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CPI do BNDES pode chegar a Lula

Lula é alvo de três pedidos de convocação para prestar depoimento na comissão, instalada na quinta-feira.

A comissão foi instalada na quinta-feira após o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Estadão

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Relação. Deputados querem esmiuçar atuação em prol de empresas financiadas pelo BNDES. Foto: Estadão

Criada por Cunha, CPI do BNDES mira em Lula

Primeira leva de requerimentos da comissão tem três convocações de ex-presidente, além da de aliados como Okamotto, Palocci, Mantega e do filho, Lulinha

Os primeiros requerimentos apresentados na CPI do BNDES da Câmara apontam que o foco da comissão deverá ser as atividades do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A comissão foi instalada na quinta-feira após o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff. Ele é investigado pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

Lula é alvo de três pedidos de convocação para prestar depoimento na comissão, instalada na quinta-feira. Apresentados pelos deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Cristiane Brasil (PTB-RS) e Carlos Melles (DEM-MG), os pedidos partem da suspeita de que o ex-presidente, por meio doInstituto Lula, atuou no exterior como lobista de grandes empresas beneficiárias de empréstimos do BNDES.

Lula é alvo de procedimento investigatório criminal da Procuradoria da República no Distrito Federal, que investiga se houve tráfico de influência internacional de Lula em favor da construtora Odebrecht no exterior.

Ao negar a acusação, o Instituto Lula afirma que o petista jamais atuou como lobista, nunca foi de conselho ou diretor de empresa nem contratado para consultorias. Segundo a entidade, o que o ex-presidente fez foi defender interesses de várias empresas e do próprio País no exterior, além de ter dado palestras.

Jungmann também apresentou requerimentos para convocar o filho de Lula, Fábio Luiz, e quebrar seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. O deputado alega que a empresa de Fábio, a Gamecoorp, foi beneficiada em negócio suspeito com a Oi-Telemar, empresa com participação acionário do BNDES.

Foram protocolados ainda pedidos de convocação dos ex-ministros da gestão Lula, como Antonio Palocci (Fazenda), Guido Mantega (Economia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), além de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

Também poderão ser chamados empresários próximos a Lula, como os acionistas da JBS, Wesley e Joesley Batista, e executivos ligados a empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, como Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro (ex-presidente da OAS).

Além disso, há requerimentos de pedidos de informações sobre contratos do BNDES no Brasil e no exterior entre 2003 e 2015, que abrangem os governos de Lula e sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff.

Os 71 requerimentos apresentados até a noite de sexta-feira serão colocados em votação na próxima sessão, marcada para terça-feira. O presidente da comissão, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), afirmou que os documentos serão apreciados por ordem de registro.

O primeiro deles, de autoria do deputado Miguel Haddad (PSDB-SP), é um pedido de convocação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que já encaminhou carta à comissão colocando-se à disposição. “É claro que depois, politicamente, vamos ver como administrar isso”, diz Rotta, referindo-se aos pedidos de convocação de Lula. O primeiro a apresentar pedido para ouvir o petista foi Raul Jungmann.

Apelo. Marcos Rotta lembra que, ao ser eleito presidente, fez um apelo para que os trabalhos da comissão não fossem contaminados pela politização. “Eu sei que é difícil”, reconhece.

Relator da CPI, o deputado José Rocha (PR-BA) classificou os pedidos de convocação do ex-presidente como “politização pura”. Ele afirma que serão priorizadas demandas do ponto de vista “técnico”. Para o petista, a comissão “não pode ser espaço de pirotecnia.”

Autor de 19 requerimentos, Jungmann diz ser “imprescindível” para a comissão ouvir o petista, mas pondera que “não será fácil”. “Vai depender essencialmente do PMDB.”

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Oposição quer demissão de Foster após novas denúncias

Após denúncia feita pela ex-gerente, Venina Velosa da Fonseca, líderes da oposição querem a destituição de toda diretoria da Petrobras.

Segundo matéria publicada pelo Valor Econômico, Graça Foster foi alertada em 2008 sobre os desvios e irregularidades em contratos e licitações.

Fonte: G1

Petrolão: oposição cobra renúncia de Foster após novas denúncias

Oposição cobra demissão de Graça Foster e diretores da Petrobras

Oposicionistas se basearam em denúncia de que diretoria ignorou alertas. Segundo jornal, ex-gerente da petroleira advertiu cúpula sobre desvios.

Líderes de PSDB, PPS e DEM cobraram nesta sexta-feira (12) a demissão da presidente da Petrobras, Graça Foster, e dos demais integrantes da diretoria da estatal após vir à tona que a cúpula da petroleira foi alertada diversas vezes sobre a ocorrência de irregularidades em contratos da estatal. Segundo reportagem publicada nesta sexta pelo jornal “Valor Econômico”, a ex-gerente executiva da Diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca denunciou aos diretores da empresa que havia ilegalidades em contratos e licitações.

O jornal relata que, apesar das advertências, a direção da empresa não agiu para conter os desvios bilionários e ainda destituiu de seus cargos os executivos que tentaram barrar o esquema de corrupção.

“Demitir toda a diretoria é o mínimo que se tem que fazer. Onde se mexe vem denúncia de todo tipo, não só de [a cúpula da estatal] não ter mandado apurar, mas perseguir e transferir quem denuncia irregularidades”, afirmou o deputado federal Rubens Bueno (PR), líder do PPS.

Venina Velosa da Fonseca era subordinada ao ex-diretor Paulo Roberto Costa, um dos presos pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Após fazer as denúncias, ela foi transferida para Cingapura, na Ásia, e, posteriormente, acabou afastada da estatal.

“A demissão seria a resposta mínima para esse momento independentemente se a pessoa teve relação direta com os atos praticados. No mínimo, houve negligência. É uma resposta moral para a sociedade”, reforçou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), a presidente da Petrobras não tem mais “credibilidade” para permanecer no cargo. “Ela perdeu completamente as condições éticas e morais [para continuar na função], incluindo a confiabilidade interna e a credibilidade externa”, enfatizou.

