Eleições 2014: Aécio fala sobre corrupção na Petrobras

Aécio: “Ninguém no Brasil pode achar que é normal, aceitável, esse conjunto de ações extremamente nefastas e perversas, que viraram rotina”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Entrevista: Aécio fala sobre corrupção na Petrobras

Aécio Neves: “É hora de muito pé no chão, é hora de trabalharmos intensamente e mostrarmos que temos a melhor proposta para o Brasil”. Foto: Marcos Fernandes.

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Assuntos: eleições 2014; Petrobras;

Sobre o horário eleitoral gratuito

Hoje reiniciamos o horário eleitoral. A nossa proposta está absolutamente clara, ela será propositiva. Vamos discutir os caminhos para o Brasil combater a inflação, voltar a crescer, melhorar a educação, melhor a saúde, a segurança. Estamos mostrando a partir do programa de amanhã imagens do Brasil real, até para confrontá-lo com o Brasil virtual, da propaganda adversária. Mas o nosso foco será sempre propositivo. Espero que isso possa permitir que aqueles brasileiros que ainda não conhecem de forma mais clara, mais aprofundada as nossas propostas, mesmo em um período curto, mas com um tempo mais amplo de divulgação, com as inserções e com os próprios programas, possam conhecer melhor as nossas propostas. Estou absolutamente confiante nessa reta final da campanha.

Sobre denúncias envolvendo a Petrobras

Mas não posso deixar hoje de registrar mais uma surpresa que traz a mim, e, tenho certeza, a milhões de brasileiros, o sentimento da indignação. Indignação em relação aquilo que fizeram com as nossas empresas. Hoje, o vazamento de uma delação premiada de alguém que integrava esse esquema que a Polícia Federal chama de organização criminosa no seio da Petrobras, aponta na direção de algo institucionalizado e que envolve diretamente o tesoureiro do partido político que governa o Brasil há 12 anos. Agora, se começa a compreender quais seriam aqueles belos serviços prestados que constavam da carta de afastamento do diretor Paulo Roberto. Segundo a carta, por sua ação pessoal, na carta da sua renúncia, ele recebe da diretoria os cumprimentos e os agradecimentos pelos serviços prestados à empresa. Agora, estamos passando a compreender a que tipo de serviços prestados à empresa ou ao país se referia aquele documento.

É algo extremamente grave e quero aqui reafirmar a todos os brasileiros o meu compromisso em resgatar a dignidade na vida pública brasileira. O meu compromisso de devolver as empresas brasileiras aos brasileiros. O que me move, me faz estar destemido para esse enfrentamento, que, sei, será um enfrentamento muito duro, é esse sentimento que tenho de que posso realmente construir um governo eficiente, um governo digno, com gente honrada. E o primeiro passo é a profissionalização das nossas empresas públicas. Ninguém no Brasil pode achar que é normal, aceitável, esse conjunto de ações extremamente nefastas, perversas, que virou rotina, que se introduziu na máquina pública brasileira e virou rotina. Não é a oposição que está denunciando. É um diretor indicado por esse governo, um doleiro que atuava dentro desse esquema, que dizem que esse esquema alimentava diretamente o partido que está no governo. Em qualquer país do mundo isso seria talvez o mais escândalo da história. Estou alertando que o Brasil não pode se acostumar com esse tipo de coisa.

Estamos chegando à reta final dessa campanha, repito, com uma responsabilidade de representar muito mais que a proposta de um partido político. Minha proposta, que hoje encarno, e o compromisso que lidero, é com a mudança de valores, em primeiro lugar. De postura, de compromisso com a ética. E a partir daí mudarmos performance, o desempenho e os resultados de um governo que, infelizmente, deixará como legado ao seu sucesso uma inflação saindo de controle, crescimento baixo, desorganização das suas contas, perda de credibilidade e, a partir daí, a piora dos nossos indicadores sociais.

