Arquivos do Blog

Custos da violência no Brasil é de 5,4% do PIB

É a primeira vez que o anuário elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública inclui dados sobre os custos da violência.

Dados serão apresentados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Fonte: O Globo

Violência no Brasil custa 5,4% do PIB

Residentes de Niterói (RJ) em manifestação de rua contra o aumento da violência local. Foto: Agência O Globo / Gustavo Stephan.

Estudo mostra que custo da violência no Brasil já chega a 5,4% do PIB

Dados do Anuário de Segurança Pública mostram que gastos com as consequências da criminalidade chegaram a R$ 258 bilhões

No final de 2011, Wagner Dornelles Pereira, então com 29 anos, recebeu uma proposta para mudar de emprego. Mesmo ainda cursando a faculdade de Administração de Empresas, teria a oportunidade de trabalhar em uma função de destaque na área de logística de uma rede de locadora de veículos. Antes de começar no novo emprego, em Porto Alegre, resolveu descansar uns dias na Guarda do Embaú, no litoral catarinense. Na noite de 29 de dezembro daquele ano, porém, ao deixar um bar do balneário, foi surpreendido por um tiroteio. Uma bala perdida o atingiu na cabeça. O rapaz sobreviveu, mas perdeu os movimentos do corpo e a fala.

A tragédia levou o pai de Wagner a parar de trabalhar para cuidar do filho, e hoje a família se mantém com a ajuda de rifas e doações. O caso ilustra como a epidemia de violência no país produz também impactos financeiros. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será lançado na próxima terça-feira, mostrará que o problema custa para o Brasil o equivalente a 5,4% do Produto Interno Produto (PIB). No ano de 2013, o montante atingiu R$ 258 bilhões. A maior parte deste valor, R$ 114 bilhões, é resultado justamente da perda de capital humano.

— As pessoas vítimas da violência, em geral, morrem de forma prematura, e deixam de produzir e de consumir. É claro que a vida não tem preço, mas, do ponto de vista econômico, há uma perda. É uma tragédia humana e econômica – afirma o economista Daniel Cerqueira, diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas (Ipea) e responsável pelo cálculo.

É a primeira vez que o anuário elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública inclui dados sobre os custos da violência. A comparação com outros países é complicada, segundo Cerqueira, porque há diferença no método de cálculo.

— Mas o Brasil é certamente um dos países em que a violência tem um dos maiores custos, porque é um dos mais violentos do mundo, principalmente se for levado em consideração o número de homicídios — diz o economista.

Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o custo da violência é um entrave para o desenvolvimento do país e acaba tirando dinheiro de outras áreas.

— Desta forma, o Brasil dificilmente vai atingir níveis civilizados de desenvolvimento. O custo da violência no Brasil seria pesado para qualquer país, e tira dinheiro que deveria ser investido em áreas mais centrais, como saúde e educação.

PREJUÍZO PARA AS FAMÍLIAS

Lima ressalta que os parentes das vítimas, além da lidar com a perda, são gravemente prejudicados financeiramente.

— A famílias acabam sendo punidas porque sofrem com a queda das condições de vida — afirma o sociólogo.

No caso de Wagner Dornelles, as dificuldades persistem três anos depois da tragédia. Impedido de trabalhar, o rapaz recebe um seguro de R$ 1.800, segundo sua mãe, Fátima. Quando foi atingido pela bala perdida, ele tinha um salário de cerca de R$ 4 mil, em valores da época. O pai deixou a microempresa de cortinas que possuía porque a mãe não consegue movimentar o filho dentro de casa.

— Ele é um rapaz grande e forte. Somos uma família destruída, e o pior é que os responsáveis por este crime estão soltos — desabafa a mãe.

Além dos R$ 114 bilhões gerados pela perda de capital humano, entram na conta dos custos da violência R$ 39 milhões de gastos com contratação de serviços de segurança privada, R$ 36 bilhões com seguros contra roubos e furtos e R$ 3 bilhões com o sistema público de saúde. A soma destas despesas, que chegou a R$ 192 bilhões em 2013, ou 3,97% do PIB, é classificada no estudo como “custo social da violência”. O valor pode ser ainda maior, porque os gastos com pessoas que ficam inválidas em razão da violência, por exemplo, não entraram no cálculo.

— Quem mora numa cidade onde há muitos roubos de carros tem o custo econômico de pagar um seguro — observa Daniel Cerqueira. — Este tipo de gasto faz parte do impacto provocado pela violência e pela criminalidade.

INVESTIMENTO MAL ADMINISTRADO

Completam os custos da violência no país os R$ 4,9 bilhões para manter as prisões e unidades de cumprimento de medidas socioeducativas e os investimentos governamentais de R$ 61,1 bilhões em segurança pública. Na avaliação dos responsáveis pela elaboração do anuário, o último número é uma prova de que o problema da área não é falta de recursos, e sim seu mau uso.

Em 2013, o investimento público em segurança cresceu 8,65% (patamar superior ao aumento da inflação e ao crescimento da economia) em relação ao ano anterior. O gasto dos governos federal, estaduais e municipais com o setor no ano passado representou 1,26% do PIB. Os Estados Unidos gastam 1% e a União Europeia, 1,3%. Mas, enquanto o Brasil teve 24,8 homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado, os Estados Unidos registram uma taxa de 4,7 e a União Europeia, de 1,1. O Chile, país da América Latina como o Brasil, destina um valor equivalente a 0,8% de seu PIB para a segurança pública e registra apenas 1,1 assassinato por grupo de 100 mil habitantes.

— O gasto público do nosso país é muito parecido com o dos países desenvolvidos. Isso mostra que o montante reservado pelos governos para segurança pública não é suficiente para dar conta de nossa mazela, mas está longe de ser pouco dinheiro. O problema está na forma ineficiente como o dinheiro é gasto — analisa Renato Sérgio de Lima.

Na visão do especialista, o caminho correto para obter resultados com a redução dos índices de criminalidade seria os estados investirem em ações coordenadas com órgãos como o Ministério Público e entre as próprias polícias Civil e Militar.

— A gente teria ganhos mais expressivos. São estas ações que acabam provocando mais impacto — afirma.

Já o economista Daniel Cerqueira acredita que o problema do investimento público em segurança pública no Brasil é a descontinuidade dos projetos.

— Isso ocorre por razões políticas. O novo governo, por achar que o anterior tem uma marca forte na área, descontinua programas, sem avaliar se estão dando certo ou não.

Para o diretor do Ipea, diante do custo social da violência, de R$ 192 bilhões, seria aceitável um investimento público que chegasse a R$ 150 bilhões:

— Se isso resolvesse o problema, geraria bem-estar. Mas gastar mais não garante em nada que se vá resolvê-lo. Nosso sistema de segurança pública de modo geral está falido. Acredito que é preciso gastar mais, mas não de qualquer forma. Não fazendo mais do mesmo.

Entre os estados, São Paulo foi o que mais investiu em segurança pública em 2013: R$ 9,27 bilhões. O valor é, inclusive, 12,11% superior aos gastos do governo federal com a área naquele ano, que foram de R$ 8,27 bilhões. Tanto o governo paulista como a União elevaram o investimento em relação ao ano anterior.

ACRE GASTA MAIS POR HABITANTE

Mas, se for considerada a população, o estado que mais investiu no setor foi o Acre, com R$ 486 por habitante. São Paulo gastou apenas R$ 212 per capita. Rondônia foi o segundo em despesa per capita, com R$ 476; e o Rio, o terceiro, com R$ 429. O Rio também foi um dos estados que mais aumentaram o gasto na área: 24,75%. O montante total investido passou de R$ 5,64 bilhões para R$ 7,03 bilhões, consolidando o estado em segundo no ranking dos que mais destinaram dinheiro para a segurança pública em valores absolutos.

O Amapá e Roraima aceleraram os investimentos ainda mais do que o Rio, porém ainda estão em um patamar inferior de gasto. Com crescimento de 35,01%, o Amapá atingiu R$ 52,2 milhões, mas o valor per capita é de R$ 70, o segundo pior do país. E Roraima teve um aumento de 25,27% no investimento, colocando R$ 183,1 milhões na área e atingindo R$ 373 por habitante.

Na contramão, seis estados colocaram menos dinheiro no setor em 2013, em comparação com o ano anterior. São eles Ceará, Bahia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Piauí – o que mais retirou recursos da segurança pública, com uma redução de 61,72%. O estado do Nordeste destinou R$ 94,5 milhões para a área no ano passado, tornando-se a menor unidade da federação em investimento per capita: apenas R$ 29,67.

Apesar de a segurança pública ser uma atribuição dos estados, de acordo com a Constituição, o anuário mostra que os municípios brasileiros investiram R$ 3,59 bilhões na área, valor inferior apenas a São Paulo, Rio e Minas. O gasto é 3,28% maior do que o do ano anterior.

