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Costa e Youssef serão ouvidos pelo TSE em ação do PSDB que pede cassação de Dilma

AIJE foi protocolada no final do ano passado por Aécio Neves e pelo diretório nacional do PSDB contra a coligação da presidente.

TSE também quer ouvir um servidor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O PSDB acusa o órgão de ocultar dados econômicos e sociais negativos durante a campanha petista de 2014.

Fonte: O Globo

TSE quer ouvir doleiro e ex-diretor da Petrobras em processo que pede cassação de Dilma

O objetivo das oitivas é questionar Costa e Youssef se eles fizeram repasse de propina para o financiamento da campanha de 2014. Reprodução

TSE quer ouvir Costa e Youssef em ação do PSDB que pede cassação de Dilma

Delatores da Lava-Jato serão intimados a prestarem depoimento em investigação eleitoral

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, determinou que dois delatores da Operação Lava-Jato sejam ouvidos em um processo ajuizado pelo PSDB que pede a investigação da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em decisão publicada nesta segunda-feira, Noronha pede oitiva do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi protocolada no final do ano passado, antes da diplomação da presidente, pela coligação do candidato derrotado à Presidência Aécio Neves (PSDB) e pelo diretório nacional do PSDB contra a coligação da presidente, contra o vice, Michel Temer (PMDB), e seus respectivos partidos. Eles alegam que “a eleição presidencial de 2014 teria sido manchada pelo abuso do poder econômico e político” e pedem cassação do registro dos candidatos.

A decisão inicial de Noronha, em 16 de abril, foi por não acatar os pedidos de colheita de provas e inquirição de testemunhas na ação. O PSDB, então, entrou na semana passada com um recurso e o corregedor refez sua decisão. Ele determinou o envio de carta ao juiz da 13ª Vara Criminal do Paraná, Sérgio Moro, para solicitar o depoimento de Costa e Youssef para que os dois façam “esclarecimentos capazes de influir” no processo.

— (…) considerando o princípio da economia processual e visando o melhor exame das alegações articuladas pelos representantes, reconsidero a decisão de fls. 824-826 e defiro a produção das provas requeridas —, diz Noronha em seu despacho. O objetivo das oitivas é questionar Costa e Youssef se eles fizeram repasse de propina para o financiamento da campanha de 2014.

No recurso, o PSDB alega que o TSE deve “prover os meios para a revelação da verdade, garantindo-lhes a possibilidade de produzir a prova testemunhal na forma requerida, sob pena de ‘nítida violação ao devido processo legal e à ampla defesa’”. Além disso, pedem investigação de “suposta obtenção de recursos de forma ilícita de empresas prestadoras de serviço à Petrobras, repassados aos partidos integrantes da coligação” da presidente Dilma.

Na delação premiada da Operação Lava-Jato, Costa declarou que recebeu um pedido de Youssef e que autorizou o uso de R$ 2 milhões destinados ao PP, desviados de contratos da estatal, na campanha de 2010 de Dilma. O pedido teria partido do ex-ministro Antônio Palocci, conforme a delação de Costa. Youssef desmentiu o depoimento do ex-diretor.

O TSE também quer ouvir um servidor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O PSDB acusa o órgão de ocultar dados econômicos e sociais negativos durante a campanha petista de 2014. Ainda na mesma ação, os tucanos pedem documentos sobre eventos realizados no Palácio da Alvorada e gastos com publicidade para apurar o uso da “máquina administrativa federal” que teria sido “claramente colocada a serviço das pretensões políticas dos ora investigados desde muito cedo, por meio de desvio de finalidade de pronunciamentos oficiais em cadeia nacional, eminentemente utilizados para exclusiva promoção pessoal da futura candidata”.

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IDHM sobe, mas ainda há uma discrepância em cidades

Ainda há uma discrepância muito grande nos dados de desenvolvimento humano dentro de uma mesma cidade e entre capitais e municípios do entorno.

ONU recomendou que o governo desenvolva ações voltadas às áreas mais necessitadas.

Fonte: Valor Econômico

Desigualdade entre regiões metropolitanas cai

Embora as desigualdades entre as principais regiões metropolitanas do país tenham caído entre 2000 e 2010, ainda há uma discrepância muito grande nos dados de desenvolvimento humano dentro de uma mesma cidade e também entre capitais e municípios do entorno. Diante da constatação em relatório divulgado ontem, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou que o governo desenvolva ações voltadas às áreas mais necessitadas.

Foi feito um levantamento detalhado de 16 regiões metropolitanas (Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Distrito Federal, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Vitória), onde mora mais de um terço da população brasileira, dividindo ainda cada uma em áreas com características semelhantes, como se fossem “bairros”.

IDHM sobe, mas preocupa desigualdade entre regiões metropolitanas

Em 2000, quase 40% dessas partes das regiões metropolitanas tinham baixo ou muito baixo desenvolvimento humano. A situação melhorou em 2010, quando nenhuma dessas áreas tinha dados considerados de desenvolvimento humano muito baixo e apenas 2% desses “bairros” estavam dentro do patamar considerado baixo.

Composto por três variáveis (expectativa de vida, educação e renda), o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) das regiões metropolitanas varia de zero a um. Quanto mais alto o número, maior o desenvolvimento. Os números foram calculados com base nos Censos Demográficos de 2000 e de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em média, comparando os maiores índices entre as regiões metropolitanas com os piores resultados, a disparidade era de 22,1% em 2000. Dez anos depois, essa discrepância caiu para 10,3%. De acordo com a pesquisa, os resultados das cidades do interior das regiões cresceram mais no período que os das capitais.

“Ainda assim, é possível encontrar casos extremos em uma mesma região metropolitana”, ressaltou o relatório. Por exemplo, em uma determinada área de Manaus, a renda da população é 47 vezes maior que a parte mais carente dessa região metropolitana. E, entre os quase 9 mil “bairros” pesquisados, foi apontada uma diferença de 15 anos em termos de expectativa de vida ao nascer.

“Os dados intramunicipais são aliados desse planejamento e podem contribuir para a identificação das áreas em que as políticas públicas inclusivas podem encontrar amplo campo para sua implementação”, concluiu o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que realizou o levantamento junto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP).

Diante dos resultados, “recomendamos uma continuidade [da redução das desigualdades] e, ao mesmo tempo, um esforço de microfocalização naquelas áreas e naquelas populações que ainda precisam do apoio das políticas públicas e também do emprego e de outras atividades econômicas produtivas”, afirmou o coordenador do sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek. “Esse esforço de promover uma maior equidade dentro das regiões metropolitanas é necessário”, completou.

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, que participou do evento de lançamento do Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, disse que, “apesar da desaceleração macroeconômica, os dados sociais até agora continuam muito fortes”. O relatório, segundo ele, apontou uma transformação profunda, pois a educação, o saneamento, a moradia, por exemplo, melhoraram e isso levou a um aumento de renda e expectativa de vida.