Na visão do tucano, Graça não tomou nenhuma ação efetiva para interromper “falcatruas” na empresa. “Ela entrou [na presidência] de um tamanho e saiu menor, porque foi omissa.”

Já o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) destacou que o relatório paralelo que a oposição está elaborando para apresentar na próxima semana na CPI mista da Petrobras pedirá o afastamento de Graça Foster da presidência da empresa e de toda a atual diretoria.

“Essa notícia do jornal Valor dá uma clareza a uma questão que é urgente, que é a mudança de toda a diretoria. A atual diretoria não tem mais condições nem credibilidade para tocar a empresa”, opinou o deputado do DEM.

“Essa engrenagem está falida. Independentemente da participação ou do envolvimento pessoal da senhora Graça Foster, você precisa trazer uma equipe acima de qualquer suspeita daqui para frente”, complementou.

Os alertas

O “Valor Econômico” diz que a atual presidente da estatal Maria da Graça Foster foi informada das irregularidades por meio de e-mails e documentos enviados desde 2009, antes mesmo de ela assumir o comando da companhia, em 2012.

Graça Foster, segundo o jornal, foi advertida a respeito de contratações irregulares na área de comunicação da Diretoria de Abastecimento, administrada por Paulo Roberto Costa entre 2004 e 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O sucessor de Costa na diretoria da Petrobras, José Carlos Cosenza, também foi informado sobre os atos de corrupção. Cosenza é responsável pela Comissão Interna de Apuração de desvios na petroleira.

Afastada da Petrobras em 19 de novembro, Venina advertiu Graça Foster sobre a multiplicação de aditivos na refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, empreendimento executado pelas empreiteiras investigadas pela Lava Jato. Em 2014, disse o jornal, foram remetidas à presidente da Petrobras denúncias envolvendo os escritórios da estatal no exterior, porém, nenhuma providência foi tomada pelos dirigentes da petroleira.

A delatora, informou o “Valor Econômico”, irá depor ao Ministério Público, em Curitiba, onde tramita a parte do processo da Lava Jato que está na primeira instância. O jornal afirma que ela começou a apresentar as denúncias na época em que ainda era subordinada a Paulo Roberto Costa, entre novembro de 2005 e outubro de 2009.

Relatório paralelo

A percepção entre os líderes oposicionistas, porém, é que o voto em separado dificilmente será aprovado na CPI, na medida em que a base aliada possui uma maioria expressiva no colegiado.

Apesar da chance remota de aprovar o voto em separado, o líder do PPS na Câmara defende a confecção do parecer oposicionista. “A oposição tem que ter um relatório que mostre exatamente o que aconteceu e não um relatório chapa-branca”, argumentou.

Em seu relatório final, o deputado Marco Maia (PT-RS) não recomenda o indiciamento de nenhum dos envolvidos nas denúncias de corrupção. O parecer do parlamentar petista deverá ser votado na próxima quarta-feira (17), mesmo dia em que os oposicionistas prometem entregar o seu documento.

Para Mendonça Filho, mesmo minoritária, a oposição deve dar uma resposta à expectativa da opinião pública por um relatório mais “duro e contundente”. “Os parlamentares vão ter que decidir se vão se submeter ao governo ou se vão estar do lado da sociedade”.

Imbassahy diz que será uma “humilhação” para o parlamento se o relatório do deputado Marco Maia for aprovado. “É levar qualquer iniciativa da CPI à sarjeta”, ironizou.

Dilma minimiza caso de corrupção na Petrobras, critica Aécio

Aécio condenou declaração de Dilma, que disse achar estarrecedora a liberação de depoimentos sem o conteúdo completo e sem as provas.

Petrobras: PT e a corrupção

Fonte: O Globo

Aécio condena Dilma por minimizar caso de corrupção na Petrobras

Aécio: “Assaltaram a maior empresa brasileira nas barbas desse governo. E não há sequer uma indignação da presidente. Ela está indignada com o vazamento, não está indignada com os depoimentos”, disse. Foto: Marcos Fernandes

Aécio ironiza declaração de Dilma, e se diz estarrecido com o teor de depoimentos

Candidato condenou fala de petista, que afirmou estar ‘estarrecida’ com o vazamento de depoimentos sobre esquema na Petrobras

A divulgação de trechos do depoimento dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef sobre esquemas de pagamento de propinas a políticos e partidos para financiar campanhas eleitorais esquentou o debate entre os presidenciáveis no começo do segundo turno. Em pronunciamento feito à imprensa na tarde desta sexta-feira no Rio, o presidenciável Aécio Neves (PSDB) condenou a declaração da presidente Dilma Rouseff (PT), que disse achar “estarrecedora” e “leviana” a liberação dos depoimentos de Costa e Yousseff sem o conteúdo completo e sem as provas.

Em entrevista coletiva antes de embarcar para Canoas, no Rio Grande do Sul, onde teve compromissos de campanha, Dilma defendeu que a investigação seja feita sem “manipulação política”.

— Acho muito estranho e muito estarrecedor que, no meio da campanha eleitoral, façam esse tipo de divulgação. Eu acredito que, para o Brasil, é muito importante que de fato a gente combata a corrupção, que a gente não deixe uma coisa se misturar com a outra; que haja de fato o interesse real, legítimo e concreto de punir corruptos e corruptores. Agora que não se use isso de forma leviana em períodos eleitorais e de forma incompleta, porque nós não temos acesso a todas as informações. Eu acho que a investigação deve ser feita sem manipulação política ou qualquer outro tipo de intervenção. Não acredito que a legislação no Brasil possa ser aplicada ao sabor das circunstâncias. Acredito que isso não contribui para o fortalecimento das instituições — disse a presidente.

Poucas horas depois, também em entrevista coletiva, Aécio reagiu:

— A presidente deu uma declaração de que acha estarrecedor o vazamento desses depoimentos. Eu considero estarrecedores esses depoimentos. Essa confissão de crime cometido sucessivamente é de forma contínua ao longos dos últimos doze anos. Assaltaram a maior empresa brasileira nas barbas desse governo. E não há sequer uma indignação da presidente. Ela está indignada com o vazamento, não está indignada com os depoimentos — disse o tucano.

