Lava-Jato: novos processos de delação premiada

Existem executivos, servidores e doleiros ajudando nas investigações. O procurador pediu a divisão do processo para facilitar investigação.

Cerco começa a fechar junto aos envolvidos

Fonte: O Globo

Lava-Jato terá novos processos de delação premiada

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, explica que “cisão deve acontecer no grau máximo para viabilizar a agilidade desse processo”. Divulgação

Janot: Lava-Jato deve ter mais ‘cinco ou seis’ processos de delação

Executivos, servidores e doleiros ajudam nas investigações, diz o procurador-geral da República

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou nessa quarta-feira que a Operação Lava-Jato já levou à homologação de um processo de delação premiada, à conclusão de outros três (que ainda serão submetidos à homologação), e ao começo de mais “cinco ou seis”. Segundo ele, há executivos, servidores e doleiros, entre outros, ajudando nas investigações. O procurador também afirmou que pediu a divisão do processo em outros menores, para facilitar a investigação. Mas destacou que requereu ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, que não aprecie o pedido de divisão até ter acesso às delações ainda em curso.

Janot explicou que processos grandes são mais difíceis de chegarem ao final. Como exemplo, ele afirmou que os casos de pessoas sem prerrogativa de foro para serem julgadas no STF devem ir para a primeira instância.

– Eu não posso cindir agora algo que na frente eu vá chegar à conclusão que eu não devia ter cindido. Então peticionei ao ministro Teori Zavascki na semana passada, pedindo a ele que não apreciasse meu pedido de cisão no período de 30 dias, que é o que eu estimo que essas delações cheguem ao final. Se não chegarem ao final em 30, que seja 40, 45 dias, vou pedir novamente a dilação desse prazo para que nós tenhamos todo esse material em mãos e aí sim, com segurança, deliberar sobre cisão e em que dimensão. Que haverá cisão, com certeza haverá – afirmou Janot.

A Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em março, revelou um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. Parte das irregularidades aconteceu em contratos da Petrobras. O processo de delação premiada já homologado é do ex-diretor de Abastecimento da empresa Paulo Roberto Costa. Janot não quis dizer os nomes dos outros investigados que decidiram colaborar, com exceção do doleiro Alberto Youssef, apontado como líder do esquema, cujo processo de delação premiada ainda está em curso.

– Nós temos concluídas para serem submetidas à homologação do ministro Teori três (delações) prontas que eu recebi ontem ou anteontem – disse Janot, acrescentando: – Todas essas questões estão sendo acompanhadas pela força-tarefa no Paraná (onde ocorre a investigação). Eu diria que temos em torno de cinco ou seis em curso (processo de delação premiada em curso). Há possibilidade de que existam mais. O fenômeno que está acontecendo é que quanto mais pessoas vêm e procuram o Ministério Público para falar, outras se sentem incentivadas para falar também.

Janot afirmou que há servidores colaborando com a Justiça, mas não quis dizer onde eles trabalham. Confirmou também que há doleiros participando de processos de delação premiada, entre eles Youssef.

– Eu também não posso negar a vocês que Youssef está em uma delação em curso. Vocês (jornalistas) sabem dela mais do que eu – disse Janot.

O procurador-geral não quis dizer quantos parlamentares, que podem ser julgados apenas pelo STF, estão envolvidos nas irregularidades investigadas pela Lava-Jato.

– Tem algumas pessoas com prerrogativa de foro. Agora, você tem outras pessoas sem prerrogativa de foro, você tem empresa que não tem prerrogativa de foro. É possível que, sem prejuízo para a instrução, eu possa cindir esses processos e essas outras pessoas que não têm prerrogativa de foro, respondam lá no primeiro grau? Se for possível, descerá, e o nosso entendimento é que cisão deve acontecer no grau máximo para viabilizar a agilidade desse processo – afirmou o procurador-geral.

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Publicado em 13/11/2014, em Corrupção, Petrobras, Política e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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