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Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

Manifestações mostram o aumento da rejeição a Dilma, Lula e PT

Manifestantes pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção. Foto: Thiago Bronzatto

Fonte: Blog do Noblat

Dilma fica. Lula está em perigo!

Talvez – quem sabe? – o inesperado faça uma surpresa. Mas se não fizer, Dilma governará até 31 de dezembro de 2018, cedendo o lugar ao seu sucessor. Está escrito nas estrelas. Não estava.

Mas foi escrito nos últimos 10 dias como resultado de um acordo informal assinado por representantes das forças políticas e econômicas que de fato importam no país.

Que tal? Haverá ironia maior do que essa?

Para se eleger pela primeira vez, governar apesar do escândalo do mensalão, se reeleger, eleger Dilma e reelege-la, Lula valeu-se do discurso de ser um perseguido pelas elites, coitadinho. E não somente ele, mas também o PT e Dilma.

Falso! Lula pode posar de pai dos pobres, mas não pode negar que foi uma mãe para as elites. Essas mesmas elites que, hoje, preferem Dilma ao desconhecido.

Foi como palestrante exclusivo e lobista ativo das maiores empreiteiras brasileiras que Lula ficou rico de 2011 para cá. Enriquecer não desmerece ninguém.

Quantas fortunas não se devem ao espírito empreendedor dos seus donos? À capacidade deles de enxergar o futuro?

Ocorre que a fortuna de Lula tem mais a ver com o passado do que com o futuro. E aqui mora um problema.

A Operação Lava Jato investiga as relações de Lula com as empresas que mais lucraram superfaturando contratos com a Petrobras e pagando propinas a agentes políticos.

Pois bem: a empresa de palestras de Lula arrecadou em quatro anos R$ 27 milhões, sendo R$ 10 milhões de empreiteiras envolvidas com a roubalheira que causou à Petrobras o maior prejuízo de sua história.

A empreiteira que mais se beneficiou dos dois governos de Lula foi a Odebrecht. Foi também a que mais pagou pelos serviços de Lula como palestrante e lobista – R$ 2,8 milhões.

Só por uma palestra em maio de 2013, o estaleiro Quip pagou a Lula R$ 378.209,00. Ou a bagatela de R$ 13 mil por cada um dos 29 minutos de duração da palestra.

Nascido de uma associação entre as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa, o estaleiro foi criado ainda no período de Lula no poder para construir plataformas de petróleo destinadas à Petrobras.

Lula apadrinhou o projeto do estaleiro. Que logo que pode lhe retribuiu, digamos assim, o favor. Para dizer o mínimo. Ou então lavou dinheiro à custa dele.

Há pouco mais de dois meses, desconfiado de que seria preso outra vez, o ex-ministro José Dirceu confidenciou a amigos: “Estamos no mesmo saco, eu, Lula e Dilma”.

Dois dias depois da nova prisão de Dirceu, Lula reuniu-se com deputados do PT paulista e avaliou: nem uma possível melhora da economia será suficiente para salvar o partido. E ele também.

Dirceu acertou na mosca.

Lula e o PT sobreviveram ao mensalão com a desculpa não confessada de que roubaram para financiar a chegada deles ao poder. Somente assim poderiam fazer o bem aos pobres.

O petrolão contém fortes indícios de enriquecimento pessoal dos envolvidos. Se isso restar provado, qual narrativa inventar para enganar os bobos de sempre?

Só apelando para que o inesperado faça uma surpresa.

De resto, os bobos de sempre estão aprendendo a serem menos bobos desde que saíram às ruas em junho de 2013.

Da primeira vez pediram da redução do preço das passagens a um governo melhor. Dilma fingiu que não era com ela. Ontem, pediram fora Dilma, Lula, o PT e a corrupção.

O número de manifestantes diminuiu. Aumentou a rejeição a Dilma, a Lula e ao PT. Piorou para eles, pois.

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Com medo de novo panelaço, Dilma não fará discurso no Dia do Trabalhador

Esta será a 1ª vez, desde que assumiu a Presidência, que Dilma não utilizará a cadeia nacional no feriado para falar aos trabalhadores.