E Dilma voltou à carga durante um ato de campanha em Canoas, no qual ela classificou a utilização de informações dos depoimentos na corrida eleitoral como “golpe”.

— Agora, na véspera eleitoral, eles querem dar um golpe. Estão dando um golpe. Com esse golpe nós não vamos concordar – discursou a candidata, que acusou a PF de ter sido “aparelhada” no governo do PSDB. — Não concordamos com o uso eleitoreiro de processos de investigação que nós fizemos, que nós desenvolvemos. A Polícia Federal começou a ser um órgão de investigação a partir dos nossos governos. Quem era o diretor da Polícia Federal nos últimos quatro anos do governo do PSDB? Era aparelhado. Era um militante filiado do PSDB. Eles aparelharam a Polícia Federal, que investigou pouco, descobriu pouco, prendeu pouco e condenou muito pouco os corruptos e corruptores — completou.

Perguntado se acha que os esquemas de corrupção da Petrobras podem ter chegado a conhecimento do alto escalão da empresa, Aécio disse que, caso eleito, irá a fundo nas investigações e que todos os responsáveis serão processados e os culpados, punidos.

— As denúncias que fizemos no Congresso Nacional em relação aos desvios da Petrobras tinham como base uma série de denúncias que nos chegavam, por isso nós lutamos por uma CPI. Agora (vemos) o tesoureiro do PT, que sustenta a estrutura partidária, acusado de receber esses recursos desviados da corrupção. O que posso dizer é que, se eleito presidente da República, nós vamos a fundo nessas investigações. Nós vamos estimular todos os órgãos que já cumprem o seu dever constitucional para que as investigações possam ir no limite do que seja necessário. E absolutamente todos os responsáveis possam ser processados e os culpados exemplarmente punidos — declarou.

Sobre o programa eleitoral de rádio da candidata Dilma, veiculado nesta sexta-feira, que dizia que Fernando Henrique Cardoso acha os pobres desinformados, o tucano disse achar uma desonestidade intelectual a estratégia de morar críticas ao ex-presidente, e que Dilma tenta desagregar os brasileiros.

— Eu acho isso uma desonestidade intelectual. Se não tivesse a estabilidade da moeda, se não tivesse a Lei de Responsabilidade Fiscal, se não tivesse a privatização de setores importantes da economia, não teria havido os resultados que tiveram no governo do presidente Lula. Acho triste, chega a ser melancólico o início desse segundo turno, onde a presidente da República ir na perversa tentativa de dividir o Brasil entre nós e eles, entre o Norte e Sudeste, entre Norte e Sul. Eu, ao contrário, quero unir o Brasil.

SEM APOIO FORMAL DE MARINA E ROMÁRIO

Durante a coletiva, Aécio Neves disse ainda que vê com enorme naturalidade a indefinição da ex-candidata à Presidência Marina Silva de declarar apoio ou não ao candidato. Marina Silva tinha sinalizado apoio ao candidato no início da semana, mas recuou. Até o momento, a ex-ministra não formalizou sua decisão.

— Percebo que há uma convergência crescente entre os companheiros nossos, os companheiros da Marina, do próprio PSB. Amanhã mesmo estarei em Pernambuco, teremos lá um ato de apoio formal do PSB regional à nossa candidatura. É com enorme emoção que recebo o apoio do grupo político de Eduardo Campos. Quanto à candidata Marina Silvaacredito que ela tomará sua decisão no momento certo, e que será por nós respeitada — afirmou.

Sobre o silêncio do candidato recém-eleito ao Senado Romário (PSB) a respeito de um eventual apoio neste segundo turno, Aécio amenizou e disse acreditar estar junto com ele nos próximos dias.

— Eu tenho dito em relação a todos os apoios que todos tem o seu tempo e deve avaliar qual é o melhor caminho. Reitero que tenho muito respeito ao desempenho parlamentar do Romário, como era também admirador de seu futebol. Mas acredito que possamos estar juntos nos próximos dias — sinalizou. Mais cedo, Aécio passou o dia em seu apartamento, em Ipanema, conversando por telefone com alguns aliados.

Aécio Neves abriu a coletiva lembrando o Dia Nacional de Prevenção a Violência Contra a Mulher e anunciou que, caso eleito, criara uma rede de proteção às mulheres que sofreu ou está sob ameaça de sofrer violência, com as Casas-Lares, com os abrigos familiares e ampliando o Disque-Denúncia nos municípios.

— Nós temos que tirar das estatísticas macabras do Brasil o aumento dos crimes de violência contra a mulher.

Aécio: ‘vamos devolver a Petrobras para os brasileiros’

Aécio Neves apontou diretamente a presidente Dilma Rousseff como responsável pelo que classificou como descontrole de gestão. 

“Ela (Dilma) comandou a Petrobras com mão de ferro e fazia questão que todos soubessem, como ministra de Minas e Energia e presidente do conselho”, disse Aécio.

Fonte: Estado de Minas

Aécio propõe uma devassa na Petrobras

Aécio: “E não será apenas devassa. Vamos devolver a Petrobras para os brasileiros”. Foto: Orlando Brito

Aécio quer devassa na Petrobras

Candidato tucano afirma que, caso eleito, vai trabalhar para pôr fim à corrupção na estatal

Em campanha ontem em Goiás, o candidato tucano à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), anunciou que, se eleito, vai fazer uma devassa na Petrobras – alvo de denúncia de pagamento de propina a políticos e governadores –, para pôr fim à corrupção na estatal. Aécio apontou diretamente a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, como responsável pelo que classificou como descontrole de gestão. “Ela (Dilma) comandou a Petrobras com mão de ferro e fazia questão que todos soubessem, como ministra de Minas e Energia e presidente do conselho. Quando foi para a Casa Civil, não transferiu a presidência do conselho para o ministro de Minas e Energia, preferiu ela continuar como presidente do conselho, e depois como presidente da República. Nunca escondeu de ninguém que ela é que mandava”, afirmou o tucano.

