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Jeito do PT de governar: Brasil rebaixado e a falência do Estado

A histórica crise fiscal em que o país se encontra, deve-se, merecidamente, ser creditada aos governos do PT — a partir do final do primeiro governo Lula e abarcando a gestão inicial de Dilma.

Outra insensatez será insistir na velha fórmula de pressionar o já sobrecarregado contribuinte. Disso resultará menos investimentos e menos consumo.

Fonte: O Globo

 Jeito do PT de governar: Brasil rebaixado e a falência do Estado

É preciso encarar a realidade do esgotamento do Estado-tutor. Divulgação

Estado-tutor faliu

A histórica crise fiscal em que o país se encontra, causa do rebaixamento da sua nota de risco, deve, merecidamente, ser creditada aos governos do PT — a partir do final do primeiro governo Lula e abarcando a gestão inicial de Dilma. Mas é preciso reconhecer o papel exercido pela Constituição de 1988 na quebra do país. Não se põe em questão a importância da Carta no restabelecimento dos direitos civis, próprios da democracia, surrupiados pela ditadura militar. O aspecto negativo da Carta deriva de uma visão ideológica de mundo por meio da qual ela foi redigida, com o Estado sendo colocado sobre a sociedade, no papel de uma espécie de tutor que concentraria o máximo das rendas da sociedade, extraídas por elevados impostos, com a finalidade de distribuí-las para mitigar a pobreza. O Estado seria o agente do “bem”.

Já naquela época se tratava de uma percepção míope da realidade. A prova veio em 1989, logo no ano seguinte ao da promulgação da Carta, quando caiu o Muro de Berlim, símbolo do modelo da centralização extrema de tudo pelo Estado, sistema testado na União Soviética, e reprovado.

A Constituição seguiu essa tendência nos gastos sociais. Caberia unicamente ao Estado eliminar a pobreza. Foi assim que, em mais ou menos uma década, entre governos tucanos e petistas, a carga tributária deu um salto de dez pontos percentuais, de 25% para 35% do PIB. Estima-se que esteja hoje na faixa de 37%, uma enormidade, se comparada com outras economias emergentes. Chega mesmo a rivalizar com a soma dos tributos de sociedades desenvolvidas —, mas estas dão em troca ao contribuintes serviços básicos de boa qualidade. Não é o caso do Brasil.

A obsessão pelo Estado-tutor e o pressuposto de que as fontes de financiamento público são infinitas levaram a que a vinculação do Orçamento chegasse ao paroxismo. Consolidou-se a errônea ideia de que, para se resolver uma carência pública, bastaria estabelecer que determinada parcela do Orçamento seria destinada ao setor carente. Sem qualquer outra preocupação.

Chegou-se à atual situação em que cerca de 90% do Orçamento — uma conta que para o ano que vem está estimada em R$ 1,2 trilhão — são “dinheiro carimbado”. Ou seja, têm destino certo: Previdência, programas especificamente sociais, folha dos servidores.

A quebra do Estado força Dilma a mexer, afinal, nesta construção. Deve-se alterar regras para que gastos possam ser racionalizados. Não faz sentido, também, manter o salário mínimo como indexador desta enorme massa de gastos colocados sob o guarda-chuva do “social”. Pois foi a correta política de valorização do salário-base que, de forma indireta, também ajudou a estrangular as finanças públicas.

Outra insensatez será insistir na velha fórmula de pressionar o já sobrecarregado contribuinte. Disso resultará menos investimentos e menos consumo. E mais: aplicar fórmulas já abandonadas em outros países, como o gravame sobre “grande fortunas”, apenas incentivará a migração de patrimônios. É preciso encarar a realidade do esgotamento do Estado-tutor.

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Dilma e o PT afundam o Brasil, artigo ITV

Dilma abdicou de zelar pelas contas públicas. Em português claro, quebrou, junto com seu partido, o Brasil, e agora tenta lavar as mãos.

Quem gerou a ruína das contas públicas do país foram Dilma e o PT

Fonte: ITV 

Dilma e o PT afundam o Brasil, artigo ITV

Quem está pagando a conta somos todos nós. Quem precisa achar uma solução é quem pariu o descalabro. Divulgação

Dilma e o PT quebram o país

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Dilma abdicou de zelar pelas contas públicas. Junto com seu partido, levou o Brasil a uma condição falimentar, e agora tenta lavar as mãos. Quem pariu o descalabro que o embate

O governo afirma que está sendo “realista” ao apresentar uma proposta de orçamento prevendo um inédito rombo nas contas públicas para 2016. Não é verdade. A peça orçamentária enviada ontem ao Congresso continua sendo uma obra de ficção. A presidente Dilma simplesmente abdicou de zelar pelas contas públicas. Em português claro, quebrou, junto com seu partido, o Brasil, e agora tenta lavar as mãos.

Dificilmente a previsão de um déficit de R$ 30,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB, irá se confirmar no ano que vem, levando-se em conta as premissas equivocadas usadas para se chegar ao resultado. O rombo, provavelmente, será ainda maior.

São fantasiosas as projeções de crescimento da economia e as receitas projetadas, ambas superestimadas. O orçamento conta com recursos incertos, obtidos com a venda de ativos e concessões, as mesmas para as quais o governo não consegue definir regras claras. Prevê aumento de impostos, os mesmos que Michel Temer admite que “ninguém aguenta mais”.

Ao mesmo tempo, na proposta orçamentária, o governo subestima o quanto gastará em juros e a gestão petista não sabe como cortar despesas. Prevê que tanto os gastos obrigatórios quanto os discricionários crescerão em 2016, num total de R$ 105 bilhões adicionais, mesmo com as receitas despencando. Contas assim não fecham nunca.