Durante campanha, Dilma e o PT mentiram para os trabalhadores sobre arrojo

Fonte: O Globo

Acuada: Dilma com medo de novo panelaço não fará discurso no Dia do Trabalhador

Acuada: temendo novos protestos, como o panelaço, Dilma utilizará apenas as redes sociais para falar com trabalhadores. Foto: Ueslei/Marcelino Reuters

Dilma não fará pronunciamento no Dia do Trabalho

Será a primeira vez desde que assumiu o cargo que a presidente não utilizará a cadeia nacional de rádio e TV no feriado

A presidente Dilma Rousseff decidiu que não fará pronunciamento de rádio e TV na próxima sexta-feira, Dia do Trabalho. Na reunião de coordenação política nesta segunda-feira, foi decidido que será realizada apenas uma ação nas redes sociais. Esta será a primeira vez desde que Dilma assumiu a Presidência em 2011 que ela não utilizará a cadeia nacional no feriado para falar aos trabalhadores e prestar contas das ações do governo. Segundo o ministro Edinho Silva (Comunicação Social), a decisão não foi tomada por medo de protestos como o “panelaço”:

— Não, não é isso (medo de panelaço). A presidente vai dialogar com trabalhadores e trabalhadoras pelas redes sociais. Não vai haver pronunciamento em cadeia de rádio e televisão. Foi uma decisão de valorizar outros modais de comunicação. Ela valoriza as rádios, ela valoriza a comunicação impressa, a televisão. Ela resolveu, desta vez, valorizar as redes sociais. A presidente não teme nenhuma forma de manifestação oriunda da democracia. Foi decisão coletiva e unânime da coordenação que deveria dialogar pelas redes sociais. — afirmou.

No fim de semana, a presidente chegou a pedir a ministros que sugerissem medidas para serem anunciadas na sexta-feira. Entre elas, determinou que líderes da base aliada vissem o andamento da medida provisória do reajuste do salário mínimo, que o Planalto apresentou no mês passado. A medida prevê reajuste real do mínimo, mas ainda não tem data marcada para ser votada. Na semana passada, foi instalada a comissão especial para analisá-la.

Movimento contra Dilma: PSDB apoia participação popular

PSDB defende a livre manifestação de opinião e o direito à expressão dos cidadãos e, portanto, apoia os atos pacíficos e democráticos convocados para o próximo dia 15 de março em todo o país.

PSDB repudia a atitude daqueles que, em nome de seus interesses partidários, cerceiam e deturpam o direito à livre manifestação

PSDB: os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas são manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises.

PSDB: os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas são manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises. Divulgação

Fonte: PSDB 

Nota oficial do PSDB sobre as manifestações populares convocadas para o dia 15 de março

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) se solidariza com as manifestações de indignação dos brasileiros diante da flagrante degradação moral e do desastre econômico-social promovidos pelo governo Dilma Rousseff.

O PSDB defende a livre manifestação de opinião e o direito à expressão dos cidadãos e, portanto, apoia os atos pacíficos e democráticos convocados para o próximo dia 15 de março em todo o país.

Mais do que uma garantia constitucional, a liberdade de pensamento e de crítica é fundamento essencial para o fortalecimento da vida democrática e o enraizamento social dos valores republicanos.

O PSDB repudia a atitude daqueles que, em nome de seus interesses partidários, cerceiam e deturpam o direito à livre manifestação, e tentam convencer a população de que a crítica aos governantes se confunde com atentados contra a ordem institucional e o Estado de Direito.

Na verdade, ao contrário de que alguns tentam fazer crer, os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas não defendem um terceiro turno, mas a rigorosa apuração de responsabilidades sobre a corrupção endêmica incrustrada no corpo do estado nacional, e cobra o abandono dos compromissos assumidos publicamente com a população. São manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises.

Acreditamos que a participação popular melhora as instituições e eleva os padrões de governança pública. Por isso, o PSDB, através de seus militantes, simpatizantes e várias de suas lideranças participará, ao lado de brasileiros de todas as regiões do país, desse movimento apartidário que surge do mais legítimo sentimento de indignação da sociedade brasileira.