Com base nos números de 2010, as regiões metropolitanas de São Paulo, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Vitória apresentam as melhores taxas de desenvolvimento humano do país. Os piores resultados são de Manaus, Belém, Fortaleza, Natal e Recife.

Custos da violência no Brasil é de 5,4% do PIB

É a primeira vez que o anuário elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública inclui dados sobre os custos da violência.

Dados serão apresentados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Fonte: O Globo

Violência no Brasil custa 5,4% do PIB

Residentes de Niterói (RJ) em manifestação de rua contra o aumento da violência local. Foto: Agência O Globo / Gustavo Stephan.

Estudo mostra que custo da violência no Brasil já chega a 5,4% do PIB

Dados do Anuário de Segurança Pública mostram que gastos com as consequências da criminalidade chegaram a R$ 258 bilhões

No final de 2011, Wagner Dornelles Pereira, então com 29 anos, recebeu uma proposta para mudar de emprego. Mesmo ainda cursando a faculdade de Administração de Empresas, teria a oportunidade de trabalhar em uma função de destaque na área de logística de uma rede de locadora de veículos. Antes de começar no novo emprego, em Porto Alegre, resolveu descansar uns dias na Guarda do Embaú, no litoral catarinense. Na noite de 29 de dezembro daquele ano, porém, ao deixar um bar do balneário, foi surpreendido por um tiroteio. Uma bala perdida o atingiu na cabeça. O rapaz sobreviveu, mas perdeu os movimentos do corpo e a fala.

A tragédia levou o pai de Wagner a parar de trabalhar para cuidar do filho, e hoje a família se mantém com a ajuda de rifas e doações. O caso ilustra como a epidemia de violência no país produz também impactos financeiros. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será lançado na próxima terça-feira, mostrará que o problema custa para o Brasil o equivalente a 5,4% do Produto Interno Produto (PIB). No ano de 2013, o montante atingiu R$ 258 bilhões. A maior parte deste valor, R$ 114 bilhões, é resultado justamente da perda de capital humano.

— As pessoas vítimas da violência, em geral, morrem de forma prematura, e deixam de produzir e de consumir. É claro que a vida não tem preço, mas, do ponto de vista econômico, há uma perda. É uma tragédia humana e econômica – afirma o economista Daniel Cerqueira, diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas (Ipea) e responsável pelo cálculo.

É a primeira vez que o anuário elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública inclui dados sobre os custos da violência. A comparação com outros países é complicada, segundo Cerqueira, porque há diferença no método de cálculo.

— Mas o Brasil é certamente um dos países em que a violência tem um dos maiores custos, porque é um dos mais violentos do mundo, principalmente se for levado em consideração o número de homicídios — diz o economista.

Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o custo da violência é um entrave para o desenvolvimento do país e acaba tirando dinheiro de outras áreas.

— Desta forma, o Brasil dificilmente vai atingir níveis civilizados de desenvolvimento. O custo da violência no Brasil seria pesado para qualquer país, e tira dinheiro que deveria ser investido em áreas mais centrais, como saúde e educação.

PREJUÍZO PARA AS FAMÍLIAS

Lima ressalta que os parentes das vítimas, além da lidar com a perda, são gravemente prejudicados financeiramente.

— A famílias acabam sendo punidas porque sofrem com a queda das condições de vida — afirma o sociólogo.

No caso de Wagner Dornelles, as dificuldades persistem três anos depois da tragédia. Impedido de trabalhar, o rapaz recebe um seguro de R$ 1.800, segundo sua mãe, Fátima. Quando foi atingido pela bala perdida, ele tinha um salário de cerca de R$ 4 mil, em valores da época. O pai deixou a microempresa de cortinas que possuía porque a mãe não consegue movimentar o filho dentro de casa.

— Ele é um rapaz grande e forte. Somos uma família destruída, e o pior é que os responsáveis por este crime estão soltos — desabafa a mãe.

Além dos R$ 114 bilhões gerados pela perda de capital humano, entram na conta dos custos da violência R$ 39 milhões de gastos com contratação de serviços de segurança privada, R$ 36 bilhões com seguros contra roubos e furtos e R$ 3 bilhões com o sistema público de saúde. A soma destas despesas, que chegou a R$ 192 bilhões em 2013, ou 3,97% do PIB, é classificada no estudo como “custo social da violência”. O valor pode ser ainda maior, porque os gastos com pessoas que ficam inválidas em razão da violência, por exemplo, não entraram no cálculo.

— Quem mora numa cidade onde há muitos roubos de carros tem o custo econômico de pagar um seguro — observa Daniel Cerqueira. — Este tipo de gasto faz parte do impacto provocado pela violência e pela criminalidade.

INVESTIMENTO MAL ADMINISTRADO

Completam os custos da violência no país os R$ 4,9 bilhões para manter as prisões e unidades de cumprimento de medidas socioeducativas e os investimentos governamentais de R$ 61,1 bilhões em segurança pública. Na avaliação dos responsáveis pela elaboração do anuário, o último número é uma prova de que o problema da área não é falta de recursos, e sim seu mau uso.

Em 2013, o investimento público em segurança cresceu 8,65% (patamar superior ao aumento da inflação e ao crescimento da economia) em relação ao ano anterior. O gasto dos governos federal, estaduais e municipais com o setor no ano passado representou 1,26% do PIB. Os Estados Unidos gastam 1% e a União Europeia, 1,3%. Mas, enquanto o Brasil teve 24,8 homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado, os Estados Unidos registram uma taxa de 4,7 e a União Europeia, de 1,1. O Chile, país da América Latina como o Brasil, destina um valor equivalente a 0,8% de seu PIB para a segurança pública e registra apenas 1,1 assassinato por grupo de 100 mil habitantes.

— O gasto público do nosso país é muito parecido com o dos países desenvolvidos. Isso mostra que o montante reservado pelos governos para segurança pública não é suficiente para dar conta de nossa mazela, mas está longe de ser pouco dinheiro. O problema está na forma ineficiente como o dinheiro é gasto — analisa Renato Sérgio de Lima.

Na visão do especialista, o caminho correto para obter resultados com a redução dos índices de criminalidade seria os estados investirem em ações coordenadas com órgãos como o Ministério Público e entre as próprias polícias Civil e Militar.

— A gente teria ganhos mais expressivos. São estas ações que acabam provocando mais impacto — afirma.

Já o economista Daniel Cerqueira acredita que o problema do investimento público em segurança pública no Brasil é a descontinuidade dos projetos.

— Isso ocorre por razões políticas. O novo governo, por achar que o anterior tem uma marca forte na área, descontinua programas, sem avaliar se estão dando certo ou não.

Para o diretor do Ipea, diante do custo social da violência, de R$ 192 bilhões, seria aceitável um investimento público que chegasse a R$ 150 bilhões:

— Se isso resolvesse o problema, geraria bem-estar. Mas gastar mais não garante em nada que se vá resolvê-lo. Nosso sistema de segurança pública de modo geral está falido. Acredito que é preciso gastar mais, mas não de qualquer forma. Não fazendo mais do mesmo.