Sobre se a corrupção era institucionalizada

O que parece nas denúncias de hoje é que sim. Porque segundo, não a oposição, segundo alguém que fazia parte desse esquema, inclusive aceitando devolver uma parcela daquilo que retiraram das nossas empresas públicas, que pagava diretamente ao tesoureiro de um partido político. Aquilo que era chamado pelo governo de malfeito, de desvio de conduta, de caráter, do que quer que fosse, agora chega de forma institucional a um partido político. O ex-tesoureiro do PT foi condenado e preso exatamente por utilizar dinheiro público para projetos individuais ou partidários. Ele foi sucedido por esse tesoureiro, que é denunciado pelo próprio grupo, por integrantes da própria quadrilha. É isso que está claro hoje nesse vazamento da delação premiada ou do depoimento desse doleiro. Isso é extremamente grave e temos que aguardar para que toda essa delação, todas essas informações cheguem aos brasileiros para que eles possam fazer o julgamento ainda mais adequado em relação ao que querem. Querem isso? Querem a continuidade do que estamos assistindo no Brasil? O caminho é muito claro. Querem algo novo, algo descente, algo eficiente? Eu estou apresentando essa alternativa ao Brasil.

Sobre gestão pública

Vamos fazer o desmonte do aparelhamento da máquina pública, com a profissionalização das agências reguladoras que também viraram instrumento de ação política, algumas inclusive de negócios que foram denunciados também pelo Ministério Público e pela polícia, vamos qualificar a indicação dos nomes para a gestão pública. Vamos diminuir o tamanho do Estado. Vamos diminuir o número dos cargos comissionados, esses que você chama de livre provimento. Vamos qualificar o Estado, o Estado tem que ter compromisso com o resultado, não tem que ter compromisso com a companheirada. O Estado brasileiro tem que melhorar a saúde, melhorar a educação, ser mais eficiente no enfrentamento da criminalidade, e isso não se faz apenas com essa ocupação, com esse aparelhamento, com essa distribuição desmedida de cargos públicos em busca de alguns segundos a mais na televisão, ou de algum apoio específico no Congresso Nacional. O que eu vejo é que esse castelo de cartas que se transformou o governo do PT está desabando, e estamos prontos para colocar no lugar uma edificação sólida, que nos remeta aos valores cristãos, aos valores da ética e da honradez.

Sobre apoios no segundo turno

Quero reiterar que estou extremamente feliz e honrado com os apoios que recebi até aqui. Apoios de partidos que têm história na vida brasileira, partidos que disputaram a eleição, como o PSB, em especial, como o PV, como o PSC, apoio de partido com a história que tem o PPS.  Isso é uma demonstração clara de confiança no nosso projeto. Reafirmei já ontem pela segunda vez, porque já havia feito isso anteriormente e faço hoje de novo, eu não sou mais o candidato do PSDB ou da nossa aliança inicial. Eu sou hoje o candidato das forças da mudança, das forças que querem encerrar esse ciclo perverso de governo e colocar no lugar um outro, que faça o Brasil crescer e avançar nos  seus programas sociais. Um programa de governo é uma obra em permanente construção. Sugestões que possam aprimorar o nosso programa serão sempre muito bem-vindas.

O nosso programa tem já uma inserção no campo social, talvez não seja de conhecimento muito amplo, porque sei que programas eleitorais as pessoas não têm ainda o costume de ler com profundidade, mas desde as nossas diretrizes, ele tem uma inserção muito forte de manutenção dos programas sociais, no caso do Bolsa Família, de introdução de novos mecanismos que permitam a cada ano que as famílias mudem de faixa, diminuam as suas carências. Do ponto de vista da educação, falamos da nova escola brasileira. Temos um grande compromisso com a sustentabilidade, em um capítulo amplamente discutido com ambientalistas coordenado pelo companheiro Fabio Feldmann, inclusive [companheiro] da própria Marina.

