recursos do fundo tem teto de R$ 25 mil.

A mudança na remuneração dos saldos das contas do FGTS a partir de 2016, como aprovada pela Câmara dos Deputados, ainda deve resultar em um aumento de até 38% na parcela paga pelos compradores de imóveis nas faixas 2 e 3 do programa. As instituições financeiras não fecham contratos com comprometimento superior a 30% da renda. Ou seja, menos pessoas conseguirão ser enquadradas porque as parcelas devem ficar mais caras. A própria presidente já tinha alertado que a mudança na correção do fundo encareceria os financiamentos e poderia inviabilizar a terceira fase. O governo ainda espera conseguir modificar a proposta, que precisa do aval do Senado.

Procurado, o Palácio do Planalto disse que trabalha com a data do dia 10 para o anúncio da terceira etapa do programa.

Corte de gastos no governo não para, e em 2016 pode chegar a vez dos programas sociais

Governo vai rever programas sociais, como já fez com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), e também atacar os gastos da Previdência Social.

Na linha do ajuste, o governo editou uma nova medida provisória (MP) que aumenta uma série de taxas cobradas por órgãos públicos.

Fonte: O Globo

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Ajuste fiscal do governo não será feito apenas em 2015; governo vai rever programas sociais. Reprodução.

Governo prevê mais impostos e cortes em programas sociais em 2016

Proposta de Orçamento para o ano que vem deve mexer em gastos obrigatórios

Engana-se quem pensa que o ajuste fiscal se resumirá a este ano. Para garantir a meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 2016, de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica já se prepara para mais cortes nos gastos e novos aumentos de impostos.

Segundo integrantes do governo, a proposta orçamentária do ano que vem, que será enviada ao Congresso até 31 de agosto, tem redução nas despesas — e, como já não há mais margem para cortes nos gastos discricionários, o alvo serão os gastos obrigatórios.

Isso significa que o governo vai rever programas sociais, como já fez com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), e também atacar os gastos da Previdência Social. Na linha do ajuste, o governo editou uma nova medida provisória (MP) que aumenta uma série de taxas cobradas por órgãos públicos.

ALTA DE TAXAS EM ÓRGÃOS PÚBLICOS

Os técnicos lembraram que a área econômica já vem discutindo uma espécie de reforma da Previdência, com ajustes da fórmula 95/85, que representa a soma da idade da pessoa e do tempo de contribuição, mas novas medidas nesse setor podem ser adotadas. No caso das despesas discricionárias, a ideia é que elas fiquem, pelo menos, no mesmo patamar de 2015.

Do lado das receitas, também será preciso reforço. Isso significa mais aumentos de tributos e novas vendas de ativos. Entre eles estão empresas do grupo Petrobras, como Gaspetro e Transpetro.

— Vai ser um ajuste muito duro — disse uma fonte da área econômica.

Na conta das receitas, o governo também quer colocar a venda da folha dos servidores públicos e de imóveis da União. O problema é que o interesse das instituições financeiras por novas folhas de pagamento diminuiu. Apesar de o crédito consignado ser um tipo de financiamento seguro — porque o desconto é feito em folha de pagamento, e o risco de inadimplência é baixíssimo —, os grandes bancos mudaram a estratégia dos últimos anos e não querem aumentar a base de clientes.

Os técnicos admitem que algumas medidas adotadas nas últimas semanas, como a não antecipação do 13º salário dos aposentados e a suspensão do aval do Tesouro para empréstimos externos de estados e municípios, foram uma forma de “preparar o terreno” para o cenário difícil de 2016.

Segundo a MP 687, publicada no Diário Oficial da União, serão reajustados os valores da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica (Condecine), a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA), os serviços e produtos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e as taxas processuais do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo o governo, a Condecine, cobrada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e pela Receita Federal, está apenas sofrendo uma atualização monetária prevista no Código Tributário Nacional (CTN) e não significa um aumento de tributo. Mesmo assim, ela representará uma elevação de arrecadação de R$ 320 milhões em 2015, de R$ 640 milhões em 2016 e R$ 640 milhões em 2017.

