Crescimento do desemprego está assombrando os brasileiros

Taxa de desemprego chega a 8% no trimestre, Brasil tem 8 milhões sem emprego

Mais de 400 mil trabalhadores perderam o emprego entre fevereiro e abril

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Foto: Reprodução.

Mais de 400 mil trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego entre fevereiro e abril deste ano. Foram 415 mil demitidos. Entre os trabalhadores sem carteira, a queda no emprego foi de 3,5%, com a dispensa de 372 mil trabalhadores. Por atividade econômica, o setor que mais demitiu foi o da construção civil: 288 mil frente ao período de novembro a janeiro. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda do emprego no setor atingiu 609 mil pessoas.
— No ano, houve redução no pessoal ocupado da construção de 609 mil, único grupamento que apresentou queda significativa em relação ao ano passado e em relação ao trimestre terminado em janeiro. Houve uma mudança de patamar importante, queda expressiva no setor — explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
A crise na construção aparece também no rendimento dos trabalhadores do setor. Houve queda 6,5% frente ao mesmo período do ano anterior e de 1,2% contra o trimestre de novembro a janeiro. O rendimento médio do setor é de R$ 1.479, um dos cinco mais baixos entre as atividades econômicas.

A taxa de desemprego no país foi de 8% no trimestre encerrado em abril, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que apresenta dados para todos os estados brasileiros, e foi divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE.

Segundo o instituto, houve alta na população que trabalha por conta própria — ocupações que costumam ser mais precárias — de 141 mil pessoas, frente a novembro e dezembro, e de 1,024 milhão, em relação ao período de fevereiro a abril do ano passado.

A economia no país criou a menor quantidade de ocupações na comparação anual. De 2013 e 2014, a geração de vagas cresceu 1,9%. De 2014 para 2015, essa geração caiu para menos da metade: 0,7%. Em números absolutos, foi criado um total de 1,665 milhão de vagas de 2013 para 2014. Já entre 2014 e 2015, foram somente 629 mil, queda de 62,2%.
– Temos um cenário de perda do emprego e do emprego de qualidade e início de geração de formas de trabalho, como os conta própria, que está remetendo a uma geração de trabalho muito focado na informalidade – afirmou Azeredo.

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Publicado em 05/06/2015, em Nordeste e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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