Entre os estados, São Paulo foi o que mais investiu em segurança pública em 2013: R$ 9,27 bilhões. O valor é, inclusive, 12,11% superior aos gastos do governo federal com a área naquele ano, que foram de R$ 8,27 bilhões. Tanto o governo paulista como a União elevaram o investimento em relação ao ano anterior.

ACRE GASTA MAIS POR HABITANTE

Mas, se for considerada a população, o estado que mais investiu no setor foi o Acre, com R$ 486 por habitante. São Paulo gastou apenas R$ 212 per capita. Rondônia foi o segundo em despesa per capita, com R$ 476; e o Rio, o terceiro, com R$ 429. O Rio também foi um dos estados que mais aumentaram o gasto na área: 24,75%. O montante total investido passou de R$ 5,64 bilhões para R$ 7,03 bilhões, consolidando o estado em segundo no ranking dos que mais destinaram dinheiro para a segurança pública em valores absolutos.

O Amapá e Roraima aceleraram os investimentos ainda mais do que o Rio, porém ainda estão em um patamar inferior de gasto. Com crescimento de 35,01%, o Amapá atingiu R$ 52,2 milhões, mas o valor per capita é de R$ 70, o segundo pior do país. E Roraima teve um aumento de 25,27% no investimento, colocando R$ 183,1 milhões na área e atingindo R$ 373 por habitante.

Na contramão, seis estados colocaram menos dinheiro no setor em 2013, em comparação com o ano anterior. São eles Ceará, Bahia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Piauí – o que mais retirou recursos da segurança pública, com uma redução de 61,72%. O estado do Nordeste destinou R$ 94,5 milhões para a área no ano passado, tornando-se a menor unidade da federação em investimento per capita: apenas R$ 29,67.

Apesar de a segurança pública ser uma atribuição dos estados, de acordo com a Constituição, o anuário mostra que os municípios brasileiros investiram R$ 3,59 bilhões na área, valor inferior apenas a São Paulo, Rio e Minas. O gasto é 3,28% maior do que o do ano anterior.

IPEA mostra aumento no número de miseráveis, veja números omitidos pelo PT

IPEA disponibilizou dados que vinha mantendo sob sigilo durante as eleições e que mostram o aumento do número de miseráveis no país em 2013, pela primeira vez em dez anos.

Brasil sem rumo

Fonte: O Globo

Miseráveis crescem, veja números omitidos pela propaganda do PT

A jovem Janecleide Fernandes cata sururu desde menina para sobreviver. Estudou até o quinto ano, mas mora com o filho de 3 anos numa palafita sem direito a banheiro, água encanada nem ligação oficial de luz elétrica. Foto: Hans von Manteuffel

Ipea mostra que aumentou número de miseráveis no país em 2013

Percentual de extremamente pobres passou de 3,6% para 4%, um acréscimo de 371 mil pessoas

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) disponibilizou em seu banco de dados na internet dados que vinha mantendo sob sigilo durante as eleições e que mostram o aumento do número de miseráveis no país em 2013, pela primeira vez em dez anos. Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013), o instituto calculou que o número de pessoas extremamente pobres passou de 10,081 milhões, em 2012, para 10,452 milhões, em 2013, um acréscimo de 371.158 pessoas entre as pessoas com renda inferior a R$ 70 por mês. A alta de 3,68% no número de miseráveis fez com que o percentual de extremamente pobres passasse de 3,6% para 4%.

Não foi o único instituto que constatou um aumento dos miseráveis no ano passado. Os pesquisadores associados do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) Andrezza Rosalém e Samuel Franco já tinham calculado um aumento do número de miseráveis 6,1% para 6,2% em todo o país no último ano. Os pesquisadores consideram miserável quem tem renda de até R$ 123, um patamar acima daquele usado pelo governo, de R$ 70, em 2013.

A pedido do GLOBO, eles traçaram um perfil do miserável no país e mostraram que a piora do mercado de trabalho já pesou sobre a população mais desfavorecida. A taxa de desemprego dos mais pobres subiu de 25,5%, em 2012, para 30,4%, em 2013. Enquanto 43,8% dos trabalhadores no país são informais, entre os miseráveis essa é a regra: 96% vivem sem proteção social.

A reportagem, publicada em 5 de outubro, mostrou a história de Janecleide Fernandes, de 18 anos, que, diferentemente da mãe, sabe ler e estudou até a quinta série. Isso não impediu a moradia precária no Recife. Ela mora com o filho Leonardo, de 3 anos, numa comunidade quase invisível, fincada em pleno manguezal, entre duas pontes que dão acesso aos bairros do Pina e Boa Viagem, na Zona Sul da capital.

As casas têm tábuas irregulares, que margeiam becos estreitos sobre pedaços velhos de madeira, sem direito a banheiro, água encanada nem ligação oficial de luz elétrica. Para se ter acesso à comunidade, é preciso escalar uma mureta da ponte e subir uma escada enterrada entre a lama e as “ruas” de madeira que dão acesso às palafitas onde moram catadores de sururu, marisco disputado por restaurantes da capital. A casa de Janecleide tem dois pequenos cômodos, não possui latrina. Os moradores carregam baldes d’água tirada de uma mangueira comum.

— Aqui é assim, cada um no seu chiqueiro. Quem tem filho, tem que ter o seu lugar para cuidar dele — diz ela, que trabalha desde os 12 anos de idade e ganha hoje menos de meio salário mínimo por mês para a família.

INFLAÇÃO PESA

A inflação também teve impacto sobre os mais desfavorecidos, segundo o estudo dos pesquisadores. Entre os miseráveis que trabalhavam, o salário caiu de R$ 129,7 para R$ 123,9. Nessa parcela, o orçamento das famílias era composto sobretudo por outras rendas (transferências, como Bolsa Família), e o rendimento no domicílio dividido pelos moradores era de R$ 58,5, em 2013, abaixo dos R$ 62,2, de 2012. O grupo dos 5% de brasileiros mais pobres viu sua renda encolher 11%.

A pesquisadora Sonia Rocha, especialista em desigualdade e pobreza e também do Iets, foi outra que constatara a alta da miséria. Pelos cálculos da economista, houve aumento do percentual de miseráveis de 4,1%, em 2012, para 4,7% (sem o Norte rural), no ano passado, a maior alta desde 2008.

Em outubro, o diretor de políticas sociais do instituto, Herton Araújo, colocou seu cargo à disposição por discordar da decisão do Ipea de não divulgar novas pesquisas enquanto durar o período eleitoral, o que foi minimizado na época pelo presidente, Sergei Soares.

Procurado, o Ipea ainda ainda não informa porque os dados estão no site sem que fossem oficialmente divulgados.