A proposta também prevê a redução de 30% para 20% do valor da Condecine para obras de baixo potencial econômico, mas com acentuado caráter artístico-cultural. Isso iguala o valor ao cobrado para obras brasileiras não publicitárias. Também foi fixada em 20% a taxa para obras que tenham sido previamente exploradas em salas de exibição com número reduzido de cópias (até seis), ou exibidas em festivais ou mostras.

A MP também encarece a conta para empresas que precisam submeter atos de concentração ao Cade. A taxa vai subir de R$ 45 mil para R$ 85 mil a partir de 1º de janeiro de 2016.

Previsões para a economia brasileira são péssimas

Projeções para o PIB foram reduzidas: expectativa é de retração de 1,97% neste ano e estagnação em 2016.

Economistas passaram a estimar contração de 1,97% em 2015, contra 1,80% antes.

Fonte: O Globo

crise-economica

Levantamento mostra que a estimativa para o IPCA subiu de 5,40% de alta de 5,43% do IPCA em 2016 e crescimento econômico nulo. Reprodução.

Economistas pioram previsões e agora esperam que inflação de 2015 seja a mais alta desde 2002

Projeções para o PIB também foram reduzidas: expectativa é de retração de 1,97% neste ano e estagnação em 2016

Economistas de instituições financeiras aumentaram suas projeções para a inflação em 2016 e passaram a esperar estagnação do Produto Interno Bruto no ano que vem e uma queda de quase 2% neste ano, mostrou nesta segunda-feira a pesquisa Focus, feita semanalmente pelo Banco Central com analistas. O levantamento mostra que a estimativa para o IPCA subiu de 5,40% de alta de 5,43% do IPCA em 2016 e crescimento econômico nulo. Para 2016, a previsão até a semana anterior era de que houvesse expansão de 0,20%.

Além da perspectiva de crescimento nulo em 2016, o Focus mostrou pela quarta semana consecutiva um aprofundamento na queda do PIB neste ano. Economistas passaram a estimar contração de 1,97% em 2015, contra 1,80% antes. Para o IPCA neste ano, houve elevação de 9,25% para 9,32%, a 17ª seguida semana de alta e a maior desde 2002, quando fechou a 12,53%.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada, o Banco Central disse que a convergência da inflação para o centro da meta em 2016 — de 4,5% pelo IPCA — tem se fortalecido e os riscos são “condizentes com efeitos acumulados e defasados da política monetária”, mas que ainda é preciso manter-se “vigilante em caso de desvios significativos”.

Na última sexta-feira, o IBGE informou que o IPCA acumulado nos primeiros sete meses do ano chegou a 6,83%, o índice mais elevado para o período de janeiro a julho desde 2003 (6,85%). No ano fechado de 2003, o IPCA foi de 9,30%.

Julho viu alguns cortes de estimativas dos economistas sobre a inflação em 2016, movimento que corroborou nos mercados financeiros as expectativas de fim do ciclo de alta dos juros básicos.

Mas a piora das projeções sobre os preços no Focus da semana passada não foi suficiente para levar os economistas a mudarem suas previsões para a política monetária, ainda prevendo que a taxa básica de juros terminará este ano a 14,25%, patamar atual, e o ano que vem a 12%.

No mercado de juros futuros, a curva de DIs já mostra chances majoritárias de nova elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros em setembro, a 14,50%.

Em julho, a autoridade monetária elevou a Selic em 0,50 ponto percentual e sinalizou o término do aperto monetário, mas esse cenário vem sendo colocado em xeque nas últimas semanas devido, entre outros fatores, à alta do dólar sobre o real, que tende a pressionar a inflação. O Focus passou a mostrar a moeda dos EUA a R$ 3,40 no fim deste ano, frente a R$ 3,35 no levantamento anterior. Em 2016, subiu de R$ 3,49 para R$ 3,50.

O dólar mais caro deve favorecer as exportações e levou o mercado a aumentar a projeção para o saldo positivo da balança comercial de US$ 6,40 bilhões para US$ 7,70 bilhões em 2015. Para o ano que vem, o superávit estimado também subiu de US$ 14,79 bilhões para US$ 15 bilhões.

