Petrolão: diretoria ignorou denúncias de ex-gerente

Relatórios técnicos e e-mails enviados pela geóloga Venina Velosa apontam que negociadores de óleo combustível de navio cobravam comissões extras, elevando os preços praticados pela Petrobras.

Gestão deficiente da Petrobras

Fonte: O Globo

Petrolão: diretoria se omitiu mediante denúncias de ex-gerente

Petrolão: a ex-gerente Venina Velosa da Fonseca chegou a contratar um escritório de Direito para tentar romper o contrato com os negociadores — traders. Divulgação

E-mails e relatórios de ex-gerente da Petrobras apontaram comissões extras

Segundo Venina Velosa, cobrança era feita por negociadores de óleo combustível

Apesar de ter sido alertada, a diretoria atual da Petrobras não impediu que um esquema de desvio de milhões de reais fosse instalado na companhia. Relatórios internos com informações técnicas e e-mails disparados pela geóloga Venina Velosa da Fonseca — ex-gerente que denunciou irregularidades na estatal, divulgadas na última semana pelo jornal “Valor Econômico” — apontaram que negociadores de óleo combustível de navio, que atuavam em Cingapura e em outros países onde a Petrobras mantém escritórios, cobravam comissões extras, elevando os preços praticados pela companhia estatal. No entanto, as empresas negociadoras não foram descredenciadas pela Petrobras, apenas receberam suspensões por curto tempo.

Relatórios recentes mostraram que a Petrobras acumula grandes perdas nas negociações com óleo combustível para navio. De acordo com levantamentos técnicos, também foram identificados descontos anormais para alguns clientes. As informações foram levantadas por Venina Velosa, no período em que comandou o escritório da Petrobras em Cingapura, entre fevereiro e novembro deste ano.

Venina chegou a contratar um escritório de Direito para tentar romper o contrato com os negociadores — traders. Ainda foram criadas comissões de apuração do esquema, que entregaram relatórios aos superiores da geóloga, mas que não conseguiram levar a estatal a romper os contratos. Entre eles estava Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento, preso na operação Lava-Jato.

Paulo Roberto era chefe direto Venina, que foi transferida para Cingapura, onde assumiu o cargo de gerente-geral no escritório da Petrobras, depois de denunciar desvios na área de comunicação da diretoria de abastecimento e nos aditivos para a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Em novembro passado, Venina foi destituída do cargo de gerente-geral em Cingapura. Sem obter sucesso com suas denúncias, a geóloga desenvolveu um quadro de “transtorno de ansiedade”.

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Publicado em 16/12/2014, em Governo do PT, Petrobras, Política e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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