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Miséria para de cair no país e ainda atinge 12 milhões de pessoas

Desemprego e inflação levam 400 mil para a extrema pobreza. Avanço maior é em São Paulo

Fonte: O Globo

O Brasil conseguiu acabar com a fome, mas ainda precisa lutar contra a miséria. Pouco depois de o Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informar que o percentual de pessoas com insegurança alimentar aguda chegou a 1,7%, percentual considerado erradicação, a miséria parou de cair no país. Após uma década de queda sistemática da pobreza extrema, os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostraram que ela passou de 6,1% para 6,2% da população no último ano. Em que pese ser considerada estabilidade estatística pelos pesquisadores, 422 mil pessoas foram empurradas para a miséria e passaram a integrar um grupo que hoje soma 12,531 milhões.

Para Andrezza Rosalém e Samuel Franco, pesquisadores do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), o que explica a interrupção da melhora para os mais excluídos da sociedade é o mercado de trabalho. Enquanto na média, as taxas de desemprego estão em mínimas históricas (em torno de 6%), para os mais vulneráveis, a estagnação da economia já pesou. A pedido do GLOBO, os pesquisadores traçaram um mapa de onde estão e quem são os miseráveis no país. A taxa de desemprego dos mais pobres subiu de 25,5%, em 2012, para 30,4%, em 2013. Enquanto 43,8% dos trabalhadores no país são informais, entre os miseráveis essa é a regra: 96% vivem sem proteção social.

Outra diferença foi a renda, que, na média, ainda acumula crescimento real, mas recua entre aqueles em pobreza extrema. Entre os miseráveis que trabalhavam, o salário caiu de R$ 129,7 para R$ 123,9. Nessa parcela, o orçamento das famílias era composto sobretudo por outras rendas (transferências, como Bolsa Família), e o rendimento no domicílio dividido pelos moradores era de R$ 58,5, em 2013, abaixo dos R$ 62,2, de 2012. O grupo dos 5% de brasileiros mais pobres viu sua renda encolher 11%.

— Para quem estava ocupado, houve perda de poder de compra afetada pela inflação. Essa população é mais vulnerável e sente de imediato o impacto da desaceleração econômica — diz Franco.

Os pesquisadores consideram miserável quem tem renda de até R$ 123, um patamar acima daquele usado pelo governo, de R$ 70, em 2013. Cada pesquisador trabalha com uma linha de extrema pobreza. Segundo Andrezza e Franco, apesar de o Nordeste concentrar mais da metade da pobreza extrema de todo o país, 56,5%, houve queda da miséria na região. Em 2012, 59,2% estavam nessa condição. A Região Norte também teve recuo de 14,2% para 13,8% na participação de extremamente pobres no país.

Segundo o trabalho de Andrezza e Franco, o maior aumento dos miseráveis ocorreu na Região Sudeste, que respondia por 18,3% dos extremamente pobres do país e, agora, concentra 20,6% do grupo. Das 422 mil pessoas que entraram na linha da miséria no ano passado, 282 mil estavam, sobretudo, na área urbana de São Paulo.

Os miseráveis têm acesso precário a serviços, mas aumentaram a sua escolaridade. Ao contrário da mãe, Janecleide Fernandes, de 18 anos, sabe ler e estudou até a quinta série. Isso não impediu a moradia precária no Recife. Ela mora com o filho Leonardo, de 3 anos, numa comunidade quase invisível, fincada em pleno manguezal, entre duas pontes que dão acesso aos bairros do Pina e Boa Viagem, na Zona Sul da capital.

As casas têm tábuas irregulares, que margeiam becos estreitos sobre pedaços velhos de madeira, sem direito a banheiro, água encanada nem ligação oficial de luz elétrica. Para se ter acesso à comunidade, é preciso escalar uma mureta da ponte e subir uma escada enterrada entre a lama e as “ruas” de madeira que dão acesso às palafitas onde moram catadores de sururu, marisco disputado por restaurantes da capital. A casa de Janecleide tem dois pequenos cômodos, não possui latrina. Os moradores carregam baldes d’água tirada de uma mangueira comum.

— Aqui é assim, cada um no seu chiqueiro. Quem tem filho, tem que ter o seu lugar para cuidar dele — diz ela, que trabalha desde os 12 anos de idade e ganha hoje menos de meio salário mínimo por mês para a família.

O fato de a miséria ter parado de cair em 2013 não significa retrocesso. Ao longo dos últimos dez anos, a pobreza extrema caiu ano após ano. Em 2004, eram 15,4% de miseráveis. No ano passado, a taxa era de 6,2%. Para estudiosos, com um patamar menor de miseráveis, fica cada vez mais difícil encontrá-los. O governo estima que 150 mil famílias ainda precisam ser alcançadas pelos programas sociais e lançou uma busca ativa para tentar localizá-las.

Para Sonia Rocha, especialista em desigualdade e pobreza do Iets, e que utiliza outra linha de pobreza extrema, a maior dificuldade está no combate à miséria na área rural. Pelos cálculos da economista, um quinto da população do Maranhão rural é miserável. Ela lembra que a proporção de pessoas vivendo na extrema pobreza na área rural do país é o dobro da média para todo o Brasil. Também pelos cálculos da economista, houve aumento do percentual de miseráveis de 4,1%, em 2012, para 4,7% (sem o Norte rural), no ano passado, a maior alta desde 2008. A pesquisadora lembra que a pobreza extrema está ligada à presença de crianças na família: em 2013, 40% dos miseráveis tinham até 14 anos.

— As políticas de transferência do governo são boas, mas não são capazes de zerar a miséria. Quando chega nesse nível muito baixo, é preciso, além da política de renda, associar outras políticas — afirma ela, que defende um programa de creches nas áreas mais carentes.

AUMENTO DOS SEM RENDA INFLUENCIOU

O economista Rafael Osório, assessor da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), chegou a antever a superação da miséria em 2013, com a complementação de renda para famílias assistidas pelo Bolsa Família. Em seus cálculos, Osório viu um aumento em 2013 no total de miseráveis. Para ele, o principal fator foi o maior número de pessoas que se declararam com “renda zero”. Este grupo inclui os que recebem pelo trabalho apenas moradia, alimentação, roupas, vales-refeição ou transporte e medicamentos. Não são consideradas as transferências de renda. Quando isso ocorre, a renda média de quem está abaixo da linha de pobreza é “puxada” para baixo.

— Estamos estudando a Pnad para entender o que aconteceu. O baixo crescimento e a inflação ajudaram (a aumentar o total de miseráveis), bem como o fato de que o salário mínimo, por estar em patamar já bastante elevado, só tem impacto para as linhas de pobreza mais altas — diz Osório.

O Ministério do Desenvolvimento Social disse que não se pronunciaria sobre os dados do Iets porque não teve acesso à pesquisa completa.

Vale tudo do PT: campanha movida a MENTIRAS

Campanha de Dilma, capitaneada pelo ex-presidente Lula, dissemina falsas acusações em série contra Aécio Neves, com o objetivo de se manter no poder.

SEM LIMITES Com propósitos eleitorais, a dupla Dilma e Lula tem espalhado acusações sem qualquer fundamento contra o adversário, Aécio Neves, em comícios pelo País.

SEM LIMITES
Com propósitos eleitorais, a dupla Dilma e Lula tem espalhado
acusações sem qualquer fundamento contra o adversário,
Aécio Neves, em comícios pelo País.