Na nova proposta orçamentária, com a terceira meta fiscal estipulada para 2016 em quatro meses, o rombo da Previdência dobrará desde 2014. Mas não se ouve da presidente, como não se ouviu durante a campanha eleitoral inteira, qualquer palavra sobre a necessidade de reformar o sistema para evitar sua iminente implosão. Muito menos uma proposta com princípio, meio e fim.

Nesta contabilidade do crioulo doido, o governo espera que o Congresso dê jeito – o mesmo Parlamento que o Palácio do Planalto vem acusando de fabricar pautas-bombas. Quem detonou a bomba atômica foi o Executivo e não o Legislativo, que agora ouve pedidos de socorro dos mesmos que o acusavam de irresponsáveis…

Quem gerou a ruína das contas públicas do país foram Dilma e o PT. Foram ela e seu partido que insuflaram desmesurada e irresponsavelmente os gastos, que maquiaram contas, tentaram enganar órgãos de fiscalização e controle. Como tudo o que é falso, esta fantasia agora se desmancha no ar. Não sem antes, infelizmente, levar o país junto, rumo a uma falência inédita nas últimas décadas.

A consequência da inépcia petista é uma vida muito mais apertada, mais sofrida para todos os brasileiros. Mais desemprego, mais carestia, mais recessão. Quem está pagando a conta somos todos nós. Quem precisa achar uma solução é quem pariu o descalabro. Jogar para o Congresso uma responsabilidade que é inescapável e inalienável da presidência da República equivale a um ato de renúncia.

‘The Economist’ destaca gestão deficiente do PT na política e economia

Com uma chamada na capa dizendo que “Brasil decepciona, de novo”, a edição desta semana da revista inglesa “The Economist” mostra que a situação por aqui não está fácil.

Reportagem revela que economia brasileira apresenta um cenário político desalentador: em meio às ações da Operação Lava Jato e à recessão confirmada pelo PIB.

Fonte: O Globo

Brasil sem rumo: ‘The Economist’ dá destaque aos desmandos da política e economia

Chamada na capa da revista faz menção à reportagem sobre a economia brasileira. Reprodução

‘The Economist’ dá destaque à crise brasileira

Revista inglesa não poupa críticas aos rumos da economia do país, com ênfase no orçamento deficitário

Com uma chamada na capa dizendo que “Brasil decepciona, de novo”, a edição desta semana da revista inglesa “The Economist” mostra que a situação por aqui não está fácil. São duas reportagens sobre a economia brasileira que apresentam um cenário político desalentador: em meio às ações da Operação Lava Jato e à recessão confirmada pelo PIB, o país sofre com as disputas políticas entre uma presidente com apenas 8% de aprovação e um Congresso que gasta energia tentando derrubar Dilma “em vez de procurar uma maneira de remediar o orçamento”, diz o texto da revista.

Dentro da seção “Leaders” (“Líderes”), dedicada a editoriais, o artigo intitulado “All falls down” (“Tudo desaba”, em tradução livre) chama o orçamento apresentado pelo governo federal de “desastroso” e adverte que a economia do país, além de passar por sérios problemas, está perdendo a credibilidade fiscal.

O texto critica abertamente o Poder Executivo, que teria “enterrado a cabeça na areia” com relação à possibilidade de que os gastos públicos fiquem fora de controle. Com uma economia que é classificada como tendo, “de longe”, a maior taxa de juros reais, a revista atribui somente parte da culpa à presidente Dilma Rousseff.

Reservando parte das críticas ao Legislativo, a “The Economist” lembra que deputados estão alarmados com a possibilidade de serem implicados nos escândalos da Lava Jato. Além disso, repreende gastos propostos por parlamentares que visam apenas a agradar suas bases, na contra-mão das diretrizes propostas por Joaquim Levy.

Na segunda reportagem, na seção “Americas”, o orçamento apresentado nesta semana é caracterizado como uma “medida desesperada” em “tempos desesperados”, chamando atenção para os efeitos bombásticos que a ação teve sobre o mercado. A possível volta da CPMF também foi abordada, concluindo que vai ser difícil para o país evitar um aumento de impostos.

Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Manifestantes pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Foto: Thiago Bronzatto

Fonte: Blog do Noblat

Dilma fica. Lula está em perigo!

Talvez – quem sabe? – o inesperado faça uma surpresa. Mas se não fizer, Dilma governará até 31 de dezembro de 2018, cedendo o lugar ao seu sucessor. Está escrito nas estrelas. Não estava.

Mas foi escrito nos últimos 10 dias como resultado de um acordo informal assinado por representantes das forças políticas e econômicas que de fato importam no país.

Que tal? Haverá ironia maior do que essa?

Para se eleger pela primeira vez, governar apesar do escândalo do mensalão, se reeleger, eleger Dilma e reelege-la, Lula valeu-se do discurso de ser um perseguido pelas elites, coitadinho. E não somente ele, mas também o PT e Dilma.

Falso! Lula pode posar de pai dos pobres, mas não pode negar que foi uma mãe para as elites. Essas mesmas elites que, hoje, preferem Dilma ao desconhecido.

Foi como palestrante exclusivo e lobista ativo das maiores empreiteiras brasileiras que Lula ficou rico de 2011 para cá. Enriquecer não desmerece ninguém.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

A Operação Lava Jato investiga as relações de Lula com as empresas que mais lucraram superfaturando contratos com a Petrobras e pagando propinas a agentes políticos.