Apresentando-se como a “verdadeira oposição”, Aécio Neves foi mais longe. Acusou também o governo de Dilma de ter “fraudado a CPI” que investiga os negócios da estatal para evitar que os escândalos viessem a público. “Agora compreendo por que o Palácio (do Planalto) se envolveu, com a direção da Petrobras, para fraudar a CPI. Os funcionários do governo quiseram fazer uma blindagem dos depoentes convocados. Está aí: temiam que esse descontrole da empresa viesse à luz. Será que ninguém sabia?”, questionou o candidato. De acordo com o tucano, o seu governo não vai fazer como Dilma Rousseff fez, que olhou e disse que estava tudo bem. “E não será apenas devassa. Vamos devolver a Petrobras para os brasileiros”, afirmou Aécio.

Perverso

Ampliando o seu leque de ataques à petista, o tucano também foi duro ao falar do anúncio da saída de Guido Mantega, ministro da Fazenda, antes do término do governo Dilma. “É um governo que está na defensiva. É inimaginável o que a presidente Dilma fez e até perverso para os comandantes da política econômica. Ministro da Fazenda, ou o presidente nomeia ou demite. Você não anuncia que vai demitir”, disse Aécio. Para ele, as declarações afetam o mercado, mesmo com a justificativa de que ele não ficaria num segundo mandato por questões pessoais. “Ela disse que é por um motivo pessoal do ministro Guido. Então, ela deixa a pergunta no ar: se amanhã o ministro superar seus problemas pessoais, ele volta para o cargo, apesar de o Brasil estar com a inflação saindo do controle? Ela terá que responder a essa pergunta”, afirmou, finalizando: “Este é um governo que acabou antes da hora”.

Por meio de nota, o candidato tucano também falou sobre a mudança da perspectiva de rating do Brasil pela agência de risco Moody’s, que ameaça rebaixar o país em razão do crescimento negativo. Para ele, a possibilidade nada mais é do que consequência da política econômica equivocada da presidente petista. “A decisão da agência de classificação de risco Moody’s Investors Service de rebaixar a perspectiva do rating do Brasil para negativa confirma a infeliz deterioração do quadro econômico do nosso país. Mostra que as conquistas econômicas e sociais do Brasil estão em risco por decisões equivocadas da política econômica, com exagerada flexibilização fiscal, que abalaram de maneira significativa a confiança dos investidores”, diz o texto da nota. 

Terrorismo

Até mesmo ao criticar a candidata do PSB, Marina Silva, Aécio Neves usou o PT. Para o tucano, Marina – que alega ser vítima do terrorismo petista – não deveria se incomodar com as críticas feitas a ela pelo PT, porque o terrorismo no partido existe desde que ela ocupou o cargo de ministra do Meio Ambiente no governo petista. “É preciso que a candidataMarina não se incomode com as críticas que recebe. Vejo ela reclamando muito do terrorismo que o PT vem fazendo, dizendo que ela vai acabar com o Bolsa Família e outros benefícios. Esse terrorismo do PT existe desde sempre, desde que ela era parte importante do PT, desde que era ministra. E nós sofríamos com esse terrorismo do PT, com essa leviandade em véspera da eleição”, disse. Em Goiânia, o tucano participou de reunião com lideranças políticas do governador Marconi Perillo, que disputa a reeleição. 

Mensalão 2: Marina Silva vai responder a denúncias sobre Campos

Marina Silva disse que vai reagir às denúncias, como a citação do nome de Eduardo Campos em desvios de recursos da Petrobras.

Mensalão 2: denuncia de ex-diretor da Petrobras atinge PSB

Fonte: Estado de Minas

Mensalão 2: Marina disse que vai responder a denúncias sobre Campos

Marina disse que irá responder com calma sobre fraude de Campos à Petrobras.
Divulgação

Marina: vamos reagir a denúncias com tranquilidade

A candidata do PSB à Presidência da República disse que vai responder às denúncias, como a citação do nome de Eduardo Campos em desvios de recursos da Petrobras, conversando com as pessoas

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse que vai reagir às denúncias, como a citação do nome de Eduardo Campos em desvios de recursos da Petrobras, conversando com as pessoas. “Vamos reagir conversando com as pessoas e fazendo tudo até com muita tranquilidade, porque nós somos democratas e acreditamos na democracia”, disse ela, ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, após caminhada no Parque da Independência, em São Paulo.

A candidata do PSB afirmou ainda, em resposta a uma eleitora e militante de outro partido, que está sendo muito agredida pela candidata do PT, Dilma Rousseff, e pelo PSDB, ao ser questionada sobre a citação do nome de Eduardo Campos, ex-cabeça de chapa do PSB, nos desvios de recursos da Petrobras.

Beto Albuquerque, vice de Marina, acrescentou que durante o evento de hoje ficou claro que a população não está “nem um pouco feliz com os ataques da Dilma, ao contrário”. “Em honra ao nome de Eduardo Campos vamos aguardar investigações”, reforçou Albuquerque, em resposta à eleitora.

Marina disse ainda que não é cria de Lula, pois estudou e trabalhou. “Cada pessoa tem sua biografia. Não foi Lula quem me fez. Eu quem me fiz. Lula se fez por ele mesmo, assim como

Questionada pela eleitora sobre como ia governar, caso eleita, sem ajuda de corruptos, Marina disse que quer governar com a ajuda dos honestos e que “o PT e o PSDB que se conformaram”. Durante caminhada, ela prometeu manter os programas sociais em curso, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, caso seja eleita.

Durante caminhada no Parque da Independência, Marina ouviu eleitores, posou para fotos e repetiu inúmeras vezes a frase “ajude a gente”. Ela prometeu ainda fazer melhorias na educação e saúde. “Tudo que for bom será mantido”, disse a candidata do PSB.

Além do candidato a vice-presidente, Beto Albuquerque, ela estava acompanhada pelo deputado Walter Feldman, e agentes da Polícia Federal, segundo apurou o Broadcast Político. O acompanhamento foi reforçado recentemente e está sendo feito em toda aparição da candidata. Campos havia recusado a ajuda, mas Marina e Albuquerque pediram esse tipo de proteção.