Então, todas as sugestões que puderem aprimorar o nosso programa serão muito bem-vindas, mas quando se busca um apoio no segundo turno, na verdade, ele não pode nos levar também a abdicar daquilo que acreditamos que seja essencial para o país. Eu vejo que há muito mais convergência daquilo que tenho ouvido, aquilo que tenho lido em relação a propostas não oficiais ainda da candidata Marina, mas de pessoas do seu ciclo ou da Rede, vejo muito mais afinidades do que divergências, mas não recebi ainda essas propostas.

A minha campanha não para, a minha campanha tem uma agenda já intensa de compromissos, de reuniões, agora de gravações, de definição dos temas que serão prioritários para nós. E vamos aguardar com muita serenidade que a candidata Marina tome a decisão que achar mais adequada, seja para ela própria, seja para a Rede, ou para aqueles que a acompanharam até aqui. Qualquer que seja esta decisão será por mim respeitada.

Sobre maioridade penal

Essa questão jamais me chegou. Aí há inclusive uma confusão feita – pelo menos em algumas das matérias que vi. Não falamos em acabar com a maioridade. Nossa proposta é muito clara. Ela se refere à possibilidade de, ouvido o Ministério Público, portanto, o promotor da Infância e da Adolescência naquele caso, o juiz possa, considerado o caso extremamente grave, me vem sempre à mente, à memória, o Champinha, um assassino reiterado, com crimes extremamente perversos, nesses casos, o juiz possa definir por processá-lo com base no código penal. Isso, na verdade, implicaria numa mudança do sistema atual para menos de 1% dos jovens acima de 16 anos hoje em casos de correição. Não é o simples fim da maioridade. Essa é uma proposta do senador Aloysio Nunes, me parece, sinaliza na direção da diminuição da impunidade.

Não me chegou nada em relação a isso. O caso agora não é abrir mão de proposta. É aprimorarmos a nossa proposta. Se formos buscar reconstruir um projeto desde o início, não estamos fazendo uma aliança. Aliança tem que acontecer em torno do essencial. O essencial hoje é a mudança. E eu, pela vontade de grande parte dos brasileiros, tenho a responsabilidade de conduzir essa mudança.

Sobre declarações da candidata do PT sobre salário-mínimo

[Isso] é muito mais do que uma tentativa de desconstrução. É um ato de desespero de uma presidente que está vendo que caminha para ser derrotada. Esse tipo de atitude não dignifica o cargo que ela ocupa, de presidente da República. Vamos para o debate real. Vamos falar das nossas propostas, das nossas diferenças. Não temos que criar uma fantasia em torno dos nossos adversários para vencer as eleições. Isso, por si só, já seria uma fraude. Não houve nenhuma ação na nossa história contemporânea de maior inclusão social na vida dos brasileiros do que o Plano Real, combatido pelo seu partido, pelo PT. E eu jamais disse que o PT não gostava dos pobres porque votaram contra o Real. Porque, se dependesse deles, não teria acabado a inflação. O mais perverso dos impostos estaria ainda sobre as costas dos trabalhadores e das populações de mais baixa renda.

Ao contrário. O que esse governo está fazendo é que pune os pobres. O salário mínimo, a proposta de prorrogação da política de ganhos reais do salário mínimo até o ano de 2019 é de nossa autoria, por meu líder – por orientação minha, Imbassahy, líder do PSDB na Câmara, junto com o presidente do Solidariedade, Paulinho. Mas de que adianta termos uma política de ganho real do salário mínimo se o país parou de crescer, se exatamente esse é o ganho real? É o crescimento da economia de dois anos anteriores. Já está precificado. Daqui a dois anos, em 2016, o ganho real do salário mínimo, sabe qual vai ser? O crescimento desse ano, que vai ser praticamente nulo – 0,4%, 0,3%. Então, temos é que tratar o eleitor com responsabilidade, com respeito. Esse tipo de acusação, esse tipo de leviandade, não está à altura do cargo que a presidente ocupa.

