Investimentos desabam durante Governo Dilma

Além do ajuste fiscal e da crise política, o 1º semestre do 2º mandato da Dilma Rousseff está marcado pela queda de investimentos da União.

Erro do governo petista é manter o crescimento do custeio.  “Diminuir o investimento significa condenar o nosso futuro a ser um pouco menor”, explica especialista em administração pública em reportagem do Contas Abertas.

Fonte: Site Contas Abertas 

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Gestão deficiente do PT: retratação nos investimentos aconteceu em todas as fases da execução orçamentária. Reprodução.

Investimentos têm pior marca dos últimos seis anos

Ineficiência do governo do PT

Especialista em administração pública do IBMEC, Ricardo Stefani, afirma que o Brasil deveria frear as despesas públicas, ao contrário de diminuir investimentos nos setores essenciais para a retomada do crescimento da economia do país. Segundo ele, o erro do governo petista é manter o crescimento do custeio.  “Diminuir o investimento significa condenar o nosso futuro a ser um pouco menor”, explica especialista em administração pública em reportagem do Contas Abertas. Leia abaixo:

Além do ajuste fiscal e da crise política, o primeiro semestre do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff está marcado pela queda de investimentos da União. Desde os seis primeiros meses de 2009, as aplicações em obras e compras de equipamentos não eram tão baixas. Em valores constantes, atualizados pelo IPCA, entre janeiro e junho de 2015, apenas R$ 17,4 bilhões foram investidos.

O montante desembolsado no exercício corrente é 41,3%, ou R$ 12,3 bilhões, menor do que os R$ 29,7 bilhões aplicados em igual período do ano passado. No exercício de 2013, os valores foram de R$ 23,5 bilhões. Em 2012, 2011 e 2010 os montantes somaram R$ 23,1 bilhões, R$ 22,8 bilhões e R$ 26,1 bilhões, respectivamente.

A retratação nos investimentos aconteceu em todas as fases da execução orçamentária. A redução dos valores empenhados, primeira etapa da execução orçamentária, quando os valores são reservados em orçamento para serem pagos posteriormente, é de chamar a atenção. A queda aconteceu em cerca de 63%, passando de R$ 30,9 bilhões em 2014 para R$ 11,4 bilhões neste exercício.

Além do ajuste fiscal, o governo tem explicado que a demora na sanção da Lei Orçamentária de 2015 influenciou a diminuição dos investimentos. Em 2014 a aprovação da lei foi realizada em janeiro. Já em 2015, a LOA só foi sancionada em abril.

Dessa forma, empenhos e pagamentos dos crédito consignados no projeto de lei orçamentária anual ficaram restritos ao estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que estabelece execução provisória das despesas de custeio até a sanção da lei. Assim, a administração federal direta ficou restrita às despesas urgentes de caráter inadiável tais como pagamento de pessoal e encargos sociais e aos limites de gastos fixados pela área econômica.

A maior retração em investimentos foi observada no Ministério da Defesa. A Pasta aplicou R$ 2,9 bilhões a menos neste ano do que em 2014, em valores correntes. Dessa forma, as aplicações passaram de R$ 5,4 bilhões para R$ 2,5 bilhões.

O Ministério dos Transportes teve diminuição de R$ 1,8 bilhão. A VALEC e o DNIT, vinculados ao Ministério dos Transportes, tiveram redução de R$ 313,9 milhões e R$ 1,4 bilhão, respectivamente, em valores correntes.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário, que bateu recordes de investimentos em 2014 com os kits para os municípios, reduziu em R$ 2,3 bilhões os desembolsos no chamado GND 4, que atingiram apenas de R$ 118,0 milhões entre janeiro e junhode 2015.

Outras reduções importantes aconteceram na Educação (R$ 1,3 bilhão), na Saúde (R$ 729,0 milhões) e no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (R$ 372,7 milhões).

Para Ricardo José Stefani, especialista em administração pública do Ibmec, o Brasil precisava colocar determinado freio nas despesas públicas, mas o ideal era que não ocorresse nos investimentos e sim no custeio. “Diminuir o investimento significa condenar o nosso futuro a ser um pouco menor”, explica.

De acordo com Stefani, o governo deu um passo certo ao colocar um ministro da Fazenda forte no comando do ajuste, no entanto, é preciso fazer mais. “O setor público precisa de eficiência. O que nós vemos são ilhas de eficiência de setores que funcionam bem e agregam dentro do governo. Uma série de fatores limita a eficiência e não limita o gasto”, aponta.

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Publicado em 10/07/2015, em Nordeste e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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