Anúncios

Dilma foi rejeitada nos grandes centros urbanos

Para cientistas políticas, Dilma terá de reverter a rejeição nos grandes centros urbanos, governo deverá pensar em políticas públicas exclusivas para as Regiões Metropolitanas.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Dilma teve rejeição nos grandes centros urbanos

Eleitores das grandes cidades tendem a ser mais críticos, já que são mais atingidos por problemas que demoram anos para serem resolvidos — como trânsito caótico, falta de transporte público, falta de moradia e coleta de esgoto deficiente. Divulgação

Grandes centros são obstáculo para Dilma

Para analistas, eleitor de Regiões Metropolitanas são mais críticos e exigem políticas específicas

Enquanto teve grandes votações em cidades médias e pequenas, a presidente Dilma Rousseff (PT) viu o tucano Aécio Neves conseguir votações expressivas em quatro das dez maiores capitais do país. O candidato do PSDB venceu em São Paulo (63,8% dos votos), Distrito Federal (61,9%), Curitiba (72,1%) e Porto Alegre (53,9%). No Rio de Janeiro, o resultado foi apertado: Dilma venceu por 50,8% a 49,2%. Já em comunidades pequenas, beneficiadas por programas sociais do governo federal, o resultado foi distinto: a maior votação percentual de Dilma foi em Belágua, no Maranhão. Lá, 65% da população de 6.524 habitantes recebe o benefício do Bolsa Família. A presidente levou 94% dos votos.

Para reverter a rejeição nos grandes centros urbanos, o próximo governo do PT deve pensar em políticas públicas exclusivas para as Regiões Metropolitanas, diferentes daquelas aplicadas em municípios menores, segundo cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO.

O resultado favorável a Aécio em grandes centros urbanos pode ser explicado, em parte, porque os eleitores das grandes cidades tendem a ser mais críticos a quem está no poder, já que são mais atingidos por problemas que demoram anos para serem resolvidos — como trânsito caótico, falta de transporte público, falta de moradia e coleta de esgoto deficiente, segundo professor de ciências políticas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Valeriano Costa:

— A população dos grandes centros é mais crítica porque os problemas são maiores do que a capacidade de resolver. Em municípios menores, o governo federal tem condições de promover mais mudanças. A entrega de tratores ou caminhões para cidades pequenas pode ter um impacto muito grande nessas comunidades.

Costa avalia que o governo federal poderia se envolver mais no planejamento das questões, mesmo daquelas que são atribuição dos governos estaduais, de acordo com a Constituição, como a Segurança pública:

— A União prefere apoiar as iniciativas, em geral com dinheiro, do que encabeçá-las. Ao final do processo, se der certo, pode fazer propaganda. Se der errado, não tem tanto a perder. Isso aconteceu agora na crise da água em São Paulo. Durante a campanha, Dilma disse que ofereceu dinheiro a São Paulo, mas não tomou a frente do problema.

A solução de problemas de mobilidade urbana, habitação e saneamento básico nos grandes centros urbanos não depende apenas de financiamento do governo federal, na opinião do cientista político Fernando Abrucio, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Abrucio acredita que o Ministério das Cidades, no segundo mandato de Dilma, deve assumir a função de articular soluções com estados e municípios, mesmo que eles sejam comandados por partidos que não fazem parte da base aliada.

— O Ministério das Cidades tem que ganhar uma importância maior neste segundo mandato, ir além do Minha Casa Minha Vida e fazer uma pactuação com estados e municípios para melhorar a vida nas Regiões Metropolitanas. Há recursos para fazer obras, mas, muitas vezes, as cidades não têm acesso ao financiamento porque os projetos são ruins. Os técnicos do ministério poderiam ajudar a resolver os problemas dos projetos e até a planejá-los com cidades vizinhas.

O Minha Casa Minha Vida é um exemplo de programa que pode ser adaptado para se obter mais resultados, segundo o cientista político. Nas regiões metropolitanas, por exemplo, em vez de construir casas, o programa poderia permitir a reforma de prédios abandonados em regiões centrais.

Segundo o urbanista Orlando dos Santos Júnior, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante do Observatório das Metrópole, um problema que o governo federal deve enfrentar com seriedade é o do planejamento integrado de ações nos centros urbanos. Ele cita as Olimpíadas de 2016, que, na sua opinião, não levaram em conta o desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio:

— Os investimentos não envolveram as outras cidades e se concentraram no Rio. Não levaram em conta que a dinâmica do Rio está ligada às cidades vizinhas.

Aécio defende união por um futuro melhor em debate na Band

Aécio Neves: “Acredito muito que podemos ter um governo que una a eficiência com a decência”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Debate na Band: Aécio defende união por um futuro melhor

Aécio: “A grande verdade é que nos últimos quatro anos o Brasil parou de melhorar. Infelizmente, qualquer que seja o próximo presidente da República terá a inflação saindo do controle”. Foto: Filipe Redondo/ Band.

Leia também:

Aécio: brasileiro quer se libertar do governo do PT

Em debate na Band, Aécio Neves defende união do Brasil por um futuro melhor

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, participou, na noite dessa terça-feira (12/10), de debate promovido pela Rede Bandeirantes. Em perguntas e respostas à presidente e candidata do PT, Dilma Rousseff, Aécio mostrou que é o candidato mais preparado, apresentou propostas em áreas fundamentais na vida do cidadão, desmascarou acusações falsas da candidata petista e destacou ser o candidato da mudança, por mais que a presidente Dilma defenda mudanças profundas em seu governo.

Veja abaixo os trechos da participação de Aécio no debate da Band:

Continuidade ou mudança

Este debate inaugura a fase final de uma campanha onde os brasileiros terão a oportunidade de dizer de forma muito clara o que querem para o seu futuro: a continuidade do que aí está ou uma mudança profunda. O Brasil avançou muito ao longo das ultimas décadas. Teve a estabilidade da moeda, conquistada no governo do PSDB, com uma ferrenha oposição do PT. Mas, de lá para cá, no governo do próprio presidente Lula, avanços sociais importantes vieram a partir dessa estabilidade, da modernização da nossa economia, da privatização de setores que necessitavam ser privatizados, da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Emoção

Esses últimos dias foram dias de muita emoção para mim e para toda a minha família. Há nove dias, mais de 30 milhões de brasileiros confiaram na nossa proposta de mudança, acreditaram que temos condições sim de reconciliar o Brasil com o seu futuro. Eu sou imensamente grato a cada um a cada uma desses companheiros.

Marina e Renata

De lá pra cá, várias forças políticas extremamente importantes se somaram a nós. Agradeço a cada uma delas, na figura de dois companheiros aqui presentes, Beto Albuquerque, candidato a vice de Marina Silva, e Walter Feldman, porta-voz da Rede. Mas quero agradecer a esse apoio que venho recebendo em todo o Brasil através de duas mulheres, duas brasileiras que honram e orgulham o Brasil. A você, Renata Campos, quero agradecer a singeleza, a forma extremamente leve e corajosa com que manifestou apoio à nossa candidatura. E a você, Marina [Silva], tenha absoluta certeza de que saberei a cada dia dos próximos quatro anos, se vier a ser o Presidente da República, honrar cada um dos compromissos que juntos assumimos.

Governo honrado e eficiente

Eu me preparei para fazer um governo honrado, um governo eficiente, que avance na qualidade da saúde pública, que enfrente com coragem o drama da criminalidade, que melhore a nossa qualidade da educação. Eu não permitirei que esse país seja dividido entre nós e eles. Eu quero fazer o governo da convergência, o governo da solidariedade, da generosidade. É possível, sim, termos um governo que permita que você viva melhor, que dê novas oportunidades para os seus filhos, que respeite as obras de outros governos. É para isso que eu me preparei e vou assumir a Presidência da República para honrar cada apoio e cada voto que vier a receber.

Conciliação

Venho aqui hoje representar não um partido politico, ou uma coligação de partidos. Mas um sentimento crescente na sociedade brasileira, que quer ver um governo conciliado com a nossa gente.  Um governo que olhe para o futuro, que seja generoso, que não caia nessa armadilha da divisão do Brasil entre nós e eles, entre Norte e Sul. Acredito muito que podemos ter um governo que una a eficiência com a decência. Um governo que tire o Brasil da lanterna de crescimento econômico e dos piores indicadores sociais de toda a nossa região. Estou aqui para apresentar as nossas propostas.

País parado

A grande verdade é que nos últimos quatro anos o Brasil parou de melhorar. Infelizmente, qualquer que seja o próximo presidente da República terá a inflação saindo do controle, uma recessão na economia, uma perda crescente de credibilidade do país e uma piora de todos os nossos indicadores sociais.

Candidata de oposição?

A impressão que tenho é que temos aqui dois candidatos de oposição. Não temos um candidato de continuidade. Quem vê a sua campanha acha que a senhora não governou o Brasil ao longo de todos esses anos. Lamento que não tenha feito ao longo do seu mandato o que se propõe a fazer agora.

Melhor saúde do Sudeste

Antes da regulamentação da emenda 29, que infelizmente o seu governo demorou muito a conduzir no Congresso Nacional, cada Estado definia com muita clareza quais eram os investimentos na saúde, como fizeram, por exemplo, os governos do PT. O governo da senhora, por exemplo, chegou num determinado momento a considerar os investimentos noBolsa Família como investimento em saúde. Minas Gerais é reconhecido pelo Ministério da Saúde no seu governo como o Estado que tem a melhor qualidade de saúde de toda região Sudeste.

Governo omisso na saúde

O governo federal vem diminuindo a sua participação ao longo dos últimos 12 anos do financiamento da saúde. Quando o governo do PT assumiu, 56% do conjunto dos investimentos em saúde pública vinham do governo federal. Doze anos se passaram e, hoje, são 45%.

