Fala de empresário pode levar Dilma a perder mandato

Dono da UTC e delator na Lava-Jato será ouvido pelo corregedor geral eleitoral do TSE em Ação de Investigação Judicial Eleitoral.

Segundo Noronha, o delator terá que provar as acusação de que teria sido achacado pelo ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha da presidente Dilma em 2014, para repassar R$10 milhões.

Fonte: O Globo

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O dono da UTC e delator da Operação Lava-Jato, Ricardo Pessoa. Reprodução.

Corregedor geral eleitoral ouvirá Ricardo Pessoa em ação de impugnação de mandato de Dilma

Para ministro Marco Aurélio Mello, delação de empreiteiro será levada em consideração no processo

O dono da construtora UTC e delator na investigação da Operação Lava-Jato, Ricardo Pessoa, será ouvido pelo corregedor geral eleitoral do TSE, ministro João Otávio de Noronha, em Ação de Investigação Judicial Eleitoral. O processo foi protocolado pelo PSDB, com o intuito de cassar o registro da chapa da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer. Segundo Noronha, o delator terá que provar as acusação de que teria sido achacado pelo ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha da presidente Dilma em 2014, para repassar R$10 milhões, de oriundos do esquema de corrupção na Petrobras. Ainda de acordo com Noronha, se comprovar a veracidade de suas acusações, os fatos serão levado em consideração no julgamento da ação.

A oitiva de Ricardo Pessoa acontecerá no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, no dia 14 de julho. A ação foi protocolada pelo PSDB em dezembro de 2014.

— O senhor Ricardo Pessoa será ouvido na ação. Ele vai ter que provar que o dinheiro doado (para campanha de Dilma) veio da Petrobras, e que a empresa foi usada como barriga de aluguel para a doação. Tudo vai depender da prova. Se for provado, vai ser levado em consideração no julgamento da ação — afirmou o ministro.

Ex-presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello acha que esses fatos novos serão levados em consideração no julgamento desse e de outros recursos do PSDB e da oposição contra a campanha da presidente Dilma Rousseff, na Justiça Eleitoral. As contas da campanha de 2014 foram aprovadas em dezembro no TSE . O PSDB entrou com duas ações para tentar contestar o mandato da presidente.

A outra ação foi protocolada pelo PSDB para cassar o mandato da presidente por uso de recursos indevidos. Por considerar que o PSDB apresentou, de forma genérica, supostos fatos que demonstrariam abuso de poder econômico e fraude por parte da campanha de Dilma, a ministra Maria Thereza de Assis Moura negou monocraticamente o pedido . O PSDB ingressou com um recurso. O ministro Gilmar Mendes pediu vista à decisão da ministra, e essa questão deve ser retomada em agosto.— O que percebo é que as coisas estão aflorando e revelando as deficiências do sistema. É época de correção de rumos, visando dias melhores para esse sofrido Brasil. Mas digo que, mil vezes o conhecimento dos fatos, embora revelem os desmandos dos últimos tempos, do que empurrar tudo para debaixo do tapete. Só lamento pela a crise econômica, que ainda nem chegou no seu pior momento. Ainda chegaremos a dias piores com o agravamento da crise política e o esgarçamento das instituições. Temos que garantir que as instituições funcionem para apurar todas as responsabilidades — disse Marco Aurélio Mello.

Para o ministro do STF, presidente foi “envolvida pelo sistema”: — É preocupante o quadro como um todo. Quantos anos vamos precisar para recuperar os parâmetros de normalidade, levando em conta os desmandos dos últimos anos? A presidente Dilma é uma pessoa honrada, mas a essa altura foi completamente envolvida pelo sistema. Realmente me preocupo mais com a crise política, porque a crise econômica mostra sinais de saída lá para 2016. Mas se há crise política, fica desacreditada para tomar as medidas necessárias com legitimidade — avaliou Mello.

O ministro disse ainda acreditar que as acusações de Ricardo Pessoa serão investigadas a fundo, porque depois da ação do mensalão, ficou provado que ninguém está acima da lei.

— Vamos acreditar no funcionamento das nossas instituições democráticas, sem visões totalitárias nem de justiçamento. Temos que observar que na atuação da ação penal 470, a grande leitura da atuação do Judiciário brasileiro é que a lei vale para todos. Eu digo sempre e repito agora: processo não tem capa, tem conteúdo.

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Publicado em 29/06/2015, em Política e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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