Mensalão 2: Dilma imita Lula e diz que acusação de Costa não lança suspeita sobre governo

Dilma disse que lista apresentada por Costa não lança suspeita nenhuma sobre o governo, porque ninguém do governo foi oficialmente acusado.

No depoimento de delação premiada, Paulo Roberto Costa citou Edison Lobão, Henrique Eduardo Alves, Renan Calheiros e Eduardo Campos.

Fonte: Estado de Minas

Mensalão 2: Dilma usa mesma tática de Lula

Mensalão 2: Dilma disse que não pode tomar “nenhuma providência” enquanto não tiver “todos os dados oficialmente entregues”. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Dilma: acusação de Costa não lança suspeita sobre governo

Em meio à repercussão das revelações feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a presidente Dilma Rousseff disse neste domingo, 7, que a lista de nomes apresentada por Costa “não lança suspeita nenhuma sobre o governo, na medida em que ninguém do governo foi oficialmente acusado”. Dilma indicou, porém, que poderá tomar medidas “mais fortes” imediatamente, caso as denúncias sejam comprovadas.

No depoimento de delação premiada, Paulo Roberto Costa citou o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão; os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros – todos do PMDB -, além do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no último dia 13.

“Meu querido, eu acho que (o nome de Lobão aparecer no depoimento de Paulo Roberto Costa) não lança suspeita nenhuma sobre o governo, na medida em que ninguém do governo foi oficialmente acusado”, comentou Dilma ao ser questionada pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, em coletiva de imprensa concedida no Palácio da Alvorada neste domingo.

Questionada sobre a permanência de Lobão no governo, após a revelação da revista Veja, Dilma disse que não pode tomar “nenhuma providência” enquanto não tiver “todos os dados oficialmente entregues”. “Não acredito que os dados que a imprensa tem fornecido são oficiais. Ao ter os dados, tomarei todas as providências cabíveis, todas as medidas inclusive se tiver de tomar medidas mais fortes”, ressaltou.

Acusação

Dilma disse a jornalistas que não conversou com o ministro Lobão nos últimos dias. “Nem ele sabe do que é acusado, porque não está na matéria (da revista Veja). Ninguém sabe. Não pode ser assim o Brasil”, observou. “E quero dizer mais: o governo tem tido em relação a essa questão (investigação da Petrobras) uma posição extremamente clara. Aliás, foram órgãos do governo que levaram a essa investigação. Foi a Polícia Federal, não caiu do céu. O governo está investigando essa questão.”

Para fragilizar Dilma, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, chamou as denúncias do ex-diretor da Petrobras de “mensalão 2“, numa referência ao escândalo de corrupção que marcou o governo Lula, em 2005.

Ex-ministra da Casa Civil e também de Minas e Energia, Dilma presidiu o Conselho de Administração da Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena (EUA). À PF, Costa disse que houve pagamento de propina nesse negócio, que causou prejuízo de US$ 792 milhões à empresa, de acordo com o Tribunal de Contas da União.

Em março, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que Dilma votou a favor da compra da refinaria, quando comandava o conselho da estatal. Questionada, ela disse que só aprovou a transação porque recebeu relatório “falho” sobre o assunto. Depois de vir à tona, o negócio passou a ser investigado por duas CPIs no Congresso.

Aécio cobra instalação imediata da CPI da Petrobras

Aécio Neves: “Não há mais como procrastinar. A decisão está tomada, o respeito ao direito das minorias foi garantido pelo STF”.

Entrevista Aécio Neves

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista coletiva do senador Aécio Neves

Assuntos: decisão da ministra Rosa Weber, CPI da Petrobras

Em entrevista agora de manhã, o líder do PT disse que essa CPI está fadada a ser como foi a CPI do Cachoeira, pouco efetiva e sem resultado nenhum. O senhor acredita nisso?

Talvez isso seja muito mais uma torcida do que fruto de uma análise isenta dos fatos. A decisão da ministra Rosa Weber faz cumprir a Constituição e garante algo que é sagrado, o direito de as minorias atuarem no Parlamento fiscalizando as ações do governo federal. Nesse instante, a partir da notificação a essa Casa, cabe ao presidente Renan Calheiros ou a quem estiver respondendo pela Presidência do Senado, solicitar aos líderes a indicação dos membros que irão compor a CPI para que ela inicie seus trabalhos imediatamente. Não há mais como procrastinar, não há mais como adiar. A decisão está tomada, o respeito ao direito das minorias foi garantido pelo Supremo Tribunal Federal e agora é hora de fazermos as investigações. A CPI, tenho dito sempre, não pré-julga, não pré-condena absolutamente ninguém. É a oportunidade de todos aqueles envolvidos nessas sucessivas e gravíssimas denúncias que atingem a maior empresa brasileira estarem aqui se defendendo e apresentando as suas razões. Foi uma vitória do Estado de Direito, uma vitória da democracia e, sobretudo, uma vitória do Parlamento brasileiro.

Sobre a possibilidade de o governo tentar atrapalhar as investigações com a indicação da presidência e da relatoria da CPI.
 
Sem dúvida nenhuma, o governo até agora fez de tudo, a meu ver, de forma equivocada, para impedir essa investigação. O desgaste teria sido muito menor se o governo tivesse aceitado aquilo que era absolutamente razoável. Havido o fato determinante e apontado esse fato e o número adequado de assinaturas, bastava a sua instalação, e dentro da CPI faz-se o embate. É claro que a maioria do governo vai tentar adiar depoimentos, não aprovar requerimentos de oitivas, mas essa é uma disputa democrática, é uma disputa que é natural que ocorra dentro de uma CPI. O que foi grave, e eu sempre alertava para isso, é, para impedir a investigação, extirpar, retirar do Parlamento uma prerrogativa fundamental e que iria valer para casos futuros, não apenas para esse. Está garantido o direito das minorias de investigar o governo. A CPI está pronta para ser instalada e que o governo, dentro da CPI, faça o embate político. Caberá à sociedade julgar se eles querem efetivamente uma investigação ou se querem, na verdade, impedir que a sociedade saiba o que aconteceu com sua maior empresa.