Mais saúde

O que quero no Brasil é mais saúde, com mais investimento do governo federal. Essa proposta que a senhora apresenta do Mais Especialidades é a nossa proposta. Lamento que a senhora [candidata do PT] tenha preocupado com isso no momento em que seu governo termina. Não cuidou disso nos últimos 12 anos.

Saúde da Família e Santas Casas

O Ministério da Saúde do governo [Dilma Rousseff] é quem diz que Minas Gerais, governada por mim, tem a melhor qualidade e atendimento de saúde de toda a região Sudeste. Vamos aumentar, por exemplo, o Programa Saúde da Família, que o seu governo abandonou, um programa extraordinário, criado no governo do presidente Fernando Henrique. Vamos formar mais médicos no Brasil. Vamos cuidar das Santas Casas, candidata, vamos reajustar a tabela do SUS, vamos cuidar com seriedade da saúde.

Bolsa Família

Os bons projetos estão aí para serem continuados. Ninguém é dono de bons projetos. O Bolsa Família vai continuar, porque vocês continuaram e unificaram, a partir do Bolsa Escola e do Bolsa Alimentação.

Plano Real

O maior programa de transferência de renda na nossa história contemporânea não foi o Bolsa Família, fruto do Bolsa Escola, do Bolsa Alimentação. Foi o Plano Real, a estabilidade da moeda, que vocês [do PT] combateram  com toda força.

Mais ovo, menos carne

Há mais de um ano venho alertando para a volta da inflação. A senhora [candidata do PT] tem dito que isso é conversa de pessimistas. A inflação de setembro está aí de volta, novamente uma inflação alta, estourando o teto da meta. O seu secretário de política econômica, Marcio Holland, deu uma sugestão para que nos enfrentemos a inflação. Ele disse que as pessoas deveriam parar de comer carne e passar a comer ovo. Será que essa é a política econômica para controle da inflação do seu governo? Será que não é a hora de reconhecer os equívocos? Não é vergonhoso alguém resolver admitir os erros, mostrar que falhou. Falhou na condução da economia, falhou porque não conseguiu fazer o Brasil crescer e falhou porque não consegui controlar a inflação.=

Inflação

Quando o presidente Fernando Henrique assumiu o governo, a inflação era de 916% ao ano. 916%! Ela chegou a 7% e aumentou para 12,5% depois da eleição do presidente Lula. Essa é a verdade. Vamos falar do presente, candidata, e vamos olhar para o futuro. A senhora disse no último debate que a inflação está sob controle. E não está. Eu pergunto à dona de casa que aí está. A senhora ir ao mercado, à feira, compra hoje a mesma coisa que comprava há seis meses com o mesmo dinheiro? É claro que não compra. É preciso ter humildade para admitir que fracassaram na condução da política econômica. A herança será muito ruim par ao próximo sucessor. Me sinto mais preparado para enfrentá-la.

Ministro da economia 

Felizmente, já tenho um nome que sinaliza para a previsibilidade, para a credibilidade da nossa política econômica. Mais uma grande diferença entre nós dois. Já tenho o meu futuro ministro da Fazenda. A senhora conseguiu demitir do cargo o atual ministro, que já não tinha tanta credibilidade, apesar de merecer o meu respeito pessoal.

Minha Casa, Minha Vida

Vamos dar transparência aos bancos públicos. Os subsídios adequados para o Minha Casa, Minha Vida vão avançar no nosso governo, inclusive na faixa onde seu governo não avançou, de até 3 salários mínimos. Vou dar transparência aos financiamentos, o que o governo não vem dando.

Melhor educação do Brasil

Educação é essencial para que qualquer país avance na busca de um futuro melhor. Um orgulho que tenho na vida foi ter levado Minas Gerais a ter a melhor educação fundamental do Brasil quando eu era governador, não sendo o mais rico dos Estados brasileiros e tendo o maior número de municípios entre todos os Estados brasileiros.

Ensino médio

Infelizmente, em todos os rankings internacionais, onde é avaliada a qualidade de educação no Brasil, estamos na lanterna. Falhamos na melhoria de qualidade do ensino médio. É preciso resgatar a qualidade da escola brasileira. É preciso que possamos fazer uma regionalização, uma flexibilização nos currículos, por exemplo, do ensino médio.

Creches

A nossa proposta para a educação começa exatamente por cumprir uma promessa que não foi cumprida pela candidata oficial: a construção das 6 mil creches ficaram pelo caminho. Temos que garantir a universalização do acesso das crianças de quatro anos na pré-escola.

Proteção à mulher

Me lembro quando essa discussão se iniciou, muito antes até do governo do presidente Lula. Foi um avanço extremamente importante que tem que ser mantido e aprimorado. Mas temos que avançar no apoio aos Estados e aos municípios que não têm tido a estrutura e a condição necessária ao enfrentamento da violência contra a mulher. Seja nos programas Disque-Denúncia, seja nas delegacia próprias, que temos que avançar. Tenho absoluta convicção de que temos como avançar muito no que diz respeito à proteção à mulher, a oportunidades para as mulheres terem um salário mais justo, mais próximo daqueles que têm os homens – estamos ainda extremamente longe disso.

Segurança Pública

Infelizmente, na questão da segurança pública também o governo fracassou, porque apenas 13% do conjunto dos investimentos em segurança pública no Brasil vêm do governo federal, 87% vêm dos Estados e dos municípios. A ausência de planejamento e de transferência dos recursos da área de segurança para os estados vem impedindo que eles avancem nessa e em outras áreas. Tenho uma proposta que proíbe o contingenciamento dos recursos de Segurança Pública, que pretendo implementar no meu governo. Não houve ao longo de todo esse período do seu governo um esforço maior para que os investimentos da área da segurança pública pudessem ser investidos na sua totalidade. Como não houve nasaúde, por exemplo. O Tribunal de Contas diz que nos governo foram R$20 bilhões que deixaram de ser gasto.

Redução da criminalidade

Durante meus 8 anos de governo honrado em Minas Gerais, os crimes de homicídio em Belo Horizonte diminuíram em 37%. Os crimes violentos no Estado diminuíram 48%. O Ministério da Justiça demonstrou que Minas foi o Estado que mais investiu em segurança pública dentre todos os estados da federação.

56 mil assassinatos

Foram 56 mil assassinatos no ano passado [no Brasil]. O governo federal o que diz? Terceiriza responsabilidades. Essa é a marca principal do seu governo. Na economia, problema é da crise internacional. Não importa se vários vizinhos nossos, países que habitam o mesmo planeta, estejam crescendo muito mais acelerado do que o nosso. Na segurança publica, é sempre a terceirização de responsabilidades. Quero dizer a você telespectador, que no meu governo eu vou assumir o comando de uma política nacional de segurança pública.

Meritocracia

Introduzi em Minas Gerais a meritocracia. Passamos a remunerar melhor aqueles que apresentavam melhores resultados. Essa foi a razão pela qual nós tivemos os resultados que tivemos, extremamente positivos na educação, na saúde. Infelizmente, nenhuma proposta no campo da valorização do servidor que presta serviço de boa qualidade foi incorporada no seu governo. Por que o governo federal, ao longo desses 12 anos, não buscou incorporar absolutamente nada que privilegiasse os serviços de boa qualidade nas suas propostas na área administrativa?

Indignação

Todos nós, brasileiros, acordamos a cada dia surpresos com novas denúncias. Em relação à Petrobras é algo absolutamente inacreditável.  Eu vi um momento apenas de indignação da candidata ao longo de todo esse período em que essas denúncias sucessivas chegaram aos brasileiros. O momento em que houve vazamento de alguns depoimentos desses últimos dias. Não vi indignação da candidata em relação ao conteúdo desses vazamentos. O diretor nomeado pelo seu governo está devolvendo R$ 70 milhões aos cofres públicos, portanto, assume que roubou, desviou dinheiro da Petrobras. Esse diretor que roubou esse dinheiro disse que distribuía para que partidos políticos – em especial o seu partido [PT] – fossem beneficiados.

Serviços prestados

Está na minha frente a ata em que o diretor Paulo Roberto renuncia, ao contrário do que a senhora [candidata do PT] disse na sua propaganda eleitoral e em outros debates, ele não foi demitido. Esse é a ata da Petrobras. E no final é dito o seguinte: ‘agradecemos o Sr. Paulo Roberto pelos relevantes serviços prestados à companhia. ‘Quero saber quais foram esses relevantes serviços? Foi a sua relação com o tesoureiro do partido [PT] onde, segundo ele, dois dos 3% desviados iam para o partido?

Propina

Recentemente, o Tribunal de Contas da União disse que na Refinaria Abreu e Lima, quando a senhora era presidente do conselho de administração da Petrobras, foi feito sobrepreço para pagar propina.

Libertação

Trago aqui a indignação dos brasileiros e brasileiras com os quais me encontro em toda as partes do Brasil, que me pedem que diga isso. Sabe qual a palavra, candidata, que eu mais tenho ouvido? É libertação. Os brasileiros têm me pedido é o seguinte: Aécio nos liberte desse governo do PT. Nós não merecemos tanta irresponsabilidade, tanto descompromisso com a ética e tanta incompetência.