Eleições 2014

Fonte: IstoÉ

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Petrolão: Lula e Dilma sabiam de tudo, revela doleiro

Uma campanha movida a mentiras

Ao mesmo tempo em que manipula índices e esconde dados desfavoráveis para não prejudicar o governo, a campanha de Dilma, capitaneada pelo ex-presidente Lula, dissemina falsas acusações em série contra Aécio Neves, com o objetivo de se manter no poder

Quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa presidencial de 2002, o publicitário Duda Mendonça, responsável pela construção do ‘Lulinha paz e amor”, fez uma declaração que viria a se tornar uma espécie de mantra do marketing político. “A democracia brasileira amadureceu e agora está provado que quem bate perde”, afirmou o publicitário traçando um paralelo com a eleição de 1989, quando Fernando Collor de Melo promoveu uma campanha de mentiras e ataques pessoais para derrotar Lula.

Depois de 12 anos no poder, o PT, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff, candidata à releição, resolveram desafiar esse mantra e trazem à disputa eleitoral uma sucessão de agressões e mentiras contra seus principais oponentes jamais vista na história recente do País. Também se valem do aparelhamento instalado no governo federal para manipular dados e esconder todos os indicadores que possam prejudicar a candidatura oficial, atentando contra a credibilidade de instituições como o Ipea e o IBGE. “O PT tem promovido uma das campanhas mais sujas da história. O objetivo é se manter no poder a qualquer preço”, afirma a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB derrotada no primeiro turno. “Fui vítima dessa ação difamatória sem precedentes que agora praticam contra o candidato Aécio Neves.”

Desde o início do processo eleitoral, a campanha de Dilma Rousseff tem se valido da tática do medo e do terrorismo eleitoral para atingir seus adversários. Começou por intermédio das redes sociais e de militantes bem remunerados. Mas, a partir do segundo turno e com as pesquisas indicando a liderança do tucano Aécio Neves, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff passaram a ser os principais protagonistas dos ataques caluniosos. No sábado 18, durante comício em Belo Horizonte (MG), Lula acusou Aécio de usar violência contra as mulheres. “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”, discursou o ex-presidente, referindo-se ao senador mineiro. No discurso, chamou Aécio de “filhinho de papai” e “vingativo”. “O comportamento dele não é o comportamento de um candidato (…) É o comportamento de um filhinho de papai que sempre acha que os outros têm de fazer tudo para ele, que olha com nariz empinado”.

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Lula faz ataque à liberdade de imprensa

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No mesmo palanque, Lula, que como presidente da República determinou que o repórter Larry Rohter, do “New York Times”, fosse expulso do Brasil depois de publicar uma reportagem que o acusava de trabalhar sob efeito de álcool, insinuou que Aécio tem o hábito de dirigir embriagado, pois teria se recusado a se submeter ao teste do bafômetro em uma blitz de trânsito no Rio de Janeiro. A questão é que o candidato tucano já tratou desse tema publicamente. Disse que se arrepende de não ter feito o teste e que estava conduzindo o carro com a carteira de habilitação vencida. Ainda em Belo Horizonte, o ex-presidente Lula comparou Aécio a Carlos Lacerda, o histriônico líder da oposição aGetúlio Vargas, e voltou a mentir ao acusar o tucano de perseguir professores. “Não conheço, em nenhum momento da história, nem no regime militar, um momento em que os professores foram tão perseguidos como foram em Minas Gerais”, disse Lula.

É comum que nas campanhas eleitorais os discursos ganhem tons mais enfáticos. Isso, no entanto, não explica as calúnias cuidadosamente elaboradas pelos marqueteiros da campanha de Dilma. No caso do comício em Belo Horizonte, antes de Lula subir ao palanque, o mestre de cerimônias do evento sinalizou em que se transformaria aquele ato. Ele leu uma carta de uma suposta psicóloga atribuindo a Aécio Neves a prática de espancar mulheres. Acusou o tucano de ter “transtorno mental”, chamando-o de “ser desprezível, cafajeste e playboy mimado”. Na verdade, os ataques proferidos pelo ex-presidente fazem parte de uma bem articulada estratégia de campanha. Na terça-feira 21, três dias depois do comício, as ruas do centro de Belo Horizonte amanheceram repletas de grandes cartazes anônimos com os dizeres em letras amarelas em um fundo negro: “Você vota em candidato que agride mulher?”. É assim, insistindo na mentira, que o PT procura induzir o eleitor e desconstruir os adversários.

Na quinta-feira 23, o jornal britânico “Financial Times” publicou uma reportagem criticando o debate político na reta final das eleições no Brasil. O jornal constatou que o PT vem usando “táticas de difamação” contra seus opositores e cita diversas vezes a ex-senadora Marina Silva como a primeira vítima desse estratagema. “Marina Silva acusa o PT deDilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que ela, que é evangélica, iria proibir videogames”, diz o texto do “Financial Times”. “Uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu”, afirmou Marina ao jornal. “O tom negativo da campanha tem frustrado muitos membros da crescente classe média baixa do Brasil, que estão desesperados para que os políticos debatam as questões críticas para o bem-estar”, conclui o jornal.

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Os exemplos dessa campanha montada em mentiras são inúmeros. Na terça-feira 21, em comício no Recife (PE), Lula usou das calúnias para impor a campanha do medo, apontando o adversário como alguém interessado em dividir o País entre ricos e pobres, Norte e Sul, etc., recurso que, na verdade, o próprio Lula costuma usar sempre que se vê politicamente acuado ou ameaçado de perder o poder. No palanque, o ex-presidente chegou ao cúmulo de comparar Aécio e o PSDB a azistas.“Eles (Aécio e o PSDB) agridem a gente (nordestinos) como os nazistas na Segunda Guerra Mundial. São mais intolerantes que Herodes, que mandou matar Jesus Cristo.” O discurso provocou indignação. A Federação Israelita de São Paulo e outras entidades judaicas condenaram veementemente as declarações. Alheio às críticas, em seu Twitter, Lula também vem espalhando o terror e na semana passada postou: “O governo do PSDB significa o genocídio da juventude negra”. A escalada das ofensas parece não ter limites para o PT. Na quinta-feira 23, durante ato público no centro comercial de Alcântara, em São Gonçalo (RJ), Lula disse que Aécio nunca trabalhou na vida e que os tucanos gostariam de transformar o Brasil em um país como o da época do Império, quando os pobres não podiam votar. “Antes de terminar o Império só podia votar quem tinha uma determinada quantia de dinheiro. Pobre não votava, índio não votava, analfabeto não votava. É esse o país que eles querem”, disse Lula.