A deterioração das projeções segue a do cenário político que joga mais incerteza sobre a capacidade do governo de controlar as contas e contornar a crise. Para a indústria, a retração prevista pelo Focus também piorou de 5% — patamar em que foi mantida por três semanas — para 5,21%. Ao olhar para 2016, os economistas também reduziram a projeção para o setor de alta de 1,30% para 1,15%.

As mudanças nas estimativas vêm em meio à pior crise política do Brasil desde o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que tem abalado a já fraca economia e a confiança dos agentes econômicos.

Crise do emprego aumenta revolta e população deve ir às ruas, diz pesquisa

Apenas um terço dos brasileiros se dizem seguros no emprego atualmente e o indicador que aponta esse resultado está piorando rapidamente.

É o aumento do desemprego, na avaliação do diretor do instituto, Dorival Mata-Machado, que poderá desencadear novos movimentos.

Fonte: Valor Econômico

Crise do emprego aumenta revolta e população deve ir às ruas, diz pesquisa

As pessoas estão inseguras com o emprego. Divulgação.

Pesquisa mostra que desemprego pode quebrar apatia da opinião pública

Uma análise realizada pelo instituto de pesquisa Ipsos nos diversos monitoramentos (trackings) que realiza mensalmente mostra a piora generalizada dos índices que avaliam o clima da opinião pública, embora as condições que levaram os manifestantes para as ruas em 2013 não existam agora.

É o aumento do desemprego, na avaliação do diretor do instituto, Dorival Mata-Machado, que poderá desencadear novos movimentos. Apenas um terço dos brasileiros se dizem seguros no emprego atualmente e o indicador que aponta esse resultado está piorando rapidamente.

“O que precedeu as manifestações de 2013 e do começo desse ano foi a rápida derrocada da esperança. Isso não está acontecendo agora”, explica Mata-Machado. “As pessoas estão inseguras com o emprego, mas têm mais que esperança, têm fé que a crise é passageira”, completa.

O conceito chamado de “esperança” na pesquisa da Ipsos mede as expectativas da população em relação à economia e é uma das vertentes que compõe o Índice Primário de Sentimento do Consumidor.

A análise do monitoramento mensal do Ipsos mostra uma rápida deterioração neste indicador tanto no período pré-junho de 2013 quanto no começo desse ano, antes das manifestações de março. Isso não está ocorrendo agora. “Há pouco espaço para piorar ainda mais a percepção atual. O problema é que existe um desalento no ar que impede as pessoas até de reclamarem”, analisa.

Para avaliar a grau de esperança do brasileiro, o diretor da Ipsos cita diversos índices que mostram que o brasileiro permanece entre os mais otimistas em sua expectativa quanto a economia nos próximos seis meses. Em julho, o país ficou atrás apenas da Índia e da Arábia Saudita entre os 24 países pesquisados no levantamento para o Pulso Econômico Global, embora tenha ficado em último lugar na percepção atual da economia, empatado com a Sérvia.

O índice geral é composto por quatro sub índices, que Mata-Machado traduz como Humor (percepção atual), Esperança (expectativa), Aposta (investimento) e Segurança (emprego).

De março para cá, os três primeiros variaram em torno de 3 pontos – para baixo ou para cima. Apenas o de emprego caiu mais de 10 pontos, passando de 42,5 de confiança para 31,1.

“Se o desemprego ficar mais próximo das pessoas, a tendência é que todos os outros subíndices piorem, mas não chegamos nesse momento de inflexão”, avalia, destacando a ligeira melhora tanto na percepção atual quanto na esperança ocorrida em julho, quando o índice geral passou de 40,1 para 38,8, uma queda de 3%.

Para o diretor do Ipsos toda essa esperança se explica pela crença do brasileiro de que a crise é passageira, e também porque o país saiu de um nível de esperança muito maior que a média. Em 2010, quando o monitoramento começou, mais de 70% dos entrevistados acreditavam que a situação econômica estaria melhor em seis meses. O Brasil estava na primeira posição do ranking de otimismo.