É uma exigência da oposição que quem está no comando da Casa nesse exato momento instale a CPI?
 
É uma exigência da Constituição, agora respaldada pelo Supremo Tribunal Federal. Cabe a nós fazermos sim a pressão política para que essas indicações ocorram o mais rapidamente possível e a CPI comece a trabalhar. Não há como procrastinar mais. Não há como empurrar com a barriga um tema tão grave como esse. O presidente Renan Calheiros tem apenas um caminho: instalar a Comissão de Inquérito.

Sobre CPI Mista.

A nossa avaliação é de que esta decisão serve também para a CPMI. Neste momento, há uma determinação em relação à instalação da CPI do Senado. Estamos prontos para fazer as indicações dos nossos companheiros que comporão a CPI. Se o senador Renan compreender, e a meu ver é uma compreensão adequada, que esta decisão se estende àCPMI, nós estaremos prontos também para instalar a CPMI que, entre uma e outra, é a que consensualmente terá preferência.
 
Sobre possibilidade de a decisão da ministra Rosa Weber ser alterada pelo plenário do Supremo.

Não há efeito suspensivo na liminar proferida pela ministra Rosa Weber. Enquanto não houver a decisão do Supremo, instala-se a CPI. Em havendo uma decisão do plenário final em outra direção respeita-se esta decisão. Hoje, há um fato determinado claro. A ministra Rosa Weber atende a um pedido das oposições e garante, através de uma liminar, o funcionamento da CPI da Petrobras do Senado Federal. Já estamos com os nossos nomes para serem indicados e cabe ao senador Renan Calheiros simplesmente cumprir a sua obrigação como presidente deste poder e garantir o início dos trabalhos da CPI em benefício da democracia e em benefício da transparência na vida pública.

Sobre os nomes a serem indicados para a CPI.

O líder vai indicá-los no momento em que receber a orientação, receber o ofício do presidente do Senado. Já definimos e já temos os nossos nomes, mas prefiro que este seja um anúncio feito pelo líder Aloysio Nunes.

Sobre a possibilidade de abertura de outras CPIs.
 
Acho absolutamente legítimo. Se quiserem realmente investigar, que apresentem essa CPI. E se faltarem assinaturas, a minha está à disposição, apesar de o governo ter maioria. Não tememos investigação sobre absolutamente nada. Agora, existem denúncias que se sucedem a cada dia e uma mais grave do que a outra em relação ao desmando naPetrobras, à falta de governança da empresa, apontando para eventuais ilícitos. Isso tem de ser investigado. Ninguém é dono da maior empresa brasileira. O que tem acontecido hoje no Brasil, e não é só lá, na Eletrobras está aí este desastre do sistema elétrico, vimos hoje o que aconteceu na Câmara de Comercialização de Energia, com três dos seus titulares pedindo afastamento. A grande verdade é que a ação do governo do PT está quebrando o Brasil.

Governo: toma lá da cá

Só pra contrariar

Fonte: Brasília-DF – Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense

Está praticamente tudo certo entre o PMDB e o PT para que o senador peemedebista Renan Calheiros (AL) assuma a presidência do Senado, sucedendo mais uma vez José Sarney (PMDB-AP). O acordo foi sacramentado no encontro de cúpula das duas legendas com a presidente Dilma Rousseff, na terça-feira à noite. Faltou combinar, porém, com o grupo de senadores independentes, que resolveu lançar a candidatura do também peemedebista Jarbas Vasconcelos (PE).

 

Dez senadores participaram do encontro que decidiu contestar a candidatura de Renan, entre eles Ricardo Ferraço (ES), Luiz Henrique (SC), Casildo Maldaner (SC) e Waldemir Moka (MS), todos do PMDB. Os mais ativos na articulação de uma candidatura alternativa são os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT), que se destacaram na CPI do caso Cachoeira.

 

Renan Calheiros já presidiu o Senado, mas renunciou ao cargo para evitar a cassação do mandato pelos colegas durante um escândalo provocado por uma ex-amante. Agora, com habilidade, trabalha para voltar ao posto. Fará de tudo para isolar a candidatura de Jarbas Vasconcelos.

Passaportes// O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, determinou ontem à noite que os 25 condenados na Ação Penal 470 entreguem seus passaportes à Polícia Federal. O objetivo da medida é evitar a fuga dos réus do país. Acolheu o pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O julgamento do chamado “mensalão” foi retomado ontem pelo STF.

Lavou as mãos
Relator do projeto de partilha dos royalties de petróleo, o deputado petista Carlos Zarattini (foto), de São Paulo, não se conformou com a derrota na votação do Projeto 2.565/11 do Senado, aprovado ontem após manobra da base de apoio do governo Dilma. “O Mercadante (ministro da Educação) esteve aqui na Câmara, defendeu 100% dos recursos para a educação e o governo cruzou os braços. Não entendi a posição do governo”, criticou.

Sem veto
A presidente Dilma Rousseff não pretende vetar o projeto de partilha dos royalties de petróleo. Avalia que a emenda pode ser pior do que o soneto. Atrasaria ainda mais os leilões dos lotes da camada pré-sal, indispensáveis para que a Petrobras possa aumentar a sua produção. Os estados produtores terão de defender seus interesses nos tribunais.

Prejuízo/ O Espírito Santo vai perder R$ 11 bilhões até 2020. Segundo o governador Renato Casagrande (PSB), a decisão da Câmara foi desequilibrada e rompeu o pacto federativo. Casagrande ainda acredita no veto da presidente Dilma Rousseff. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que também quer o veto, estima as perdas de seu estado em R$ 4 bilhões.

Colostomia/ A Câmara aprovou o Projeto de Lei 7.177/02, que obriga operadoras de planos de saúde a fornecer aos pacientes operados no intestino ou bexiga o fornecimento de bolsas de colostomia e urostomia, respectivamente. De autoria da deputada federal Jandira Feghali, o projeto tramitava no Congresso desde 2002.