No mesmo ato, antes de subir em um carro de som, o ex-presidente voltou a afirmar o que repetidamente vem sendo dito pela candidata Dilma Rousseff: Aécio, se eleito, vai acabar com o Bolsa Família. Na verdade, e Lula sabe muito bem, o senador tucano já apresentou projeto no Congresso que transforma o Bolsa Família em lei, não podendo ser encerrado por qualquer que seja o presidente. Além de Lula, em diversos atos de campanha, a candidata Dilma vem pessoalmente praticando o terrorismo eleitoral. A presidenta já assegurou aos eleitores que Aécio planeja privatizar instituições comoBanco do Brasil, Petrobras, os Correios, Caixa Econômica, entre outras, embora o programa de governo apresentado pelo tucano defenda o fortalecimento dessas instituições.

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O vale-tudo do PT na reta final da campanha já pode ser constatado em várias cidades brasileiras. Na quinta-feira 23, no Rio, diversos panfletos apócrifos foram apreendidos com um texto colocando o adversário como um “candidato contra o Rio”. Em São Paulo, surgiram nas proximidades da estação do metrô Ana Rosa e também na região da rua Augusta cartazes com os seguintes dizeres: “Aécio é o atraso para o Brasil”. Outro define o tucano como “o inimigo número 1 da educação”.

Não bastassem as mentiras e o terror, a campanha de Dilma também faz um flagrante uso da máquina pública, inclusive manipulando dados sobre a real situação do País. Por causa disso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vive uma de suas maiores crises. O instituto foi proibido de divulgar um estudo com dados sobre a miséria social no Brasil, levantado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Os dados revelariam que os números apresentados pela campanha petista não correspondem à realidade. Temendo possíveis reflexos eleitorais, o Ipea só foi autorizado a divulgar a pesquisa depois das eleições. Ação totalitária fez com que o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Herton Araújo, pedisse a exoneração do cargo. Não se trata do primeiro estudo preso nas gavetas do Ipea. Em setembro foi engavetado outro levantamento, feito com base nos dados das declarações de Imposto de Renda de brasileiros, que mostrava que a concentração de renda havia aumentado no Brasil entre 2006 e 2012. São dados que contrariam o discurso recorrente dos governos petistas.

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Também em relação aos indicadores da educação, o governo de Dilma vem usando a chamada prática de Ricupero, ex-ministro do governo Itamar: o que é bom a gente divulga, o que é ruim a gente esconde. As divulgações de dados negativos que poderiam prejudicar a campanha petista foram simplesmente adiadas. Informações atualizadas sobre o desempenho dos estudantes brasileiros em português e matemática e números sobre a arrecadação de tributos só se tornarão públicos depois do segundo turno. Dados sobre o desmatamento e o verdadeiro contingente de miseráveis no Brasil também estão suspensos. No caso da educação, os índices obtidos através de um exame nacional a que são submetidos sete milhões de alunos a cada dois anos tradicionalmente são mostrados até o mês de agosto. Este ano foi diferente. Em setembro, o Ministério da Educação divulgou o indicador que tem como base o ano de 2013, mas não mostrou o resultado em cada disciplina. A divulgação sobre a arrecadação de tributos, normalmente divulgada até o dia 25 de cada mês, também está atrasada.

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Sobre o desmatamento, os números que historicamente são revelados mensalmente seguem o mesmo roteiro. Os indicadores referentes a agosto e setembro só serão conhecidos em novembro, depois de terminada a eleição. ONGs internacionais têm afirmado que o índice teria subido 191% entre 2013 e 2014. É assim, com o uso da máquina pública,manipulação de dados oficiais e uma sucessão de mentiras e falsas acusações que o PT, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff procuram se manter no poder.

Sob censura, Ipea confirma que Brasil está em recessão

Mesmo proibido de divulgar números, o Ipea alerta: dois trimestres seguidos de queda no PIB indicam recessão. E sem culpados externos, diz, torna ainda mais séria a estagnação econômica. E aí, Mantega? Dá para continuar negando?

Brasil sem Rumo

Fonte: Folha de S.Paulo

Ipea contradiz Fazenda e diz que há recessão técnica

Em boletim de conjuntura divulgado em seu site, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) considerou que o fraco desempenho recente da economia brasileira não pode ser atribuído ao que chama de “choques negativos“, como uma crise externa, um apagão ou uma variação brusca de preços.

Para o Ipea, os dois trimestres seguidos de queda do PIB neste ano – que o órgão não hesita em classificar como um quadro de recessão técnica- refletem desaceleração do consumo e do investimento resultantes do menor crescimento da renda, da perda de ritmo do crédito e da perda de confiança dos empresários.

Sob censura, Ipea confirma: Brasil está em recessão

Editoria de arte/Folhapress

“A inexistência de culpados óbvios -isto é, de “choques negativos” de grande monta- torna ainda mais significativo o fenômeno da estagnação econômica recente”, diz o boletim, preparado pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas.

A avaliação do Ipea, que é ligado à Presidência da República, contradiz discurso do governo, que tem ressaltado o cenário externo adverso ao justificar a fraca atividade econômica doméstica.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) também descarta o selo de recessão para classificar os dois trimestres de queda (de janeiro a junho), uma vez que não há aumento do desemprego.

O Ipea ressalta, de fato, que, ao contrário do que ocorreu em outros momentos de recessão técnica, desta vez a desaceleração econômica recente tem ocorrido de forma gradual, com o desemprego em níveis recordes de baixa e a inflação e o deficit externo sem risco de descontrole.

“As qualificações mencionadas, porém, não significam que os atuais desafios da economia sejam menores ou mais simples”, alerta o Ipea, acrescentando que o baixo crescimento do PIB tende a piorar gradualmente a situação do mercado de trabalho e a comprometer as contas do governo.

Censura: mais um pesquisador pede demissão do Ipea

Além de Herton Araújo, que colocou o cargo à disposição após ser impedido de mostrar que a pobreza extrema parou de cair no Brasil, Marcelo Medeiros também pediu para sair.

Embora não tenha abordado no documento o motivo do pedido, Medeiros expressou verbalmente, na presença de testemunhas, o descontentamento com o represamento de dados.

Fonte: Correio Braziliense

Censura no Ipea: mais um pesquisador pede demissão

Censura no Ipea: crise interna. Proibição da divulgação de dados negativos para o governo no período pré-eleitoral culminou com pedido de demissão de pesquisadores. Reprodução

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Mais um pesquisador pede demissão do Ipea por ‘represamento’ de dados

Além de Herton Araújo, que colocou o cargo à disposição depois de ser impedido de divulgar estudo mostrando que pobreza não caiu de 2012 para 2013, Marcelo Medeiros pede para sair

A crise interna no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), iniciada com a proibição da divulgação de dados negativos para o governo no período pré-eleitoral, levou a mais um pedido de exoneração. Além de Herton Ellery Araújo, que colocou o cargo de diretor à disposição depois de ser impedido de apresentar estudo feito anualmente a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostrando que a pobreza extrema parou de cair no Brasil, Marcelo Medeiros também pediu para sair.

A carta de demissão do pesquisador — em que solicita deixar a vice-coordenadoria de Estudos de População, Desenvolvimento e Previdência — foi entregue em setembro ao chefe imediato. Embora não tenha abordado no documento o motivo do pedido, Medeiros expressou verbalmente, na presença de testemunhas, o descontentamento com o represamento de dados. Mesma razão que levou Herton a pedir demissão do cargo de diretor de Estudos e Políticas Sociais.

