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População faz novo panelaço em protesto contra mentiras do PT na TV

Pela terceira vez em dois meses, pessoas foram às janelas bater panelas em capitais como Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Curitiba, Belém, Fortaleza e Recife.

Movimento manifestou descontentamento com o governo.

Fonte: O Globo

PT mente na TV e população promove panelaço em todo país

O PT foi alvo na noite desta terça-feira de novo panelaço durante a exibição do programa do partido em cadeia nacional de televisão. Foto: Alex Silva / Estadão

Panelaços contra o PT acontecem em todas as regiões do país durante propaganda na TV

Presidente não falou no programa e apareceu apenas duas vezes em que são citadas obras do governo

O PT foi alvo na noite desta terça-feira de novo panelaço durante a exibição do programa do partido em cadeia nacional de televisão. Pela terceira vez em dois meses, pessoas foram às janelas bater panelas em capitais como Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Curitiba, Belém, Fortaleza e Recife para manifestar descontentamento com o governo. Também foram registrados buzinaços e lançamento de fogos de artifício em algumas cidades.

O PT informou que não se pronunciará sobre o panelaço. Militantes foram estimulados a promover um tuitaço na internet com o termo “#ToNaLutaPeloBrasil” como resposta. A hashtag ficou no trending topics do Twitter Brasil na noite desta terça-feira.

No Rio, foram registrados panelaço em Ipanema, Copacabana, Jardim Botânico, Botafogo, Flamengo, Tijuca, Leme, Copacabana, Lagoa, Grajaú e em alguns condomínios da Barra da Tijuca.

No Leme, o panelaço tomou conta do bairro um minuto após o início da propaganda. Foram ouvidos muito gritos de “Fora, Dilma” e muitos ataques ao ex-presidente Lula, chamado de “ladrão” ao surgir na TV. Alguns moradores do bairro soltaram fogos.

Em Copacabana, o protesto também fez bastante barulho, acompanhado de gritos de “fora PT“. O som intenso das panelas foi ouvido durante todo o programa e acompanhado por motoristas buzinando nas ruas. O protesto continuou quase dois minutos após o término da propaganda partidária na TV.

No estado do Rio, os municípios de Angra dos Reis e Niterói também tiveram panelaços.

Em São Paulo, panelaços foram ouvidos em diversos bairros. Na Zona Sul, no conjunto de alto padrão do Real Parque, no Campo Belo e na Vila Clementino. Na Zona Oeste, em Perdizes, Pinheiros, e Jardins, regiões de classe média e classe média alta. Na Lapa e na Vila Romana, em vez de panelas, manifestantes adotaram cornetas, buzinas e fogos para protestar.

Na Zona Leste, panelas foram ouvidas no bairro de classe média da Móoca e do Tatuapé. Também houve manifestações no centro, na região da República e de Higienópolis. A reportagem não encontrou registros de protestos na periferia ou em regiões pobres da capital. Em bairros nobres dos municípios de Santos, Guarulhos, Campinas e Ribeirão Preto também houve manifestações com panelas.

Moradores de pelos menos cinco regiões de Brasília também se juntaram ao protesto. Em Águas Claras, Asa Norte, Asa Sul, Guará e Sudoeste, eles batiam panelas das janelas e também soltavam fogos. Nas ruas, motorisatas buzinavam e pessoas gritavam “fora PT“.

A professora Vera Franca, de 54 anos, voltava das comprar e participou do buzinaço contra o partido:

– Estou protestando porque tudo hoje está um absurdo. Você vai comprar qualquer coisa e o preço está nas alturas – disse.

Em Porto Alegre, teve bateção de panela no bairro Moinhos de Vento, onde se concentraram os atos pró-impeachment. Em outros bairros, pouca coisa se ouviu, apenas nos bairros nobres, como Petrópolis e Independência.

Em Fortaleza (CE), o panelaço aconteceu na Praia do Futuro e no bairro Meireles.

A oposição comemorou o panelaço, organizado pelas redes sociais. O presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN), disse que o protesto é a prova de que, para o povo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e o PT são uma coisa só.

– Que papelão! Eles não conseguiram escapar do panelaço. Só conseguiram adiar do dia 1º para o dia 5 de maio. As vaias são a prova de que, para o povo, Lula, Dilma e o PT são uma coisa só – ironizou o democrata.