Pois bem: a empresa de palestras de Lula arrecadou em quatro anos R$ 27 milhões, sendo R$ 10 milhões de empreiteiras envolvidas com a roubalheira que causou à Petrobras o maior prejuízo de sua história.

A empreiteira que mais se beneficiou dos dois governos de Lula foi a Odebrecht. Foi também a que mais pagou pelos serviços de Lula como palestrante e lobista – R$ 2,8 milhões.

Só por uma palestra em maio de 2013, o estaleiro Quip pagou a Lula R$ 378.209,00. Ou a bagatela de R$ 13 mil por cada um dos 29 minutos de duração da palestra.

Nascido de uma associação entre as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa, o estaleiro foi criado ainda no período de Lula no poder para construir plataformas de petróleo destinadas à Petrobras.

Lula apadrinhou o projeto do estaleiro. Que logo que pode lhe retribuiu, digamos assim, o favor. Para dizer o mínimo. Ou então lavou dinheiro à custa dele.

Há pouco mais de dois meses, desconfiado de que seria preso outra vez, o ex-ministro José Dirceu confidenciou a amigos: “Estamos no mesmo saco, eu, Lula e Dilma”.

Dois dias depois da nova prisão de Dirceu, Lula reuniu-se com deputados do PT paulista e avaliou: nem uma possível melhora da economia será suficiente para salvar o partido. E ele também.

Dirceu acertou na mosca.

Lula e o PT sobreviveram ao mensalão com a desculpa não confessada de que roubaram para financiar a chegada deles ao poder. Somente assim poderiam fazer o bem aos pobres.

O petrolão contém fortes indícios de enriquecimento pessoal dos envolvidos. Se isso restar provado, qual narrativa inventar para enganar os bobos de sempre?

Só apelando para que o inesperado faça uma surpresa.

De resto, os bobos de sempre estão aprendendo a serem menos bobos desde que saíram às ruas em junho de 2013.

Da primeira vez pediram da redução do preço das passagens a um governo melhor. Dilma fingiu que não era com ela. Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção.

O número de manifestantes diminuiu. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles, pois.

Déficit de creches é de 3 milhões de vagas, Dilma não cumpriu promessa

Gestão deficiente: Muitos pais deixam de trabalhar simplesmente porque não têm com quem deixar os filhos.

Fantástico percorreu o país e encontrou obras paradas ou abandonadas, e uma coleção de desculpas.

Fonte: Fantástico 

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Um estudo com dados nacionais feito pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul revela que faltam mais de três milhões de vagas em creches e pré-escolas públicas. Reprodução Rede Globo

 

Faltam mais de três milhões de vagas em creches e pré-escolas públicas

Levantamento foi feito pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. Em algumas regiões, espera por vaga pode levar mais de um ano.

Um problema tem deixado muitas famílias angustiadas. Um estudo com dados nacionais feito pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul revela que faltam mais de três milhões de vagas em creches e pré-escolas públicas, para alunos até cinco anos de idade. Muitos pais deixam de trabalhar simplesmente porque não têm com quem deixar os filhos. O Fantástico percorreu o país e encontrou obras paradas ou abandonadas, e uma coleção de desculpas.

Veja no final do texto os Rankings Nacionais de Atendimento em Creches e em Pré-Escolas.

“Eu acho falta de respeito com as mães”, diz uma mãe.

“Eu dependo de ajuda, porque não tenho com quem deixar, conta outra.

“Pagar creche particular, é fora de cogitação”, explica outra mulher.

“Ela dizia ‘Ah, mãe, eu vou entrar na minha creche. Um dia, a minha creche vai ficar pronta’, conta esta outra.

O que essas mães estão pedindo é algo simples: o cumprimento da lei. Está no Estatuto da Criança e Adolescente: é dever do estado garantir atendimento em creche e pré-escola a todas as crianças até os cinco anos de idade, mas essa lei não é cumprida para 3,4 milhões de meninas e meninos espalhados pelo Brasil. Esse é o número de vagas que as prefeituras precisam criar para incluir as crianças na creche e pré-escola. Só nas creches, faltam 2,7 milhões de vagas.

Da janela de casa, Gisele vê um sonho distante: a creche que deveria ter ficado pronta em abril do ano passado, mas que até agora ficou só na obra. “Bastante pressa para que acaba logo, para ver se eu consigo colocar ela, sabe, porque é tão pertinho, né”, diz a dona de casa Gisele de Andrade Mineiro.

E, para não ficar só esperando, a mãe acaba virando professora. “Estou ensinando o alfabeto, já estou ensinando as letras, o A, o B, o C”, conta Gisele.

Junto com Gisele estão diversas mães de Porto Alegre. A capital gaúcha precisa criar 15.965 vagas em creches e pré-escolas. É a oitava colocada no ranking nacional de capitais em atendimento na educação infantil.

As prefeituras do Brasil precisam correr contra o tempo: têm até o ano que vem para garantir a vaga de todas as crianças entre quatro e cinco anos e, até 2024, têm que matricular metade das crianças de até três anos nas creches. “Os estudos mostram que o crescimento, o desenvolvimento de habilidades nessa fase da vida ou ocorre nesse momento ou ele não será superado”, diz o presidente do TCE-RS, Cezar Miola.

Essas metas que as prefeituras precisam cumprir foram definidas pelo Plano Nacional de Educação, uma lei aprovada no ano passado. Para ajudar os municípios, o Ministério da Educação criou o programa Proinfância. Deveria funcionar assim: as prefeituras contratam uma empresa para fazer a obra e o governo federal dá a maior parte do dinheiro. O projeto deveria levar no máximo um ano para ficar pronto. Deveria ser simples e rápido, mas não é.