Medo

Candidata, a senhora volta com o discurso do medo. Realmente, há medo hoje na sociedade brasileira. Há medo de o PT governar por mais quatro anos. Porque a grande verdade é que os empregos estão indo embora por uma lógica muito simples. País que não cresce não gera empregos, candidata. O pior desempenho da indústria de todos esses últimos 50 anos, candidata. O que vou fazer é resgatar a credibilidade do país.

Fim melancólico

Não é razoável que sejamos o lanterna no crescimento ao lado da Venezuela, esse ano na nossa região. Não vamos crescer nada esse ano. O seu governo, candidata, infelizmente perdeu a capacidade de atrair investimentos. Perdeu a confiança dos mercados. Quando falo em mercados é porque esses investimentos é que vão gerar empregos para os brasileiros. Os empregos de boa qualidade estão indo embora, candidata. O seu governo chega ao final de forma melancólica. A grande verdade é essa. Fracassou na condução da economia, inflação alta, crescimento baixo, fracassou na melhoria dos nossos indicadores sociais.

Ricardo Noblat: Aécio ganha debate na Globo

Aécio Neves ganhou com folga os dois debates. No da Record, ele enfrentou principalmente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição.

No da Globo, mais à vontade, enfrentou Dilma e Marina de uma vez.

Fonte: Blog do Noblat

Aécio: pesquisas com grupos de eleitores indicaram que Aécio foi melhor avaliado.

Aécio: pesquisas com grupos de eleitores indicaram que Aécio foi melhor avaliado. Reprodução

Depois de ganhar o da Record, Aécio ganha o debate da Globo

Ricardo Noblat

Foi assim domingo último no debate entre os presidenciáveis promovido pela Rede Record de Televisão. E novamente foi assim, ontem à noite, no debate patrocinado pela Rede Globo de Televisão – o último do primeiro turno.

Aécio Neves, candidato do PSDB, ganhou com folga os dois debates. No da Record, ele enfrentou principalmente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição. No da Globo, mais à vontade, enfrentou Dilma e Marina de uma vez.

De dedo em riste, em um dos momentos mais tensos do debate, Aécio chamou de leviana a candidata do PSOL Luciana Genro. Acusou-a de não estar preparada para presidir o país. “Não me aponte o dedo”, reagiu Luciana. E o bate-boca terminou por aí.

No primeiro dos quatro blocos do debate, Aécio e Marina se confrontaram diretamente. Aécio lembrou que Marina era do PT quando estourou em 2005 o escândalo do mensalão. Marina deu o troco: disse que o mensalão do PSDB antecedeu o do PT.

Era visível a mágoa que Marina sente de Aécio. A amigos, ela confidenciou que jamais imaginou ver Aécio aliado de Dilma na tarefa de lhe fazer oposição. A certa altura do debate, Marina passou recibo de sua mágoa:

– Você falou que eu fui atacada injustamente pelo PT. Eu também fui atacada injustamente por Vossa Excelência, que pela primeira vez na história desse país se uniu com o PT para tentar me desconstituir.

O ponto alto do debate foi a troca de acusações entre Dilma e Aécio, que puxou o assunto da corrupção da Petrobras. Dilma valeu-se de uma cola para responder:

– Acho que corruptos há em todos os lugares. […] E quero dizer uma coisa, não acredito que tenha alguém acima de corrupção. Acho que todo mundo pode cometer corrupção, as instituições é que têm que ser virtuosas e impedirem que isso ocorra.

Aécio sugeriu que Dilma mentiu ao dizer que Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras, foi demitido da empresa por ela. “Existe uma ata que prova que ele pediu demissão. E depois de roubar a Petrobras ainda saiu elogiado”, atacou Aécio.

Dilma leu uma declaração de Paulo Roberto onde ele disse que fora demitido pelo Ministro das Minas e Energia. Aécio não deixou por menos:

– Vocês entregaram a nossa maior empresa, e isso quem diz é a Polícia Federal, a uma quadrilha, a uma organização criminosa. O diretor está preso. Esse é o lado perverso do aparelhamento da máquina pública, a pior marca do governo do PT.

No meio do debate, pesquisas com grupos de eleitores bancadas pelo PT indicavam que Aécio estava sendo melhor avaliado. Ao fim do debate, era visível a frustração de assessores e correligionários de Marina com o fraco desempenho dela.

Aécio apresenta as melhores propostas no Debate da rede Globo

Aécio: “Quero ser o presidente de todos os brasileiros. E tenho certeza de que você terá pelos próximos quatro anos um governo honrado, eficiente.”

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Debate Rede Globo: Aécio agradeceu o apoio dos brasileiros durante a campanha eleitoral e apresentou propostas para mudar o Brasil.Reprodução

Debate Rede Globo: Aécio agradeceu o apoio dos brasileiros durante a campanha eleitoral e apresentou propostas para mudar o Brasil.Reprodução

Aécio agradece apoio dos brasileiros e apresenta propostas em debate da Rede Globo

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, participou de debate promovido pela Rede Globo, iniciado na noite desta quinta-feira (2/10). Aécio agradeceu o apoio dos brasileiros durante a campanha eleitoral e apresentou propostas para mudar o Brasil.

Abaixo, confira trechos da participação de Aécio Neves durante o debate.

Gratidão

Essa foi uma semana muito especial para mim. Ela começou no domingo, na minha terra, em São João del Rei, com minha família, e me lembrei muito de algo que não saiu da minha mente durante todos esses últimos dias. Algo que minha avó, dona Risoleta, casada com o presidente Tancredo [Neves], meu avô, dizia sempre para os filhos, netos, de que a gratidão é a memória do coração. Esse é o sentimento que eu tenho nesse instante, de gratidão a cada brasileiro, cada brasileira, que me recebeu em todas as regiões do Brasil, com alegria, com abraço afetuoso, com palavra de encorajamento, com olhar de confiança.

Governo transformador

A cada um de vocês reitero que podemos fazer um governo transformador. Eu me preparei para isso. Reuni os brasileiros mais talentosos de todas as áreas para fazer a sua vida melhorar, para fazer a saúde pública chegar mais perto da sua casa, fazer com que a educação melhore de qualidade, para que seu filho possa enfrentar o mercado cada vez mais competitivo, como fiz em Minas Gerais, para fazer com que a segurança pública seja uma realidade e seus filhos fiquem longe do crime e das drogas. Eu me preparei.

Presidente de todos os brasileiros

Tenho hoje uma determinação absoluta de enfrentar todas as dificuldades que se colocam à nossa frente, mas principalmente com generosidade. Quero ser o presidente de todos os brasileiros e é para isso que eu peço o seu voto e seu apoio. E tenho certeza de que você terá pelos próximos quatro anos um governo honrado, eficiente.

Petrobras

É vergonhoso o que vem acontecendo nas empresas públicas. A Petrobras deixou há muito tempo as páginas de economia para, diariamente, nos surpreender nas páginas policiais.

Elogios e desvio

O mais grave é que a presidente [da República] acaba de repetir aqui há alguns segundos que demitiu o senhor Paulo Roberto da Petrobras. Não é o que diz a ata que está aqui em minhas mãos. A ata do Conselho da Petrobras diz que o diretor renunciou ao cargo, e pasmem, recebe elogios pelos relevantes serviços prestados à companhia no desempenho das suas funções. Esse senhor está sendo obrigado a devolver R$ 70 milhões roubados da Petrobras, e o governo do PT o cumprimenta pelos serviços prestados à companhia.

Candidata [Dilma Rousseff], a senhora acaba de dizer que o seu Ministro de Minas e Energia chamou o então diretor da Petrobras, ‘Oi, Paulo, entrega aqui, faz aqui uma carta de demissão. Não é a melhor forma de tratar alguém que assaltou a nossa maior empresa. Faltou a senhora explicar quais foram os   ‘relevantes serviços prestados à companhia no desempenho de suas funções’ [como diz o ato da demissão do ex-diretor Paulo Roberto Costa]. Foi com esse documento que ele foi para casa, depois para cadeia. Essa história precisa ser contada com maior clareza para as pessoas.

Petrobras para os brasileiros

No meu governo, a Petrobras vai ser devolvida aos brasileiros. Teremos uma direção da empresa profissional, uma gestão que engrandeça a empresa e não a diminua, como aconteceu nesse seu período de governo. Os bancos públicos também não serão cabides de emprego para aliados políticos, como infelizmente vem acontecendo hoje.

Correios aparelhados

Agora, os Correios estão a serviço de uma candidatura e de um partido político em Minas Gerais. Quem diz isso não sou eu, é a gravação de uma das principais lideranças do PT em Minas Gerais, que diz que se o PT hoje apresenta determinados índices nas pesquisas eleitorais, isso se deve ao dedo do PT nos Correios. E fomos descobrir que grande parte da correspondência enviada por nós não chegou aos destinatários.

Defesa das empresas públicas

Por isso tenho defendido muito a eleição de Pimenta da Veiga em Minas Gerais, porque não quero que as empresas públicas de Minas, como não quero de parte alguma do Brasil, como a Cemig, a Copasa, caiam nas mãos de quem as utilizem para fazer negócios.