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1º de maio: ‘tuitaço’ e ‘panelaço’ contra Dilma e o PT nas redes sociais

Grupos combinam protestos para a noite de amanhã. Evento foi criado para chamar pessoas insatisfeitas para se manifestar no Dia do Trabalhador.

Dilma Rousseff (PT) publicará amanhã vídeos em suas redes sociais pessoais e nos sites oficiais do Palácio do Planalto para divulgar sua mensagem do Dia do Trabalhador.

Fonte: Estado de Minas

Redes sociais organizam ‘tuitaço’ e panelaço contra Dilma e o PT

Manifestantes organizam tuitaço e panelaço contra o governo Dilma

Para driblar protestos nas ruas e o panelaço, presidente fará pronunciamento apenas nas redes sociais. Manifestantes prometem usar o mesmo canal para mostrar insatisfação com o governo

A presidente Dilma Rousseff (PT) publicará amanhã vídeos em suas redes sociais pessoais e nos sites oficiais do Palácio do Planalto para divulgar sua mensagem do Dia do Trabalhador. Segundo assessoria de imprensa da Presidência da República, ainda não foi definido se o pronunciamento será divulgado em um único vídeo ou várias inserções a serem postadas ao longo do dia. Será a primeira vez que Dilma – desde 2011, quando assumiu o primeiro mandato – não usará a rede nacional de rádio e televisão para pronunciamento no Dia do Trabalhador.

Segundo o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva (PT), os vídeos serão gravados nesta quinta-feira. Ele não deu detalhes sobre qual será o conteúdo do pronunciamento da presidente. A decisão de usar as redes sociais para fazer o pronunciamento foi tomada pela coordenação política do governo no início da semana para evitar que um novo panelaço marcasse o discurso de Dilma, como aconteceu durante as manifestações do Dia Internacional da Mulher, em março.

O grupo próximo à presidente defende que ela só volte aos pronunciamentos quando diminuir
a crise política e econômica. Entre os que pediram para o Planalto abrir mão da fala em rede
nacional de rádio e TV, estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o marqueteiro João Santana.

A justificativa oficial do Planalto, no entanto, é de que a presidente precisa usar “outros modais” para se comunicar. Por meio das redes sociais, os grupos que organizaram as manifestações nas grandes cidades brasileiras nos últimos meses tentam se organizar para evitar que a estratégia da presidente de evitar protestos seja bem-sucedida.

Os Revoltados on line, grupo que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff, convocou um panelaço para a noite desta sexta-feira. No entanto, os integrantes ainda não acertaram como vai ser o movimento. Na convocação oficial divulgada no Facebook do grupo, o panelaço está marcado para as 20h, enquanto outros defendem que o protesto só comece durante o Jornal Nacional, da Rede Globo, às 20h30.

Outros grupos também combinam protestos para a noite de amanhã. Um evento chamado
Panelaço e tuitaço” foi criado para chamar pessoas insatisfeitas com o atual governo para se manifestar no Dia do Trabalhador. “Nos anos de 2011, 2012 e 2013, a presidente Dilma Rousseff discursou em rede nacional de rádio e TV no dia 1º de maio.

Já em 2014, adiantou seu discurso para 30 de abril. Neste ano, o Planalto cortou o pronunciamento na TV e fará pelas redes sociais, mas nós vamos fazer um panelaço e também um tuitaço. Ao mesmo tempo, inundaremos o discurso da Dilma em sua página, com palavras de ordem como: fora, Dilma e fora, PT, convocou o grupo Devolvam meu país. Até a noite dessa quarta-feira, no entanto, apenas 173 pessoas tinham confirmado presença no evento.

Panelaço virtual contra ausência de Dilma na TV no Dia do Trabalhador

Não adianta se esconder. Nem apartada nas redes sociais, Dilma se livrará de ouvir o que os brasileiros têm a dizer sobre o governo dela.

Ilusão; não adianta a petista tentar se esconder. Quando os robôs do Palácio do Planalto começarem a disseminar os posts de Dilma relativos ao Dia do Trabalho, a reação virá líquida e certa, na forma de um panelaço virtual.

