PF investiga vazamento da operação Lava-Jato

Defesa de Gerson de Mello Almada revelou tê-lo avisado sobre a 7ª fase da Operação Lava-Jato, na quinta-feira passada, véspera da deflagração.

Empresários do Clube Vip teriam sido alertados sobre deflagração da operação

Fonte: O Globo

Lava-Jato: PF investiga vazamento da operação

Lava-Jato: a defesa Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix, revelou o vazamento como um argumento no pedido de habeas corpus impetrado no TRF-4. Divulgação

Lava-Jato: Advogado avisou cliente na véspera da Operação, e PF suspeita de outro vazamento

Vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, recebeu mensagem na véspera e PF relata que advogados da OAS aguardavam policiais no dia da operação

A defesa de Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix, revelou tê-lo avisado sobre a sétima fase da Operação Lava-Jato, na quinta-feira passada, véspera da deflagração. A PF suspeita que a informação tenha chegado também a outra empresa. Em relatório no qual pede a prorrogação da prisão temporária de alguns dos detidos, foi registrado que os agentes foram recebidos as 6h30 da manhã do dia da operação por três advogados da OAS na sede da empresa quando foram cumprir os mandados de busca e apreensão.

A defesa de Almada revelou o vazamento como um argumento no pedido de habeas corpus impetrado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Foi anexado ao pedido um registro de envio de mensagem por telefone com o seguinte aviso: “Gerson, há boatos de que amanhã haverá uma operação da Polícia Federal no caso da Lava Jato. Abs (sic)”.

O argumento é que, mesmo alertado sobre a operação, o cliente não fugiu. Portanto, não haveria motivo para mantê-lo sob custódia.

“Mesmo avisado pelos advogados acerca destes rumores (doc. 03), GERSON não titubeou e manteve-se inerte em sua residência, o alcance mais simples das autoridades e na mais completa submissão aos destinos da investigação!”, enfatiza a defesa do executivo.

O pedido de habeas corpus é assinado pelos advogados Fábio Tofic Simantob, Débora Gonçalves Perez e Maria Jamile José. Não foi identificado qual dos defensores teria avisado Almada. O pedido de liberdade foi negado pela desembargadora do TRF-4 Maria de Fátima Labarrère.

A PF registrou ainda no pedido de prorrogação de prisão temporária de alguns executivos, protocolado na tarde dessa terça-feira, que teria ocorrido vazamento para a OAS. O documento anexado pelos investigadores revela que no início da manhã da sexta-feira passada os agentes que foram cumprir a busca e apreensão foram surpreendidos com a presença de três advogados da empreiteira. O mandado foi cumprido as 6h30. Os advogados disseram que “é de costume chegar cedo”. Havia ainda um fotógrafo no local.

Os policiais relataram ainda que o presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, teria se deslocado de sua residência em São Paulo para Salvador na noite anterior à operação, segundo informações sobre a movimentação da aeronave que o levou. Os agentes que foram a sua residência em São Paulo foram recebidos também por um advogado. Pinheiro foi preso em Salvador. Para a PF, há indícios de vazamento de informação para a empreiteira.

“Assim, os elementos indicam que teria ocorrido o vazamento das diligências a serem empreendidas nos locais de busca”, concluiu a PF.

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Publicado em 19/11/2014, em Corrupção, Justiça, Política e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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