Salários / A votação do Projeto de Decreto Legislativo 569/12, que extingue os salários extras dos parlamentares, foi adiada mais uma vez. Faltou quórum ontem na Comissão de Finanças e Tributação (CFT).

Barraco
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, passou maus bocados ontem na reunião com governadores e representantes de estado na qual propôs a unificação da alíquota interestadual do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O governador do Ceará, Cid Gomes (foto), do PSB, soltou os cachorros contra a proposta do governo, que pretende reduzir a alíquota para 4%, no decorrer de oito anos. Trocando em miúdos, Cid disse que a política de isenções tributárias do governo federal quebrou o seu governo e os municípios do Ceará.

Alíquotas
Os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Espírito Santo, cobram uma alíquota de ICMS de 12%, enquanto os estados do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro cobram uma alíquota menor, de 7%, nas vendas para o restante do país. O governo quer uma alíquota única.

Fundo
O governo propôs a criação de um fundo de compensação de R$ 12 bilhões para evitar perdas aos estados com a mudança no ICMS, dos quais R$ 3 bilhões seriam em recursos do orçamento da União. Os estados tomariam emprestado R$ 9 bilhões

Nordeste Notícias: sonho de uma vida melhor

Um mesmo destino para muitas diásporas

Fonte:  Autor(es): Gabriela Valente O Globo

PROSPERIDADE: Sonho de vida melhor atrai chineses, bolivianos, haitianos, colombianos, africanos e até árabes que entram no país por diferentes regiões

 

Fotos de André Coelho

SAN MATíAS (Bolívia) e CÁCERES (MT). Dois séculos depois do primeiro grande fluxo de imigração, quando alemães, italianos e japoneses aportaram no país para o trabalho nas lavouras de café, o Brasil vive uma nova onda de imigração, considerada pelo governo a maior de todas. Os imigrantes entram no país por várias regiões, do pampa gaúcho ao Nordeste, passando pela selva amazônica e pelo Centro-Oeste. Bolivianos cruzam a fronteira com os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas a rota tem chamado a atenção das autoridades porque é porta de entrada para muitas outras nacionalidades, como para chineses, que chegam a Cáceres, após passar pelo Peru e pela Bolívia.

No Nordeste, os imigrantes chegam em Recife e em Fortaleza de navio e de avião. O destino mais comum é São Paulo, para onde vão em busca de uma vida melhor. Já os africanos aportam em Salvador. São clandestinos em grandes embarcações. Alguns morrem na travessia. Árabes imigram por Cáceres e por Foz do Iguaçu (PR) e seguem pelo interior do país até Brasília, Goiânia ou a capital paulista, que também é o destino predileto de colombianos. Mulheres da Colômbia disputam salários de empregadas domésticas mesmo com currículos de psicólogas ou engenheiras.

Coiotes desviam rotas

Os haitianos tomaram o Acre. Entram, principalmente, pela cidade de Brasiléia. Porém, como houve um reforço específico nessa fronteira, os coiotes desviam os imigrantes que, agora, passam pela Bolívia e ingressam no país pelo Mato Grosso. No início do ano, um grupo de 40 haitianos chegou ao Mato Grosso atraído pela promessa de trabalho. Foram contratados em janeiro e demitidos em abril. Depois do fim do contrato, eles se separaram. Um agenciador chegou a oferecer os trabalhadores às empresas do consórcio responsável pelas obras do estádio Arena Pantanal para a Copa do Mundo. A proposta foi recusada.

O boliviano Roberto Carlos Garnica, de 27 anos, mal se formou em Santa Cruz de la Sierra e já deu a entrada na papelada para exercer a medicina no Brasil. Sonha com os R$ 15 mil que ganha um cirurgião por aqui. Foi como camelô em Cáceres que seu pai conseguiu pagar a faculdade de cinco filhos: três deles escolheram a medicina, muito comum nas famílias bolivianas. O curso é barato: US$ 150 por mês. Por isso, muitos brasileiros fazem o caminho inverso e vão estudar medicina em Santa Cruz. Garnica se assusta com os preços do curso no Brasil.

– São R$ 3 mil por mês? Meu Deus! Com US$ 3 mil (cerca de R$ 6 mil), na Bolívia, é possível quitar o curso inteiro – informa.

Ao lado dele, na barraca que vende falsificações, trabalha uma outra boliviana que, por ironia, se chama Lady Laura. Ao contrário da canção do Rei, é ela que está longe de casa:

– Na Bolívia, não tem trabalho e aqui tem fábrica e restaurante para as pessoas trabalharem. O Brasil valoriza mais as pessoas – conclui.

Coiotes receberiam R$ 15 mil por clandestinos

A nova rota do Mato Grosso entrou no radar das autoridades, e o governo incluiu Cáceres na Operação Ághata da Polícia Federal, que deve durar mais duas semanas. É por lá que entra a maioria dos imigrantes ilegais bolivianos.

– Eles são vendidos para a indústria e a mão de obra é comercializada. Os coiotes vendem (trabalhadores) para as indústrias de fundo de quintal – diz Átila Calonga, do Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do estado.

– Tem coiote que enche o ônibus de bolivianos ao prometer melhores condições de vida. Eles acabam confinados em apartamentos pequenos – afirma a relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga o tráfico de pessoas, Lídice da Mata.

Ela defende a regularização de todos os ilegais que chegam ao país para acabar com o trabalho dos coiotes. O argumento é que o país não pode acolher o engenheiro europeu e expulsar o colombiano pobre. Há relatos da Polícia Federal de que coiotes recebiam R$ 15 mil para atravessar chineses na fronteira.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é frontalmente contra a proposta. Apesar de o Brasil ter a tradição humanitária de acolher as pessoas, ele defende um mínimo de controle:

– O Brasil nos últimos anos passou a ser um país muito procurado pelas oportunidades de emprego e pelas alternativas que oferece. Se, no passado, os brasileiros procuravam outros países, agora a gente vê o inverso.