Fonte: ITV 

Panelaço virtual contra ausência de Dilma na TV no Dia do Trabalhador

Panelaço virtual nela

Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Outrora tão tagarela, Dilma Rousseff resolveu se calar neste 1° de Maio. Não deveria. A presidente da República tem muito que explicar aos trabalhadores brasileiros, prejudicados na carne pelas medidas recessivas que o governo petista vem tomando.

Segundo o discurso oficial, Dilma teria preferido privilegiar “outros modais de comunicação” e dialogar com a população por meio das redes sociais. Nada a ver, portanto, com o pânico de tomar um panelaço na cabeça quando aparecesse mais uma vez fagueira no vídeo de milhões de lares brasileiros.

Será a primeira vez que Dilma não ocupa rede nacional por ocasião da comemoração do Dia do Trabalho. A presidente que mais usou horários obrigatórios no rádio e na televisão para fazer proselitismo político – em seus quatro anos e quatro meses de mandato, ela fez 21 pronunciamentos, um recorde absoluto – desta vez preferiu emudecer. Mas assunto para tratar não falta.

Dilma poderia começar explicando por que propôs ao Congresso cortar direitos trabalhistas, como o seguro-desemprego e o abono salarial. O relatório sobre a MP que trata do tema (a de n° 665) vai à discussão em comissão mista nesta semana e, apenas graças à resistência de parlamentares, foi atenuado, embora continue ceifando benefícios.

Também caberia muito bem na pauta da presidente para o Dia do Trabalho a situação de calamidade que se abate sobre os empregos no Brasil. Desde dezembro, foram eliminados 620 mil vagas no país, tendência que o resultado positivo registrado no mês passado não foi capaz de atenuar.

Em março, pelo terceiro mês consecutivo, a taxa de desemprego voltou a subir e atingiu 6,2%, conforme pesquisa divulgada nesta manhã pelo IBGE. É o maior índice para o mês desde 2011, ou seja, em quatro anos. O arrocho em marcha inclui também a alta disseminada de preços, o tarifaço nos serviços públicos e o enxugamento do crédito.

Há algumas semanas, o ministro da Comunicação Social havia dito que a presidente da República não se intimidaria com protestos. Não é o que parece. Depois de ter transferido a gestão econômica para Joaquim Levy e a articulação política para Michel Temer, agora Dilma transfere para Edinho Silva o papel de porta-voz de seu governo. É a terceirização que avança.

A presidente deve considerar que, apartada nas redes sociais, se livrará de ouvir dos brasileiros as verdades que eles têm a dizer sobre o governo que ela faz. Ilusão; não adianta a petista tentar se esconder. Quando os robôs do Palácio do Planalto começarem a disseminar os posts de Dilma relativos ao Dia do Trabalho, a reação virá líquida e certa, na forma de um panelaço virtual.

Movimento contra Dilma: PSDB apoia participação popular

PSDB defende a livre manifestação de opinião e o direito à expressão dos cidadãos e, portanto, apoia os atos pacíficos e democráticos convocados para o próximo dia 15 de março em todo o país.

PSDB repudia a atitude daqueles que, em nome de seus interesses partidários, cerceiam e deturpam o direito à livre manifestação

PSDB: os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas são manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises.

PSDB: os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas são manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises. Divulgação

Fonte: PSDB 

Nota oficial do PSDB sobre as manifestações populares convocadas para o dia 15 de março

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) se solidariza com as manifestações de indignação dos brasileiros diante da flagrante degradação moral e do desastre econômico-social promovidos pelo governo Dilma Rousseff.

O PSDB defende a livre manifestação de opinião e o direito à expressão dos cidadãos e, portanto, apoia os atos pacíficos e democráticos convocados para o próximo dia 15 de março em todo o país.

Mais do que uma garantia constitucional, a liberdade de pensamento e de crítica é fundamento essencial para o fortalecimento da vida democrática e o enraizamento social dos valores republicanos.

O PSDB repudia a atitude daqueles que, em nome de seus interesses partidários, cerceiam e deturpam o direito à livre manifestação, e tentam convencer a população de que a crítica aos governantes se confunde com atentados contra a ordem institucional e o Estado de Direito.

