Balanço da Petrobras não trará valor de propina

Analistas estimam que companhia não conseguirá apresentar valor das baixas contábeis relativas ao pagamento de propina em diversos projetos.

Baixa contábil está no centro da discussão

Fonte: O Globo

Balanço da Petrobras não trará valor de propina

Às vésperas do balanço da Petrobras, analistas evitam projeções

Especialistas esperam mais dados sobre investigação, mas avaliam que balanço da estatal não trará valor de propina

Na véspera da divulgação do balanço não auditado do terceiro trimestre da Petrobras, a posição do mercado é de incerteza. A maior parte dos analistas estima que a companhia não conseguirá apresentar o valor das baixas contábeis relativas ao pagamento de propina em diversos projetos da companhia, como a construção da Refinaria Abreu e Lima(Rnest), em Pernambuco, e das obras de modernização da refinaria Revap, em São Paulo, e do Comperj, no Rio. Fontes da estatal, porém, afirmam que há chance de que os descontos já sejam anunciados amanhã.

Antes de a estatal anunciar que adiaria a publicação de seu balanço, em meados de novembro, analistas projetavam um lucro líquido de R$ 3 bilhões, abaixo dos R$ 5 bilhões do segundo trimestre do ano passado e menor que os R$ 3,4 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Agora, poucos se arriscam a apresentar estimativas.

Para a analista da corretora GBM, Mariana Bertone, a baixa contábil da Petrobras poderia chegar a R$ 1,77 bilhão. Ela avalia, porém, que dificilmente a estatal apresentará os números de baixa contábil nesta sexta-feira

— Acredito que a empresa não apresentará (a baixa contábil) ainda no balanço não auditado, mas independentemente dos números, o mercado espera que a companhia apresente maiores detalhes do andamento das investigações e datas mais precisas sobre a divulgação dos números auditados — disse Mariana, que não divulgou estimativa de resultado.

No mês passado, Almir Barbassa, diretor Financeiro da Petrobras, informara que a estatal faz um levantamento das perdas com base nos depoimentos do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

— As perdas serão deduzidas do resultado da companhia. Serão abatidas no lucro. Mas devem ser contabilizadas apenas para o exercício de 2014. Como os escândalos foram descobertos apenas neste ano, há um entendimento do setor de que a companhia não precisa ajustar o balanço dos anos anteriores — disse Gilberto Braga, professor do Ibmec-RJ.

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Publicado em 11/12/2014, em Corrupção, Petrobras, Política e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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