Petrobras: Agências de publicidade também negociavam com Youssef

Empresas de comunicação e marketing realizaram transações financeiras com a MO Consultoria, empresa de fachada de Youssef.

Sob suspeita

Fonte: O Globo

Negócios com firmas do Alberto Youssef chegam a R$ 4,3 milhões. Foto: Ruy Baron/O Globo

Negócios com firmas do Alberto Youssef chegam a R$ 4,3 milhões. Foto: Ruy Baron/O Globo

Agências de publicidade têm transações com empresas de fachada de Youssef

Negócios com firmas do doleiro chegam a R$ 4,3 milhões. CPI pode investigar relações

Empresas de comunicação e marketing realizaram transações financeiras de R$ 4,3 milhões com a MO Consultoria, empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef. O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), quer que a CPI da Petrobras investigue as transações e já pediu a quebra de sigilo de duas das agências, Muranno e Mistral. Há na lista, ainda, uma empresa já citada em 2012 na investigação dos negócios do bicheiro Carlinhos Cachoeira, a Rock Star Marketing.

A Muranno e a Mistral estão registradas em SP e são de propriedade de Ricardo Vilani. Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Vilani afirmou que recebeu pagamentos de Youssef no montante de R$ 3,5 milhões por serviços prestados para a Petrobras no exterior. Em documentos de quebra de sigilo, há o registro de repasses da MO Consultoria de R$ 2,1 milhões para a Mistral e R$ 60 mil para a Muranno. O GLOBO não conseguiu contato com Vilani.

Bueno pediu a convocação do dono das agências e a quebra dos sigilos bancários das empresas. Durante o depoimento do diretor de Abastecimento da Petrobras José Carlos Cosenza, anteontem, levantou a suspeita de que o esquema de desvio de recursos na estatal iria além das empreiteiras já mencionadas no caso e envolveria também desvios por meio da área de comunicação.

A Rock Star, por sua vez, realizou dois depósitos em 2010, totalizando R$ 1,2 milhão, para a empresa de fachada de Youssef. Citada também na CPI de Cachoeira, a empresa é de propriedade do empresário Adir Assad. Na ocasião, foi acusada de receber recursos da Delta Engenharia para fazer repasses a políticos. Na Junta Comercial, os bens em nome da Rock Star estão indisponíveis por decisão judicial.

Outra empresa descrita como CPR 2007 Eventos recebeu R$ 750 mil da MO em 2011. A empresa atuava em outra área e se chamava CPR Transportes em 2010, quando já tinha recebido R$ 100 mil. Pelo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), o nome atual é Palexpet Comércio Ltda., e a área de atuação é um pet shop. A empresa está registrada emDuque de Caxias (RJ).

Aparece ainda na lista a RBTV, que por meio de sua filial de São Caetano do Sul recebeu R$ 58 mil em fevereiro de 2009. A RBTV negou, em nota, ter relação com a MO ou Youssef. Afirma que os recursos foram recebidos como parte de pagamento pela venda de unidades autônomas de um hotel em Aparecida do Norte (SP). O comprador seria a Pontual Empreendimentos.

“Portanto, recebemos tal valor em pagamento realizado pela empresa Pontual, a qual não foi questionada naquele momento sobre sua relação com a empresa terceira que realizou o crédito. Por fim, vale destacar que toda a operação comercial supramencionada foi devidamente documentada”, disse a RBTV.

Assad não foi localizado pelo GLOBO, assim como a Palexpet ou as empresas antecedentes. Não foi encontrado também nenhum representante da Pontual Empreendimentos.

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Publicado em 31/10/2014, em Corrupção, Governo do PT, Política e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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