Velha política

A senhora [,candidata Marina Silva,] tem falado que vai governar com os bons, até aí o óbvio, nunca vi alguém dizer que vai governar com os maus, mas tenho dúvida sobre os seus conceitos sobre os bons.Quando a senhora foi ministra, a senhora montou sua equipe. O presidente do Ibama era um candidato do PT derrotado ao governo do Amazonas. O secretário de Desenvolvimento Sustentável era um deputado derrotado do PT no Mato Grosso. O secretário de Recursos Hídricos era um vereador do PT de Belo Horizonte, substituído por um candidato derrotado do PT em São Paulo. Nada mais antigo, nada mais velho na política do que nomear para cargos públicos aqueles que foram demitidos nas urnas pelo povo brasileiro.

Correios aparelhados

Quero políticas que possam superar a pobreza, não apenas conviver com ela como me parece bastar ao PT. Sou candidato à Presidência da República porque construímos um projeto para, a partir do dia primeiro de janeiro, possibilitar uma nova escola brasileira, para que seu filho tenha educação de melhor qualidade, para descentralizar a saúde, levando a saúde mais próxima de você. Para que eu, como presidente da República, cuide pessoalmente da política nacional de segurança, para que os filhos das famílias brasileiras possam viver longe do crime e longe da droga.

Bolsa Família

Os bons projetos devem ser aprimorados e reconhecidos. Por exemplo, o Bolsa Família foi aprimorado porque foi unificado, só não foi reconhecida a sua origem, que está exatamente no programa do governo do Fernando Henrique, com o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação. O programa social do governo do PT era o chamado Fome Zero, que ninguém até hoje entendeu o que era, tanto que desapareceu. E o PT implementou o nosso programa, unificando o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação, o Vale Gás, e herdando o Cadastro Único, já com mais de 5,9 milhões de pessoas. E fizeram muito bem. Eu reconheço essa virtude do presidente Lula. Agora queremos é superar a pobreza. Não me contentarei com sua simples administração.

Minha Casa, Minha Vida

[O programa] Minha Casa Minha Vida, no meu governo, vai ter um foco muito maior na faixa que vocês [governo do PT] não conseguiram enfrentar adequadamente, a faixa de até três salários mínimos, um déficit de quatro milhões e cem mil moradias hoje em está em torno de três milhões e 900 mil moradias, e outros projetos.

Fator Previdenciário

Vou trabalhar muito junto às centrais sindicais para que possamos rever o fator previdenciário, que vem tirando uma parte muito expressiva das receitas ou das aposentadorias dos brasileiros. É possível fazer isso falando a verdade, discutindo cara a cara. Vamos fazer porque o Brasil de hoje, felizmente, é um Brasil melhor do era.

Privatizações

Privatizamos setores que eram necessários que fossem privatizados. Imagina o setor de telefonia, que já funciona tão mal, nas mãos do Estado, a senhora [Dilma Rousseff] nomeando os dirigentes dessas empresas. Imagina uma Embraer, que compete em partes do mundo com êxito, nas mãos do PT. Fizemos as privatizações de setores importantes como siderurgia, que eram necessárias.

Governo falho

Candidata Dilma Rousseff, é o povo brasileiro que está indignado com o que seu partido, seu governo, fez com nossas empresas. Vocês entregaram a nossa maior empresa – e isso quem diz é a Polícia Federal – a uma quadrilha, a uma organização criminosa que lá se instalou. O diretor está preso. As denúncias não cessam. Esse é o lado perverso doaparelhamento da máquina pública, que é a pior marca do governo do PT. A senhora tem um governo que não atende ao cidadão, à cidadã, atende a um projeto de poder, que, acredito, a partir do próximo domingo começa a terminar.

Custo Brasil

Sabemos que um dos fatores que mais vêm prejudicando o desenvolvimento da economia brasileira é o custo Brasil, que se dá numa logística de péssima qualidade. O Brasil é hoje um cemitério de obras abandonadas e inacabadas por toda parte. Temos um sistema tributário complexo, confuso e oneroso, que esse governo não tomou conhecimento durante os doze anos.

Meritocracia

Combatemos o governo do PT porque temos uma visão de mundo absolutamente diversa da que eles têm. Queremos um Brasil que possa se conectar com as cadeias globais, para que possa gerar rendas e empregos no Brasil. Onde a meritocracia possa substituir o aparelhamento absurdo da máquina pública.

Ensino técnico

A inspiração do Pronatec é um programa que se iniciou em Minas Gerais, o PEP, inspirado no governo do meu amigo e companheiro, correligionário do Alckmin, quem as Fatecs. A administração pública é copiar as boas ideias, aprimorar, reinventá-las, mas com generosidade, sem achar que descobriu a roda, que é dona de todos os projetos.

Inflação

O PSDB, quando assumiu a Presidência da República, pegou a inflação a 916% ao ano. Vou dizer novamente: 916% ao ano. Levamos [a inflação] a 7%. Teve um pique de 12%, a partir da eleição do presidente Lula, da imprevisibilidade do que significaria o seu governo. Fomos o partido, e nossos aliados nos ajudaram nisso, a permitir que o Brasil tivesse futuro e respeitabilidade.

Salário mínimo

Uma das questões mais debatidas no Congresso Nacional diz respeito ao aumento real do salário mínimo. Apresentamos uma proposta de prorrogação do aumento do salário mínimo.

Política ambiental

O governo [da candidata Dilma] nos levou a uma política na área ambiental na contramão da sustentabilidade, ao permitir ou até mesmo a estimular o subsídio aos combustíveis fósseis. Temos um conjunto de iniciativas que precisam ser implementadas.

Energia eólica

Temos um potencial extraordinário no Brasil, hoje, de geração de energia eólica. Temos um potencial extraordinário de geração de energia através de biomassa. Apenas em São Paulo, se o programa do etanol não tivesse sido tão violentamente atacado pela política equivocada do seu governo, esta energia se equivaleria a um Belo Monte, por exemplo. O que temos que fazer é enfrentar a questão do desmatamento que voltou a crescer, senhora presidente, no seu governo.

Cadastro ambiental rural

O seu governo atrasou em dois anos a implementação do cadastro rural. Em dois anos não tomaram nenhuma atitude e vêm sujando a matriz com a utilização de termoelétricas no limite que jamais havia sido utilizado.

Termoelétricas

A participação das termoelétricas na nossa matriz saltou, nos últimos cinco anos, de 22% para 30%, porque o seu governo [Dilma] não teve a capacidade da previsibilidade. É o que falta ao seu governo, é o governo do improviso, o governo das respostas que vêm apenas depois que o problema já existe. Precisamos restabelecer o planejamento no país, e é para isso que me preparei e é isso que vamos discutir, espero, no segundo turno.

Cadeias

Nesses quatro anos de governo da presidente Dilma, aquelas masmorras que deveriam estar recebendo investimentos, para se transformar em algo minimamente digno, receberam apenas 10,9% dos investimentos aprovados para o Fundo Penitenciário Nacional. Tenho uma experiência no sistema prisional de Minas Gerais que é premiada internacionalmente, são as PPPs [parcerias público-privadas], estamos trazendo o setor privado para fazer investimento no sistema prisional.

Segurança pública

Vamos falar mais amplamente da segurança. Vou ter uma política de controle das nossas fronteiras efetiva, não essa de brincadeira que é conduzida pelo atual governo, no qual os 14 veículos aéreos não tripulados viraram apenas dois. Vou ter uma relação diferenciada com esses países que produzem em seu território drogas que vão ser consumidas e matar gente no Brasil. Vamos ter uma relação altiva, de respeito, mas eles terão de tomar providências também externas para estabelecer parcerias no Brasil.

Aécio diz que fará um governo transformador

Aécio: “Vamos enfrentar todas as dificuldades que se colocam a nossa frente, mas com generosidade. Quero ser o presidente de todos os brasileiros.”

Eleições 2014

Aécio: faremos um governo transformador

Aécio comprometeu-se a conduzir um governo transformador, promovendo melhorias em setores fundamentais como saúde, educação, segurança pública e economia. Reprodução

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves: faremos um governo transformador

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, comprometeu-se, nesta quinta-feira (02/10), no Rio de Janeiro, a conduzir um governo transformador, promovendo melhorias em setores fundamentais como saúde, educação, segurança pública e economia. Aécio destacou que sua candidatura é a única que pode oferecer ao Brasil um governo honrado e eficiente pelos próximos quatro anos.

“O sentimento que eu tenho nesse instante é a gratidão a todos os brasileiros que me receberam nessa campanha. A cada um de vocês, eu reitero o que disse: acredito muito que podemos fazer um governo transformador. Eu me preparei para isso. Para fazer sua vida melhorar, melhorar a educação como fiz em Minas Gerais, levar saúde à porta de casa, fazer com que a segurança pública seja uma realidade. Vamos enfrentar todas as dificuldades que se colocam a nossa frente, mas com generosidade. Quero ser o presidente de todos os brasileiros. Para isso, peço o seu voto e seu apoio. Para garantir, pelos próximos quatro anos, um governo honrado e eficiente”, afirmou.

Segurança Pública

Em debate realizado pela TV Globo, Aécio destacou propostas na área de segurança pública, como fluxo contínuo de recursos para investimento, controle efetivo das fronteiras e a realização de parcerias com o setor privado para aprimorar o sistema prisional. Ele citou como exemplo experiências bem sucedidas de seu governo em Minas Gerais (2003-2010).