Vamos discutir nossas políticas sociais. Eles têm as deles, temos as nossas. Queremos novas etapas para superação da pobreza, eles se contentam com a simples administração da pobreza. Queremos, sim, qualificar melhor a educação pública porque essa será a verdadeira inclusão pra essas pessoas. Eles não avançaram em absolutamente nada ao longo desses últimos anos. É hora de termos o debate à altura da nossa democracia, à altura da maturidade dos brasileiros e das expectativas de todos eles. Estarei proximamente no Nordeste, com inúmeras lideranças no Nordeste, para dizer simplesmente o seguinte: ou encerramos esse ciclo de governo que está aí ou os primeiros a serem penalizados serão exatamente os mais pobres.

Sobre a eleição no Rio de Janeiro

Também no Rio as pesquisas erraram muito. Meu resultado no Rio foi, pelo menos, duas vezes e meia aquilo que as pesquisas anunciavam três ou quatro dias antes das eleições. Estou confiante de que posso vencer no Rio de Janeiro, seja pela articulação do Aezão e pelas forças da sociedade que estão ao nosso entorno. O que mais recebo são manifestações espontâneas, de gente da sociedade, de profissionais liberais, de gente da área cultural, de advogados, enfim, de militantes de outros partidos políticos querendo se integrar à nossa campanha.

Eu fiz uma grande convocação a todos aqueles que disputaram as eleições para que se mantenham mobilizados, parlamentares que já venceram, ou mesmo que foram derrotados, é muito importante que não haja uma desmobilização desses praticamente 15 dias que nos separam das eleições, isso para mim é extremamente importante. E isso que está acontecendo no Rio também está acontecendo em São Paulo, em Minas, em todas as regiões do Brasil. Quero aqui agradecer a manifestação que acabo de receber do dr. Ivo Sartori, do PMDB do Rio Grande do Sul, que foi em primeiro lugar para o segundo turno e que manifestou lá agora apoio à nossa candidatura. Pretendo na próxima semana ir pessoalmente agradecer essa manifestação porque acho que temos também condições de vencer lá. Então, o que há hoje é uma reorganização das forças políticas que estiveram em nosso entorno, que tinham uma prioridade com suas próprias eleições e passam agora a priorizar a eleição nacional.

Sobre expectativa da campanha

Tenho dito a todos os companheiros: não ganhamos absolutamente nada. Temos que continuar trabalhando e trabalhando muito. Vamos enfrentar uma campanha com uma máquina enorme contra nós e utilizada sem qualquer limite, como assistimos desde o início desta campanha. É hora de muito pé no chão, é hora de trabalharmos intensamente e mostrarmos que temos a melhor proposta para o Brasil. A minha grande companheira de caminhada será a verdade. A verdade e as minhas convicções pessoais, e elas são reais, acreditem nisso, de que posso fazer um governo que possa honrar todos os brasileiros, independente das regiões onde moram, e principalmente os mais pobres. Eu serei o presidente da República dos brasileiros que mais precisam da ação do Estado, dos brasileiros mais pobres, porque reorganizarei o país. Vou fazer o Brasil voltar a crescer, vou melhorar a saúde, vou melhorar a educação pública. É hora de trabalharmos muito. Não ganhamos absolutamente nada até aqui.

Sobre o senador eleito Romário (PSB/RJ)

Conversei por telefone com o Romário, ficamos de ver se nos falamos até amanhã. Eu acho que há uma convergência muito grande. O Romário foi uma das belas surpresas no Congresso Nacional. Eu, como tantos milhões de brasileiros, sempre fui admirador do Romário dentro dos campos, sempre nos deu muitas alegrias. Dentro da pequena área era imbatível, não no Brasil, no mundo. Tive oportunidade de conviver com ele em Brasília. E ele foi o parlamentar que fez uma opção clara por se dedicar a determinados temas e, para mim, será um prazer incorporar de forma ainda mais clara, explícita, algumas das suas preocupações em relação, por exemplo, a pessoas com deficiência, e tantas outras que ele vem trazendo, em relação à modernização e profissionalização do esporte, são absolutamente convergentes. Vamos aguardar que ele também se manifeste.