Em Porto Alegre, das 43 creches que a prefeitura financiou pelo Proinfância, só quatro foram entregues. Tem obra abandonada, obra que começou, parou e começou de novo, e muita mãe sem encontrar vaga.

“A gente estava até se revezando. Ela procurava um pouco numa parte, eu procurava na outra, e a gente ia se falando, mas, por enquanto, nada ainda”, diz a faxineira Maria dos Santos

“Eu tenho que dar um jeito de arranjar creche para ela, não tem como ficar sem trabalhar”, aponta a recepcionista Kitele Corso.

Quem também está sem trabalhar é a Fabiana. Quando planejou a gravidez, ela não imaginava a surpresa: nasceram duas, as gêmeas Gabriela e Mariana. A mamãe então saiu em busca de vagas em creches do bairro onde mora, em São Paulo, mas ouviu a mesma resposta.

“Me disseram só para aguardar, hoje a demanda está muito grande. Então, ia demorar um pouco”, diz a técnica de enfermagem Fabiana Barbosa de Lima.

Antes de as gêmeas nascerem, Fabiana trabalhava como técnica de enfermagem. Sem ter com quem deixar as meninas, ela teve que desistir do emprego.  E, pagar as contas só com o salário do marido, fica difícil.

Fantástico: Quanto você gastaria para manter as duas em uma creche particular em tempo integral?
Fabiana: Tempo integral, gastaria mais de R$ 1 mil. Não teria como comer se eu fosse pagar creche para elas.

Em algumas regiões de São Paulo, a espera por uma vaga pode levar até um ano e três meses. Enquanto isso, creches prometidas pela prefeitura não saem do papel. Um exemplo é em um terreno em Brasilândia, Zona Norte da cidade. Era para ter uma creche, mas está tudo abandonado e só tem mato crescendo. A prefeitura chegou a instalar uma placa informando o prazo final de uma obra que ainda nem começou.

“A minha solução seria essa creche. Já era para estar aqui, né? Só um terreno vazio. É duro você olhar essa placa. Daria para trazer as meninas de carrinho”, diz Fabiana.

Em nota, a prefeitura alega que a creche em Brasilândia atrasou porque o terreno foi invadido por uma família. O processo para desocupação está na Justiça. Enquanto isso, nada de obra. No ranking de atendimento até os três anos, São Paulo está em terceiro lugar entre as capitais. Está próximo da meta de 50%, mas ainda precisa criar 120 mil vagas nas creches.

Ao redor do país, o que se vê são obras inacabadas ou atrasadas há anos. Umas ruínas em Manaus deveriam ser uma creche. A obra começou em 2012 e deveria ser entregue em 2013.

Até agora, nada, e mais criança esperando. “Tenho netos, tenho sobrinhos que nem conseguiram vaga”, diz dona Joice. A capital do Amazonas está em penúltimo lugar no ranking de creches. Atende apenas 7% das crianças até três anos.

E tem muita obra do Proinfância que nem saiu do chão, os terrenos estão vazios. Em Caxias do Sul, a prefeitura deveria ter construído oito creches. Chegou a gastar R$ 1,1 milhão preparando um terreno para a construtora fazer a obra, mas a empreiteira alegou que não tinha como cumprir os contratos. “Infelizmente, Caxias não vai conseguir entregar estas oito escolas no final desse ano”, aponta a secretária Municipal de Educação de Caxias do Sul, Marléa Ramos Alves.

A construtora MVC, responsável pelos projetos de Caxias, assumiu 350 obras do Proinfânciaem nove estados do Brasil. Até agora, só entregou 14. Em nota, a empresa alega que enfrentou atrasos na entrega dos terrenos e nos pagamentos das prefeituras, e culpa até a alta do dólar pelas dificuldades. Mas, mesmo assim, garante que vai terminar todas as 350 obras até 2016.

“A nossa contrariedade, dos secretários municipais, é que está se brincando com a sociedade, e não foi o município”, diz Marléa.

No meio de tanta confusão, a Justiça virou a alternativa para pais e mães que não têm mais como esperar. É na porta da Defensoria Pública que eles vão bater. Essas mães procuram a Defensoria, agendam e esperam três meses até conseguir encaminhar a documentação. A procura é tão grande que todos os horários de agendamento estão ocupados até dezembro. Hoje, quem chegar em busca de atendimento, vai ter que esperar até o ano que vem.

No ano passado, mais de 800 mães de Caxias do Sul só conseguiram colocar os filhos na creche com ordem judicial.

“Colocou o pé na Defensoria pedindo a vaga até botar o pé na escola pode demorar cinco a seis meses, diz o defensor público de Caxias do Sul Sergio Nodari Monteiro.

Foi exatamente isso que a Cláudia enfrentou para garantir o direito da filhinha Maria Augusta.

“Foram dois anos de espera. Fiz a primeira tentativa, não deu certo. No outro ano seguinte, não fui sorteada novamente. Daí, fiquei sabendo sobre a defensoria, procurei eles. E aguardei mais três para receber o resultado final. A escola é boa. Valeu a pena esperar. Só que a espera é longa, né”, destaca a cabeleireira Cláudia Lisiane da Silva.

“Eu fiquei sabendo que ia inaugurar em 2013, engravidei em 2014. Bebê já nasceu, tem três meses e está aí do mesmo jeito. A obra não andou. A obra está parada, reclama a empresária Rosana Miranda Rodrigues, de Aparecida de Goiânia.