Nordeste Notícias: o abate de grão-petistas pelo mensalão

Deslocamento do poder no partido

Fonte: Rosângela Bittar Valor Econômico

Com o abatimento e o abate de grão-petistas pelo mensalão, mais do que nunca já se trabalha, em Brasília, com o contorcionismo do eixo de poder no PT à medida em que vai avançando o julgamento no Supremo Tribunal Federal: perde musculatura o PT de Lula, aqui considerado o grupo paulista, da majoritária facção articulação, e ganha o PT da Dilma, que tem aliados em todas as facções, inclusive naquele. Uma característica importante do PT que sobe a rampa é não arrastar consigo a direção partidária, ainda tentando equilibrar-se nessa transição mas pendendo, em ações, palavras, obras, defesa e geografia, para os que vão sendo defenestrados da cena política principal.

Essa é uma maneira bastante simplificada de descrever o que vai se redesenhando no partido, pois, óbvio, nem o PT que desce a rampa é todo de Lula, nem o que sobe é de Dilma, que parece dispensar esse tipo de liderança. Nos ensaios do momento, são citados alguns integrantes do grupo do PT que precisa reinventar-se: José Dirceu (mensalão) João Paulo Cunha (mensalão), José Genoíno (mensalão), Ricardo Berzoini (aloprados), Cândido Vacarezza (CPI), Delúbio Soares (mensalão), Antonio Palocci (enriquecimento).

No PT da Dilma, assim caracterizado para efeito de estabelecer um elo entre os integrantes do grupo com poder fortalecido, alistam-se Marcelo Déda (governador), Jaques Wagner (governador), Tião Viana (governador), Gleisi Hoffman (ministra), Ideli Salvati (ministra), Paulo Bernardo (ministro), Fernando Pimentel (ministro), Aluizio Mercadante (ministro), Alexandre Padilha (ministro), José Eduardo Cardozo (ministro).

Há petistas com poder interno mantido, por enquanto, como o presidente do partido, Rui Falcão, que pertencem ao primeiro grupo, como há outros que, como Gilberto Carvalho, secretário geral da Presidência, que atuam no segundo grupo mas com uma função clara determinada pelo primeiro, a de representante pessoal do ex-presidente Lula no Palácio do Planalto. Está para ser reescrita e redesenhada a nova configuração do PT, mas as tentativas prosseguem.

O primeiro grupo tinha a articulação de um projeto a uní-los, o que não se repete no segundo. Palocci guardava um projeto de país na cabeça, o PT de José Dirceu existiu com metas e liderança. O outro PT, que vai sobrando do mensalão, não está amalgamado, é um somatório de projetos individuais, mas como boa parte dele está no governo, convencionou-se chamá-lo de PT da Dilma. Ela será a candidata do partido à reeleição, por isso não há como fugir do pertencimento ao partido. Nesse também há PT de São Paulo, como Aloizio Mercadante e Marta Suplicy, as estrelas ainda brilhando. Gleisi Hoffmann quer ser governadora do Paraná mas nem o PT local está apoiando seu projeto, boa parte dele está com o adversário Ratinho Jr. O mesmo acontece no PT de Pernambuco, onde não há acusados, envolvidos, denunciados ou feridos, mas as correntes não têm meta comum. Esse PT nada tem a ver com o do Paraná, e assim segue a “desorganicidade” do grupo.

Os ministros têm relação próxima entre si e com a presidente, mas nenhuma formulação no conjunto partidário. Como grupo, começa a crescer e caminhar com autonomia agora, e nas próximas eleições internas já terá que buscar uma direção. O atual presidente perfila-se na faixa onde o poder foi corroído, mas não existe o substituto que vai conduzir a recuperação do partido. As lideranças do Parlamento estão exauridas, sem força ou resquício de poder

A presidente Dilma Rousseff não vai liderar a parte do partido que sobreviverá ao julgamento. Ela é a presidente, vai governar, insiste-se. Deu ao antecessor a função de ministro de eleições, ou seja, ministro do PT. É por aí que o partido vai procurar uma unidade de projeto.

Avaliações feitas em torno dessa nova realidade incluem, como elemento transformador, o resultado das eleições municipais que, mais do que sempre, estão balizando as disputas nacionais daqui a dois anos. Se o partido estiver caminhando para um desastre no Recife, em Salvador, em Belo Horizonte, em Curitiba, em Porto Alegre, como prenunciam as últimas avaliações internas, e apesar de tudo conquistar São Paulo, o lulismo voltará fortíssimo com o grupo paulista preservado da Lei da Ficha Limpa e as forças dos outros Estados, mesmo perdedores. Se conseguir dar a volta por cima em todas essas capitais, sobretudo do Nordeste, onde o chão vem cedendo, e perder em São Paulo, o cenário é de depressão: eleição perdida onde seria obrigatório vencer, mensalão mais desastroso do que parecia inicialmente ao partido, sem os comandos da Câmara e do Senado (os dois com o PMDB) a partir de fevereiro, o PT sabe que marchará fragilizado para o início da campanha sucessória da reeleição.

O governo encerrou sua participação, e não insistirá mais com o PMDB, no projeto de manter a governabilidade no Senado com a eleição de um presidente, em fevereiro do ano que vem, que não seja o senador Renan Calheiros (AL), candidato a voltar ao cargo que o perdeu para evitar cassação de mandato por transgressão à ética. Assim, o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia, o mais cotado na torcida do governo para disputar a sucessão de José Sarney, não deixará mais o Ministério após as eleições municipais como estava previsto, é o que se informa hoje no círculo próximo aos atores pemedebistas.

Lobão já não queria sair, não demonstrava ímpeto de disputar, alegava empecilhos até pessoais, de resistência do filho, seu suplente, para não retomar a vaga, mas sua argumentação ficou superada pela informação que o partido fez chegar ao Planalto que Renan conseguiu romper resistências ao seu nome, tem votos para se eleger e acredita que as denúncias não voltarão a assombrá-lo.

São maiores de idade, dizem dos senadores, e há um limite para o governo intervir. Mas não desistiu de trocar, em fevereiro, seus líderes no Senado, na Câmara e no Congresso, respectivamente Eduardo Braga, Arlindo Chinaglia, José Pimentel. Todos avisados que a representação duraria apenas um ano.

Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras

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