Economia: crescimento do país está comprometido em 2015

Opinião é de Jorge Gerdau Johannpeter. Principais entraves: “problemas políticos na Petrobras e queda dos preços das commodities.”

Brasil sem Rumo

Fonte: Valor Econômico

Crescimento do Brasil em 2015 já está comprometido

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter: “problemas” com a Petrobras e “dificuldades estruturais” preocupam. Divulgação

Gerdau vê recuperação “complicada”

Depois de afirmar que “confia muito” no trio nomeado pela presidente Dilma Rousseff para comandar a economia a partir de 2015, o presidente do conselho de administração do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse ontem que os “problemas políticos na Petrobras“, junto com “dificuldades estruturais” em âmbito global, como a queda dos preços das commodities, são “fatores complicadores” para a recuperação do crescimento do país em 2015.

O empresário, que foi membro do conselho de administração da Petrobras até abril, não quis avaliar a extensão do dano que o escândalo sobre pagamento de propinas e desvios de recursos na estatal, revelado pela Operação Lava-Jato, pode provocar sobre a economia em 2015. “É difícil opinar, porque isso vai exigir inteligência gerencial e, ao mesmo tempo, uma condução política”, afirmou. Também não quis falar sobre a necessidade ou não de substituição da diretoria da empresa.

As afirmações de Gerdau foram feitas na reunião-almoço da Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul. O empresário elogiou as indicações do ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Armando Monteiro e da presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, para os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Agricultura, respectivamente. “São parceiros para dialogar e trazer a presidenta à realidade do mercado.”

Para o empresário, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, “é um gestor do setor público absolutamente comprovado”, que está tocando em “pontos-chave” para o Brasil conseguir o superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e reconquistar a “confiança dos mercados internacionais”. Já o próximo ministro do Planejamento,Nelson Barbosa, tem “bom diálogo com o meio empresarial” e é um profissional de “vivência enorme”.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que permanecerá no cargo, “já provou que é um líder importante e com competência”, disse Gerdau. Segundo ele, como o BC não pode “resolver sozinho” a alta da inflação, é importante trabalhar em conjunto com a política fiscal do governo.

“A construção do ministério no campo econômico cria as condições básicas necessárias [para a retomada do crescimento], mas, com a complexidade do cenário externo, nosso esforço vai ter que ser em dobro”, disse.

Segundo Gerdau, embora Tombini já tenha afirmado que a inflação terá pela frente uma longa trajetória de declínio até convergir para o centro da meta, em economia o “número absoluto” não é o mais importante. Para o empresário, o maior entrave para a redução mais acelerada da inflação está nos preços administrados, mas “o mais importante é a curva que indica o caminho aonde vai se chegar. A perspectiva é que essa gestão pode nos levar a resultados positivos.”

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Publicado em 16/12/2014, em Economia, Gestão, Gestão Deficiente, Gestão do PT e marcado como , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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