O PSDB reitera seu compromisso com todos os que desejam um país mais forte, íntegro, justo, solidário e democrático.

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB

Senador Cássio Cunha Lima
Líder do PSDB no Senado Federal

Deputado Carlos Sampaio
Líder do PSDB na Câmara dos Deputados

Rejeição: aprovação de Dilma cai e popularidade vai ao chão

As vaias no 21º Salão Internacional da Construção, em São Paulo, e o panelaço de domingo são exemplares do sentimento generalizado de rejeição ao governo.

Aprovação de Dilma cai a um dígito, menor do que o índice de popularidade do ex-presidente Collor seis meses antes de o processo de impeachment.

Fonte: Blog do Merval 1114

 

Popularidade de Dilma no chão

MERVAL PEREIRA

As vaias de ontem no 21º Salão Internacional da Construção, no pavilhão do Anhembi, em São Paulo, e o panelaço de domingo são exemplares do sentimento generalizado de rejeição ao governo Dilma que pesquisas de posse do Palácio do Planalto mostram com exatidão.

Lendo-as, não é possível continuar dizendo que as manifestações públicas contra o governo refletem apenas a posição dos ricos. O mesmo autoengano foi cometido pelo governo durante a Copa do Mundo, quando as vaias no jogo inaugural foram inicialmente atribuídas aos setores mais abastados da população.

As medições diárias indicam que o índice de avaliação boa/ótima do governo chegou a um dígito nesta semana, jogando no chão a popularidade da presidente Dilma, que despencou de 42% em dezembro de 2014, depois da eleição, para 23% em fevereiro, segundo o Datafolha.

E agora chega a um dígito, menor do que o índice de popularidade do ex-presidente Collor seis meses antes de a Câmara dos Deputados autorizar o processo de impeachment. Naquela ocasião, Collor chegou a 15% de avaliação positiva, depois de ter tido, no início do seu governo, a expectativa de 71% da população de que faria um governo bom/ótimo.

Três meses depois, no entanto, só 36% mantinham a avaliação, percentual que caiu para 24% no primeiro ano e, ao final de dois anos apenas 15% mantinham esta avaliação positiva.

A trivialização do roubo

Espanta tanto a trivialização da roubalheira no relato do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco ontem na CPI, quanto a normalização do fato feita pelo relator petista deputado federal Luiz Sergio, que não viu “dados novos” no depoimento do delator.

Ora, a repetição de dados antigos que abrangem sempre milhões de dólares, o tratamento banal dado às negociações sobre as propinas, tudo isso é escandaloso demais para que se procure tratar dentro do terreno da normalidade o que Barusco descreveu nas muitas horas de depoimento na CPI.

Foi um verdadeiro circo de horrores o desfiar de detalhes do esquema que está sendo investigado pela Operação Lava-Jato, e o raciocínio de Barusco é cartesiano: se ele, que era gerente, ganhou os milhões de dólares que ganhou, por que seu superior imediato Renato Duque e o tesoureiro do PT João Vaccari, com quem se reunia para fazer a divisão do butim, deixariam de receber o que estava previsto nas planilhas?

É claro que Barusco não pode afirmar quanto Vaccari levou para o PT, só estimar, pois não era ele quem dava o dinheiro, e sim Duque. Mas pelas porcentagens acertadas, é fácil estimar que entre US$ 150 a 200 milhões de dólares entraram no cofrinho petista no período em que vigorou o esquema.

Assim como foi patético o esforço do relator e de alguns deputados petistas de tentar fazer Baruco dizer que o esquema criminoso começou ainda no governo de Fernando Henrique. O ex-gerente da Petrobras foi até involuntariamente cômico quando reagiu com veemência dizendo que até 2003-2004, o que ganhava de propina era de sua atuação pessoal, sem que ninguém soubesse.