O imbroglio no instituto coincidiu com o início da campanha eleitoral, mas se agravou ao longo do último mês, quando o estudo de avaliação dos resultados da Pnad, que é feito e divulgado anualmente, ficou pronto. Entre as conclusões, uma tinha potencial para arranhar a principal vitrine do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição: a pobreza extrema não caiu entre 2012 e 2013.

Governo Dilma segura dados sobre miséria

Diretor do Ipea decidiu se afastar do cargo após a cúpula do órgão impedir a publicação, no período eleitoral, de um estudo inédito sobre a evolução no número de miseráveis no governo Dilma.

Contabilidade criativa da miséria

Fonte: Folha de S.Paulo 

Governo Dilma evita divulgar dados sobre miséria

Ipea não publicará até o final do segundo turno sua tradicional avaliação dos microdados da PNAD. O estudo ganha especial importância porque erradicar a miséria foi uma das principais promessas da administração Dilma Rousseff.  Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

 

Diretor do Ipea se afasta do cargo após instituto segurar dados

Herton Araújo decidiu deixar o cargo após a cúpula do órgão impedir a publicação, no período eleitoral, de um estudo inédito sobre a evolução no número de miseráveis no governo Dilma

Um diretor do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) decidiu se afastar do cargo após a cúpula do órgão impedir a publicação, no período eleitoral, de um estudo inédito sobre a evolução no número de miseráveis no governo Dilma Rousseff. Herton Araújo, titular da diretoria de Estudos e Políticas Sociais, colocou seu cargo à disposição por não concordar com a decisão da cúpula.

Conforme a Folha de S.Paulo revelou no último dia 11, o instituto, ligado à Presidência da República, não publicará até o final do segundo turno sua tradicional avaliação dos microdados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013. Ele argumenta que a publicação fere a lei eleitoral.

Essa avaliação mostraria se o número de pobres e miseráveis subiu ou diminuiu no ano passado. O estudo ganha especial importância pois erradicar a miséria foi uma das principais promessas da administração Dilma Rousseff.

Usando a mesma base de dados, pesquisadores independentes chegaram à conclusão que, pela primeira vez desde 2003, a miséria parou de cair em 2013, como mostrou a reportagem da Folha de S.Paulo.

De acordo com um estudo produzido pelo Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), organização sem fins lucrativos que reúne alguns dos principais estudiosos da pobreza no país, houve no ano passado um pequeno aumento no número de brasileiros indigentes.

Ele saiu de 5,8% da população em 2012 (10,9 milhões de pessoas) para 6% da população (11,1 milhões de pessoas). Como a diferença é pequena, ainda mais em uma pesquisa feita por amostragem, os pesquisadores preferem portanto falar em estagnação.

Em relação ao número total de pobres, a tendência de queda foi mantida, também por uma diferença modesta: de 18% em 2012 (33,6 milhões de pessoas) para 17% (31,7 milhões de pessoas) da população.

Os critérios do Iets para definir miseráveis e pobres são diferentes dos adotados pelo governo, mas nos últimos anos têm mostrado trajetórias semelhantes. Para o Ministério do Desenvolvimento Social, que administra o Bolsa Família, miseráveis e pobres são os que vivem em famílias de renda per capita abaixo de R$ 77 e R$ 154 por mês, respectivamente. Já o Iets usa linhas de R$ 123 e R$ 246.

‘Vencido’

Ao contatar o Ipea na semana passada, a reportagem recebeu a resposta de que a decisão de não publicar o estudo havia ocorrido numa reunião de agosto da Diretoria Colegiada do órgão. No dia 8, a reportagem pediu então detalhes dessa reunião (como a ata) e de sua argumentação jurídica (que parte da lei eleitoral proíbe a divulgação). Não houve resposta.

Segundo nova nota do Ipea, em outra reunião do colegiado, no dia 9, “Araújo procurou convencer os demais membros do colegiado a rever a decisão, restando vencido”. “Por discordar desta interpretação da lei eleitoral, o Sr. Araújo colocou o cargo à disposição.” Araújo não respondeu os recados deixados pela reportagem.

A íntegra da nota do Ipea sobre o caso:

“O Ipea, por meio de sua Diretoria Colegiada, deliberou, em reunião realizada na primeira semana do mês de agosto, sobre procedimentos referentes à publicação de estudos durante o período eleitoral.

O Instituto vem mantendo normalmente a publicação de periódicos e obras enviadas para editoração até 5 de julho –data em que passaram a valer restrições estabelecidas a agentes públicos na Lei das Eleições (9.504/1997)–, mas suspendeu até 26 de outubro a divulgação de estudos não periódicos produzidos neste ínterim. A decisão baseou-se no entendimento de que uma instituição de pesquisa de Estado não deveria, neste período, suscitar acusações de favorecimento a um ou outro candidato.

Nomeado diretor posteriormente, o Sr. Herton Ellery Araújo não havia participado da deliberação. Durante a reunião de Diretoria Colegiada realizada na última quinta-feira, 9 de outubro, o Sr. Araújo procurou convencer os demais membros do colegiado a rever a decisão, restando vencido. Por discordar desta interpretação da lei eleitoral, o Sr. Araújo colocou o cargo à disposição.

Assessoria de Imprensa e Comunicação do Ipea

Gestão deficiente: PT concentrou renda no Brasil

Dados do Imposto de Renda mostram que os 5% mais ricos do país detinham, em 2012, 44% da renda. Em 2006, esse porcentual era de 40%.

Os brasileiros que fazem parte da seleta parcela do 1% mais rico também viram sua fatia aumentar: passou de 22,5% da renda em 2006 para 25% em 2012

Fonte: Veja 

Gestão deficiente do PT concentrou renda no Brasil

Gestão deficiente do PT: documento mostra que a concentração de renda aumentou no Brasil entre 2006 e 2012. Fonte: AFP/VEJA

Concentração de renda aumentou nos últimos anos de gestão do PT

Estudo inédito encomendado pelo Ipea mostra que, entre 2006 e 2012, a fatia que os 5% mais ricos detinham na renda total do país passou de 40% para 44%

Está engavetado no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas (Ipea) um estudo inédito que mostra uma realidade bem diferente da que vem sendo pregada pelo PT na campanha eleitoral de Dilma Rousseff. O documento, ao qual o site de VEJA teve acesso, mostra que a concentração de renda aumentou no Brasil entre 2006 e 2012.

Dados do Imposto de Renda dos brasileiros coletados por pesquisadores do Instituto mostram que os 5% mais ricos do país detinham, em 2012, 44% da renda. Em 2006, esse porcentual era de 40%. Os brasileiros que fazem parte da seleta parcela do 1% mais rico também viram sua fatia aumentar: passou de 22,5% da renda em 2006 para 25% em 2012.

O mesmo ocorreu para o porcentual de 0,1% da população mais rica, que se apropriava de 9% da renda total do país em 2006 e, em 2012, de 11%. Os dados referentes a 2012 correspondem aos mais recentes apurados pela Receita Federal.