Na verdade, ao contrário de que alguns tentam fazer crer, os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas não defendem um terceiro turno, mas a rigorosa apuração de responsabilidades sobre a corrupção endêmica incrustrada no corpo do estado nacional, e cobra o abandono dos compromissos assumidos publicamente com a população. São manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises.

Acreditamos que a participação popular melhora as instituições e eleva os padrões de governança pública. Por isso, o PSDB, através de seus militantes, simpatizantes e várias de suas lideranças participará, ao lado de brasileiros de todas as regiões do país, desse movimento apartidário que surge do mais legítimo sentimento de indignação da sociedade brasileira.

O PSDB reitera seu compromisso com todos os que desejam um país mais forte, íntegro, justo, solidário e democrático.

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB

Senador Cássio Cunha Lima
Líder do PSDB no Senado Federal

Deputado Carlos Sampaio
Líder do PSDB na Câmara dos Deputados

Rejeição: aprovação de Dilma cai e popularidade vai ao chão

As vaias no 21º Salão Internacional da Construção, em São Paulo, e o panelaço de domingo são exemplares do sentimento generalizado de rejeição ao governo.

Aprovação de Dilma cai a um dígito, menor do que o índice de popularidade do ex-presidente Collor seis meses antes de o processo de impeachment.

Fonte: Blog do Merval 1114

 

Popularidade de Dilma no chão

MERVAL PEREIRA

As vaias de ontem no 21º Salão Internacional da Construção, no pavilhão do Anhembi, em São Paulo, e o panelaço de domingo são exemplares do sentimento generalizado de rejeição ao governo Dilma que pesquisas de posse do Palácio do Planalto mostram com exatidão.

Lendo-as, não é possível continuar dizendo que as manifestações públicas contra o governo refletem apenas a posição dos ricos. O mesmo autoengano foi cometido pelo governo durante a Copa do Mundo, quando as vaias no jogo inaugural foram inicialmente atribuídas aos setores mais abastados da população.

As medições diárias indicam que o índice de avaliação boa/ótima do governo chegou a um dígito nesta semana, jogando no chão a popularidade da presidente Dilma, que despencou de 42% em dezembro de 2014, depois da eleição, para 23% em fevereiro, segundo o Datafolha.

E agora chega a um dígito, menor do que o índice de popularidade do ex-presidente Collor seis meses antes de a Câmara dos Deputados autorizar o processo de impeachment. Naquela ocasião, Collor chegou a 15% de avaliação positiva, depois de ter tido, no início do seu governo, a expectativa de 71% da população de que faria um governo bom/ótimo.

Três meses depois, no entanto, só 36% mantinham a avaliação, percentual que caiu para 24% no primeiro ano e, ao final de dois anos apenas 15% mantinham esta avaliação positiva.

A trivialização do roubo

Espanta tanto a trivialização da roubalheira no relato do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco ontem na CPI, quanto a normalização do fato feita pelo relator petista deputado federal Luiz Sergio, que não viu “dados novos” no depoimento do delator.

Ora, a repetição de dados antigos que abrangem sempre milhões de dólares, o tratamento banal dado às negociações sobre as propinas, tudo isso é escandaloso demais para que se procure tratar dentro do terreno da normalidade o que Barusco descreveu nas muitas horas de depoimento na CPI.

Foi um verdadeiro circo de horrores o desfiar de detalhes do esquema que está sendo investigado pela Operação Lava-Jato, e o raciocínio de Barusco é cartesiano: se ele, que era gerente, ganhou os milhões de dólares que ganhou, por que seu superior imediato Renato Duque e o tesoureiro do PT João Vaccari, com quem se reunia para fazer a divisão do butim, deixariam de receber o que estava previsto nas planilhas?

É claro que Barusco não pode afirmar quanto Vaccari levou para o PT, só estimar, pois não era ele quem dava o dinheiro, e sim Duque. Mas pelas porcentagens acertadas, é fácil estimar que entre US$ 150 a 200 milhões de dólares entraram no cofrinho petista no período em que vigorou o esquema.

Assim como foi patético o esforço do relator e de alguns deputados petistas de tentar fazer Baruco dizer que o esquema criminoso começou ainda no governo de Fernando Henrique. O ex-gerente da Petrobras foi até involuntariamente cômico quando reagiu com veemência dizendo que até 2003-2004, o que ganhava de propina era de sua atuação pessoal, sem que ninguém soubesse.