Entre 2012 e 2014, a cidade de Aparecida de Goiânia, que fica na região metropolitana da capital Goiânia, recebeu cerca de R$ 22 milhões do governo federal para construir 36 creches. No ano passado, fiscais da Controladoria Geral da União (CGU) estiveram na cidade e descobriram que várias não foram entregues.

“Mas não é atraso significativo”, pondera o secretário Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia, Domingos Pereira.

A CGU apontou falhas nas obras, como orçamentos superfaturados. “Desperdício de dinheiro aqui. Tudo aí acabando. Isso aqui custou o nosso dinheiro”, afirma uma moradora.

E, das 36 creches, os fiscais disseram que apenas três estavam prontas. A prefeitura reclama e diz que o número está “desatualizado”. “Primeiro que não são três, são quatro”, diz Domingos Pereira.

Ao redor do país, as prefeituras tentam se justificar. Culpam a burocracia. “Todo o processo do serviço público, ele tem uma burocracia muito grande”, afirma Domingos Pereira.

Culpam o governo anterior… “O governo anterior ao nosso prometeu cem creches e conseguiu fazer uma, diz a secretária Municipal de Educação de Manaus, Katia Schweickardt.

Culpam as construtoras… “Às vezes, a empresa privada, neste caso, acabou prejudicando uma política pública, diz a secretária Municipal de Educação de Caxias do Sul, Marléa Ramos Alves.

E culpam o governo federal… “São 2,5 mil municípios no país, R$ 9 bilhões de atraso. Então, por isso que nós queremos que esses recursos sejam liberados, e a gente poder atingir essas metas”, diz o presidente da Famurs, Luiz Carlos Folador.

Em nota, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela liberação das verbas do Proinfância para os municípios, “esclarece que não há atrasos no repasse de recursos” e se “identificadas desconformidades com o projeto aprovado, são geradas restrições que, até serem sanadas a obra fica impedida de receber novos repasses”.

E, quando finalmente a obra termina, nem sempre foi feita de forma correta. “O que me admira mais é o fato da fiscalização, né? De alguém não ter fiscalizado isso antes de entregar a obra pronta”, destaca o presidente do Conselho de Pais e Mestres, Alexandre Mathias Bard.

Em Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, uma creche levou três anos para ficar pronta, uma obra que passou por três empresas. A primeira demorou tanto que a prefeitura rompeu o contrato. A segunda teve que consertar o que a primeira fez errado, mas também deixou uma série de problemas. A terceira deveria ter resolvido tudo, mas, além das infiltrações, as crianças e os professores são obrigados a conviver com um cheiro forte de esgoto que toma conta de toda esta parte de trás do prédio, e fica ainda pior no verão. Isso porque a obra foi entregue sem um sistema de filtros e de fossa que estava previsto no projeto original. Resultado? A obra vai ficar R$ 230 mil mais cara.

Mas tem lugar no país onde as metas são cumpridas. Em Vitória, a capital do Espírito Santo, 81% das crianças de até três anos estão na creche e todas as de quatro e cinco já estão na pré-escola. Ter a vaga perto de casa é uma tranquilidade para Rosângela Bellon. “Ele veio para cá com um ano de idade, no maternal”, conta a autônoma.

Ela faz o que muitas mães gostariam de fazer: deixa o filho na creche e vai trabalhar.

“É preciso oferecer, é preciso disponibilizar a vaga. Há ainda muita dificuldade de inclusão, há muita falta de conscientização das famílias em relação aos seus direitos. As famílias precisam ter a segurança, a tranquilidade que, se procurarem, vão encontrar esse serviço. Por isso, o desafio ainda é grande”, diz o presidente do TCE.

RANKING NACIONAL DE ATENDIMENTO EM CRECHES (CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS)

Fonte: TCE Rio Grande do Sul, com base em dados do IBGE 2012 e matrículas do Senso 2014

1 – VITÓRIA, ES – 81%
2 – FLORIANÓPOLIS, SC – 53,3%
3 – SÃO PAULO, SP – 48,9%
4 – CURITIBA, PR – 43,4%
5 – RIO DE JANEIRO, RJ – 38,7%
6 – PORTO ALEGRE, RS – 38,5%
7 – CAMPO GRANDE, MS – 36,6%
8 – BELO HORIZONTE , MG – 35,9%
9 – PALMAS, TO – 31,4%
10 – CUIABÁ, MT – 29,2%
11 – SÃO LUÍS, MA – 29,1%
12 – FORTALEZA, CE – 26,4%
13 – TERESINA, PI – 26,00%
14 – RECIFE, PE – 22,6%
15 – GOIÂNIA, GO – 21,9%
16 – NATAL, RN – 20,8%
17 – JOÃO PESSOA, PB – 18,5%
18 – BRASÍLIA, DF – 17,5%
19 – BOA VISTA, RR – 15,6%
20 – PORTO VELHO, RO – 15,0%
21 – RIO BRANCO, AC – 11,3%
22 – SALVADOR, BA – 11,0%
23 – MACÉIO, AL – 10,1%
23 – ARACAJU, SE – 9,1%
25 – BELÉM, PA – 8%
26 – MANAUS, AM – 7,2%
27 – MACAPÁ, AP – 4,9%

RANKING NACIONAL DE ATENDIMENTO EM PRÉ-ESCOLA (CRIANÇAS DE 4 A 5 ANOS)