Neste momento da campanha eleitoral, temos que aguardar que as forças políticas que tiveram um outro posicionamento no primeiro turno, seja em razão das suas filiações partidárias, ou das circunstâncias locais, ou mesmo das opções que fizeram, tenham o seu tempo para tomar a decisão que for mais adequada. Eu não vou parar a minha campanha aguardando esta ou aquela manifestação, vocês sabem aquelas que me agradariam, mas hoje, a minha responsabilidade é tamanha para com o futuro do Brasil que não posso parar e olhar para os lados. Tenho que olhar para frente. Eu sei quem são os nossos adversários e é para enfrentá-los que me preparei. Então, é isso que farei até o final da campanha. E as boas adesões serão por mim comemoradas no momento em que vierem.

Sobre propostas, prioridades e expectativa de mais apoios

Não posso ficar especulando algo sobre uma decisão que não cabe a mim tomar. O que digo é o seguinte. Um programa de governo é uma obra em permanente de construção. Há sim uma convergência em muitos dos temas que foram defendidos pela candidata Marina e, obviamente, estarei sempre disposto a conversar sobre esses temas. Mas é uma decisão que cabe muito mais a ela, à Rede, ao seu grupo político, do que a mim. Já estou extremamente honrado com os apoios que recebi, inclusive do próprio PSB. Em relação a prioridades, numa eleição nacional você pode ter estratégias diferentes para determinados Estados ou regiões, mas você jamais vai ter uma prioridade. Se você me perguntar se minha prioridade será o Nordeste, sempre será. Agora e no governo principalmente. Isso quer dizer que São Paulo e Minas deixam de ser prioridades? De forma alguma. Estou absolutamente convencido de que vamos avançar em todas as regiões do Brasil e vamos vencer as eleições. Aqui mesmo disse a vocês que acreditava muito que estávamos avançando e íamos para o segundo turno. E nem todos acreditaram. Acreditem no que estou dizendo. Há um sentimento avassalador por mudança no país.  O desafio, e esse é meu esforço, é poder expressar esse sentimento de mudanças. As mudanças não são uniformes. As pessoas que querem mudanças querem mudanças que se distinguem em determinados temas como alguns que foram citados. Mas a união quando acontece no segundo turno é em torno de um objetivo maior.

Eu participei há 30 anos como espectador privilegiado, sem mérito algum, de uma grande articulação em torno de Tancredo Neves. Ali se somaram forças, por exemplo, de partidos comunistas à Frente Liberal, que era uma força considerada por alguns de direita conservadora, que deixava a base de sustentação de regime militar para se somar a Tancredo. Por que fizeram isso? Porque Tancredo representava a possibilidade de reencontrarmos a democracia no Brasil e encerrarmos o ciclo autoritário. Então, a união se deu em torno daquele projeto. E ele foi vitorioso. O destino pregou uma grande peça e impediu que Tancredo assumisse a Presidência da República. Mas a obra, o objetivo maior de todos aqueles que se uniram, foi alcançado. Derrotamos o regime autoritário e hoje vivemos numa democracia plena no Brasil, com as instituições sólidas, com liberdade de imprensa, à nossa disposição para escolhermos o nosso futuro.

Uma aliança no segundo turno não é em torno de quem seja, da minha candidatura, apenas. A minha é circunstancial. Em outros processos eleitorais, outras candidaturas surgirão. Elas se dão em torno de objetivo maior. E quais são eles? A mudança. A mudança de valores, a introdução de um governo eficiente e ético. Um governo que avance nas questões sociais, que garanta respeito à sustentabilidade, respeito à questão ambiental. Que permita o Brasil se integrar às cadeias globais de produção para que novos mercados se abram para aqueles que aqui produzem, e, em contrapartida, gerem renda e emprego no Brasil. Essas linhas gerais do que estamos propondo, certamente, são o porto seguro em torno do qual eu espero que as alianças que já foram extraordinárias nesses primeiros dias possam ainda ser ampliadas.

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Publicado em 10/10/2014, em Nordeste e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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