Essa propina própria está misturada à propina institucionalizada pela gestão petista a partir do momento em que o partido chegou ao poder central com Lula, em 2003, e Barusco quase lamentou que, não podendo definir o que era o que, resolveu devolver os US$ 97 milhões aos cofres públicos, depois de sua colaboração premiada ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

Pelo seu relato, confirmando a informação dada por Paulo Roberto Costa em outro depoimento em Curitiba, a campanha de Dilma Rousseff de 2010 está necessariamente maculada pelas doações ilegais, desviadas dos cofres da Petrobras e muitas vezes lavadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como doações legais.

Combate ao populismo no dia da República

“Republicanos vão continuar nas ruas, nas redes sociais, pois a oposição despertou de sua sonolência”.

“Populistas falam em nome da democracia, mas não a valorizam de verdade”.

República, como diz o nome, é a “coisa pública”, ao contrário do patrimonialismo, que trata o Estado como “cosa nostra”.

Fonte: O Globo

Combate ao populismo no dia da República

Populistas olham para o aqui e agora, adotando visão imediatista de curto prazo. Republicanos querem construir sólidas instituições, preocupam-se mais com o processo, pois entendem que somente isso permite o progresso sustentável no longo prazo. Divulgação

Artigo Rodrigo Constantino

Republicanos, uni-vos!

O PT está no poder, fazendo Collor parecer um mero aprendiz. Por que o PT era democrático então e os que exigem punição aos corruptos de hoje são ‘golpistas’?

Esquerda e direita são conceitos que, no Brasil, costumam gerar muita confusão, após décadas de monopólio da virtude por parte da esquerda. Por isso é melhor adotar a divisão entre populistas e republicanos. Eis o grande embate da atualidade.

De um lado, temos aqueles que defendem governantes que gostam de distribuir a riqueza alheia, sem construir as bases que efetivamente permitem a criação de mais riqueza. Do outro, temos os que desejam reformas estruturais que possibilitem um ambiente mais amigável aos negócios, à iniciativa privada, para que o Brasil possa ir na direção dos países desenvolvidos.

Uns aplaudem esmolas que criam dependência dos mais pobres, perpetuando a pobreza, máquina de votos. Outros cobram responsabilidade individual e aceitam um assistencialismo básico, desde que descentralizado, com porta de saída e fornecido pelo Estado, não pelo governo para terrorismo eleitoral depois.

Do lado populista, temos o resgate da velha máxima “rouba, mas faz”, com vista grossa a todos os infindáveis escândalos de corrupção, só por se tratar de um governo de esquerda. Do lado republicano, estão aqueles que não aceitam compactuar com essa roubalheira, supostamente favorável aos mais pobres.

Populistas olham para o aqui e agora, adotando visão imediatista de curto prazo. Republicanos querem construir sólidas instituições, preocupam-se mais com o processo, pois entendem que somente isso permite o progresso sustentável no longo prazo.

Os populistas falam em nome da democracia, mas não a valorizam de verdade. Idolatram as piores ditaduras do mundo, como o regime socialista cubano, e enaltecem o modelo venezuelano de “democracia direta”, na prática outra ditadura disfarçada. Republicanos respeitam o processo democrático, desde que preservando-se seus pilares básicos, como pluralidade partidária, limites constitucionais ao Poder Executivo, divisão de poderes e liberdade de imprensa.

Do lado econômico, populistas aceitam mais inflação para financiar os crescentes gastos públicos, e repudiam qualquer tipo de austeridade do governo. Republicanos entendem que o governo jamais pode gastar mais do que arrecada, e que a inflação é o mais nefasto imposto que existe, pois penaliza de forma desproporcional os mais pobres.

O Brasil é “governado” por populistas há 12 anos. Mas nesta eleição o lado republicano acordou. Milhões de pessoas, da esquerda civilizada à direita conservadora, uniram-se em prol de uma candidatura que virou um movimento de resgate dos valores republicanos, destruídos ao longo do avanço petista. O patriotismo renasceu, a indignação floresceu, e muitos estão cansados dos abusos chavistas, da impunidade, do aparelhamento do Estado, dos constantes ataques à liberdade de imprensa.