Fonte: TCE Rio Grande do Sul, com base em dados do IBGE 2012 e matrículas do Senso 2014

1 – VITÓRIA, ES – 126,1%
2 – FLORIANÓPOLIS, SC – 116,6%
3 – TERESINA, PI – 102,7%
4 – SÃO LUÍS, MA – 101,1%
5 – CUIABÁ, MT – 100,6%
6 – SÃO PAULO, SP – 100,1%
7 – RIO DE JANEIRO, RJ – 95,2%
8 – FORTALEZA, CE – 88,8%
9 – BOA VISTA, RR – 86,3%
9 – NATAL, RN – 86,3%
11 – PALMAS, TO – 85,6%
12 – RECIFE, PE – 85,2%
13 – BELO HORIZONTE , MG – 84,9%
14 – RIO BRANCO, AC – 84,2%
15 – MANAUS, AM – 83,0%
16 – PORTO VELHO, RO – 82,9%
17 – CAMPO GRANDE, MS – 77,8%
18 – PORTO ALEGRE, RS – 77,6%
19 – BRASÍLIA, DF – 77,4%
20 – ARACAJU, SE – 75,7%
21 – GOIÂNIA, GO – 75,5%
22 – BELÉM, PA – 66,9%
23 – MACAPÁ, AP – 65,6%
24 – CURITIBA, PR – 65,4%
25 – SALVADOR, BA – 60,7,0%
25 – JOÃO PESSOA, PB – 60,7%
26 – MACÉIO, AL – 54,2%

Desemprego em junho bate recorde nos últimos 5 anos e fica em 6,9%

Em junho de 2014, a taxa havia sido de 4,8%. O resultado é o pior para o mês desde 2010, quando ficou em 7%.

Forte alta da taxa de desemprego em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, está relacionada ao aumento da chamada população desocupada

Fonte: O Globo

Desemprego fica em 6,9% em junho, recorde nos últimos 5 anos

Em busca de oportunidades, candidatas preenchem formulário. Divulgação

Desemprego fica em 6,9% em junho, maior taxa para o mês desde 2010

Taxa de desocupação é a maior do ano. Rendimento real ficou em R$ 2.149. Dado foi divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE

A taxa de desemprego ficou em 6,9% em junho, informou o IBGE nesta quinta-feira. O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que engloba seis regiões metropolitanas do país (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre). Em junho de 2014, a taxa havia sido de 4,8%. O resultado é o pior para o mês desde 2010, quando ficou em 7%.

Em maio, o desemprego havia ficado em 6,7%. A variação de um mês para o outro, de alta de apenas 0,2 ponto percentual, é considerada estabilidade estatística pelo IBGE.

A forte alta da taxa de desemprego em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, está relacionada ao aumento da chamada população desocupada — ou seja, aqueles que estão em busca de trabalho, porém não encontram. No mês passado, esse grupo somava 1,7 milhão de pessoas nas seis regiões acompanhadas pela pesquisa, o que representa uma alta de 44,9% (522 mil pessoas) em relação a junho de 2014.

Já a população ocupada encolheu, no mesmo período, 1,3% (equivalente a 298 mil pessoas), passando a somar 22,8 milhões de trabalhadores.Na comparação com maio, tanto a população ocupada como a desocupada ficaram estáveis, segundo o IBGE. O instituto informou ainda que a população não economicamente ativa — pessoas que não estão à procura de emprego e, dessa forma, não pressionam o mercado de trabalho — ficou em 19,3 milhões, estável tanto em relação a maio como a junho de 2014.

Já o rendimento real (já descontando a inflação) ficou em R$ 2.149 em junho. O valor é 0,8% maior em relação ao registrado em maio, porém 2,9% menor que o de junho de 2014.

Depois de ter fechado 2014 em 4,3% — menor patamar da série histórica —, a taxa de desocupação medida pela PME tem subido constantemente neste ano. O aumento reflete a piora no mercado de trabalho, impactado pelo ambiente recessivo na economia.

Na semana passada, o Ministério do Trabalho informou que o país fechou 111.199 postos de trabalho em junho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foi o pior saldo líquido (admissões menos demissões) para o mês desde 1992. Diferentemente da PME, que considera emprego informal em seus cálculos, o Caged registra apenas as vagas com carteira assinada.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, levantamento mais abrangente do IBGE, que contém informações de todas os estados brasileiros e do Distrito Federal, também têm mostrado deterioração no mercado de trabalho. Segundo os números mais recentes, de maio, a taxa de desemprego nacional chegou a 8,1%, a maior desde 2012.

Cartão vermelho: Brasileiro reprova Dilma e o PT

Sete em cada dez brasileiros desaprovam o governo Dilma e quase 8 em cada dez desaprovam a performance de Dilma como governante.

Para 45% dos entrevistados, a presidente pode perder seu cargo por três motivos: irregularidades nas prestações de contas do Governo, corrupção na Petrobras e irregularidades nas contas da campanha presidencial.