O Pulso Econômico Global é realizado mensalmente. São entrevistados adultos entre 16 e 64 anos em 24 países. Já o Índice de Sentimento do Consumidor é um índice de base 100 (era 100 em 2010, quando começou a ser medido). Ele é construído a partir do resultado de uma pesquisa on line.

Aécio enaltece qualidades de Campos em evento em Recife

Aécio falou sobre sua admiração pelo ex-governador pernambucano e das influências que eles receberam de seus avôs, Tancredo Neves e Miguel Arraes.

Evento de homenagem contou com a presença de amigos e políticos de diferentes partidos.

Fonte: PSDB

Aécio enaltece qualidades de Campos em evento em Recife

O presidente do PSDB destacou a trajetória de Eduardo Campos na vida pública. Reprodução.

Com a presença de familiares, amigos e políticos de diferentes partidos, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, participou nesta segunda-feira (10/08), em Recife, de homenagem ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que completaria 50 anos hoje. Ao lado de Renata Campos, viúva de Eduardo, e dos filhos Maria Eduarda, João, José, Pedro e Miguel, e da mãe de Eduardo, a ministra Ana Arraes, e do irmão Antônio, Aécio falou sobre sua admiração pelo ex-governador pernambucano e das influências que eles receberam de seus avôs, Tancredo Neves e Miguel Arraes.

“Eduardo e eu tivemos a nossa trajetória iluminada por duas árvores, e talvez de alguma forma também protegida pela sombra dessas mesmas árvores, muito frondosas: Miguel Arraes e Tancredo (Neves). Ao contrário do que se pudesse significar para alguns como alguma cobrança excessiva em relação aos nossos caminhos, e falávamos muito sobre isso, isso foi sempre inspiração, foi sempre energia”, destacou Aécio Neves.

O presidente do PSDB destacou a trajetória de Eduardo Campos na vida pública. “Eduardo, um homem que não se encantava pela liturgia do cargo e que sabia conviver com a responsabilidade das funções que executou e, ao mesmo tempo, com uma enorme alegria. Eduardo transbordava alegria. Permitia que a sua responsabilidade convivesse com algo que inspirava e inspira aqueles que de alguma forma tiveram o privilégio de conviver com ele”, afirmou.

A homenagem ao ex-governador que faleceu ano passado, em acidente aéreo, durante a disputa pela Presidência da República, reuniu em Recife os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB); o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e do PPS, deputado Roberto Freire; o prefeito de Recife, Geraldo Júlio; a ex-candidata a presidente Marina Silva; além do presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda; do ministro da Defesa, Jaques Wagner; ex-governadores, senadores e deputados.

Em seu pronunciamento, Aécio Neves lamentou a falta que Campos faz nos quadros da política nacional.

“Se em qualquer tempo, em qualquer país, homens das qualidades, da experiência e da responsabilidade de Eduardo fazem falta, hoje, no momento pelo qual o Brasil passa, e todos nós nos preocupamos cada dia mais com o futuro que está por vir, a ausência de Eduardo se torna ainda maior, quase que insubstituível. Não tenho dúvida de que a palavra dele não seria muito diferente da de muitos que aqui hoje falaram. De cobranças em relação àquilo que deve ser cobrado. De denúncias em relação àquilo que deve ser denunciado, até porque é pedagógico. Mas, acima de tudo, de absoluta responsabilidade para com o Brasil”, disse.

Aécio Neves também agradeceu a Marina Silva, vice de Campos na chapa que disputava as eleições presidenciais, pelo apoio recebido no segundo turno da campanha.

“Eu guardo com muito carinho as suas palavras, no momento da campanha, de dor imensa, você (Marina), me permitiu ter o privilégio e a responsabilidade de dar continuidade a aquele sonho que hoje é de todos nós. A política, se ela traz muitas frustrações, e elas são permanentes, a política também nos permite momentos e situações que talvez nenhuma outra atividade permitisse viver. Conhecer pessoas de gerações, de regiões, de atividades diferentes. E foi a política que me permitiu o privilégio de conviver com Eduardo e de lhe conhecer, Marina, um pouco mais por dentro da sua alma e dizer que alegria: que honra o Brasil ter uma mulher da sua fibra, da sua qualidade intelectual e do seu imensurável valor”, destacou Aécio.

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