Essa propina própria está misturada à propina institucionalizada pela gestão petista a partir do momento em que o partido chegou ao poder central com Lula, em 2003, e Barusco quase lamentou que, não podendo definir o que era o que, resolveu devolver os US$ 97 milhões aos cofres públicos, depois de sua colaboração premiada ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

Pelo seu relato, confirmando a informação dada por Paulo Roberto Costa em outro depoimento em Curitiba, a campanha de Dilma Rousseff de 2010 está necessariamente maculada pelas doações ilegais, desviadas dos cofres da Petrobras e muitas vezes lavadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como doações legais.

Nordeste também participou do panelaço

Também foram registrados protestos nos mesmos moldes em Brasília. Muitos internautas postaram vídeos em redes sociais.

Discurso provou a ira da população

Fonte: O Globo 

Provocação de Dilma na TV: nordeste também participou do panelaço

Enquanto Dilma pedia paciência à população, em um pronunciamento de 15 minutos, moradores de ao menos três estados e do Distrito Federal foram às ruas e janelas de prédios para protestar contra a presidente. Foto: Estadão

Sob vaias e xingamentos na rua, Dilma pede paciência à população para enfrentar crise

Enquanto presidente apelava por coragem para enfrentar corrupção, moradores de três estados e do DF fizeram panelaço

Em sua primeira fala à nação depois da divulgação da lista de políticos que serão investigados na operação Lava-Jato, a presidente enfrentou a mais pesada crítica popular endereçada diretamente a ela desde o início de seu governo, em janeiro de 2011. Enquanto pedia paciência à população e coragem para enfrentar a corrupção, em um pronunciamento de 15 minutos programado para comemorar o Dia da Mulher, moradores de ao menos três estados – Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina – e do Distrito Federal foram às ruas e janelas de prédios para protestar contra a presidente. Houve panelaço, buzinaços e vaias, com xingamentos, em diferentes bairros. (LEIA A ÍNTEGRA DO DISCURSO)

No discurso, Dilma pediu paciência à população para as medidas de enfrentamento à crise econômica. Nos 15 minutos de discurso, ela fez ainda uma breve menção ao escândalo da Petrobras, afirmando que o Brasil tem coragem de submeter os corruptos à Justiça. E que está havendo uma apuração grande e rígida do esquema, a que ela classificou como “lamentável”.

Ao mesmo tempo em que a presidente fazia seu pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, moradores de diversas cidades realizaram simultaneamente um panelaço em protesto ao seu discurso. Em bairros nobres como Higienópiolis, em São Paulo, e Barra da Tijuca, no Rio, as pessoas não só batiam panelas como gritavam palavras de baixo calão contra a presidente.

Também foram registrados protestos nos mesmos moldes em Brasília e cidades do Nordeste. Muitos internautas postaram vídeos em seus canais de relacionamento e em redes sociais.

Na esteira do protesto contra o pronunciamento, alguns moradores aproveitaram para incentivar a manifestação pró-impeachment de Dilma Rousseff, programada para o próximo domingo.

– Com coragem e até sofrimento, o Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos. É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras – disse Dilma.

Depois de ouvir reclamações de aliados e de seu próprio partido por não fazer defesa enfática do pacote de ajuste fiscal que o governo enviou ao Congresso, Dilma usou a maior parte do pronunciamento para explicar e pedir apoio às medidas. Ela negou que o Brasil passe por uma crise de grandes dimensões, disse que depois do início da crise econômica internacional de 2008, o governo agora teve coragem de mudar a estratégia de enfrentamento ao problema, que no Brasil foi agravado por conta da crise hídrica. Dilma ressaltou que os direitos dos trabalhadores são sagrados e não serão prejudicados. E que o país não vai parar. O esforço, disse, será passageiro.

Numa tentativa de criar empatia em quem a assistia ou ouvia, Dilma disse compreender a irritação e preocupação de brasileiros diante do cenário atual,com inflação em alta, economia fraca e aumento do endividamento das famílias. A presidente pediu a confiança da população e conclamou a todos a se unirem em um esforço coletivo para a retomada do crescimento do país.

– Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira. O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários. E esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento. Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país – e uma delas é você! – afirmou.