Fonte: Blog do Noblat

No limbo: Brasileiro deu cartão vermelho para o governo Dilma e o PT

Brasileiro quer ver Dilma e o PT fora do governo. Divulgação

O brasileiro quer ver Dilma e seu governo pelas costas

Ricardo Noblat

Os dados mais estarrecedores da nova pesquisa Confederação Nacional do Transporte/ Instituto MDA divulgada ontem:

• Sete em cada dez brasileiros desaprovam o governo Dilma e quase 8 em cada dez desaprovam a performance de Dilma como governante;

• Quase 7 em cada 10 brasileiros que acompanham o noticiário sobre a Operação Lava Jato consideram Dilma culpada pela corrupção. E Lula também;

• Seis em cada 10 brasileiros acham que o ajuste fiscal não fará bem à economia;

• Pouco mais de 8 em cada 10 brasileiros pensam que Dilma não está sabendo lidar com a crise econômica;

• Para 7 brasileiros em cada 10, o custo de vida vai aumentar ou vai aumentar muito;

• Para quase 6 brasileiros em cada 10, a situação do emprego vai piorar nos próximos seis meses,

• Meta dos brasileiros está com medo de ficar desempregada;

• Pouco mais de 6 em cada 10 querem o impeachment de Dilma;

• Se as eleições em segundo turno fossem hoje, Lula perderia para qualquer um dos atuais aspirantes à candidato pelo PSDBAécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra;

Chega ou querem mais?

Especificamente sobre a Lava Jato:

• 40% dos entrevistados apontam o governo como culpado pelo que aconteceu na Petrobras contra apenas 3,5% que culpam as construtoras;

• 90% não veem exagero nas prisões;

• 67% não acreditam que os culpados serão punidos;

• 87% entendem que as denúncias sobre a roubalheira na Petrobras prejudicam a economia;

• A corrupção é um dos principais problemas do país, segundo 53% dos entrevistados. Para 37% deles, é o principal problema;

• Para 45% dos entrevistados, a presidente pode perder seu cargo por três motivos: irregularidades nas prestações de contas do Governo, corrupção na Petrobras e irregularidades nas contas da campanha presidencial;

Sobre outros assuntos:

• Quase 8 em cada 10 brasileiros são contra as doações de dinheiro feitas por empresas para campanhas políticas;

• Quase sete em cada 10 são a favor do fim da reeleição para cargos majoritários (presidente, governador e vereador);

• Sete em cada 10 não confiam nunca nos partidos políticos; quase 6 em cada 10 não confiam nunca no governo; cinco em cada 10 não confiam nunca no Congresso;

•  em cada 10 nunca confiam na imprensa;

Dilma é o presidente brasileiro mais impopular da História. É a presidente mais impopular do mundo levando em conta apenas os países com tradição em pesquisas de opinião pública.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 estados nas cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

Abaixo do ‘volume morto’: governo Dilma tem a maior avaliação negativa

Governo da presidente Dilma Rousseff alcançou a maior avaliação negativa medida pela pesquisa da CNT, iniciada em 1998.

Desaprovação atingiu 79,9% e a aprovação está em 15,3%. A avaliação negativa também é a mais alta desde 2001.

Fonte: Estadão

Avaliação do governo Dilma está abaixo do ‘volume morto’

De acordo com o levantamento, 18,5% disseram que o governo Dilma é “ruim” e 52,4% afirmaram que ele é “péssimo”. Divulgação

Avaliação do governo Dilma é positiva para 7,7% dos brasileiros, diz CNT/MDA

Aprovação da presidente caiu 3,1 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, feita em março; desaprovação chegou a 70,9% e atingiu o maior índice desde 1998

Levantamento produzido pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) em conjunto com a MDA Pesquisa mostrou que a avaliação negativa do governo Dilma Rousseff está em 70,9%, ante 64,8% da pesquisa anterior.

O governo da petista é avaliado positivamente por 7,7% dos entrevistados, ante 10,8% da pesquisa anterior, realizada em março deste ano. O governo da presidente Dilma Rousseff alcançou a maior avaliação negativa medida pela pesquisa da CNT, iniciada em 1998.

De acordo com o levantamento, 18,5% disseram que o governo Dilma é “ruim” e 52,4% afirmaram que ele é “péssimo”. Já 20,5% consideraram que o governo é regular, 6,2% disseram que o governo é bom e 1,5% classificaram o governo como ótimo. A porcentagem dos entrevistados que não souberam ou não responderam é de 0,9%.

Com relação ao desempenho pessoal de Dilma Rousseff, houve crescimento na rejeição à atuação da presidente. A desaprovação atingiu 79,9% e a aprovação está em 15,3%. A avaliação negativa também é a mais alta desde 2001.

Em março, o desempenho pessoal da petista era aprovado por 18,9% dos consultados e desaprovado por 77,7%.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas entre os dias 12 e 16 de julho de 2015. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Mentiras de Dilma: governo não tem dinheiro para expansão de pré-escola e creches

Promessa eleitoral petista, construção de unidades e de quadras teve o orçamento reduzido em R$ 3,4 bilhões.

Medida ameaça lei de matrícula de crianças em 2016; ajuste afeta também universidades federais e Pronatec.

Fonte: Folha de S.Paulo

Dilma mentiu: governo não tem dinheiro para expansão de creches e pré-escola

R$ 3,4 bilhões (37%) foram cortados para construção de unidades de educação infantil, além de quadras esportivas. Reprodução.

Dilma corta verba para creche e pré-escola

A expansão da oferta de vagas em creches e pré-escolas no país, uma das promessas do governo Dilma Rousseff (PT), será afetada pela redução do orçamento do Ministério da Educação.

Do total de R$ 9,2 bilhões cortados na pasta, R$ 3,4 bilhões (37%) eram destinados à construção de unidades de educação infantil, além de quadras esportivas.

Para gestores, a medida vai comprometer a obrigatoriedade de matrícula, a partir de 2016, de todas as crianças de 4 e 5 anos, prevista na legislação desde 2009. Segundo dados de 2013 (os mais recentes disponíveis), a taxa de atendimento dessa faixa etária é de 87,9%.