Os dados sobre o Imposto de Renda levados em conta pelos pesquisadores do Ipea não são públicos. Por isso, tais números não são usados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir a desigualdade no país. O Instituto usa o Índice de Gini, que mede a distribuição de renda com base nos dados de rendimento por domicílios. O problema é que, como tal informação é fornecida pela própria população aos recenseadores, não é considerada a mais precisa, já que os próprios cidadãos podem subestimar ou superestimar a renda.

Os dados do Imposto de Renda são mais completos porque, além de serem oficiais, mostram posse de bens e rendimentos isentos ou não tributáveis, como doações, investimentos em poupança e outras aplicações cuja tributação ocorre direto na fonte. O levantamento seria mais completo ainda se usasse dados da declaração de renda de pessoa jurídica, já que muitos brasileiros — sobretudo os mais ricos — declaram seus rendimentos como tal, e não como pessoa física.

A principal conclusão do estudo é que a concentração de renda entre a parcela mais endinheirada, segundo os dados tributários, é muito superior àquela verificada nos dados revelados pelos brasileiros ao recenseadores do IBGE, sem que haja qualquer tendência de queda. Entre 2006 e 2008, por exemplo, ano em que as políticas de transferência do governo eram alardeadas por Lula, houve o maior aumento de concentração de renda na fatia de 1% mais ricos. O mesmo salto ocorreu entre 2010 e 2011. O estudo mostra ainda que a desigualdade entre os mais ricos é maior nos dados tributários do que no levantamento domiciliar.

Outra conclusão do estudo é que o estrato dos mais ricos é “blindado”, ou seja, a desigualdade entre eles e o restante da população não se estreita. “Se essa elite se mantém estável no tempo”, diz o estudo, “a maior parte da mudança na desigualdade deve ocorrer entre os estratos que estão mais na base e no centro da distribuição.” Esses segmentos da base e do centro não foram objeto do estudo.

Índice de Gini — Entre 2011 e 2012, último período apurado pelo IBGE, a redução da desigualdade havia desacelerado e ficou próxima da estagnação. O Índice de Gini ficou em 0,526, ante 0,527 em 2011. Já entre 2003 e 2010, o mesmo indicador mostrou um grande recuo, passando de 0,581 para 0,533. Quanto mais próximo de zero e mais distante de 1, menor a desigualdade. O indicador é divulgado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cuja versão mais atual, referente a 2013, será publicada nesta quinta-feira.

Os dados sigilosos do Imposto de Renda foram enviados ao Ipea pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, chefiada pelo economista Marcelo Neri, que encomendou pessoalmente tal levantamento. Em entrevista recente ao Estado de S. Paulo, Neri afirmou que “a desigualdade está caindo 0,1% ao mês”, e que “a renda do trabalho tem crescido 6,1%”. Neri citou dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) que ainda não foram divulgados pelo IBGE.

Os dados do Ipea são significativos porque contrastam com a retórica de antagonismo à elite e aos bancos exibida pelo PT durante a propaganda eleitoral. Num Brasil onde os ricos ficaram mais ricos, o discurso do partido mostra-se artificial. Há cerca de duas semanas, ao ver sua candidatura ameaçada pela ex-senadora Marina Silva (PSB), que havia disparado nas pesquisas de intenção de voto, a presidente Dilma Rousseff vem lançando mão de ataques à rival. Sua estratégia preferida tem sido dizer que, se Marina ganhar, dará independência ao Banco Central — o que, na cartilha petista, significa entregar o país a banqueiros que, segundo imagens exibidas na TV, tirarão não só os empregos dos brasileiros, como também a comida de suas mesas. Procurados pela reportagem, a SAE e o Ipea não retornaram o pedido de entrevista.

PT, o partido dos ricos

Não é segredo para ninguém que, nos anos da administração do PT, os ricos ganharam dinheiro como jamais haviam conseguido na vida.

Eleições 2014

Fonte: ITV

PT virou partido dos Ricos

Bancos lucraram cerca de 5 vezes mais no governo Lula do que na gestão do PSDB, entre 1995 e 2002. Foto: Leandro Martins/Futura Pres/VEJA

O partido dos ricos

Os 12 anos em que o PT governou o país vão ficar marcados na história como aqueles em que um partido que se diz dos trabalhadores deixou os patrões felizes como nunca

O governo do Partido dos Trabalhadores vive propagandeando que sua ação tem sido sempre voltada a beneficiar os mais pobres. Nas mistificações grosseiras veiculadas na propaganda eleitoral, seus adversários são retratados como defensores dos ricos e dos poderosos. A realidade, porém, é bastante distinta deste maniqueísmo barato.

Não é segredo para ninguém que, nos anos da administração do PT, os ricos ganharam dinheiro como jamais haviam conseguido na vida. Em especial, os bancos – que o marketing petista adora demonizar, mas os petistas no poder amam bajular – lucraram como nunca antes na história: só no governo Dilma, já são R$ 233 bilhões, segundo levantamento feito pelo Valor Econômico.

Não é pecado banco lucrar, muito menos empresários ser bem sucedido. O problema está na exploração eleitoreira que se faz do assunto. Na mesma pesquisa, o jornal mostra que, em termos reais, os bancos lucraram cerca de cinco vezes mais no governo Lula do que na gestão do PSDB, entre 1995 e 2002. Mas os ganhos não pararam por aí: nos anos Dilma, subiram mais 61%.

O governo que faz os banqueiros felizes da vida também diz que atacou como nenhum outro a desigualdade social no país. Será mesmo verdade esta afirmação mil vezes repetida? Se dependesse do vezo autoritário e obscurantista da gestão petista, talvez tivéssemos de nos valer apenas do discurso oficial e de outras medidas conhecidas para aferir a veracidade da afirmação.

Mas felizmente um grupo de pesquisadores do Ipea conseguiu trazer à luz estudo que mostra, com metodologia inédita no país, que entre 2006 e 2012 a desigualdade aumentou ao invés de diminuir no Brasil. O documento foi mantido engavetado pela instituição, mas suas conclusões foram trazidas à tona pelo site da revista da Veja e sua íntegra já circula na internet em páginas dedicadas ao debate democrático de pesquisas sociais.

O que o estudo mostra, a partir de uma nova metodologia que usa dados do imposto de renda dos brasileiros? Em 2006, os 5% mais ricos do país detinham 40% da renda nacional e, em 2012, passaram a deter 40%. Também no topo do topo da pirâmide, houve maior concentração: o 1% mais endinheirado da população viu sua fatia aumentar de 22,5% para 25% no mesmo período.

O PT tem horror à ação detergente da luz do sol e professa sua fé na manipulação despudorada da realidade para tentar enganar incautos. Mas a verdade é que os 12 anos em que os petistas governaram o país – e que, tudo indica, caminham para seu fim – vão ficar marcados na história como aqueles em que um partido que se diz dos trabalhadores deixou os patrões felizes como nunca.

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