Manifestações espontâneas tomaram as ruas, e isso apavora os populistas, pois sempre as julgaram sua propriedade particular. Automaticamente, tentam pintar esses manifestantes como ícones da direita radical golpista, tomando a exceção como a regra. Se um infeliz pede a volta dos militares, então milhares de republicanos são acusados de antidemocráticos. Por pessoas que elogiam Fidel Castro!

A República, como diz o nome, é a “coisa pública”, ao contrário do patrimonialismo, que trata o Estado como “cosa nostra”. É exatamente isso que esses milhões de pessoas estão demandando: a valorização de nossas instituições de Estado, contra uma quadrilha que se apossou dele para instalar um sistema de corrupção jamais visto na história deste país. Queremos meritocracia, e não peleguismo. Queremos punição aos corruptos, não que sejam tratados como heróis injustiçados pelo partido no poder.

Não vai colar a acusação de golpismo. Quando Lula era oposição, foi às ruas cobrar o impeachment de Collor, hoje seu aliado. Defendeu que era maravilhosa essa pressão popular contra governantes corruptos. O que mudou? O PT está no poder, fazendo Collor parecer um mero aprendiz. Por que o PT era democrático então e os que exigem punição aoscorruptos de hoje são “golpistas”?

Nada disso. Os republicanos vão continuar nas ruas, nas redes sociais, pois a oposição despertou de sua sonolência. Nos Estados Unidos, os republicanos foram acusados de radicais pela imprensa progressista, mas deram uma sova em Obama nas urnas, mostrando como se faz oposição em uma democracia sólida. Vamos repetir isso aqui.

No próximo dia 15, aniversário de nossa República, vamos todos às ruas protestar contra o populismo, esse câncer que corrói nossas instituições. Republicanos, uni-vos!

Rodrigo Constantino é economista

Bahia: médicos fazem manifestação contra governo

Bahia: médicos protestam contra medidas anunciadas pela presidente, como a vinda de médicos estrangeiros e o programa Mais Médicos

Bahia: médicos protestam

Bahia: cerca de 200 médicos participaram com faixas e cartazes, marcando o Dia Nacional de Luto e de Luta contra os ataques do governo aos médicos e ao SUS. Foto Foto: Adenilson Nunes / Cremeb

Fonte: IG Bahia 

Médicos prometem manifestação do Iguatemi a Avenida Tancredo Neves

Além da caminhada, médicos marcaram uma feira de saúde para terça-feira (23/7), em frente ao Shopping Iguatemi

Letícia Rocha

Na Bahia, o Conselho Superior das Entidades Médicas do Estado da Bahia (Cosemba) – formado pelo, Cremeb, Sindimed e a ABM – organizou nessa terça (16/7), um ato simbólico em frente à Escola de Medicina da Ufba, no Terreiro de Jesus.

Cerca de 200 médicos, estudantes e residentes participaram com faixas e cartazes, marcando o Dia Nacional de Luto e de Luta contra os ataques do governo aos médicos e ao SUS.

Segundo José Abelardo de Meneses, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), “a categoria está atuante contra as recentes medidas anunciadas pela presidente Dilma Rousseff, como a vinda de médicos estrangeiros, os vetos ao Ato Médico e o programa Mais Médicos. Queremos melhores estruturas para que possamos trabalhar dignamente, uma Carreira de Estado e condições de trabalho”.

A classe também protesta contra o aumento do tempo do curso de medicina, e pedem que os médicos exportados de Cuba passem pelo Revalida – teste para revalidar o diploma médico.

A categoria ainda marcou um próximo ato para a terça-feira (23/7), em que os médicos farão uma feira de saúde na frente do Shopping Iguatemi seguindo logo após com um protesto pela Av. Tancredo Neves.

“Os médicos baianos estão unidos, e este é mais um ato em continuidade da defesa da saúde brasileira e da nossa categoria. Lutamos não só por nós, mas também para a população.”, afirma José Abelardo.

Os médicos, os estudantes e a população em geral estão sendo convocados a engrossar as manifestações, alertando a opinião pública sobre as ações que o governo federal vem implementando na área da saúde.

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