“É lamentável, chega a ser criminoso. Em quatro anos de governo da presidente Dilma, as masmorras medievais que são as penitenciárias receberam apenas 10,9% dos investimentos aprovados para o Fundo Penitenciário. A baixíssima execução do Fundo tem proibido os Estados de fazer investimentos e planejamento”, considerou.

“Vamos trazer a experiência das Parcerias Público Privadas (PPPs), em Minas Gerais, para o sistema prisional. Temos uma experiência, que são as Apacs [Associação de Proteção e Assistência aos Condenados], onde os presos de menor periculosidade fazem a própria segurança, e o índice de ressocialização de presos em Minas é hoje de 80%. O Estado tem que ser proativo, e não omisso nessa questão”, salientou.

Bons projetos

O candidato a presidente do Brasil reiterou que os bons projetos desenvolvidos pelo governo federal serão aprimorados em sua gestão. Ele citou como exemplos programas como o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e o Pronatec. Os dois últimos foram concebidos com base em iniciativas já existentes em governos do PSDB.

“Aprendi muito cedo na administração pública que bons projetos devem ser aprimorados e reconhecidos, como o Bolsa Família. O Minha Casa, Minha Vida será aprimorado na faixa dos que ganham até três salários mínimos. O Pronatec foi inspirado em um projeto de Minas Gerais, as Etecs [Escolas Técnicas Estaduais]. Administração pública é isso, é reconhecer os projetos que funcionam. Esse tipo de subsídio será mantido no meu governo. O que não será mantido será o subsídio aos empresários”, ressaltou.

Economia

Na área econômica, Aécio lembrou que o Brasil só pôde crescer, ao longo dos últimos anos, amparado pelas políticas macroeconômicas de estabilidade da moeda, combate à inflação, metas e responsabilidade fiscal implementadas pelo PSDB durante o governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. O candidato fez críticas ao sistema tributário “complexo, confuso e oneroso”, que diminui a competividade do país.

“Combatemos o PT porque temos uma visão diferente de governo. Temos um projeto e acreditamos nele. Temos uma proposta realista, exequível, que é: na primeira semana da abertura do Congresso, apresentaremos uma proposta de simplificação do sistema tributário. É o primeiro passo para permitir que os gastos correntes do governo possam se encaixar no crescimento da economia”, pontuou.

Estatais

Aécio Neves criticou ainda a má condução que o governo Dilma fez à frente de empresas públicas como a Petrobras e os Correios. “É vergonhoso o que vem acontecendo nas empresas públicas. A Petrobras vive nas páginas policiais. E agora os Correios, que estão influenciando na eleição de Minas Gerais. O que expresso é a indignação que encontrei em todo o Brasil. O PT perdeu, há muito tempo, a capacidade de governar, de apresentar ao Brasil um projeto transformador”, acrescentou.

Aécio completou dizendo que, em seu governo, “a Petrobras vai ser devolvida aos brasileiros”. “Faremos uma gestão que engrandeça a empresa, que orgulhe a população, e não o contrário. E os bancos não serão usados como cabides de empregos. O perverso aparelhamento da máquina pública é o pior lado do governo do PT”, disse Aécio.

O povo quer mudanças e Aécio é o candidato com as melhores propostas

Aécio reiterou que sua candidatura é a única que apresenta propostas claras para fazer a economia do país crescer e voltar a gerar empregos.

Aécio ressaltou que o Brasil precisa de um governo “qualificado e ousado do ponto de vista das políticas públicas”.

Fonte: Jogo do Poder

Aécio: “Quem tem um projeto para o Brasil, um projeto que faça o Brasil voltar a crescer e gerar empregos, com melhores condições de vida e mais esperança aos brasileiros, somos nós”, disse. Foto: Orlando Brito

Aécio: “Quem tem um projeto para o Brasil, um projeto que faça o Brasil voltar a crescer e gerar empregos, com melhores condições de vida e mais esperança aos brasileiros, somos nós”, disse. Foto: Orlando Brito

Aécio afirma que Brasil desperta para a mudança consistente e verdadeira

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou, nessa segunda-feira (29/09), em Uberlândia (MG), que o Brasil está despertando para a necessidade de uma mudança consistente e verdadeira, que virá por meio de seu governo. Aécio reiterou que a sua candidatura é a única que apresenta propostas claras para fazer a economia do país crescer, voltar a gerar empregos e fortalecer áreas como a segurança pública e os indicadores sociais.

“Quem tem um projeto para o Brasil, um projeto que faça o Brasil voltar a crescer e gerar empregos, com melhores condições de vida e mais esperança aos brasileiros, somos nós. Nenhuma outra candidatura – incluindo a da atual presidente da República [Dilma Rousseff] – tem condições de resgatar a credibilidade do país para que os investimentosvoltem a gerar empregos. É o que nós estamos buscando, a partir, inclusive, de propostas de qualificação mais ampla dos nossos jovens”, afirmou.

Aécio lembrou que, nos últimos 12 meses, a indústria nacional perdeu cerca de 80 mil postos de trabalho em decorrência do desaquecimento da economia. Ele ressaltou que o Brasil precisa de um governo “qualificado e ousado do ponto de vista das políticas públicas”.  Segundo o candidato, essa disposição é resultado da mescla de experiências bem sucedidas como a de seu governo em Minas Gerais (2003-2010) e das gestões de São Paulo, com Geraldo Alckmin, e do Paraná, com Beto Richa, ambos do PSDB.

“Na economia estamos assistindo inflação crescendo, um crescimento muito baixo e uma crise de desconfiança em relação ao Brasil, que afugenta investimentos e impacta na geração de empregos. O governo federal fracassou na gestão do Estado. As obras prometidas hoje são as mesmas prometidas há quatro anos. Demonizou as parcerias com o setor privado durante dez anos, e fracassou nos indicadores sociais. Ou alguém pode achar que a saúde vai bem? Que a educação vai bem? Que a segurança pública vai bem?”, questionou. 

Terceirização de responsabilidades

Ao lado do candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSDB, Pimenta da Veiga, e do candidato ao Senado Antonio Anastasia, também pela mesma legenda, Aécio ressaltou que a terceirização de responsabilidades é uma das marcas principais da gestão PT. O candidato à Presidência citou como exemplo a segurança pública: enquanto os Estados assumem quase que a totalidade das responsabilidades no setor, o governo federal executa apenas 10,9% do orçamento do Fundo Penitenciário e pouco mais de 30% do Fundo Nacional de Segurança.

“Dei a oportunidade de a presidente da República explicar o que pretende fazer em relação à segurança pública. Nem ela sabe. O Brasil hoje está com suas fronteiras abertas. A nossa relação de amizade com alguns vizinhos produtores de drogas está permitindo que cada vez mais jovens venham ser mortos aqui no Brasil pelo tráfico. Eu, Aécio Neves, presidente da República, vou conduzir pessoalmente a Política Nacional de Segurança. Vou controlar as nossas fronteiras, com a Polícia Federal mais equipada e as Forças Armadas mais valorizadas e profissionalizadas. Vou estabelecer uma nova relação com os países produtores de drogas, que não terão financiamentos do BNDES, não terão facilidades do Brasil, se não fizerem seu dever de casa e enfrentarem, também em seu território, a produção das drogas que acabam vindo matar gente aqui”, destacou.

Autonomia

Em entrevista à imprensa, Aécio ressaltou que haverá a autonomia operacional do Banco Central no seu governo. A instituição terá liberdade para desenvolver uma política monetária adequada que leve o país de volta ao rumo do desenvolvimento. Ele criticou o improviso das propostas da candidata Marina Silva, do PSB, que “se viu na necessidade de fazer sinais um pouco mais radicais ao setor financeiro”, e destacou as diferenças entre suas propostas e as da atual presidente Dilma Rousseff.

“Não temos necessidade de fazer sinais para ninguém. Aquilo que estamos propondo é aquilo que nós realizamos. Aquilo que estamos dizendo é aquilo em que nós acreditamos. Eu e a candidata Dilma temos uma grande diferença. Temos muitas, mas uma essencial na economia: eu anunciei quem será, no caso da nossa vitória, o futuro ministro da Fazenda [Armínio Fraga] para sinalizar para onde nós vamos. A presidente Dilma o máximo que conseguiu foi anunciar ao Brasil quem será o seu ex-futuro ministro da Fazenda [Guido Mantega]”, apontou.

O candidato da Coligação Muda Brasil também criticou a “visão patrimonialista, atrasada e pouco democrática do PT, que se apodera das instituições como se elas estivessem a seu serviço”. Para Aécio, órgãos como a Polícia Federal devem ter autonomia para realizar investigações.

“A Polícia Federal não investiga porque a presidente da República quer. Ela investiga porque essa é a sua função. É uma instituição de Estado, como é o Ministério Público, que a presidente também acha que investiga porque ela colocou lá determinado procurador. O governo do PT acha que o Estado lhe pertence, por isso que nós temos que, rapidamente, encerrar este ciclo de governo que tão mal vem fazendo ao Brasil em todas as áreas”, completou.

Aécio explica ações para desenvolver o Nordeste

Aécio Neves: “No meu governo, assim como foi o de Juscelino Kubitschek, a prioridade absoluta vai ser o Nordeste brasileiro.”