“Como podemos ser uma pátria educadora sem financiamento?”, questiona, em referência ao slogan do governo federal, Edelson Penaforth, secretário municipal de educação de Tonantins (AM) e presidente da Undime (entidade que reúne secretários municipais de educação) na região Norte.

Com população de 18 mil habitantes, a cidade solicitou recursos para a construção de duas creches, mas as obras ainda não começaram.

“O não repasse de recursos certamente vai atrasar o atendimento das metas [de inclusão de crianças]”, diz Eduardo Deschamps, presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação).

UNIVERSIDADES

A conclusão de obras no ensino superior também terá o cronograma adiado. Segundo dados obtidos pela Folha, o corte em universidades e institutos federais será de R$ 1,9 bilhão, de um total da ordem de R$ 3,2 bilhões para investimentos.

Obras com mais de 70% de conclusão terão prioridade para receber a verba.

Com isso, na UFABC (Universidade Federal do ABC), por exemplo, a expansão do campus de São Bernardo foi adiada para 2016.

As universidades federais também foram afetadas pela redução do orçamento da Capes, agência federal de fomento à pesquisa. O corte de verba diminuiu os recursos para atividades e bolsas de pós-graduação.

Na UnB (Universidade de Brasília), o repasse caiu de R$ 4 milhões para R$ 1 milhão, segundo o decano de planejamento e orçamento da universidade, César Tibúrcio.

“Por conta disto, muitas bancas de mestrado e doutorado estão ocorrendo via Skype ou similar”, disse ele.

Uma das principais bandeiras da campanha à reeleição de Dilma no ano passado, o Pronatec (programa de ensino técnico e profissional) também foi afetado pelo ajuste fiscal do governo.

A redução de 3 milhões para 1 milhão de vagas no programa representou economia de cerca de R$ 400 milhões.

Os cortes também atingiram as emendas ao Orçamento destinadas à educação por deputados e senadores, e a Avaliação Nacional da Alfabetização, que seria realizada pelo Inep (instituto ligado ao MEC), foi suspensa, conforme publicado no jornal “O Estado de S. Paulo”.

Gestão deficiente: as metas nunca cumpridas do Governo Dilma

Gestão deficiente: histórico de frustrações vai do crescimento do PIB até a produção de petróleo, chegando aos objetivos fiscais.

Um governo à beira do precipício

Fonte: ITV 

Gestão deficiente: Governo Dilma jamais entrega o que promete

Gestão deficiente: Governo Dilma não inspira credibilidade e não exibe capacidade de execução. Divulgação

Metas nunca cumpridas

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Idas e vindas ilustram a incapacidade do atual governo de planejar, traçar objetivos e alcançá-los. Em nenhuma área de atuação pública, Dilma entrega o que promete

Há um traço que acompanha o governo Dilma desde seu primeiro dia: jamais entrega o que promete. O histórico de frustrações vai do crescimento do PIB até a produção de petróleo, chegando aos objetivos fiscais, agora novamente em vias de serem revistos. Como acreditar em qualquer compromisso que este governo diz assumir?

A austeridade fiscal deveria marcar o segundo mandato da presidente, ou pelo menos o seu início. Mas a miragem não durou seis meses. Desde maio, começaram as discussões sobre a possível mudança – para menor – das metas de superávit fiscal deste e dos próximos anos. Tudo indica que, dentro de mais alguns dias ou semanas, elas irão ser reduzidas.

Desde o início, a meta fixada para este ano (1,2% do PIB) era considerada irrealizável por analistas. A realidade comprovou: o saldo fiscal conquistado no primeiro semestre deve ter ficado próximo de zero, para uma meta de R$ 66 bilhões no ano.

A recessão mais profunda na qual o país mergulhou tornou-a ainda mais difícil de ser alcançada. A economia já derreteu 2,7% até maio, de acordo com o Banco Central, e as receitas com tributos caem quase 3% no ano.

Uma das alternativas em discussão é a adoção de uma banda para o resultado fiscal. O superávit poderia oscilar em torno de um ponto definido, para mais ou para menos, como acontece com a inflação.

Assim como acontece com a inflação, a tendência de um governo leniente como é o caso da gestão da presidente Dilma sempre será aninhar-se nos patamares mais cômodos – mais altos no caso dos preços, mais baixos no caso fiscal.

Ruma, portanto, para produzir resultados incapazes de trazer qualquer expectativa de mudança à balbúrdia fiscal que se tornou norma na administração petista. Neste cenário, aumentam as chances de o Brasil ver-se rebaixado à condição de mau pagador, vendo encarecer seu crédito internacional.

Estas idas e vindas ilustram, de fato, a incapacidade do atual governo de planejar, traçar objetivos e alcançá-los. Tome-se quaisquer áreas de atuação pública e verifique-se se Dilma entregou o que prometeu. Nada, rigorosamente nada, foi cumprido conforme os compromissos: da inflação ao emprego, do crescimento ao ajuste fiscal.

A Petrobras, por exemplo, jamais produziu petróleo nos níveis traçados em seus planos de negócio. O PAC há muito deixou de entregar a miríade de promessas que alardeava. O PIB brasileiro, que deveria avançar até 5% segundo as projeções traçadas pela presidente e sua equipe em 2011, tem hoje um dos piores desempenhos do mundo.

Para complicar, a provável mudança na meta fiscal expõe a divisão interna entre facções do governo petista, numa hora em que o que se esperava era um mínimo de consenso. É o retrato de um governo que não inspira credibilidade e não exibe capacidade de execução. Um governo à beira do precipício.

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