Dilma disse que os noticiários às vezes mais confundem do que esclarecem, e chamou de injustas e desmedidas críticas que o governo tem recebido por conta do ajuste. Ela espera que uma reação da economia aconteça já no segundo semestre deste ano.

– Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e agora temos que dividir parte desse esforço com todos os setores da sociedade.

Em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, as pessoas saíram às janelas dos prédios batendo panelas e gritando “fora Dilma”, “fora PT“. As manifestações começaram na metade da fala da presidente e só se encerraram depois do pronunciamento. Algumas pessoas estouraram rojões.

Uma série de vídeos foi postado na internet durante o pronunciamento. Em muitos deles, as pessoas também apagavam e acendiam as luzes do apartamento como forma de protesto. Em alguns bairros de São Paulo, o protesto foi além do panelaço. Muitas pessoas de carro saíram buzinando pelas ruas enquanto Dilma falava na TV.

Pernambuco: médicos protestam contra MP

Pernambuco: categoria manifestou contra a vinda de médicos estrangeiros. Médicos afirmam que falta estrutura e condições de trabalho.

Pernambuco: médicos protestam contra a vinda de médicos estrangeiros

Pernambuco: protesto terminou com enterro simbólico do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Fonte: G1

Médicos de Pernambuco realizam enterro simbólico de ministro

Categoria protesta contra a vinda de médicos estrangeiros para o SUS.
Manifestação realizou marcha em torno do Hospital da Restauração.

Médicos de Pernambuco realizaram na manhã desta terça-feira (23) uma manifestação em frente à maior emergência do estado, o Hospital da Restauração, no Derby, área central do Recife. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), cerca de 300 pessoas participaram da ação. A categoria resolveu paralisar as atividades em protesto contra a vinda de profissionais estrangeiros para trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na passeata, que contornou o HR e terminou com o enterro simbólico do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, muitos médicos contavam a indignação que estavam sentindo. “Estão colocando os médicos como vilões, dizendo que nós não queremos trabalhar  no interior, mas não é verdade. Eu mesma, por opção, resolvi ir trabalhar no interior, mas com a estrutura precária eu desisti”, disse a residente em patologia Laura Paiva.

A residente em pediatria Danielle Di Cavalcanti também acredita que, sem condições de trabalho, os médicos não irão trabalhar em cidades do interior. “Faltam remédios, condições de trabalho. E não é só no interior, na capital também. os hospitais daqui estão sem estrutura para atender tanta gente”, falou Danielle.

O presidente do Simepe, Mario Jorge Lobo, explicou que as manifestações que vêm ocorrendo nos últimos meses servem de alerta para a população para que se discuta o tema da saúde. “É uma convocação para se debater esse tema. Essa medida provisória do governo não responde em absolutamente nada esse pedido das manifestações das ruas. É uma manobra eleitoreira“, afirmou Lobo.

Segundo o Simepe, a adesão à paralisação é focada nos hospitais. “Não é a paralisação do profissional, mas sim dos serviços, até porque um médico pode deixar de trabalhar no ambulatório, mas não paralisar outras atividades”, afirmou o presidente do Simepe.

Os médicos pernambucanos mobilizam uma caravana para participar de uma audiência pública que ocorrerá no Congresso Nacional em Brasília, em agosto. “Lá serão debatidos tanto a medida provisória como o ato médico. Queremos colocar médicos dentro do Congresso para debater e pressionar”, disse Lobo.

Na última assembleia geral, os médicos do estado decidiram manter o estado de greve com paralisações dos serviços eletivos públicos e privados, nos dias 23, 30 e 31 de julho, resguardando os atendimentos das emergência, urgências, quimioterapia, radioterapia, hemoterapia, hemodiálise e afins. O presidente do Simepe reforçou que a paralisação é apenas das consultas reagendadas e as cirurgias programadas. “Todo o serviço essencial, de urgência e emergência, Samu, atendimento a pacientes que estão internados, se mantêm preservados, minimizando o dano à população”, garantiu.

A presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Helena Carneiro, falou que a categoria médica está agendando novas manifestações. “Até o dia 30 estamos agendando novos atos. No dia 31 faremos uma assembleia geral dos médicos, para traçar estratégias locais dessa mobilização nacional”, finalizou Helena.

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