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Para Aécio, a região Nordeste será a maior prioridade de seu governo. Foto: Igo Estrela

Para Aécio, a região Nordeste será a maior prioridade de seu governo. Foto: Igo Estrela

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Itabuna (BA) – 18-09-14

Sobre o Plano Nordeste Forte e compromissos com a região.

A nossa candidatura foi a única que assumiu um compromisso claro com a região Nordeste brasileira. Em primeiro lugar, com a descentralização dos investimentos, portanto, com o favorecimento tributário que permita que empresas e empregos voltem ao Nordeste brasileiro. Uma ação muito firme na segurança pública. Seremos o governo que vai enfrentar o tráfico de drogas, seremos o governo que vai controlar as nossas fronteiras. E estabelecemos uma meta de no máximo em 10 anos reduzirmos em 30% os homicídios da região Nordeste, com investimentos, com parcerias com os Estados e com mudança no código penal, permitindo que, no caso de crimes graves, os jovens acima de 16 anos possam ser punidos com base no código penal.

Por outro lado, teremos um conjunto de ações de estímulo à educação. A nossa meta é que em oito anos a região Nordeste tenha o mesmo nível de educação das regiões mais ricas do Brasil, com investimentos, com qualificação das pessoas, e com resgate de todos os jovens que não concluíram o ensino fundamental e o ensino médio. Meu programa de governo vai dar uma bolsa de estudo de um salário mínimo para que todos os jovens possam concluir, primeiro, o ensino fundamental, e, depois, o ensino médio. Vamos fundar a nova escola brasileira aqui na região Nordeste. Uma escola qualificada, escola que ensine, com currículo regionalizado, bem equipada e com professores valorizados.

E vamos fazer também uma profunda imersão na questão da saúde. Vamos levar a saúde mais próxima das pessoas com as clínicas de especialidades, onde o cidadão ou a cidadã vai ter a sua consulta marcada com antecedência, no mesmo espaço físico vai ter atendimento com o especialista, vai fazer os exames e vai sair dali com os remédios. No meu governo, assim como foi o de Juscelino Kubitschek, outro mineiro que presidiu o Brasil há 60 anos, a prioridade absoluta vai ser o Nordeste brasileiro.

Sobre o fortalecimento do turismo, em especial no Nordeste.

Vamos tratar o turismo como talvez a mais rentável das indústrias que temos, porque o investimento já está aí, a natureza fez em grande parte. O que precisamos é de infraestrutura adequada, de promoção dessa região tanto em outras partes do Brasil, quanto no exterior, e vamos apoiar o setor privado para que possa fazer investimentos que qualifiquem o turismo com hotéis de qualidade, centros de convenções. Vou fazer uma grande parceria com o governador Paulo Souto, na Bahia, com os demais parceiros da região Nordeste, com o prefeito ACM Neto, nosso grande companheiro em Salvador. Juntos, a várias mãos, vamos construir um tempo de maior desenvolvimento, seja no turismo, na indústria, e no agronegócio, com foco muito especial para o pequeno produtor rural.

Sobre o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

Nesta época de campanha, existem muitas especulações. Sou amigo do ministro Joaquim Barbosa, que é um grande brasileiro, prestou um extraordinário serviço à democracia brasileira, contrariando, obviamente, os interesses do PT. O Brasil deve muito a ele. Mas não tenho tido nenhuma conversa política com o ministro Joaquim Barbosa, até pelo respeito mútuo que nos une. O que é importante hoje é que o sentimento de Joaquim Barbosa contra a impunidade, pela justiça, pela decência na vida pública, é um sentimento que a nossa candidatura encarna.

Sobre a expectativa para as últimas semanas de campanha.

Estou extremamente otimista. Está chegando aquilo que chamo de a Onda da Razão. As pessoas estão avaliando com maior profundidade o que cada candidatura representa. E a minha candidatura é muito claro o que ela propõe para o Brasil. Ela propõe encerrarmos esse ciclo de governo do PT e iniciarmos um outro ciclo, de desenvolvimento econômico, de melhoria na segurança, na saúde, na educação. Quem pode vencer de verdade o PT e permitir o Brasil voltar a crescer e a vida das pessoas melhorar, é a nossa candidatura. E isso vai ficando cada vez mais claro. Por isso espero que, no dia 5 de outubro, ao lado do meu companheiro ACM Neto, possamos estar no segundo turno e, a partir daí, prontos para vencermos as eleições, pelo bem da Bahia, do Nordeste e do Brasil.

Sobre a região do cacau e a dívida do setor.

Sei da importância da renegociação dessa dívida. Tenho conversado muito sobre isso com o governador Paulo Souto, com o prefeito de Salvador, ACM Neto, com lideranças importantes da região, e vamos sim fazer esse renegociação. Mas mais do que isso, no meu governo, os investimentos em portos, por exemplo, serão no Brasil, como no porto do Sul e alguns outros que visam a melhorar a competitividade de quem produz no Brasil. No meu governo, não vai ter dinheiro para porto em Cuba ou em outras partes. Quero ter um compromisso formal com essa região, porque essa região já ajudou imensamente no desenvolvimento do Brasil. Está na hora de o Brasil reconhecer esse apoio e dar a ela condições de desenvolver as várias atividades tanto na agricultura, mas também no turismo, e também com atração de novos investimentos para cá. Fui o único candidato à Presidência da República que lançou um programa para o Nordeste, chamado [Plano] Nordeste Forte. Que passa por investimentos em segurança pública, e eu, como presidente da República, vou conduzir pessoalmente uma política de segurança pública para acabar com a impunidade, com o tráfico de drogas, e permitir que as famílias vivam com maior tranquilidade. Vamos fazer um programa de resgate dos jovens para que eles possam, qualificados, terem oportunidade de entrar no mercado de trabalho. Vamos cuidar da saúde com maior generosidade, e o principal, vamos fazer o Brasil voltar a crescer. A nossa candidatura é a única que tem as condições de credibilidade para que o Brasil volte a crescer. E, crescendo, vamos voltar a ter os empregos que começam a faltar no Brasil.

Sobre segurança pública.

Temos que tratar a questão da segurança pública sobre várias vertentes. A primeira delas, as nossas fronteiras por onde entram as drogas, por onde entram as armas. Temos que ter uma ação conjunta das forças de segurança, forças armadas e policia federal, para enfrentar o tráfico que vem das nossas fronteiras. Vou estabelecer uma relação altiva com os países produtores de drogas que contrabandeiam essas drogas para o Brasil. Não vamos fazer parcerias com esses países se eles não cuidarem internamente também da produção de drogas. E, em relação à maioridade penal, nos casos de crimes graves cometidos por jovens acima de 16 anos, eles responderão com base no código penal.

Aécio diz que pode vencer de verdade o PT

Aécio: “Quem pode vencer de verdade o PT e permitir o Brasil voltar a crescer e a vida das pessoas melhorar, é a nossa candidatura”.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Aécio acredita que pode derrotar o PT

Aécio Neves afirmou que vai reduzir as desigualdades no Brasil, investindo mais na Região Nordeste do que nas demais regiões. Foto: Igo Estrela

Aécio Neves diz que ele é quem “pode vencer de verdade o PT”

O tucano cumpriu agenda de campanha nesta quinta-feira, em Itabuna, na Bahia

Aécio Neves afirmou que vai reduzir as desigualdades no Brasil, investindo mais na Região Nordeste do que nas demais regiões.

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, fez campanha em Itabuna, na Bahia, nesta quinta-feira. Ele disse que está “otimista” com a possibilidade de chegar ao segundo turno e voltou a tratar o PT, partido da presidente Dilma Rousseff que concorre à reeleição, como principal rival a ser vencido no pleito. Na visão dele, diferentemente do que pensa a outra adversária, a ex-ministra Marina Silva (PSB), a campanha dele é “encarna melhor” o propósito de retirar os petistas do governo federal. “Quem pode vencer de verdade o PT e permitir o Brasil voltar a crescer e a vida das pessoas melhorar, é a nossa candidatura. E isso vai ficando cada vez mais claro.”, disse.

O senador mineiro estava acompanhado do candidato do DEM ao governo do estado, Paulo Souto, e do prefeito de Salvador, ACM Neto. O peemedebista Geddel Veira Lima, que disputa a vaga para o Senado, também estava na comitiva.

Aécio Neves afirmou que vai reduzir as desigualdades no Brasil, investindo mais na Região Nordeste do que nas demais regiões. “Nossa candidatura foi a única que assumiu um compromisso claro com a Região Nordeste. Em primeiro lugar, com a descentralização dos investimentos, portanto, com o favorecimento tributário que permita que empresas e empregos voltem ao Nordeste brasileiro”, disse o candidato, em entrevista após comício em Itabuna, no sul da Bahia.

Aécio prometeu ainda aos nordestinos elevar os investimentos federais em educação. “A nossa meta é que, em oito anos, a Região Nordeste tenha o mesmo nível de educação das regiões mais ricas do Brasil, com investimentos, com qualificação das pessoas e com o resgate de todos os jovens que não concluíram o ensino fundamental e o ensino médio”, afirmou.

