Desemprego no Brasil está nas alturas

Taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país foi de 6,7% em maio, o quinto aumento consecutivo, informou o IBGE.

Trata-se da maior taxa desde julho de 2010 (6,9%), retornando, portanto, ao período anterior ao do primeiro governo Dilma Rousseff (2011 a 2014).

Fonte:  Folha de S.Paulo 
Brasil tem o maior desemprego dos últimos cinco anos

Fila por vaga em indústria de Sorocaba (SP). Foto: Luiz Setti / “Jornal Cruzeiro do Sul”.

Regiões metropolitanas têm em maio desemprego mais alto desde 2010

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país foi de 6,7% em maio, o quinto aumento consecutivo, informou o IBGE nesta quinta-feira (25).

Trata-se da maior taxa desde julho de 2010 (6,9%), retornando, portanto, ao período anterior ao do primeiro governo Dilma Rousseff (2011 a 2014).

Considerando meses de maio, é a maior taxa desde 2010 (7,5%).

A taxa de desemprego registrada em maio deste ano supera, portanto, a do mesmo mês do ano passado (4,9%) e a registrada em abril deste ano (6,4%).

Para o IBGE, contudo, a taxa ficou “estatisticamente estável” em relação a abril deste ano.

Até então, a maior taxa de desemprego do governo Dilma tinha sido registrada no início de seu primeiro mandato, em março de 2011 (6,5%).

Mais de uma vez, a presidente Dilma se referiu ao baixo desemprego recorde no Brasil como uma prova do sucesso de suas políticas econômicas.

Durante campanha eleitoral no Rio, em 20 de outubro do ano passado, a presidente disse que as eleições colocavam de lados apostos “os que defendem os empregos” e “os que desempregaram”.

O resultado foi ligeiramente acima do esperado por economistas consultados pela agência Bloomberg, que projetavam em média uma taxa de 6,6% para o mês.

O mercado de trabalho foi um dos últimos a ceder na atual crise.

A taxa de desemprego tem sido pressionada neste ano pelo menor número de pessoas empregadas e o aumento da procura por emprego.

A menor procura por vagas foi um dos responsáveis por manter a taxa de desemprego baixa em 2014. O IBGE só considera desempregado quem efetivamente procura emprego.

O quadro de piora de maio havia sido antecipado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que registrou o fechamento de 115 mil vagas formais, pior resultado para o mês desde 1992.

DESOCUPAÇÃO

A população desocupada (desempregada) foi de 1,6 milhão de pessoas em maio, estável em relação a abril e 38,5% maior do que maio de 2014.

Já a população ocupada (empregada) foi de 22,8 milhões, estável em ambas as comparações, segundo informou o IBGE nesta quinta-feira.

Já o rendimento real habitual dos trabalhadores foi de R$ 2.117,10 caiu 1,9% em relação a abril (R$ 2.158,74) e 5% frente a maio de 2014 (R$ 2.229,28).

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) deixará de ser divulgada e será substituída no ano que vem pela Pnad Contínua, de abrangência nacional.

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Publicado em 25/06/2015, em Nordeste e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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