Operação abafa: PMDB quer isolar Fernando Baiano

Michel Temer discutiu estratégia para tentar se distanciar de Fernando Soares, que foi apontado como operador do PMDB dentro das investigações da Lava-Jato.

Operação Lava-Jato

Fonte: O Globo

Lava-Jato: apesar do clima de preocupação no partido sobre os nomes de parlamentares que podem ser citados, Michel Temer tentou distanciar a sigla das denúncias. Foto: Mister Shadow/AE

Lava-Jato: apesar do clima de preocupação no partido sobre os nomes de parlamentares que podem ser citados, Michel Temer tentou distanciar a sigla das denúncias. Foto: Mister Shadow/AE

Lava-Jato: PMDB busca se distanciar de Baiano, apontado como operador do partido

Sigla vai usar o discurso de que foragido pode ser conhecido de alguns peemedebistas, mas não é ligado à legenda

A cúpula do PMDB se reuniu na segunda-feira à noite com o vice-presidente Michel Temer e discutiu uma estratégia para tentar, pelo menos no discurso, se distanciar de Fernando Soares, o Fernando Baiano, que foi apontado como operador do PMDB dentro das investigações da Operação Lava-Jato e está foragido.

A intenção é utilizar o discurso de que Baiano pode ser conhecido de alguns peemedebistas, mas não é ligado ao partido. Integrantes do partido já lembram que depoimentos mais recentes apontaram ligação de Fernando Baiano com Néstor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional a Petrobras, que teria sido indicado para o cargo pelo PT. Cerveró está sendo investigado pela compra da refinaria de Pasadena.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), disse na segunda-feira ao GLOBO que “não tem nenhum relacionamento ou relação com Fernando Baiano”, mas admitiu que o recebeu, em seu escritório no Rio, na condição de representante da empresa espanhola Acciona, que fez obras no Rio em empreendimentos de Eike Batista. Cunha vem dizendo a aliados estar tranquilo com as investigações.

Na segunda à tarde, Temer deu uma declaração sobre o escândalo, ao participar de seminário no Tribunal de Contas da União (TCU), e depois se reuniu com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e com o líder Cunha. Apesar do clima de preocupação no partido sobre os nomes de parlamentares que podem ser citados, Temer tentou distanciar a sigla das denúncias:

— Ele (Fernando Baiano) não tem relação nenhuma com o PMDB, ele pode ter eventualmente relação com um ou outro membro do PMDB. Institucionalmente, jamais houve qualquer operador do partido.

GEDDEL COBRA EXECUTIVA

No encontro com Temer, os peemedebistas leram em detalhes a representação do Ministério Público. Há trechos onde o empresário Júlio Gerin Camargo, executivo da empresa Toyo-Setal e que entrou no processo de delação premiada, diz que havia uma relação entre Fernando Baiano e Cerveró.

Em entrevista ao Panorama Político, do colunista Ilimar Franco, Geddel Vieira Lima, candidato derrotado ao Senado, cobrou de Temer um pronunciamento oficial da Executiva:

— Sou militante do PMDB há 30 anos e nunca ouvi falar de Fernando Baiano. A Executiva Nacional precisa se pronunciar oficialmente sobre o episódio.

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Publicado em 18/11/2014, em Corrupção, Gestão, Gestão Deficiente, Gestão do PT, Governo, Governo do PT, Petrobras, Política e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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