Ele disse que, se for eleito, investirá também no turismo. “Vamos tratar o turismo como talvez a mais rentável das indústrias que temos, porque o investimento já está aí, a natureza fez em grande parte. O que precisamos é de infraestrutura adequada, de promoção dessa região, tanto em outras partes do Brasil quanto no exterior. E vamos apoiar o setor privado para que possa fazer investimentos que qualifiquem o turismo com hotéis de qualidade, centros de convenções.”

O candidato do PSDB abordou ainda a questão da segurança pública, prometendo baixar a taxa de homicídios no Nordeste e defendendo alterações no Código Penal para reduzir a maioridade penal. “Estabelecemos a meta de, em no máximo dez anos, reduzir em 30% o número de homicídios no Nordeste, com investimentos, com parcerias com os estados e com mudança no Código Penal, para que, no caso de crimes graves, os jovens acima de 16 anos possam ser punidos com base nesse código.”

Ainda na questão da segurança pública, Aécio prometeu também acirrar o combate ao tráfico de drogas. “Temos que ter uma ação conjunta das forças de segurança, das Forças Armadas e da Polícia Federal, para enfrentar o tráfico que vem das nossas fronteiras. Vou estabelecer uma relação altiva com os países produtores de drogas que contrabandeiam essas drogas para o Brasil. Não vamos fazer parcerias com esses países, se eles não cuidarem internamente também da produção de drogas”, afirmou.

Proteção social: Aécio apresenta propostas para as mulheres

Em entrevista, Aécio falou suas propostas em defesa das mulheres, além do plano de governo, segurança pública e a última pesquisa Ibope.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio apresenta propostas para as mulheres brasileiras

Aécio Neves participou, em São Paulo, do encontro “Todas com Aécio”. Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasi

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

São Paulo (SP) – 17-09-14

Assuntos: eleições 2014; propostas para as mulheres; programa de governo; economia; segurança pública

Sobre propostas para as mulheres.

Estamos hoje aqui lançando um conjunto de propostas para as mulheres brasileiras. Que passa, em primeiro lugar, pela ampliação do número de creches, aquilo que o atual governo prometeu e não fez, políticas de saúde da mulher, políticas preventivas. Vamos levar o programa que já existe em São Paulo, que previne o câncer de mama para todo o Brasil. Políticas no campo da habitação, vamos priorizar as faixas de até três salários mínimos sempre focado nas mulheres, que hoje são responsáveis por mais de 40% dos lares brasileiros. Na área de segurança, políticas que vão enfrentar a inaceitável violência contra as mulheres que persiste hoje, infelizmente, no Brasil. O governo federal não vai se omitir em relação a essa questão e vai ter um programa que vai apoiar os Estados a ampliar o número de delegacias das mulheres e vai cobrar a punição, e a punição efetiva, daqueles que promovem este tipo de violência. Há um conjunto de propostas construído em debates pelo Brasil afora que nenhuma outra candidatura apresentou até aqui. Propostas que vão permitir uma inserção cada vez maior da mulher no mercado de trabalho, inclusive com qualificações específicas para as mulheres, para que elas possam empreender. Hoje foi o momento de afinarmos essas propostas que serão lançadas nos próximos dias.

Sobre a diminuição da idade de 50 para 40 anos para as mulheres fazerem o exame de mamografia.

Vamos criar 500 clínicas de especialidade no Brasil com os recursos da proposta, que está sendo aprovada pelo Senado Federal, que garante 10% das receitas brutas da União para a saúde. Vamos focar nas mulheres. E o programa de São Paulo é exemplo de um programa que pode ser apoiado pelo governo federal. Será algo feito em parceria. É possível sim diminuir a idade e levar através, inclusive de carretas, de um equipamento móvel, às regiões mais distantes do Brasil essa ação preventiva. E essa ação preventiva é que vai impedir que continuemos a ter um índice hoje assustador, de dez mil mortes anualmente no Brasil, apenas por causa do câncer de mama.

Sobre o programa de governo.

O meu programa é coerente com o que eu fiz a minha vida inteira. O meu programa não tem colagens, não tem improvisos, não terá erratas. O meu programa não muda de posição em relação à compressão da questão econômica, em relação a valores, em relação à descentralização. É a política de saúde. Temos um número tão grande de contribuições que estamos dando a elas o formato adequado. Vou lançar no momento em que ele estiver pronto.

Sobre economia e investimentos.

Economia é confiança. Economia é expectativa. Se temos recrudescimento da inflação, é porque há uma expectativa que ela vai aumentar lá na frente. Se temos uma diminuição dos investimentos, é porque há uma expectativa de que o Brasil não cumpre contratos e de que o Brasil não respeita as regras. A nossa candidatura, e a nossa eleição, é a única que tem condições de sinalizar para retomar os investimentos no Brasil, a partir de uma política fiscal transparente, a partir da previsibilidade das nossas ações, do resgate das agencias reguladoras.

A atual candidata, a presidente da República, do PT, perdeu todas as condições de sinalizar de forma positiva para os mercados e para o retorno da geração de empregos no Brasil. E a outra candidata não adquiriu essas condições. O Brasil tem nas suas mãos três alternativas absolutamente distintas. E a nossa é aquela que, com gente qualificada, com um projeto coerente com a nossa historia, com a experiência adquirida em inúmeras gestões Brasil afora, é aquela que sinaliza para a mudança segura, para a mudança real que o Brasil precisa viver. Não se trata mais de uma opção sequer partidária.

Trata-se de optar entre aquilo que fracassou, que é o governo do PT, que não tem mais condições de sinalizar para um futuro de crescimento, de melhores dos indicadores sociais no Brasil, e uma outra candidatura que não se construiu a tempo, que não apresenta uma proposta exequível, até porque não se sabe com quem governará. A nossa, que, obviamente, enfrentará também dificuldades lá adiante, é a única proposta que nos levará a um crescimento seguro, retorno dos empregos e a melhoria dos nossos indicadores sociais.

Sobre segurança pública.

O Brasil tem um numero grande de parcerias com esses países e não cobra, em contrapartida, nenhuma ação efetiva desses países para coibir a produção de drogas, que atravessa as nossas fronteiras de forma absolutamente livre e vem matar vidas aqui no Brasil. Vem esfacelar famílias aqui no Brasil. Temos que tratar a questão da segurança pública em um plano mais amplo, que começa pela garantia que os recursos aprovados cheguem aos Estados, cheguem à ponta, cheguem ao cidadão, o que não vem acontecendo hoje. Passa pela reforma do nosso código penal e do nosso código de processo penal, para acabar com a sensação de impunidade que existe aí. Passa por um controle mais efetivo das nossas fronteiras, numa parceria com a Polícia Federal, revigorada, e com as forças armadas e, também, numa relação diferenciada com os países produtores de drogas. Não herdaremos no nosso governo financiamentos, nem estabeleceremos parcerias com países que não tiverem internamente um programa confiável de diminuição, de inibição do combate às drogas ou da produção de drogas nesses países. Isso para mim é absolutamente claro.

Isso seria a partir do início do governo?

Isso é até antes do governo, estou sinalizando de forma muito clara. Vamos ter uma conversa em um nível diferenciado com os países que aceitam a produção ou de droga ou de matéria prima de drogas no seu território sem qualquer tipo de ação governamental. Chega de fazermos vista grossa a isso, porque, senão, todo o esforço e recurso gasto aqui vai ser insuficiente para diminuirmos esse genocídio que acontece no Brasil.

São 56 mil mortes apenas no ano passado, 30 mil de jovens, e de jovens negros na periferia das grandes cidades, boa parte deles. E o que está em torno disso é a droga, agora essa epidemia do crack, já se fala em um milhão de pessoas dependentes do crack hoje, e a matéria prima disso tudo não é feita no Brasil. Ou cuidamos disso com a autoridade de quem vai conduzir, no meu caso, uma política externa não para ser gostado pelos países vizinhos, como fez o PT, pelo menos em relação a alguns deles, mas para ser respeitado por esses países.

Eu conduzirei uma Política Nacional de Segurança Pública como presidente da República. Não irei terceirizar responsabilidades, porque essa é uma questão afeita a todos os brasileiros, não apenas aos governos estaduais. O atual governo assiste ao crescimento da criminalidade, da violência, terceirizando responsabilidades, não executando orçamento desegurança publica. Isso no meu governo vai ser diferente.

Sobre pesquisa Ibope.

Percebo de forma muito clara nas minhas viagens, nas minhas conversas, nos encontros que faço, mas percebo nas nossas pesquisas também. Começa a haver um sentimento claro hoje de que não basta a mudança. A mudança é essencial. Espero que ela possa acontecer. Mas vai ficando claro que quem tem as melhores condições de vencer as eleições no segundo turno e fazer essas mudanças somos nós, pela consistência das nossas propostas, pelo que representamos. Cada vez mais acredito que quem vencerá o PT no segundo turno seremos nós. E mais do que isso, que tem condições de implementar uma nova ação de governo que rompa com tudo isso, seja em relação à questão ética, seja em relação à ineficiência, ao aparelhamento da máquina pública, essa visão distorcida de mundo, que orienta a política externa do PT, somos nós. Cada vez vai ficando mais claro que temos não apenas condições de vencer as eleições melhores do que a outra candidata, mas condições de fazer a mudança segurança que o Brasil merece.

%d blogueiros gostam disto: